A cidade de Guadalupe foi mais uma vez
chocada com um grave acidente ocorrido na noite deste domingo, 10 de
julho, por volta das 22 horas. O acidente ocorreu na estrada que passa
na parede da Barragem de Boa Esperança, e envolveu um carro gol cinza,
prata de placa NKC 7215 de Brasília e uma motocicleta.
O Portal Cidade Luz entrevistou o cabo
Kleber que estava conduzindo os ocupantes do carro envolvido no
acidente, em uma ambulância do SAMU 192. Na ocasião nossa reportagem
conversou com os ocupantes do carro. O motorista se identificou no
momento do acidente como Gonçalo Ferreira do Sousa, filho de “Luís
“Rola”, estava visivelmente embriagado, e que tinha como seu
acompanhante o senhor Odair, também nas mesmas condições.
Sandes Júnior, vulgo “Moleque” e sua esposa Joseli.
O senhor Gonçalo parecia que ainda não estava ciente da grave situação
que tinha se envolvido, e afirmou que não andava a mais de 80km por
hora. O Portal Cidade Luz, não tirou fotos das vítimas em respeito aos
familiares e amigos, mais identificou o casal como sendo, Sandes Júnior,
vulgo “Moleque” e sua esposa Joseli Gonçalves.As duas vitimas eram sogros do meu sobrinho Evandro. O blog Edivaldo F Santos se solidariza pela triste tragédia e perda irreparável dessa família e ora para que Deus possa conceder aos mesmos forças nesse momento mais difícil da vida que um ser humano pode passar.
VERSO PARA MEMORIZAR: Deus “faz justiça aos
oprimidos e dá pão aos que têm fome. O Senhor liberta os encarcerados. O
Senhor abre os olhos aos cegos, o Senhor levanta os abatidos, o
Senhor ama os justos. O Senhor guarda o peregrino, ampara o órfão e a
viúva” (Sl 146:7-9).
Leituras da semana: Êx 22:21-23; 23:2-9; Am 8:4-7; Is 1:13-17; 58:1-14; At 20:35
Anos atrás, num dia frio na cidade de Nova York, um menino de dez
anos, descalço e tremendo, observava atentamente a vitrine de uma loja
de sapatos. Uma mulher foi até o menino e perguntou por que ele estava
observando a vitrine com tanto interesse. Ele disse que estava pedindo a
Deus que lhe desse um par de sapatos. A mulher o tomou pela mão e o
levou para dentro da loja. Ela pediu ao atendente que trouxesse seis
pares de meias; pediu também uma bacia com água e uma toalha. Levando
o rapazinho para o fundo da loja, ela tirou as luvas, lavou os pés dele e
os enxugou com a toalha. O atendente chegou com as meias. A mulher
colocou meias nos pés do menino e lhe deu um par de sapatos. Colocou a
mão na cabeça dele e perguntou se ele se sentia mais confortável. Quando
ela se virou para ir embora, o espantado rapazinho segurou a mão dela e
perguntou, com lágrimas: “A senhora é a esposa de Deus?”
Aquele menino falou uma verdade maior do que imaginava. A igreja de
Deus é Sua noiva, Sua esposa. Como membros de Sua igreja, precisamos
refletir seu caráter amoroso.
Forme pequenos grupos entre os jovens de sua comunidade.
Fortaleça a comunhão e promova a missão.
DOMINGO - Misericórdia e justiça: marcas do povo de Deus (Ano Bíblico: Pv 1-3)
Desde o princípio a justiça social fez parte das leis de
Deus e de Seu ideal para Seu povo. A justiça social é a intenção
original de Deus para a sociedade humana: um mundo em que as
necessidades básicas são satisfeitas, as pessoas prosperam e a paz
reina.
1. Leia os versos seguintes e resuma o
que eles dizem sobre a misericórdia e a justiça, ou sobre o que às vezes
é chamado de “justiça social”. Êx 22:21-23; 23:2-9; Lv 19:10; Pv 14:31;
29:7
A misericórdia e a justiça também são enfatizadas nas leis do sábado dadas ao antigo Israel. Deus delineou três tipos de sábado.
2. De que forma a ideia da misericórdia e da justiça
é refletida em cada um dos sábados mencionados nos textos a seguir? Êx
20:8-10; 23:10, 11; Lv 25:8-55
A. As instruções para a guarda do sábado incluíam o princípio da
garantia de oportunidades iguais para que todos descansassem, inclusive
servos, animais e estrangeiros.
B. A cada sete anos, o ano sabático era uma ocasião para o
cancelamento de dívidas, para demonstrar interesse pelos pobres e
libertar os escravos. Deus instruiu Seu povo a incluir os animais nos
benefícios do ano sabático (ver Lv 25:6, 7).
C. O ano do jubileu ocorria no quinquagésimo ano, após sete anos
sabáticos. A propriedade que havia sido vendida era devolvida ao
proprietário original, as dívidas eram perdoadas e os prisioneiros e
escravos eram libertados. O jubileu era um equalizador da sociedade, um
reinício que dava a todos a oportunidade de recomeçar a vida. Era uma
“salvaguarda contra os extremos da riqueza ou da miséria”(Ellen G.
White, A Ciência do Bom Viver, p. 185).
Ali, na própria estrutura da sociedade hebreia, podemos ver como a
justiça e a misericórdia atuavam juntas em favor dos menos afortunados
da sociedade.
Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/
SEGUNDA - Preocupações universais (Ano Bíblico: Pv 4-7)
3. Leia Gênesis 2:1-3. O que essa passagem nos diz sobre a universalidade do sábado?
Se observarmos verdadeiramente o sábado, não nos contentaremos apenas
com nosso próprio descanso (Êx 23:12), redenção (Dt 5:12-15) e
restauração final na nova Terra (Is 66:22, 23), mas ajudaremos outras
pessoas a encontrarem o descanso em Deus. Na verdade, o sábado nos diz
que Deus é o Criador de todos os que vivem na Terra, Aquele que provê
descanso para todos eles. A universalidade do descanso do sábado implica
que todos nós, ricos ou pobres, temos algo em comum. A paternidade
comum de Deus significa uma igualdade e um interesse comum entre todos
os seres humanos.
Além disso, como vimos ontem, o interesse pela justiça social se
estende dos sábados semanais para os anos sabáticos e ao ano do jubileu.
Os princípios por trás dos três sábados apresentados em Levítico 23 e
25 se estendem também para os cristãos. O sábado apontará perpetuamente
para o passado, para a criação, para a cruz, bem como para o futuro e a
nova Terra. Ele fortalecerá nosso relacionamento com nosso compassivo
Criador e Salvador, levando-nos assim para mais perto daqueles que Ele
ama profundamente – pessoas que têm necessidades profundas, que são
pobres ou estão sofrendo.
Note que, embora o ano sabático e o ano do jubileu ilustrem
princípios eternos, isso não significa que devamos observar literalmente
essas festas hoje em dia. Não devemos. Diferentemente do sábado
semanal, instituído na criação, no mundo anterior à queda, o ano
sabático e o ano do jubileu estão entre os sábados cerimoniais que eram
“sombra das coisas que haviam de vir” (Cl 2:16, 17) e que apontavam para
o futuro, para o ministério e o sacrifício de Jesus, e que terminariam
com Sua morte na cruz. Esses sábados apontam para um princípio
relacionado à maneira pela qual devemos tratar os outros, especialmente
os necessitados. Como um povo redimido, Israel tinha a obrigação de ser
uma luz para o mundo, mostrando aos outros a misericórdia de Deus sem
parcialidade. Com ações de graças, deviam representar o caráter de Deus
àqueles que não O conheciam.
Leia Amós 8:4-7. O que estava acontecendo ali? Somos culpados de
fazer a mesma coisa com os outros? De acordo com o contexto, o que
significam as palavras: “Eu não Me esquecerei de todas as suas obras, para sempre”?
TERÇA - A voz profética: parte 1 (Ano Bíblico: Pv 8-11)
4. “Erga a voz em favor dos que não podem
defender-se, seja o defensor de todos os desamparados. Erga a voz e
julgue com justiça; defenda os direitos dos pobres e dos necessitados”
(Pv 31:8, 9, NVI). Como podemos aplicar esses princípios à nossa vida?
Até agora, nesta semana, notamos que Deus deseja que Seu povo
expresse Suas características de misericórdia e justiça como parte do
comportamento ideal que deve ter. Os profetas hebreus erguiam
frequentemente a voz em favor dos necessitados, chamando o povo de Deus
ao arrependimento por ter representado mal o interesse divino pelos
marginalizados e oprimidos. Na verdade, para Deus esse comportamento
altruísta de socorrer os outros é igual à verdadeira adoração.
5. Leia Isaías 1:13-17. Qual é a definição divina da verdadeira adoração? Como podemos aplicar esses conceitos à nossa vida?
Embora muitos dos profetas do Antigo Testamento dirigissem a atenção
das pessoas para eventos futuros que estavam além de seu tempo, também
se concentravam muito na reforma espiritual e moral, e no serviço
abnegado que devia ocorrer em sua época. A voz profética dos servos do
Senhor soava mais alto quando o povo de Deus fazia esforços
extravagantes para Lhe prestar culto, mas não refletia Sua compaixão
para com os sofredores que os cercavam. Não dá para imaginar
uma testemunha mais ineficaz do que aquela que está tão ocupada
“adorando” a Deus que não tem tempo para ajudar os necessitados. Não
estamos revelando uma forma de “adoração” quando servimos ao Senhor ao
atender às necessidades dos outros?
Neste relato, o pastor Mark Mona, presidente da sede administrativa localizada na região norte do Alto Nilo, Sudão do Sul, compartilha a experiência de viver em meio à guerra civil em Malakal, cidade em que está localizada a sede da Missão.
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VERSO PARA MEMORIZAR: “Também disse Deus: Façamos o
homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança; tenha ele domínio
sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais
domésticos, sobre toda a Terra e sobre todos os répteis que rastejam
pela terra” (Gn 1:26).
Leituras da semana: Gn 1:26-28; Sl 8:3-8; Gn 2:15; Rm 8:20-22; Êx 20:1-17; Rm 1:25; 2Ts 3:10
Na queda, nossos primeiros pais perderam mais do que apenas a imagem
original de Deus. “Quando foi criado, Adão foi colocado no domínio da
Terra. Porém, ao ceder à tentação, colocou-se sob o poder de Satanás, e o
domínio que havia exercido passou para aquele que o havia vencido.
Assim, Satanás se tornou ‘o deus deste mundo’ (2Co 4:4, NTLH). Ele
usurpou o domínio da Terra que havia sido confiado originalmente a Adão.
Mas Cristo, que por Seu sacrifício pagou a penalidade do pecado, não só
redimiria o homem, mas recuperaria o domínio que este havia perdido.
Tudo o que tinha sido perdido pelo primeiro Adão seria restaurado pelo
segundo” (Ellen G. White, Signs of the Times, 4 de novembro de 1908).
Embora a ideia de “domínio” tenha conotações negativas hoje, isso não
ocorria lá no Éden. O que significava o domínio concedido aos seres
humanos? O que a igreja pode fazer para ajudar as pessoas a recuperar um
pouco do que foi perdido após a trágica queda de nossos primeiros pais
no Éden?
Inicie uma classe bíblica com os juvenis e jovens de sua
comunidade, com o objetivo de prepará-los para o batismo da primavera,
no mês de setembro.
DOMINGO - Criado para o domínio (Ano Bíblico: Sl 106-110)
Recentemente alguém escreveu o seguinte sobre uma amiga,
ateísta declarada, que disse que às vezes “acorda no meio da noite,
preocupada com uma série de perguntas profundas: ‘Será que este mundo é
verdadeiramente resultado de uma grande explosão cósmica acidental? Como
pode não haver nenhum planejamento, nenhum grande propósito para nossa
existência e para a do Universo como um todo? Será que todas as vidas –
incluindo a minha, a do meu marido e as dos meus dois filhos – são
totalmente irrelevantes e sem sentido? Será que minha vida não tem
nenhum significado nem propósito?’”
Depois da queda, a humanidade perdeu muito! Como a
história da queda mostrou, tornamo-nos alienados, não só de Deus, mas
uns dos outros. Até mesmo nossa relação para com a Terra mudou. E, como
mostram as perguntas feitas pela mulher citada acima, também lutamos
para entender quem somos e qual é o propósito da vida. Para muitos,
esses problemas se tornam muito piores pela ideia prevalecente de que
nossa existência resultou apenas do acaso, sem nenhum planejamento ou
propósito estabelecido por um Deus criador.
1. Quais são os propósitos para a criação
da humanidade? Gênesis 1:26-28; Salmo 8:3-8; Isaías 43:6, 7. O que
significa a expressão “criei para Minha glória” (Is 43:7)? De que forma a
glória de Deus está relacionada ao domínio?
Como podemos ver nos versos de Gênesis, ainda que Deus tenha tido
outras razões para criar Adão e Eva, eles também foram criados para ter
domínio sobre a Terra (Gn 1:26-28). Juntos, refletindo a glória e o
caráter de Deus, o primeiro casal devia ser um canal por meio do qual
Aquele que tem a glória e o domínio supremos (Ap 1:5, 6) iria sustentar,
administrar e cuidar do restante de Sua criação na Terra. Quem sabe
como a glória de Deus teria sido revelada por meio deles e de seu
domínio sobre o mundo se não tivesse surgido o pecado?
Agora, porém, por meio da fé em Jesus e da entrega de nossa vida a
Ele em fé, obediência e cooperação, podemos dizer, com Davi: “O Senhor
cumprirá o Seu propósito para comigo!” (Sl 138:8, NVI). Saber que Deus
tem um propósito para cada um de nós é motivo de confiança e alegria,
especialmente quando nos entregamos a Ele para que Sua vontade se cumpra
em nós.
Se alguém lhe perguntasse: “Qual é o propósito da sua vida?”, o que você responderia, e por quê?
Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/
SEGUNDA - O privilégio do domínio(Ano Bíblico: Sl 111-118)
2. Qual é o “domínio” que os seres humanos deviam ter sobre a Terra? Gn 1:26-28
A palavra bíblica “domínio” vem do verbo hebraico radah.
Essa palavra indica direito e responsabilidade de governar. Implica,
nesse contexto, uma hierarquia de poder e autoridade, na qual a
humanidade está posicionada acima do restante do mundo natural. Embora o
verbo radah, de acordo com seu uso no Antigo Testamento, não
defina como esse domínio devia ser exercido, o contexto de uma criação
inocente e perfeita mostra que a intenção deve ter sido um domínio de
natureza benevolente.
Conclusões semelhantes podem ser extraídas a respeito da ordem de sujeitar a Terra em Gênesis 1:28. O verbo sujeitar, do hebraico kavash,
também retrata um relacionamento hierárquico no qual os seres humanos
estão colocados acima da Terra e recebem poder para controlá-la. Em
outras partes do Antigo Testamento o verbo kavash é ainda mais enfático do que radah,
e descreve o ato literal de subjugar, de forçar outra pessoa a ocupar
uma posição subordinada (Nm 32:22, 29; Jr 34:11, 16; Et 7:8; Ne 5:5). Em
muitos desses casos, fica evidente o abuso de poder e Deus expressa Seu
desagrado com isso. Mas, novamente, tendo em vista o contexto da
história da Criação, de um casal sem pecado criado à imagem de Deus para
governar a Terra, essa sujeição poderia ser caracterizada somente como
um serviço benevolente que os seres humanos prestariam à criação, como
representantes do Criador. Certamente, isso não consistiria numa
exploração.
Encontramos uma dimensão adicional desse conceito de domínio em
Gênesis 2:15, quando Deus colocou Adão no jardim para cultivá-lo (abad –trabalhar, servir, lavrar) e guardá-lo (shamar – cercar, guardar, proteger, cuidar, olhar atentamente, vigiar, preservar, considerar, reservar).
Tendo isso em mente, descobrimos que domínio é administração ou
governo cuidadoso e amoroso. Em seu relacionamento com Deus, nossos
primeiros pais tinham todos os recursos e a autoridade de que precisavam
para exercer seu domínio, que deveria refletir o amor de Deus por Sua
criação.
Embora a palavra “domínio” tenha conotações negativas, não era
esse o caso quando ela foi usada pela primeira vez na Bíblia. Quais
princípios aprendemos com o uso desse termo antes do pecado? Como
podemos aplicá-los aos nossos relacionamentos com coisas ou pessoas
sobre as quais temos “domínio”?
TERÇA - Limites (Ano Bíblico: Sl 119)
O domínio dos seres humanos sobre “toda a Terra” (Gn 1:26) indica que não há limites ao nosso domínio? A história bíblica indica que o domínio (que também pode ser entendido como “administração”) precisa ter limites.
Por exemplo, Deus disse a Adão que a árvore do conhecimento do bem e do mal era proibida (ver Gn 2:15-17). O primeiro pecado, portanto, foi no contexto da administração. Adão e Eva excederam os limites que Deus havia estabelecido ao domínio deles. A criação ainda está sofrendo por causa dessa violação de limites (ver Rm 8:20-22).
3. Leia Êxodo 20:1-17. Que tipo de “limites” são estabelecidos pela lei de Deus? O que a lei nos diz sobre os limites do domínio humano?
Ao longo da história da humanidade (por exemplo, o faraó em Êxodo 1–14; Herodes em Mateus 2), e até o fim dos tempos (ver Apocalipse 13), tiranos dirigidos por Satanás são conhecidos por tentar dominar aquilo sobre o que não têm controle legítimo. Eles imitam Satanás, que usurpou o poder e se tornou “o príncipe deste mundo” (Jo 12:31, NVI). O domínio que se degenera se torna opressão.
Por outro lado, há aqueles que se recusam a administrar as coisas sobre as quais precisam exercer domínio (ver Mt 25:14-30; Lc 19:12-27).
Embora o pecado tenha levado a humanidade a perder o nível de domínio concedido na criação, nosso domínio original não foi inteiramente perdido por causa do pecado. Ainda há muita coisa dentro de nossa atual esfera de responsabilidade: por exemplo, o controle sobre nossa vida pessoal, que Cristo nos capacita a exercer (ver 1Co 9:25-27; Gl 5:22, 23), e o cuidado da Terra e de suas criaturas, bem como de tudo o que Deus nos concedeu (ver Tg 1:17; Mt 25:14-30). Como cristãos, precisamos compreender quais são nossos limites, e então ser administradores fiéis dentro desses limites.
Quais são os limites específicos que você precisa respeitar em relação aos outros, como familiares, amigos e colegas de trabalho? Que princípios podemos usar para saber quais são esses limites (ver, por exemplo, Mateus 7:1, 12)?
QUARTA - O cuidado da Terra (Ano Bíblico: Sl 120-134)
4. “Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para o cultivar e o guardar” (Gn 2:15). Que princípio encontramos nesse texto sobre a maneira pela qual devemos cuidar do planeta?
Antes do pecado, Adão e Eva tinham recebido a incumbência de administrar tudo o que Deus havia criado. Eles tinham controle sobre a vida vegetal e animal. Contudo, após o pecado toda a natureza parecia se rebelar contra eles na mesma extensão em que eles se haviam rebelado contra Deus. Os seres humanos começaram a verificar que eram impotentes diante dos elementos (o clima, o cultivo da terra e o reino animal).
“Entre os seres inferiores, Adão estivera como rei, e enquanto permaneceu fiel a Deus, toda a natureza reconheceu seu governo. Mas quando ele transgrediu, foi despojado desse domínio. O espírito de rebelião que ele mesmo havia acolhido, estendeu-se por toda a criação animal. Assim, não somente a vida do homem, mas a natureza dos animais, as árvores da floresta, a relva do campo, o próprio ar que ele respirava, tudo apresentava a triste lição do conhecimento do mal” (Ellen G. White, Educação, p. 26, 27).
Hoje ainda somos devastados por desastres naturais e pelo nosso ecossistema em deterioração, pelo menos em alguns lugares. Assim, fazemos grandes esforços para usar a tecnologia e a indústria a fim de nos proteger. Contudo, ainda que a tecnologia e a indústria nos ajudem, às vezes essa mesma tecnologia pode causar danos ao planeta. A ecologia é uma questão moral, ética e teológica, principalmente quando a exploração da Terra pode levar a grandes dificuldades para outros.
“Os adventistas defendem um estilo de vida simples e saudável, em que as pessoas não participam da rotina do consumismo desenfreado, do acúmulo de bens e da produção exagerada de lixo. É necessário que haja respeito pela criação, restrição no uso dos recursos naturais, reavaliação das necessidades e reafirmação da dignidade da vida criada” (Declarações da Igreja, Casa Publicadora Brasileira, Tatuí, SP, 2003, p. 36).
Como alcançar o equilíbrio em nossa atitude para com a Terra, sendo bons administradores do nosso lar e evitando o perigo de transformar em deuses a Terra e o meio ambiente? Que advertência encontramos em Romanos 1:25?
QUINTA - Restauração do domínio (Ano Bíblico: Sl 135-139)
Por meio da queda os seres humanos perderam muito, inclusive o tipo de domínio que nossos primeiros pais tiveram o privilégio de exercer no Éden. Cristo veio a fim de restaurar para nós aquilo que perdemos.
Pelo que Cristo fez por nós, também somos chamados por Deus para alcançar outros, ajudando-os a recuperar, em Cristo, aquilo que Ele nos havia concedido. Esse processo só será concluído na segunda vinda de Jesus e nos eventos que ocorrerão depois disso. No entanto, podemos fazer muita coisa agora para auxiliar os necessitados, perdidos e oprimidos. Podemos ser usados por Deus para ajudar a iniciar essa restauração agora mesmo, alcançando e auxiliando os necessitados em todos os aspectos.
5. O que podemos fazer para ajudar as pessoas a recuperar um pouco do “domínio” perdido através do pecado?
Dt 15:7-12:
Lc 14:12-14:
1Pe 3:15:
Tg 1:27:
Is 58:7:
2Ts 3:10:
Como parte do corpo da igreja, há muito que podemos fazer, que devemos fazer e que fomos chamados a fazer para ajudar os necessitados. Às vezes, pode ser algo básico, como oferecer alimento, roupas ou abrigo para alguém em urgente necessidade. Embora o serviço humanitário seja necessário, é preciso algo mais que isso para ajudar as pessoas a restaurar o domínio em sua vida.
Embora devamos sempre estar prontos a dar a razão da esperança que há em nós, devemos também, quando e onde pudermos, satisfazer as necessidades físicas das pessoas e indicar-lhes um modo de vida melhor.
Embora cada situação seja diferente, e as necessidades sejam variadas, fomos chamados por Deus para ser luz e fonte de cura e esperança em nossa comunidade. Essa é uma parte essencial do que significa ser testemunhas do Deus de amor e salvação a quem servimos.
Na força do Senhor, precisamos fazer tudo que pudermos para ser um farol que ilumina e leva esperança aos necessitados. Como cristãos, não podemos fazer menos que isso. Ao cumprir esse papel de serviço, ajudamos as pessoas a ver como Deus é. Além disso, ao cuidar das suas necessidades físicas, preparamos o caminho para que o coração delas seja alcançado pelo Espírito Santo. Era isso que Jesus fazia, e é isso que somos chamados a fazer também.
Leia, de Ellen G. White, “Temperança e Dietética” e “Disciplina”, em Educação, p. 202-206, 287-290; “Necessidade de Domínio Próprio”, em Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 73, 74; “Os Princípios da Mordomia” e “Participando das Alegrias dos Remidos”, em Conselhos sobre Mordomia, p. 111-113, 348-350.
Se não fosse pela Palavra de Deus, que revela nossas origens e a origem do pecado, da morte e do mal, simplesmente consideraríamos isso como algo comum, meramente uma parte da vida. Mas a história da queda nos mostra que, na verdade, as coisas não deveriam ser assim. Então, logo depois que eles pecaram, repentinamente sua relação com o mundo se tornou diferente, porque eles mudaram, e o mundo físico mudou também. Subitamente, o domínio que eles haviam desfrutado foi perdido, e as consequências foram enormes! “Os espinhos e cardos (Gn 3:17, 18), as consequências do dilúvio (Gn 7:12), as terras desérticas e áridas, e os gemidos da Terra por libertação (Rm 8:19-22) são algumas das imagens usadas pela Bíblia para descrever o efeito do pecado sobre o mundo” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia. Tatuí, SP, Casa Publicadora Brasileira, 2011; p. 286). Deveríamos ser muito gratos pelo plano da salvação, que irá restaurar tudo o que foi perdido!
Perguntas para reflexão
1. Embora o contexto imediato de Êxodo 23:10-12, Deuteronômio 11:11, 12 e 20:19, 20 não tenha a ver com a ecologia como a entendemos hoje, que princípios encontrados nesses textos nos ajudam a entender nossa necessidade de ser bons administradores do meio ambiente? Como saber se já ultrapassamos os limites, deixando de ser bons mordomos do meio ambiente para nos tornarmos adoradores dele?
2. Pense sobre o mundo natural que conhecemos. Ele é um amigo ou um inimigo? Como você pode justificar sua resposta?
3. Qual é o significado e o propósito da vida? Qual é a diferença entre nossas respostas e as respostas dos que não creem em Deus nem na salvação?
4. Como podemos recuperar o domínio do mundo de tal maneira que ajude a restaurar seu significado original?
Respostas sugestivas: 1. Refletir a imagem de Deus; administrar o meio ambiente e os outros seres vivos com base na vontade do Criador; viver em família e se multiplicar; adorar e glorificar o Senhor. 2. Governar a Terra e suas criaturas; administrar a natureza, proteger o meio ambiente e, ao lado dos seres criados, adorar o Criador.3. Os limites do amor, os limites da lei dos dez mandamentos, que nos dizem para amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a nós mesmos. O mandamento do sábado ensina o respeito aos trabalhadores e aos animais. 4. Devemos cultivar a terra para que ela produza alimento para manter a vida humana; não devemos explorar nem destruir a natureza por motivos gananciosos; precisamos ajudar a proteger e restaurar o meio ambiente. 5. Doar e emprestar aos pobres com generosidade; ser justo para com os empregados; dar atenção e ajuda aos necessitados e pessoas que não podem nos recompensar; ensinar aos outros sobre a esperança em Cristo; visitar órfãos e viúvas nas suas tribulações; buscar a santificação; repartir o pão com o faminto, recolher em casa os desabrigados e vestir o nu; ser acessível aos semelhantes; ser um exemplo no trabalho, para não ser pesado aos outros.