Não é fácil dizer “adeus”, dizer “até um dia”! Desde a hora que você se foi, minha querida mana, nada tem sido fácil. Acontece que chega uma hora que você tem de decidir, tem de encontrar a
melhor forma para resolver todas as barreiras que a estrada da vida
contém. Decidi dizer “adeus”, falar “até um dia” e fazer do seu nome uma
linda lembrança eterna e imortal. Até um dia, minha herói! Hoje lhe digo o derradeiro adeus. Hoje o vejo partir para não mais
voltar. Quantas vezes, lhe dei um beijo de despedida na certeza de que
em breve iria vê-lo novamente? Agora sei que isso não mais acontecerá.
Ainda não consigo entender realmente o que será viver sem a sua
presença aqui. Sinto uma vazio tão grande, que nem parece real. Quero
acreditar que a qualquer momento você vai voltar, mas sei que isso não
vai acontecer. Tenho medo do que ainda está por vir. Tenho medo
de como será a minha vida sem você. Tenho medo do sofrimento e da
solidão que vou sentir, tenho medo de não suportar. Assim, sei que não será
fácil seguir em frente. Não importa o tempo que passar, você
ficará para sempre viva em minha memória e presente em minha vida. Quero
apenas que esta dor um dia diminua, e que no lugar dela fique apenas
saudade, e as boas lembranças dos nossos momentos felizes. Não, eu não
quero dizer adeus. Quero guardar você dentro do meu peito, dentro da
minha vida, com todo o meu amor!
guerreira, corajosa, alegre, determinada. todos sentiremos muitíssimo a sua falta, jamais você será esquecida e apesar da forma brutal e inesperada como você se foi doí lembrar o quanto sofreu e não teve sem duvida nenhuma chance de defesa quando foi atacada pela pior espécie da terra.
fica a saudade de sua mãe, seus amados Filhos, irmãos, parentes e amigos.
Resta agora pra nós a esperança na volta de Jesus na ressurreição dos justo, quando acredito te encontrar e dizer, acabou o pesadelo.
te amaremos sempre e estará sempre em nossos corações, durma tranquila, nossa Maria da Cruz Silva Ferreira.
VERSO PARA MEMORIZAR: “O que se gloriar, glorie-se
nisto: em Me conhecer e saber que Eu sou o Senhor e faço misericórdia,
juízo e justiça na Terra; porque destas coisas Me agrado, diz o Senhor” (Jr 9:24).
Leituras da Semana: Jr 9; Jr 10:1-15; Rm 1:25; Jr 26; At 17:30; At 5:34-41
As angústias e provações do servo de Deus continuam. Na
verdade, quase todo o livro de Jeremias trata dos desafios e lutas que o
profeta enfrentou para tentar fazer o povo dar ouvidos às palavras que o
Senhor, com amor e interesse
, estava procurando
transmitir à nação. Imagine o que teria acontecido se as pessoas
tivessem dado ouvidos a Jeremias e aceitado a advertência do profeta. Se
tivessem dado ouvidos, isto é, se o povo, os reis e os líderes tivessem
se humilhado diante de Deus, a terrível crise não teria sobrevindo. A
chance de arrependimento estava diante deles. Mesmo depois de terem
praticado tantas injustiças, tantas maldades, a porta da redenção e da
salvação ainda não se havia fechado. Continuava aberta; eram eles que,
simplesmente, se recusavam a entrar por ela.
Como já foi dito, é muito fácil balançar a cabeça em
desaprovação por causa da dureza de coração deles. “Estas coisas lhes
sobrevieram como exemplos e foram escritas para advertência nossa, de
nós outros sobre quem os fins dos séculos têm chegado” (1Co 10:11).
Temos esses exemplos diante de nós. O que aprenderemos com eles?
Nos pequenos grupos, nas classes bíblicas, nas classes
da Escola Sabatina e em outros ministérios existem amigos que podem ser
convidados para assistir à semana de evangelismo de colheita, que
ocorrerá de 21 a 28 de novembro. Já escolheu um amigo para convidar?
DOMINGO - Razões para se gloriar (Ano Bíblico: At 7–9
Em Jeremias 9, o profeta iniciou seu lamento porque viu a
catástrofe inevitável que sobreviria ao seu país e ao seu povo. Deus
pronunciou juízo sobre Jerusalém, e quando Deus diz que fará algo, Ele o
faz. O que eles iriam enfrentar não era algo casual, não era
simplesmente uma daquelas coisas terríveis e inexplicáveis que acontecem
de vez em quando. Não, o que eles iriam enfrentar seria um juízo direto
de Deus. Era o reconhecimento disso que estava causando a Jeremias
tanta tristeza. Sua tristeza, porém, era apenas um pequeno reflexo da
dor que Deus deve ter sentido.
Embora o contexto seja diferente, esta citação expressa
muito bem a ideia: “Aos nossos sentidos embotados, a cruz é uma
revelação da dor que o pecado, desde o seu início, acarretou ao coração
de Deus. Cada desvio do que é justo, cada ação de crueldade, cada
fracasso da natureza humana para atingir seu ideal, traz-Lhe pesar.
Quando sobrevieram a Israel as calamidades que eram o resultado certo da
separação de Deus – subjugação por seus inimigos, crueldade e morte, é
dito que ‘Se angustiou a Sua alma por causa da desgraça de Israel’ (Jz
10:16). ‘Em toda a angústia deles foi Ele angustiado; … e os tomou, e os
conduziu todos os dias da antiguidade’” (Is 63:9, ARC; Ellen G. White, Educação, p. 263).
1. Leia em Jeremias 9 o triste lamento do profeta.
Concentre-se especialmente nos versos 23 e 24. Por que essas palavras
são tão relevantes para nós?
Dizem que, a respeito da morte, todos nós somos como uma
“cidade sem muros”. A sabedoria, a força e as riquezas têm seu lugar,
mas confiar nessas coisas, especialmente em meio à catástrofe, ou quando
a morte parece iminente, é algo infrutífero, sem sentido e inútil. Em
meio a todas as advertências sobre a ruína inevitável, foi dito ao povo o
que realmente importa: conhecer e compreender por nós mesmos, pelo
menos até onde podemos, a misericórdia, o juízo e a justiça de Deus.
Além desse conhecimento, existe alguma outra coisa que nos ofereça
esperança e conforto, quando perdemos todas as coisas terrestres e
humanas, até mesmo a nossa saúde?
O que a cruz nos diz sobre a misericórdia, o juízo e a justiça de Deus?
Você já leu sua Bíblia hoje? Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus.
SEGUNDA - Criaturas ou o Criador? (Ano Bíblico: At 10–12)
Como já vimos, o povo de Deus foi chamado para ser
diferente das nações ao seu redor, que estavam mergulhadas no paganismo,
idolatria e falsos ensinos. Muitas das advertências contidas nos
primeiros cinco livros de Moisés foram dirigidas, especialmente, contra a
imitação das práticas das nações vizinhas. Em vez disso, os israelitas
deviam ser testemunhas ao mundo quanto à verdade sobre o Senhor como
Criador e Redentor. Infelizmente, grande parte da história do Antigo
Testamento mostra que eles foram frequentemente seduzidos e acabaram
caindo exatamente nas práticas contra as quais haviam sido advertidos.
2. Leia Jeremias 10:1-15. O que o Senhor disse a Seu
povo? Se essa advertência fosse dada hoje, no contexto de nosso tempo e
de nossa cultura, como seria escrita?
Jeremias disse ao povo o que ele já devia saber: esses
deuses pagãos não passam de invenções humanas, e são produto da
imaginação diabolicamente distorcida das pessoas. Esse é um dos
principais exemplos do que Paulo queria dizer quando escreveu, séculos
mais tarde, sobre aqueles que “mudaram a verdade de Deus em mentira,
adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito
eternamente. Amém!” (Rm 1:25).
Note, nesse verso, como Paulo contrastou a criação e o
Criador. Esse mesmo contraste é apresentado na passagem de Jeremias, que
fala sobre a impotência e fraqueza desses “deuses” em contraste com o
verdadeiro Deus. Nesses versos, Jeremias estava tentando mostrar ao povo
a loucura e a tolice de alguém colocar sua confiança nessas coisas, que
são incapazes de qualquer ação. Tudo isso está em contraste com o Deus
criador, que não apenas fez o mundo, mas o sustenta por Seu poder (ver
Hb 1:3).
Por mais antigo que seja esse texto, sua
mensagem ainda é relevante. Talvez não sejamos tentados a nos inclinar
perante estátuas feitas por homens e adorá-las; a maioria de nós também
não fica espantada nem atemorizada com os sinais nos céus. Porém, ainda é
fácil colocar nossa confiança em coisas que não podem salvar–nos, assim
como aqueles ídolos seriam incapazes de salvar a Judeia no dia do
juízo.
Quais são algumas coisas em que confiamos mais do que deveríamos? Como vencer esse problema?
Bom dia Amados! Mais uma vez o Provai e Vede vem falando do amor de Deus por nós. Vamos ouvir a história de Edson. Esta é uma produção da Divisão Sul Americana, com a direção de Melchi
Rodrigues, com a voz padrão do nosso amigo Daniel Gonçalves. Que todos possam usufruir deste trabalho. Um grande abraço e fiquem com Deus. Download aqui
Olá irmãos! Segue o material desta semana. Algo que muitas pessoas tem certeza, mas não é: O vídeo do
Informativo que produzimos não é oficial. É um material voluntário para
atender essa necessidade. Abração e fiquem com Deus. Vídeo – 720×480 MP4 (57,3 MB): Clique aqui Vídeo – 720×480 WMV (34,7 MB): Clique aqui Vídeo – 360×240WMV (10,3 MB): Clique aqui
“Senhor, Tu me enganaste, e eu fui engando; foste mais forte do que
eu e prevaleceste. Sou ridicularizado o dia inteiro; todos zombam de mim”
(Jr 20:7, NVI). O que é um terremoto? Quanto tempo antes de acontecer
você toma conhecimento dele? Quais são os seus planos e como é sua
expectativa de vida dez minutos antes de um terremoto? Em uma região de
terremotos, o seu acontecimento é sempre uma probabilidade potencial
para qualquer momento. Pode estar a segundos ou anos. Os sismógrafos o
acusam quando acontece, mas nunca conseguem antecipar o seu movimento
destruidor.
Se vivesse em uma região de terremotos sentir-se-ia
feliz em receber a advertência de seu tremor com alguns dias de
antecedência? Como reagiria à mensagem?
Nos dias do profeta
Jeremias, o povo de Judá e de Jerusalém, vivia na iminência de uma
catástrofe social. Jerusalém seria destruída e os judeus seriam levados
para o exílio. No entanto, as reações eram desanimadoras. O profeta
recebeu a alcunha: Terror para todos os lados. (Jr 20:10).
As
mensagens do profeta Jeremias não seguem uma cronologia sequencial, o
que torna difícil situá-las no tempo. O seu chamado para o ministério
pode ser localizado porque está relacionado com o décimo terceiro ano do
reinado de Josias, portanto, ano 627 a.C. (Jr 1:2). No capítulo 3:6,
ainda aparece Josias como rei, ao tempo da mensagem, mas sem definir a
data. Até o capítulo19 não há indicações de quando as mensagens foram
proferidas. No capítulo 20 aparece o sacerdote Pasur, filho de Imer, que
não deve ser confundido com Pasur, filho de Malquias, que não é
identificado como sacerdote, mas está relacionado com o rei Zedequias
(Jr 21:1), quando Nabucodonosor já estava em sua terceira campanha
contra Jerusalém.
O capítulo 22 contém mensagens dirigidas aos
três reis antecedentes de Zedequias: Salum ou Jeoacaz (Jr 22:1-17),
identificando o rei no verso 11 como filho de Josias. Teve um curto
reinado de três meses, sendo levado preso para o Egito, pelo faraó Neco
(2Cr 36:2-4). Jeoaquim (Jr 22:18-23), identificado no verso 18, também
como filho de Josias. Exerceu o reinado durante onze anos (2Cr 36:5-8). E
Joaquim (Jr 22:24-30), identificado no verso 24 como filho de Jeoaquim.
Seu reinado foi de pouco mais de três meses, levado para o cativeiro
babilônico no ano no ano 597 a.C.
Por estes acontecimentos compreende-se a tristeza do profeta procurando despertar o povo para a sua realidade.
Pense:
“Ouço muitos comentando: ‘Terror para todos os lados! Denunciem-no!
Vamos denunciá-lo!’ Todos os meus amigos estão esperando que eu
tropece, e dizem: ‘Talvez ele se deixe enganar; então nós o venceremos e
nos vingaremos dele’” (Jr 20:10, Nova Versão Internacional).
Desafio:
“Eles dirão ‘O que houve com a promessa de sua vinda? Desde que os
antepassados morreram, tudo continua como desde o princípio da criação” (2Pe 3:4, Nova Versão Internacional).
Domingo, 25/10/2015
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SACERDOTES E PROFETAS ÍMPIOS
Já foi dito muitas vezes que o Deus do Velho Testamento é o Deus da
justiça, e o Deus do Novo Testamento é o Deus do amor. Há aqueles que
vão mais longe: Deus o Pai é da justiça e do castigo, e Jesus, é da
graça, do amor e do perdão.
Logo a seguir da síntese do evangelho
do amor de Deus (Jo 3:16), João faz a declaração conclusiva da justiça e
do amor de Deus: “Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus” (Jo 3:18, Nova Versão Internacional).
O
argumento é muito claro: tanto o amor como a justiça Deus, são
atribuídos dependendo da aceitação ou da rejeição da dádiva. Deus revela
o Seu amor e a sua justiça, aquele que crê no nome de Jesus, a justiça e
o amor de Deus manifestos, é envolvido pelo amor de Deus; aquele que
não crê, permanece na condenação da justiça. A decisão para receber uma
ou outra recompensa, é do pecador. “Quem crê no Filho tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (Jo 3:36, Nova Versão Internacional).
Porém,
o amor e a justiça de Deus são apresentados de modo muito amplo no
Velho Testamento, é apenas uma questão de avaliar. No capítulo 5 de
Jeremias, o profeta acusa duramente o povo porque são exploradores de
ganância ilimitada (Jr 5:27); não se importam com o infortúnio de seus
semelhantes (Jr 5:28); a liderança espiritual age com engano e falsidade
(Jr 5:31); “cometem adultério e vivem uma mentira. Encorajam os que praticam o mal, para que nenhum deles se converta”
(Jr 23:14, Nova Versão internacional); mas ainda assim usam o nome do
Senhor ao cometer as suas maldades (Jr 5:2); o Senhor pergunta: “Não devo Eu castiga-los?” (Jr 5:29).
No entanto, antes de fazer esta pergunta que parece apresentar a Deus como pronto para executar justiça, Ele faz a proposta: “Dai
voltas às ruas de Jerusalém; vede agora, procurai saber, buscai pelas
suas praças a ver se achais alguém, se há um homem que pratique a
justiça ou busque a verdade, e eu lhe perdoarei a ela” (Jr 5:1, Nova Versão Internacional).
Poderia
Deus usar outra ilustração para manifestar a grandeza de Sua graça, Seu
amor e Seu perdão? Um pecador que confesse o nome de Jesus, a verdade e
a justiça personificada, seria o suficiente para afastar o castigo do
cativeiro iminente da cidade de Jerusalém. A justiça do amor e a justiça
do castigo estão condicionadas à resposta do pecador. É a escolha que
define a recompensa.
Pense:
“Por isso assim diz o Senhor dos Exércitos acerca dos profetas: ‘Eu
os farei comer comida amarga e beber água envenenada, porque dos
profetas de Jerusalém a impiedade se espalhou por toda esta terra” (Jr 23:15, Nova Versão Internacional).
Desafio:
“Quem tem o Filho, tem a vida; quem não tem o Filho de Deus, não tem a vida” (1Jo 5:12, Nova Versão Internacional).
Segunda-feira, 26/10/2015
JEREMIAS NO TRONCO
Na introdução já falamos sobre a dificuldade em datar as mensagens do profeta porque não seguem uma sequência cronológica.
No
capítulo 3:6 é indicado que o profeta recebeu mensagens ainda durante o
reinado do rei Josias. Por causa dos pecados de Manassés, avô de
Josias, Deus já decidira o castigo do cativeiro para Judá. Com Josias
houve um reavivamento espiritual, mas que logo foi seguido pelo período
final de apostasia. Os capítulos 3 a 6, começam com uma mensagem
externando o desapontamento de Deus com o breve período de reformas
seguido pela apostasia; com a rejeição do apelo de Deus para voltar à
vida de fidelidade e a promessa de restauração (Jr 3:6-4:4).
Do
capítulo 4:5 até 6:30, são pronunciadas mensagens anunciando o cativeiro
iminente pelo invasor que está vindo do norte (Jr 6:22). Pelo teor das
mensagens, devem ter sido proferidas no final do reinado de Josias, pois
este tentou ajudar os babilônios lutando contra os assírios, procurando
impedir a marcha do exército egípcio do faraó Neco, para auxiliar os
assírios, sendo derrotado e morto no ano 609 a.C., na batalha de Megido
(2Cr 35:22). Neste ato de Josias vemos a ironia e falácia dos planos
humanos: para livrar-se dos assírios, império em decadência, procurou
auxiliar os babilônios que são os invasores do norte, não identificados
por Jeremias.
Neste contexto, o sacerdote Pasur do capítulo 20
deve estar relacionado com o rei Jeoaquim, não citado, mas como Jeremias
já estava anunciando o terremoto social da invasão babilônica, Pasur,
como sacerdote, líder espiritual, em vez de atentar à advertência do
tremor iminente, “mandou espancar o profeta e prendê-lo no tronco” (Jr 20:2), tentando assim silenciar a voz do profeta.
No dia seguinte, quando foi solto, Jeremias anunciou com clareza quem é o invasor do norte: “E você, Pasur, e todos os que vivem em sua casa irão para o exílio, para a Babilônia” (Jr 20:6, Nova Versão Internacional). Portanto, este incidente aconteceu antes da invasão de Nabucodonosor no ano 605 a. C.
Este
incidente traz uma seria lição de advertência para nós. Como reagimos
às claras mensagens de Deus em Sua palavra orientando o nosso
procedimento espiritual na iminência da breve volta de Jesus?
Pense:
“Eu entregarei nas mãos dos seus inimigos toda a riqueza desta
cidade: toda a sua produção, todos os seus bens de valor e todos os
tesouros dos reis de Judá. Levarão tudo como despojo para a Babilônia” (Jr 20:5, Nova Versão Internacional).
Desafio:
“Quando começarem a acontecer estas coisas, levantem-se e ergam a cabeça, porque está próxima a redenção de vocês” (Lc 21:28, Nova Versão Internacional).
Terça-feira, 27/10/2015
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UM FOGO EM SEUS OSSOS
A dolorosa experiência nas mãos do sacerdote Pasur, sendo açoitado e
preso no tronco, atuou fortemente sobre o ânimo de Jeremias. Parece que
lembrou-se do dia em que questionou o seu chamado temendo não ser
ouvido: “Senhor, tu me enganaste, e eu fui engando (...). Sou
ridicularizado o dia inteiro; todos zombam de mim (...). Por isso a
palavra do Senhor trouxe-me insulto e censura o tempo todo” (Jr 20:7 e 8, Nova Versão Internacional).
Porém,
quando estas ideias negativas o assaltaram, o Espírito de Deus
interveio e ele mudou abruptamente o seu pensamento e retrata nestas
palavras o envolvimento de sua vida pelo poder divino: “Quando
pensei: Não me lembrarei dEle e já não falarei no Seu nome, então isso
me foi no coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos” (Jr
20:9, Almeida Revista e Atualizada). Um fogo ardente irrompeu dentro
dele e ele não podia calar e ainda que não estivesse entendendo tudo o
que acontecia, sabia que fora comissionado por Deus e devia cumprir a
sua missão.
O salmista Davi passou por experiência idêntica e gravou-a nestas palavras para a posteridade: “Esbraseou-se-me no peito o coração; enquanto eu meditava ateou-se o fogo: então disse eu com a própria língua”
(Sl 39:3, Almeida Revista e Atualizada). Quando o Espírito de Deus
ateou o fogo no coração de Davi, ele não resistiu e precisou falar
testemunhando e glorificando o nome do Criador.
Lembrando a experiência apostólica depois do Pentecostes, a mensageira do Senhor declara: “Mas
o Espírito Santo com divino poder convenceu o coração pelos argumentos.
As palavras dos apóstolos eram como afiadas setas do Todo-Poderoso,
convencendo os homens de sua terrível culpa em haverem rejeitado e
crucificado o Senhor da glória (...). Com que abrasante linguagem
vestiam suas ideias quando testificavam dEle” (Atos dos Apóstolos, ps. 45 e 46).
Spurgeon, o grande pregador do século dezenove, exclama: “Um
coração abrasado logo encontra uma língua inflamada. Quão gloriosas são
as palavras do pregador cujos lábios são abrasados pelo fogo de Deus”
Para
despertar os homens mortos em ofensas e pecados, é preciso que nós
mesmos tenhamos primeiro passado pela experiência da ressurreição
espiritual. A ardente chama do fogo divino precisa incendiar nosso
coração. Só então estamos aptos para testemunhar. Jeremias passou por
esta experiência.
Pense:
“Mas o Senhor está comigo, como um forte guerreiro! Portanto,
aqueles que me perseguem tropeçarão e não prevalecerão. O seu fracasso
lhes trará completa vergonha; e sua desonra jamais será esquecida” (Jr 20:11, Nova Versão Internacional).
Desafio:
“Ele nos incumbiu da realização duma grande tarefa. Façamo-la com
exatidão e determinação. Mostremos por nossa vida o que por nós fez a
verdade” (Testemunhos Seletos, vol. 3, p. 51.
Quarta-feira, 28/10/2015
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“MALDITO O DIA EM QUE NASCI”
O ser humano foi feito de tal modo que precisa de esperança. A esperança
é a mola propulsora que impulsiona o homem para as atividades e
realizações. A esperança é a adrenalina espiritual que confere energia
ao homem nos momentos mais difíceis e árduos de sua peregrinação. A
esperança impulsiona para as conquistas ainda que requeira
sacrifícios.
Quando o ser humano é despojado da esperança,
torna-se um espectro ambulante, vegetando sem rumo. Destruída a
esperança, destruído fica o homem.
O profeta Jeremias recebeu uma
difícil e árdua missão: advertir o povo de Judá da rejeição de Deus e o
consequente castigo do cativeiro. Porém, recebeu também a certeza da
presença e direção de Deus. Ainda assim, foi dominado por circunstâncias
de altos e baixos no cumprimento da missão, entre o dever e o abandono
da missão, entre a certeza e o desespero. “Quando digo: ‘Não vou mais
tocar no assunto, não falarei mais em seu nome, a palavra então se
transforma num fogo que me devora por dentro, encerrado em meu corpo;
tento contê-lo, mas não consigo’” (Jr 20:9, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Ouve
ameaças de todos os lados condenando as suas mensagens. Até mesmo
amigos de longa data conspiram contra ele e pensa em calar e evadir-se
do dever, mas ai surge diante dele a figura de “um forte guerreiro”
(Jr 20:11), protegendo-o e incitando-o ao cumprimento da
responsabilidade. Irrompe com um cântico de louvor exaltando seu
Protetor (Jr 20:13).
Mal termina a melodia de esperança e
certeza, para em desespero amaldiçoar o dia de seu nascimento. Se não
tivesse nascido não teria nenhuma responsabilidade e estaria em um
ambiente de paz. Agora questiona o seu nascimento: “Por que saí do ventre materno? Só para ver dificuldades e tristezas, e terminar os meus dias na maior decepção?” (Jr 20:18, Nova Versão Internacional).
Que
lições profundas da justiça, do amor e da graça de Deus! Os maus e o
mal não prevalecerão para sempre. Assim como chegou o dia para o castigo
do cativeiro para os escarnecedores impenitentes, a justificação para o
profeta sofredor com suas instabilidades emocionais, mas leal ao dever
mesmo sem penetrar no escuro amanhã, do mesmo modo o Juiz de toda a
Terra um dia, não muito distante fará justiça às Suas testemunhas fiéis.
Pense:
“Senhor de todo poder, tu que sondas o justo, e vês sentimentos e
pensamentos, eu verei tua vingança contra eles, pois a ti entrego a
minha causa” (Jr 20;12, Tradução Ecumênica da Bíblia).
Desafio:
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. Agora me
está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará
naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua
vinda” (2Tm 4:7 e 8, Nova Versão Internacional).
Quinta-feira, 29/10/2015
PLANOS CONTRA O PROFETA
Dois importantes princípios são ensinados pela ilustração do oleiro: a
liberdade da escolha respeitada por Deus e a Sua superabundante graça
oferecendo um novo começo. Jerusalém e Judá, por livre escolha estavam
nas condições de um vaso estragado que o oleiro estava modelando com
muito cuidado e carinho, mas se voltassem a Deus e se submetessem às
Suas mãos com Seu poder transformador, Ele faria deles um vaso para Sua
gloria.
A ilustração também ensina sobre a presciência de Deus,
a Sua capacidade de conhecer todo o passado e prever todo o futuro, e
de recompensar em harmonia com os Seus decretos de apelos e advertências
(Jr 18:7-10).
Deus usa a expressão: “Eu me arrependerei”, como se Ele mudasse Seu comportamento no modo de agir em face de reações e situações.
Como
entender que Deus se arrepende? Deus mesmo fala de Si, de Seu
conhecimento de todos os acontecimentos e de Seu modo de agir: “Eu
sou Deus, e não há nenhum outro; eu sou Deus, e não há nenhum como eu.
Desde o início faço conhecido o fim, desde tempos remotos, o que ainda
virá. Digo: Meu propósito permanece em pé, e farei tudo o que me agrada” (Is. 46:9 e 10, Nova Versão Internacional).
Considerando
o fato de que Deus sabe o fim desde o início, isto coloca perante nós
duas alternativas na maneira de Deus atuar. Ele responde em harmonia com
a reação do indivíduo aos Seus propósitos. Isto significa que Deus não
se arrepende, mas cumpre os Seus propósitos em harmonia com a reação
daqueles a quem envia os Seus apelos.
Quando os ninivitas se
arrependeram, Deus não se arrependeu, mas cumpriu o Seu propósito de
conceder a recompensa de amor, misericórdia, graça e perdão em resposta à
escolha que fizeram. Por outro lado, reteve o propósito da justiça,
porque este não estaria em harmonia com a escolha feita pelos ninivitas.
Ninguém
está excluído do amor, da graça, do perdão e da reconciliação revelada
pela morte substituta de Jesus. Deus não se arrepende para readmitir um
excluído. Quem se exclui é aquele que não se arrepende e rejeita a
dádiva do apelo e desconsidera a advertência. “Já quem rejeita o Filho não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (Jo 3:36, Nova Versão Internacional).
Pense:
“E se essa nação que eu adverti converter-se da sua perversidade,
então eu me arrependerei e não trarei sobre ela a desgraça que eu tinha
planejado” (Jr 18:8, Nova Versão Internacional).
Desafio:
“Levantar-me-ei, e irei ter com o meu pai” (Lc 15:18, Almeida Revista e Atualizada). Quem se arrependeu: o filho ou o pai?
Sexta-feira, 30/10/2015
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ESTUDO ADICIONAL
Pelo profeta Jeremias Deus enviou esta mensagem para o povo de Judá e
Jerusalém contendo uma advertência e um apelo: Estou preparando uma
desgraça e fazendo um plano contra vocês. Por isso, converta-se cada um
de seu mau procedimento e corrija a sua conduta e as suas ações” (Jr
18:11, Nova Versão Internacional).
O que Ele realmente fará? Dependerá da resposta determinada pela escolha do povo. Naquela oportunidade o povo respondeu: “Não adianta. Continuaremos com os nossos planos” (Jr 18:12, Nova Versão Internacional). E a resposta foi a desgraça do cativeiro.
Deus,
com Sua presciência, o conhecimento antecipado das reações ou
acontecimentos, não é colhido de surpresa, porque atua de conformidade
com os Seus decretos definidos na eternidade. “Sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos” (At 2:23, Almeida Revista e Atualizada).
A
morte de Jesus não foi decidida pelo julgamento repleto de falsidades
daquela sexta-feira dolorosa nos tribunais de Jerusalém. Antes de
comparecer perante criaturas Suas para ser julgado, Jesus declarou: “Por
isso é que meu Pai me ama, porque eu dou a minha vida para retomá-la.
Ninguém a tira de mim, mas eu a dou por minha espontânea vontade. Tenho
autoridade para dá-la e para retomá-la. Esta ordem recebi de meu Pai” (Jo 10:17 e 18, Nova Versão Internacional).
O decreto eterno cumprindo as justas exigências da lei requeria a morte de Jesus. Em face da pergunta decisiva: “A quem quereis que eu vos solte”,
usando a sua liberdade da escolha, a decisão foi tomada. Em harmonia
com a decisão, o eterno propósito de Deus foi executado: Jesus entregou a
Sua vida, para retomá-la.
O propósito da presciência de Deus cumpre-se segundo o princípio da liberdade de escolha de cada indivíduo. “Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, por não crer no nome do Filho Unigênito de Deus” (Jo 3:18, Nova Versão Internacional).
Deus,
com Sua presciência, não interfere na escolha do indivíduo, mas adverte
contra a escolha errada e apela para ser feita a escolha certa. Assim
ele agiu com Adão e Eva, com Judá e Jerusalém e do mesmo modo age com
todos os pecadores. “Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em
santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de
Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas” (1Pe 1:2, Almeida Revista e Atualizada
Pense:
“Antes de formá-lo no ventre eu o escolhi; antes de você nascer, eu o separei e o designei profeta ás nações” (Jr 1:5, Nova Versão Internacional).
Desafio:
“Eu predisse há muito as coisas passadas, minha boca as anunciou, e
eu as fiz conhecidas; então repentinamente agi, e elas aconteceram” (Is 48:3, Nova Versão Internacional).