terça-feira, 14 de julho de 2026

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista.
Richard Stephenson e Alyssa Truman abrem as reuniões do GAiN em Auckland, Nova Zelândia (Foto: Brendan Tucker)
Construir pontes por meio da colaboração foi o desafio lançado aos líderes de comunicação adventistas durante a conferência do Global Adventist Innovation Network (GAiN) deste ano, na qual quase 600 delegados exploraram como esse modo de trabalho pode fortalecer a missão da Igreja em um mundo digital em rápida evolução.

Realizado em Auckland, na Nova Zelândia, de 8 a 11 de julho, o GAiN foi um dos três eventos que compuseram a Convenção de Estratégia Digital para a Missão (DSM), juntamente com a Conferência de Liderança da Rede Hope Channel (de 2 a 7 de julho) e a Conferência Adventista de Tecnologia (12 e 13 de julho).

Leia também:Igreja Adventista do Sétimo Dia é oficialmente reconhecida no Sri LankaEste é o primeiro evento da sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), a Associação Geral (AG), realizado no Pacífico Sul em mais de 30 anos. “Portanto, é muito significativo”, disse a diretora de Comunicação do escritório da IASD na região, Tracey Bridcutt. “E é uma verdadeira bênção ter profissionais de comunicação de todo o mundo reunidos aqui na Nova Zelândia para se encontrarem, estabelecerem contatos e aprenderem novas ferramentas para a missão.”
Dança típica neozelandeza fez parte da programação de abertura do evento (Foto: Brendan Tucker)

O evento foi aberto com uma cerimônia tradicional maori pōwhiri e uma apresentação de haka, seguidas pelas boas-vindas do presidente da Igreja Adventista no país, Dr. Eddie Tupa’i. O pastor Glenn Townend, que preside a IASD no Pacífico Sul, também deu as boas-vindas aos delegados por meio de uma mensagem em vídeo — ele está atualmente liderando a campanha evangelística Trans Pacific for Christ [Transpacífico para Cristo] nas Ilhas Salomão.

De acordo com a diretora de comunicações da AG, Alyssa Truman, sediar o GAiN no Pacífico Sul também refletiu um esforço deliberado para destacar partes da Igreja mundial que fazem contribuições significativas ao ministério de comunicação e mídia. “Há muitas partes do mundo que são líderes em comunicação, inovação e mídia, e, de alguma forma, elas têm sido esquecidas”, disse ela. “Queríamos destacá-las, apresentá-las e homenageá-las pelo trabalho que estão realizando.”

Alyssa descreveu a região administrativa como “uma dessas divisões âncora”, citando o trabalho da Adventist Media nas áreas de comunicação, inovação e tecnologias emergentes.

Mesma missão, novas ferramentas

Anteriormente conhecido como Global Adventist Internet Network, os organizadores anunciaram uma mudança de nome durante o evento. Explicando a mudança, Alyssa disse que o nome original refletia a realidade de 20 anos atrás, mas que o foco atual vai muito além da internet. “O GAiN não mudou, a missão não mudou, mas as ferramentas e a tecnologia sim”, disse ela, descrevendo os participantes como “um grupo de inovadores” comprometidos em encontrar novas maneiras de usar tecnologias emergentes para a missão global.

Ao longo do evento, as apresentações enfatizaram que a comunicação não é um fim em si mesma, mas um meio de promover a missão da Igreja. “A comunicação na Igreja Adventista existe para a missão”, disse o presidente da Associação Geral, pastor Erton Köhler. “E estamos aqui exatamente para discutir como a comunicação pode ser mais eficiente de forma a fortalecer a missão que o Senhor nos confiou.”
Presidente mundial da Igreja Adventista incentiva o uso da comunicação na missão (Foto: Brendan Tucker)

O tesoureiro da AG, Paul Douglas, desenvolveu o tema do evento, Construindo Pontes: “Uma ponte existe para conectar. Ela permite que as pessoas cheguem a um destino que nunca alcançariam sozinhas. Sem pontes, as comunidades permanecem isoladas, separadas. A missão de Deus consiste, fundamentalmente, em construir pontes”, afirmou ele.

Para muitos delegados, o tema foi além das apresentações, oferecendo a oportunidade de se conectar e aprender com outros profissionais de comunicação. Participando do GAiN pela primeira vez, o diretor de comunicação em Papua-Nova Guiné, Reeves Papaol, disse que um dos maiores benefícios do evento foi a oportunidade de construir relacionamentos com profissionais de comunicação de todo o mundo, com quem pôde compartilhar ideias, experiências e soluções práticas.

“É providência divina que isso tenha acontecido aqui”, disse Papaol. “Para as iniciativas que queremos realizar na mídia e que começamos este ano, isso nos dá confiança de que há outras sedes administrativas na Igreja que também estão dando os primeiros passos. Podemos aprender com elas, e todos podemos avançar juntos nesse trabalho.”

Joseph Philpott, diretor associado de comunicação e mídia em parte da Europa, viajou da Inglaterra para participar de seu primeiro GAiN global, tendo participado anteriormente apenas do GAiN Europa. Embora de maior escala, ele afirmou que o encontro mundial compartilhava o mesmo espírito de colaboração.

“O espírito do GAiN é o mesmo. Não se percebe competitividade entre os campos. Há uma disposição genuína para se abrir, dialogar e compartilhar os altos e baixos de algumas das soluções que foram desenvolvidas em suas áreas de atuação.”

Philpott também elogiou as iniciativas de comunicação que conheceu na Igreja Adventista do Pacífico Sul, dizendo que a visita lhe proporcionou uma maior valorização do trabalho realizado na região. “A gente ouve falar de longe, mas é diferente estar aqui e ouvir os colegas locais compartilharem essas experiências. Há muitas coisas que podemos aprender com esta Divisão para levar de volta para a Europa”, disse ele.
Grupo completo dos delegados participantes do GAiN (Foto: Brendan Tucker)

OneVoice27

Além das palestras principais e das oficinas, o GAiN também deu grande ênfase ao OneVoice27, a iniciativa global de comunicação da Associação Geral destinada a mobilizar os membros a compartilharem esperança por meio de esforços de comunicação coordenados e adaptados localmente em 2027. Apresentações e painéis de discussão exploraram como as divisões, uniões e campos locais poderiam contextualizar a iniciativa enquanto trabalham em prol de um objetivo global comum.

Tracey Bridcutt disse que espera que os relacionamentos formados durante o GAiN continuem fortalecendo a comunicação em todo Pacífico Sul, à medida que a Igreja se prepara para o OneVoice 2027. “Espero sinceramente que isso nos una para essa importante missão”, disse ela.

A versão original desta matéria foi publicada no site de notícias da Adventist Record.

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Entre a política e a religião

Obra ajuda a compreender conceitos políticos e oferece orientações sob uma perspectiva bíblica adventista.
Por Diogo Cavalcanti

Livro é uma das poucas referências sobre a relação entre os adventistas e a política (Foto: Divulgação / CPB)
Nos últimos anos, a política passou de um tema de discussão para um campo de batalha. Pautas sociais, culturais, esportivas, científicas e até mesmo temas religiosos têm sido avaliados predominantemente a partir de lentes políticas. Lideranças ganham projeção e se digladiam em confrontos. Enquanto isso, atravessamos uma grave crise institucional, esticando ao máximo o delicado fio da democracia. Em meio a tudo isso, a militância, o ódio político e a desinformação causam tensões nas redes sociais.

Confusão e desinformação

Infelizmente, esse estado de coisas não se restringe à sociedade, mas também alcança o mundo religioso. Com o crescimento da população evangélica e cada vez mais políticos religiosos nas assembleias legislativas, tribunas têm se tornado púlpitos, e os púlpitos, tribunas. No intertexto, vemos uma luta cultural pela preservação de valores antagônicos e um conflito de moralismos conservadores e liberais.


Os cidadãos cristãos se veem confusos pela simpatia a propostas e valores dispersos por todo o espectro político, mas não reunidos em um só lugar. A necessidade de uma argumentação mais educativa e equilibrada acerca dos conceitos sobre política, economia e partidarismo se mostra ainda mais útil, principalmente por uma ótica fundamentada na cosmovisão bíblica. O grande desafio de muitos é conseguir entender contextos ao seu redor sem a interferência de visões, muitas vezes, impregnadas por paixões alinhadas a filosofias e conceitos puramente humanos.


Assim, raciocínios torcidos e incoerentes se contradizem nos discursos de algumas vozes políticas, o que muitos não percebem. Enquanto isso, os horizontes da política e da religião estão se aproximando e por vezes até se unindo. Aliás, como adventistas, temos uma visão profética sobre esse tema.

O que você precisa saber

Diante disso, a Casa Publicadora Brasileira (CPB) lançou o livro Política: O Que Você Precisa Saber (2022, 160 p.), escrito por Marcos De Benedicto, redator-chefe da editora. A obra faz parte da Série Essencial, uma nova coleção sul-americana de volumes introdutórios, eruditos e em uma linguagem acessível, que trata dos temas mais discutidos da atualidade.

Basicamente, antes mesmo de votar e saber se posicionar sobre qualquer questão política, é preciso entender seus conceitos básicos. E é isso o que o livro oferece. Ele parte da necessidade da política, suas origens histórico-filosóficas e demonstra como a Bíblia oferece princípios para nos orientar em uma era de vertigens.

Nas palavras do próprio autor, “o objetivo não é simplesmente definir política ou historiar o pensamento da igreja sobre o tema, mas levar o leitor a refletir sobre o assunto, a discernir padrões, avaliar ideologias, perceber implicações, votar mais conscientemente. Obras técnicas e filosóficas sobre política existem aos milhares. Porém, não temos muitas fontes no âmbito adventista” (p. 13).

O livro não é um documento oficial da igreja nem representa a palavra final sobre o tema, mas se propõe a oferecer orientações objetivas e desapaixonadas sobre ele. A obra está dividida em sete capítulos intitulados: (1) A invenção da política; (2) A política na Bíblia; (3) A visão adventista; (4) A teologia do poder; (5) A política da religião; (6) A batalha dos impérios; e (7) A filosofia da história. Ajuda tanto a compreender os conceitos políticos (política, democracia, ideologia, Estado, direita, esquerda, centro), os sistemas de governo, bem como as ideologias e seus efeitos ao longo da história. Apresenta princípios bíblicos, as orientações de Ellen G. White sobre o tema, relata situações emblemáticas do adventismo, cita documentos oficiais e reflete sobre obras clássicas e pensadores obrigatórios.

O adventismo tem uma identidade própria e uma perspectiva teológica, histórica e profética da política, a qual o livro busca descrever. Em uma era de desinformação, Política é leitura obrigatória, em meio à atmosfera polarizadora e asfixiante. Espera-se que sua leitura leve e bem embasada produza mais esclarecimento, reflexão e uma distinção clara entre política e religião, a cidadania que devemos exercer e os limites que os políticos e os religiosos não devem atravessar. Afinal, é sempre bom encontrar um oásis de bom-senso no deserto das loucuras. Por meio da luz das Escrituras, podemos elevar o debate e redescobrir o que Deus espera de nós como povo e como indivíduos.

Diogo Cavalcanti é teólogo, jornalista e editor de Livros da Casa Publicadora Brasileira.

segunda-feira, 6 de julho de 2026

Por que o Brasil foi eliminado para a Noruega na Copa do Mundo 2026

Com dois gols de Haaland e um pênalti desperdiçado no primeiro tempo, a Seleção Brasileira sofre sua pior eliminação em 36 anos
Brasil não conseguiu empatar e foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026

A Seleção Brasileira se despediu da Copa do Mundo de 2026 no domingo (5) após sofrer uma derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

O fracasso precoce ocorreu devido à incapacidade do Brasil de converter seu domínio inicial em gols, exemplificado por um pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães aos 12 minutos do primeiro tempo.

No segundo tempo, a equipe pagou o preço pela desatenção defensiva ao permitir que Erling Haaland marcasse duas vezes na reta final do jogo. Neymar ainda cobrou um pênalti nos acréscimos, mas o resultado sacramentou a pior campanha brasileira em um Mundial desde 1990.

A precisão de Erling Haaland na reta final da partida

O principal responsável pela eliminação brasileira foi a eficiência ofensiva do sistema norueguês, desenhado para municiar seu maior craque. Durante a maior parte do confronto, a defesa brasileira conseguiu isolar o camisa 9, mas o cenário mudou drasticamente nos quinze minutos finais. A Noruega, que priorizou os ataques em transição rápida, encontrou os espaços necessários quando a equipe do Brasil começou a demonstrar forte desgaste físico e desorganização no meio-campo.
os 34 minutos do segundo tempo, o atacante norueguês aproveitou um cruzamento vindo do lado esquerdo e subiu livre de marcação para abrir o placar com um forte cabeceio. A desvantagem forçou o Brasil a se lançar desesperadamente ao ataque, desestruturando a última linha de defesa. Aos 45 minutos, Haaland recebeu um passe na intermediária, teve liberdade para dominar a bola e acertou um belo chute de fora da área no canto esquerdo do goleiro Alisson, selando o destino da partida.
O retrospecto das eliminações brasileiras

A queda para a Noruega não apenas encerrou o sonho do hexacampeonato em 2026, mas também reforçou um dos maiores fantasmas recentes do futebol nacional. Das 18 eliminações sofridas pelo Brasil em toda a história das Copas do Mundo, quinze foram causadas por seleções europeias. O cenário trágico se repete consecutivamente desde o pentacampeonato conquistado em 2002.

Com os dois gols anotados no MetLife Stadium, o centroavante europeu chegou a sete tentos nesta edição do torneio. A marca o colocou no topo da artilharia da Copa do Mundo de 2026, dividindo a liderança com o argentino Lionel Messi e com o francês Kylian Mbappé.

Além do peso continental, a partida manteve um tabu estatístico extremamente incômodo. A equipe principal do Brasil nunca conseguiu vencer a Noruega em jogos oficiais ou amistosos. Com o revés nas oitavas de final, os europeus acumulam agora três vitórias e dois empates em cinco encontros diretos, consolidando-se como um adversário invicto contra os sul-americanos.
Abaixo, o ranking com as seleções que mais causaram eliminações do Brasil em Copas do Mundo:
1. França (três eliminações): A seleção francesa lidera a lista de maiores carrascos do Brasil em Mundiais. Os europeus eliminaram a equipe verde e amarela nas quartas de final das edições de 1986 e 2006, além de terem vencido a memorável final de 1998 pelo placar de 3 a 0 no Stade de France.

2. Holanda (duas eliminações): Os holandeses foram responsáveis por mandar o Brasil mais cedo para casa em duas ocasiões traumáticas. A primeira ocorreu na segunda fase de grupos da Copa de 1974, e a mais recente foi a dura derrota de virada nas quartas de final de 2010, na África do Sul.

3. Itália (duas eliminações): A equipe italiana encerrou a participação brasileira na semifinal da Copa de 1938 e protagonizou a histórica Tragédia do Sarriá na Copa de 1982, quando o atacante Paolo Rossi marcou três gols e eliminou o estrelado time comandado por Telê Santana na segunda fase.

4. Argentina (uma eliminação): Embora seja a maior rival esportiva do continent, a Argentina só eliminou o Brasil em uma única oportunidade. O fato aconteceu nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1990, exatamente no mesmo estágio em que a Noruega despachou a Seleção em 2026.

Os erros cruciais sob o comando de Carlo Ancelotti

A expectativa sobre o trabalho de Carlo Ancelotti à frente do Brasil era alta, mas a execução em campo diante da Noruega expôs falhas de criatividade tática e controle mental. A Seleção Brasileira iniciou o jogo com ampla posse de bola e criou oportunidades claras nos primeiros minutos, porém a afobação no terço final do campo prejudicou a construção das jogadas.

O ponto de virada emocional da partida aconteceu logo no início do jogo. Após o árbitro de vídeo marcar um pênalti a favor do Brasil aos 12 minutos, Bruno Guimarães assumiu a cobrança e desperdiçou, parando nas mãos do goleiro Orjan Nyland. O erro gerou nervosismo evidente na equipe, que passou a abusar de jogadas individuais improdutivas e cruzamentos sem direção na grande área norueguesa.

No segundo tempo, Ancelotti tentou mudar o panorama ofensivo ao promover a entrada de Endrick na vaga de Matheus Cunha. O atacante chegou a ficar cara a cara com o goleiro adversário após passe de Vinícius Jr., mas perdeu o tempo exato da bola e finalizou para fora. A falta de contundência do ataque brasileiro contrastou diretamente com o pragmatismo e a letalidade da equipe europeia.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Brasil x Noruega: veja quando será o próximo jogo da seleção na Copa

A seleção norueguesa venceu nesta terça-feira a equipe da Costa do Marfim pela Copa do Mundo de 2026 e vai pegar a Seleção Brasileira pelas oitavas de final.

Por Redação g1
Copa do Mundo: Brasil pode ter mais dois jogos em dias úteis

A Noruega venceu a Costa do Marfim por 2 a 1 nesta terça-feira (30) e vai enfrentar a Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. (Confira mais informações abaixo)


A partida está prevista para 5 de julho (domingo), às 17h (de Brasília), em Nova Jersey/Nova York. Globo, Sportv, GETV, SBT, Nsports e CazéTV transmitem ao vivo. Você também assiste aos jogos na página de tempo real no ge.globo, além de ver cortes exclusivos.

Acompanhe a Copa do Mundo 2026 no ge:

Simulador da Copa do Mundo 2026
Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos
RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo
Ancelotti explica por que Neymar não entrou contra o Japão: "Guardei para prorrogação"

Confira a seguir quando e onde o Brasil deve jogar, caso avance na competição:

Quartas de final: se chegar entre os oito melhores, o Brasil voltará a campo em 11 de julho (sábado), às 18h (de Brasília), em Miami.

Semifinal: em caso de classificação, a seleção disputará a semifinal em 15 de julho (quarta-feira), às 16h (de Brasília), em Atlanta.

Terceiro lugar: caso o Brasil perca a semifinal, disputará a terceira colocação em 18 de julho (sábado), às 16h (de Brasília), em Miami.

Final: se avançar até a decisão, o Brasil jogará a final da Copa do Mundo em 19 de julho (domingo), às 16h (de Brasília), em Nova York/Nova Jersey.


Veja os possíveis adversários de cada fase no vídeo acima.

Onde assistir à Copa do mundo?

Tempo Real: o ge acompanha todos os lances da partida (clique aqui).
Transmissão: Globo, GETV, sportv, NSports, SBT e Cazé TV.


Terremoto na Venezuela: número de mortos sobe para 1.943

Segundo uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas.
 Por Redação g1
Criança é resgatada com vida de escombros seis dias após terremotos na Venezuela

O número de mortos na Venezuela causados pelo terremoto duplo subiu nesta terça-feira (30) para 1.943, segundo o governo venezuelano. A quantidade de feridos quase dobrou em relação ao último balanço e agora está em 10.571.

egundo as autoridades, 6.461 pessoas foram resgatadas dos escombros com vida. O balanço foi divulgado pouco antes das 15h por Jorge Rodríguez, chefe do Parlamento do país e irmão da presidente, Delcy Rodríguez.

Uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas. Segundo o governo venezuelano, 12 pessoas foram encontradas sob os escombros.

Os danos causados ​​pelos terremotos a residências, veículos e empresas têm uma estimativa preliminar de US$ 6,7 bilhões (R$ 34,68 bilhões), de acordo com uma avaliação por satélite feita pela na análise digital do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

6º dia de buscas

Seis dias após os terremotos que devastaram a Venezuela, as equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de sobreviventes sob os escombros.

Com o passar das horas, cresce a preocupação entre as autoridades. Quanto mais o tempo passa, menores as chances de encontrar pessoas com vida entre os escombros. Especialistas em resposta a desastres afirmam que as primeiras 48 a 72 horas são decisivas para localizar sobreviventes. Depois desse período, as operações costumam se concentrar na retirada de cadáveres.

➡️ Na noite da última quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
Voluntários buscam sobreviventes em meio a escombros de prédios destruídos por terremotos em Caraballeda, no estado de La Guaira, na Venezuela, em 28 de junho de 2026. — Foto: Miguel Medina/Pool/AFP

A dimensão do desastre vai além das áreas onde houve desabamentos. A Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência vinculada à ONU, calcula que mais de 6 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos terremotos.

Enquanto escavam os escombros, socorristas enfrentam temperaturas elevadas e a necessidade de remover destroços manualmente. Relatos feitos por pessoas que acompanham o trabalho das equipes descrevem que o cheiro provocado pela decomposição dos corpos se torna mais intenso a cada dia.

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La Guaira concentra a maior parte da destruição. O desastre também atingiu Caracas e Maiquetía, cidade que abriga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país, ainda fechado. Em contrapartida, outros aeroportos internacionais, como o de Valencia, já retomaram as operações.

Foi apenas no domingo que missões internacionais de resgate começaram a chegar em grande número a La Guaira. Antes disso, moradores relataram frustração com a resposta das autoridades e afirmaram que boa parte dos primeiros socorros foi organizada por voluntários e pela própria população.

Novos tremores

Na última segunda (29), a Venezuela registrou mais um tremor de terra. Segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos, a magnitude foi de 4,6 e o epicentro foi em Caraballeda, no litoral norte do país, a cerca de 30 km da capital, Caracas, às 7h do horário local — 8h em Brasília.

Na sexta-feira (26), já havia acontecido um terceiro terremoto, com magnitude parecida com a desta segunda-feira, bem menor do que a dos dois primeiros. Na manhã de domingo (28), também foram registrados abalos de magnitude 4,2 e 4,5.
Terremoto na Venezuela: imagem aérea mostra edifícios em Caraballeda, no estado de La Guaira, na Venezuela, em 29 de julho de 2026. — Foto: Miguel Medina/AP

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Venezuela busca vítimas soterradas de terremoto que já matou 164; VÍDEO mostra comemoração com resgates

Mais de 500 equipes de emergência estão trabalhando para tirar sobreviventes dos escombros. Dezenas de chefes de estado e de governo se solidarizaram e se colocaram à disposição para enviar ajuda humanitária e mais especialistas em resgate para acelerar as bruscas.

A busca por vítimas dos terremotos que devastaram a Venezuela na noite desta quarta-feira (24) - e deixaram 164 mortos e 971 feridos até o momento - continua nesta quinta-feira (25) e, segundo informações, mais de 500 equipes de emergência estão trabalhando para tirar sobreviventes dos escombros.

Imagens da imprensa e das redes sociais mostram a comemoração dos venezuelanos a cada sobrevivente encontrado com vida após os tremores (veja no vídeo acima), considerados os piores a atingirem o país em 100 anos.

Até a manhã desta quinta, 164 mortes haviam sido confirmadas, mas o serviço geológico dos Estados Unidos estima que o número de mortos possa ficar entre 10 mil e 100 mil.

O Itamaraty disse na noite de quarta que até o momento não havia notícias de brasileiros entre as vítimas.
Equipes de resgate trabalham em local de desabamento para buscar sobreviventes — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Dezenas de chefes de estado e de governo se solidarizaram e se colocaram à disposição para enviar tanto ajuda humanitária, como produtos médicos, quanto equipes de resgates. Além do Brasil, a lista inclui vários países que já sofreram terremotos devastadores, como os Estados Unidos, a Turquia, o México e Portugal.

Segundo a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que agradeceu à comunidade internacional pelo apoio recebido, os primeiros socorristas estrangeiros devem chegar nas próximas horas.

O governo venezuelano cancelou aulas e suspendeu serviços não essenciais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou solidariedade e disse ter mandado todas as agências do governo americano ajudarem.

A China, que era a principal compradora do petróleo venezuelano antes da captura e prisão de Nicolás Maduro por militares americanos, afirmou que vai fazer o que for possível para ajudar.

O que se sabe sobre o terremoto devastador na Venezuela

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) e provocaram pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes, segundo o governo venezuelano. Os tremores foram sentidos em cidades do Norte do Brasil.

Prédios e casas desabaram em Caracas e em outras cidades do país.

Os dois abalos ocorreram pouco após as 19h no horário de Brasília e com menos de um minuto de diferença entre eles. O epicentro do terremoto principal foi localizado próximo à cidade de El Guayabo, a cerca de 160 quilômetros de Caracas. Veja no mapa abaixo.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência após os terremotos. Em pronunciamento na televisão estatal, ela afirmou que equipes de resgate, segurança e assistência civil foram mobilizadas para atender as áreas afetadas.

Rodríguez também anunciou a suspensão de aulas e todos os serviços não essenciais para que as autoridades que se concentrem no resgate das pessoas que estão sob os escombros. Redes de gás e eletricidade foram desligadas para evitar uma tragédia maior.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

A Bíblia fala de uma guerra final no Oriente Médio?

Nesta entrevista, especialista explica o que realmente significam as expressões dos capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel.
Por Felipe Lemos | Mundo
Fumaça no Irã após ataques dos EUA e Israel. (Foto: Getty Images)

Os recentes conflitos no Oriente Médio costumam despertar, entre alguns cristãos, medo quanto a uma grande guerra. As tensões que envolvem os países da região aguçam o imaginário de quem enxerga, na Bíblia, a descrição de batalhas militares finais. É o caso de algumas interpretações sobre a batalha do Armagedom, no livro do Apocalipse. Alguns representantes de vertentes evangélicas veem, nos capítulos 38 e 39 do livro do profeta Ezequiel, conflitos entre Israel, Irã, Hamas, Hezbollah e até a Rússia. Para alguns, inclusive judeus, a identificação das nações de Gogue e Magogue pode estar em países atuais.

Resolvemos oferecer uma perspectiva diferente para a interpretação dos capítulos. Por isso, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) entrevistou o teólogo adventista Luiz Gustavo Assis.

Ele é bacharel em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), mestre em Arqueologia do Antigo Oriente Próximo e Línguas Semíticas pela Trinity International University, e doutor em Bíblia Hebraica pelo Boston College. Sua pesquisa doutoral envolve a aquisição e produção de conhecimento oracular (profético) na Bíblia Hebraica, especialmente no livro do profeta Ezequiel. No momento, Assis atua como pastor da Igreja Adventista de Anaheim, no estado da Califórnia, Estados Unidos.

De onde surgem ideias como a de uma batalha militar nos tempos atuais com referência na Bíblia?

Existem dois tipos de estudo de profecias bíblicas. Um é realizado com a Bíblia em uma mão e o jornal na outra. Nesse tipo de estudo, quase a mesma atenção é dada às Escrituras e ao jornal ou canal de notícias. O problema com esse tipo de estudo bíblico é que ele é muito especulativo. Ele deixa muitas perguntas sem resposta e quase exige um diploma em geopolítica, economia ou política externa para se entender a profecia.

É o caso dos capítulos 38 e 39 do livro de Ezequiel?

Sim. Há muita empolgação no mundo cristão, principalmente entre evangélicos, em relação a esses capítulos. O capítulo 38 começar com uma descrição de Gogue e de seu vasto exército: “a palavra do Senhor veio a mim, dizendo: Filho do homem, vire o seu rosto contra Gogue, da terra de Magogue, príncipe chefe, de Meseque e Tubal, e profetize contra ele dizendo: Assim diz o Senhor Deus: "Eis que estou contra você, Gogue, príncipe chefe de Meseque e Tubal. Eu o farei mudar de direção, porei anzóis em seu queixo e o levarei para longe, juntamente com todo o seu exército: cavalos e cavaleiros, todos vestidos de armamento completo, grande multidão, com escudos, todos empunhando a espada; persas e etíopes e Pute com eles, todos com escudo e capacete; Gômer e todas as suas tropas; a casa de Togarma, do lado do Norte, e todas as suas tropas, muitos povos com você” (38:1-6).

Se você observar o que alguns cristãos estão pregando sobre esse capítulo, frequentemente ouvirá a ideia de que ele descreve uma aliança entre Turquia, Pérsia (Irã) e Rússia. Alguns até conectam isso a líderes políticos modernos. Essas ideias foram influentes, inclusive na política externa dos Estados Unidos. Há registros do ex-presidente norte-americano Ronald Reagan, nos anos 1980, citando Ezequiel 38 para identificar a Rússia como inimiga do Ocidente durante a Guerra Fria. O que está acontecendo aqui? Este é um exemplo de impor interpretações do jornal sobre as Escrituras.

Outra interpretação

E qual seria uma outra maneira de ver o assunto?

Para entender isso, precisamos de um mapa. O texto menciona Gogue, um governante enigmático cuja identidade é debatida. Alguns o associam a Giges, rei da Lídia, no século 7 a.C. Meseque e Tubal são associados a regiões da antiga Turquia, Mushki e Tabal respectivamente, na época do segundo milênio antes de Cristo. A Pérsia é mencionada, juntamente com Cuxe e Pute, que correspondem a regiões da África. Seria o atual Sudão e Etiópia. No entanto, há a possibilidade de que Pérsia seja a palavra “Patros”, referindo-se ao Alto Egito. Isso significaria que todas essas regiões estariam geograficamente mais próximas.

O texto também menciona a casa de Togarma, conhecida em textos assírios do sétimo século antes de Cristo como Tilgarimmu associada à Armênia, e Gômer, identificada em textos clássicos e assírios como a região dos Cimérios ao norte da Turquia, próximas ao Mar Negro. É por isso que alguns intérpretes identificam Turquia e Irã na passagem. No entanto, esses nomes (Gogue, Meseque, Tubal, Togarma, Gomer) não tinham qualquer significado nos dias do profeta Ezequiel. Eram nomes antigos usados aqui de maneira genérica para descrever inimigos do povo de Judá.

Rússia e a profecia

Mas então surge a pergunta: de onde vem a Rússia?

A Rússia entra na interpretação por meio de um problema de tradução. A expressão hebraica traduzida como príncipe-chefe é nasi rosh, que significa líder principal. Quando foi traduzida para o grego, a palavra rosh não foi traduzida, mas transliterada. Mais tarde, alguns interpretaram isso como referência à Rússia por causa da semelhança sonora. Tanto é que várias versões em português se referem a Gogue como princípe de Ros. Isso levou à ideia de que Ezequiel 38 fala da Rússia, mas isso se baseia em uma má tradução.

O episódio mostra o perigo de importar a geopolítica moderna para o texto bíblico. Essa interpretação ganhou força durante a Guerra Fria e influenciou muitos sermões, livros e até filmes como Deixados para Trás. Mas, quando a União Soviética colapsou, essas interpretações se tornaram instáveis. Com esse tipo de abordagem, é possível fazer o texto dizer praticamente qualquer coisa. Por isso, não sou favorável a ler a Bíblia com o jornal. Devemos deixar o texto falar por si mesmo.

Interpretação adventista

E, então, o que realmente temos nessa passagem?

Os Adventistas do Sétimo Dia costumam entender que temos aqui um grupo de nações atacando o povo de Deus no fim dos tempos. A linguagem é simbólica. Assim como no livro de Apocalipse, essas imagens não devem ser interpretadas de forma estritamente literal. Gogue é retratado quase como um monstro marinho. No versículo 4, Deus diz que colocará anzóis em suas mandíbulas, como se faz com um peixe. Essa imagem é semelhante à de Ezequiel 29, onde o Egito é descrito da mesma forma.

O ponto principal é o quadro geral: sete nações representando um caos completo vindo de todas as direções contra o povo de Deus. A descrição é intencionalmente geral. Gogue não é claramente identificado, e não há um candidato histórico ou futuro definitivo. A imagem permanece aberta, porque representa qualquer força de caos contra o povo de Deus.

O problema ao estudar profecia é que muitas vezes nos concentramos em detalhes pequenos como nomes, símbolos e lugares e tentamos conectá-los aos acontecimentos atuais. Ao fazer isso, perdemos o quadro geral. É como olhar uma paisagem através de uma moldura pequena. Você vê algo bonito, mas perde todo o resto.

Contexto completo

Interessante essa ideia de olhar o quadro geral...

Sem dúvida. Estudar profecia é desafiador, mas precisamos manter o quadro geral em mente. Qual é esse quadro geral? Deus está no controle. No versículo 4, Deus diz: “Eu te farei voltar e porei anzóis em teus queixos.” É Deus quem dirige a ação. Gogue não age de forma independente. No versículo 21, Deus diz: “Chamarei contra Gogue a espada.” Deus está orquestrando o resultado. Deus é o vencedor desde o início.

No capítulo 39, Deus destrói as armas do inimigo: “Ferirei o teu arco… e farei cair as tuas flechas” (v. 3). Isso faz o leitor lembrar do Salmo 46, onde Deus quebra o arco e queima os carros de guerra. Ele destrói as armas, executa o juízo e garante a vitória. O versículo 6 diz: “Enviarei fogo sobre Magogue… e saberão que eu sou o Senhor.” Deus é o vencedor. Em Ezequiel 39:9, o povo de Deus queima as armas do inimigo, enfatizando que a guerra terminou.

Ainda assim, ao estudar profecia, muitas vezes nos concentramos no inimigo—quem ele é e o que está fazendo—e esquecemos a vitória de Deus. Muitos leem textos apocalípticos como Ezequiel 38-39, Daniel 11, Zacarias 9-14, e o próprio livro do Apocalipse como documentos de descrições das forças malignas. A realidade é que em todos eles a ênfase é no Deus que destrói essas forças malignas e caóticas, independente de quem elas sejam.

Deixe uma mensagem final para os leitores da Bíblia

Deixe o Espírito Santo, a própria Bíblia e o contexto em que ela foi escrita ajudarem na interpretação. Evite fazer um estudo com todos os conceitos já definidos. No caso do texto sobre o qual estamos falando, observe também o uso repetido da palavra “grande” nesses capítulos: um “grande” exército (38:15), um “grande” terremoto (38:19). Isso tudo conduz à declaração de Deus: “Mostrarei a minha grandeza e a minha santidade” (38:23) O propósito da batalha é revelar a grandeza de Deus, não a do inimigo. Esse é o enfoque das profecias, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento.

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