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terça-feira, 14 de julho de 2026

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista.
Richard Stephenson e Alyssa Truman abrem as reuniões do GAiN em Auckland, Nova Zelândia (Foto: Brendan Tucker)
Construir pontes por meio da colaboração foi o desafio lançado aos líderes de comunicação adventistas durante a conferência do Global Adventist Innovation Network (GAiN) deste ano, na qual quase 600 delegados exploraram como esse modo de trabalho pode fortalecer a missão da Igreja em um mundo digital em rápida evolução.

Realizado em Auckland, na Nova Zelândia, de 8 a 11 de julho, o GAiN foi um dos três eventos que compuseram a Convenção de Estratégia Digital para a Missão (DSM), juntamente com a Conferência de Liderança da Rede Hope Channel (de 2 a 7 de julho) e a Conferência Adventista de Tecnologia (12 e 13 de julho).

Leia também:Igreja Adventista do Sétimo Dia é oficialmente reconhecida no Sri LankaEste é o primeiro evento da sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), a Associação Geral (AG), realizado no Pacífico Sul em mais de 30 anos. “Portanto, é muito significativo”, disse a diretora de Comunicação do escritório da IASD na região, Tracey Bridcutt. “E é uma verdadeira bênção ter profissionais de comunicação de todo o mundo reunidos aqui na Nova Zelândia para se encontrarem, estabelecerem contatos e aprenderem novas ferramentas para a missão.”
Dança típica neozelandeza fez parte da programação de abertura do evento (Foto: Brendan Tucker)

O evento foi aberto com uma cerimônia tradicional maori pōwhiri e uma apresentação de haka, seguidas pelas boas-vindas do presidente da Igreja Adventista no país, Dr. Eddie Tupa’i. O pastor Glenn Townend, que preside a IASD no Pacífico Sul, também deu as boas-vindas aos delegados por meio de uma mensagem em vídeo — ele está atualmente liderando a campanha evangelística Trans Pacific for Christ [Transpacífico para Cristo] nas Ilhas Salomão.

De acordo com a diretora de comunicações da AG, Alyssa Truman, sediar o GAiN no Pacífico Sul também refletiu um esforço deliberado para destacar partes da Igreja mundial que fazem contribuições significativas ao ministério de comunicação e mídia. “Há muitas partes do mundo que são líderes em comunicação, inovação e mídia, e, de alguma forma, elas têm sido esquecidas”, disse ela. “Queríamos destacá-las, apresentá-las e homenageá-las pelo trabalho que estão realizando.”

Alyssa descreveu a região administrativa como “uma dessas divisões âncora”, citando o trabalho da Adventist Media nas áreas de comunicação, inovação e tecnologias emergentes.

Mesma missão, novas ferramentas

Anteriormente conhecido como Global Adventist Internet Network, os organizadores anunciaram uma mudança de nome durante o evento. Explicando a mudança, Alyssa disse que o nome original refletia a realidade de 20 anos atrás, mas que o foco atual vai muito além da internet. “O GAiN não mudou, a missão não mudou, mas as ferramentas e a tecnologia sim”, disse ela, descrevendo os participantes como “um grupo de inovadores” comprometidos em encontrar novas maneiras de usar tecnologias emergentes para a missão global.

Ao longo do evento, as apresentações enfatizaram que a comunicação não é um fim em si mesma, mas um meio de promover a missão da Igreja. “A comunicação na Igreja Adventista existe para a missão”, disse o presidente da Associação Geral, pastor Erton Köhler. “E estamos aqui exatamente para discutir como a comunicação pode ser mais eficiente de forma a fortalecer a missão que o Senhor nos confiou.”
Presidente mundial da Igreja Adventista incentiva o uso da comunicação na missão (Foto: Brendan Tucker)

O tesoureiro da AG, Paul Douglas, desenvolveu o tema do evento, Construindo Pontes: “Uma ponte existe para conectar. Ela permite que as pessoas cheguem a um destino que nunca alcançariam sozinhas. Sem pontes, as comunidades permanecem isoladas, separadas. A missão de Deus consiste, fundamentalmente, em construir pontes”, afirmou ele.

Para muitos delegados, o tema foi além das apresentações, oferecendo a oportunidade de se conectar e aprender com outros profissionais de comunicação. Participando do GAiN pela primeira vez, o diretor de comunicação em Papua-Nova Guiné, Reeves Papaol, disse que um dos maiores benefícios do evento foi a oportunidade de construir relacionamentos com profissionais de comunicação de todo o mundo, com quem pôde compartilhar ideias, experiências e soluções práticas.

“É providência divina que isso tenha acontecido aqui”, disse Papaol. “Para as iniciativas que queremos realizar na mídia e que começamos este ano, isso nos dá confiança de que há outras sedes administrativas na Igreja que também estão dando os primeiros passos. Podemos aprender com elas, e todos podemos avançar juntos nesse trabalho.”

Joseph Philpott, diretor associado de comunicação e mídia em parte da Europa, viajou da Inglaterra para participar de seu primeiro GAiN global, tendo participado anteriormente apenas do GAiN Europa. Embora de maior escala, ele afirmou que o encontro mundial compartilhava o mesmo espírito de colaboração.

“O espírito do GAiN é o mesmo. Não se percebe competitividade entre os campos. Há uma disposição genuína para se abrir, dialogar e compartilhar os altos e baixos de algumas das soluções que foram desenvolvidas em suas áreas de atuação.”

Philpott também elogiou as iniciativas de comunicação que conheceu na Igreja Adventista do Pacífico Sul, dizendo que a visita lhe proporcionou uma maior valorização do trabalho realizado na região. “A gente ouve falar de longe, mas é diferente estar aqui e ouvir os colegas locais compartilharem essas experiências. Há muitas coisas que podemos aprender com esta Divisão para levar de volta para a Europa”, disse ele.
Grupo completo dos delegados participantes do GAiN (Foto: Brendan Tucker)

OneVoice27

Além das palestras principais e das oficinas, o GAiN também deu grande ênfase ao OneVoice27, a iniciativa global de comunicação da Associação Geral destinada a mobilizar os membros a compartilharem esperança por meio de esforços de comunicação coordenados e adaptados localmente em 2027. Apresentações e painéis de discussão exploraram como as divisões, uniões e campos locais poderiam contextualizar a iniciativa enquanto trabalham em prol de um objetivo global comum.

Tracey Bridcutt disse que espera que os relacionamentos formados durante o GAiN continuem fortalecendo a comunicação em todo Pacífico Sul, à medida que a Igreja se prepara para o OneVoice 2027. “Espero sinceramente que isso nos una para essa importante missão”, disse ela.

A versão original desta matéria foi publicada no site de notícias da Adventist Record.

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segunda-feira, 6 de julho de 2026

Por que o Brasil foi eliminado para a Noruega na Copa do Mundo 2026

Com dois gols de Haaland e um pênalti desperdiçado no primeiro tempo, a Seleção Brasileira sofre sua pior eliminação em 36 anos
Brasil não conseguiu empatar e foi eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026

A Seleção Brasileira se despediu da Copa do Mundo de 2026 no domingo (5) após sofrer uma derrota por 2 a 1 para a Noruega nas oitavas de final.

O fracasso precoce ocorreu devido à incapacidade do Brasil de converter seu domínio inicial em gols, exemplificado por um pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães aos 12 minutos do primeiro tempo.

No segundo tempo, a equipe pagou o preço pela desatenção defensiva ao permitir que Erling Haaland marcasse duas vezes na reta final do jogo. Neymar ainda cobrou um pênalti nos acréscimos, mas o resultado sacramentou a pior campanha brasileira em um Mundial desde 1990.

A precisão de Erling Haaland na reta final da partida

O principal responsável pela eliminação brasileira foi a eficiência ofensiva do sistema norueguês, desenhado para municiar seu maior craque. Durante a maior parte do confronto, a defesa brasileira conseguiu isolar o camisa 9, mas o cenário mudou drasticamente nos quinze minutos finais. A Noruega, que priorizou os ataques em transição rápida, encontrou os espaços necessários quando a equipe do Brasil começou a demonstrar forte desgaste físico e desorganização no meio-campo.
os 34 minutos do segundo tempo, o atacante norueguês aproveitou um cruzamento vindo do lado esquerdo e subiu livre de marcação para abrir o placar com um forte cabeceio. A desvantagem forçou o Brasil a se lançar desesperadamente ao ataque, desestruturando a última linha de defesa. Aos 45 minutos, Haaland recebeu um passe na intermediária, teve liberdade para dominar a bola e acertou um belo chute de fora da área no canto esquerdo do goleiro Alisson, selando o destino da partida.
O retrospecto das eliminações brasileiras

A queda para a Noruega não apenas encerrou o sonho do hexacampeonato em 2026, mas também reforçou um dos maiores fantasmas recentes do futebol nacional. Das 18 eliminações sofridas pelo Brasil em toda a história das Copas do Mundo, quinze foram causadas por seleções europeias. O cenário trágico se repete consecutivamente desde o pentacampeonato conquistado em 2002.

Com os dois gols anotados no MetLife Stadium, o centroavante europeu chegou a sete tentos nesta edição do torneio. A marca o colocou no topo da artilharia da Copa do Mundo de 2026, dividindo a liderança com o argentino Lionel Messi e com o francês Kylian Mbappé.

Além do peso continental, a partida manteve um tabu estatístico extremamente incômodo. A equipe principal do Brasil nunca conseguiu vencer a Noruega em jogos oficiais ou amistosos. Com o revés nas oitavas de final, os europeus acumulam agora três vitórias e dois empates em cinco encontros diretos, consolidando-se como um adversário invicto contra os sul-americanos.
Abaixo, o ranking com as seleções que mais causaram eliminações do Brasil em Copas do Mundo:
1. França (três eliminações): A seleção francesa lidera a lista de maiores carrascos do Brasil em Mundiais. Os europeus eliminaram a equipe verde e amarela nas quartas de final das edições de 1986 e 2006, além de terem vencido a memorável final de 1998 pelo placar de 3 a 0 no Stade de France.

2. Holanda (duas eliminações): Os holandeses foram responsáveis por mandar o Brasil mais cedo para casa em duas ocasiões traumáticas. A primeira ocorreu na segunda fase de grupos da Copa de 1974, e a mais recente foi a dura derrota de virada nas quartas de final de 2010, na África do Sul.

3. Itália (duas eliminações): A equipe italiana encerrou a participação brasileira na semifinal da Copa de 1938 e protagonizou a histórica Tragédia do Sarriá na Copa de 1982, quando o atacante Paolo Rossi marcou três gols e eliminou o estrelado time comandado por Telê Santana na segunda fase.

4. Argentina (uma eliminação): Embora seja a maior rival esportiva do continent, a Argentina só eliminou o Brasil em uma única oportunidade. O fato aconteceu nas oitavas de final da Copa do Mundo de 1990, exatamente no mesmo estágio em que a Noruega despachou a Seleção em 2026.

Os erros cruciais sob o comando de Carlo Ancelotti

A expectativa sobre o trabalho de Carlo Ancelotti à frente do Brasil era alta, mas a execução em campo diante da Noruega expôs falhas de criatividade tática e controle mental. A Seleção Brasileira iniciou o jogo com ampla posse de bola e criou oportunidades claras nos primeiros minutos, porém a afobação no terço final do campo prejudicou a construção das jogadas.

O ponto de virada emocional da partida aconteceu logo no início do jogo. Após o árbitro de vídeo marcar um pênalti a favor do Brasil aos 12 minutos, Bruno Guimarães assumiu a cobrança e desperdiçou, parando nas mãos do goleiro Orjan Nyland. O erro gerou nervosismo evidente na equipe, que passou a abusar de jogadas individuais improdutivas e cruzamentos sem direção na grande área norueguesa.

No segundo tempo, Ancelotti tentou mudar o panorama ofensivo ao promover a entrada de Endrick na vaga de Matheus Cunha. O atacante chegou a ficar cara a cara com o goleiro adversário após passe de Vinícius Jr., mas perdeu o tempo exato da bola e finalizou para fora. A falta de contundência do ataque brasileiro contrastou diretamente com o pragmatismo e a letalidade da equipe europeia.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Brasil x Noruega: veja quando será o próximo jogo da seleção na Copa

A seleção norueguesa venceu nesta terça-feira a equipe da Costa do Marfim pela Copa do Mundo de 2026 e vai pegar a Seleção Brasileira pelas oitavas de final.

Por Redação g1
Copa do Mundo: Brasil pode ter mais dois jogos em dias úteis

A Noruega venceu a Costa do Marfim por 2 a 1 nesta terça-feira (30) e vai enfrentar a Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. (Confira mais informações abaixo)


A partida está prevista para 5 de julho (domingo), às 17h (de Brasília), em Nova Jersey/Nova York. Globo, Sportv, GETV, SBT, Nsports e CazéTV transmitem ao vivo. Você também assiste aos jogos na página de tempo real no ge.globo, além de ver cortes exclusivos.

Acompanhe a Copa do Mundo 2026 no ge:

Simulador da Copa do Mundo 2026
Calendário da Copa do Mundo 2026: veja datas e horários de todos os jogos
RESULTADOS: confira a tabela da Copa do Mundo
Ancelotti explica por que Neymar não entrou contra o Japão: "Guardei para prorrogação"

Confira a seguir quando e onde o Brasil deve jogar, caso avance na competição:

Quartas de final: se chegar entre os oito melhores, o Brasil voltará a campo em 11 de julho (sábado), às 18h (de Brasília), em Miami.

Semifinal: em caso de classificação, a seleção disputará a semifinal em 15 de julho (quarta-feira), às 16h (de Brasília), em Atlanta.

Terceiro lugar: caso o Brasil perca a semifinal, disputará a terceira colocação em 18 de julho (sábado), às 16h (de Brasília), em Miami.

Final: se avançar até a decisão, o Brasil jogará a final da Copa do Mundo em 19 de julho (domingo), às 16h (de Brasília), em Nova York/Nova Jersey.


Veja os possíveis adversários de cada fase no vídeo acima.

Onde assistir à Copa do mundo?

Tempo Real: o ge acompanha todos os lances da partida (clique aqui).
Transmissão: Globo, GETV, sportv, NSports, SBT e Cazé TV.


Terremoto na Venezuela: número de mortos sobe para 1.943

Segundo uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas.
 Por Redação g1
Criança é resgatada com vida de escombros seis dias após terremotos na Venezuela

O número de mortos na Venezuela causados pelo terremoto duplo subiu nesta terça-feira (30) para 1.943, segundo o governo venezuelano. A quantidade de feridos quase dobrou em relação ao último balanço e agora está em 10.571.

egundo as autoridades, 6.461 pessoas foram resgatadas dos escombros com vida. O balanço foi divulgado pouco antes das 15h por Jorge Rodríguez, chefe do Parlamento do país e irmão da presidente, Delcy Rodríguez.

Uma estimativa da Organização das Nações Unidas (ONU) aponta que cerca de 50 mil pessoas ainda estão desaparecidas. Segundo o governo venezuelano, 12 pessoas foram encontradas sob os escombros.

Os danos causados ​​pelos terremotos a residências, veículos e empresas têm uma estimativa preliminar de US$ 6,7 bilhões (R$ 34,68 bilhões), de acordo com uma avaliação por satélite feita pela na análise digital do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

6º dia de buscas

Seis dias após os terremotos que devastaram a Venezuela, as equipes de resgate seguem mobilizadas em busca de sobreviventes sob os escombros.

Com o passar das horas, cresce a preocupação entre as autoridades. Quanto mais o tempo passa, menores as chances de encontrar pessoas com vida entre os escombros. Especialistas em resposta a desastres afirmam que as primeiras 48 a 72 horas são decisivas para localizar sobreviventes. Depois desse período, as operações costumam se concentrar na retirada de cadáveres.

➡️ Na noite da última quarta-feira (24), dois terremotos em sequência atingiram a região norte do país, onde fica Caracas. Além das mortes, os tremores derrubaram prédios e deixaram um rastro de destruição na capital venezuelana e arredores. Os sismos foram os mais fortes no país em mais de 100 anos.
Voluntários buscam sobreviventes em meio a escombros de prédios destruídos por terremotos em Caraballeda, no estado de La Guaira, na Venezuela, em 28 de junho de 2026. — Foto: Miguel Medina/Pool/AFP

A dimensão do desastre vai além das áreas onde houve desabamentos. A Organização Internacional para as Migrações (OIM), agência vinculada à ONU, calcula que mais de 6 milhões de pessoas possam ter sido afetadas pelos terremotos.

Enquanto escavam os escombros, socorristas enfrentam temperaturas elevadas e a necessidade de remover destroços manualmente. Relatos feitos por pessoas que acompanham o trabalho das equipes descrevem que o cheiro provocado pela decomposição dos corpos se torna mais intenso a cada dia.

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La Guaira concentra a maior parte da destruição. O desastre também atingiu Caracas e Maiquetía, cidade que abriga o Aeroporto Internacional Simón Bolívar, principal terminal aéreo do país, ainda fechado. Em contrapartida, outros aeroportos internacionais, como o de Valencia, já retomaram as operações.

Foi apenas no domingo que missões internacionais de resgate começaram a chegar em grande número a La Guaira. Antes disso, moradores relataram frustração com a resposta das autoridades e afirmaram que boa parte dos primeiros socorros foi organizada por voluntários e pela própria população.

Novos tremores

Na última segunda (29), a Venezuela registrou mais um tremor de terra. Segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos, a magnitude foi de 4,6 e o epicentro foi em Caraballeda, no litoral norte do país, a cerca de 30 km da capital, Caracas, às 7h do horário local — 8h em Brasília.

Na sexta-feira (26), já havia acontecido um terceiro terremoto, com magnitude parecida com a desta segunda-feira, bem menor do que a dos dois primeiros. Na manhã de domingo (28), também foram registrados abalos de magnitude 4,2 e 4,5.
Terremoto na Venezuela: imagem aérea mostra edifícios em Caraballeda, no estado de La Guaira, na Venezuela, em 29 de julho de 2026. — Foto: Miguel Medina/AP

quinta-feira, 25 de junho de 2026

Venezuela busca vítimas soterradas de terremoto que já matou 164; VÍDEO mostra comemoração com resgates

Mais de 500 equipes de emergência estão trabalhando para tirar sobreviventes dos escombros. Dezenas de chefes de estado e de governo se solidarizaram e se colocaram à disposição para enviar ajuda humanitária e mais especialistas em resgate para acelerar as bruscas.

A busca por vítimas dos terremotos que devastaram a Venezuela na noite desta quarta-feira (24) - e deixaram 164 mortos e 971 feridos até o momento - continua nesta quinta-feira (25) e, segundo informações, mais de 500 equipes de emergência estão trabalhando para tirar sobreviventes dos escombros.

Imagens da imprensa e das redes sociais mostram a comemoração dos venezuelanos a cada sobrevivente encontrado com vida após os tremores (veja no vídeo acima), considerados os piores a atingirem o país em 100 anos.

Até a manhã desta quinta, 164 mortes haviam sido confirmadas, mas o serviço geológico dos Estados Unidos estima que o número de mortos possa ficar entre 10 mil e 100 mil.

O Itamaraty disse na noite de quarta que até o momento não havia notícias de brasileiros entre as vítimas.
Equipes de resgate trabalham em local de desabamento para buscar sobreviventes — Foto: REUTERS/Leonardo Fernandez Viloria

Dezenas de chefes de estado e de governo se solidarizaram e se colocaram à disposição para enviar tanto ajuda humanitária, como produtos médicos, quanto equipes de resgates. Além do Brasil, a lista inclui vários países que já sofreram terremotos devastadores, como os Estados Unidos, a Turquia, o México e Portugal.

Segundo a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, que agradeceu à comunidade internacional pelo apoio recebido, os primeiros socorristas estrangeiros devem chegar nas próximas horas.

O governo venezuelano cancelou aulas e suspendeu serviços não essenciais.

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou solidariedade e disse ter mandado todas as agências do governo americano ajudarem.

A China, que era a principal compradora do petróleo venezuelano antes da captura e prisão de Nicolás Maduro por militares americanos, afirmou que vai fazer o que for possível para ajudar.

O que se sabe sobre o terremoto devastador na Venezuela

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24) e provocaram pelo menos 20 réplicas nas horas seguintes, segundo o governo venezuelano. Os tremores foram sentidos em cidades do Norte do Brasil.

Prédios e casas desabaram em Caracas e em outras cidades do país.

Os dois abalos ocorreram pouco após as 19h no horário de Brasília e com menos de um minuto de diferença entre eles. O epicentro do terremoto principal foi localizado próximo à cidade de El Guayabo, a cerca de 160 quilômetros de Caracas. Veja no mapa abaixo.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, decretou estado de emergência após os terremotos. Em pronunciamento na televisão estatal, ela afirmou que equipes de resgate, segurança e assistência civil foram mobilizadas para atender as áreas afetadas.

Rodríguez também anunciou a suspensão de aulas e todos os serviços não essenciais para que as autoridades que se concentrem no resgate das pessoas que estão sob os escombros. Redes de gás e eletricidade foram desligadas para evitar uma tragédia maior.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Você espera a volta de Cristo com a mesma paixão com que muitos esperam a Copa do Mundo?

Enquanto milhões se entusiasmam com a Copa do Mundo, a Bíblia aponta para um final cheio de esperança que transcende qualquer troféu
Enquanto o mundo espera a final da Copa do Mundo, milhões de cristãos esperam o reencontro com Cristo. (Imagem gerada com IA)
A cada quatro anos, o mundo parece parar por um momento. Em 2026, a Copa do Mundo volta a atrair a atenção de milhões de pessoas. Neste ano, a competição será a maior da história, com 48 seleções e 104 jogos disputados nos Estados Unidos, México e Canadá.

As conversas giram em torno dos resultados, dos favoritos, das surpresas e dos destaques do torneio. Nos escritórios, nas escolas, no transporte público e nas redes sociais, a Copa do Mundo se tornou o assunto do momento. Mesmo para aqueles cuja seleção não chegou ao torneio ou não são fãs de futebol, a febre da Copa do Mundo os alcança de alguma maneira.



O futebol desperta emoção, entusiasmo e devoção, mas será que essa paixão é errada? Não sentir essa mesma paixão para se aproximar de Deus é que é. E já que há lições a serem aprendidas em tudo na vida, que ensinamentos podem ser tirados da Copa do Mundo?

Por trás de cada partida, há anos de preparação. Nenhum jogador chega a uma Copa do Mundo por acaso. Pense nos jogadores mais mencionados das últimas Copas, Cristiano Ronaldo e Lionel Messi, quando começaram? Começaram a treinar desde a infância, dedicando milhares de horas para aprimorar suas habilidades. E, claro, o talento é importante, mas não suficiente. A disciplina, o comprometimento e a paixão, entre outras qualidades, também são necessárias.

A Bíblia utiliza uma comparação semelhante ao falar da vida espiritual. O apóstolo Paulo escreveu: “Vocês não sabem que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Corram de tal maneira que ganhem o prêmio” (1 Coríntios 9:24).

Paulo não estava promovendo uma competição entre crentes, mas destacando a importância de viver com propósito e compromisso. Assim como um esportista se prepara para alcançar um alvo, o cristão é chamado a cultivar diariamente seu relacionamento com Deus.

Agora pense por um momento. Muitas pessoas se levantam de madrugada para assistir sua seleção jogar. Outras reorganizam sua agenda para não perder um jogo importante, mesmo que não seja da sua seleção. A paixão pelo que amam as leva naturalmente a investir tempo, esforço e atenção.

Você imagina o que aconteceria se essa mesma determinação e paixão fossem aplicadas à vida espiritual? O próprio Jesus ensinou: “Mas busquem em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas lhes serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Por isso, treine a disciplina para buscar junto de si todos os dias, o comprometimento de estudar a Bíblia com profundidade e a paixão de compartilhar a mensagem de salvação com outros.

Porque o cristão não apenas se prepara para o encontro com Cristo; ele também compartilha esperança com aqueles ao seu redor. Antes de subir ao céu, Jesus deixou uma missão clara: “Portanto, vão e façam discípulos de todas as nações” (Mateus 28:19). Com esse objetivo em mente, comece a investir tempo no desenvolvimento dos seus talentos para colocá-los a serviço da missão.

Assim como milhões de fãs esperam com entusiasmo o início de cada Copa do Mundo, os cristãos esperam o acontecimento mais importante da história: a volta de Jesus. “Por isso, estejam também vocês preparados, porque o Filho do Homem virá à hora em que vocês menos esperam” (Mateus 24:44).

E esse preparo não começa quando Jesus voltar; começa hoje. A Bíblia afirma: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (João 17:3). Conhecer a Deus, caminhar com Ele e permitir que transforme nosso caráter faz parte da preparação para o encontro final.

A diferença entre uma Copa do Mundo e a vida cristã é que a primeira dura apenas algumas semanas. Mesmo a equipe campeã um dia deixará de ser campeã. Haverá um novo torneio, novos jogadores e um novo vencedor.

Em contrapartida, a promessa junto de Deus transcende o tempo. “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 6:23). E esse é o grande objetivo do cristão: a vida eterna com Cristo.

Portanto, quanto você deveria se esforçar em sua preparação para esse encontro final com consequências eternas? Nenhum troféu se compara à promessa que Deus preparou para aqueles que permanecerem fiéis até o fim.

Por Karol Lazo é jornalista e trabalha na Assessoria de Comunicação da sede sul-americana adventista.

domingo, 14 de junho de 2026

A idolatria aos esportes

“Louvor incessante, canções apaixonadas, desejo de vencer, unidade de espírito, adoração direcionada, lamento pelas falhas, lotação máxima, e tudo em um lindo santuário”. Isso pode soar como um culto religioso, mas na verdade foi a experiência que tive há alguns anos em um jogo de futebol profissional na Inglaterra. Apesar do lugar, foi encorajador ouvir homens cantarem com paixão, uma paixão que muitas vezes falta na adoração congregacional.

Desta forma, os esportes profissionais revelam que fomos criados para adorar, celebrar a glória e admirar a excelência. Nós somos adoradores. Não está em questão se adoramos, mas o quê ou quem adoramos. E atualmente, muitos adoram os esportes de uma forma ou de outra. Passei tempo suficiente em vários ambientes esportivos (como atleta, torcedor e treinador) para compreender que tanto homens como mulheres, meninos ou meninas, podem ser muito apaixonados pelo esporte e pelos times que torcem. No entanto, parece que os homens e os meninos são mais sujeitos à idolatria ao torcer pelos seus times favoritos.
Paixões mundanas

Praticar esportes e torcer pelo time favorito não é necessariamente um problema (como eu disse, já fui jogador, torcedor e treinador). Porém, como tudo na vida cristã, devemos aprender a administrar sabiamente os dons de Deus. No entanto, às vezes fazemos mau uso desses dons e nos tornamos mundanos em nossos pensamentos e atitudes. João nos diz: “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo” (1 João 2.15). Isso não significa que não podemos amar uma bela paisagem ou uma boa refeição, mas que precisamos ter cuidado para não amarmos as coisas criadas em vez do Criador. No mundo estão “a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida” (1 João 2.16). As equipes esportivas profissionais oferecem grandes oportunidades para que os desejos mundanos cheguem à sua máxima expressão.

Deus nos criou com desejos bons, como o desejo de amar ou de dar vazão à nossa alegria. No entanto, a nossa natureza pecaminosa corrompe facilmente esses desejos e faz com que amemos coisas que não deveríamos amar, ou da forma ou intensidade que não se enquadram nos propósitos dados por Deus. Os gregos costumavam falar de quatro paixões, e Agostinho e outros as viam como ferramentas úteis para analisar e compreender o comportamento humano: (1) o desejo, que é o bem desejado; (2) a alegria, que é o bem obtido; (3) o medo, que envolve um mal a ser evitado e o bem ameaçado; e (4) o luto, que ocorre quando um mal acontece e o bem se perde. Essas paixões correm soltas entre muitos fãs de esportes, e onde paixões fortes caminham soltas, é necessário proceder com muito cuidado.

Os fãs apaixonados de esportes desejam a alegria da vitória, mas em muitos casos, o medo da derrota e a dor que a acompanha pode revelar quão desordenadas podem ser as nossas paixões. Já ouvi muitos jogadores, treinadores e torcedores dizerem que odeiam perder mais do que amam ganhar. Para muitos, o esporte é a janela mais clara para a sua alma, onde demonstram mais alegria ou tristeza do que em qualquer outra área da vida.
Torcedores escravizados

Ao diagnosticar se o esporte tem um impacto prejudicial nas nossas vidas, devemos nos fazer algumas perguntas. Por exemplo, será que o nosso amor pelo esporte nos afasta do culto coletivo no Dia do Senhor ou nos distrai consistentemente durante o culto? Como em todas as áreas, podemos desfrutar de Deus e dar graças a ele através do nosso prazer nos esportes (Efésios 5.20)? Ou estamos apenas satisfazendo desejos egocêntricos? Lembre-se, tudo o que não provém de fé é pecado (Romanos 14.23). Mesmo na esfera do prazer pelo esporte, devemos considerar nossa fé, que também protege as nossas paixões à medida que procuramos o prazer como povo de Deus que desfruta dos vários dons que ele nos deu. Devemos fazer todas as coisas para a glória de Deus, incluindo torcer para times esportivos (1 Coríntios 10.31).

O nosso prazer nos esportes está prejudicando alguém – inclusive a nós mesmos? Alguns homens podem ficar tão angustiados ou zangados quando o seu time perde que descarregam a sua raiva nos outros, até mesmo nos seus próprios familiares. Isto é uma violação do sexto mandamento.

Poderíamos também perguntar: nos entregamos ao prazer de apoiar um time ou esse prazer nos é dado? Em outras palavras, não devemos permitir que as falhas de um time dominem o nosso sentimento durante dias após uma derrota. Quando nos entregamos a alguma coisa, essa coisa nos controla, em vez de sermos nós a controlá-la. A arte de ter prazer nos esportes é lembrar que podemos aprender a estar contentes em quaisquer circunstâncias (Filipenses 4.11).

Digo isso como uma pessoa extremamente competitiva (que odeia perder mais do que gosto de ganhar), mas preciso ver continuamente o sucesso dos times que torço e treino, tanto numa perspectiva temporal quanto eterna. Mesmo temporariamente, não é incrível como podemos ficar tão irritados com homens suados com os quais não temos nenhum relacionamento e que usam uma camisa de cor diferente do outro grupo? Nenhum desses homens suados dá a mínima para os meus sentimentos. Além disso, mesmo quando o seu time vence o campeonato, a alegria dura pouco: agora começa a próxima temporada, onde nos preocuparemos com o treinamento ou com a qualidade dos jogadores recém-contratados.
Maior glória

A solução para o nosso mundanismo e idolatria em relação ao esporte não pode ser encontrada apenas no vazio final de se tornar um torcedor escravizado. Como Thomas Chalmers (1780-1847) argumenta no seu famoso livro O Poder Expulsivo de um Novo Afeto, não se pode destruir o amor pelo mundo apenas mostrando o seu vazio. O amor do mundo – e especificamente um amor desordenado e escravizador pelos esportes – só pode ser expulso por um novo amor e afeição por Deus e que vem de Deus.

Como filhos, o amor a Deus Pai (1 João 3.1) é um deleite que nos liberta da escravidão pela glória do esporte. Portanto, a não ser que o nosso amor a Deus esteja baseado em tudo o que ele fez e fará por nós, ficaremos cada vez mais viciados em atividades mundanas, como os esportes.

Além disso, João também conecta a visão beatífica – ver Jesus face a face – ao nosso amor por Deus. Como filhos de Deus, aguardamos pacientemente o que um dia nos tornaremos: totalmente conformes à imagem de Cristo (Romanos 8.29). Quando Jesus aparecer, “seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é” (1 João 3.2). Tanto o nosso amor pelo Pai como a nossa esperança de sermos semelhantes a Cristo ao vê-lo nos dão a paixão de tornar a adoração a Deus, e não aos esportes, central na nossa vida cotidiana como povo de Deus.

E se os torcedores dos times conseguem se reunir toda semana para se sentar em um lugar quente e desconfortável, cantando em voz alta e gritando para estimular a sua equipa à vitória, não deveríamos também ser capazes de nos reunir com os nossos irmãos e irmãs cada Dia do Senhor para celebrar com mais entusiasmo as vitórias do nosso Rei e as suas glórias eternas?


 

quarta-feira, 1 de abril de 2026

B-52: como é o bombardeiro usado contra o Irã, considerado uma das armas mais mortais dos EUA

Aeronave está em operação há mais de 60 anos e teve papel importante em conflitos recentes com envolvimento americano. Uso expõe fragilidade da defesa aérea iraniana. Os Estados Unidos usaram bombardeiros B-52 para sobrevoar o espaço aéreo do Irã pela primeira vez desde o início da guerra. A informação foi confirmada pelo Departamento de Guerra nesta terça-feira (31). A aeronave é considerada uma das armas mais “mortais” das forças americanas. Contexto: Segundo o jornal The New York Times, o uso desse tipo de aeronave demonstra o enfraquecimento das defesas aéreas do Irã. Apesar da potência, o B-52 não é tão ágil quanto caças e fica mais vulnerável a sistemas antiaéreos. De acordo com o Pentágono, os bombardeiros serão usados para atacar cadeias de suprimentos que abastecem instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã. O objetivo dos EUA é impedir a reposição de munições usadas na guerra. Apesar da capacidade nuclear, não há confirmação de que forças americanas estejam transportando ogivas desse tipo nas operações contra o Irã. O B-52 é um modelo fabricado pela Boeing que transporta armas de alta precisão e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. A produção começou na década de 1950, e o bombardeiro segue como a “espinha dorsal” da Força Aérea americana. Ao menos 744 unidades foram produzidas, e a última foi entregue em outubro de 1962. O modelo foi projetado para transportar armamento nuclear e se tornou um ativo importante dos Estados Unidos durante a Guerra Fria. Quando surgiu, o B-52 era visto como o “bombardeiro do juízo final”, capaz de atingir a União Soviética com armas nucleares sem necessidade de reabastecimento. Ao longo de mais de 70 anos, aeronaves do tipo participaram de quase todas as principais operações conduzidas pelos EUA. Entre elas estão a Guerra do Vietnã, a resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001 e missões contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, em 2016. B-52 também foram enviados ao Caribe durante operação dos EUA contra o tráfico internacional de drogas, que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
O modelo tem diferentes variantes. A versão “H”, por exemplo, pode carregar até 20 mísseis de cruzeiro. No geral, o B-52 pode transportar até 32 toneladas de armamento, entre bombas, minas e mísseis. O bombardeiro têm oito motores e podem voar a até 15 mil metros de altitude, o que coloca a aeronave acima da maior parte do campo de batalha. Essa capacidade, combinada com ataques de alta precisão, amplia o apoio aéreo em ofensivas. "Atualizado com tecnologia moderna, o B-52 é capaz de empregar toda a gama de armas desenvolvidas em conjunto e seguirá ao longo do século 21 como um elemento importante das defesas do país. A Força Aérea atualmente prevê operar os B-52 até 2050", dizem as Forças Armadas dos EUA. Ameaça do Irã O anúncio do uso de B-52 no Irã foi feito um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhar um vídeo que mostra uma grande explosão em Isfahan. O alvo seria um depósito de munições. Ainda não está claro se as aeronaves foram responsáveis pela operação divulgada por Trump. Até a última atualização desta reportagem, o Irã também não havia se pronunciado sobre o anúncio feito pelos Estados Unidos. Ainda na terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que vai atacar empresas americanas no Oriente Médio em retaliação a bombardeios recentes que mataram cidadãos iranianos. Entre os alvos citados está a Boeing, fabricante do bombardeiro B-52. "As principais instituições envolvidas em operações terroristas serão alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para a própria segurança", afirmou a organização. "Moradores de áreas próximas a essas empresas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e buscar um local seguro." Além da Boeing, outras 17 empresas foram listadas, incluindo gigantes de tecnologia. Veja a seguir: Boeing G42 Spire Solution GE Tesla JP. Morgan Nvidia Palantir Dell IBM Meta Google Apple Microsoft Oracle Intel HP Cisco

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Trump lança oficialmente 'Conselho da Paz' em Davos com críticas à ONU: 'Eu nunca nem falei com eles'

Presidente dos Estados Unidos convidou lideranças de cerca de 60 países para participar do órgão. Comunidade internacional teme que conselho enfraqueça papel da ONU.

Por Luisa Belchior, g1
22/01/2026 07h10 Atualizado há um minuto

Com críticas à Organização das Nações Unidas (ONU) e um plano para reconstruir a Faixa de Gaza com uma fila de arranha-céus, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, lançou oficialmente nesta quinta-feira (22) seu "Conselho da Paz".

➡️ Criada por seu governo para supervisionar a paz na Faixa de Gaza e reconstruir o território palestino, a estrutura é vista por parte da comunidade internacional como uma tentativa de esvaziar a ONU.
Em cerimônia dentro do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Trump disse que seu conselho terá aval "para fazer tudo o que quisermos" não só em Gaza, e seu governo também apresentou um plano de reconstrução que chamou de "Nova Gaza" (leia mais abaixo).

"Quando esse conselho estiver completamente formado, poderemos fazer praticamente tudo o que quisermos. E faremos isso em conjunto com as Nações Unidas", disse Trump, que será o presidente vitalício do órgão e o único com poder de veto.

Cerca de 30 dos 60 líderes mundiais que aceitaram participar do conselho participaram da cerimônia, como o presidente argentino, Javier Milei — o presidente Lula foi convidado para integrar o Conselho da Paz, mas ainda não respondeu ao convite. Nenhum grande aliado ocidental estava no lançamento.

Em discurso na cerimônia, Trump disse ser um "dia muito empolgante" e voltou a criticar a ONU — que críticos dizem que Trump quer substituir com a criação de seu "Conselho da Paz".

"Eu nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo", afirmou Trump. No entanto, ele disse que seu conselho dialogará "com muitos outros, incluindo a ONU".

Ele disse ainda que o conselho não se dedicará apenas a Gaza, mas começará pelo território palestino, que ele disse que será "desmilitarizado e lindamente reconstruído".

Na ocasião, o presidente norte-americano assinou um documento que formaliza o conselho. Também assinaram outros membros do grupo convidados por Trump e que estavam no palco. Entre eles:
  • O presidente da Argentina, Javier Milei;
  • O presidente do Paraguai, Santiago Peña;
  • O presidente do Azerbaijão, Ilham Aliyev;
  • O primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán;
  • O presidente da Indonésia, Prabowo Subianto;
  • A presidente do Kosovo, Vjosa Osmani.
O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, também discursou na cerimônia e disse que o conselho será "um conselho não só da paz, mas da ação".

'Nova Gaza'
Parte do plano dos Estados Unidos para a reconstrução da Faixa de Gaza, apresentado no Fórum Econômico Mundial, em 22 de janeiro de 2026. — Foto: Reprodução/ g1

Na mesma cerimônia, o conselheiro de Trump Jared Kushner, também genro do presidente norte-americano, apresentou o plano dos Estados Unidos de reconstrução da Faixa de Gaza, que inclui a construção de arranha-céus e polos turísticos na enseada do território palestino.

"É uma ótima locação para o mercado imobiliário, perto do mar", disse Trump.

Kushner também mostrou um mapa que prevê a divisão da Faixa de Gaza entre áreas residenciais, de turismo e negócios, de agricultura e portuária.

Mapa dividindo a Faixa de Gaza por áreas — Foto: REUTERS

Entenda o Conselho da Paz
➡️ O Conselho da Paz é uma estrutura criada por Trump para atuar na manutenção da paz e na reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa também pode atuar em outros conflitos internacionais no futuro.

De acordo com o estatuto do conselho obtido pela agência Reuters, Trump terá mandato vitalício como presidente do grupo e amplos poderes. Países que desejarem um assento permanente precisarão pagar US$ 1 bilhão (R$ 5,37 bilhões). Os recursos serão administrados pelo presidente dos EUA.

A comunidade internacional, no entanto, teme que o Conselho de Paz vire uma espécie de "ONU paralela" e enfraqueça o papel da Organização das Nações Unidas.

Entenda, ponto a ponto, o que se sabe sobre o Conselho da Paz
  1. O que é o Conselho de Paz de Gaza?
  2. Como a Casa Branca diz que irá funcionar?
  3. E como fica a ONU?
  4. Quem vai presidir o conselho?
  5. Quem faz parte do conselho executivo fundador?
  6. Que países já confirmaram participação no conselho?
  7. Quem mais foi convidado?
  8. Por que o convite do Trump é uma saia justa para Lula?
  9. E os palestinos?
1. O que é o Conselho da Paz?

A criação do conselho estava prevista na segunda fase do acordo de paz mediado pelos EUA e assinado por Israel e pelo grupo terrorista Hamas, em outubro do ano passado.

O plano de paz, divulgado pela Casa Branca no fim de setembro, tem 20 pontos e prevê a Faixa de Gaza como uma zona livre de grupos armados e sob o comando de um governo de transição, formado por um comitê palestino tecnocrático e apolítico, que será supervisionado pelo conselho.

2. Como a Casa Branca diz que irá funcionar?

O conselho, que terá um papel consultivo, vai assessorar o comitê responsável pela administração provisória da Faixa de Gaza, que iniciou seus trabalhos neste mês, no Cairo, sob o comando do ex-vice-ministro palestino Ali Shaath e de outros 14 membros.

A entidade "ajudará a apoiar uma governança eficaz e a prestação de serviços de alto nível que promovam a paz, a estabilidade e a prosperidade do povo de Gaza", anunciou a Casa Branca.

A proposta, no entanto, é vista com receio pela comunidade internacional e recebeu críticas de diplomatas e de analistas.

"É uma daquelas iniciativas que a gente fica se perguntando: quem é que planejou isso? E quem é que pensou que isso ia dar certo? Muitos analistas, e eu me incluo entre eles, estão absolutamente céticos sobre o que poderá acontecer com esse conselho”, avaliou o apresentador Marcelo Lins, no programa GloboNews Internacional neste domingo (18).

3. E como fica a ONU?

De acordo com fontes diplomáticas ouvidas pela Reuters, há uma grande preocupação, principalmente entre os governos europeus, de que o conselho prejudique a ONU.

"É uma 'Nações Unidas de Trump' que ignora os princípios fundamentais da Carta da ONU", disse um deles.

O rascunho do estatuto do Conselho de Paz faz uma crítica velada às Nações Unidas falando que "um organismo internacional de consolidação da paz mais ágil e eficaz" é necessário e que é preciso "coragem de abandonar abordagens e instituições que falharam com demasiada frequência".

Para Oliver Stuenkel, professor de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a estrutura proposta por Trump reúne uma série de falhas e concentra poder demais em uma única liderança, que seria a do próprio presidente dos Estados Unidos.

"Há um temor real de que o Conselho se torne uma espécie de ONU paralela, controlada pelos Estados Unidos.", afirma Stuenkel.

4. Quem vai presidir o Conselho da Paz?


Donald Trump será o presidente inaugural. Com amplos poderes, ele terá a palavra final em votações, pode escolher os países que deseja convidar e também pode revogar a participação de quem o desagradar.

De acordo com o projeto de estatuto do conselho, quem quiser fazer parte do grupo exercerá mandatos de três anos, mas uma taxa bilionária garante a permanência fixa.

"Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da data de entrada em vigor desta Carta, renovável pelo presidente. Este mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em dinheiro para o Conselho da Paz no primeiro ano", diz o documento.
Trump com o secretário de Estado, Marco Rubio — Foto: Reuters/Nathan Howard

5. Quem faz parte do conselho executivo fundador?
Em comunicado na sexta-feira (16), a Casa Branca divulgou os nomes dos sete nomeados como membros fundadores do conselho. Os escolhidos por Trump foram:

  • Marco Rubio, o chefe da diplomacia dos Estados Unidos
  • Tony Blair, ex-primeiro-ministro do Reino Unido
  • Steve Witkoff, enviado especial dos EUA para a paz na Faixa de Gaza,
  • Jared Kushner, genro de Trump
  • Ajay Banga, o presidente do Banco Mundial
  • Marc Rowan, magnata financista americano
  • Robert Gabriel, fiel colaborador de Trump no Conselho de Segurança Nacional
As responsabilidades de cada membro do conselho ainda não foram divulgadas.

O presidente americano também designou o major-general americano Jasper Jeffers para dirigir a Força Internacional de Estabilização (ISF, na sigla em inglês) em Gaza.

6. Que países já confirmaram participação no conselho?

Nesta quarta-feira (21), a Casa Branca afirmou que 25 países já aceitaram o convite para integrar o Conselho da Paz . Entre eles estão:

  • Israel
  • Argentina
  • Arábia Saudita
  • Emirados Árabes Unidos
  • Bahrein
  • Jordânia
  • Catar
  • Egito
  • Turquia
  • Hungria
  • Marrocos
  • Paquistão
  • Indonésia
  • Kosovo
  • Uzbequistão
  • Cazaquistão
  • Paraguai
  • Vietnã
  • Armênia
  • Azerbaijão
  • Belarus
Trump também afirmou na quarta que Putin aceitou convite, mas o presidente russo afirmou que ainda estuda a proposta.

7. Quem mais foi convidado?

Segundo o governo dos Estados Unidos, convites foram enviados a lideranças de cerca de 60 países.

Até o momento, apenas a Noruega, a Suécia e a Itália se pronunciaram recusando o convite. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, disse que precisa de mais tempo para analisar a proposta antes de se comprometer como membro.

Outros países afirmaram ainda estar avaliando o que farão. Alguns deles são:

  • Brasil
  • Rússia
  • China
  • França
  • Canadá
  • Reino Unido
  • Alemanha
  • Japão
  • Ucrânia
  • Vaticano
8. Por que o convite do Trump é uma saia justa para Lula?

Convidado para integrar o conselho no sábado (17), Lula ainda não aceitou o convite. Só deve avaliar se aceita ou não na próxima semana, segundo fontes com conhecimento sobre o assunto.

A situação é uma saia justa para o presidente brasileiro, que, desde o início do conflito em Gaza, em outubro de 2023, tem reiterado críticas às operações militares de Israel no território palestino.

O presidente brasileiro defende a criação de um Estado palestino, essa posição, registrada em discursos, entrevistas e manifestações em fóruns internacionais, se choca com o convite feito por Trump.

Caso aceite integrar o conselho de paz, Lula poderá ser cobrado por coerência. Por outro lado, uma eventual recusa pode desagradar o presidente norte-americano e prejudicar a aproximação que ocorreu entre eles desde as negociações do tarifaço para produtos brasileiros exportados para os EUA.

9. E os palestinos?


Ate o momento, não está claro se os palestinos terão uma participação no conselho, o que levanta questões sobre a efetividade do novo órgão.

“Um conselho que não tem em sua composição nenhum palestino para falar sobre Gaza [...] Deixa muitas dúvidas no ar, e mais do que dúvidas, desconfianças sobre qual o interesse e qual é o papel dos maiores interessados nisso, os palestinos", avalia Marcelo Lins.





domingo, 18 de janeiro de 2026

323 mil motoristas já tiveram carteira de habilitação renovada automaticamente, diz governo

Com a mudança nas regras no começo deste ano, a renovação é automática para os chamados 'bons condutores'. Ministério dos Transportes observou que a medida também representa redução de custos para a população.
Por g1 — Brasília
18/01/2026 11h57 Atualizado há 5 horas
O Ministério dos Transportes informou nesta semana que 323.459 condutores já tiveram a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) renovada automaticamente em todo o país.
Desde o início de 2026, com a mudança das regras, a renovação é gratuita e automática para os chamado “bons condutores”.

➡️Para ser considerado “bom condutor”, o motorista precisa cumprir os seguintes critérios:
🪪 Não ter pontos registrados na CNH nos últimos 12 meses;
🚨 Não ter infrações de trânsito registradas no documento no mesmo período;
📝 Estar cadastrado no Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC).

"Além da desburocratização, a renovação automática da CNH representa um alívio no bolso da população. A soma do valor economizado por essas renovações chega a R$ 226 milhões, recursos que antes eram destinados a taxas, exames e procedimentos administrativos", destacou o Ministério dos Transportes.

Ainda de acordo com o governo:
  • Entre os condutores beneficiados, a maioria pertence à categoria B, destinada a carros (52%), seguida pela AB, que inclui carros e motocicletas (45%), e pela A, exclusiva para motos (3%).
  • São Paulo lidera o ranking nacional, com 86.770 CNHs renovadas, seguido por Minas Gerais (35.771), Rio de Janeiro (29.343) e Espírito Santo (7.825).
  • No Nordeste, mais de 64 mil condutores foram contemplados. A Bahia aparece à frente, com 15.226 renovações, seguida por Pernambuco (12.927) e Ceará (11.798). Estados como Rio Grande do Norte, Maranhão, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Piauí também registraram adesão significativa ao programa.
  • A região Sul soma mais de 53 mil renovações, com Paraná (22.119), Rio Grande do Sul (18.239) e Santa Catarina.
  •  (13.230).No Centro-Oeste, foram registradas 26.929 renovações automáticas, com destaque para Goiás (12.213) e o Distrito Federal (7.206).Já no Norte, o total chega a 18.257 renovações, lideradas pelo Pará (6.510) e pelo Amazonas (3.768).

O benefício, porém, não se aplica motoristas com 70 anos ou mais, ao mesmo tempo em que condutores a partir dos 50 anos podem utilizar a renovação automática apenas uma vez, no vencimento do documento, sem cobrança de taxas ou exigência de exames presenciais. O benefício é individual e não pode ser reutilizado.

Também não se enquadram na regra os motoristas que tiveram a validade da CNH reduzida por recomendação médica, em casos de doenças progressivas ou condições que demandem acompanhamento contínuo de saúde, além daqueles com o documento vencido há mais de 30 dias, conforme estabelece a legislação de trânsito.
➡️Para ter a CNH renovada de graça, o motorista deve:
  • Abrir o aplicativo CNH Brasil;
  • Selecionar a opção “Condutor”;
  • Acessar “Cadastro Positivo”;
  • Tocar em “Autorizar participação”.

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...