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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Lição 5- 25 a 31 de julho -Capacitação do Espírito para testemunhar

Sábado à tarde
VERSO PARA MEMORIZAR: “Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos; todos ficaram cheios do Espírito Santo e, com intrepidez, anunciavam a Palavra de Deus” (At 4:31).
LEITURAS DA SEMANA: Jo 15:26, 27; At 2:41, 42; 8:4; Hb 4:12; At 17:33, 34; 18:8
Quando Jesus ordenou aos primeiros cristãos: “Ide por todo o mundo e pregai o evangelho”, essa ordem deve ter parecido uma missão impossível (Mc 16:15). Como eles poderiam cumprir um desafio tão grande? Eles estavam em número tão reduzido! Seus recursos eram limitados. Aqueles homens e mulheres eram, em grande medida, um grupo de cristãos incultos. Mas eles tinham um Deus extraordinário que os capacitaria para sua missão extraordinária!
Porém, Jesus havia declarado: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At 1:8). O Espírito Santo os habilitaria a compartilhar a mensagem da cruz com um poder que transformaria pessoas e mudaria o mundo. Ele tornou eficaz o testemunho daqueles homens. Em poucas décadas, o evangelho impactou o mundo todo. O livro de Atos declara que aqueles primeiros cristãos alvoroçaram o mundo (At 17:6, ARC). O apóstolo Paulo acrescentou que o evangelho “foi pregado a toda criatura que há debaixo do Céu” (Cl 1:23). Na lição desta semana, enfatizaremos especialmente a função do Espírito Santo em nos capacitar para testemunhar por Cristo.
Domingo, 26 de julho
Jesus e a promessa do Espírito Santo
Com a promessa do Espírito Santo, Jesus respondeu à inquietação dos discípulos, que estavam sofrendo porque o Mestre iria deixá-los sós e retornaria ao Céu. “Convém-vos que Eu vá, porque, se Eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, Eu for, Eu vo-Lo enviarei” (Jo 16:7). A palavra grega para “consolador” é parakletos. Ela se refere a “alguém que vem ao lado de” uma pessoa com o propósito de ajudá-la. Uma das principais funções do Espírito Santo é estar ao lado dos cristãos a fim de capacitá-los e guiá-los em seu testemunho. Quando testemunhamos de Jesus, não estamos sozinhos. O Espírito Santo está ao nosso lado para nos guiar às pessoas que buscam com sinceridade a salvação. Ele prepara o coração delas antes mesmo de nós as encontrarmos. Ele guia nossas palavras, traz convicção à mente dos pecadores que buscam o perdão e os fortalece para corresponder à Sua influência.
1. Leia João 15:26, 27; 16:8. O que esses versos revelam sobre a função do ­Espírito Santo no testemunho? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Ele tem a função de convencer e testemunhar às pessoas.
B.( ) A função do Espírito Santo é emocionar as pessoas e empolgá-las.
O Espírito Santo testifica ou testemunha de Jesus. Seu objetivo final é levar a Jesus o maior número possível de pessoas. Sua missão é glorificar a Cristo. Nessa função, Ele convence os cristãos de sua responsabilidade de testemunhar. Ele abre nossos olhos para que vejamos as possibilidades nas pessoas e atua nos bastidores para criar receptividade à mensagem do evangelho.
João declarou que Ele “convencerá o mundo do pecado” (Jo 16:8). Em outras palavras, Ele impressiona o coração das pessoas para gerar um profundo sentimento de alienação de Deus e a necessidade de arrependimento. Ele também convence o mundo “da justiça”. O Espírito Santo não apenas revela o pecado, mas nos instrui na justiça. Ele revela a grandeza da justiça de Jesus em contraste com nossa imundície. A função Dele não é apenas destacar o tamanho da nossa maldade, mas revelar a grande bondade, benignidade, compaixão e amor de Jesus e nos moldar à Sua imagem.
Testemunhar é simplesmente cooperar com o Espírito Santo para glorificar Jesus. No poder do Espírito e sob Sua orientação, testemunhamos do Cristo maravilhoso que transformou nossa vida.
Em nosso desejo de trabalhar pelas pessoas, por que devemos sempre nos lembrar de que não podemos converter ninguém, mas somente o Espírito Santo pode fazê-lo?
Segunda-feira, 27 de julho
Uma igreja capacitada
O livro de Atos tem sido corretamente chamado de “Atos do Espírito Santo”. Ele é uma aventura emocionante relacionada ao testemunho, à
proclamação evangelística e ao crescimento da igreja. O livro de Atos é a história de cristãos consagrados, cheios do Espírito Santo, impactando o mundo em favor de Cristo. Eles foram completamente dependentes do Espírito Santo para alcançar resultados miraculosos. A história deles é um exemplo do que o Santo Espírito pode realizar por meio de homens e mulheres totalmente consagrados a Ele.
2. Leia Atos 2:41, 42; 4:4, 31; 5:14, 42; 6:7; 16:5. O que mais o impressiona nessas passagens? Qual mensagem Lucas, o autor de Atos, desejava compartilhar ao registrar um crescimento tão rápido?
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A intenção de Lucas ao escrever o livro de Atos era compartilhar com cada leitor o ministério do Espírito Santo na igreja primitiva.
Observe também que ele não hesitou em usar números para medir a atuação do Espírito no primeiro século. Isto é, ele estava contando batismos. Em Atos 2:41, Lucas destacou o fato de que três mil pessoas foram batizadas em um único dia em um só local. Em Atos 4:4, ele falou em cinco mil pessoas batizadas. Em Atos 5:14, multidões se uniram ao Senhor e foram batizadas.
Quer fosse uma única pessoa como Lídia, o carcereiro de Filipos, uma escrava possuída por demônios ou o eunuco etíope, Lucas percebeu e registrou a atuação do Espírito Santo no coração das pessoas. O ponto importante aqui é que, por trás dos grandes números, havia indivíduos; cada um era um filho de Deus por quem Jesus Cristo havia morrido. Certamente, gostamos de grandes números, mas, no fim, testemunhar é geralmente um esforço individual, de coração a coração.
A fim de facilitar o rápido crescimento da igreja do Novo Testamento, novas igrejas foram plantadas. Uma das razões pelas quais a igreja primitiva cresceu tão rapidamente é que ela era constantemente renovada por meio do plantio de igrejas. Que mensagem importante para nós hoje!
O foco da igreja do Novo Testamento era a missão. Como podemos assegurar que a missão esteja sempre no centro de tudo o que fazemos?
Terça-feira, 28 de julho
O Espírito Santo e o testemunho
Em todo o livro de Atos, o Espírito Santo estava poderosamente presente. Ele ministrou aos cristãos e por meio deles enquanto eles testemunhavam de várias maneiras sobre seu Senhor. Ele os fortaleceu para que enfrentassem as provações e os desafios de testemunhar em uma cultura hostil. Ele os guiou às pessoas que buscavam sinceramente a verdade e preparou o coração das pessoas em cidades inteiras antes que os cristãos chegassem a esses locais. O Espírito Santo abriu portas de oportunidade com as quais aqueles cristãos nunca sonharam e deu poder às suas palavras e ações.
3. Leia Atos 7:55; 8:29; 11:15; 15:28, 29; 16:6-10. Em cada uma das experiências relatadas nessas passagens, como o Espírito Santo ministrou aos discípulos que testemunhavam? Em outras palavras, o que o Espírito Santo fez nessas situações?
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O diversificado ministério do Espírito Santo no primeiro século foi realmente maravilhoso. As experiências mencionadas são apenas uma amostra de Sua atuação. Ele fortaleceu Estevão para que testemunhasse de Seu Senhor diante de uma multidão implacável e descontrolada que o apedrejou até a morte. Ele guiou Filipe miraculosamente a um etíope influente, que buscava a verdade, a fim de abrir o continente africano para o evangelho. Ele deu a Pedro um sinal de confirmação quando os cristãos gentios também receberam o dom do Espírito Santo. Ele uniu a igreja numa época em que ela poderia facilmente ter se dividido acerca da questão da circuncisão e, por meio do apóstolo Paulo, abriu todo o continente europeu à pregação do evangelho.
O Espírito Santo atuou na igreja do Novo Testamento e está também atuando na vida da igreja hoje. Ele deseja nos capacitar, fortalecer, ensinar, guiar, unificar e enviar à missão mais importante do mundo, que é levar homens e mulheres a Jesus e à Sua verdade. Devemos nos lembrar de que o Espírito ainda está ativo e atuando hoje, exatamente como estava no tempo dos apóstolos e da igreja primitiva.
Como podemos nos tornar mais abertos e receptivos ao poder do Espírito Santo em nossa vida? Quais escolhas nossas O habilitarão a atuar em nós e por meio de nós?
Quarta-feira, 29 de julho
O Espírito Santo, a Palavra e o testemunho
A Palavra de Deus estava no centro do testemunho da igreja do Novo Testamento. O sermão de Pedro no dia de Pentecostes foi, em grande parte, retirado do Antigo Testamento para provar que Cristo era o Messias. O testemunho de Estevão antes de sua morte recapitulava a história de Israel. Pedro se referiu à “Palavra que Deus enviou aos filhos de Israel” (At 10:36) e em seguida compartilhou com Cornélio o relato da ressurreição. Paulo se referiu às grandes profecias messiânicas, e Filipe explicou ao etíope o significado da profecia de Isaías 53. Os discípulos proclamaram a Palavra de Deus, não a palavra deles. A Palavra inspirada era o fundamento de sua autoridade.
4. Leia Atos 4:4, 31; 8:4; 13:48, 49; 17:2; 18:24, 25. O que essas passagens revelam sobre a relação entre o Espírito Santo, a Palavra de Deus e o testemunho da igreja do Novo Testamento?
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O Espírito Santo que inspirou as Escrituras atua mediante a Palavra para transformar vidas. Há poder vivificante na Bíblia, pois, por meio do Espírito, ela é a Palavra viva de Cristo.
5. Leia 2 Pedro 1:21 e Hebreus 4:12. Por que a Palavra de Deus é tão poderosa para transformar vidas? Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Porque ela é um meio de atuação do Espírito Santo, que a inspirou.
B.( ) Porque ela nos traz prosperidade financeira e nos dá liberdade no pecado.
“A energia criadora que trouxe os mundos à existência está na Palavra de Deus. Essa Palavra comunica poder e gera vida. Cada ordenança é uma promessa; quando é aceita voluntariamente e recebida no coração, traz consigo a vida do Ser infinito. Transforma a natureza, ­restaurando-a à imagem de Deus” (Ellen G. White, Educação, p. 126).
A Bíblia tem poder para transformar porque o mesmo Espírito que a inspirou muda nossa vida quando a lemos. Quando compartilhamos a Palavra, o Espírito atua para transformar vidas mediante a Palavra que Ele inspirou. O Senhor prometeu abençoar Sua Palavra, não as nossas palavras. O poder está na Bíblia, não na especulação humana.

Quinta-feira, 30 de julho
O poder transformador do Espírito Santo
Um estudo cuidadoso do livro de Atos revela Deus, mediante Seu Espírito, operando milagres na vida humana. O livro de Atos exemplifica a vitória do evangelho sobre preconceitos culturais, transformando hábitos duradouros e profundamente arraigados e ensinando à humanidade a graça e a verdade de Cristo. O Espírito Santo encontra pessoas onde elas estão, mas Ele não as deixa ali. Em Sua presença, elas são transformadas.

6. Leia Atos 16:11-15, 23-34; 17:33, 34; 18:8. Essas são apenas algumas histórias de conversão na Bíblia. O que esses relatos nos ensinam sobre o poder de Deus para mudar a vida de pessoas de diferentes origens?
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Que incrível variedade de pessoas! Lídia era uma próspera empresária judia, e o carcereiro de Filipos era um funcionário público romano de classe média. O Espírito Santo pode alcançar todas as classes da sociedade. Seu poder transformador atinge homens e mulheres, ricos e pobres, instruídos e incultos.

Os dois últimos personagens da nossa lista são igualmente notáveis. Atos 17:34 se refere à conversão de Dionísio, o areopagita. Os areopagitas atenienses faziam parte do conselho de juízes que julgavam casos no tribunal. Eles eram membros preeminentes e respeitados da sociedade grega.
Pelo poder do Espírito Santo, o ministério do apóstolo Paulo alcançou até o mais alto escalão da sociedade. Crispo era o chefe da sinagoga judaica (At 18:8). Ele era um líder religioso imerso no pensamento judaico do Antigo Testamento, e o Espírito Santo entrou em seu coração e mudou sua vida. Esses relatos de casos revelam que, ao testemunharmos de Cristo e compartilharmos Sua Palavra, o Espírito Santo fará coisas notáveis na vida das pessoas, de qualquer origem, cultura, educação e crença. Não podemos nem devemos fazer suposições sobre quem pode ou não ser alcançado. Nossa obra é testemunhar a todos os que entrarem em nosso caminho. O Senhor fará o restante.
A morte de Cristo foi universal; isto é, foi em benefício de todos os seres humanos. Por que nunca devemos supor que alguém tenha ultrapassado a esperança de salvação?
Sexta-feira, 31 de julho
Estudo adicional
Textos de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 47-56 (“O dom do ­Espírito Santo”); O Desejado de Todas as Nações, p. 667-672 (“Não se turbe o vosso coração”).
O Espírito Santo coopera com o Pai e o Filho no processo de redenção. Em todas as nossas atividades de testemunho, unimo-nos a Ele em Sua obra de salvar pessoas. Ele convence corações e abre portas de oportunidade. Por meio de Sua Palavra, ilumina mentes e revela a verdade. Ele rompe os laços do preconceito que nos escravizam, vence ideias culturais que obscurecem nossa visão da verdade, e nos livra das cadeias dos maus hábitos.
Ao testemunharmos por Jesus, é crucial lembrar que estamos cooperando com o Espírito Santo. Ele vai antes de nós, preparando corações para receber a mensagem do evangelho. Ele está conosco, influenciando as mentes enquanto realizamos atos de bondade, compartilhamos nosso tes-
temunho, conduzimos estudos bíblicos, doamos livros repletos de verdades ou participamos de projetos de evangelismo. Ele continuará trabalhando no coração das pessoas muito tempo depois de partirmos, fazendo o que for necessário para levá-las ao conhecimento da salvação.

Perguntas para consideração
1. Comente sobre uma ocasião em que você sentiu o poder do Espírito Santo trabalhando poderosamente mediante seu testemunho.
2. Você já teve medo de compartilhar sua fé? Como o conhecimento do ministério do Espírito Santo reduz esse receio e lhe dá segurança ao testemunhar?
3. De que maneira o Espírito trabalha conosco em nossos esforços para testemunhar? Como o Espírito Santo nos habilita a testemunhar e atuar na vida de outras pessoas?
4. A lição falou sobre a centralidade da Bíblia no testemunho. Por que a Palavra de Deus é um componente tão crucial de nossa fé e do nosso testemunho? Como podemos evitar as armadilhas dos que, mesmo afirmando acreditar na Bíblia, diminuem sutilmente sua autoridade e seu testemunho?

Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. Comente com a classe. Sugestão: Lucas desejava mostrar os prodígios do Espírito Santo na vida de homens e mulheres simples e consagrados a Deus. 3. O Espírito Santo executou diversas ações. Fortaleceu o testemunho de Estêvão, falou à mente de Filipe, desceu sobre os gentios e uniu a igreja, orientando-a quanto à questão da circuncisão e acerca dos princípios que deviam ser exigidos dos gentios. 4. O mesmo Espírito que realizou essas ações por meio dos cristãos inspirou a Palavra e os transformou. 5. A. 6. O Espírito Santo transforma todos os tipos de pessoas, mesmo aquelas que jamais imaginaríamos que seriam convertidas. Isso mostra a grandeza do Seu poder para salvar.

quarta-feira, 15 de julho de 2020

Lição 3- 11 a 17 de julho & Olhando as pessoas pelos olhos de Jesus



Sábado à tarde



VERSO PARA MEMORIZAR: “E disse-lhes: Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4:19).
LEITURAS DA SEMANA: Mc 8:22-26; Jo 4:3-34; Jo 1:40, 41; Mc 12:28-34; Lc 23:39-43; At 8:26-38

Jesus é o ganhador de almas por excelência. Ao observarmos Sua maneira de trabalhar com elas, aprendemos como levar outros a conhecer a salvação por meio de Cristo. Ao viajarmos com Ele pelas ruas movimentadas de Jerusalém, pelas estradas poeirentas da Judeia e pelas encostas cobertas de relva da Galiléia, descobrimos como Ele revelou os princípios do reino a pessoas que estavam em busca de salvação.

Jesus via todos os homens e mulheres como pessoas que podiam ser conquistadas para Seu reino. Ele enxergava cada um pelos olhos da compaixão divina. Ele via Pedro não como um pescador rude e grosseiro, mas como um poderoso pregador do evangelho. Ele via Tiago e João não como radicais impetuosos e facilmente irritáveis, mas como entusiásticos proclamadores de Sua graça. Ele via o profundo anseio por amor e aceitação genuínos no coração de Maria Madalena, da mulher samaritana e da mulher com o fluxo de sangue. Ele via Tomé não como um cético cínico, mas como alguém com perguntas sinceras. Fossem eles judeus ou gentios, homens ou mulheres, um ladrão na cruz, um centurião ou um louco possuído por demônios, Jesus via o potencial dado por Deus a essas pessoas e as enxergava pelos olhos da salvação.

Domingo, 12 de julho
O segundo toque

Há apenas um milagre em toda a Bíblia que Jesus operou em duas etapas. É a cura do cego em Betsaida. Essa história apresenta lições eternas para a igreja de Cristo. Ela ilustra o plano de Deus de usar os cristãos para trazer outras pessoas a Jesus. As Escrituras declaram: “Então, chegaram a Betsaida; e lhe trouxeram um cego, rogando-Lhe que o tocasse” (Mc 8:22). As duas palavras-chaves aqui são “trazer” e “rogar”. O cego não foi por conta própria. Seus amigos viram a necessidade dele e o levaram. O cego podia não ter muita fé, mas seus amigos tiveram, pois criam que Jesus curaria a cegueira daquele homem.

Existem aproximadamente 25 distintos milagres de cura realizados por Jesus no Novo Testamento. Em mais da metade deles, um parente ou amigo levou alguém ao Senhor para ser curado. Isso mostra que muitas pessoas nunca irão a Jesus, a menos que alguém que tenha fé as leve. Nossa função é nos tornarmos instrumentos para levar pessoas a Cristo.

A segunda palavra que merece nossa consideração em Marcos 8:22 é “rogar”. Ela pode significar “suplicar, implorar ou exortar” e sugere um apelo mais brando, suave e gentil do que uma exigência impetuosa e tumultuada. Os amigos daquele homem apelaram humildemente a Jesus, acreditando que Ele tinha tanto o desejo quanto o poder para ajudá-lo. Pode ser que o homem não acreditasse que Jesus poderia curá-lo, mas seus amigos criam no poder do Senhor. Por vezes, devemos levar outros a Jesus nas asas da nossa fé.

1. Leia Marcos 8:22-26. Em sua opinião, por que Cristo curou o cego em duas etapas? Sendo testemunhas de Jesus, quais lições essa história nos ensina?
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É possível que também não observemos as pessoas claramente. Será que às vezes as vemos mais como “árvores andando”, em formas vagas e indistintas, do que como candidatas ao reino de Deus? Em sua opinião, o que pode nos levar a não ver as pessoas nitidamente?

Segunda-feira, 13 de julho



Uma lição de aceitação

Ao exemplificar para os discípulos o que significava enxergar cada indivíduo de uma nova perspectiva, Jesus ensinou-lhes como ver as pessoas pelos olhos do Céu. Sua visão delas era radical. Ele não via o que elas eram, mas o que poderiam se tornar. Em todas as Suas interações com as pessoas, Cristo as tratou com dignidade e respeito. Muitas vezes, Ele surpreendeu os discípulos pela maneira como tratava os seres humanos. Isso foi verdade especialmente em Sua interação com a mulher samaritana.

A obra The Archaeological Study Bible [Bíblia de Estudo Arqueológica] faz esta observação interessante acerca da relação entre judeus e samaritanos: “O rompimento entre samaritanos e judeus data de um período antigo. De acordo com 2 Reis 17, os samaritanos eram descendentes dos povos da Mesopotâmia que foram estabelecidos à força nas terras do norte de Israel pelo rei da Assíria, como consequência do exílio de 722 a.C. Eles reuniam a adoração a Yahweh com práticas idólatras” (Zondervan Publishing, 2005, p. 1.727). Além dessas práticas idólatras, os samaritanos estabeleceram um sacerdócio e um templo concorrentes no Monte Gerizim. Considerando essas diferenças teológicas com os samaritanos, os discípulos devem ter ficado perplexos quando Jesus escolheu a rota samaritana para a Galileia. Eles ficaram surpresos de que Cristo não Se deixou levar por um debate religioso. Ele apelou diretamente ao desejo da mulher samaritana por aceitação, amor e perdão.

2. Leia João 4:3-34. Como Jesus Se aproximou da mulher samaritana? Qual foi a reação da mulher à conversa de Cristo com ela? Qual foi a reação dos discípulos a essa experiência e como Jesus ampliou a visão deles?

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A eterna lição que Jesus desejava ensinar aos Seus discípulos e a cada um de nós é simplesmente esta: “Aqueles que têm o Espírito de Cristo verão todos os homens pelos olhos da compaixão divina” (Ellen G. White, The Signs of the Times, 20 de junho de 1892).

Devido à influência da cultura e da sociedade, você olha com desdém ou desrespeito para algumas pessoas? Você deve mudar suas atitudes para com elas? Como essa mudança pode acontecer?

Terça-feira, 14 de julho

Comece onde você está


Alguém disse, e com razão: “Na vida, o único lugar de onde devemos começar é o ponto em que estamos, pois não há outra opção”. Jesus enfatizou esse princípio em Atos 1:8: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra”.

A mensagem de Jesus aos discípulos era clara demais para ser mal compreendida: comece onde você está. Testemunhe onde Deus o colocou. Em vez de sonhar com melhores oportunidades, comece por aquelas ao seu redor. Veja com olhos divinos as possibilidades mais próximas de você!

Você não precisa ser a pessoa mais instruída, a mais eloquente, a mais talentosa. Por mais úteis que alguns desses dons possam ser, se usados corretamente, no fim, tudo de que você precisa é seu amor a Deus e às pessoas. Se estiver disposto a testemunhar, Deus abrirá o caminho para você.

3. Leia João 1:40, 41; 6:5-11; 12:20-26. O que essas passagens revelam sobre a visão espiritual de André e sua abordagem ao testemunho? Assinale a alternativa correta:

A.( ) André sempre pensava em levar as pessoas a Jesus.
B.( ) Ele se preocupava apenas em evangelizar os judeus.

A experiência de André fala muito a nós. Ele começou com sua família. Primeiramente compartilhou Cristo com seu irmão Pedro. André desenvolveu um relacionamento cordial com um garotinho que depois providenciou para Jesus o material para um milagre. Além disso, ele soube exatamente o que fazer com os gregos. Em vez de debater teologia, ele sentiu a necessidade daqueles homens e os apresentou a Jesus.

A arte de efetivamente ganhar pessoas é a arte de desenvolver relacionamentos positivos e amorosos. Pense nas pessoas mais próximas a você que podem não conhecer Jesus. Elas veem em você alguém compassivo e atencioso? Elas veem em você uma paz e um propósito pelo qual anseiam? Sua vida é uma propaganda em favor do evangelho? Fazemos amigos para Deus ao compartilharmos Jesus. Eles se tornam amigos cristãos e, por fim, ao compartilharmos a verdade bíblica para o tempo do fim, eles também podem se tornar cristãos adventistas do sétimo dia.

Por que parece ser tão difícil levar nossos familiares a Cristo? Você já conseguiu compartilhar ­Jesus com membros da família ou com amigos? Quais são os princípios úteis nessa tarefa?
Quarta-feira, 15 de julho



Lidar com pessoas difíceis

Quando esteve na Terra, Jesus era mestre em lidar com pessoas difíceis. Por Suas palavras e ações, Ele demonstrava aceitação. Ouvia com sensibilidade as preocupações das pessoas, fazia perguntas e gradualmente revelava verdades divinas. Reconhecia o desejo interior nos corações endurecidos e via potencial nos pecadores mais vis. Para Jesus, ninguém estava além do alcance do evangelho. O Senhor acreditava no princípio de que “ninguém caiu tão fundo, nem é tão mau, que não possa encontrar libertação em Cristo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 258). Cristo enxergava as pessoas através de lentes diferentes das que nós utilizamos. Ele via em cada ser humano um reflexo da glória da criação original. Ele elevava o pensamento das pessoas à compreensão do que poderiam se tornar, e muitas se erguiam para atingir Suas expectativas para a vida delas.



4. Leia Mateus 4:18, 19, Marcos 12:28-34 e Lucas 23:39-43. Quais são as semelhanças nos apelos de Cristo a Pedro e André, ao escriba e ao ladrão na cruz?
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Quando esteve na Terra, onde quer que Jesus fosse, via possibilidades espirituais; percebia potenciais candidatos ao reino de Deus nas circunstâncias mais improváveis. Chamamos essa habilidade de “olhar para o crescimento da igreja”. Esse olhar que vê o crescimento da igreja é uma sensibilidade cultivada para ver as pessoas como Jesus as via, como pessoas que podem ser conquistadas para o reino de Deus. Isso também envolve “ouvidos atentos ao crescimento da igreja”, o que tem a ver com ouvir as necessidades não verbalizadas das pessoas. Diz respeito a ouvir o anseio do coração delas por algo que elas não têm, mesmo que não o tenham expressado abertamente.

Peça ao Senhor que torne você sensível ao ministério do Espírito Santo na vida de outras pessoas. Ore pedindo que Deus lhe dê o segundo toque e abra seus olhos para as oportunidades espirituais que Ele coloca em seu caminho a fim de compartilhar sua fé. Busque ao Senhor para que Ele lhe dê olhos que vejam, coração sensível e disposição de compartilhar o Cristo que está em seu coração, e você estará em uma emocionante jornada. A vida terá um significado totalmente novo. Você terá uma sensação de satisfação e alegria que nunca experimentou antes. Somente os que trabalham em favor das pessoas conhecem a satisfação que isso pode trazer.

Quinta-feira, 16 de julho

Percebendo oportunidades providenciais


O livro de Atos está repleto de histórias de como os discípulos se aproveitaram de oportunidades providenciais para o avanço do reino de Deus. Em todo o livro, vemos relatos impressionantes da igreja primitiva e de como ela cresceu, apesar dos desafios enfrentados interna e externamente.



Em 2 Coríntios 2:12, 13, por exemplo, o apóstolo Paulo conta sua experiência em Trôade: “Ora, quando cheguei a Trôade para pregar o evangelho de Cristo, e uma porta se me abriu no Senhor, não tive, contudo, tranquilidade no meu espírito, porque não encontrei o meu irmão Tito; por isso, despedindo-me deles, parti para a Macedônia”. Deus miraculosamente abriu uma porta para Paulo pregar no continente europeu, e ele sabia que as portas que o Senhor abre hoje podem ser fechadas amanhã. Aproveitando a oportunidade e vendo as possibilidades, ele imediatamente partiu para a Macedônia.

O Deus do Novo Testamento é o Deus das portas abertas – Aquele que oferece oportunidades providenciais para compartilharmos a fé. No livro de Atos, Deus está em ação. Há portas abertas nas cidades, províncias, países e, acima de tudo, no coração das pessoas.

5. Leia Atos 8:26-38. O que esses versos ensinam sobre como Filipe estava aberto à orientação de Deus e sobre sua capacidade de responder às oportunidades divinas? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Filipe duvidou da voz de Deus e não Lhe obedeceu.
B.( ) Filipe estava sensível à voz do Senhor e foi se encontrar com o etíope.

“Um anjo guiou Filipe àquele que procurava a luz e que estava pronto para receber o evangelho; e hoje anjos guiarão os passos dos obreiros que permitirem ao Espírito Santo santificar sua língua e educar e enobrecer seu coração. O anjo enviado a Filipe poderia ter ele mesmo feito a obra pelo etíope, mas essa não é a maneira de Deus agir. Seu plano é que homens e mulheres trabalhem por seus semelhantes” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 109).

Se tivermos ouvidos para ouvir e olhos para ver, também seremos guiados por anjos invisíveis para alcançar, com as verdades do reino, os que buscam a verdade.

Observe como as Escrituras foram centrais nessa história. Além disso, foi muito importante que alguém que conhecia as Escrituras as esclarecessem. Quais lições extraímos desse relato?
Sexta-feira, 17 de julho

Estudo adicional
Texto de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 103-111 (“O Evangelho em Samaria”).

Ao nosso redor, pessoas buscam as coisas da eternidade. Jesus disse de maneira tão apropriada: “A seara, na verdade, é grande, mas os trabalhadores são poucos” (Mt 9:37). O problema não estava na seara. Com os olhos divinamente ungidos, Jesus viu uma seara abundante, onde os discípulos viram apenas oposição. Qual foi a solução de Cristo para o problema? “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a Sua seara” (Mt 9:38). A solução é orar para que Deus envie você para a seara Dele.

Por que não fazer esta oração? “Senhor, estou disposto a ser usado para o avanço do Seu reino. Abra meus olhos para que eu veja as oportunidades providenciais que Tu colocas diante de mim todos os dias. Ensina-me a ser sensível às pessoas ao meu redor. Ajuda-me a falar palavras de esperança e encorajamento e a compartilhar Seu amor e Sua verdade com aqueles com quem entro em contato todos os dias”. Se você fizer essa oração, Deus fará coisas extraordinárias em sua vida.

Perguntas para consideração

1. Nem sempre é fácil levar pessoas a Jesus, não é mesmo? Somente Deus pode converter o coração, mas em Sua sabedoria Ele escolheu nos usar para fazer parte desse processo. Trabalhar por uma única pessoa exige tempo, esforço, paciência e um amor que nasce do alto. Como você pode morrer para o eu a fim de ser uma eficaz testemunha de Cristo?

2. Quais pessoas com quem você entra em contato não conhecem a Deus? O que você fez, ou está fazendo, ou deveria fazer, para testemunhar para elas?

3. Pense em Saulo de Tarso. Sua conversão parecia muito improvável! No entanto, sabemos o que aconteceu com ele. O que isso revela sobre o perigo de julgar os outros pelas aparências?

4. Tendo em mente a história de Saulo, o que fazemos com um texto como o de Mateus 7:6: “Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem”?

Respostas e atividades da semana: 1. Comente com a classe. 2. Jesus abordou a mulher samaritana pedindo-lhe água para beber. Ela ficou espantada porque Ele, sendo judeu, dirigia a palavra a ela. Cristo falou sobre a verdadeira adoração. Os discípulos também ficaram perplexos, porém nada Lhe disseram. Eles perceberam a ampla visão do Mestre sobre a natureza de Sua obra. 3. A. 4. Embora cada situação tenha tido suas particularidades, Jesus via além do que aquelas pessoas eram. Ele via potenciais candidatos ao reino dos Céus. Ele chamou Pedro e João para serem pescadores de homens; disse a um escriba que Ele não estava longe do reino dos Céus e convidou o ladrão da cruz a estar com Ele no paraíso. 5. B.

segunda-feira, 20 de abril de 2020

Lição 4 -18 a 24 de abril -A Bíblia – a fonte autoritativa de nossa teologia

Sábado à tarde
VERSO PARA MEMORIZAR: “À Lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva” (Is 8:20).
LEITURAS DA SEMANA: Mc 7:1-13; Rm 2:4; 1Jo 2:15-17; 2Co 10:5, 6; Jo 5:46, 47; 7:38

Não há igreja cristã que não use as Escrituras para sustentar suas crenças. No entanto, a função e a autoridade das Escrituras na teologia não são as mesmas em todas as igrejas. Na verdade, a função das Escrituras pode variar muito de igreja para igreja. Exploraremos esse assunto importante, porém complexo, por meio do estudo de cinco diferentes fontes que influenciam nossa interpretação das Escrituras: a tradição, a experiência, a cultura, a razão e a própria Bíblia.

Essas fontes desempenham uma função significativa em todas as teologias e igrejas. Todos fazemos parte de diversas tradições e culturas que nos influenciam. Todos temos experiências que moldam nosso pensamento e influenciam nossa compreensão. Todos temos uma mente para pensar e avaliar as coisas. Todos lemos a Bíblia e a usamos para entender Deus e Sua vontade.

Qual dessas fontes, ou combinações delas, tem autoridade final sobre a nossa maneira de interpretar a Bíblia? Como são usadas em relação umas às outras? A prioridade dada a alguma fonte ou fontes leva a ênfases e resultados muito diferentes e determina, por fim, a direção de toda a nossa teologia.

Domingo, 19 de abril
Tradição
A tradição não é ruim. Ela dá às ações recorrentes na vida certa rotina e estrutura. Ela nos ajuda a permanecer conectados com nossas raízes. Por isso, não é surpresa que essa herança tenha uma função importante na religião. Porém, também existem perigos relacionados à tradição.

1. Leia Marcos 7:1-13. Como Jesus reagiu a algumas tradições humanas em Seus dias? O que isso nos ensina? Assinale a alternativa correta:

A. ( ) Colocou-as acima dos mandamentos de Deus e da Palavra do Senhor.
B. ( ) Exaltou a Lei de Deus como fonte de autoridade acima das tradições.

A tradição que Jesus confrontou era cuidadosamente transmitida na comunidade judaica de mestre para discípulo. Nos dias de Jesus, ela havia assumido um lugar ao lado das Escrituras. Contudo, a tradição tem uma tendência de se desenvolver durante longos períodos de tempo, acumulando assim mais e mais detalhes e aspectos que originalmente não faziam parte da Palavra de Deus nem de Seu plano. Embora as tradições fossem promovidas por “anciãos” (Mc 7:3, 5), isto é, pelos líderes religiosos da comunidade judaica, não são iguais aos mandamentos de Deus (Mc 7:8, 9). Eram tradições de homens e, finalmente, levaram a um ponto em que tornaram inválida “a Palavra de Deus” (Mc 7:13).

2. Leia 1 Coríntios 11:2 e 2 Tessalonicenses 3:6. Como distinguimos entre a Palavra de Deus e a tradição humana? É importante fazer essa distinção?
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A Palavra viva de Deus faz surgir em nós uma atitude reverente e fiel para com ela. Essa fidelidade gera certa tradição. Contudo, nossa fidelidade precisa sempre ser dedicada ao Deus vivo, que revelou Sua vontade na Palavra escrita. Portanto, a Bíblia possui uma função singular que suplanta todas as tradições humanas. Ela está acima de todas as tradições, mesmo das boas. Tradições que se desenvolvem a partir de nossa experiência com Deus e Sua Palavra constantemente precisam ser testadas pela medida das Sagradas Escrituras.
O que fazemos como igreja que pode ser rotulado como “tradição”? Por que é importante distinguir tradição de ensinamento bíblico? Comente com a classe.

Não apenas leia a Bíblia, estude-a!
Segunda-feira, 20 de abril
Experiência
3. Leia Romanos 2:4 e Tito 3:4, 5. Como experimentamos a bondade, a paciência, o perdão, a benevolência e o amor de Deus? Por que é importante que a fé não seja apenas conhecimento abstrato, mas algo vivenciado? As experiências podem entrar em conflito com a Bíblia e até mesmo nos enganar na fé?
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A experiência faz parte da existência humana. Ela influencia nossos sentimentos e pensamentos de uma forma poderosa. Deus nos projetou de tal maneira que nosso relacionamento com a criação, e até mesmo com o próprio Deus, é significativamente conectado com nossa experiência e moldado por ela. 
É o desejo de Deus que experimentemos a beleza dos relacionamentos, da arte, da música e das maravilhas da criação, bem como a alegria de Sua salvação e o poder das promessas de Sua Palavra. Nossa religião e fé são mais do que apenas doutrina e decisões racionais. O que experimentamos molda significativamente nossa visão de Deus e até mesmo nossa compreensão da Sua Palavra. Mas precisamos também ver claramente as limitações e insuficiências de nossas experiências quando se trata de conhecer a vontade de Deus. 

4. Que advertência se encontra em 2 Coríntios 11:1-3? O que isso revela sobre os limites da confiança nas nossas experiências? 
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As experiências podem ser muito enganadoras. Biblicamente, a experiência precisa ter sua esfera apropriada. Deve ser influenciada, moldada e interpretada pelas Escrituras. Às vezes desejamos experimentar algo que não está em harmonia com a Palavra e a vontade de Deus. Nessas ocasiões, precisamos confiar na Bíblia acima de nossa experiência e de nossos desejos. Devemos estar atentos para assegurar que as experiências estejam em harmonia com as Escrituras e não contradigam o claro ensino da Bíblia

Na fé em que o amor a Deus e aos outros (Mc 12:28-31) são os mandamentos principais, a experiência é importante. Todavia, por que é crucial provar a experiência pela Palavra?



Terça-feira, 21 de abril
Cultura
Todos nós pertencemos a culturas específicas. Também somos influenciados e moldados pela cultura. Nenhum de nós escapa dela. Basta analisarmos o quanto do Antigo Testamento é a história do antigo Israel sendo corrompido pelas culturas ao seu redor. O que nos faz pensar que hoje as coisas ocorram de modo diferente?

A Palavra de Deus também foi dada em uma cultura específica, embora não seja limitada a essa única cultura. Mesmo que os fatores culturais influenciem inevitavelmente nossa compreensão da Bíblia, não devemos perder de vista o fato de que a Palavra também transcende às estabelecidas categorias culturais de etnia, império e status social. Essa é uma razão pela qual a Bíblia ultrapassa qualquer cultura humana e é até capaz de transformar e corrigir os elementos pecaminosos que encontramos em todas as culturas.

5. Leia 1 João 2:15-17. O que João quis dizer ao declarar que não devemos amar as coisas do mundo? Como podemos viver no mundo e ainda assim não ter uma mentalidade mundana?
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A cultura, como qualquer outra faceta da criação de Deus, é afetada pelo pecado. Consequentemente, ela também está sob o juízo de Deus. Evidentemente, alguns aspectos da nossa cultura podem se alinhar muito bem com nossa fé, mas devemos sempre ter o cuidado de distinguir entre as duas. O ideal é que, se necessário, a fé bíblica se oponha à cultura existente e crie uma contracultura que seja fiel à Palavra de Deus. A menos que tenhamos algo ancorado em nós que venha de cima, logo nos entregaremos ao que está ao nosso redor.

Ellen G. White apresentou a seguinte ideia:

“Os seguidores de Cristo devem se separar do mundo em princípios e em interesses; não devem, porém, se isolar do mundo. O Salvador Se misturava constantemente com os homens, não para os animar em qualquer coisa que não estivesse em harmonia com a vontade de Deus, mas para os elevar e enobrecer” (Conselhos aos Pais, Professores e
Estudantes, p. 323).


Quais aspectos da sua cultura estão em completa oposição à fé bíblica? Como podemos nos manter firmes contra esses aspectos que tendem a corromper nossa fé?
Quarta-feira, 22 de abril
Razão

6. Leia 2 Coríntios 10:5, 6; Provérbios 1:7; 9:10. Por que a obediência a Cristo em nossos pensamentos é tão importante? Por que o temor do Senhor é o princípio da sabedoria? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Porque pensamentos submissos levam à prática da obediência.

B.( ) Porque devemos obedecer apenas na teoria, não na prática.

Deus nos deu a capacidade de pensar e raciocinar. Toda atividade humana e todo argumento teológico supõem nossa capacidade de pensar e tirar conclusões. Não apoiamos uma fé irracional. Entretanto, como consequência do Iluminismo do século 18, a razão assumiu uma função nova e dominante, especialmente no mundo ocidental, que vai muito além de nossa capacidade de pensar e chegar a conclusões corretas.

Em contraste com a ideia de que a base do nosso conhecimento é a experiência sensorial, outra visão considera a razão a principal fonte de conhecimento. Essa visão, chamada racionalismo, é a ideia de que a verdade não é sensorial, mas intelectual e deriva da razão. Ou seja, certas verdades existem, e somente a razão pode compreendê-las diretamente. Isso faz da razão o teste e a norma da verdade. A razão se tornou a nova autoridade diante da qual tudo mais tinha que se curvar, inclusive a autoridade da igreja e, mais dramaticamente, até mesmo a autoridade da Bíblia como a Palavra de Deus. Tudo o que não era evidente para a razão foi descartado e teve sua legitimidade questionada. Essa atitude afetou muitas partes das Escrituras. Todos os milagres e as ações sobrenaturais de Deus, como a ressurreição de Jesus, o nascimento virginal ou a criação em seis dias, para citar apenas alguns, não foram mais considerados verdadeiros e confiáveis.

Lembremo-nos de que mesmo o poder de raciocínio foi afetado pelo pecado e precisa ser colocado sob Cristo. O ser humano foi obscurecido em sua compreensão e alienado de Deus (Ef 4:18). Precisamos ser iluminados pela Palavra. Além disso, o fato de que Deus é o Criador indica que nossa razão não foi criada como algo que funciona de modo independente. Em vez disso, “o temor do SENHOR é o princípio da sabedoria” (Pv 9:10; Pv 1:7). Somente quando aceitamos a revelação de Deus, corporificada em Sua Palavra escrita, como suprema em nossa vida, e estamos dispostos a seguir o que está escrito na Bíblia, podemos raciocinar corretamente.

O presidente americano Thomas Jefferson (1743-1826) fez sua própria versão do Novo Testamento excluindo o que, em sua opinião, fosse contrário à razão. Quase todos os milagres de Jesus foram excluídos, incluindo a Sua ressurreição. O que isso nos ensina sobre os limites da razão para a compreensão da verdade?
Quinta-feira, 23 de abril
A Bíblia

O Espírito Santo, que revelou e inspirou o conteúdo da Bíblia, nunca nos conduzirá contrariamente à Palavra de Deus nem para longe dela. Para os Adventistas do Sétimo Dia, a Bíblia tem uma autoridade superior à tradição, à experiência, à razão ou às culturas humanas. Somente a Bíblia é a norma pela qual todo o restante precisa ser provado.

7. Leia João 5:46, 47; 7:38. Para Jesus Cristo, qual era a melhor fonte para entender questões espirituais? Como a Bíblia confirma que Jesus é o verdadeiro Messias?
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Algumas pessoas alegam ter recebido “revelações” e instruções especiais do Espírito Santo, mas essas instruções vão contra a clara mensagem da Bíblia. Para essas pessoas, um suposto “Espírito Santo” alcançou autoridade maior que as Escrituras. Quem anula a Palavra escrita e inspirada e se esquiva de sua mensagem clara está andando em terreno perigoso e não está seguindo a direção do Espírito de Deus. A Bíblia é nossa única salvaguarda espiritual. Somente ela é a norma confiável para toda matéria de fé e prática.

“Por meio das Escrituras, o Espírito Santo fala à mente e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expulsando-o do coração. É pelo Espírito da verdade, agindo pela Palavra de Deus, que Cristo submete a Si Seu povo escolhido” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 671).


O Espírito Santo nunca deve ser interpretado como substituto da Palavra de Deus. Em vez disso, Ele trabalha em harmonia com a Bíblia e por meio dela para nos atrair a Cristo, tornando as Escrituras a única norma para a verdadeira espiritualidade bíblica. A Bíblia apresenta a sã doutrina (1Tm 4:6) e, sendo a Palavra de Deus, é confiável e merece plena aceitação. Não é nossa tarefa julgar as Escrituras. Em vez disso, a Palavra de Deus tem o direito e a autoridade para julgar nossa vida e nossos pensamentos. Afinal, é a Palavra escrita do próprio Deus

Por que a Bíblia é um guia mais seguro em questões espirituais do que impressões subjetivas? Quais são as consequências de não aceitar a Bíblia como o padrão pelo qual provamos todos os ensinamentos e até mesmo nossa experiência espiritual? Se a revelação particular fosse a palavra final nas questões espirituais, por que isso não levaria a nada além do caos e do erro?

Sexta-feira, 24 de abril
Estudo adicional
Texto de Ellen G. White: O Grande Conflito, p. 593-602 (“Nossa Única Salvaguarda”).

A tradição, a experiência, a cultura, a razão e a Bíblia estão presentes em nossa reflexão sobre a Palavra de Deus. A pergunta decisiva é: qual dessas fontes tem a palavra final e a autoridade suprema em nossa teologia? Uma coisa é confirmar a Bíblia, mas algo completamente diferente é permitir que ela, mediante o ministério do Espírito Santo, influencie e mude a vida.

“Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário para a salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autoritativa e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 9).

Perguntas para consideração

1. Por que é mais fácil defender os detalhes de algumas tradições humanas do que viver o espírito da Lei de Deus: amar o Senhor, nosso Deus, de todo o nosso coração e entendimento, e amar o próximo como a nós mesmos? (veja Mt 22:37-40).

2. Comente sua resposta à pergunta final de domingo. Que função a tradição deve ter em nossa igreja? Quais bênçãos e desafios você observa nas tradições religiosas?

3. Como podemos garantir que a tradição, não importando quanto ela seja boa, não substitua a Palavra escrita de Deus como nossa norma e autoridade final?

4. Imagine que alguém afirme ter recebido um sonho em que o Senhor lhe teria dito que o domingo é o verdadeiro dia de descanso e adoração nos tempos do Novo Testamento. Como você responderia a essa pessoa? O que uma história semelhante a essa nos ensina sobre como a experiência deve sempre ser provada pela Palavra de Deus?

5. Fale sobre a cultura em que sua igreja está imersa. Como essa cultura influencia sua fé? Quais exemplos encontramos na História em que a
cultura tenha influenciado grandemente as ações dos membros da igreja de uma forma que hoje vemos como negativa? Que lições podemos extrair desse fato para não cometer erros semelhantes?

Respostas e atividades da semana: 1. B. 2. Pela imutável Palavra de Deus provamos as transitórias tradições humanas. 3. Experimentamos essas coisas pela bondade de Deus, pois Ele faz surgir em nós todas as virtudes. Nossa fé deve ser experimental e não apenas cognitiva, pois a fé que transforma é fruto da experiência e não apenas do intelecto. É preciso, no entanto, provar as experiências à luz da Palavra, pois elas podem nos levar para longe da verdade. 4. Devemos cuidar para que as experiências não nos enganem. Elas são manchadas pelo pecado. 5. Que nosso coração não deve

sábado, 4 de abril de 2020

Lição 2 --04 a 10 de abril --Origem e natureza da Bíblia

Sábado à tarde
Verso para memorizar:
Leituras da semana: 2Pe 1:19-21; 2Tm 3:16, 17; Dt 18:18; Êx 17:14; Jo 1:14; Hb 11:3, 6
 
Nossa maneira de ver e compreender a origem e a natureza das Escrituras impacta grandemente a função que a Bíblia desempenha em nossa vida e na igreja como um todo. Nossa interpretação da Bíblia é significativamente moldada e influenciada pela compreensão do processo de revelação e inspiração. Se desejamos entender as Escrituras, precisamos, antes de tudo, permitir que elas determinem os parâmetros fundamentais de como devem ser tratadas. Não podemos estudar matemática com os métodos empíricos empregados em biologia ou sociologia. Não podemos estudar física com as mesmas ferramentas usadas para estudar história. Semelhantemente, as verdades espirituais da Bíblia não serão conhecidas nem entendidas por métodos ateístas, que abordam a Bíblia como se Deus não existisse. Em vez disso, a interpretação das Escrituras precisa levar a sério a dimensão divino-humana da Palavra de Deus. Portanto, para compreender as Escrituras, é necessário que abordemos a Bíblia com fé e não com ceticismo metodológico, muito menos com dúvida.
Nesta semana, examinaremos alguns aspectos fundamentais da origem e natureza da Bíblia, que devem impactar nossa interpretação e compreensão da Palavra de Deus.

Domingo, 05 de abril


A revelação divina da Bíblia
1. Leia 2 Pedro 1:19-21. Como o apóstolo expressou sua convicção sobre a origem da mensagem profética das Escrituras?
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A Bíblia não é como qualquer livro. Segundo o apóstolo Pedro, os profetas foram movidos pelo Espírito Santo de tal maneira que o conteúdo de sua mensagem veio de Deus. Eles não o inventaram. Em vez de ser “fábulas engenhosamente inventadas” (2Pe 1:16), a mensagem profética da Bíblia é de origem divina e, portanto, verdadeira e fidedigna. “Homens [santos] falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo” (2Pe 1:21). Deus atuou no processo de revelação, no qual manifestou Sua vontade a seres humanos escolhidos.
A comunicação verbal direta entre Deus e seres humanos específicos é um fato incontestável das Escrituras. Por isso, a Bíblia tem autoridade divina especial, e precisamos considerar o elemento divino ao ­interpretá-la. Tendo Deus como seu Autor final, os livros bíblicos são apropriadamente chamados de “Sagradas Escrituras” (Rm 1:2; 2Tm 3:15).
Elas também foram concedidas para fins práticos. São úteis “para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra” (2Tm 3:16, 17).
Também precisamos da ajuda do Espírito Santo para aplicar em nossa vida o que O Senhor revelou em Sua Palavra. Por isso, o apóstolo Pedro afirma que a interpretação da Palavra de Deus divinamente revelada não é uma questão de opinião própria. Precisamos da própria Bíblia e do ­Espírito Santo para entender corretamente o significado do texto sagrado.
As Escrituras também declaram: “Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas” (Am 3:7). As palavras bíblicas para “revelação” (em suas várias formas) expressam a ideia de que algo anteriormente oculto foi revelado e, portanto, tornou-se conhecido e manifesto. Como seres humanos, precisamos dessa revelação, pois somos pecaminosos, separados de Deus por causa do pecado e, assim, dependentes Dele para conhecer Sua vontade.

Já é difícil obedecer à Bíblia quando acreditamos em sua origem divina. O que aconteceria se passássemos a desconfiar dela ou até mesmo questionar sua procedência?
Tenha em mente, hoje, uma passagem 

Segunda-feira, 06 de abril


O processo de inspiração
Visto que Deus usa a linguagem para revelar Sua vontade ao ser humano, a revelação divina pode ser escrita. No entanto, como já vimos, a Bíblia é o resultado da verdade reveladora de Deus para nós mediante a obra do Espírito Santo, que transmite e protege Sua mensagem por meio de instrumentos humanos. Essa é a razão pela qual podemos esperar a unidade fundamental observada em todas as Escrituras, de Gênesis a Apocalipse (por exemplo, compare Gn 3:14, 15 com Ap 12:17).
2. Leia 2 Pedro 1:21, 2 Timóteo 3:16 e Deuteronômio 18:18. O que esses textos afirmam sobre a inspiração das Escrituras? Assinale a alternativa correta:
A.(  ) As Escrituras são fruto de pensamentos humanos sobre Deus.
B.(  ) As Escrituras foram inspiradas pelo próprio Deus.
Toda a Escritura é inspirada, mesmo que nem todas as partes sejam empolgantes a alguns leitores. No entanto, precisamos aprender com todas as Escrituras, mesmo com aquelas partes mais difíceis de ler e entender, ou que não são especificamente aplicáveis hoje. A Bíblia encontra seu cumprimento em Cristo (por exemplo, as festas hebraicas e o sistema levítico). Assim, os princípios que fundamentam essas passagens são revelações divinas atemporais. Ao entender a relação de todas as partes das Escrituras com Jesus, amamos toda a Bíblia e temos interesse em todo o texto bíblico.
Além disso, nem tudo na Bíblia foi revelado de maneira direta ou sobrenatural. Deus usou escritores bíblicos que investigaram cuidadosamente os fatos ou usaram documentos existentes (veja Js 10:13; Lc 1:1-3) para comunicar Sua mensagem.
Mesmo assim, toda a Escritura é inspirada (2Tm 3:16). Essa é a razão pela qual Paulo afirmou que “tudo quanto” foi escrito, serve para o nosso ensino, “a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança” (Rm 15:4).
“A Bíblia aponta para Deus como seu Autor; contudo foi escrita por mãos humanas e, no variado estilo de seus diferentes livros, apresenta as características dos diversos escritores. As verdades reveladas são todas inspiradas por Deus (2Tm 3:16), mas estão expressas em palavras humanas” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 7).

Há estudiosos da Bíblia que negam a autoria divina de muitas de suas partes, a ponto de refutar ensinamentos cruciais como a criação, o êxodo e a ressurreição. Por que é tão essencial não abrirmos essa porta? Afinal, deveríamos julgar a Palavra de Deus?

Terça-feira, 07 de abril


A Palavra escrita de Deus
3. “Disse mais o Senhor a Moisés: Escreve estas palavras, porque, segundo o teor destas palavras, fiz aliança contigo e com Israel” (Êx 34:27). Por que o Senhor pediu que Moisés escrevesse essas palavras, em vez de apenas recitá-las ao povo? Qual é a vantagem evidente da Palavra escrita?
________________________________________
O Deus que fala e que criou a linguagem humana habilita pessoas escolhidas para comunicar as verdades e os pensamentos divinamente revelados e inspirados de maneira confiável e fidedigna. Por isso, não é surpresa descobrir que, desde o começo, Deus ordenou aos escritores bíblicos que escrevessem Sua instrução e revelação.
4. O que os seguintes textos ensinam sobre a revelação escrita?
Êx 17:14; 24:4 ___________________________
Js 24:26 _______________________________
Jr 30:2 ________________________________
Ap 1:11, 19; 21:5; 22:18, 19___________________
Por que Deus ordenou que Sua revelação e mensagens inspiradas fossem escritas? A resposta evidente é: para que não as esqueçamos tão facilmente. As palavras escritas da Bíblia são um ponto de referência constante que nos direciona a Deus e à Sua vontade. Um documento escrito geralmente pode ser mais bem preservado e ser muito mais confiável do que mensagens orais, que devem ser comunicadas repetidas vezes. A Palavra escrita, que pode ser copiada muitas vezes, também é acessível a muito mais pessoas. É possível falar com um número limitado de pessoas de uma só vez em um lugar, mas o que está escrito pode ser lido por inúmeros leitores em muitas localidades e em diferentes continentes, em diversos contextos, sendo uma bênção a várias gerações. Na verdade, mesmo em situações em que há dificuldade de leitura, uns podem ler o texto escrito em voz alta para os outros e todos são profundamente abençoados.

Quarta-feira, 08 de abril


O paralelo entre Cristo e as Escrituras
5. Leia João 1:14; 2:22; 8:31, 32; 17:17. Quais paralelos existem entre Jesus, o Verbo de Deus encarnado, e as Escrituras, a Palavra escrita do Senhor?
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Existe um paralelo entre o Verbo de Deus, que Se tornou carne (isto é, Jesus Cristo) e a Palavra escrita de Deus (isto é, as Escrituras). Assim como Jesus foi concebido de maneira sobrenatural pelo Espírito Santo, embora nascido de uma mulher, as Sagradas Escrituras também são de origem sobrenatural, porém transmitidas mediante seres humanos.
Cristo Se tornou homem no tempo e no espaço. Ele viveu em um tempo e lugar específicos. No entanto, esse fato não anulou Sua divindade nem O tornou historicamente relativo. Ele é o único Redentor para todos, em todo o mundo, durante todo o tempo (At 4:12). Da mesma forma, a Palavra escrita de Deus, a Bíblia, foi dada em um momento específico e em uma cultura particular. Assim como Jesus, a Bíblia não é condicionada pelo tempo, isto é, limitada a um tempo e local específicos; em vez disso, ela permanece válida para todas as pessoas, em todo o mundo.
Quando Deus Se revelou, Ele desceu ao nível humano. A natureza humana de Jesus mostrava todos os sinais das enfermidades e os efeitos de cerca de 4 mil anos de degeneração. No entanto, Ele foi sem pecado. Semelhantemente, a linguagem das Escrituras é a linguagem humana, não uma linguagem “sobre-humana perfeita” que ninguém fala nem entende. Embora todo idioma tenha suas limitações, o Criador da humanidade, que é o Criador da linguagem humana, é perfeitamente capaz de comunicar Sua vontade ao ser humano de maneira confiável, sem enganar.
Evidentemente, toda comparação tem seus limites. Jesus Cristo e as Sagradas Escrituras não são idênticos. A Bíblia não é uma encarnação de Deus. Deus não é um livro. Deus Se tornou humano em Jesus Cristo. Amamos a Bíblia porque adoramos o Salvador proclamado em suas páginas.
A Bíblia é uma união divino-humana singular e inseparável. Sobre isso, Ellen G. White declarou: “As Escrituras Sagradas, com verdades dadas por Deus e expressas na linguagem da humanidade, apresentam uma união do divino com o humano. União semelhante existiu na natureza de Cristo, que era o Filho de Deus e Filho do Homem. Pode-se dizer da Bíblia o que foi dito sobre Cristo: ‘o Verbo Se fez carne e habitou entre nós’” (Jo 1:14;  O Grande Conflito, p. 8).

Por que as Escrituras são fundamentais à nossa fé? Sem elas, onde estaríamos?


Quinta-feira, 09 de abril


Compreendendo a Bíblia pela fé
6. Leia Hebreus 11:3, 6. Por que a fé é tão essencial para entender Deus e Sua Palavra? Por que é impossível agradar a Deus sem fé? Assinale a alternativa correta:
A.(  ) Sem fé não é possível crer em Deus nem em Sua Palavra.
B.(  ) Mesmo sem fé podemos compreender profundamente o Criador.
Todo verdadeiro aprendizado acontece no contexto da fé. É a fé implícita da criança em relação aos pais que a habilita a aprender coisas novas. É um relacionamento de confiança que orienta a criança a aprender os aspectos básicos e fundamentais da vida e do amor. Portanto, o conhecimento e a compreensão surgem de um relacionamento de amor e de confiança.
Na mesma linha, um bom músico toca bem uma música quando ele não apenas domina as habilidades técnicas que o ajudam a tocar um instrumento, mas quando ele demonstra amor pela música, pelo compositor e pelo instrumento. De maneira semelhante, não entendemos a Bíblia corretamente quando a abordamos com uma atitude de ceticismo ou dúvida metodológica; é preciso estudá-la em espírito de amor e fé. O apóstolo Paulo escreveu: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11:6). Portanto, é indispensável abordar a Bíblia com fé, reconhecendo sua origem sobrenatural, em vez de vê-la apenas como um livro humano.
Os Adventistas do Sétimo Dia expressam claramente essa percepção da origem sobrenatural das Escrituras na primeira Crença Fundamental da Igreja Adventista do Sétimo Dia, que afirma: “As Escrituras Sagradas, o Antigo e o Novo Testamentos, são a Palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. Nessa Palavra, Deus transmitiu ao ser humano o conhecimento necessário para a salvação. As Escrituras Sagradas são a infalível revelação de Sua vontade. Constituem o padrão de caráter, a prova da experiência, o autorizado revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na História” (Sl 119:105; Pv 30:5, 6; Is 8:20; Jo 17:17; 1Ts 2:13; 2Tm 3:16, 17; Hb 4:12; 2Pe 1:20, 21; Nisto Cremos, 2003, p. 14).

O que as pessoas perdem em sua compreensão da Bíblia quando não abordam as Escrituras com uma atitude de fé? Por que essa fé não é cega? Quais boas razões temos para essa fé e por que ela ainda é uma necessidade quando se trata das verdades da Bíblia? 
Não confie em suas riquezas, mas em Deus. 

Sexta-feira, 10 de abril


Estudo adicional
Leia o documento Métodos de Estudo da Bíblia: seção 2: “Pressuposições Originadas de Afirmações das Escrituras”, parte a) “Origem”, e parte b) Autoridade: http://www.centrowhite.org.br/metodos-de-estudo-da-biblia.
Por mais essencial que a Bíblia seja para nossa fé, ela sozinha não teria valor espiritual real para nós, se não fosse pela influência do Espírito Santo em nosso coração e mente quando a lemos e estudamos.
“Em Sua Palavra, Deus conferiu aos homens o conhecimento necessário para a salvação. As Santas Escrituras devem ser aceitas como autorizada e infalível revelação de Sua vontade. Elas são a norma do caráter, o revelador das doutrinas, a pedra de toque da experiência religiosa. [...] Entretanto, o fato de que Deus revelou Sua vontade aos homens por meio de Sua Palavra não tornou desnecessária a contínua presença e direção do Espírito Santo. Ao contrário, o Espírito foi prometido pelo nosso Salvador para esclarecer a Palavra a Seus servos, iluminando e aplicando seus ensinos. E, considerando que foi o Espírito de Deus que inspirou as Sagradas Escrituras, é impossível que o ensino do Espírito seja contrário ao da Palavra” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 9).
Perguntas para consideração
1. Por que Deus revela a Si mesmo e a Sua vontade? Precisamos da revelação?
2. Deus Se revela de maneira mais geral por meio da natureza, porém mais especificamente mediante sonhos (Dn 7:1), visões (Gn 15:1), sinais (1Rs 18:24, 38) e mediante Seu Filho (Hb 1:1, 2). Deus já Se revelou a você? Compartilhe sua experiência.
3. Alguns estudiosos da Bíblia consideram mitos alguns ensinamentos dela. A criação, Adão e Eva literais, o Êxodo e as histórias de Daniel são exemplos de relatos rejeitados como sendo meramente histórias inventadas para ensinar verdades espirituais. Isso é o que acontece quando o ser humano julga a Bíblia. Por que essa atitude é perigosa?
4. Deus revelou Sua vontade na Bíblia. Contudo, Ele deseja nossa ajuda para propagar a verdade e as boas-novas da salvação somente em Jesus Cristo. Que tipo de Deus as pessoas veem em você e em seu comportamento?
Respostas e atividades da semana: 1. Disse que a Palavra profética é confirmada, pois provém de Deus. 2. B. 3. O que é escrito pode ser facilmente retomado; o povo poderia ler e reler a Palavra. Já o que ouvimos pode ser facilmente esquecido. 4. A Palavra escrita tinha o objetivo de fazer com que o povo guardasse na memória os caminhos e a vontade do Senhor. Os servos de Deus erigiram altares para marcar o que registraram em livros. 5. Jesus é a verdade, e a Palavra testifica da verdade. O que Ele disse foi confirmado nas Escrituras. Há harmonia entre ambos, os quais têm origem sobrenatural. 6. A.



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