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terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Velhas promessas de ano-novo

3 minutos de leitura
Para não se frustrar novamente em 2025, você precisa aprender uma simples lição da natureza
     
   
  
Qual é sua lista de resoluções para 2025? Uma rápida passada pelo Google, um bate-papo casual com amigos ou a leitura dos principais jornais lhe darão boas sugestões. É verdade que você não pode esperar muita originalidade dessas fontes; afinal, parece que a maioria de nós deseja as mesmas coisas: emagrecer, gastar mais tempo com a família, praticar exercícios físicos, abandonar um vício, controlar as finanças, viajar e estudar.

Os cristãos costumam acrescentar a essa lista o desenvolvimento das disciplinas espirituais, como leitura da Bíblia, oração e o culto familiar. Porém, se você quer ter sucesso nas metas para o ano novo é preciso prestar atenção a uma lição simples e eficaz da natureza: bons frutos são o resultado de raízes saudáveis.

Isso é tão verdade que as resoluções tomadas sob o encanto dos fogos de artifício costumam durar pouco tempo. Segundo o psicólogo Richard Wiseman, em seu livro Quirkology: How We Discover the Big Truths in Small Things (Basic Books, 2007), uma pesquisa realizada na Inglaterra há dez anos mostrou que apenas 10% dos entrevistados tiveram êxito com suas promessas de ano-novo.

Existem muitas razões para isso. Uma delas pode ser nossa crença infantil na cantiga “adeus ano velho, feliz ano-novo!” Não me entenda mal, eu também me encanto com as celebrações de fim de ano. Porém, à parte da festa, esse “mantra” comunica um conceito equivocado: que o velho seja ruim, incompleto e descartável, enquanto o novo é desejável. É como se o “novo” mudasse tudo simplesmente por ser novo. Será? Na realidade, ano-novo significa a continuidade da vida, da velha vida. Para que isso seja diferente, é preciso haver mudança no nível das raízes. Só então poderemos experimentar vida renovada. Sorte, acaso ou destino têm pouco ou nada que ver com sucesso ou fracasso no ano-novo.

Voltando à questão das raízes, o livro bíblico dos Salmos, que tem servido de guia espiritual para milhões de pessoas há milhares de anos, não sem razão traz em sua primeira poesia esse ensino da natureza. Segundo o texto bíblico, a pessoa espiritualmente renovada é “como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo e suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera!” (Sl 1:3). Em outras palavras, as metas e resoluções dessa pessoa terão êxito. A verdade é que na espiritualidade, podemos até simular a aparência de fruta, mas apenas uma árvore com raízes saudáveis pode produzir frutas saudáveis.

Resoluções de ano-novo são importantes. Porém, mais importante é realizar e colher os resultados positivos das metas estabelecidas. Para isso, é preciso concentrar forças no que realmente produzirá os resultados que desejamos. Nessa direção, sugiro que você tome uma lista bíblica, que contempla valores relacionados ao nível das raízes da espiritualidade. Os leitores da Bíblia conhecem essa lista como “os frutos do Espírito”: amor, alegria, paz, paciência, amabilidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio (Gl 5:22, 23).

Uma paráfrase do texto bíblico parece tornar mais claro como essas virtudes poderiam compor uma boa lista de resoluções de ano-novo:


“Vamos falar da vida com Deus. O que acontece quando vivemos no caminho com Deus? Deus faz surgir dons em nós, como frutas que nascem num pomar: afeição pelos outros, uma vida cheia de exuberância, serenidade, disposição de comemorar a vida, um senso de compaixão no íntimo e a convicção de que há algo de sagrado em toda a criação e nas pessoas. Nós nos entregamos de coração a compromissos que importam, sem precisar forçar a barra, e nos tornamos capazes de organizar e direcionar sabiamente nossas habilidades” (A Mensagem).

Vejo nessa lista de valores bíblicos as “raízes” para os desejos mais comuns de ano-novo (veja o quadro abaixo). Por isso, creio que precisamos nos concentrar em desenvolver raízes saudáveis, a fim de que os frutos desejados venham naturalmente. Essa renovação espiritual começa no comprometimento sem reservas com Deus, se reflete na presença diária do Espírito na vida e resulta no desenvolvimento de um caráter semelhante ao de Jesus.

quadro-paulinho

Quem deseja colher melhores frutos em 2025 precisa se concentrar primeiramente nas raízes e o restante será consequência. Se a mudança não ocorrer nesse nível, o ano velho continuará conosco e o ano-novo não começará no dia 1º de janeiro.

Feliz ano novo!

sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

MENTE SAUDÁVEL, Os cuidados para se ter uma vida mentalmente saudável.

                             Não ignore uma nova vida


Nenhuma mudança ocorrerá se você não se dispuser a isso e criar estratégias para que tudo seja diferente (Foto: Shutterstock)

Está na moda falar sobre ser a melhor versão de si mesmo. Também estão na moda os discursos motivacionais, as teorias sobre comportamento humano… Nem a física quântica escapa. Desde que o mundo é mundo, o ser humano sente a necessidade de ser melhor, de mudar.

No entanto, nunca tivemos tanta gente emocionalmente doente. E ao mesmo tempo, nunca tivemos tantos vendedores de soluções para problemas de ordem emocional. A conta parece não fechar. E não fecha mesmo! A felicidade e a realização pessoal continuam anexadas ao futuro. A gratidão foi colocada dentro de um pote e não foi cultivada no coração. A liberdade de expressão e o direito de falar o que se pensa se tornaram uma espécie de autorização para o comportamento rude. As relações continuam descartáveis.
Leia também:
O que significa “mudar de dentro para fora”?
Como ajudar pessoas que estão sofrendo emocionalmente?


Eu não sou pessimista. Pelo contrário: acredito na mudança, em vida nova, em superação. Trabalho diariamente com pessoas que me procuram exatamente porque desejam viver essas coisas todas. Por isso recomendo aos meus pacientes o pote da gratidão, faço palestras motivacionais. E quero que você entenda que o problema não está em tudo o que falei no parágrafo anterior.
Uma vida velha disfarçada de nova

A questão é que é possível continuar vivendo a velha vida disfarçada de nova vida. É o que acontece com a questão espiritual, não é mesmo? Quantas vezes, ao longo de nossa jornada espiritual, nos vemos em uma “nova vida em Cristo” que, na verdade, é apenas uma velha vida disfarçada de vida cristã? O mesmo se dá em outras áreas.

Quando você assume uma nova postura a nível de discurso, mas não a faz em relação à conduta, isso é viver uma velha vida disfarçada de nova. É possível pregar o amor sem amar; postar textão sobre não se importar com o que as pessoas dizem enquanto por dentro não consegue ouvir uma crítica; defender causas nobres sem viver de acordo com elas.

O fim de ano é um período propício para se estabelecer metas, admitir novos discursos, mas é preciso avançar para muito além disso. Infelizmente, muitas decisões nunca se realizam. O que fazer, então?
Viva mudanças reais

O primeiro passo para deixar a antiga vida e iniciar uma nova é entender o que mantém a antiga ativa. Que crenças você possui que sustentam sua forma de pensar e agir? Que tipo de situações favorecem os velhos hábitos?

Após ter entendido isso, é hora de elaborar uma estratégia para superá-la. Crenças limitantes (de incapacidade, não merecimento e vulnerabilidade, por exemplo) podem ser tratadas em terapia. Algumas situações que estimulam os velhos hábitos podem ser evitadas. A rotina pode ser modificada.

Ao se permitir trabalhar crenças, alterar pensamentos e experimentar uma conduta nova, amplia-se o repertório mental e comportamental. Essa ainda não é a nova vida, mas o ensaio dela. A nova vida vem com a persistência, a constância, com o amadurecimento de uma nova mentalidade acompanhada de uma nova conduta.

É muito mais trabalhoso empenhar-se em um processo real de mudança do que se deixar levar pelos modismos. Sem perceber, podemos ignorar as oportunidades diárias que temos para mudar o rumo de nossa jornada. Podemos aderir a um discurso novo, moderno, supostamente inteligente, e nem perceber que o muito falar pode esconder poucas ações. Por isso, é preciso buscar a nova vida que é produzida por mudanças substanciais naquilo que há de mais profundo em nós.

Mais um ciclo está terminando e muitos planos serão feitos para o seguinte. Mas, a menos que haja uma mentalidade nova, haverá apenas a velha vida para ser vivida.

Diante disso, desejo que “não vos conformeis com este século, mas transformais-vos pela renovação da vossa mente […]” (Romanos 12:2).

terça-feira, 18 de agosto de 2015

O poder que precisamos

  18 de agosto de 2015

“Mas receberão poder quando o Espírito Santo descer sobre vocês” (Atos 1:8).
Imagine o seguinte: que o gerente do seu banco lhe telefona e diz que alguém depositou um milhão de reais na sua conta. Eles já checaram quem depositou e não é engano. São seus. Depois de quanto tempo você começaria a usar esse dinheiro? Alguns minutos depois do telefonema e o quanto antes possível? Pagaria todas as suas contas, faria investimentos, transferências, doações e assim por diante?
A ideia de estar cheio do poder do Espírito Santo não é nova. Falamos nEle como se fosse a solução para a vida espiritual. De fato, há uma fonte de poder pronta para nos assistir em toda emergência e nos ajudar em nosso crescimento cristão. Deus colocou um “depósito” em nossa “conta espiritual”. Nessa “conta” estão os frutos e também os dons do Espírito Santo. Ele colocou em nossa “conta” alegria, paz, gentileza, paciência, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio. Você pode fazer quantos saques quiser dessa “conta”. Pode pedir paciência, quando as coisas não são feitas no tempo em que você esperava. Pode “sacar” mansidão e domínio próprio, quando precisar perdoar alguém.
O que os cristãos do primeiro século tinham e que nós também podemos ter? O que os mantinha avançando, apesar de todas as dificuldades? O que está faltando na vida de muitos cristãos hoje? Muitos se sentem decepcionados com sua experiência religiosa. Oram e nada acontece. A leitura da Bíblia se tornou uma obrigação religiosa árida e sem sabor. Sentem que lhes falta fervor e alegria; e a vida cristã se tornou tediosa e estéril. Somente quando Cristo habita no coração, o poder do Espírito Santo pode nos ajudar.
Foi esse o poder que fez com que os primeiros cristãos aceitassem enormes desafios, fizessem as mudanças necessárias e aproveitassem as oportunidades que surgiram.
O tesouro dos Estados Unidos tem em depósito 36 bilhões de dólares não reclamados. Pessoas que morreram ou desapareceram, dinheiro que ninguém reclamou ou do qual se esqueceram. O céu também tem um “depósito”, uma soma incalculável de poder que está à nossa disposição, pronto para ser utilizado.
O tesouro do Céu espera apenas nosso pedido. “O Senhor está mais disposto a dar o Espírito Santo àqueles que O servem do que os pais a dar boas dádivas a seus filhos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 50)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Uma lição em meio ao desespero

17 de agosto de 2015
“Ó Deus, Tu és o meu Deus forte; eu Te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de Ti; meu corpo Te almeja, como terra árida, exausta, sem água” (Salmo 63:1).
Bem poucos de nós já enfrentaram fome e sede que ameaçassem a vida. Pensamos em sede como ter que esperar uma hora num dia quente para beber algo, e em fome como ficar sem comer duas refeições. Esse não é o tipo de fome e sede das quais Jesus está falando em Mateus 5:6. Ele está Se referindo à fome que não pode ser saciada com uma refeição no meio da manhã, à sede desesperada de pessoas que sentem que morrerão, a menos que bebam água.
E. M. Blaiklock conta a história de uma grande tropa de soldados Aliados na Primeira Guerra Mundial. Enquanto perseguiam o inimigo em retirada através do Deserto Árabe, eles deixaram para trás a tropa de camelos que carregava a água. Quando as provisões de água acabaram, a cabeça deles começou a doer, os lábios ficaram secos, e eles ficaram abatidos e desorientados. Começaram a ver miragens. Só pensavam em água, enquanto seus companheiros morriam no deserto.
Eles estavam literalmente lutando pela sobrevivência quando expulsaram as forças turcas de Sherish e de seus poços doadores de vida.
Enquanto a água era distribuída, foi exigido que milhares dos que estavam em melhores condições ficassem de lado, enquanto os feridos e outros recebiam sua porção. Passaram-se quatro horas até que o último homem bebesse. No entanto, durante esse tempo, eles estiveram a poucos metros de milhares de litros da mesma substância que fora sua maior preocupação nos dias de marcha pelo deserto.
Relata-se que um dos oficiais salientou o seguinte: “Acredito que todos aprendemos nossa primeira verdadeira lição bíblica na marcha de Berseba aos Poços de Sherish. Se essa fosse a nossa sede por Deus, por justiça, e por Sua vontade em nossa vida, se fosse um desejo ardente e prioritário, quão ricos no fruto do Espírito seríamos.”
Jesus disse: “Aquele, porém, que beber da água que Eu lhe der nunca mais terá sede” (João 4:14) e “Eu sou o pão da vida; o que vem a Mim jamais terá fome; e o que crê em Mim jamais terá sede” (Jo 6:35).

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Mais sobre justiça

  12 de agosto de 2015Todos os Seus mandamentos são justiça” (Salmo 119:172).
No Evangelho de Mateus, justiça representa mais do que estar bem com Deus. Também implica ser como Deus em caráter. Portanto, embora na quarta bem-aventurança a justiça seja principalmente algo a ser recebido pela fé na graça de Deus, em vez de algo a ser alcançado
pelos próprios esforços, esse aspecto não está totalmente ausente.
Afinal de contas, os justos devem ser misericordiosos (a quinta bem-aventurança) e puros de coração (a sexta).
Em resumo, a justiça com a qual os que têm fome e sede devem estar repletos é tanto ativa como passiva. Em outras palavras, a justiça está relacionada com a santificação tanto quanto com a justificação.
O evangelho de Cristo não apenas me salva da penalidade do pecado, mas também do poder reinante do pecado em minha vida diária.
Em vez de um disseminador de contendas, Deus deseja tornar-me um pacificador. Em vez da concupiscência, Ele deseja impregnar-me com pureza de coração. Em vez de egoísta e imperceptivelmente mesquinho (e às vezes não tão imperceptivelmente), Ele deseja me transformar em um cristão misericordioso. Em resumo, Deus deseja que cada um de nós se torne como Ele em caráter.
Por isso, a palavra “justiça” na quarta bem-aventurança abrange as duas partes das Bem-aventuranças. Jesus promete tanto nos perdoar de nossos pecados e imperfeições como nos transformar à Sua imagem.
Mas essa transformação – isto deve ser constantemente enfatizado – não é a transformação do nosso próprio eu. Ao contrário, é Deus nos enchendo com Seu Santo Espírito, para que tenhamos condições de viver a vida cristã.
Tanto a graça perdoadora de Deus como Sua graça habilitadora estão refletidas na palavra “justiça”, da quarta bem-aventurança. Ambas vêm através da fé no Deus que amou tanto o mundo, que deu Seu único Filho para salvar seres humanos inúteis e sem esperança.
Louvado seja Deus pelas boas novas!

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Enfrentar a morte sem medo

 30 de julho de 2015
 Jesus tomou consigo a Pedro, João e Tiago e subiu a um monte para orar. Enquanto orava, a aparência de Seu rosto se transformou, e Suas roupas ficaram alvas e resplandecentes como o brilho de um relâmpago. Surgiram dois homens que começaram a conversar com Jesus. Eram Moisés e Elias. Apareceram em glorioso esplendor, e falavam sobre a partida de Jesus, que estava para se cumprir em Jerusalém. … Saiu [da nuvem] uma voz que dizia: “Este é o Meu Filho, o Escolhido; ouçam-nO!”(Lucas 9:28-35, NVI).
No Monte da Transfiguração, Jesus sabia que enfrentaria a morte e, como homem sujeito “aos mesmos sentimentos” nossos (Atos 14:15), anelava consolo humano. Tinha levado três dos Seus discípulos para deles receber conforto, mas estes se encontravam extremamente sonolentos. Assim, o Pai de Jesus supriu a necessidade, enviando Moisés e Elias para falar com Cristo acerca de Sua morte e confortá-Lo. Moisés enfrentou uma situação semelhante quando subiu sozinho o solitário monte Nebo, sabendo que ali morreria. O líder hebreu teria morte natural, mas Jesus enfrentaria Seu destino às mãos dos líderes de Sua nação. Assim, o Pai de Jesus acrescentou uma mensagem de ânimo vinda do Céu: “Este é o Meu Filho, o Escolhido; ouçam-No!”.
Mais de 50 anos depois, na solitária ilha de Patmos, Jesus apareceu a João como “o Filho do Homem” (Ap 1:13), conservando ainda a natureza humana, e assim identificando-Se com João. O discípulo deve ter-se emocionado muito. Ele não foi consolado por dois homens que tinham voltado à Terra, mas por um Deus-homem que proclamou: “Não temas; Eu sou… Aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.” (versos 17 e 18).
Todos nós podemos enfrentar a morte antes que Jesus volte. As palavras de Jesus: “Não temas… Sou Aquele que vive… Tenho as chaves da morte” são para cada um de nós. Porque Ele vive, nós também viveremos. A ressurreição de Jesus não é simplesmente a história de um escape temporário da morte e da sepultura. Jesus não viveu para morrer de novo. Sua proclamação sacode o mundo: “Eis que estou vivo pelos séculos dos séculos”; essa é a altissonante palavra da vitória definitiva de um Conquistador sobre a morte. Como Cristo, o Deus-homem vivo, venceu a sepultura, nós podemos enfrentar a morte destemidamente!

domingo, 26 de julho de 2015

Herdeiros da Terra

 26 de julho de 2015Porque o Senhor Se agrada do Seu povo; Ele adornará os mansos com a salvação” (Salmo 149:4, ARC).
A economia política terrena está baseada em segurança e poder. Não está numa quantidade infinita de riquezas. Como resultado, homens e mulheres, em todos os lugares, lutam para obter sua parte – ou, falando honestamente, mais do que a sua parte.
Os resultados da agressão e egoísmo humanos são vistos em todo lugar. Nação luta contra nação no cenário internacional, enquanto indivíduos batalham por posição na escala corporativa.
Parece que a herança dos mansos não seria grande coisa. A recompensa final de Jesus foi a cruz. E muitos dos Seus fiéis seguidores foram perseguidos, aprisionados e levados à morte.
Os jornais diários parecem contradizer diretamente a sentença de Jesus de que os mansos herdarão a Terra. O ponto de vista terreno parece estar posicionado a favor da lei darwinista da selva: a sobrevivência do mais apto.
Mas as realidades aparentes não são as únicas realidades. Nem são as realidades definitivas. A promessa da terceira bem-aventurança está no futuro. “Os mansos… herdarão a Terra”, no final de todas as coisas (Mat. 5:5).
Mas não será a Terra que conhecemos atualmente, com sua destruição, egoísmo e poluição. Será uma Terra restaurada à sua condição edênica. Será uma Terra na qual não haverá mais tristezas, funerais ou hospitais. Será um planeta que verdadeiramente valerá a pena.
Como Isaías diz:
“Então, se abrirão os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos saltarão como cervos, e a língua dos mudos cantará; pois águas arrebentarão no deserto, e ribeiros, no ermo. A areia esbraseada se transformará em lagos, e a terra sedenta, em mananciais de águas” (Is 35:5-7).
Não apenas as características físicas da Terra serão diferentes, mas também seus cidadãos. A mansidão será uma característica de todos. Apenas os que têm como característica a mansidão herdarão a Terra.

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Andando a segunda milha

23 de julho de 2015
 Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas” (Mateus 5:41).
Não gostamos de fazer as coisas por obrigação. Dá a impressão de que estamos nos submetendo a um pedido despropositado e sendo inferiorizados. Esperneamos, argumentamos, reclamamos, mas não adianta. Obrigação significa ausência de diálogo. Não há opção. Não opine! Não discuta! Não há escolha.
Acredito que, fora do momento de combate, em nenhum outro momento o soldado romano era mais odiado do que quando recrutava um civil para carregar suas armas e equipamento. Mas Jesus não limitou a questão ao soldado romano: “Se alguém o forçar a caminhar com ele uma milha, vá com ele duas.”
Uma das características do verdadeiro cristianismo é produzir homens e mulheres da segunda milha. E o importante é como caminhar a segunda milha. Tenho que andar nela com alegria, com entusiasmo, sem ressentimento e sem reclamação.
Na primeira milha, você vai se encontrar com gente que chega na hora e sai na hora. Na segunda, vai se encontrar com quem chega antes e sai depois.
Na primeira milha, você vai ver pessoas que fazem até 95% do trabalho. Na segunda, pessoas que vão dos 95% aos 100%. Na primeira milha, você vai se encontrar com gente que inventa qualquer motivo para se ausentar do trabalho. Na segunda, vai se unir a gente disposta a dar mais energia do que se espera e até a se sacrificar.
A primeira milha está sempre cheia, congestionada. Os que viajam nela são os que perguntam: “Como é que eu posso fazer o mínimo e, mesmo assim, sobreviver no emprego?”
Somos chamados a andar a segunda milha mesmo quando a mesa está abarrotada de trabalho e as pessoas chegam fora de hora. Quando vem um pedido no fim do expediente e você está com acúmulo de trabalho. Quando passam para você uma carga extra de trabalho de outra pessoa que é “folgada” e preguiçosa.
Você anda a segunda milha quando faz mais do que estão lhe pedindo. Até mesmo quando lhe pedem que faça uma coisa de que você não gosta, ou que seja desinteressante para você.
Em todos os postos de trabalho, em todas as posições, precisamos hoje de gente da segunda milha. Se a lei do menor esforço prevaleceu durante algum tempo, você deve estar atento porque, mesmo sem se falar de “segunda milha”, valoriza-se a tenacidade e a dedicação no trabalho.
Será que você pode honestamente dizer que é uma pessoa da segunda milha?

terça-feira, 21 de julho de 2015

Jesus sempre responde?

21 de julho de 2015
“Vigiai, pois, a todo tempo, orando, para que possais escapar de todas estas coisas que têm de suceder e estar em pé na presença do Filho do homem” (Lucas 21:36)
Jesus fez a Seus discípulos a abrangente promessa de que lhes responderia às persistentes orações por segurança e salvação. Também garantiu que, se orassem, “seu Pai, que vê o que você faz em segredo, lhe dará a recompensa” (Mt 6:6, BLH). Mas a pergunta persiste: “Será que Deus realmente Se importa comigo? Afinal de contas, parece que muitas das minhas orações não recebem resposta. ” Frequentemente ficamos desalentados porque achamos que Deus não responde, e as dúvidas surgem. Quando falamos com nosso Salvador, devemos acreditar que, se O buscamos, Ele Se inclina até nós e vem nos encontrar a mais da metade do caminho. “Descansa no Senhor e espera nEle” (Sl 37:7)
Durante a oração de Jesus no Getsêmani, Ele permitiu ao Pai a liberdade de agir de acordo com a melhor perspectiva para os habitantes do mundo. Jesus orou para ser livrado da morte na cruz, mas resignou-Se a uma negativa de Deus – isto é, se Deus não pudesse livrá-Lo da cruz e salvar-nos ao mesmo tempo (Mt 26:39).
Haverá ocasiões em que Deus dirá “Não” em lugar de “Sim” ao responder aos nossos pedidos. Um garotinho orou pedindo que Deus fizesse de Jacksonville a capital da Flórida. Quando alguém lhe perguntou por que orava tão insistentemente, ele explicou: “Bem, foi essa a resposta que escrevi na minha prova hoje de manhã. ” Nessas ocasiões, a intervenção de Deus não seria prática nem sábia.
Às vezes nossas orações recebem resposta apenas depois de uma longa demora, pois Deus conduz os acontecimentos. Anos atrás, em Ohio, uma igrejinha tinha dificuldade para crescer. Surgiram facções. O pastor, desanimado, renunciou. Finalmente, ela fechou suas portas. A igreja morreu – com exceção de um homem que, paciente e persistentemente, fazia uma vigília de oração nos degraus da igreja toda quarta-feira à noite. As pessoas o consideravam tolo, mas ele perseverou em oração até que um homem lhe fez companhia, e depois uma pessoa após outra. Por fim, o grupo chamou um pastor e hoje essa igreja vive e ministra à comunidade. Quando oramos, Jesus responde.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Uma ordem impossível?

 20 de julho de 2015

“Não vos vingueis a vós mesmos, amados, … porque está escrito: A Mim Me pertence a vingança; Eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem” (Romanos 12:19-21).
Como seria o mundo se as pessoas levassem em consideração os conselhos de Paulo sobre a vingança? Como seria se as pessoas escolhessem viver pelos princípios da mansidão, em vez dos princípios do orgulho e autodefesa?
A conclusão é óbvia. Não seria o nosso mundo. Seria o Céu. E sendo que nunca veremos o mundo nesse estado perfeito antes da segunda vinda de Jesus, cada um de nós pode começar a experimentar isto aqui e agora. O ponto de partida sou eu.
Como cristãos, por muito tempo temos esperado que uma nova reforma comece em outro lugar. Muitos de nós estão esperando que a reforma comece na Associação Geral ou em alguma outra corporação importante.
Esse modo de pensar está totalmente equivocado. A reforma bíblica não começa na liderança da igreja, União, Associação local ou mesmo na igreja local. Começa com indivíduos que entregam o coração a Deus e se dedicam a viver os princípios do reino de Deus em sua vida diária, aqui e agora. A reforma começa comigo.
“Bem”, você deve estar pensando, “isto é impossível. Não posso alimentar e cuidar de meus inimigos. Tal ordem está além de minhas forças.”
Você está certo. Você não pode fazer isto. Mas Deus pode, se você estiver disposto a permitir que Ele viva em sua vida, através do poder do Espírito Santo.
Oh, como Ele deseja abençoá-lo hoje! Como Ele deseja libertá-lo de seu “eu” natural e abençoá-lo com a mansidão de Cristo.
Querido Pai, hoje desejo que Tu entres em minha vida e faças por mim o que não posso fazer por mim mesmo. Ajuda-me a não revidar àqueles que me trataram mal. Dá-me força para partilhar Tua bondade com eles. Dá-me a graça de vencer o mal com o bem.

sábado, 18 de julho de 2015

Dentro do coração

18 de julho de 2015
 Esta é a aliança que farei com a comunidade de Israel depois daqueles dias”, declara o Senhor. “Porei Minhas leis em sua mente e as escreverei em seu coração” (Hebreus 8:10).
Se você estivesse ali, no Sinai, no dia em que a lei de Deus foi concedida, e tivesse escutado tudo o que Ele falou, como você interpretaria o que Deus estava dizendo aos israelitas?
Como Eu o libertei do Egito, você deve fazer exatamente o que Eu estou pedindo. Eu o libertei. Você é livre agora para viver uma vida nova. Aqui está uma lista do que você tem de fazer para comprar sua liberdade.
Seria bom darmos uma olhada no que Deus tinha em mente ao conceder a lei. Os Dez Mandamentos não começam com uma ordem, mas com uma declaração. Antes de dar a lei, Deus disse a Moisés: “Quero que você lhes diga quem sou Eu e o que fiz por eles.”
Antes de qualquer palavra ou ação, Ele Se identificou: “Eu sou o Senhor, o seu Deus, que os tirou da terra da escravidão. Eu fiz por vocês aquilo que não podiam fazer por si mesmos. Assim que, de agora em diante, quero um relacionamento no qual vocês estejam livres da opressão, da escravidão, das coisas que os amarravam.”
Deus estava lembrando não apenas que os tinha criado, mas que os havia redimido. Seu ato de redenção e libertação veio antes da lei. Ele queria lembrar aos israelitas que era um Deus de graça e de amor, que eles não tinham mérito nenhum para que Deus fizesse aquilo por eles. A libertação não foi um prêmio pelo bom comportamento deles. A obediência deveria mostrar gratidão pela liberdade que tinham recebido.
Não gostamos de regulamentos e faixas amarelas restringindo nosso espaço. Não apreciamos leis e restrições quando elas contrariam nossos gostos e caprichos. Queremos espaço, liberdade. Não gostamos de ouvir um “não” para aquilo que temos vontade de fazer. Por que não podemos ver a lei de Deus não como restrição, mas como um dom da graça de Deus? A graça é o contexto em que a lei foi dada.
“Toda verdadeira obediência vem do coração. Deste procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele de tal maneira Se identificará com nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e mente em tanta conformidade com Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos. […] Quando conhecermos Deus como nos é dado o privilégio de O conhecer, nossa vida será de contínua obediência” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 668).

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Podemos chegar a Deus?

  16 de julho de 2015
 E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis” (Mateus 21:22).
Durante séculos, os céticos ridicularizaram a ideia de um Deus que ouve e atende orações. Enquanto isso, como cristãos, temo-nos apegado tenazmente ao ensino bíblico segundo o qual podemos manter comunicação constante com um Deus no Céu por meio da oração. Hoje, mediante a invenção da tecnologia de satélites, podemos ouvir e ver ao redor do mundo. Se os seres humanos podem fazer isso, com certeza Deus pode ouvir e atender nossas orações.
Jesus testificou durante o Seu jornadear na Terra: “E tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.” João declara que “esta é a confiança que temos para com Ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve. … Estamos certos de que obtemos os pedidos que Lhe temos feito”. I João 5:14 e 15. Cristãos modernos podem dar um testemunho semelhante. Ellen G. White escreve: “Conte sempre ao Senhor acerca de suas necessidades, alegrias, tristezas, cuidados e temores. Você não conseguirá sobrecarregá-Lo; não O poderá cansar. … [Ele] não é indiferente às necessidades de Seus filhos. … Entregue-Lhe tudo quanto causa insegurança em você. Coisa alguma é muito grande para Ele, pois sustenta os mundos e dirige o Universo.” – Caminho a Cristo, pág. 100.
Quando cursava a faculdade, fiquei doente com febre ondulante [brucelose]. Depois de ter passado pela fase aguda da doença, minhas articulações doíam tanto que a dor me acordava noite após noite. Os médicos ministraram todos os tratamentos conhecidos. Informaram-me que não havia cura e que passariam vários meses, possivelmente anos, para que a doença “se esgotasse”.
Eu não queria interromper os estudos e assim, desesperado, procurei um homem de Deus, e lhe contei minha complicada situação. Ele leu alguns textos das Escrituras, falou a respeito de fé e do poder da oração, e acrescentou que, fosse qual fosse a vontade de Deus, deveríamos estar prontos para aceitá-la. Então ele fez uma oração em voz baixa – e fiquei curado! Desde então, tenho testemunhado respostas a centenas de orações. Nada abala minha crença de que podemos manter comunicação com Deus através da oração.

terça-feira, 14 de julho de 2015

A mansidão suprema

 14 de julho de 2015
“Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mateus 11:29).
As vidas de Moisés, Davi e Paulo são úteis, mas é o exemplo de Jesus que tem extrema importância para os cristãos. A vida de Cristo foi o exemplo por excelência de mansidão. Vemos isso em todos os lugares dos Evangelhos. Percebemos isso em Sua reação com as pessoas, especialmente quando Ele sofreu perseguição, desprezo e escárnio. “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, Ele foi capaz de dizer aos que O crucificaram. Sendo Deus, Jesus tinha poder para vingar-Se daqueles que zombavam dEle enquanto morria. Mas Ele preferiu não fazê-lo. Ele preferiu morrer até mesmo por aqueles que estavam maldosamente usando e abusando dEle.
Ao mesmo tempo que a mansidão de Jesus é vista em relação a outras pessoas, ela é até mais evidente em Sua submissão ao Pai. Contemple-O no Getsêmani, onde Ele teve finalmente que ficar face a face com a crise da cruz. Três vezes ele orou para permanecer submisso à vontade de Seu Pai. Embora fosse um Homem destemido e de grande firmeza de caráter, Jesus foi submisso a Deus. Sua mansidão estava evidente em tudo que fazia e dizia.
Filipenses 2:5-8 é especialmente útil na compreensão da mansidão de Jesus, quando Paulo nos diz para seguir o exemplo de “Cristo Jesus, pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a Si mesmo Se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-Se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a Si mesmo Se humilhou, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz”.
Esta passagem proporciona a cada um de nós um exemplo incrível para seguirmos em nossa vida diária. Jesus era Deus, contudo consentiu em viver a vida terrena, não como um rei que merecia respeito, mas como Alguém que tinha a missão de servir os outros.
Isto, meus amigos, é a essência do cristianismo. Deus deseja libertar-nos do orgulho e autossuficiência, para que possamos nos tornar Seus servos e servos de nossos semelhantes.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Jesus nunca se esquece de nós

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10 de julho de 2015

“Sião, porém, disse: ‘O Senhor me abandonou, o Senhor me desamparou’. Haverá mãe que possa esquecer seu bebê que ainda mama e não ter compaixão do filho que gerou? Embora ela possa esquecê-lo, Eu não me esquecerei de você!” (Isaías 49:14 e 15, NVI).
Tim, o pastor da igreja que frequentávamos, certo dia fez a chocante afirmação de que por anos havia odiado sua mãe. E passou a contar à congregação o porquê. Quando ele tinha doze anos de idade, sua mãe voltou para casa embriagada. Seu pai lhe bateu na boca com as costas da mão e a derrubou.
Procurando colocar-se em pé, com a boca sangrando, ela amaldiçoou seu esposo e depois gritou para Tim: “Vá embora desta casa! Saia agora mesmo! Você é exatamente como ele!”
Como pôde a mãe de Tim mandar que ele saísse de casa e acrescentar insulto ao dano, acusando-o de ser como o pai, que havia batido nela e feito com que sangrasse? Em seu estupor alcoólico, ela não teve “compaixão do filho que gerou”. Assim, quando seus pais se divorciaram, Tim passou a viver com o pai.
Durante os anos subsequentes, Tim encontrou um Salvador que lhe prometeu: “Embora ela possa esquecer, eu não me esquecerei de você!” Quando aqueles a quem mais amamos na vida nos decepcionam, temos um Salvador que ainda nos ama. Ou quando as coisas ficam difíceis e somos tentados a nos sentir abandonados e esquecidos, lembremo-nos da promessa de Jesus: “Embora ela possa esquecê-lo, Eu não me esquecerei de você!” Jesus pensa em você o tempo todo e em todos os lugares. Está sempre perto para guiá-lo em meio a reveses financeiros, perto para confortá-lo quando você sofre algum trauma por causa de pessoas que lhe são próximas, perto para aliviar a dor que lhe tortura o corpo.
Por que não sussurrar uma breve oração agora mesmo e dizer: “Muito obrigado, Jesus!”?
Essa história tem uma nota de rodapé feliz. O amor de Tim por Jesus derreteu seu ódio contra a mãe. Sua mãe passou a frequentar os Alcoólicos Anônimos e venceu o álcool. Quando ele tinha 17 anos e seu pai se casou de novo, Tim voltou a morar com a mãe. No dia em que sua mãe veio levá-lo para a casa dela, caíram nos braços um do outro e saíram abraçados.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Puro de mãos

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9 de julho de 2015
 Contudo, o justo segue o seu caminho, e o puro de mãos cresce mais e mais em força” (Jó 17:9)
Acontecera algo estranho em casa. O rapazinho estava lavando as mãos outra vez. A mãe sempre tivera que lutar com ele quanto a lavar as mãos; porém, na última semana, parecia que ele as lavava quase constantemente. Afinal, ela perguntou:
– Filho, por que você está lavando as mãos?
– A senhora sabe que o Joãozinho me tratou mal, e eu desejo ser tão forte que ele não possa bater em mim.
– O que você quer dizer com isso, filho?
– Ora, mamãe, a senhora sabe que o verso bíblico que lemos diz: “O puro de mãos cresce mais e mais em força.” Por certo você está sorrindo por causa da simplicidade infantil; mas acaso já considerou a grande promessa que há no texto? Deus quer que sigamos firmemente nosso caminho, o caminho a nós indicado por Ele. Não devemos nos desviar dele, porque é o caminho da vida. Por vezes esse caminho para a cidade de Deus atravessa pântanos profundos, e outras vezes montanhas aterradoras. É importante afastar os obstáculos; às vezes o próprio caminho tem de ser restaurado. Porém, “o puro de mãos cresce mais e mais em força”. As mãos são símbolo dos atos da vida, dos feitos do coração. O que é o coração, as mãos demonstram em ações. Mãos limpas significam um coração puro. Como pode o coração ser purificado? Tennyson põe na boca de Sir Galaad estas palavras: “Minha força é como a força de dez, porque meu coração é puro.”
Como alcançamos um coração puro assim? É um dom de Deus. “Então, aspergirei água pura sobre vós, e ficareis purificados; de todas as vossas imundícias e de todos os vossos ídolos vos purificarei. Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne” (Ez 36:25 e 26).
Lady Macbeth tentou lavar a indelével mancha de sangue do rei Duncan; e Pilatos, depois de cometer o mais notável crime de um magistrado, tentou lavar as mãos de toda a culpa. Isto, porém, não é possível. A purificação de que necessitamos é um ato de Deus. Então seremos cada vez mais fortes.

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Tratamento de choque

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8 de julho de 2015

“Não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos” (Zacarias 4:6).
“Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a Terra” (M 5:5). Essa declaração deve ter causado um grande choque para os judeus dos dias de Jesus. Afinal de contas, eles estavam aguardando um Messias que os libertaria do poder de Roma através da força armada.
O Messias, eles acreditavam, seria como Davi, o rei guerreiro. Afinal, os Salmos de Salomão (livro pseudoepígrafo escrito durante o período entre o Antigo e o Novo Testamentos) não anunciavam que o ungido Filho de Davi seria um rei que se levantaria dentre o povo para libertar Israel de seus inimigos? Ele “aniquilaria todos os seus bens com vara de ferro, para destruir as nações ímpias com a palavra de Sua boca”. Salmos de Salomão 17:26 e 27.
A última coisa que os judeus do primeiro século desejavam era um Messias manso. Eles queriam um líder que pudesse e desse a Roma o que ela merecia. Jesus era o oposto do modelo que eles desejavam e aguardavam.
Bem, é fácil para nós cristãos percebermos que os judeus estavam errados. Mas não somos culpados de apresentar o mesmo tipo de pensamento às vezes? Também não temos a tendência de prestar honras aos bem-sucedidos e glorificar as realizações dos “grandes” pregadores e líderes da igreja, como se a batalha fosse ganha pelas palavras e esforços humanos? E não somos também tentados, como Davi, a confiar em organização e números em busca de força? Boas como essas coisas possam parecer, elas não são a fonte do sucesso do cristão.
Deus tem inúmeras maneiras de levar a cabo a comissão do evangelho e introduzir a plenitude do reino, das quais nada sabemos. De vez em quando precisamos reler a história de Gideão. No caso dele, Deus continuou reduzindo os números em vez de acrescentar, antes de conceder a vitória.
No reino de Cristo, é a mansidão que está na base do sucesso, e não o poder humano. Precisamos nos lembrar de que a vitória, tanto em nossa vida pessoal como na igreja em geral, não vem “por força, nem por poder, mas pelo Espírito de Deus”.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Liberte-se dos pecados não confessados

7 de julho de 2015

“Por causa de Tua ira, todo o meu corpo está doente, não há saúde nos meus ossos por causa do meu pecado. As minhas culpas me afogam; são como um fardo pesado e insuportável” (Salmo 38:3-4).
Pecados não confessados afetam nossa vida inteira. Quando escondemos um pecado que cometemos, ele vai aos poucos e com sutileza envolvendo suas garras ao redor de todo o nosso ser a ponto de nos sufocar (cf Sl 32:3-5).
Quando existe pecado não confessado, um muro é construído entre você e Deus. Mesmo que você não esteja mais cometendo esse pecado, se ele não for confessado a Deus, seu peso continuará sobre você, empurrando-o ao passado que você deseja esquecer e impedindo-o de caminhar ao futuro que Deus tem para você.
A confissão precisa andar lado a lado com o arrependimento. Arrepender-se significa mudar de rumo, virar as costas, afastar-se e decidir não agir de determinada forma novamente. Arrepender-se não quer dizer que você jamais fará aquilo novamente, significa apenas que você não tem a intenção de fazê-lo de novo.
Já que não somos perfeitos, a confissão e o arrependimento são um processo. Há sempre novas camadas da vida de Jesus que precisam ser trabalhadas em nós. Nós carecemos da glória de Deus de maneiras que ainda nem somos capazes de imaginar. Precisamos, portanto, confessar nossos pecados encobertos.
Os caminhos de Deus são para o seu bem. A confissão não serve para Ele saber o que aconteceu; Ele já sabe. A confissão serve para você ser restaurado. Ele não está em sua cola, esperando para puni-lo pelas coisas erradas que você faz. Ele não precisa punir ninguém, pois a punição é inerente ao pecado. Quem confessa encontra misericórdia e poder ilimitado de Deus.
Ore comigo: “Senhor, mostra-me onde não estou vivendo à Tua maneira e me ajuda a corrigir essas falhas. Eu não quero deixar de receber o que tens para mim e não quero encobertar meus pecados e deixar de prosperar. Eu quero viver por Sua misericórdia. Em nome de Jesus, amém!”

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Da morte para a vida

6 de julho de 2015
“Sopre dentro desses mortos, para que vivam” (Ezequiel 37:9).
De vez em quando, a mídia veicula, em seus noticiários, imagens e textos chocantes e deprimentes. Crianças famintas estendendo a mão, pessoas feridas, vítimas de um atentado terrorista ou a destruição causada por uma enchente arrasadora. A Bíblia mostra, no livro de Ezequiel, uma cena funesta, digna da Divina Comédia e que deixaria longe qualquer Thriller. Era um vale coberto de ossos. A visão dada ao profeta não visava a salientar a impossibilidade do homem, mas trazer uma mensagem de esperança para mostrar o que Deus pode fazer com algo que achamos impossível.
Em visão, o profeta foi levado uma e outra vez a esse vale de ossos. Não era uma visita relâmpago; era seu próximo e inesperado campo de trabalho. Quem gostaria de trabalhar num lugar assim? Claro que preferiríamos a montanha e não o vale; pessoas vivas, não ossos secos.
O que também impressionou o profeta foi a quantidade de ossos e a aparência que tinham. Veio à mente do profeta a pergunta, feita pelo próprio Deus: “Como voltarão a viver?” E “se é para acontecer, somente com uma grande manifestação de poder”.
“Ossos, ouvi a palavra do Senhor!” Que auditório reverente! Mas sem vida…
Você já pregou em algum lugar em que há pessoas com aquele olhar vidrado, como se fossem mortos? Frias, não o acompanham, sem reação nenhuma.
Aquele vale de ossos era pior do que isso; no entanto, se tornaria o cenário de demonstração do poder de Deus. O profeta diz que, enquanto estava falando, houve um barulho… e os ossos se juntaram, osso com osso. “Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes, e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia neles o espírito” (Ez 37:8, ARA).
Se estivesse ali, você veria aquele espetáculo como se fosse uma multidão de múmias, “Frankensteins”, num lugar só. Uma multidão sem vida. Para essa multidão era realmente necessário muito, muito poder. Deus disse: “Porei o Meu Espírito em vocês e vocês viverão” (Ez 37:14).
Sopro é sinônimo de vida. O vento é o ar em movimento. O Espírito é como o sopro, é comunicação de vida sobrenatural. Deus deseja encher nossa vida de cor, renovar nossa esperança e restaurar nossos sonhos. Ele quer encher-nos do Seu Espírito. Por isso, Senhor, sopra em mim hoje!

 
 

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