segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Adultos: Lição 01 – Criação e Queda – 29 de Setembro a 06 de Outubro 2018



SÁBADO A TARDE – 29 DE SETEMBRO 2018 – Ano Bíblico: Zc 1–4

VERSO PARA MEMORIZAR
“Então, [Deus] conduziu [Abraão] até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça” (Gn 15:5, 6).

LEITURAS DA SEMANA
Gn 1:26, 27; 3:16-19; 11:1-9; 1Jo 4:7, 8, 16; Gl 3:29; Dt 7:6-11

A história do povo de Deus começa com a criação do homem e sua queda trágica no pecado. Toda tentativa de compreender a natureza da unidade na igreja deve começar com o plano original de Deus na criação e, em seguida, com a necessidade de restauração após a queda.
Os primeiros capítulos da Bíblia revelam que o plano de Deus era que a humanidade continuasse a ser uma família. Infelizmente, essa unidade foi rompida após a tragédia do pecado. Com o pecado surgiram as raízes da desunião e da divisão e, em grande medida, as consequências terríveis da desobediência. Temos um indício dessa divisão na interação imediata entre Adão e Eva, quando Deus Se aproximou deles pela primeira vez depois de terem comido do fruto da árvore proibida (veja Gn 3:11). Portanto, dentre todas as outras coisas a serem cumpridas pelo plano da salvação, a restauração dessa unidade original também é um objetivo fundamental.
Abraão, o pai do povo de Deus, tornou-se uma peça-chave no divino plano da salvação. Ele é descrito nas Escrituras como o grande exemplo de “justificação pela fé” (veja Rm 4:1-5), o tipo de fé que une o povo de Deus uns com os outros e com o próprio Senhor. Deus trabalha por meio de pessoas para restaurar a unidade e fazer com que Sua vontade seja conhecida pela humanidade perdida.

DOMINGO, 30 DE SETEMBRO 2018 – O AMOR COMO FUNDAMENTAL DA UNIDADE –  Ano Bíblico: Zc 5–8
Uma mensagem clara que emana da história da criação em Gênesis 1 e 2 é a harmonia geral que existia no final da semana da criação.  A avaliação final de Deus foi que tudo era “muito bom” (Gn 1:31), não apenas em referência à beleza estética, mas também à ausência de qualquer elemento maligno ou de discórdia quando Deus terminou de criar este mundo e os seres humanos que deveriam povoá-lo. O propósito original de Deus na criação incluía a coexistência harmoniosa e a relação interdependente de todas as formas de vida. Era um mundo belo criado para a família humana. Tudo era perfeito e digno de seu Criador. O ideal de Deus e o Seu propósito original para o mundo eram de harmonia, unidade e amor.
1. O que Gênesis 1:26, 27 ensina sobre a singularidade humana em contraste com o restante da criação terrestre, descrita em Gênesis 1 e 2? Assinale a alternativa correta:
A.(  ) Todos os outros animais e criaturas foram feitos conforme sua própria espécie. Apenas o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus.B.(  ) O homem foi feito como todos os outros animais.
O livro de Gênesis declara que Deus criou a humanidade à Sua imagem, algo que não é dito sobre nenhuma outra criatura no relato da criação. “Também disse Deus: Façamos o homem à Nossa imagem, conforme a Nossa semelhança […]. Criou Deus, pois, o homem à Sua imagem, à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” (Gn 1:26, 27). Embora os teólogos tenham discutido durante séculos a natureza exata dessa imagem, assim como a natureza do próprio Deus, muitas passagens das Escrituras apresentam a natureza de Deus como sendo “amor”.
2. Leia 1 João 4:7, 8, 16. Como fomos originalmente criados e como isso poderia ter impactado a unidade original encontrada na criação?
__________________________________________________________________________________________________
Deus é amor e, visto que o ser humano também pode amar (e de maneiras que o restante da criação terrestre certamente não pode), o fato de ter sido criado à Sua imagem deve incluir a capacidade de amar. No entanto, o amor só pode existir quando nos relacionamos com os outros. Assim, sejam quais forem as implicações do fato de que fomos feitos à imagem de Deus, essa condição sugere a capacidade de amar, e amar profundamente.

SEGUNDA-FEIRA,01 DE OUTUBRO 2018-  AS CONSEQUÊNCIAS DA QUEDA – Ano Bíblico: Zc 9–11
As consequências da queda foram enormes. A desobediência de Adão e Eva iniciou o rompimento de uma interdependência harmoniosa entre todas as formas de vida. Pior ainda, ela deu início à desunião, à discórdia e às divisões que existem até hoje. A desarmonia foi vista imediatamente quando Adão e Eva procuraram colocar a culpa da queda nos outros (Gn 3:12, 13). As coisas só pioraram desde então.
3. Leia Gênesis 3:16-19 e 4:1-15. Quais foram os resultados do pecado e seu impacto no mundo harmonioso criado por Deus?
__________________________________________________________________________________________________
A desobediência de Adão se tornou a fonte de muitos acontecimentos e consequências que, ao longo do tempo, impactaram toda a criação de Deus. O próprio mundo natural começou a sofrer as consequências do pecado. As relações humanas também foram influenciadas. Caim e Abel, dois irmãos que deveriam ter amado um ao outro e cuidado um do outro, tornaram-se desafeiçoados e distantes, pois um desejava seguir suas inclinações egoístas em vez de seguir a forma de adoração prescrita por Deus. Esse distanciamento resultou em violência e morte. A reação de Caim, no entanto, foi mais dirigida a Deus do que a Abel. Ele sentiu ira para com Deus (Gn 4:5), e essa ira o levou ao rancor contra Abel. A desobediência rompeu ainda mais as relações humanas.
“Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo desígnio do seu coração” (Gn 6:5). Por fim, esse mal levou ao Dilúvio e à incrível devastação da criação original de Deus, como consequência dessa grande inundação. Contudo, ainda assim Deus não desistiu da humanidade, mas deixou um remanescente, Noé e sua família, para começar de novo.
Após o Dilúvio, Deus fez uma promessa a Noé e à sua família. O arco-­íris no céu sempre os lembraria de Seu cuidado e de Suas promessas, de Sua bondade e misericórdia (Gn 9:12-17; Is 54:7-10). Deus instituiu uma aliança com Noé e restabeleceu Seu plano original de ter uma família humana unida, fiel a Ele e à Sua Palavra.
Como o pecado traz desarmonia? O que você pode fazer para restaurar a harmonia entre aqueles a quem suas escolhas podem impactar de maneira poderosa?

TERÇA-FEIRA, 02 DE OUTUBRO 2018  -MAIS DESUNIÃO E SEPARAÇÃO – Ano Bíblico: Zc 12–14
4. De acordo com Gênesis 11:1-9, o que tornou pior o problema da separação e da desunião? Assinale a alternativa correta:

A.(  ) A decisão de Ló de deixar Sodoma e Gomorra.
B.(  ) A confusão dos idiomas no episódio da Torre de Babel.
Os eventos seguintes relatados pela Bíblia após o Dilúvio são a construção da Torre de Babel, a confusão dos idiomas e, em seguida, a dispersão das pessoas, que até então tinham falado uma única língua. Talvez atraídos pela beleza da terra entre os rios Tigre e Eufrates, bem como pela fertilidade do solo, alguns descendentes de Noé decidiram construir para si uma cidade e uma torre alta na terra de Sinar, localizada atualmente no sul do Iraque (Gn 11:2).
A arqueologia mostrou que a Mesopotâmia era uma região densamente povoada desde os tempos históricos mais antigos. Entre esses povos estavam os sumérios, a quem é atribuída a invenção da arte de escrever em blocos de argila. Eles construíam casas bem edificadas e eram mestres na produção de joias, ferramentas e utensílios domésticos. As escavações também revelaram muitos templos em forma de torre, dedicados ao culto de várias divindades.
Os descendentes de Noé, que se estabeleceram na terra de Sinar, logo se esqueceram do Deus de Noé e das promessas que Ele havia feito de nunca mais destruir o mundo mediante um dilúvio. A construção da Torre de Babel foi um monumento à sua superior sabedoria e habilidades. Um motivo para esse projeto de construção foi o desejo deles de alcançar renome e reputação, para que seu nome se tornasse célebre (Gn 11:4). “Segundo o propósito divino, os seres humanos deviam estar unidos através do elo da verdadeira religião. Quando a idolatria e o politeísmo quebraram esse elo espiritual interior, eles perderam não só a unidade de religião, mas também o espírito de fraternidade. Um projeto como essa torre, com o objetivo de preservar por meios exteriores a unidade interior perdida, jamais seria bem-sucedido” (Comentário Bíblico Adventista, v. 1, p. 278).
A queda de Adão e Eva destruiu a unidade do homem e o plano original de Deus. Ela resultou na confusão no que diz respeito à adoração, na disseminação generalizada do mal e da imoralidade sobre a Terra e, por fim, na divisão da humanidade em muitas culturas, idiomas e etnias diferentes, que têm frequentemente estado em desacordo umas com as outras desde então.

QUARTA, 03 DE OUTUBRO 2018  – ABRAÃO, PAI  DO POVO DE DEUS – Ano Bíblico: Malaquias 
As três grandes religiões monoteístas do mundo, judaísmo, cristianismo e islamismo, têm Abraão como seu pai. Para os cristãos, essa associação é uma relação espiritual. Quando foi chamado a deixar seu país, na Mesopotâmia, Abraão foi informado de que nele seriam “benditas todas as famílias da Terra” (Gn 12:3, veja também Gn 18:18, 22:18). A bênção veio por meio de Jesus.
5. Leia Hebreus 11:8-19, Romanos 4:1-3 e Gálatas 3:29. Quais elementos da fé de Abraão são mencionados nesses textos e como eles se relacionam com a ideia de unidade cristã?
__________________________________________________________________________________________________
Como pai de todos os cristãos, Abraão nos apresenta alguns elementos básicos e centrais da unidade cristã. Primeiramente, ele praticou a obediência. “Pela fé, Abraão, quando chamado, obedeceu, a fim de ir para um lugar que devia receber por herança; e partiu sem saber aonde ia” (Hb 11:8). Em segundo lugar, ele tinha esperança nas promessas de Deus. “Pela fé, peregrinou na terra da promessa como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; porque aguardava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hb 11:9, 10). Em terceiro lugar, ele acreditou que Deus lhe daria um filho e que um dia seus descendentes seriam tão numerosos quanto as estrelas. Com base nessa resposta, Deus o justificou pela fé (Rm 4:1-3). Em quarto lugar, ele confiou no plano de salvação de Deus. A maior prova para a fé de Abraão veio quando Deus pediu que ele sacrificasse Isaque no monte Moriá (Gn 22:1-19; Hb 11:17-19).
O Antigo Testamento descreve Abraão como “amigo de Deus” (2Cr 20:7; Is 41:8). Sua vida de fé, obediência inabalável e confiança nas promessas de Deus o tornam um exemplo de como deve ser nossa vida cristã hoje.
Pense sobre suas ações e palavras nos próximos dias. Ore a Deus para que tudo o que você disser ou fizer reflita a realidade de sua fé.
De 17 a 24 de novembro teremos a Semana da Esperança, uma série de evangelismo com o propósito de levar pessoas aos pés de Cristo.

QUINTA-FEIRA, 04 DE OUTUBRO 2018 – O POVO ESCOLHIDO DE DEUS – Ano Bíblico: Vista geral do Antigo Testamento 
Ao chamar Abraão para ser Seu servo, Deus escolheu para Si um povo para representá-Lo. Esse chamado e eleição foi um ato de amor e graça de Deus. O chamado do Senhor a Israel foi fundamental para Seu plano de restauração da humanidade após a devastação e desunião causada pela queda. A história sagrada é o estudo da obra de Deus em relação a essa restauração, e um elemento importante desse plano foi a nação da aliança: Israel.
6. De acordo com Deuteronômio 7:6-11, por que Deus chamou Israel para ser Seu povo? Por que Ele escolheu os descendentes de Abraão como Seu povo?
O amor de Deus pela humanidade está no centro da eleição de Israel como Seu povo. Deus fez uma aliança com Abraão e seus descendentes para preservar o conhecimento Dele por meio de Seu povo e para promover a redenção da humanidade (Sl 67:2). No entanto, um ato supremo de amor fez com que Deus escolhesse Israel. Os descendentes de Abraão não tinham nada do que se vangloriar para reivindicar o amor imerecido de Deus. “Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos” (Dt 7:7).
Deus usou uma estranha inversão de valores para escolher Seu povo. Enquanto o homem considera o poder, a sabedoria e a autoconfiança para escolher seus líderes, Deus não escolhe os fortes nem poderosos para servi-Lo, mas aqueles que sentem ou reconhecem sua fraqueza, insensatez e insignificância, para que ninguém se glorie diante Dele (1Co 1:26-31).
No entanto, veja o privilégio de Israel: “Deus desejava fazer do povo de Israel um louvor e glória. Todos os privilégios espirituais lhes foram concedidos. Deus nada reteve que pudesse ser útil para a formação do caráter que os tornaria representantes Seus.
“Sua obediência à lei de Deus os tornaria uma maravilha de prosperidade ante as nações do mundo. Ele que lhes podia dar sabedoria e perícia em todo artifício, continuaria a ser seu Mestre, e os enobreceria e elevaria pela obediência às Suas leis. Se fossem obedientes seriam preservados das enfermidades que afligiam outras nações e abençoados com vigor intelectual. A glória de Deus, Sua majestade e poder deveriam ser revelados em toda a sua prosperidade. Deveriam ser um reino de sacerdotes e príncipes. Deus lhes proveu toda a possibilidade de se tornarem a maior nação da Terra” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 288).
 Quais paralelos encontramos entre o que Deus fez pelo antigo Israel e o Seu chamado para eles e o que Ele fez por nós e o Seu chamado para nós? Comente com a classe. 

SEXTA-FEIRA, 05 DE OUTUBRO 2018 – ESTUDO ADICIONAL – Ano Bíblico: Mt 1–4 
Leia, de Ellen G. White, “A Criação”, p. 44-51, e “A Vocação de Abraão”, p. 125-131, em Patriarcas e Profetas.
O propósito original de Deus na criação da humanidade também é refletido nas instituições da família (Gn 2:21-24) e do sábado. O sábado foi planejado para todo ser humano, como Jesus indicou em Marcos 2:27, 28. Sua natureza universal é vista no próprio relato de Gênesis, quando Deus separou o sétimo dia, não apenas antes do chamado de Israel como povo da aliança, mas antes da introdução do pecado. Que poderosa força unificadora o sábado poderia ter sido se todas as pessoas o tivessem guardado! Deus pretendia que o dia de descanso lembrasse os descendentes de Adão e Eva de seu elo comum com Ele e uns com os outros. “O sábado e a família foram, semelhantemente, instituídos no Éden, e no propósito de Deus se acham indissoluvelmente ligados um ao outro. Nesse dia, mais do que em qualquer outro, podemos viver a vida do Éden. Era o plano de Deus que os membros da família se associassem no trabalho e estudo, no culto e recreação, sendo o pai o sacerdote da casa, e pai e mãe os professores e companheiros dos filhos” (Ellen G. White, Orientação da Criança, p. 535).
Perguntas para discussão
1. Como o relato de Gênesis sobre a criação da mulher a partir da costela de Adão revela o íntimo elo que deve existir entre marido e mulher? Por que a Bíblia usa a imagem de um marido e uma esposa como exemplo da proximidade que Deus busca com Seu povo?
2. Embora a história da Torre de Babel revele que a diversidade étnica e linguística não fazia parte do plano original de Deus para a humanidade, como podemos transcender essas divisões naturais hoje? Como a igreja ainda pode experimentar unidade e harmonia, mesmo que seja composta por pessoas de muitas nações e idiomas?
Resumo: O plano de Deus na criação era que a humanidade vivesse harmoniosamente e em unidade. A desobediência causou uma interrupção no plano divino. No entanto, o Senhor chamou Abraão para estabelecer um povo por meio do qual Ele pudesse manter viva a promessa de restauração encontrada apenas em Cristo.

Respostas e atividades da semana:

1. A.
2. Peça aos alunos que formem duplas e discutam a questão. Em seguida, peça-lhes que compartilhem suas respostas com a classe.
3. Sofrimento na geração da vida humana; domínio do homem sobre a mulher; sofrimento para obter o sustento da terra, devido à maldição do pecado; morte; divisão na família e falsa adoração.
4. B.
5. Obediência ao chamado; esperança; coragem; fidelidade em meio às provas; confiança na salvação e nas promessas de Deus. Esses elementos unem todos os cristãos na fé de Abraão em Cristo.
6. Porque Ele os amava.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Adultos: Lição 13 – Viagem a Roma – 22 a 29 de Setembro 2018



SÁBADO A TARDE – 22 DE SETEMBRO 2018 – Ano Bíblico: Obadias, Jonas
VERSO PARA MEMORIZAR
“Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César” (At 27:24).

LEITURA DA SEMANA
At 27;At 28; Rm 1:18-20

Há muito tempo Paulo desejava visitar Roma, mas sua prisão em Jerusalém mudou tudo. Ao ceder à pressão legalista dos líderes da igreja de Jerusalém, ele acabou ficando sob custódia romana por quase cinco anos, incluindo o tempo gasto na viagem de navio para a Itália. Essa mudança representou um forte revés para seus planos missionários.
Apesar disso, o próprio Jesus prometeu que o apóstolo ainda testemunharia Dele em Roma (At 23:11). Mesmo quando falhamos com o Senhor, Ele ainda pode nos dar outra chance, embora nem sempre nos poupe das consequências de nossas ações. Paulo não apenas foi levado a Roma como prisioneiro, mas também não há evidência bíblica de que ele tenha ido à Espanha, como esperava fazer (Rm 15:24). Depois de ser libertado do que é conhecido como “o primeiro encarceramento romano”, Paulo foi novamente detido, dessa vez para sofrer o martírio (2Tm 4:6-8) sob a ordem de Nero, em 67 d.C.
Paulo foi a Roma. E, enquanto aguardava em prisão domiciliar para ser julgado perante o imperador, apesar de suas algemas (Ef 6:20; Fp 1:13), ele pregava sem impedimento a quem quer que fosse até ele (At 28:30, 31), inclusive para figuras importantes da casa de César (Fp 4:22).

DOMINGO, 23 DE AGOSTO 2018 – NAVEGANDO PARA ROMA – Ano Bíblico: Mq 1–4
Após ficar preso em Cesareia por cerca de dois anos (At 24:27), Paulo foi enviado a Roma. A julgar pela primeira pessoa do plural e a riqueza de detalhes usados para descrever a longa e turbulenta viagem marítima para a Itália (At 27:1–28:16), Lucas acompanhava o apóstolo, assim como outro cristão chamado Aristarco (At 27:2). Outro personagem importante na história foi o centurião romano, Júlio, responsável também por outros prisioneiros (At 27:1).
Eles partiram no final do verão. O Dia do Jejum (At 27:9) se refere ao Dia da Expiação, na segunda metade de outubro. Por causa das condições climáticas do inverno, normalmente se evitava viajar pelo Mediterrâneo entre novembro e março. Dessa vez, no entanto, eles enfrentaram dificuldades desde o início, e somente depois de muita demora chegaram à pequena baía de Bons Portos, na ilha de Creta (At 27:8).

1. Leia Atos 27:9-12. Enquanto estavam em Bons Portos, como Paulo interveio na história e como sua intervenção foi recebida?

As advertências de Paulo foram ignoradas, e eles decidiram navegar mais 65 quilômetros para o oeste, até o porto de Fenice onde poderiam passar o inverno com segurança. Infelizmente, com uma súbita mudança climática, eles pegaram uma tempestade tão violenta que a tripulação não teve outra opção senão deixar o navio ser conduzido pelo vento na direção sudoeste, para longe da terra. Logo eles começaram a lançar a carga ao mar e até mesmo alguns equipamentos do navio em uma frenética tentativa de aliviar o peso, visto que ele já começava a ser inundado pelas águas. A situação era dramática. Depois de vários dias sem a luz do sol, pouca visibilidade, chuva pesada e ventos fortes, sem saber onde estavam e em completo esgotamento, eles finalmente perderam “toda a esperança de salvamento” (At 27:20, NVI).

2. De acordo com Atos 27:21-26, qual foi a segunda intervenção de Paulo na história?

Em palavras proféticas, Paulo relatou à tripulação uma mensagem que tinha acabado de receber de Deus. Não havia motivo para se desesperarem nem perderem a esperança. Ainda haveria perigo e perda, mas todos sobreviveriam.
Por que um servo do Senhor como Paulo teve que sofrer? O que aprendemos com isso?

SEGUNDA-FEIRA, 24 DE SETEMBRO 2018 – O NAUFRÁGIO – Ano Bíblico: Mq 5–7
Em sua segunda intervenção na história, Paulo assegurou a todos os que estavam a bordo – 276 pessoas no total (At 27:37) – que, apesar de que nem tudo sairia bem, não haveria mortes; somente o navio afundaria (At 27:22). Quatorze dias depois, as palavras do apóstolo se cumpriram. Ainda sob a terrível tempestade e com o navio completamente à deriva, os marinheiros sentiram que estavam próximos da terra firme, possivelmente porque podiam ouvir o barulho da rebentação das ondas (At 27:27). Depois de sondarem a profundidade por diversas vezes, e temendo que o navio se chocasse contra as rochas ao longo da costa, eles lançaram quatro âncoras da popa para reduzir a velocidade do navio; enquanto isso, pediam desesperadamente aos seus deuses que o dia logo amanhecesse (At 27:28, 29).

3.Leia Atos 27:30-44. Quais lições podemos aprender com essa história?

No início da viagem, o centurião tratou Paulo de modo favorável, mas ele não tinha motivos para confiar no julgamento náutico do apóstolo. Após duas semanas, no entanto, as coisas mudaram. Paulo já havia ganhado o respeito do centurião, com sua intervenção profética sobre o naufrágio (At 27:21-26) que se aproximava de seu cumprimento.
Paulo exortou todos a bordo a se alimentarem, caso contrário não teriam forças para nadar e chegar à terra firme. A Providência divina não nos isenta de fazer o que normalmente seria nosso dever. “Ao longo dessa narrativa, mantém-se um equilíbrio entre a garantia de Deus quanto à segurança daqueles homens e os esforços deles para assegurar que isso acontecesse” (David J. Williams, Acts. Grand Rapids, MI: Baker Books, 1990, p. 438).
Com a aproximação da manhã, os marinheiros avistaram a terra – uma baía onde decidiram encalhar o navio. No entanto, o navio nunca chegou à praia. Em vez disso, atingiu um banco de areia e acabou se rompendo pela força das ondas. O plano dos soldados de matar os prisioneiros para evitar que fugissem foi interrompido pelo centurião, principalmente por causa de Paulo. No fim, ninguém perdeu a vida, exatamente como Deus havia prometido.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

Adultos: Lição 06 – O Ministério de Pedro – 04 a 11 de Agosto 2018




SÁBADO A TARDE  – 04 DE AGOSTO 2018 – Ano Bíblico: Is 45–48
VERSO PARA MEMORIZAR
“Então, falou Pedro, dizendo: Reconheço, por verdade, que Deus não faz acepção de pessoas; pelo contrário, em qualquer nação, aquele que O teme e faz o que é justo Lhe é aceitável” (At 10:34, 35).

LEITURAS DA SEMANA
At 9:32-43; 10:9-16; 11:1-26; 12:1-18; Ef 2:11-19

Com a partida de Paulo para Tarso, Pedro se torna novamente o personagem principal na narrativa de Lucas sobre o início da igreja cristã. Pedro é retratado como tendo uma espécie de ministério itinerante em toda a Judeia e regiões circunvizinhas. O livro de Atos relata duas de suas breves histórias de milagres: a cura de Eneias e a ressurreição de Tabita (Dorcas), seguidas pela história de Cornélio no capítulo 10.
A conversão dos gentios era a questão mais controversa na igreja apostólica. Embora as discussões após o batismo de Cornélio estivessem longe de resolver todas as dificuldades, o derramamento do Espírito entre os gentios (At 10:44-48) – uma lembrança do que havia ocorrido no Pentecostes – ajudou a convencer Pedro e os irmãos de Jerusalém de que as bênçãos do evangelho não estavam restritas aos judeus. Enquanto isso, a igreja em Antioquia também já havia começado a trabalhar pelos gentios.
O estudo desta semana também inclui o surgimento de uma nova e breve perseguição – desta vez sob a ordem do rei Herodes – e seu impacto sobre os apóstolos, que haviam sido poupados da perseguição liderada por Paulo.
DOMINGO, 05 DE AGOSTO 2018 – EM LIDA E JOPE – Ano Bíblico: Is 49–51 
Pedro estava visitando as comunidades cristãs ao longo da região costeira da Judeia. Seu propósito provavelmente era lhes dar instrução doutrinária (At 2:42), mas Deus o usou poderosamente para fazer milagres semelhantes aos que foram realizados pelo próprio Jesus.
1. Leia Atos 9:32-35. Que semelhanças você vê entre o milagre de Jesus em Lucas 5:17-26 e a cura de Eneias?
Apesar da brevidade do relato, o milagre nos lembra a conhecida história do paralítico curado por Jesus em Cafarnaum (Lc 5:17-26). Até mesmo o detalhe a respeito da maca é semelhante. O mais importante, no entanto, foi o impacto da cura de Eneias, não só em Lida, mas também na planície costeira de Sarona. Tendo confirmado por si mesmos a realidade do milagre, muitos se voltaram para o Senhor.
2. Leia Atos 9:36-43. Por que Tabita era uma mulher tão especial? Assinale a alternativa correta:
A. (  ) Porque ela ajudava os pobres e viúvas, fazendo boas obras.
B. (  ) Porque ela era filha do sumo sacerdote.
“Tabita” – palavra aramaica para “gazela”; em grego, Dorcas – era uma cristã muito querida em sua vizinhança por causa de suas obras de caridade. A história de sua ressurreição também se assemelha a um milagre realizado por Jesus, a ressurreição da filha de Jairo (Lc 8:41, 42, 49-56), a qual Pedro testemunhara. Seguindo o exemplo de Cristo, ele pediu a todos que saíssem da sala (veja Mc 5:40). Então, ajoelhou-se e orou. Depois disso, chamou: “Tabita, levanta-te” (At 9:40).
Os apóstolos realizaram muitos milagres; entretanto, essas foram ações de Deus pelas mãos deles (At 5:12). As semelhanças com os milagres de Jesus talvez fossem para lembrar a igreja, inclusive a nós hoje, que o mais importante não é o instrumento, mas a medida de entrega desse instrumento a Deus (veja Jo 14:12). Quando permitimos completamente que Deus nos use em prol da causa do evangelho, coisas maravilhosas podem acontecer. Pedro não apenas ressuscitou Tabita, mas o milagre também levou a muitas conversões em Jope (At 9:42).
Algumas pessoas pensam que se pudessem tão somente testemunhar um milagre, como o que aconteceu nessa história, então elas creriam. Contudo, embora às vezes os milagres ajudem a levar algumas pessoas à fé, a Bíblia está repleta de histórias de indivíduos que viram milagres e ainda assim não creram. Portanto, sobre o que a nossa fé deve estar fundamentada?

SEGUNDA-FEIRA, 06 DE AGOSTO 2018 – NA CASA DO CORNÉLIO – Ano Bíblico: Is 52–55
Em Jope, Pedro se hospedou na casa de Simão, cuja profissão era a de curtidor (At 9:43). Enquanto isso, em Cesareia, a cerca de 40 quilômetros de Jope, vivia um centurião romano chamado Cornélio. Ele e sua família eram devotos de Deus, embora ainda não tivessem aderido formalmente ao judaísmo, o que significa que Cornélio ainda era um gentio incircunciso. Em uma visão dada por Deus, ele foi instruído a enviar mensageiros a Jope e convidar Pedro a visitá-lo (At 10:1-8).
3. Leia Atos 10:9-16, 28, 34, 35. Que experiência Pedro viveu e como ele a interpretou?
__________________________________________________________________________
É importante saber que a visão de Pedro não foi sobre comida, mas sobre pessoas. Era perto do meio-dia, Pedro certamente estava com fome, e a voz lhe dizia para matar e comer. Entretanto, Deus usou a visão não para remover a distinção entre animais puros e imundos, mas para ensinar ao apóstolo o caráter inclusivo do evangelho.
O propósito explícito da visão era quebrar a resistência de Pedro contra os gentios. Pedro pensava que, se entrasse na casa de Cornélio e se associasse com ele, seria contaminado e, portanto, não poderia adorar no templo nem comparecer à presença de Deus. Os judeus do 1o século, sobretudo os que viviam na Judeia e nas áreas próximas, normalmente não se associavam com gentios incircuncisos.
O problema estava com a teologia judaica contemporânea, que excluía os gentios do povo de Israel, embora isso representasse uma perversão do propósito da existência de Israel como nação, que era levar ao mundo o conhecimento do Deus verdadeiro.
Visto que a circuncisão era o sinal da aliança abraâmica, gentios incircuncisos passaram a ser segregados e tratados com desprezo. Eles não podiam ter nenhuma parte nas bênçãos da aliança, a menos que aceitassem a circuncisão e se tornassem judeus. Esse conceito, porém, era incompatível com o alcance universal da morte de Jesus, conforme os primeiros cristãos estavam, aos poucos, começando a entender.
Leia Tito 2:11, Gálatas 3:26-28 e Efésios 2:11-19. O que esses textos nos ensinam sobre a universalidade da mensagem do evangelho? Seria errado, como cristãos, nutrir preconceitos contra algum grupo com base em sua etnia?

TERÇA-FEIRA, 07 DE AGOSTO 2018 – O DOM DO ESPÍRITO – Ano Bíblico: Is 56–58 
Atos 10:44-48 revela um momento crítico na história da igreja primitiva. Era a primeira vez que um dos apóstolos pregava o evangelho a gentios incircuncisos. Ao contrário dos cristãos helenistas, os apóstolos e outros fiéis da Judeia não estavam prontos para receber gentios na igreja. Como Jesus era o Messias de Israel, eles pensavam que o evangelho deveria ser compartilhado apenas com judeus de perto e de longe. Os gentios primeiramente deveriam se converter ao judaísmo para então serem aceitos na comunidade de fé. Em outras palavras, antes que se tornassem cristãos, os gentios deveriam, primeiro, se tornar judeus. Esse pensamento precisava ser mudado.
O dom de línguas dado a Cornélio e à sua família foi acrescentado como sinal claro e observável de que esse conceito estava equivocado, de que Deus não tem favoritos e que, em termos de salvação, judeus e gentios estão em pé de igualdade diante Dele.
4. Leia Atos 11:1-18. Como a igreja em Jerusalém reagiu à experiência de Pedro em Cesareia? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.  (  ) Os cristãos judeus excomungaram Pedro da igreja.
B.  (  ) Embora receosos, ficaram maravilhados com sua experiência.
O preconceito judaico em relação aos gentios, estabelecido havia muito tempo, levou os cristãos em Jerusalém a criticar Pedro por ele ter comido com incircuncisos. Parece que eles estavam mais preocupados com o zelo cerimonial judaico do que com a salvação de Cornélio e sua família. Eles temiam que, se a igreja rompesse com essas práticas, isso representaria uma negação da fé de Israel; eles perderiam o favor de Deus e se tornariam sujeitos às mesmas acusações – da parte dos demais judeus – que levaram Estêvão à morte.
“Era chegado o tempo para ser introduzida pela igreja de Cristo uma fase de trabalho inteiramente nova. A porta que muitos dos judeus conversos haviam fechado aos pagãos devia agora ser aberta completamente. E os gentios que aceitassem o evangelho deveriam ser considerados em condição de igualdade com os discípulos judeus, sem a necessidade de observar o rito da circuncisão” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 136).
Como havia ocorrido no Pentecostes, os gentios também falaram em idiomas anteriormente desconhecidos para eles, não em línguas extáticas nem celestiais. Apenas o propósito era diferente: enquanto para os apóstolos o dom visara a missão mundial da igreja, para Cornélio era como uma confirmação de que a graça de Deus estava atuando até mesmo entre os gentios.
QUARTA-FEIRA, 08 DE AGOSTO 2018 – A IGREJA EM ANTIOQUIA – Ano Bíblico: Is 59–62
Motivado pela conversão de Cornélio, Lucas interrompe brevemente o relato do ministério de Pedro para mostrar o progresso inicial do evangelho entre os gentios.
5. De acordo com Atos 11:19-26, o que aconteceu quando alguns refugiados de Jerusalém chegaram a Antioquia?
____________________________________________________________________________
Essa seção de Atos 11 remete à perseguição empreendida por Paulo no capítulo 8. Portanto, enquanto os acontecimentos recém-descritos estavam ocorrendo na Judeia e em outros lugares, alguns cristãos helenistas que haviam sido forçados a deixar Jerusalém estavam propagando o evangelho além das fronteiras judaicas.
Lucas dá atenção especial à grande e importante cidade de Antioquia, na Síria, onde os refugiados começaram a pregar para seus irmãos judeus e aos gentios, e muitos deles estavam aceitando a fé. A comissão de Jesus, em Atos 1:8, estava sendo cumprida por meio dos esforços desses judeus helenistas cristãos. Eles foram os verdadeiros fundadores da missão aos gentios.
Por causa do sucesso da igreja em Antioquia, os apóstolos em Jerusalém decidiram enviar Barnabé para avaliar a situação. Percebendo as grandes oportunidades para o avanço do evangelho, Barnabé foi chamar Paulo em Tarso, sentindo que ele poderia ser de grande ajuda.
Barnabé estava certo. Durante o ano em que ele e Paulo trabalharam juntos, grandes multidões, principalmente de gentios, puderam ouvir o evangelho. O entusiasmo com que eles falavam sobre Jesus Cristo fez com que os crentes se tornassem conhecidos, pela primeira vez, como “cristãos” (At 11:26). O fato de que “foram” “chamados cristãos” indica que o termo foi cunhado pelos que não eram da igreja, provavelmente como uma forma de zombaria, enquanto os fiéis preferiam se autodenominar “irmãos” (At 1:16), “discípulos” (At 6:1), ou mesmo “santos” (At 9:13). Quando o livro de Atos foi escrito, “cristão” se tornara um nome comum (At 26:28), e parece que Lucas o aprovava. “Cristão” significa um seguidor ou adepto de Cristo.
Para você, o que significa ser chamado de “cristão”? Sua vida é diferente da vida dos não cristãos em relação às coisas que realmente importam?

QUINTA-FEIRA, 09 DE AGOSTO 2018 – A PERSEGUIÇÃO DE HERODES – Ano Bíblico: Is 63–66
Voltando outra vez a falar da Judeia, nos deparamos, agora, com o relato da execução de Tiago, o irmão de João e filho de Zebedeu (Mc 1:19), por ordem do rei Herodes. Ele também desejava dar a Pedro o mesmo destino.
6. O que Atos 12:1-4 ensina sobre os desafios enfrentados pela igreja primitiva?
_____________________________________________________________________________________
O rei Herodes mencionado aqui é Agripa I, o neto de Herodes, o Grande (Mt 2:1); ele governou a Judeia de 40 a 44 d.C. Como resultado de suas muitas demonstrações de piedade, ganhou popularidade entre seus súditos judeus, especialmente os fariseus. Sua tentativa de ganhar o favor do povo ao atacar alguns apóstolos se encaixa perfeitamente no que conhecemos a seu respeito a partir de outras fontes.
Visto que a execução de Tiago havia sido eficaz no cumprimento dos propósitos de Agripa, ele também planejou executar Pedro. O apóstolo foi preso e entregue a quatro escoltas de quatro soldados cada uma, cujo objetivo era vigiá-lo – uma escolta para cada uma das vigílias ou turnos da noite. Pedro tinha consigo quatro soldados ao mesmo tempo: ele estava acorrentado a dois deles, um de cada lado, e os outros dois guardavam a entrada. Essa extrema precaução certamente foi tomada para tentar evitar o que já ocorrera com Pedro (e João) algum tempo antes (At 5:17-20).
7. Leia Atos 12:5-18. O que aconteceu em resposta às orações dos irmãos? Assinale a alternativa correta:
A. (  ) Um anjo libertou Pedro da prisão.
B. (  ) Pedro foi executado no dia seguinte por ordem de Herodes.
Na noite anterior ao dia em que Agripa planejava julgar e executar Pedro, o apóstolo foi, mais uma vez, libertado miraculosamente por um anjo.
Em seguida, encontramos a história da morte de Agripa em Cesareia (At 12:20-23). Já se tentou identificar a causa de sua morte (peritonite, úlcera e até envenenamento); Lucas, porém, afirma claramente que o rei morreu por causa de um juízo divino.
Tiago foi morto, Pedro foi libertado e Herodes enfrentou o juízo divino. Em alguns casos, vemos a justiça; em outros, parece que não. Isso mostra que não temos respostas para todas as nossas perguntas. Por que precisamos viver pela fé em relação ao que não entendemos?

SEXTA-FEIRA, 10 DE AGOSTO 2018 – ESTUDO ADICIONAL – Ano Bíblico: Jr 1–3
No décimo capítulo dos Atos, ainda temos outro exemplo da ministração dos anjos celestiais, que resultou na conversão de Cornélio e de seu grupo. Esses capítulos [8-10] devem ser lidos e receber atenção especial. Neles, vemos que o Céu está muito mais próximo do cristão que se empenha na obra da salvação de pessoas do que muitos supõem. Devemos também aprender por meio deles a lição do interesse de Deus por todo ser humano, e que cada um deve tratar seu próximo como um dos instrumentos de Deus para a realização de Sua obra na Terra” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1176, 1177).
“Quando a igreja orar, a causa de Deus irá adiante e Seus inimigos serão reduzidos a nada, mesmo que isso não isente a igreja do sofrimento e martírio. A crença de Lucas na vitória do evangelho é totalmente realista e reconhece que, embora a palavra de Deus não esteja acorrentada, seus servos podem sofrer e ser aprisionados” (I. Howard Marshall, The Acts of the Apostles [Os Atos dos Apóstolos]Grand Rapids: Eerdmans, 1980, p. 206, 207).
Perguntas para discussão
1. Cornélio é descrito como alguém “piedoso e temente a Deus com toda a sua casa e que fazia muitas esmolas ao povo e, de contínuo, orava a Deus” (At 10:2). É evidente que o Espírito do Senhor já estava trabalhando em Cornélio muito antes que ele conhecesse Pedro. Sua vida devocional teria sido uma oportunidade para Deus alcançá-lo com a mensagem do evangelho? Que lição aprendemos com essa história?
2. O contexto cultural, social e político no qual você vive gera o tipo de tensão étnica que os cristãos não devem nutrir? Em outras palavras, quando necessário, como superar os desafios da nossa cultura e contexto?
3. Apesar dos danos, os esforços de Paulo em perseguir os cristãos resultaram em algo positivo: os refugiados que foram para Antioquia começaram a pregar aos judeus e aos gentios. Compartilhe com a classe uma experiência pessoal de dor e sofrimento que Deus transformou em bênção.
4. Tiago foi um dos discípulos mais próximos de Jesus (Mc 5:37; 9:2; 14:33); no entanto, ele foi o primeiro dos doze apóstolos a sofrer o martírio. Quais são outros exemplos bíblicos de fiéis que sofreram injustamente? Quais lições devemos extrair desses relatos sobre a questão do sofrimento?
RESPOSTAS E ATIVIDADES DA SEMANA
1. Com a ajuda dos alunos, faça um resumo das semelhanças entre os dois milagres. Pergunte: Podemos realizar hoje milagres como os de Pedro?
2. A.
3. Pedro teve uma visão em que foi solicitado a comer animais imundos, simbolizando que a igreja devia aceitar pessoas de todas as nações. Pergunte: Qual deve ser nossa atitude diante das revelações claras de Deus hoje?
4. F; V.
5. Os cristãos perseguidos alcançaram judeus e gentios em outras regiões. A igreja foi estabelecida em Antioquia. Barnabé se uniu a Paulo na obra missionária. Pergunte: Qual é o sentimento dos cristãos verdadeiros em relação à pregação do evangelho?
6. Tiago foi morto, e Pedro foi preso. Quais desafios a igreja enfrenta hoje?
7. A.

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...