domingo, 6 de janeiro de 2019

Adultos: Lição 02 – Entre os Candelabros – 05 a 12 de Janeiro 2019





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VERSO PARA MEMORIZAR
“ Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Ap 3:21).

LEITURAS DA SEMANA
Ap 1:9-18; 1:20; 2:1-7; At 7:54-60; Mt 12:8; Êx 20:11; Dn 10:5, 6

SÁBADO A TARDE – 05 DE JANEIRO 2019 – INTRODUÇÃO –  Ano Bíblico: Gn 16–19
O Salmo 73 descreve a perplexidade do salmista enquanto ele observava o orgulho jactancioso dos ímpios. Eles tinham uma vida próspera e tranquila, em contraste com o sofrimento dos justos. Essa injustiça perturbava muito o salmista (Sl 73:2-16), que, em sua perplexidade, foi ao santuário (Sl 73:16, 17). Ali, na presença de Deus, ele recebeu uma compreensão mais profunda do assunto.
Séculos mais tarde, um idoso apóstolo se encontrava em uma rochosa ilha penitenciária por causa de seu testemunho fiel. Ele recebeu a notícia de que as igrejas que estavam sob seus cuidados estavam sofrendo. No entanto, nesse momento crítico, ele recebeu uma visão do Cristo ressuscitado no santuário celestial. Ali, a exemplo do que ocorreu com o salmista, o Senhor revelou a João alguns mistérios da vida e as lutas que ela traz. Essa cena do santuário lhe deu a certeza da presença e do cuidado de Cristo; uma certeza que ele devia transmitir a essas igrejas e às sucessivas gerações de cristãos.
Além da apresentação do ministério de Cristo no santuário celestial, nesta semana examinaremos a primeira das sete mensagens especiais à Sua igreja, dirigidas coletivamente às sete igrejas na Ásia, mas que também têm significado para nós hoje.

DOMINGO, 06 DE JANEIRO 2019 – EM PATMOS –  Ano Bíblico: Gn 20-22
1. De acordo com Apocalipse 1:9, o que João revelou sobre as circunstâncias em que ele recebeu as visões do Apocalipse?
Patmos é uma ilha improdutiva e rochosa no Mar Egeu; tem 16 quilômetros de extensão e aproximadamente dez quilômetros de largura em sua parte mais ampla. Juntamente com outras ilhas vizinhas, os romanos a utilizavam como uma colônia penal para criminosos políticos banidos. Os primeiros autores cristãos, vivendo relativamente perto da época em que o livro do Apocalipse foi escrito, declararam, unânimes, que as autoridades romanas tinham banido João para Patmos por causa da fidelidade dele ao evangelho. O idoso apóstolo certamente suportou em Patmos todas as privações e sofrimentos da prisão romana. Ele provavelmente tenha sido tratado como um criminoso, tendo sido preso a correntes, recebido alimentação insuficiente e forçado a trabalhar pesadamente sob o açoite de implacáveis guardas romanos.
“Patmos, uma ilha árida e rochosa no mar Egeu, havia sido escolhida pelo governo romano para banimento de criminosos. Mas para o servo de Deus sua solitária habitação tornou-se a porta do Céu. Ali, afastado das cansativas cenas da vida, e dos ativos labores dos primeiros anos, ele teve a companhia de Deus, de Cristo, dos anjos celestiais, e deles recebeu instrução para a igreja no futuro” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 570, 571).
2. Quais outros personagens da Bíblia sofreram privações, apesar de sua fidelidade a Deus, ou por causa dela? (Veja Dn 3:16-23; At 7:54-60). Assinale a alternativa correta:
  • A. ( ) Salomão, Ananias e Safira.
  • B. ( ) Sadraque, Mesaque, Abede-Nego e Estêvão.
Os seguidores de Cristo nunca devem se esquecer de que, sempre que se encontrarem em circunstâncias semelhantes às de João, eles não serão abandonados. O mesmo Jesus que veio até João com palavras de esperança e encorajamento em meio às suas privações em Patmos, ainda está presente com Seu povo para sustentá-lo e apoiá-lo em suas dificuldades.
Qual é a diferença entre sofrer por amor a Cristo e sofrer por outros motivos, inclusive pelas nossas escolhas erradas? O que dizer do sofrimento que existe por razões que não compreendemos? Como confiar no Senhor em todas as situações?

SEGUNDA-FEIRA, 07 DE JANEIRO 2019 – NO DIA DO SENHOR – Ano Bíblico: Gn 23-25
3. De acordo com Apocalipse 1:10, Êxodo 31:13, Isaías 58:13 e Mateus 12:8, qual dia é claramente especificado como o dia do Senhor? Esse dia foi importante para João em meio às suas dificuldades?
“Foi no sábado que o Senhor da glória apareceu ao exilado apóstolo. O sábado era tão religiosamente observado por João em Patmos como quando estava pregando ao povo nas cidades e vilas da Judeia. Considerava como sua propriedade as preciosas promessas feitas em referência a esse dia” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 581).
Em Apocalipse 1:10, sugere-se claramente que o apóstolo João recebeu a visão no sétimo dia, o sábado. Embora aguardasse com ansiedade os eventos futuros, até a segunda vinda de Cristo (compare com Ap 1:7), chamada de “o Dia do Senhor” (Is 13:6-13; 2Pe 3:10), João estava falando sobre o dia em que ele teve a visão desses eventos futuros, e esse dia foi sábado, o “Dia do Senhor”.
Evidentemente, em meio aos sofrimentos do apóstolo, esse sábado repleto de visões deve ter se tornado para ele uma amostra da vida livre de sofrimento que ele e os fiéis de todos os séculos experimentarão após a segunda vinda de Cristo. De fato, no pensamento judaico, o sábado é considerado um prenúncio do olam haba, “o mundo vindouro”.
“O sábado, que Deus instituiu no Éden, era […] precioso para João na solitária ilha […] Que sábado foi aquele para o solitário exilado, sempre precioso aos olhos de Cristo, mas agora exaltado mais do que nunca! Ele jamais havia aprendido tanto sobre Jesus; nunca havia ouvido verdades tão sublimes” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 7, p. 1066).
Compare as duas versões do quarto mandamento do Decálogo, em Êxodo 20:11 e Deuteronômio 5:15. Esses textos apontam para o sétimo dia, o sábado, como um memorial da criação e também da redenção, lembrando-nos de que Deus nos criou e nos redimiu. A cada sábado, como podemos manter diante de nós a realidade de Deus como Criador e Redentor? De que adiantaria se Ele fosse nosso Criador mas não fosse nosso Redentor?

TERÇA-FEIRA, 08 DE JANEIRO 2019 – A VISÃO QUE JOÃO TEVE DE CRISTO EM PATMOS –  Ano Bíblico: Gn 26,27
4. Leia Apocalipse 1:12-18. Compare a descrição de João sobre Cristo com o Ser divino em Daniel 10:5, 6. Como Jesus apareceu na visão de João? O que Ele estava fazendo?
João viu Jesus vestido como Sumo Sacerdote, caminhando entre os candelabros.
A imagem de Jesus andando entre os candelabros aponta para a promessa de Deus ao antigo Israel de que andaria entre o povo como seu Deus (Lv 26:12). No livro do Apocalipse, os candelabros representam as sete igrejas na Ásia a quem essa revelação foi originalmente enviada (Ap 1:20). E, como veremos no estudo de quarta-feira, os candelabros também simbolizam Sua igreja ao longo da História. Mediante o Espírito Santo, Cristo continua cuidando de Sua igreja na Terra. Ele estará continuamente com Seu povo até levá-lo a seu lar eterno.
Além disso, a imagem de Jesus como Sumo Sacerdote entre os candelabros vem da prática ritual no templo de Jerusalém. A tarefa diária de um sacerdote era manter acesas e brilhando as lamparinas do lugar santo. Ele preparava e reabastecia as lamparinas que estavam se apagando, substituía os pavios das lamparinas que haviam se apagado, as reabastecia com óleo fresco e depois tornava a acendê-las. Dessa maneira, o sacerdote conhecia individualmente a situação de cada lamparina. De igual forma, Jesus conhece as necessidades e circunstâncias de Seu povo, e intercede por ele pessoalmente.
5. Leia Apocalipse 2:2, 9, 13, 19; Apocalipse 3:1, 8, 15. Em todos esses textos, há a ocorrência da palavra “conheço”. O que isso revela sobre o conhecimento de Jesus a respeito das situações e necessidades do povo de Deus?
Jesus Se apresentou com os seguintes títulos de Deus: “o primeiro e o último” (veja Is 44:6; 48:12). A palavra grega para “último” é eschatos, da qual vem a palavra escatologia (estudo dos eventos do tempo do fim). Isso mostra que o foco da escatologia está em Jesus Cristo, que tem a última palavra sobre os eventos finais. Ele é “Aquele que vive” e tem “as chaves da morte e do inferno” (Ap 1:18). Por Sua morte e ressurreição, Jesus recebeu autoridade para abrir as portas da morte (Jó 17:16; Sl 9:13). Todos os que Nele confiam ressurgirão da sepultura para a vida eterna (1Co 15:21-23). Os seguidores fiéis de Jesus não precisam temer, pois até os mortos estão sob Sua vigilância. E se é assim com os mortos, muito mais com os vivos! (Veja 1Ts 4:16, 17).

QUARTA-FEIRA, 09 DE JANEIRO 2019 – MENSAGEM DE CRISTO PARA AQUELA ÉPOCA E PARA HOJE – Ano Bíblico: Gn 28-30
6. Leia Apocalipse 1:11, 19, 20. Jesus também deu sete diferentes mensagens para as igrejas na Ásia, mas havia mais de sete igrejas nessa província. O que isso sugere sobre o significado simbólico dessas mensagens para os cristãos em geral?
As mensagens que Jesus instruiu João a enviar às sete igrejas estão registradas em Apocalipse 2 e 3. O significado delas se aplica em três níveis:
Aplicação histórica. Essas mensagens foram originalmente enviadas a sete igrejas localizadas em cidades prósperas da Ásia do primeiro século. Os cristãos dessas cidades enfrentavam sérios desafios. Várias cidades haviam estabelecido em seus templos adoração ao imperador como símbolo de sua lealdade a Roma. O culto ao imperador se tornou obrigatório. Os cidadãos também deveriam participar de eventos públicos e cerimônias religiosas pagãs. Em virtude de muitos cristãos se recusarem a participar dessas práticas, eles enfrentavam o julgamento, e às vezes até o martírio. Comissionado por Cristo, João escreveu as sete mensagens para ajudá-los nesses desafios.
Aplicação profética. O Apocalipse é um livro profético, mas apenas sete igrejas foram escolhidas para receber essas mensagens. Esse fato também indica o caráter profético das mensagens. As condições espirituais nas sete igrejas coincidem com as condições espirituais da igreja de Deus em diferentes períodos históricos. As sete mensagens pretendem apresentar, do ponto de vista celestial, uma visão geral do estado espiritual do cristianismo desde o primeiro século até o fim do mundo.
Aplicação universal. Assim como todo o livro de Apocalipse foi enviado como uma carta única, que deveria ser lida em todas as igrejas (Ap 1:11; 22:16), assim as sete mensagens também contêm lições que podem ser aplicadas aos cristãos de todas as eras. Dessa maneira, elas representam diferentes tipos de cristãos em lugares e épocas diferentes. Por exemplo, embora a característica geral do cristianismo hoje seja retratada pela igreja de Laodiceia, alguns cristãos podem se identificar com as características de algumas das outras igrejas. A boa notícia é que, seja qual for nossa condição espiritual, Deus “vai ao encontro dos caídos seres humanos onde eles se acham” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 22).
Imagine que o Senhor tivesse que escrever uma carta para sua igreja, utilizando a mesma forma das mensagens às sete igrejas, ou seja, falando sobre os desafios que vocês estão enfrentando, e acerca da condição espiritual dos membros da igreja. O que essa carta diria?

QUINTA-FEIRA, 10 DE JANEIRO 2019 – MENSAGEM PARA A IGREJA DE ÉFESO – Ano Bíblico: Gn 31–33
Éfeso era a capital e a maior cidade da província romana da Ásia. Como principal porto marítimo da Ásia e estrategicamente localizada, era um centro comercial e religioso muito importante. A cidade era repleta de edifícios públicos como templos, teatros, ginásios, casas de banho e de prostituição. Era também conhecida por sua arte e práticas de magia. A cidade também era famosa por sua imoralidade e superstição. No entanto, a igreja cristã mais influente da Ásia menor estava em Éfeso.
7. De acordo com Apocalipse 2:1-4, como Jesus Se apresentou a essa igreja? Por quais qualidades Ele a elogiou? Que preocupação Ele também expressou?
Em seus primórdios, os efésios foram conhecidos por sua fidelidade e amor (Ef 1:15). Embora estivessem sofrendo pressão tanto de fora como de dentro da igreja, os cristãos em Éfeso permaneceram firmes e fiéis. Eles eram diligentes e fiéis até o fim. De fato, não podiam tolerar falsos apóstolos em seu meio. No entanto, seu amor por Cristo e seus irmãos começou a esfriar. Embora as pessoas permanecessem firmes e fiéis, sem o amor de Cristo, até mesmo seu candelabro corria o perigo de se apagar.
8. Segundo Apocalipse 2:5-7, Jesus recomendou que a igreja fizesse três coisas para reavivar seu primeiro amor e devoção a Cristo e aos seus irmãos. Quais são elas? Reflita sobre como elas estão relacionadas e assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
  • A. ( ) Arrepender-se, mostrar generosidade para com os pobres e cuidar do corpo.
  • B. ( ) Lembrar-se de onde haviam caído, arrepender-se e voltar às primeiras obras.
Profeticamente, a situação da igreja de Éfeso corresponde à situação geral e à condição espiritual da igreja do ano 31 d.C. até o ano 100 d.C. A igreja apostólica foi caracterizada por seu amor e fidelidade ao evangelho. Mas, no final do primeiro século, ela começou a perder o “fogo” do primeiro amor, afastando-se da simplicidade e da pureza do evangelho.
Imagine-se participando de uma congregação cujo amor está enfraquecendo. Os membros não estão praticando pecados conhecidos e abertos. Eles fazem o que é certo; no entanto, sofrem de formalismo e indiferença. O conselho de Jesus pode libertar a igreja dessa situação?

SEXTA-FEIRA, 11 DE JANEIRO 2019 – LEITURA ADICIONAL – Ano Bíblico: Gn 34-36
Leia o capítulo “Patmos”, do livro Atos dos Apóstolos, de Ellen G White, p. 568-577.
“A perseguição sofrida por João se tornou um instrumento da graça. Patmos resplandeceu com a glória de um Salvador ressurreto. João tinha visto Cristo em forma humana, com as marcas dos cravos, que sempre serão Sua glória, em Suas mãos e pés. Agora lhe foi permitido novamente contemplar seu Senhor ressurreto, revestido da máxima glória que um ser humano poderia contemplar e continuar vivo” (Comentário Bíblico Adventista, v. 7, p. 1.066).
“A aparição de Cristo a João deve ser para todos, cristãos e incrédulos, evidência de que temos um Cristo ressuscitado. Ela deve dar poder vivificante à igreja. Às vezes, nuvens escuras cercam o povo de Deus. Parece que a opressão e a perseguição os destruirão. Mas, nessas ocasiões, são dadas as lições mais instrutivas. Cristo frequentemente adentra as prisões e Se revela aos Seus escolhidos. Ele está na fogueira com eles. Assim como na noite mais sombria as estrelas brilham com maior esplendor, também os raios mais brilhantes da glória de Deus são revelados na mais profunda escuridão. Quanto mais escuro é o Céu, mais claros e impressionantes são os raios do Sol da Justiça, o Salvador ressuscitado” (Ellen G. White, The Youth’s Instructor, 5 de abril de 1900).
Perguntas para discussão
1. João compartilhou o que viu e ouviu em Patmos. Ao ler Apocalipse 1:12 a 20, o que você vê e ouve? Quais palavras de conforto são reveladas ali?
2. Em Apocalipse 14:7, o primeiro anjo exortou os habitantes da Terra no tempo do fim a adorar “Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas”. Essa linguagem é tirada de Êxodo 20:11. O que a primeira mensagem angélica revela sobre a importância do sábado no tempo do fim, conforme revelada no Apocalipse?
3. Muitos cristãos se deparam com uma estranha ironia. Quanto mais tempo eles estão na igreja, mais fácil é para a fé enfraquecer ou até mesmo desaparecer. No entanto, deve acontecer o contrário. Afinal, quanto mais tempo caminhamos com Jesus, mais devemos aprender sobre Ele e Seu amor por nós. Como manter a chama da fé não apenas acesa, mas cada vez mais brilhante?

Respostas e atividades da Semana
1. Comente com a classe.
2. B.
3. O sábado. João pôde descansar de suas tribulações no sábado.
4. As vestes de Cristo vão até os pés. Ele usa um cinturão de ouro ao redor do peito. Seus cabelos são brancos e os olhos de fogo. Seus pés são como o bronze que reluz. Jesus passeia entre os candelabros de ouro e tem em Sua mão direita sete estrelas.
5. Os olhos do Senhor estavam sobre os cristãos das sete igrejas. Ele conhecia individualmente a luta de cada igreja e de cada fiel.
6. O número sete reflete a plenitude das coisas. As mensagens das cartas às sete igrejas da Ásia eram também para todas as igrejas.
7. Comente com a classe.
8. F; V.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

Prof Adventista prova fora da bíblia que Jesus existiu para Jô Soares!

Arilton e Pr. pentecostal falam sobre o dom de línguas


Pr. Batista faz pergunta INTERESSANTE p/ o Arilton-De que o santuário precisou ser purificado?


OS ADVENTISTAS E A POLÍTICA


LEIA MAIS


Como adventistas do sétimo dia, esperamos o breve retorno de nosso Senhor Jesus Cristo e ansiamos por aquela pátria eterna “da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hebreus 11:10). Aceitamos igualmente o desafio de ser “sal da terra” e “luz do mundo” (Mateus 5:13-14). Assim sendo, assumimos tanto o compromisso de pregar o evangelho com seus valores eternos quanto o dever de ser relevantes e servir às comunidades em que estamos inseridos, tornando-as lugares melhores. 


“A Igreja Adventista tem procurado, desde seu início, seguir o exemplo de Cristo ao advogar a liberdade de consciência como parte integral de sua missão evangélica. À medida que o papel da igreja na sociedade se expande, é apropriado declarar os princípios que guiam nossa igreja em sua extensão mundial nos contatos com os governos das regiões nas quais operamos” (Declarações da Igreja, p. 154). Portanto, como igreja estamos determinados a cumprir nossos deveres institucionais e individuais, desenvolvendo relacionamentos saudáveis com os governos estabelecidos. 

Este documento foi preparado para servir como um guia conciso e unificado sobre o pensamento da igreja quanto às questões políticas. Ele será útil para pastores, servidores e membros, indicando o posicionamento adequado nessa esfera. Não pretende substituir os conselhos divinos, mas sim expressar claramente a compreensão que a igreja tem no momento acerca do relacionamento institucional com os poderes públicos e os assuntos políticos, bem como os deveres de seus membros como cidadãos.

Os adventistas e a política partidária


Existem alguns princípios fundamentais que regem a posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre política. Um deles é o princípio da separação entre Igreja e Estado, o que leva cada uma dessas entidades a cumprir suas respectivas funções sem interferir nas atividades da outra. A igreja acredita que adotar uma postura que não envolva filiação partidária ou qualquer tipo de compromisso com partidos políticos é uma das maneiras de manter esse princípio. Tal prática deve nortear não apenas a organização adventista em todos os seus níveis administrativos, mas também as instituições por ela mantidas, seus pastores e servidores. 


A igreja encontra nos ensinos do Senhor Jesus e dos apóstolos base segura para evitar qualquer militância político-partidária institucional. O cristianismo apostólico cumpriu sua missão evangélica sob as estruturas opressoras do Império Romano sem se voltar contra elas. O próprio Cristo afirmou que Seu reino “não é deste mundo” e que, portanto, os Seus “ministros” não empunham bandeiras políticas (João 18:36). Qualquer posicionamento ou compromisso com legendas partidárias dificultaria a pregação do evangelho a todos indistintamente. 

Por outro lado, a Bíblia não isenta a comunidade de crentes dos deveres civis, e isso está evidente na ordem de Jesus: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Marcos 12:17). O Novo Testamento apresenta várias orientações sobre o dever cristão de reconhecer e respeitar os governos e as autoridades (Romanos 13:1-7; Tito 3:1-2; 1 Pedro 2:13-17). Somente quando os poderes temporais impõem a transgressão às leis divinas é que o cristão deve assumir a postura de antes “obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).

Assim, a Igreja Adventista do Sétimo Dia

  1. Reconhece as obrigações do exercício da cidadania, mas não possui nem mantém partidos políticos, não se filia a eles, tampouco repassa recursos para atividades dessa natureza. Por adotar uma postura apartidária, respeita as autoridades constituídas, mas não participa de qualquer atividade político-partidária.
  2. Entende a importância do processo democrático, todavia não permite que em seus templos sejam realizadas reuniões com finalidades eleitorais, seja para promoção de candidatos (membros e não membros da igreja) ou de partidos políticos.
  3. Respeita as pessoas eleitas para os diferentes cargos públicos, no entanto não possui uma bancada de parlamentares, não investe na formação de lideranças partidárias e nem trabalha para esse fim.

Os adventistas e as eleições


Os adventistas reconhecem a autoridade e a influência da vida e obra de Ellen G. White, mensageira e cofundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Seus escritos não substituem a Bíblia, mas têm servido para ampliar a compreensão das Escrituras Sagradas. Isso ocorre também em assuntos relacionados com a esfera pública. 


Em um de seus diários ela registrou que, em determinada reunião, os pioneiros adventistas consideraram demoradamente a questão de votar. Depois de serem mencionadas algumas opiniões, ela escreveu: “Eles acham que é direito votar em favor dos homens defensores da temperança governarem em nossa cidade, em vez de, por seu silêncio, correr o risco de serem eleitos homens intemperantes” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 337). 

Em outra oportunidade, encontramos Ellen G. White assumindo uma clara posição sobre a participação dos membros da igreja na escolha de candidatos que pudessem favorecer a aprovação de leis que combatessem a venda de bebidas alcoólicas. Nessa ocasião, ela destacou que cada cristão tem a responsabilidade de exercer toda influência possível para estabelecer leis para conter essa atividade destruidora da saúde e das famílias. Escreveu ela: “Todo indivíduo exerce uma influência na sociedade. Em nossa terra favorecida, todo eleitor tem de certo modo voz em decidir que espécie de leis hão de reger a nação. Não deviam sua influência e voto ser postos do lado da temperança e da virtude?” (Obreiros Evangélicos, p. 387). 

Esses textos deixam claro que cada adventista deve exercer o direito ou o dever de votar, usando essa prerrogativa para eleger pessoas que promovam conceitos em favor da saúde e da qualidade de vida. Certamente isso envolve a preferência por candidatos que também promovam outros princípios e valores bíblicos praticados e defendidos pelos adventistas e que podem se tornar um benefício para toda a população.

Assim, a Igreja Adventista do Sétimo Dia

  1. Recomenda que seus membros cumpram o direito ou o dever do voto, desde que nessas ocasiões não haja qualquer incompatibilidade com os princípios bíblicos defendidos pela igreja.
  2. Orienta que seus membros votem de acordo com a consciência individual, que escolham candidatos que defendam os princípios da qualidade de vida e da saúde, do modelo bíblico de família, dos valores éticos e morais, da liberdade religiosa e da separação entre Igreja e Estado.
  3. Determina que pastores, servidores da organização, líderes locais e membros não promovam candidatos em cultos da denominação, seja em suas sedes administrativas, unidades educacionais, de saúde ou em quaisquer outras instituições.
  4. Veda o uso do dízimo e de quaisquer outros recursos para financiar candidatos, campanhas eleitorais ou partidos políticos.
  5. Repudia e não autoriza o recebimento de vantagens e benefícios pessoais ou institucionais ilícitos, indevidos ou em desacordo com os regulamentos eclesiástico-administrativos. Para conhecer os critérios oficiais da igreja sobre condições para recebimento de fundos governamentais, ler o tópico que trata desse assunto no livro Declarações da Igreja, página 157.
  6. Não usa, não fornece e nem autoriza o fornecimento de dados cadastrais ou de qualquer outra natureza para o envio de propaganda eleitoral aos seus membros.
  7. Não autoriza a impressão de propaganda ou material de cunho político em suas editoras, nem o uso de espaço publicitário em seus periódicos para veiculação de propaganda eleitoral. Fica igualmente não autorizado o uso da internet, rádio, televisão e publicações da igreja e de suas instituições para esse mesmo fim, salvo quando impostas obrigatoriamente por lei, como no caso da Rádio e TV Novo Tempo.
  8. Não autoriza o uso de espaço físico de templos adventistas e de suas instituições para fixação de cartazes ou propaganda partidária-eleitoral. Não aprova que sejam organizados encontros e reuniões por pastores e servidores com propósitos político-partidários, seja em ambientes públicos ou privados.
  9. Determinará, clara e expressamente, quem deve falar em nome da igreja para comunicar-se com os órgãos de imprensa e demais meios. Pastores e servidores, editores das casas publicadoras, apresentadores da Rádio e TV Novo Tempo, jornalistas, assessores de imprensa e comunicadores não estão autorizados a escrever, postar e falar em nome dos adventistas sobre temas políticos, e devem ter constante cuidado para não dar declarações que demonstrem preferências por ideologias, candidatos ou partidos.

Candidatos que são adventistas


Entre os direitos do cristão adventista no exercício da cidadania está o de ocupar cargos públicos, eletivos ou não. O Antigo Testamento menciona exemplos de pessoas que exerceram funções de grande projeção nos governos de sua época. Por exemplo, José foi primeiro-ministro do Egito (Gênesis 41:38-46) e, tendo sido colocado por Deus no comando dessa nação, se manteve puro e fiel na corte do rei e foi “um representante de Cristo” junto aos egípcios (Patriarcas e Profetas, p. 369). Daniel exerceu importantes cargos governamentais em Babilônia sob os reinados de Nabucodonosor, Belsazar, Ciro e Dario, e, com lealdade incondicional aos princípios divinos, ele e seus companheiros foram embaixadores do verdadeiro Deus nas cortes desses reis. 


É interessante notar que José e Daniel foram nomeados para funções públicas diretamente pelos próprios monarcas. Hoje, na maioria das democracias modernas, oficiais públicos tanto podem ser nomeados como podem ser eleitos por voto popular. A Igreja Adventista do Sétimo Dia respeita a decisão de seus membros de ocuparem cargos públicos, seja por meio de processo eleitoral ou por nomeação direta. Reconhece também que, como nos tempos de José, Daniel e Ester, a sociedade pode ser beneficiada pelo bom exemplo de políticos religiosos que exerçam suas atividades dignamente, sem comprometer princípios cristãos, ao mesmo tempo em que dão um bom testemunho da fé e promovem os valores bíblicos.

Assim, a Igreja Adventista do Sétimo Dia

  1. Determina que candidatos que são adventistas não usem o púlpito nem programas oficiais da igreja para pedir votos.
  2. Solicita que os membros que se candidatarem a cargos públicos eletivos deixem suas funções na igreja local durante o período de campanha.
  3. Estabelece que pastores e servidores que decidirem lançar candidatura se desvinculem obrigatoriamente do trabalho na organização adventista.
  4. Não possui e nem lança candidatos. Mesmo que membros adventistas venham a concorrer a mandato eletivo, serão candidatos do partido político ao qual se filiarem e nunca candidatos da Igreja Adventista.
  5. Estabelece que, quando surgirem situações em que candidatos, membros da igreja ou não, no exercício do mandato, estiverem concorrendo à reeleição ou a qualquer outro cargo público eletivo, serão tratados de acordo com as orientações deste documento.
  6. Não apoia qualquer tipo de campanha para eleger candidatos, porém admite a possibilidade de administradores de Associação/Missão ou União informarem às lideranças eclesiásticas locais (pastores e anciãos) sobre a candidatura de membros adventistas, em circunstâncias que não contrariem as diretrizes deste documento.
  7. Não autoriza que seus membros, quer sejam oficiais públicos, candidatos ou aqueles que tiverem sido eleitos, representem ou falem em nome da Igreja Adventista no exercício de suas funções.

Manifestações públicas


A crescente onda de manifestações públicas exige reflexão e respostas sobre as seguintes questões: Os cristãos deveriam participar desses atos públicos? Pastores e servidores da organização adventista deveriam sair às ruas e apoiar protestos populares? 


Como igreja, respeitamos o direito de expressão e as reivindicações pacíficas e legítimas. Afinal, nós também temos saído às ruas para chamar a atenção, por exemplo, contra a violência, por meio do projeto Quebrando o Silêncio e outras atividades. Portanto, não pensamos ser errado defender pacificamente ideias e ideais. Todavia, somos contra toda forma de expressão que lance mão da violência, física ou verbal; contra o vandalismo e a destruição do patrimônio público ou privado. 

A Igreja Adventista deve assumir seu papel na sociedade como uma organização ativamente envolvida nas questões pertinentes aos interesses e necessidades dos cidadãos. Reconhece também o desafio de ser relevante e fazer a diferença na vida das pessoas e das comunidades onde ela está inserida. Quanto às questões que envolvem desigualdade e injustiça social, a igreja desenvolve, apoia e realiza projetos sociais e educacionais que beneficiam a vida comunitária. Suas várias frentes de atuação envolvem a ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais), ASA (Ação Solidária Adventista), escolas, colégios e universidades, entre outros programas promovidos pelos vários departamentos e instituições da denominação. No entanto, busca agir na defesa de suas convicções sem conflitar com os princípios bíblicos e sem protestar contra ideologias e autoridades constituídas. 

A Bíblia orienta os crentes a orar em favor das autoridades e cidades, buscando sempre a paz (Jeremias 29:7; 1 Timóteo 2:2). Para os adventistas, muito mais do que protestar e reivindicar, a missão é proclamar. Nossas energias não devem ser postas em manifestações, mas em trabalhar pelo bem das pessoas e anunciar a volta do Senhor Jesus.

Assim, a Igreja Adventista do Sétimo Dia

  1. Reconhece seu dever de atender às necessidades das pessoas, exercendo o papel de instituição servidora, sendo relevante na sociedade e fazendo a diferença no contexto onde está inserida.
  2. Recomenda que os responsáveis que organizarem atividades públicas ajam com cuidado e prudência para que esses eventos sejam pacíficos e tenham como único objetivo chamar a atenção para as condutas compatíveis com os princípios cristãos, sem violência e sem vandalismo. Por isso, não recomenda a seus membros e nem autoriza seus pastores e servidores a participar em manifestações públicas de cunho político.
  3. Incentiva que seus membros orem em favor das cidades e autoridades.
  4. Apesar de ser apartidária, reconhece a necessidade de lidar constantemente com representantes dos poderes públicos. Por isso, mantém sua postura de relacionamento adequado com as autoridades constituídas para que o funcionamento da estrutura institucional seja garantido, tendo como único propósito o cumprimento da missão.
  5. Estabelece que, havendo atitudes não conformes com as recomendações e determinações deste documento, os casos serão analisados pela instituição ou igreja local a que pertencem os envolvidos.

Conclusão


Como cristãos, reconhecemos o papel legítimo dos governos organizados na sociedade, respeitamos o direito do Estado de legislar nas questões seculares e consentimos com essas leis quando não contrariam os preceitos divinos. Entendemos também que nossos membros devem assumir responsabilidades civis com seriedade e exercer o papel de cidadãos, mas sem se esquecer da cidadania celestial. 


Não desmerecendo as questões políticas e sua importância, entendemos ser um dever dar o devido destaque ao nosso verdadeiro papel, que é desenvolver práticas que resultem no fortalecimento da fé e promovam a esperança na iminente volta do Senhor Jesus Cristo. Reconhecemos que a vocação de pregar o evangelho envolve executar ações de solidariedade que expressem amor ao próximo e produzam alívio ao sofrimento humano. Por isso, todo esforço e toda energia devem ser canalizados para o serviço desinteressado em favor das pessoas, revelando profundo interesse na sua salvação. Seja nossa oração: “Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20).

Este documento foi preparado em harmonia com as declarações oficias da igreja, conforme conteúdo do capítulo “A Relação entre Igreja e Estado” (Declarações da Igreja, p. 154-160), adotado pela Associação Geral em março de 2002 e que serve de diretriz e referência para o departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa.

FONTE:(https://www.adventistas.org/pt/institucional/organizacao/declaracoes-e-documentos-oficiais/os-adventistas-e-politica/)


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