segunda-feira, 6 de abril de 2015


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Filosofia Cristã de Educação
 
O Sistema Educacional Adventista objetiva promover no ensino contextos em que possa ser vivenciada
 a Filosofia Cristã de Educação. Assim fazendo, provê modelos das mais diversas ordens para professores,
 estudantes, administradores e estudiosos em geral.
A Filosofia Adventista de Educação é fundamentada nas seguintes crenças:
Deus o Criador, é a realidade última do universo. Por isso, conhecê-lo e compreender sua vontade é de crucial
 importância desde cedo na vida;
O homem, criado perfeito por Deus, é o resultado de uma sutil e judiciosa combinação do material com o
 espiritual, um ser racional destinado a ser completo e feliz na medida em que harmoniosamente se relacionar
 com seu Criador e bem conviver com seus semelhantes;
Separado de Deus, o homem está sujeito à degradação. Por isso estabelecer ligação com Deus na forma e no
tempo devido deve ser o grande objetivo da vida;
Criado o homem, com potenciais a desenvolver, chama-se Educação Cristã a obra que permite seu harmonioso
desenvolvimento em comunhão com o Criador. A maior tragédia é não desenvolver plena e harmoniosamente
 seus potenciais. Em outras palavras, é apenas “poder ter sido”. Por isso, em se tratando de educação, excelência é o
 mínimo desejável;
Na vida humana, ações e atividades dos primeiros anos são de crucial importância para o posterior desenvolvimento.
 Assim, é sobre a boa educação e a felicidade do educando que se constrói o futuro bem estar e o destino do homem;
Deus o criador, é também fonte de todo o conhecimento e se revela ao homem mediante a Bíblia Sagrada, Jesus Cristo,
 a natureza, seu segundo livro, e através do trato com pessoas e povos de todas as épocas.
Pelas crenças acima mencionadas, no sistema educacional adventista, as ações e as atividades que promovem
o harmonioso desenvolvimento do educando, o currículo educacional ocupa todos os aspectos do ser e todas as formas
 de revelação de Deus, promovendo uma educação integral.
O caráter de Deus revelado na lei moral, o decálogo, constitui-se no grande padrão de comportamento ético do homem
 e na fonte das diretrizes para a formação do caráter e para o desenvolvimento do senso estético.
Estando o homem separado de Deus por sua livre escolha, e assim sujeito à decrepitude, cabe à Educação Cristã o
 supremo ideal de levar o homem a reaproximar-se do seu Criador.
 
Missão
 
Promover, através da educação cristã, o desenvolvimento harmônico dos educandos, nos aspectos físicos,
intelectuais, sociais e espirituais, formando cidadãos pensantes e úteis à comunidade, à pátria e a Deus.
 
Visão
 
Ser um sistema educacional reconhecido pela excelência, fundamentado em princípios ético-cristãos, com
 ampla participação no setor educacional.
 
Objetivos
 
A educação Adventista compreende o processo educativo para além de um certo curso de estudantes.
 “Significa mais do que a preparação para a vida presente. Visa o ser todo, todo o período de existência
possível do homem. É o desenvolvimento harmônico das faculdades físicas, mentais e espirituais. Prepara o
 estudante para o gozo do serviço neste mundo e para aquela alegria mais elevado por um mais
 dilatado serviço no mundo vindouro”(White, 1996a: 13).
Partindo do pressuposto e de que o ser humano necessita ser restaurado a seu estado original de perfeição,
 a Educação Adventista se propõe a alcançar os seguintes objetivos:
Promover o reconhecimento de Deus como fonte de toda sabedoria.
Reconhecer e aplicar a Bíblia com referencial de conduta.
Estimular o estudo, a proteção e a conservação da natureza criada por Deus.
Incentivar a utilização das faculdades mentais na aquisição e construção do conhecimento em favor do bem
 comum, tendo como ferramenta as diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos.
Promover a aquisição de hábitos saudáveis através do conhecimento do corpo e das leis que o regem.
Oportunizar o desenvolvimento do senso crítico, da criatividade, da pesquisa e do pensamento reflexivo.
Incentivar o desenvolvimento dos deveres práticos da vida diária, a sábia escolha profissional e a formação familiar,
 o serviço a Deus e à comunidade.
Promover a autonomia e a autenticidade ancoradas nos valores bíblico-cristãos.
Favorecer o desenvolvimento da auto-estima positiva, do sentimento de aceitação e de segurança.
Resgatar a prática da regra áurea nos relacionamentos interpessoais, que é amar ao próximo como a si mesmo.
 
Perfil do Educando
 
Todo ser humano, por ter sido criado à imagem e semelhança de Deus, é um ser único, digno e capaz.
Tendo em vista a ação redentora, a Educação Adventista vê cada ser humano para além do que ele é, ou seja,
 vê nele alguém por quem Cristo morreu. Isso reveste todo ser humano de dignidade, de importância e de valor.
A Educação Adventista tem por princípio formar integralmente o educando, desenvolvendo harmoniosamente
 os aspectos físicos, mentais, sócio-efetivos e espirituais.Esse saber é essencial para formá-lo com as seguintes características:
Caráter íntegro
Equilíbrio emocional
Capacidade de fazer escolhas e tomar decisões
Pensamento crítico reflexivo
Conhecimento, experiência e valorização das leis da saúde
Relacionamentos saudáveis
Desprendimento de si mesmo e solidariedade
 
Perfil do Educador
 
Educar crianças e jovens não é tarefa simples; exige esforço conjunto de educadores, administradores,
 coordenadores pedagógicos, orientadores educacionais, funcionários, docentes e pais. Na perspectiva cristã,
 o educador é representante de Deus como divulgador das verdades eternas, fazendo-se necessário refleti
r sobre sua influência no ministério de reconciliação do ser humano com Deus. Para alcançar os propósitos da
 Educação Adventista, o educador deve manifestar e buscar continuamente as seguintes características:
Ser um imitador de Jesus;
Ter o senso de presença divina;
Conhecer e estar sintonizado com a filosofia e proposta da Educação Adventista;
Manter aperfeiçoamento constante;
Ter visão do alcance do seu trabalho e de sua relação com o todo;
Agir com profissionalismo;
Perceber o educando de forma integral, conhecendo seus limites e possibilidade;
Relacionamentos interpessoais positivo;
Cuidando com a saúde física mental;
Equilíbrio emocional.
 

Unidos em Cristo, adventistas devem ser os mais felizes, afirma vice-presidente mundial

Culto com mais de 60 mil adventistas durante assembleia mundial da Igreja é um dos momentos visíveis de unidade da denominação.

Brasília, DF .. [ASN] Um dos vice-presidentes da Igreja Adventista no mundo, pastor Lowell Cooper, falou com a ASN TV sobre os desafios da unidade da Igreja.
ASNTV - Pastor, como administrar a Igreja com tantas opiniões e influências, e como manter a unidade desta Igreja, com mais de 18 milhões de membros no mundo?
Pastor Lowell Cooper – Quanto mais a Igreja cresce, mais notamos a diversidade quanto a línguas, culturas, ideias, atitudes, comportamentos e assim por diante. Creio que o que traz unidade a uma família global, tal como a família Adventista do Sétimo Dia, é, em primeiro lugar, o compromisso com Jesus Cristo. Ou seja, o magnetismo é que em primeiro lugar Ele nos une.
Quando nos submetemos ao senhorio de Cristo em nossa vida, então descobrimos como isso começa a resolver outras coisas em nossa vida. No relacionamento com outras pessoas, nas atitudes com os que são diferentes de nós… Começamos a ver as outras pessoas como filhos de Deus também, (perceber) que Deus os valoriza muito! Então, esse tipo de coisas, esse compromisso com Deus, é o princípio que ajuda a desenvolver unidade.

Veja a entrevista completa no vídeo abaixo:

Além disso, temos outras estruturas em nossa Igreja. Temos crenças em comum que praticamos; temos padrões de culto; temos uma lição mundial em nossas Escolas Sabatinas; temos estrutura, uma estrutura organizacional que nos ajuda a nos mantermos juntos, mas essas são as menores ajudas.
A primeira coisa é a nossa submissão ao senhorio de Cristo. É isso que constrói a unidade! Jesus mesmo disse que essa seria a forma de as pessoas reconhecerem Seus seguidores e reconhecerem a unidade. A Igreja deve fazer contribuições intelectuais e culturais.
ASNTV – Ok, esta é a situação interna. Mas como manter a unidade com tantas influências externas? Influências que vêm do mundo, de outras ideias que podem ameaçar a Igreja… Como manter a unidade a despeito de tantas influências, influências más que a Igreja recebe?
Pastor Lowell Cooper – É verdade que a Igreja vive em um ambiente, em um ambiente muito diferente dos valores que a Igreja crê e deseja projetar. Creio que é importante que os adventistas do sétimo dia se tornem conhecidos não pelo que eles são contra, ou pelo que não fazem, mas por aquilo que afirmam. Creio que há várias áreas nas quais a Igreja Adventista do Sétimo Dia pode fazer uma contribuição para o pensamento mundial e para o pensamento cultural.
Povo mais feliz da Terra
Em primeiro lugar, está um sentido de propósito em viver uma vida espiritual, que traz propósito à nossa vida, que traz… Eu penso que os adventistas do sétimo dia deveriam ser as pessoas mais felizes da Terra!
Em segundo lugar, há o senso de comunidade, pois temos aprendido a superar as nossas diferenças e a viver como comunidade, reconhecendo que somos pessoas de países diferentes, de diferentes antecedentes, diferentes níveis educacionais e assim por diante. Contudo, podemos mostrar ao mundo como ser uma comunidade alternativa.
Povo mais saudável do mundo
Creio que há um terceiro aspecto, que é a saúde. Temos recebido muitas informações sobre a vida saudável. Os adventistas do sétimo dia deveriam ser as pessoas mais saudáveis do planeta. E eu creio que algo que devemos enfatizar em nossa mensagem de saúde é o valor do sábado. O sábado não apenas como uma doutrina, mas o sábado como uma experiência de relacionamento e de descanso do trabalho.
Eu creio que há uma quarta coisa que podemos levar ao mundo, e esta é a ideia de mostrar serviço altruísta, um ministério semelhante ao de Cristo.
Igreja perfeita
Se a Igreja Adventista do Sétimo Dia puder ser conhecida mundialmente por estas coisas: uma igreja feliz, uma igreja alegre, uma comunidade onde pessoas diferentes podem aprender a viver juntas, que tem uma mensagem de saúde, que tem uma mensagem de alegria e de vida com propósito e que tem uma atividade, uma prática de servir aos outros. Então, nossa identidade no mundo se torna uma identidade positiva, e não uma identidade negativa. [Equipe ASN, Márcio Basso]

Pastor adventista é salvo por milagre em catástrofe no Chile

Santiago, Chile … [ASN] No final de março, a grande quantidade de chuvas que caiu no Chile deixou mais de 10 mil pessoas afetatas, 20 desaparecidos e 25 vítimas fatais. Foi uma das piores catástrofes climáticas das últimas décadas que assolou as regiões de Antofagasta, Atacama e Coquimbo.
Um milagre, no entanto, chamou a atenção em toda essa tragédia de grandes proporções. O jovem pastor adventista Rubén Soto Montaner, que trabalhava no distrito de Chañaral na região norte do Chile, experimentou um verdadeiro livramento por milagre.
Segundo o relato que ele mesmo fez, “recordo-me estar parado ao ver pela minha janela que um rio mais alto que minha casa vinha com toda a velocidade e, em questão de segundos, arrebentou os vidros e inundou a casa. As janelas da casa tinham barras que poderiam até me deixar preso, mas, graças a Deus, a porta também se rompeu com a força da água e o rio me arrastou e me deixou flutuando em cima dela. Enquanto a água me tirava violentamente de casa eu me agarrei a uma tábua ou prancha de madeira e flutuei ali por dezenas de metros. Isso tudo até que me agarrei finalmente, com ambos os braços, a uma árvore que encontrei no caminho”.

O testemunho do pastor Soto foi visto por milhões de pessoas nos meios de comunicação chilenos e as pessoas ficaram impressionadas com o fato de ele ter sobrevivido. Seu resgate foi uma das primeiras imagens que chegaram aos veículos de comunicação do país, logo que a energia retornou.
“No entanto, antes de encontrar com essa árvore (uma palmeira), a uns oito ou dez metros de distância aproximadamente, havia um caminhão do lixo que me serviu de escudo, pois amortizou a força com que eu vinha e evitou um choque duro. Vi como um rio que arrastou casas, mas o caminhão não se moveu. Todos os outros escombros foram levados, mas o Senhor permitiu que o caminhão permanecesse firme e evitou que o rio me golpeasse com força”, relata o religioso.

Do outro lado da linha de chegada


Àudio: http://www.wgospel.com/?powerpress_pinw=14057-podcast

 6 de abril de 2015
“Bendito é o homem cuja confiança está no Senhor, cuja confiança nEle está. Ele será como uma árvore plantada junto às águas e que estende as suas raízes para o ribeiro” (Jeremias 17:7-8).
Nossas boas obras não conseguem nos levar para o outro lado da linha de chegada, mas Cristo pode. “Àquele que não trabalha, mas confia em Deus, que justifica o ímpio, sua fé lhe é creditada como justiça” (Rm 4:5).
Paulo garante a salvação para as pessoas mais improváveis: não ao que trabalha, mas ao que confia; não ao fisicamente capaz, mas ao inválido; não ao santo de posses, mas ao falido e desempregado. “Essa confiança em Deus é o que o deixa numa situação aceitável diante dEle, por causa de Deus. Pura graça” (Rm 4:5, AM).
Deus assume a responsabilidade do começo ao fim por suas ovelhas. “Eu lhes dou a vida eterna, e elas jamais perecerão; ninguém as poderá arrancar da minha mão” (Jo 10:28).
Nós, pais e mães, entendemos a determinação de Deus. Quando nossos filhos tropeçam, não os renegamos. Quando eles falham, não os desprezamos. Podemos punir ou repreender, mas jogá-los para fora da família? Não podemos. Eles estão biologicamente ligados a nós. Aqueles que nasceram com o nosso DNA morrerão com ele.
Deus, nosso Pai, produz o mesmo relacionamento conosco. Mediante a salvação, temos o direito de nos tornarmos filhos de Deus (Jo 1:12). Ele altera nossa linhagem, redefine nossa paternidade espiritual e, ao fazê-lo, garante nossa salvação. (ML)
Podemos orar? “Deus, meu Pai, sou grato por ser teu filho e estar selado com o Teu precioso Espírito Santo. Obrigado por garantir minha salvação e me libertar para descansar tranquilamente nessa segurança. Em nome de Jesus, amém!”

domingo, 5 de abril de 2015

Lição 2 – O batismo e as tentações

VERSO PARA MEMORIZAR:

“O Espírito Santo desceu sobre Ele em forma corpórea como pomba; e ouviu-se uma voz do céu: Tu és o Meu Filho amado, em Ti Me comprazo” (Lc 3:22).
Leituras da Semana:Lc 3:1-14; Rm 6:1-6; Lc 3:21, 22; 4:5-8; Is 14:13, 14;
Lc 4:9-13
Como vimos na semana passada, Lucas apresenta uma lista de grandes dignitários da História, para ajudar a mostrar, cremos nós, que seu relato sobre Jesus e João é tão real e histórico quanto esses influentes homens. Mas há outra razão importante
para mencionar esses homens de grande poder e influência: é contrastá-los com o humilde homem do deserto, João Batista, o mensageiro escolhido por Deus que devia preparar o caminho para o evento mais significativo de toda a história humana até esse momento: a vinda de Jesus, o Redentor do mundo. Que interessante é o fato de que Deus escolheu, não um dos “grandes” homens do mundo para anunciar o Messias, mas um dos mais humildes!
Os estudiosos reúnem todos esses personagens históricos e nos dão uma data próxima a 27 ou 28 d.C. para o início do ministério de João Batista e de Jesus. Foi dentro do período histórico desses homens ilustres do Império Romano que Jesus foi batizado e recebeu Sua consagração como o “Filho amado” de Deus (Lc 3:22). Lucas estabelece isso logo de início, mesmo antes de apresentar a seus leitores a “exposição em ordem” da missão e do ministério de Jesus Cristo.

DOMINGO – “PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR”

Em Lucas 3, João aparece em seu papel singular e fundamental na história da salvação. Qualquer outra coisa poderia ser dita a respeito da pregação de João, exceto que ele amenizasse suas palavras para agradar à multidão.
1. Leia Lucas 3:1-14. As palavras de João Batista estão carregadas de importantes verdades para todos nós. Que lições em particular você pode tirar do que João estava dizendo?
O arrependimento não é apenas uma noção teórica; é um modo de vida. A palavra vem do grego metanoia, que significa mudança de mentalidade, e isso leva a uma nova vida. “Batizar” significa mergulhar ou imergir completamente na água. A imersão tem um significado profundo. Mesmo antes do tempo de João, os judeus haviam atribuído um significado ao batismo por imersão. Ele constituía uma prática comum quando os prosélitos gentios escolhiam se unir à fé judaica.
Ao convidar os judeus para que fossem batizados, João Batista estava apresentando um novo princípio: o batismo é uma ocasião para se renunciar publicamente aos antigos caminhos pecaminosos e preparar-se para a vinda do Messias. Assim, João Batista introduziu para os cidadãos do reino messiânico, que estava para ser inaugurado, um ato simbólico de renúncia ao pecado e de consagração a um novo modo de vida. João se apressou a acrescentar que estava batizando apenas com água, mas Aquele que viria após Ele “os [batizaria] com o Espírito Santo e com fogo” (Lc 3:16, NVI). Assim, é dada uma lição crucial: o batismo, como ato
de imersão na água, é apenas um símbolo exterior de uma mudança interior – uma mudança que posteriormente seria selada pelo batismo do Espírito Santo.
Leia Romanos 6:1-6. Que lições espirituais o apóstolo Paulo extraiu do ato do batismo? Note a comparação que ele fez entre o ato de imersão e saída da água com o morrer para o pecado e viver para a justiça. Como você experimentou a realidade dessa nova vida em Cristo? Que áreas de sua vida ainda permanecem “submersas”?

SEGUNDA-FEIRA – “TU ÉS MEU FILHO AMADO”

Em Lucas 2:41-50, lemos a famosa história de quando José e Maria perderam Jesus de vista em Jerusalém. O que é especialmente fascinante é a resposta de Jesus a Maria quando ela O censurou (v. 48). Sua resposta é uma afirmação de Sua divina autoconsciência de ser o Filho de Deus. “‘Por que é que Me procuráveis? Não sabeis que Me convém tratar dos negócios de Meu Pai?’“ (v. 49, ARC). Como diz o verso seguinte, José e Maria não compreenderam as implicações do que Jesus lhes havia dito. E, para sermos justos, como poderiam compreender? Afinal de contas, nem mesmo os discípulos, depois de terem passado vários anos com Jesus, tinham plena certeza de quem Ele era e do que iria fazer.
Por exemplo, após Sua ressurreição, Jesus estava conversando com dois discípulos no caminho para Emaús. Um deles, ao se referir a Jesus, havia dito que Ele “era varão profeta, poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo”
(Lc 24:19). Jesus, é claro, era muito mais do que um profeta. Mesmo naquele momento eles ainda não compreendiam quem Ele era e o que viera fazer.
2. Leia Mateus 3:13-17, João 1:29-34 e Lucas 3:21, 22. Qual é o significado do batismo de Jesus?
Por ocasião de Seu batismo, o Céu atestou o fato de Jesus ser o Filho de Deus. Jesus buscou o batismo, não porque precisasse dele como parte de um processo que vem após o arrependimento, mas como um exemplo aos outros (Mt 3:14, 15). Três importantes fatores se destacam com relação ao batismo de Jesus: (1) a proclamação de João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (Jo 1:29); (2) A unção de Jesus pelo Espírito Santo para a missão que Ele tinha pela frente; (3) a proclamação celestial de que Jesus é o Filho de Deus, em quem o Pai Se compraz.
O imaculado Filho de Deus, o criador do cosmos, foi batizado por um mero ser humano, como parte do plano da salvação. Como essa condescendência de Sua parte nos ajuda a estar dispostos a nos humilhar sempre que for necessário?

TERÇA – “NÃO SÓ DE PÃO”

“Jesus, cheio do Espírito Santo […] foi levado pelo Espírito ao deserto, onde, durante quarenta dias, foi tentado pelo diabo” (Lc 4:1, 2, NVI). Nascido para uma missão designada por Deus, comissionado para essa tarefa em Seu batismo, capacitado com o poder do Espírito Santo, Jesus, o Cristo, Se retirou para o deserto a fim de meditar na tarefa que tinha pela frente. A tentação no deserto foi uma batalha significativa entre Cristo e Satanás no grande conflito que tem sido travado desde a rebelião de Lúcifer no Céu. No deserto, quando o Salvador estava enfraquecido pelos 40 dias de jejum, quando a jornada à frente parecia árida e cansativa, Satanás assumiu pessoalmente o comando em seu ataque contra Jesus. “Satanás viu que, ou venceria, ou seria vencido. Havia muitas coisas em jogo no resultado do conflito para que ele o confiasse aos anjos confederados. Ele mesmo devia dirigir o conflito” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 116).
3. Note o que Satanás disse a Cristo: “Se és o Filho de Deus, manda que esta pedra se transforme em pão” (Lc 4:3). Nesse relato, o que Satanás estava procurando fazer que reflete o que ele tentou fazer no Céu?
A questão central ali não era o pão. Sim, o jejum de 40 dias no deserto deve ter deixado o Salvador faminto, e Satanás usou a circunstância como isca. Mas Satanás sabia que Jesus é o criador do Universo. Para Aquele que criou o Universo do nada, fazer uma pedra se transformar em pão não era problema. O ponto crucial da tentação se encontra em sua introdução: “Se és o Filho de Deus.” Apenas 40 dias antes, a voz do Céu havia atestado que Jesus era, de fato, o Filho de Deus; e então, Jesus duvidaria da certeza dada pelo Céu? Duvidar da Palavra de Deus é o primeiro passo para ceder à tentação. No Céu, Satanás havia desafiado a autoridade de Jesus; e ele faz isso aqui também, ainda que de uma forma muito mais sutil do que a usada por ele no Céu.
De que forma podemos aprender a não sucumbir às tentativas de Satanás para conseguir que duvidemos das promessas de Deus?

QUARTA – “SE… ME ADORARES”

4. Leia Lucas 4:5-8. Por que Satanás desejava que Jesus o adorasse? Que assunto crucial estava em jogo?
 Receber adoração é prerrogativa exclusiva de Deus; esse é o único fator que separa para sempre a criatura do Criador. Uma das questões na rebelião de Lúcifer contra Deus no Céu foi a adoração. A ambição de Lúcifer é bem sintetizada por Isaías 14:13, 14: ascender ao Céu, exaltar seu trono acima das estrelas de Deus, ser semelhante ao Altíssimo. Foi uma tentativa de usurpar a autoridade que pertence apenas ao Criador.
Nesse contexto, podemos entender melhor o que estava acontecendo nessa tentação. Quando Jesus estava prestes a iniciar Sua missão de redimir o mundo e restaurá-lo à posse e à autoridade de Deus, Satanás O levou ao topo de um monte, apresentou-Lhe uma visão panorâmica de todos os reinos e Lhe ofereceu a glória deles em troca de um simples ato: “Portanto, se prostrado me adorares, toda será Tua” (Lc 4:7).
Satanás estava tentando desviar a perspectiva de Cristo de Sua prioridade divina, e tentando seduzi-Lo com pompa e glória ao preço de apenas um gesto Seu de curvar-Se. Ele estava tentando obter aqui, novamente, a autoridade e a adoração que não conseguira no Céu.
Note como Cristo despediu o tentador com total desprezo: “Vai-te, Satanás” (Lc 4:8, ARC). A adoração e o serviço que a acompanha pertencem somente ao Deus criador. Então, novamente a Palavra de Deus veio para ajudar Jesus. Não disse a inspiração, através de Moisés: “Ouve, Israel, o Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Amarás, pois, o Senhor, teu Deus […] O Senhor, teu Deus, temerás, a Ele servirás” (Dt 6:4, 5, 13)? A resposta suprema às mentiras e engodos de Satanás é decidir seguir a Deus de maneira absoluta, em fé e obediência.
Qualquer um de nós pode enfrentar a tentação de comprometer a fé, mesmo que seja em “pequenas coisas”: seu emprego, sua aprovação num exame na universidade ou sua promoção requer uma transigência com respeito ao sábado. Seu visto para entrar num país melhor depende de uma mudança de nome que oculte sua fé. Em que ponto você pode fazer uma concessão? O preço alguma vez é justo? Se sim, quando?

QUINTA – CRISTO, O VENCEDOR

Lucas e Mateus apresentam a segunda e a terceira tentações em ordem invertida. A razão para tanto não é clara, mas não precisamos nos demorar nisso. A questão importante é a vitória final de Jesus sobre Satanás, proclamada pelos dois evangelhos.
O fator significativo que emerge do estudo das tentações é que Jesus Cristo é uma Pessoa real. Ele foi tentado como nós, mas sem pecado (Hb 4:15). Com a vitória em cada uma das tentações, com Seu triunfo sobre Satanás, com a Palavra de Deus em Sua boca e ligado à fonte celestial de poder por meio da oração, Jesus saiu para proclamar o reino de Deus e para inaugurar a era messiânica.
5. Leia Lucas 4:9-13 e Mateus 4:5-7. Nas duas primeiras tentações, Jesus usou as Escrituras para vencer as provocações de Satanás. Então, na terceira, Satanás fez o mesmo e citou as Escrituras para testar se Jesus realmente levava a Palavra de Deus a sério. O que estava acontecendo ali, e como Jesus reagiu?
Satanás levou Jesus ao pináculo do templo em Jerusalém, que é o lugar mais sagrado da história judaica. A cidade de Sião, o templo onde Deus habitava entre Seu povo, se tornou o palco do confronto entre Satanás e Cristo. Novamente, o prefácio foi: “Se és o Filho de Deus.” Observe o que Satanás disse: Se Deus é de fato Seu Pai, e se Sua missão de fato é ordenada por Ele, atire-Se do pináculo abaixo e comprove isso de uma vez por todas. Certamente, se tudo isso é verdade, Deus não deixará que Você Se machuque. Ele então cita as Escrituras: “Aos Seus anjos ordenará a Teu respeito que Te guardem” (Lc 4:10).
Satanás conhecia a Bíblia, mas torceu sua interpretação. Sua tática foi levar Jesus a colocar Deus à prova. Deus, de fato, prometeu proteção por parte de Seus anjos, mas somente dentro do contexto da execução de Sua vontade, como no caso de Daniel e seus companheiros. Novamente Jesus, usando as Escrituras, deu uma resposta decisiva a Satanás, declarando que não nos compete pôr Deus à prova (v. 12). Nosso dever é nos colocar nas mãos de Deus e deixar que Ele faça o resto.
Note quatro ensinos importantes da Bíblia sobre a tentação: (1) Ninguém está livre de tentações; (2) quando Deus permite que tentações nos sobrevenham, também provê graça para resistirmos a elas e força para as vencermos; (3) as tentações não vêm da mesma forma todas as vezes; (4) ninguém é tentado além do que é capaz de suportar (1Co 10:13).

SEXTA – ESTUDO ADICIONAL

“Se José e Maria houvessem firmado a mente em Deus, mediante meditação e oração, teriam avaliado a santidade do depósito que lhes era confiado, e não teriam perdido Jesus de vista. Pela negligência de um dia perderam o Salvador. Custou-lhes, porém, três dias de ansiosas buscas para tornar a encontrá-Lo. O mesmo quanto a nós; pelas conversas ociosas, por maledicência ou negligência da oração, podemos perder num dia a presença do Salvador, e talvez leve muitos dias de dolorosa busca para tornar a achá-Lo, e reconquistar a paz que perdemos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 83).

Perguntas para reflexão

  1. A tentação em si não é pecado. No sentido bíblico, a tentação tem o potencial de confirmar a possibilidade de santidade. Ser tentado é uma coisa; cair em pecado é outra. Qual é nossa responsabilidade com respeito a fazer tudo o que podemos
    até mesmo para evitar a tentação?
  2. Filósofos e teólogos muitas vezes falam sobre o que chamam de “metanarrativa”, isto é, uma grande história ou tema global dentro do qual ocorrem outras histórias. Em outras palavras, uma metanarrativa é a tela de fundo, o contexto em que outras histórias e eventos se desenrolam. Como adventistas do sétimo dia, vemos o grande conflito como a “metanarrativa”, ou a tela de fundo do que tem acontecido na Terra e no Céu. Quais passagens da Bíblia nos mostram a realidade do grande conflito, e como ele nos ajuda a explicar o que está acontecendo no mundo?
  3. Quais são algumas das passagens bíblicas mais fortes que nos prometem vitória sobre as tentações que cruzam nosso caminho? Por que, porém, mesmo com essas promessas, ainda é tão fácil cair?
  4. “Duvidar da Palavra de Deus é o primeiro passo para ceder à tentação”. Você concorda?
  5. De que maneiras a idolatria pode ser muito mais sutil do que curvar-se e adorar algo que não seja o Senhor?
Respostas sugestivas:1. O arrependimento precede o perdão dos pecados e o batismo, mas o verdadeiro arrependimento se manifesta de maneira prática na vida, produzindo frutos. Se esses frutos estão ausentes, a conversão não é genuína, ainda que a pessoa tenha sido ensinada na fé desde o berço e/ou tenha sido batizada. O batismo é apenas um símbolo exterior de uma mudança interior. 2. Jesus foi batizado para cumprir toda a justiça, isto é, como exemplo. Em Seu batismo, Cristo foi anunciado por João Batista como o salvador do mundo, ungido para Sua missão pelo Espírito Santo, e reconhecido pelo Céu como o Filho de Deus. 3. Satanás está desafiando a autoridade de Cristo como Deus. 4. Satanás, no Céu, teve a pretensão de ser igual a Deus. Se ele conseguisse que Cristo o adorasse, algo que é prerrogativa exclusiva da Divindade, teria conseguido a autoridade e a adoração que não conseguiu no Céu. 5. Satanás torceu o sentido das Escrituras para tentar fazer Jesus pôr Deus à prova e colocar-Se fora da vontade de Deus para provar que era Seu Filho.


quarta-feira, 1 de abril de 2015

PPT – “A Primeira vinda de Jesus” – Lição 01 – 2º Trim/2015


Baixe no link  http://downloads.adventistas.org/pt/iasd-counter-link/MTcwMjQ%3D

Intimidade com Deus


http://www.wgospel.com/?powerpress_pinw=14042-podcast

 1 de abril de 2015
“Por isso a ira do Senhor acendeu-se contra Israel, e Ele disse: ‘Como este povo violou a aliança que fiz com os seus antepassados e não tem ouvido a minha voz, não expulsarei de diante dele nenhuma das nações que Josué deixou quando morreu” (Juízes 2:20-21).
Depois de anos de lutas para chegar à terra prometida, a nação de Israel afastou-se do Senhor que os guiara até ali. Por quê? Por não terem mantido uma conexão pessoal com Ele. Contar com a fé dos antepassados não foi suficiente para sustenta-los, e eles se voltaram para outros deuses.
Esse mesmo princípio se aplica a nós. Para sustentar nosso relacionamento atual com Deus, não podemos confinar na fé de outras pessoas, ou mesmo em nossas experiências com Ele no passado. Devemos manter um relacionamento vivo, dinâmico, ativo com o Senhor mediante uma vida de oração e de leitura bíblica a fim de conhece-Lo intimamente.
Oração é muito mais que apenas pedir ou receber conselhos. É sua vida para conhecer o Deus do Universo e ser conhecidos por Ele. Embora o Senhor já o conheça completamente, não há meios de experimentar essa realidade senão pela comunicação pessoal com Ele.
Deus o criou e deseja fazer parte de sua vida. Ele não deseja que você caia em tentações e perigos, como aconteceu com os israelitas. Não deixe de manter uma vida de oração permanente e tome cuidado para não se apoiar em experiências passadas com Ele. Isso pode leva-lo a um território perigoso. (SO)
Podemos orar? “Deus Pai, não desejo jamais me afastar de Ti por meio de minha negligência em passar tempo na Tua palavra e em oração. Quero estar sempre numa caminhada cada vez mais próxima de Ti. Ajuda-me a conhecer-Te melhor e ser cada vez mais semelhante a Ti. Não quero cair em tentação, pecado ou ociosidade. Em vez disso, quero ter uma nova e mais profunda experiência contigo a cada dia. Em nome de Jesus, amém!”

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...