sábado, 6 de janeiro de 2018

Lição 2. 06 a 13 de janeiro- Vejo, quero, pego


Sábado à tarde
VERSO PARA MEMORIZAR: “O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a palavra, porém os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocam a palavra, e fica infrutífera” (Mt 13:22).

LEITURAS DA SEMANA: 2Co 8:1-7; Mt 13:3-7, 22; Gn 3:1-6; Is 56:11; Mt 26:14-16; 2Pe 1:5-9

O amor ao dinheiro e aos bens materiais pode nos atingir de muitos ângulos diferentes. Ellen G. White descreveu a artimanha do diabo para nos atrair por meio das armadilhas do materialismo. “Vão, façam com que os donos de terras e de dinheiro se embriaguem com os cuidados desta vida. Apresentem o mundo diante deles em sua mais atraente luz, de modo que acumulem seu tesouro aqui, e fixem sua atenção sobre as coisas terrestres. Devemos fazer o máximo para evitar que os que trabalham na causa de Deus obtenham meios para usar contra nós. Conservem o dinheiro em nossas próprias fileiras. Quanto mais dinheiro obtiverem, tanto mais prejudicarão nosso reino tirando de nós os nossos súditos. Façam com que se preocupem mais com o dinheiro do que com a edificação do reino de Cristo e a disseminação das verdades que odiamos, e não precisamos temer-lhes a influência, pois sabemos que toda pessoa egoísta e cobiçosa cairá em nosso poder, e finalmente se separará do povo de Deus” (Conselhos Sobre Mordomia, p. 154, 155).
Infelizmente, essa artimanha parece estar funcionando bem. Consideremos, então, esses perigos e o que a Palavra de Deus nos revela, a fim de que evitemos essa armadilha espiritual.
Domingo, 07 de janeiro
O evangelho da prosperidade
Um pregador popular da televisão tem uma mensagem simples: Deus quer abençoá-lo, e a prova de Sua bênção é a abundância de bens materiais que você possui. Em outras palavras, se você for fiel, Deus o tornará rico.
Esse pensamento, ou variações dele, tem sido chamado de “evangelho da prosperidade”. Sua mensagem é: “Siga a Deus, e Ele o enriquecerá com bens materiais”. Essa ideia não é senão uma falsa justificativa teológica para o materialismo, pois o que ela realmente está dizendo é o seguinte: “Você quer ser materialista e se sentir bem com isso? Bem, temos o ‘evangelho’ para você!”
No entanto, relacionar o evangelho à riqueza garantida é uma ênfase equivocada. Essa crença cria uma dissonância em relação às Escrituras e reflete uma
teologia egocêntrica que não é nada mais do que uma meia-verdade revestida em linguagem bíblica. Na essência dessa mentira está a questão central de todo pecado, que é o ego e o desejo de agradar a si mesmo acima de todas as outras coisas.
A teologia do evangelho da prosperidade ensina que, ao dar a Deus, recebemos em troca uma garantia de prosperidade material. Mas isso torna Deus uma máquina de venda automática e transforma nosso relacionamento com Ele apenas um negócio: eu faço isso, e você promete fazer aquilo em troca. Damos, não porque seja a coisa certa a fazer, mas pelo que ganhamos em troca.
Esse é o evangelho da prosperidade.
1. Leia 2 Coríntios 8:1-7. Quais princípios, nesse texto, vão contra a ideia do evangelho da prosperidade? O que Paulo quis dizer quando falou do “privilégio de contribuir” (NVI)?
Embora estivessem vivendo em “extrema pobreza”, essas pessoas eram muito generosas, doando ainda mais do que podiam (2Co 8:2; NVI). Textos como esse, e muitos outros, refutam a falsa teologia do evangelho da prosperidade, segundo a qual, se estamos vivendo corretamente diante de Deus, teremos muitos bens materiais como demonstração disso.
Você tem exemplos de pessoas fiéis a Deus, mas que não são ricas em bens materiais? E as que não são fiéis, mas têm prosperidade financeira? O que isso revela sobre o uso da riqueza como indicador das bênçãos de Deus?
Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org
Segunda-feira, 08 de janeiro
Visão espiritual obscurecida
Bíblia ensina uma verdade óbvia: os cuidados desta vida e as riquezas são temporários. Nada permanece, e as coisas do mundo não duram muito tempo. Como disse Paulo: “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4:18). A visão dos cristãos torna-se míope quando seu foco está nos cuidados deste mundo, e não no caminho para o Céu. Poucas coisas podem cegar seus olhos mais do que o engano das riquezas. Helen Keller, que era cega, disse: “A pessoa mais patética do mundo é aquela que enxerga, mas não vê.” A Bíblia está repleta de exemplos de pessoas que podiam enxergar, mas eram, de fato, espiritualmente cegas.
“Alguns amam tanto este mundo que ele consome seu amor pela verdade. À medida que seus tesouros aumentam aqui na Terra, seu interesse no tesouro celestial diminui. Quanto mais possuem deste mundo, tanto mais eles o abraçam, como se temessem que seu cobiçado tesouro lhes fosse tirado. Quanto mais possuem, menos têm para dar aos outros, porque quanto mais eles têm, mais pobres se sentem. Oh! O engano das riquezas! Eles não verão nem sentirão as necessidades da causa de Deus” (Ellen G. White, Spiritual Gifts [Dons Espirituais], v. 2; p. 267).
A visão espiritual obscurecida coloca a salvação eterna em risco. Não basta manter Jesus à vista; devemos mantê-Lo em foco.
2. Leia Mateus 13:3-7 e 22. Sobre qual perigo Jesus nos advertiu? Assinale a alternativa correta e reflita sobre a razão pela qual é tão fácil cair nessa armadilha, sendo nós ricos ou pobres:
A.( ) Das preocupações desta vida e do engano das riquezas.
B.( ) Dos falsos mestres e profetas.
Primeiramente, Jesus nos advertiu quanto às “preocupações desta vida” (Mt 13:22, NVI). Ele sabe que temos inquietações, inclusive financeiras. Os pobres se preocupam se terão o suficiente; os ricos se preocupam com seus desejos. Precisamos apenas ter a certeza de que não deixaremos essas preocupações sufocarem a Palavra em nossa vida (Mt 13:22).
Em segundo lugar, Jesus nos advertiu sobre o “engano das riquezas” (Mt 13:22). Embora as riquezas em si não sejam más, elas ainda possuem o poder de nos enganar de tal maneira que podem levar à destruição final.
De que maneira você observa o “engano das riquezas” em sua vida? Quais escolhas práticas você pode fazer para se proteger desse engano?
Terça-feira, 09 de janeiro
Passos da cobiça
Como todos os pecados, a cobiça começa no coração. Ela tem início dentro de nós e, em seguida, desenvolve-se em nosso exterior. Foi o que aconteceu no Éden.
3. Leia Gênesis 3:1-6. O que Satanás fez para atrair Eva ao pecado? Através dos séculos, como ele tem usado os mesmos princípios para nos enganar também?
“Vendo a mulher que a árvore era boa para se comer, agradável aos olhos e árvore desejável para dar entendimento, tomou-lhe do fruto e comeu e deu também ao marido, e ele comeu” (Gn 3:6).
É posssível pensar que a indústria publicitária obteve seu exemplo paradigmático de como vender seus produtos a partir da história do Éden. O diabo apresentou o fruto da árvore proibida de maneira a criar em Eva o desejo de querer mais do que ela já possuía, e fazê-la pensar que precisava de algo de que realmente não necessitava. Genial! A queda de Eva é uma demonstração dos três passos que cada um de nós toma quando cai na cobiça: Ver, querer e pegar.
A cobiça pode ser um pecado silencioso. Assim como a luxúria, ela se esconde por trás do véu do nosso corpo. Mas quando finalmente produz frutos, é devastadora! Ela pode prejudicar relacionamentos, deixar cicatrizes em nossos queridos, e nos esmagar com a culpa depois.
Deixe a cobiça emergir, e ela passará por cima de qualquer princípio. O rei Acabe viu a vinha de Nabote, desejou-a, e ficou aborrecido até que sua esposa, a rainha Jezabel, matou Nabote por causa da vinha (1Rs 21). Acã não pôde resistir quando viu uma capa, prata e ouro. Ele então os cobiçou e tomou-os para si (Js 7:20-22).
A cobiça é, por fim, apenas uma outra forma de egoísmo.
“Se o egoísmo é a forma predominante do pecado, a cobiça pode ser considerada a forma predominante do egoísmo. Isso é sugerido de maneira impressionante pelo apóstolo Paulo. Ao descrever os ‘tempos difíceis’ da apostasia final, ele retratou o egoísmo como a origem prolífica de todos os males que predominarão, e a cobiça como seu primeiro fruto. ‘Pois os homens serão egoístas, avarentos, jactanciosos, arrogantes’ [2Tm 3:2]” (John Harris, Mammon [Mamon], Nova York: Lane & Scott, 1849, p. 52).
Por que é importante reconhecer em nós todas as tendências para a cobiça?
Quarta-feira, 10 de janeiro
Ganância: fazendo as coisas do seu jeito
4. Leia Isaías 56:11. Sobre qual pecado esse texto nos adverte? Complete a lacuna:
“Tais cães são gulosos, nunca se fartam; são pastores que nada compreendem, e todos se tornam para o seu caminho, cada um para a sua __________, todos sem exceção” (Is 56:11).
Para nós, seres caídos, a ganância pode ser uma tendência tão fácil e natural quanto respirar. No entanto, é difícil imaginar no caráter humano algo que reflita menos o caráter de Cristo do que a ganância. Paulo declarou: “Conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, Se fez pobre por amor de vós, para que, pela Sua pobreza, vos tornásseis ricos” (2Co 8:9).
Somente o Senhor sabe o dano que a ganância causou ao longo da História. A avareza provocou guerras; levou pessoas a cometer crimes que arruinaram a si mesmas e suas famílias. A ganância é um vírus que se prende ao seu hospedeiro e consome todas as suas virtudes, até que tudo o que resta é cada vez mais cobiça. Ela é um mal que deseja tudo: paixão, poder e bens. Novamente, vejo, quero, pego.
5. Leia Mateus 26:14-16. O que aprendemos sobre o poder da ganância nessa triste história? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) A ganância domina o coração, tirando todos os escrúpulos.
B.( ) É necessário ter ganância. Ela nos motiva a progredir na vida.
Observe as palavras de Judas: “O que me darão se eu O entregar a vocês?” (Mt 26:15, NVI). Ele deixou a ganância dominá-lo! Judas tinha sido privilegiado como pouquíssimas pessoas em toda a História: viveu com o Cristo encarnado, testemunhou Seus milagres e O ouviu pregar as palavras da vida. Não obstante, veja o que a ganância e a cobiça o levaram a fazer!
“Quão ternamente o Salvador tratou aquele que havia de ser Seu traidor! Em Seus ensinos, demorava-Se sobre os princípios de generosidade que feriam pela raiz a cobiça. Apresentava diante de Judas o odioso caráter da ganância, e muitas vezes o discípulo compreendeu que seu caráter fora descrito, apontado seu pecado; mas não quis confessar nem abandonar sua injustiça” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 295).
Se não formos cuidadosos, quem de nós não manifestará ganância? Por meio da graça de Deus, como podemos manter essa tendência natural sob controle?
Quinta-feira, 11 de janeiro
Domínio próprio
6. Leia os textos a seguir. Como as pessoas, ricas ou pobres, podem se proteger dos perigos envolvidos na ganância, cobiça e amor ao dinheiro e coisas materiais?
Atos 24:24-26 _______________________________________________________________________________________________________________
Gálatas 5:22-25 _____________________________________________________________________________________________________________
2 Pedro 1:5-9 _______________________________________________________________________________________________________________
Esses textos são muito ricos e estão repletos de ordens divinas sobre como devemos viver. Mas observe algo em comum em todos eles: o domínio próprio. Desenvolver esse traço pode ser especialmente difícil quando se trata de ganância, cobiça e desejo de possuir coisas. Somente por meio do domínio próprio, primeiro de nossos pensamentos e depois de nossas ações, podemos nos proteger dos perigos das coisas que mencionamos.
Podemos exercer esse domínio unicamente na medida em que nos entregamos ao poder do Senhor. Nenhum de nós pode, por si mesmo, vencer esses traços pecaminosos, especialmente se eles têm sido cultivados e alimentados há muito tempo. Realmente precisamos da obra sobrenatural do Espírito Santo em nossa vida, se quisermos obter a vitória sobre esses enganos poderosos. “Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10:13).
7. Leia novamente 2 Pedro 1:5-9. Para qual caminho Pedro apontou? Quais são os passos e como podemos segui-los, especialmente em nossa luta contra a ganância e a cobiça?
Sexta-feira, 12 de janeiro
Estudo adicional
O maior objetivo do homem é ser feliz e satisfeito. Porém, obter realizações pessoais por meio do materialismo não nos fará alcançar esse objetivo. As pessoas sabem que isso é verdade, mas continuam em sua obsessão por posses: vejo, quero, pego. Os adventistas do sétimo dia também são confrontados com a tentação de aderir aos valores do materialismo. No entanto, a aquisição contínua de bens não produz felicidade, satisfação nem contentamento. Em vez disso, produz problemas, como na história do jovem rico, o qual se afastou de Jesus infeliz, abatido e desanimado por não ouvir nem obter o que queria. “Os valores materialistas estão associados ao enfraquecimento generalizado do bem-estar das pessoas, desde a baixa satisfação e felicidade na vida, à depressão e à ansiedade, e também aos problemas físicos como dores de cabeça, transtornos de personalidade, narcisismo e comportamento antissocial” (Tim Kasser, The High Price of Materialism [O alto preço do materialismo]; Cambridge, Massachusetts: The MIT Press, 2002, p. 22).
Cristãos materialistas, em outras palavras, orgulhosamente bebem do poço da riqueza, mas estão espiritualmente desidratados. Contudo, nunca teremos sede se bebermos da água que Cristo oferece (Jo 4:14).
Perguntas para discussão
1. Reflita sobre o evangelho da prosperidade. Quais textos as pessoas que acreditam nessa ideia utilizam para promovê-la? Quais exemplos bíblicos encontramos de pessoas fiéis cuja vida refuta esse falso ensino?
2. Alguém disse: “Aprendi duas verdades bíblicas com meu filho. A primeira é que nascemos pecadores. A segunda é que nascemos gananciosos.” Você conhece alguma história que mostra que até as crianças são gananciosas? O que isso revela sobre a nossa necessidade da graça divina?
3. Alguém escreveu: “Se procuramos a origem dos nossos problemas, não devemos submeter as pessoas a um teste de drogas, mas a um teste de estupidez, ignorância, ganância e amor pelo poder.” Você pode dar exemplos de situações em que a ganância causou danos aos envolvidos?
Respostas e atividades da semana: 1. Peça que um dos alunos leia o texto em voz alta. Enquanto isso, a classe deve refletir sobre as perguntas com base no texto bíblico. Em seguida, peça que os alunos compartilhem suas respostas. 2. A. 3. Escolha um aluno para responder à questão. Peça a ele que compartilhe sua resposta com a classe. 4. Ganância. 5. V; F. 6. Divida a classe em três grupos. Cada grupo deve ficar responsável por uma passagem bíblica. Após refletirem sobre a questão, peça aos alunos que compartilhem suas respostas com a classe. 7. Peça aos alunos que formem duplas e compartilhem uns com os outros os passos que devemos dar na luta contra a ganância e a cobiça. Depois, comente com toda a classe.
#PrimeiroDeus – Receba o 2º sábado do ano com a paz de Cristo. Leia com a família a Meditação Pôr do Sol na Janela 10/40.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Corpo do guadalupense Wendrel Lucas é achado a 18 metros de profundidade

A equipe do Corpo de Bombeiros afirmou para o Portal Cidade Luz que o corpo do jovem de 13 anos, foi encontrado no lago de Boa Esperança a 18 metros de profundidade.
O corpo do jovem Wendrel Lucas, de 13 anos, que morreu afogado no lago de Boa Esperança, na tarde da quarta-feira, 03, por volta das 16h, foi localizado pelo Guarnição do Corpo de Bombeiros de Teresina, chefiada pelo Subtenente e mergulhador de resgate Rodrigues, Sargento Givaldo e o I Sargento Jerryson.
De acordo com informações colhidas pela nossa reportagem, ainda na noite da quarta-feira, o acidente ocorreu quando a vítima vinha em uma embarcação pequena (canoa), próximo de uma ilha, acompanhado de um tio, e do seu avô.
Na ocasião chovia bastante, e o vento fez com que a embarcação viesse a afundar, fazendo com que os ocupantes começassem a nadar rumo a margem, mais infelizmente, o jovem Wendrel não conseguiu manter o ritmo e afundou.
Wendrel Lucas
O corpo de bombeiros chegou por volta das 13h:40min na cidade, e às 14h40min o corpo do jovem foi encontrado próxima a uma ilha, numa profundidade de 18 metros.
Dezenas de populares, juntamente com alguns familiares acompanharam de perto a chegada do corpo do jovem, que devido as condições do corpo, já não sabia se dava tempo para ser velado na casa dos familiares.
O delegado e policiais civis também estiveram acompanhado o resgate do corpo, para tomarem as providencias legais.
Compreender os propósitos de Deus muitas vezes pode ser uma tarefa bem difícil, principalmente quando a tristeza bate na nossa porta porque acabamos de perder um ente querido. Lágrimas passam pelos nossos olhos constantemente e o vazio da saudade aumenta o sofrimento severamente.

Hoje a saudade nos faz mais uma visita, mas não vem acompanhada da tristeza como protagonista. Com corações mais confortados, dedicaremos este dia para relembrar os bons momentos que foram compartilhados e como a presença de uma pessoa tão querida foi capaz de transformar tantas vidas abençoadas.

Que a dor da  perda  de Wendrel Lucas possa ser diminuída um pouquinho a cada dia e que daqui para frente esta ausência seja capaz de fortalecer ainda mais os laços entre amigos e familiares. O vazio que ficou jamais será preenchido, mas com a paz de Deus em nosso corações será bem menos difícil. O céu comemora hoje mais um ano da vida eterna de uma pessoa muito querida, que para sempre estará na nossa memória e influenciará eternamente a nossa história.(mensagem de quem foi seu professor na escola João Pinheiro por quase 3 (três anos) Edivaldo F Santos.

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segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Lição 1 30 de dezembro a 06 de janeiro - A influência do materialismo



Sábado à tarde
VERSO PARA MEMORIZAR: “Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).
LEITURAS DA SEMANA: 1Jo 2:16, 17; Lc 14:26-33; 12:15-21; Dt 8:10-14; 1Tm 6:10; Jo 15:5; Gl 2:20

A Palavra de Deus manda que Seu povo não se conforme “com este século” (Rm 12:2), mas a sedução do materialismo, o desejo excessivo por riqueza e pelo que pensamos que a riqueza pode trazer são poderosos. Pouquíssimas pessoas, ricas ou pobres, estão fora do alcance do materialismo, inclusive os cristãos.
Não há nada de errado em ser rico, nem mesmo em trabalhar com empenho para prosperar a fim de prover sustento e conforto para si e para a família. Mas quando o dinheiro ou sua busca passam a abranger todas as coisas, caímos na armadilha do diabo e nos conformamos “com este século”.
O mundo transmite a ideia de que a vida boa e abundante só pode ser encontrada no dinheiro. Mas o dinheiro é uma máscara por trás da qual Satanás se esconde para garantir nossa lealdade. O materialismo é uma das armas preferidas do inimigo contra os cristãos. Afinal, quem não gosta de dinheiro e do que ele pode nos proporcionar aqui e agora? Sua maior façanha é a gratificação instantânea, mas, no fim das contas, ele não pode satisfazer nossas necessidades mais profundas.
Quais são os segredos para escrever uma história de vitórias em 2018? Coloque #PrimeiroDeus em sua vida. Ore muito, estude a Bíblia e a Lição todos os dias e alcance pessoas para Cristo.
Domingo, 31 de dezembro
O Deus deste mundo
O dinheiro se tornou o deus deste mundo, e o materialismo é sua religião. O materialismo é um sistema sofisticado e traiçoeiro que oferece estabilidade temporária, mas não segurança suprema.
O materialismo, como o definimos aqui, ocorre quando o desejo por riquezas e posses se torna mais importante e valioso do que as realidades espirituais. Bens podem ser valiosos, mas seu valor não deve nos possuir: “Quem ama o dinheiro jamais dele se farta; e quem ama a abundância nunca se farta da renda” (Ec 5:10). Esse é o problema de desejar as coisas deste mundo: não importa quanto obtenhamos, nunca será suficiente; esforçamo-nos cada vez mais para obter cada vez mais algo que nunca consegue nos satisfazer. Essa é uma grande armadilha!
1. De acordo com 1 João 2:16, 17, o que realmente importa? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Lutar para viver da maneira mais confortável que pudermos.
B.( ) Fazer a vontade de Deus.
2. Leia Lucas 14:26-33. De acordo com Jesus, o que é de suprema importância para o cristão?
Talvez poderíamos dizer o seguinte: aqueles para quem o dinheiro, ou o desejo pelo dinheiro, torna-se uma realidade que consome todas as suas energias devem, na verdade, calcular o custo. “Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc 8:36).
“Quando Cristo veio à Terra, a humanidade parecia estar rapidamente atingindo seu ponto mais degradante. Os próprios fundamentos da sociedade estavam minados. A vida havia se tornado falsa e artificial. Pelo mundo todo, todos os sistemas de religião estavam perdendo seu poder sobre a mente. Desgostosos com as fábulas e falsidades, e procurando abafar o pensamento, os homens volviam à incredulidade e ao materialismo. Deixando de contar com a eternidade, viviam para o presente” (Ellen G. White, Educação, p. 74, 75).
Pessoas voltavam-se à incredulidade, ao materialismo, e viviam apenas para o presente. Isso parece familiar? Quem não gosta de possuir coisas? As coisas também nos possuem? Quem é o único que deve nos possuir? Temos certeza de que Ele o faz?
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Segunda-feira, 01 de janeiro
Enchendo os celeiros
3. Leia Lucas 12:15-21. Qual é a mensagem desse texto? Como esse princípio se aplica a alguém que não seja necessariamente rico?
Quer sejamos ricos quer pobres, o desejo de possuir as coisas pode desviar a mente do que realmente importa e fazer com que nos concentremos, em vez disso, no que é apenas temporal, fugaz e que resultará em morte eterna.
Provavelmente jamais nos curvemos diante de uma estátua de ouro ou prata nem a adoremos. No entanto, ainda podemos estar em perigo de adorar o ouro e a prata em outras formas.
Essa realidade é aplicável em muitas partes do mundo, onde a vida é dedicada quase que exclusivamente à aquisição de bens. Em uma escala global, os varejistas tornaram a venda de seus produtos uma forma de arte. Toda a sua estratégia de marketing é desenvolvida para nos fazer pensar que não podemos ser felizes nem satisfeitos até que tenhamos o que eles estão vendendo. Uma empresa muito bem-sucedida criou um produto, fez-nos pensar que precisávamos dele, e depois o vendeu para nós. E a verdade é que funcionou! Mesmo os cristãos, cuja esperança não está no mundo, não estão a salvo desse engano.
4. Leia Deuteronômio 8:10-14. De que maneira os membros da igreja estão em perigo de cair no pecado descrito nessa passagem?
Será que o acúmulo de riqueza e posses materiais faz crescer a espiritualidade, o amor a Deus e o desejo pelas coisas celestiais e espirituais? Você pode encontrar exemplos disso na Bíblia ou no mundo de hoje? Compartilhe sua resposta com a classe.
Incentive sua igreja a adquirir a meditação matinal deste ano, o livro Conselhos Sobre o Regime Alimentar e a assinatura da Revista Adventista.
Terça-feira, 02 de janeiro
A fascinação do materialismo
O mundo publicitário é poderoso. As empresas gastam bilhões para expor imagens de seus produtos diante de nós. Elas quase sempre usam pessoas bonitas e atraentes para promover o que estão vendendo. Olhamos para o anúncio e nos vemos, não apenas com o produto, mas realmente como as pessoas daquele anúncio publicitário.
O materialismo não seria tão eficaz se não fosse pela sensualidade sutil (e às vezes não tão sutil) embutida na propaganda. A sensualidade é a técnica publicitária mais poderosa, mas ela age como veneno para a maioria dos cristãos que estão lutando contra os perigos do materialismo.
5. Leia Mateus 6:22-24. O que os olhos representam, de acordo com o pensamento e ação cristãos? Assinale a alternativa correta e reflita sobre como devemos reagir às imagens sutis que nos tentam a consumir aquilo de que realmente não precisamos.
A.( ) A lâmpada do corpo.
B.( ) O poder de decisão.
A propaganda que associa sensualidade aos produtos pode se tornar uma ferramenta poderosa. Os varejistas vendem suas mercadorias criando entusiasmo na mente dos consumidores. A experiência é pura fantasia, mas funciona. Pode ser quase mística, levando as pessoas, ainda que brevemente, ao que parece ser outro domínio da existência. Ela se torna uma falsa religião que não oferece nenhum conhecimento nem verdade espiritual, porém é tão atraente e sedutora que muitas pessoas não resistem a ela. Desejamos ter essa experiência e sentimos que a merecemos, então por que não a obter? Somente Deus sabe as enormes quantias que foram e ainda serão gastas em coisas que os anunciantes nos convenceram de que precisamos.
6. “Digo, porém: andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne” (Gl 5:16). Embora tendamos a pensar na “concupiscência da carne” apenas em termos sexuais, em que outros aspectos estamos em perigo de satisfazer essa concupiscência?
Quarta-feira, 03 de janeiro
Amor próprio
Pela graça que me foi dada, digo a cada um dentre vós que não pense de si mesmo além do que convém; antes, pense com moderação, segundo a medida da fé que Deus repartiu a cada um” (Rm 12:3).
Deus disse: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor” (Ez 28:17). Lúcifer enganou a si mesmo, julgando-se superior ao que ele realmente era. Quando disse em seu coração: “Serei semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14), ele revelou ambição própria, reivindicando direitos que não possuía. Cobiça e engano próprios eram dois traços do coração caído de Lúcifer.
Esses textos sobre a queda de Lúcifer nos revelam, em muitos aspectos, que o narcisismo é o pecado original, definido pelo dicionário como “fascínio exagerado para consigo mesmo; amor próprio, vaidade”. Além desses, quais traços, em cada ser humano caído, são evidências maiores do autoengano?
Esses traços são mais comuns do que imaginamos. De modo arrogante, Nabucodonosor se julgou superior ao que ele realmente era (Dn 4:30). Os fariseus também aprenderam a acreditar nessa fantasia sedutora (veja Lc 18:11, 12). Se não tivermos cuidado, a riqueza também poderá nos levar a esse mesmo engano.
7. Leia 1 Timóteo 6:10. Qual é o perigo sobre o qual Paulo advertiu? Assinale a alternativa correta:
A.( ) O amor ao dinheiro.
B.( ) O adultério.
Paulo instruiu Timóteo a se acautelar de muitos tipos de pessoas ruins (2Tm 3:1-5), incluindo “os avarentos”. O amor ao dinheiro promove o excesso de confiança e uma postura de egocentrismo e presunção. Isso ocorre porque o materialismo incute nas pessoas que têm grandes posses um elevado senso de importância. Quando se tem muito dinheiro, é fácil estimar a si mesmo mais do que se deveria. Afinal, quase todo mundo quer ser rico, mas apenas um número muito pequeno de pessoas consegue. Por isso, é fácil para os ricos se tornarem egocêntricos, orgulhosos e jactanciosos.
Leia Filipenses 2:3. Por que o materialismo e as atitudes que ele promove são tão contrários ao ideal cristão?
Quinta-feira, 04 de janeiro
A total futilidade do materialismo
Há muitas pessoas que amam a Deus. Sua identidade é unida à Dele de uma forma que os bens materiais não podem separar.
8. De acordo com Deuteronômio 7:6; 1 Pedro 2:9, João 15:5 e Gálatas 2:20, o que significa ser propriedade exclusiva de Deus? Onde encontramos nossa verdadeira identidade?
Jesus disse: “Eu Sou a videira, vós, os ramos (…); sem Mim nada podeis fazer” (Jo 15:5). A ligação é direta e firme. “Toda verdadeira obediência vem do coração. Desse procedia também a de Cristo. E se consentirmos, Ele de tal forma Se identificará com nossos pensamentos e ideais, dirigirá nosso coração e espírito em tanta conformidade com Seu querer, que, obedecendo-Lhe, não estaremos senão seguindo nossos próprios impulsos” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 668).
Por outro lado, o materialismo nos oferece uma identidade semelhante às nossas posses. Em outras palavras, nós nos definimos com base no que possuímos e nos bens deste mundo que podemos comprar. Tiago nos advertiu contra isso: “O ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará contra vocês e como fogo lhes devorará a carne. Vocês acumularam bens nestes últimos dias” (Tg 5:3, NVI). “Acumular” significa juntar e armazenar muitos tesouros; e ainda mais importante, nesses tesouros, muitos encontram sua identidade (Lc 12:19-21).
O materialismo é uma forma de desordem de identidade. Isso significa que, para muitos de nós, nossa identidade se funde com nossos bens. Nossas posses se tornam nosso Deus (Mt 6:19-21). Alguém disse: “Eu não sou nada sem as minhas coisas.” Como é triste que possamos encontrar nossa identidade apenas por meio de bens terrestres! Que maneira superficial, efêmera e, finalmente, fútil de viver, especialmente para alguém que afirma ser cristão! Identificamo-nos com Deus ou com nossas posses? No fim, será com um ou outro.
Quanto de sua identidade está relacionada às coisas que você possui?
Sexta-feira, 05 de janeiro
Estudo adicional
Hoje o inimigo compra indivíduos a preço bem baixo. ‘Por nada fostes vendidos’ (Is 52:3) é a linguagem das Escrituras. Um se vende pelos aplausos do mundo, outro por dinheiro; um para satisfazer a paixões baixas, outro por diversões mundanas. Essas transações são efetuadas diariamente. Satanás faz ofertas por aqueles que são aquisição do sangue de Cristo, e compra-os a baixo preço, apesar do preço infinito pago por seu resgate” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 133).
Comprar pessoas por meio do materialismo é o objetivo de Satanás, e suas armadilhas superficiais atraem todo coração. O materialismo não pode falar, mas conhece todas as línguas. Sabe como proporcionar prazer e gratificação aos ricos e aos pobres e fazê-los dizer: “Tenho tudo de que preciso aqui; por que me preocupar com qualquer outra coisa?” Assim o materialismo corrompe a mente e faz com que as pessoas confiem no que possuem, em vez de confiar em Deus. No entanto, o antídoto é “não por força nem por poder, mas pelo Meu Espírito” (Zc 4:6). O materialismo não pode resistir ao domínio do Espírito Santo quando nos entregamos a Deus e decidimos, por Sua graça, não deixar que o amor ao dinheiro governe nossa vida.
Perguntas para discussão
1. Os pobres também podem ser assolados pelos perigos que estudamos nesta semana? Como isso pode ocorrer?
2. Alguns dizem: “Não me importo com dinheiro. A riqueza não significa nada para mim.” Às vezes, os que dizem isso têm muito dinheiro. Por que, na maioria dos casos, isso não é verdade? As finanças são importantes e têm uma função em nossa vida. Como entender o dinheiro e nossa necessidade dele na perspectiva bíblica correta?
3. Leia atentamente as palavras de Jesus em Mateus 6:19-21. Essas palavras são uma maneira poderosa de nos proteger dos perigos do materialismo?
Respostas e atividades da semana: 1. F; V. 2. Dê um papel em branco para cada aluno. Peça a eles que coloquem, de 1 a 4, quais têm sido suas verdadeiras prioridades e não quais eles gostariam que fossem. Esse é um exercício de conscientização; portanto, encoraje-os a ser sinceros. Discuta com os alunos o que eles podem fazer para ordenar essas prioridades de acordo com a vontade de Deus. 3. Peça aos alunos que deem exemplos práticos de como idolatrar o dinheiro e as posses. Apele a eles que decidam todos os dias ajuntar riquezas para o reino de Deus. 4. Peça a opinião dos alunos. Incentive a classe a firmar um pacto mensal de ofertas em gratidão pelos recursos que Deus lhes deu para administrar. 5. A. 6. Divida a classe em duplas. Peça aos alunos que compartilhem suas ideias a respeito de como as pessoas satisfazem a concupiscência da carne nos dias de hoje. 7. A. 8. Escolha um aluno para responder essa questão. Peça que ele compartilhe sua resposta.
#PrimeiroDeus – Receba o 1o sábado do ano louvando ao Senhor e lendo com a família a Meditação Pôr do Sol na Janela 10/40.

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Informativo Mundial das Missões – 30/12/17



Olá pessoal!
Feliz ano novo! Que Deus esteja com vocês em 2018! É o desejo da nossa família para todas as famílias adventistas ao redor do mundo.
Fiquem com Deus!

Lição 13 - 23 a 30 de dezembro - Vida cristã


Sábado à tarde
VERSO PARA MEMORIZAR: “Tu, porém, por que julgas teu irmão? E tu, por que desprezas o teu? Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus” (Rm 14:10).

LEITURAS DA SEMANA: Rm 14–16

Estamos agora na última parte do nosso estudo sobre Romanos, o livro a partir do qual nasceu a Reforma Protestante. Mais do que qualquer outro, ele nos revela por que somos protestantes e por que devemos permanecer assim. Como protestantes, e especialmente como adventistas do sétimo dia, apoiamo-nos no princípio de sola Scriptura, que defende unicamente a Bíblia como padrão de fé. Na Bíblia, aprendemos a mesma verdade que fez com que nosso antepassado espiritual, séculos atrás, rompesse com Roma – a grande verdade da salvação pela fé, expressada de maneira tão poderosa na Epístola de Paulo aos Romanos.
Talvez toda essa questão possa ser resumida pela pergunta do carcereiro pagão: “Que devo fazer para que seja salvo?” (At 16:30).
Em Romanos, temos a resposta para essa pergunta; porém, essa não era a resposta dada pela igreja na época de Lutero. Por isso, a Reforma começou, e aqui estamos hoje.
Nessa última seção, Paulo abordou outros assuntos, talvez não tão centrais ao seu tema principal, mas suficientemente importantes para serem incluídos na carta. Portanto, para nós, eles também fazem parte das Sagradas Escrituras.
Como Paulo terminou essa carta? O que ele escreveu? Quais verdades existem para nós, herdeiros não apenas de Paulo, mas também dos nossos antepassados protestantes?
Desafie os jovens de sua igreja a dedicar as férias ao projeto Calebe, à Escola Cristã de Férias e a outros projetos espirituais. Incentive-os a sentir alegria em salvar pessoas.
Domingo, 24 de dezembro
Fraco na fé
Em Romanos 14:1-3, Paulo tratou da questão relacionada ao consumo de carnes que poderiam ter sido sacrificadas aos ídolos. O Concílio de Jerusalém (At 15) decidiu que os gentios convertidos deveriam se abster de comer esses alimentos. No entanto, as pessoas sempre queriam saber se as carnes vendidas nos mercados públicos vinham de animais sacrificados aos ídolos (veja 1Co 10:25). Alguns cristãos não se importavam com isso de maneira nenhuma; outros, se houvesse a menor dúvida, optavam por comer legumes em vez de carne. A discussão não tinha nada a ver com a questão do vegetarianismo ou da vida saudável. Nem tampouco Paulo insinuou nessa passagem que a distinção entre carnes puras e imundas foi abolida. Esse não era o assunto em consideração. Se interpretarmos as palavras “de tudo se pode comer” (Rm 14:2, ARC) como se agora qualquer animal, limpo ou imundo, pudesse ser consumido, as aplicaremos erroneamente. A comparação com outras passagens do Novo Testamento vai contra essa aplicação.
Entretanto, “aceitar” o fraco na fé significava conceder a ele plena inclusão no corpo de Cristo e igualdade no status social. Não se devia discutir com a pessoa, mas dar a ela o direito à opinião.
1. Qual é o princípio de Romanos 14:1-3? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Aprovar quem deseja comer as carnes imundas.
B.( ) Respeitar a opinião de cada um quanto às carnes sacrificadas aos ídolos.
É igualmente importante perceber que, em Romanos 14:3, Paulo não falou negativamente do “fraco na fé” (Rm 14:1, NVI). Ele também não deu a essa pessoa conselhos sobre como se tornar forte. No que diz respeito a Deus, é aceito o cristão extremamente meticuloso (julgado assim, aparentemente, não por Deus, mas por seus companheiros cristãos). “Deus o acolheu” (Rm 14:3).
2. Em Romanos 14:4, como Paulo ampliou o que acabamos de ver?
Os princípios vistos na lição de hoje devem estar em nossa mente. Além disso, sabemos que não podemos julgar o coração das pessoas. No entanto, não existem momentos nos quais é preciso julgar suas ações e intervir nelas? Devemos nos esquivar e não fazer nem dizer nada em todas as situações? Isaías 56:10 descreve as sentinelas como “cães mudos, incapazes de latir” (NVI). Como podemos saber quando falar e quando ficar em silêncio? Como encontrar o equilíbrio?
Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/
Segunda-feira, 25 de dezembro
Diante do tribunal de Deus
3. Leia Romanos 14:10. Por que devemos ter cuidado ao julgar os outros? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Porque todos compareceremos diante do tribunal de Deus.
B.( ) Porque somente o Senhor tem a capacidade plena de julgar.
Às vezes julgamos os outros com dureza e, muitas vezes, pelas mesmas coisas que fazemos. Porém, o que fazemos não nos parece tão ruim como quando outras pessoas fazem a mesma coisa. Podemos enganar a nós mesmos, mas não enganamos a Deus, que nos advertiu: “Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também. Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?” (Mt 7:1-4).
4. Leia Romanos 14:11. Qual é o sentido da declaração do Antigo Testamento introduzida por Paulo nessa passagem?
A citação de Isaías 45:23 defende a ideia de que todos deverão comparecer diante do tribunal. “Todo joelho” e “toda língua” individualizam a convocação. A implicação é que cada um terá que responder por sua vida e suas ações (Rm 14:12). Ninguém poderá responder por outra pessoa. Nesse sentido importante, não somos guardadores dos nossos irmãos.
5. Mantendo o contexto em mente, como você entende o que Paulo disse em Romanos 14:14?
O assunto ainda era os alimentos sacrificados aos ídolos. Claramente, a questão não era a distinção entre os alimentos considerados puros ou impuros. Paulo
declarou que não havia, necessariamente, nada de errado em comer alimentos que pudessem ter sido oferecidos aos ídolos. Afinal, o que é um ídolo? Não é nada (veja 1Co 8:4); então, quem se importa se algum pagão ofereceu o alimento à estátua de um sapo ou de um touro?
Uma pessoa não deveria ser forçada a violar sua consciência, mesmo sendo essa muito sensível. Os irmãos “fortes” aparentemente não entenderam isso. Eles desprezavam a meticulosidade dos irmãos “fracos” e colocavam obstáculos em seu caminho.
É possível que, em seu zelo pelo Senhor, você esteja em perigo quanto ao que Paulo advertiu nessa passagem? Por que não devemos procurar ser a consciência dos outros, não importando quanto sejam boas as nossas intenções?
Terça-feira, 26 de dezembro
Nenhuma ofensa
6. Leia Romanos 14:15-23 (veja também 1 Coríntios 8:12, 13). Resuma nas linhas abaixo a essência das palavras de Paulo. Qual princípio dessa passagem podemos aplicar em todas as áreas da vida?
Em Romanos 14:17-20, Paulo colocou vários aspectos do cristianismo em seu devido contexto e perspectiva. Embora a dieta seja importante, os cristãos não devem brigar com relação às escolhas de algumas pessoas em comer legumes em vez de carne que poderia ter sido sacrificada aos ídolos. Em vez disso, eles devem se concentrar na justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Como poderíamos aplicar essa ideia às discussões sobre dieta em nossa igreja hoje? Por mais que a mensagem de saúde e, especialmente, os ensinamentos sobre alimentação possam ser uma bênção para nós, nem todo mundo entende esse assunto da mesma forma,
e precisamos respeitar essas diferenças.
7. Em Romanos 14:22, em meio a essa discussão sobre deixar que as pessoas sigam a própria consciência, Paulo acrescentou uma ressalva: “Bem-aventurado
é aquele que não se condena naquilo que aprova”. Qual é a advertência de Paulo ali? Como isso equilibra o restante de suas palavras nesse contexto? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Devemos ser nós mesmos e fazer tudo que é lícito, sem nos preocupar com a opinião dos outros.
B.( ) Devemos lembrar que somos, de certa forma, “responsáveis” pela fé dos outros. Por isso, não devemos ser pedra de tropeço.
Você já ouviu alguém dizer: “Não é da conta de ninguém o que eu como, o que uso ou o tipo de entretenimento do qual participo”? Será que é assim mesmo? Nenhum de nós vive no vácuo. Nossas ações, palavras, atos e até nossa alimentação podem influenciar os outros para o bem ou para o mal. Não é difícil ver como isso ocorre. Se alguém que o admira vê você fazendo algo “errado”, ele pode ser influenciado, pelo seu exemplo, a fazer a mesma coisa. Enganamos a nós mesmos se pensamos o contrário. Não vem ao caso argumentar que você não forçou a pessoa. Como cristãos, temos responsabilidades uns para com os outros, e, se nosso exemplo levar alguém a se perder, seremos culpados.
Qual tipo de exemplo você apresenta? Você se sentiria confortável em ter outros, especialmente jovens ou novos cristãos, seguindo seu exemplo em todas as áreas? O que sua resposta revela?
Quarta-feira, 27 de dezembro
Observância de dias
Nessa discussão sobre não julgar os que entendem algumas coisas de maneira diferente da nossa e não ser pedra de tropeço para os que podem ser ofendidos pelas nossas ações, Paulo trouxe à tona a questão dos dias especiais que alguns desejavam observar e outros não.
8. Leia Romanos 14:4-10. Como devemos entender o que Paulo declarou nesses versos? Isso tem a ver com o quarto mandamento? Por quê?
Sobre quais dias Paulo estava falando? Havia um conflito na igreja primitiva a respeito da observância ou não observância de certos dias? Aparentemente, sim. Obtemos uma pista em Gálatas 4:9, 10, em que Paulo repreendeu os cristãos da Galácia por observarem “dias, e meses, e tempos, e anos”. Como observamos na lição 2, alguns membros da igreja haviam persuadido os cristãos da Galácia a ser circuncidados e a guardar outros preceitos da lei de Moisés. Paulo temia que essas ideias também prejudicassem a igreja romana. Contudo, talvez em Roma, particularmente os judeus cristãos tiveram dificuldade em se convencer de que não precisavam mais observar as festas judaicas. Paulo estava dizendo nesse texto: faça o que quiser com relação a esse assunto; o ponto importante é não julgar aqueles que entendem o assunto de maneira diferente da sua. Parece que alguns cristãos, para não correr riscos, decidiram observar uma ou mais festas judaicas. O conselho de Paulo é: deixe que o façam se estiverem convencidos de que devem fazê-lo.
Aplicar o sábado semanal ao texto de Romanos 14:5, como alguns argumentam, é infundado e ilegítimo. Dá para imaginar Paulo agindo de maneira tão descuidada em relação ao quarto mandamento? Como vimos durante o trimestre, o apóstolo enfatizou a obediência à lei; portanto, ele certamente não colocaria o mandamento do sábado na mesma categoria das pessoas que estavam confusas quanto a comer ou não alimentos que pudessem ter sido oferecidos aos ídolos. Por mais que esse texto seja comumente utilizado como exemplo de que o sábado (sétimo dia) não é mais válido, não é isso o que ele significa. Usar o texto dessa maneira é um perfeito exemplo do que as pessoas faziam com os escritos de Paulo, de acordo com a seguinte advertência de Pedro: “Ao [Paulo] falar acerca destes assuntos, como, de fato, costuma fazer em todas as suas epístolas, nas quais há certas coisas difíceis de entender, que os ignorantes e instáveis deturpam, como também deturpam as demais Escrituras, para a própria destruição deles” (2Pe 3:16).
Qual tem sido sua experiência com o sábado? Tem sido a bênção que deveria ser? Quais mudanças você pode fazer para experimentar mais plenamente o que o Senhor lhe oferece no sábado?
Quinta-feira, 28 de dezembro
Palavras finais
9. Leia Romanos 15:1-3. Qual importante verdade encontramos nessa passagem? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Não devemos agradar a nós mesmos, e sim aos outros.
B.( ) Não devemos agradar aos outros, e sim a nós mesmos.
10. Essa passagem capta o que significa ser seguidor de Jesus?
11. Quais outros versos ensinam a mesma ideia? Como você pode viver esse princípio?
12. Leia Romanos 15:5, 6, 13, 33. Quando Paulo terminou sua carta, ele pronunciou bênçãos diferentes. Quais foram elas?
Deus da paciência é Aquele que ajuda Seus filhos a perseverar firmemente. A palavra grega para “paciência”, hupomone, significa “fortaleza”, “resistência firme”. A palavra para “consolação” pode ser traduzida como “encorajamento”. O Deus do encorajamento nos encoraja. O Deus da esperança é Aquele que deu esperança à humanidade. Da mesma forma, o Deus da paz é a Pessoa que dá a paz e em quem se pode ter paz.
13. Leia Romanos 16:25-27. Depois de inúmeras saudações pessoais, como Paulo concluiu sua carta?
Paulo concluiu sua carta com uma gloriosa declaração de louvor a Deus. O Senhor é Aquele em quem os cristãos podem confiar seguramente a fim de confirmar sua posição como filhos redimidos de Deus, justificados pela fé e guiados por Seu Espírito.
Paulo foi inspirado pelo Senhor a escrever essa carta em resposta a uma situa­ção específica, em um momento específico. O que não sabemos são os detalhes sobre o que o Senhor tinha revelado a Paulo a respeito do futuro.
Paulo sabia sobre a “apostasia” (2Ts 2:3), embora o texto não revele quanto ele sabia. Em suma, não sabemos se Paulo tinha alguma noção do papel que ele e seus escritos teriam nos eventos finais. Em certo sentido, isso não importa. O que importa é que desses textos nasceu o Protestantismo, e neles os que buscam permanecer fiéis a Jesus tiveram e terão o fundamento escriturístico sobre o qual fundamentar sua fé e seu compromisso, mesmo quando o mundo se maravilhar, “seguindo a besta” (Ap 13:3).
Sexta-feira, 29 de dezembro
Estudo adicional
Leia, de Ellen G. White, “Unidade e Amor na Igreja”, p. 477, 478; “Amor Pelos que Erram”, p. 604-606, em Testemunhos Para a Igreja, v. 5; “Auxílio aos Tentados”, p. 166, em A Ciência do Bom Viver; p. 719, no Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6.
“Vi o perigo em que o povo de Deus incorre ao olhar para o irmão e a irmã White, pensando que deve ir a eles com suas preocupações e em busca de conselho. Isso não deve ser assim. Eles são convidados por seu compassivo e amoroso Salvador a ir a Ele quando cansados e sobrecarregados, e Ele os aliviará […]. Muitos vêm a nós com a pergunta: Devo fazer isto? Devo envolver-me nesta empreitada? Ou, com relação ao vestuário: Devo usar este ou aquele artigo? Respondo-lhes: Vocês professam ser discípulos de Cristo. Estudem suas Bíblias. Examinem cuidadosamente e com oração a vida de nosso querido Salvador quando habitava entre os homens na Terra. Imitem-na e não se desviarão do caminho estreito” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 2, p. 118, 119).
“Os que decidem não fazer, em nenhum sentido, coisa alguma que desagrade a Deus, depois de Lhe apresentarem seu caso saberão a direção que deverão seguir” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 668).
“A independência de espírito é susceptível de levar o agente humano a ter demasiada confiança em si mesmo e em seu próprio discernimento, de preferência a respeitar o conselho e […] a maneira de julgar de seus irmãos” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 163, 164).
Perguntas para discussão
Com base nos temas desta semana, qual é o equilíbrio nestas situações:
1. Como ser fiéis ao que cremos sem julgar os que entendem as coisas de maneira diferente da nossa?
2. Como ser fiéis à nossa consciência, não buscando ser a consciência dos outros, mas ajudar os que estão equivocados? Quando devemos falar e quando devemos ficar em silêncio? Em quais situações seremos culpados se guardarmos silêncio?
3. Como ser livres no Senhor e ao mesmo tempo perceber nossa responsabilidade de ser bons exemplos para aqueles que nos admiram?
Respostas e atividades da semana: 1. B. 2. Divida a classe em duplas e peça aos alunos que discutam como podemos explicar a um incrédulo por que nos abstemos das carnes imundas, sem citar Romanos 14, visto que essa passagem não se refere a esse assunto. 3. V; V. 4. Reflita com os alunos sobre o juízo. Peça a eles que escrevam os pecados pelos quais Deus os condenará, se não se arrependerem. Peça que levem esse papel para casa e orem para que Deus os ajude a abandonar esses pecados. 5. Resposta pessoal. 6. Resumo pessoal. Devemos deixar de fazer aquilo que escandaliza nosso irmão. 7. B. 8. Solicite que um aluno responda essa pergunta. 9. V; F. 10. Promova uma discussão a respeito do que significa renunciar a nós mesmos e levar a nossa cruz. 11.Peça aos alunos que conversem em grupos de dois ou três sobre maneiras práticas de agradar os outros. 12. Leia os textos sugeridos na pergunta e escolha a bênção com a qual você mais se identificou. 13. Peça que um aluno leia a passagem em voz alta e tire suas conclusões.

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