domingo, 21 de janeiro de 2018

Lição 4, 20 a 27 de janeiro --Fugindo do mundanismo


Sábado à tarde
Verso para memorizar: “As riquezas de nada aproveitam no dia da ira, mas a justiça livra da morte […]. Quem confia nas suas riquezas cairá, mas os justos reverdecerão como a folhagem” (Pv 11:4, 28)
Leituras da semana: Sl 119:11; Ef 6:18; Rm 8:5, 6; Hb 11:1-6; 1Rs 3:14; Ez 36:26, 27
Embora Satanás tenha fracassado ao confrontar Jesus, ele foi bem-sucedido em sua luta contra todas as outras pessoas. Ele continuará a vencer, a menos que o combatamos com a armadura e o poder de Deus. Somente o Senhor nos oferece libertação das seduções do mundo.
Portanto, devemos nos concentrar em nosso Mantenedor celestial. Davi percebeu o verdadeiro valor nesta vida quando escreveu: “Os leõezinhos sofrem necessidade e passam fome, porém aos que buscam o Senhor bem nenhum lhes faltará” (Sl 34:10). Salomão reconheceu que a sabedoria e o entendimento eram mais valiosos do que a prata e o ouro (Pv 3:13, 14). A verdadeira felicidade e a vida correta surgem quando desviamos nossos olhos dos bens que possuímos e olhamos para o Cristo vivo, que nos possui.
Nossa única esperança de escapar da sedução do mundo é um relacionamento vital e eficaz com Jesus. Nesta semana, estudaremos os elementos desse relacionamento, veremos como é fundamental para nosso sucesso espiritual reconhecer o poder por trás da máscara desse mundo e entenderemos a importância de Cristo como a verdadeira razão para viver.

No dia 3 de março teremos o lançamento do programa Primeiro Deus. Você vai ter a oportunidade de viver uma experiência intensa de comunhão com o Senhor. 
 
Domingo, 21 de janeiro
Relacionamento com Cristo
O amor aos bens materiais, mesmo para aqueles que não têm muito dinheiro, é uma poderosa corrente que nos liga ao mundo, em vez de nos unir a Cristo. Mesmo que não tenhamos muito em termos de bens terrestres, o desejo ardente de obter bens materiais pode se tornar uma terrível maldição que, se não for colocada sob o controle do Senhor, afastará a pessoa da salvação. Satanás sabe disso e, por essa razão, ele usa o amor às posses materiais para enganar o maior número possível de pessoas. Qual é a nossa única proteção?
1. “Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da Terra” (Cl 3:2). Como podemos fazer o que Paulo nos mandou? (Veja também Sl 119:11; Ef 6:18.) Assinale a alternativa correta:
A.( ) Guardando a Palavra de Deus no coração e orando sempre.
B.( ) Pensando no ouro e nas riquezas que teremos na Nova Terra.
2. De acordo com Filipenses 4:8, no que devemos pensar?
A única cura para o mundanismo, seja qual for a sua forma, é a contínua devoção a Cristo (Sl 34:1) nos altos e baixos da vida. Moisés “considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito” (Hb 11:26). Antes de qualquer outro relacionamento, Cristo deve ser nossa prioridade. Ele busca um compromisso fundamentado na convicção, não em preferência; isto é, devemos nos devotar a Jesus porque sabemos quem Ele é e o que tem feito por nós, não por causa de vantagens imediatas que nossa fé e compromisso com Ele possam nos oferecer.
Nossa vida deve ser escondida em Jesus e Seus planos devem ser os nossos planos. O verdadeiro compromisso é colocar nossa mão no arado sem olhar “para trás” (Lc 9:62). Quando fazemos esse tipo de compromisso, Jesus nos eleva ao nosso pleno potencial. Quando nos rendemos a Cristo, Ele rompe o domínio do mundo sobre nós. Nossa vida deve estar centralizada em Cristo, não nas coisas; somente isso preencherá o nosso vazio.

Pense em um bem material que você queria muito adquirir. Quanto tempo duraram a alegria e a satisfação quando você finalmente conseguiu obtê-lo?  

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Segunda-feira, 22 de janeiro
Na Palavra
Mais de 6 bilhões de Bíblias já foram distribuídas no mundo, mas quantas delas são vistas como a Palavra do Deus vivo? Quantas são lidas com um coração sincero, aberto ao conhecimento da verdade?
O estudo bíblico apropriado direciona nossa bússola espiritual e nos permite navegar em um mundo de falsidade e confusão. A Bíblia é um documento vivo de origem divina (Hb 4:12), e como tal, ela nos revela verdades que não encontramos em outros lugares. A Bíblia é o roteiro para a vida diária. Ela nos educa ao expandir nosso intelecto e refinar nosso caráter.
3. Leia João 5:39; 14:6 e 20:31. Os evangelhos apresentam as informações mais confiáveis sobre Jesus. O que esses textos de João revelam sobre Ele? Por que Cristo é tão importante para nós e para tudo o que cremos?
Estudamos a Bíblia porque ela é a suprema fonte da verdade. Jesus é a Verdade. Na Palavra de Deus encontramos Cristo da maneira que Ele nos foi revelado em suas páginas. No Antigo e no Novo Testamentos, aprendemos quem é Jesus e o que Ele realizou por nós; então nos apaixonamos por Ele e entregamos nossa vida ao Seu eterno cuidado. Ao seguirmos Jesus e obedecermos às Suas palavras, somos libertados dos laços do pecado e do mundo (Jo 8:36).
4. Leia Romanos 8:5, 6. Sobre o que o apóstolo nos advertiu? Como o estudo da Palavra de Deus nos ajuda nessa luta pela nossa mente?
Se não tivermos cuidado, o amor ao mundo e aos bens mundanos pode nos afastar de Deus. Por isso, devemos nos manter na Palavra, que nos mostra as realidades espirituais e eternas, tão essenciais para a vida cristã.
O amor às coisas mundanas nunca eleva a mente à moralidade espiritual; em vez disso, ele substitui os princípios bíblicos pela ganância, egoísmo e luxúria. O amor, conforme revelado nas Escrituras, edifica relacionamentos ao nos ensinar a importância de nos doar aos outros. Em contraste com esse princípio, a essência do mundanismo é obter coisas para nós mesmos, que é o oposto de tudo o que Jesus representa.

Terça-feira, 23 de janeiro
Vida de oração
E a vida eterna é esta: que Te conheçam a Ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17:3). Não é de admirar que os cristãos, muitas vezes, digam que sua fé se resume a um relacionamento com Deus. Se conhecer a Deus é ter “vida eterna”, então podemos encontrar essa vida mediante um relacionamento com Ele. E a comunicação é algo fundamental nesse relacionamento. Vimos ontem que Deus Se comunica conosco por meio de Sua Palavra. Consequentemente, nós comungamos com Ele por meio da oração.
Devemos pensar nas coisas celestiais e não nos assuntos deste mundo. Por isso a oração é essencial, pois, pela sua própria natureza, ela nos mostra um reino superior ao mundo.
No entanto, mesmo assim devemos ter cuidado, pois às vezes nossas orações podem ser meramente uma expressão da nossa natureza egoísta. Por essa razão, precisamos orar em submissão à vontade de Deus.
Anos atrás, uma mulher cantou com ironia estas palavras: “Ó, Senhor, Você não vai me comprar uma Mercedes-Benz?” À sua maneira, ela estava fazendo um ataque ao materialismo daqueles que professam fé em Deus. Devemos estar seguros de que nossa oração é, de fato, um ato de submissão a Deus e morte para o mundo. Só assim, buscaremos a vontade de Deus, não a nossa.
5. Leia Hebreus 11:1-6. Qual elemento fundamental deve estar associado às nossas orações? O que significa ir a Deus em fé e orar com fé? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Fé. Significa confiar em Deus em qualquer circunstância.
B.( ) Milagres. Significa exigir que Deus faça tudo que queremos.
Se não houver fé em nossas orações, haverá presunção, a contrafação satânica da fé. “A oração e a fé são aliadas íntimas, e necessitam ser estudadas juntas. Na oração da fé há uma ciência divina; é uma ciência que deve ser compreendida por todo aquele que deseja fazer do trabalho de sua vida um êxito. Cristo disse: ‘Por isso, vos digo que tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes, e será assim convosco’ (Mc 11:24). Ele deixa bem claro que o nosso pedido deve estar de acordo com a vontade de Deus; devemos pedir as coisas que Ele prometeu, e o que quer que recebamos deve ser empregado em fazer Sua vontade. Satisfeitas as condições, a promessa é certa” (Ellen G. White, Educação p. 257, 258).

Reflita sobre sua vida de oração. Por que você ora? O que suas orações lhe revelam sobre suas prioridades? Sobre quais outras coisas você precisa orar?  

Quarta-feira, 24 de janeiro
Vida sábia
Uma das histórias mais belas da Bíblia é o relato do pedido de Salomão a Deus, de que lhe desse, acima de tudo, um “coração compreensivo para julgar” Seu “povo, para que prudentemente” discernisse “entre o bem e o mal;” Salomão disse ao Senhor: “Quem poderia julgar a este grande povo?” (1Rs 3:9).
6. Leia 1 Reis 3:14; 1 João 5:3 e 1 Pedro 4:17. Quais palavras importantes Deus disse a Salomão que, se ele as tivesse atendido, o teriam poupado da ruína que suas posses lhe trouxeram? Por que essa orientação divina é tão importante para nós?
Salomão tinha grande sabedoria, mas a sabedoria em si mesma, se não for praticada e vivida, torna-se nada mais que uma boa informação. No sentido bíblico da palavra, a sabedoria que não é colocada em prática, não é verdadeiramente sabedoria. Muitos dos que estarão perdidos tiveram muitas informações corretas sobre Deus e Seus requisitos. A falta de obediência de Salomão fez com que ele se desviasse dos caminhos aos quais o Senhor o tinha chamado. Somente mais tarde em sua vida ele recobrou o juízo e escreveu com humildade: “Melhor é a sabedoria do que joias, e de tudo o que se deseja nada se pode comparar com ela” (Pv 8:11).
Sabedoria é a aplicação do conhecimento e da compreensão. O conhecimento representa os fatos; a compreensão representa o discernimento; e a sabedoria surge no processo de aplicar essa compreensão e conhecimento na vida. Um mordomo sábio não precisa apenas de conhecimento e compreensão, mas da experiência resultante da prática desses dois.
O exemplo de Salomão mostra que, quando não se vive o conhecimento recebido, é muito fácil, até mesmo para os mais sábios e inteligentes, envolver-se no vazio de um estilo de vida materialista.
7. Compare 1 Coríntios 3:19 e Provérbios 24:13, 14. Qual é a diferença entre os dois tipos de sabedoria mencionados nesses textos?

Quinta-feira, 25 de janeiro
O Espírito Santo
O grande conflito é real; dois lados estão lutando pela nossa vida. Um nos atrai a Cristo (Jo 6:44) e o outro ao mundo (1Jo 2:16). O poder do Espírito Santo em nossa vida pode e vai nos guiar na direção certa, se apenas nos submetermos a Ele.
“Quando vier, porém, o Espírito da verdade, Ele vos guiará a toda a verdade” (Jo 16:13; veja também Jo 14:16). O Espírito Santo nos capacita a viver por princípios e pela fé, não por caprichos nem emoções que tanto dominam o mundo. A preparação eficaz para a vida no Céu ocorre quando vivemos fielmente neste mundo sob a direção do Espírito Santo.
O propósito dos conselhos e da pregação de Paulo era que a fé dos cristãos “não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:5). Por meio de bens materiais, a sedução do mundo pode nos afastar do Senhor. Em contrapartida, o poder do Espírito Santo nos levará a Jesus, se apenas não resistirmos a Ele.
8. O sucesso na batalha contra o mundo e suas seduções será conquistado apenas a partir de um poder externo. Leia Ezequiel 36:26, 27; João 14:26 e Efésios 3:16, 17. Quando deixamos o Espírito Santo nos possuir, quais coisas Deus faz para assegurar que tenhamos a vitória espiritual? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Ele nos dá um novo coração e coloca dentro de nós Seu Espírito.
B.( ) Ele apenas nos converte, pois, uma vez salvos, salvos para sempre.
“É por meio de falsas teorias e tradições que Satanás adquire seu domínio sobre a mente. Encaminhando os homens para falsas normas, deforma-lhes o caráter. Por intermédio das Escrituras o Espírito Santo fala à mente e grava a verdade no coração. Assim expõe o erro, expelindo-o da pessoa. É pelo Espírito da verdade, operando pela Palavra de Deus, que Cristo submete a Si Seu povo escolhido” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 671).
O Espírito Santo é o que ensina a verdade. Ele é o dom supremo que Jesus poderia dar para representar a divindade na Terra depois de Sua ascensão. O Espírito Santo Se esforça para nos dar poder para vencer a poderosa sedução do mundo e seus “encantos”.

O mundo nos atrai, não é mesmo? Como podemos nos entregar diariamente ao Espírito Santo, o único que nos capacita para resistir às tentações do mundo?  

Coloque em sua agenda: de 4 de março a 2 de abril teremos a jornada espiritual de 30 dias. Prepare sua família. #PrimeiroDeus 

Sexta-feira, 26 de janeiro
Estudo adicional
Um mordomo age fundamentado no duplo princípio da obediência e do amor. “Lembrem-se de que o dever [obediência] tem um irmão gêmeo — o amor. Unidos, ambos podem realizar quase tudo; mas, separados, nenhum é capaz de fazer o bem” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 4, p. 62). A obediência é o amor em ação. Precisamos apenas meditar no sacrifício de Cristo para que o amor desperte nossa obediência.
Em contraste com isso, estão os princípios do mundo: o ódio e sua irmã gêmea, a rebelião. A rebelião é o ódio em ação. Lúcifer se rebelou contra Deus (Ez 28:16, 17) e nunca deixará de fazê-lo até que seja destruído. Ele transformou a autoridade do amor em amor pela autoridade. Os líderes religiosos de Israel odiavam a autoridade e o poder que Jesus possuía (Mt 22:29). Mesmo quando eles deixaram o templo e se afastaram de Seu olhar penetrante, não mudaram seus caminhos.
Perguntas para discussão
1. O que Ellen G. White quis dizer quando, depois de chamar o amor e o dever de gêmeos, ela afirmou que, separados, eles não eram capazes de “fazer o bem”? O que é o amor sem a obediência, e como é a obediência sem o amor? Por que eles devem estar juntos?
2. Qual é o significado do verso para memorizar desta semana? O que ele revela sobre as riquezas?
3. Como a oração, o estudo da Bíblia e o relacionamento com Cristo podem nos manter no caminho espiritual certo?
4. As pessoas que não têm muitos bens neste mundo também podem cair nas armadilhas das ilusões de Satanás?
Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. Naquilo que é verdadeiro, respeitável, justo, amável, de boa fama, virtuoso e louvável. Pergunte aos alunos: o que nos impede de manter esse tipo de pensamento? 3. Peça que alguns alunos leiam os textos em voz alta. Peça a opinião deles. Incentive a classe a grifar os textos bíblicos que falam sobre Jesus quando estiverem estudando a Bíblia. 4. Ele nos advertiu sobre a inclinação para as coisas da carne, que levam para a morte. Pergunte aos alunos: como o estudo da Bíblia nos conduz para as coisas do Espírito? 5. V; F. 6. Peça que alguns alunos leiam os textos em voz alta. Depois, comente as passagens com a classe. 7. Peça que os alunos mencionem a diferença entre inteligência e sabedoria. Conversem a respeito disso. 8. A.




 
 

domingo, 14 de janeiro de 2018

Lição 3 - 13 a 20 de janeiro - Deus ou Mamom?



Sábado
VERSO PARA MEMORIZAR: “Deus O exaltou sobremaneira e Lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai” (Fp 2:9-11).
LEITURAS DA SEMANA: Sl 33:6-9; Mt 19:16-22; 1Pe 1:18; Hb 2:14, 15; Êx 9:14; Sl 50:10

Deus não desperdiça palavras explicando o que pensa sobre o amor ao dinheiro e às coisas materiais. Em uma parábola, as palavras de Cristo a um rico ganancioso que, embora abençoado pelo Senhor, agiu com avareza, devem colocar em todos nós o temor de Deus: “‘Insensato! Esta mesma noite a sua vida lhe será exigida. Então, quem ficará com o que você preparou?’ Assim acontece com quem guarda para si riquezas, mas não é rico para com Deus” (Lc 12:20, 21, NVI).
Servir a Deus e ao dinheiro são ações que se excluem. É um ou outro, Deus ou Mamom. É uma ilusão pensar que podemos fazer as duas coisas, pois, mais cedo ou mais tarde, seremos apanhados numa vida dupla. Podemos enganar aos outros, talvez a nós mesmos, mas não ao Senhor, a quem um dia teremos que prestar contas.
Temos que fazer uma escolha, e quanto mais tempo hesitamos, arrumamos desculpas ou adiamos, mais forte é a influência que o dinheiro e o amor a ele exercem em nossa vida. A fé exige uma decisão.
Ao nos concentrarmos no caráter de Deus, no que Ele fez por nós e no que devemos a Ele, nossa decisão se torna muito mais fácil. à tarde
De 22 de fevereiro a 3 de março teremos Dez Dias de Oração e momentos para jejuar. Prepare sua família e sua igreja para os milagres de Deus!
Domingo, 14 de janeiro
Cristo, o Criador
1. Leia Gênesis 1:1; Salmos 33:6-9; Isaías 45:11, 12; Jeremias 51:15 e João 1:3. O que esses textos nos revelam sobre o valor do mundo material? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Tudo o que há no mundo material é obra de Satanás.
B.( ) Jesus criou o mundo perfeito e excelente. O pecado corrompeu tudo.
Foi Cristo que estendeu os céus, e lançou os fundamentos da Terra. Foi Sua mão que suspendeu os mundos no espaço e deu forma às flores do campo. ‘Ele converteu o mar em terra firme’ (Sl 66:6). ‘Seu é o mar, pois Ele o fez’ (Sl 95:5). Foi Ele quem encheu a Terra de beleza, e de cânticos o ar. E sobre todas as coisas na terra, no ar e no firmamento, escreveu a mensagem do amor do Pai” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 20).
As coisas materiais não são ruins em si mesmas. Diferentemente de algumas religiões, que ensinam que o mundo material e a matéria, em si, são maus e apenas as coisas espirituais são boas, a Bíblia valoriza o mundo material.
Afinal, o próprio Jesus o criou. Como, então, o mundo poderia ser mau? Infelizmente, assim como ocorre com todos os dons de Deus, o mundo material pode ser pervertido e usado para o mal, mas isso não torna mau o dom original. A Bíblia nos adverte contra o abuso e a perversão das coisas que Deus criou neste mundo, mas não contra as próprias coisas.
Ao contrário, Deus criou o mundo material. Seu desejo era que Seu povo também se beneficiasse dos frutos e benefícios desse mundo: “Vocês e os levitas e os estrangeiros que estiverem no meio de vocês se alegrarão com todas as coisas boas que o Senhor, o seu Deus, dá a vocês e às suas famílias” (Dt 26:11, NVI; veja também Dt 14:26).
Jesus é o Criador (Jo 1:1-3), e a Terra é apenas uma amostra da Sua criação. Sua capacidade criativa dá a Ele uma perspectiva singular a respeito da vida e daqueles que vivem na Terra. Cristo conhece o valor das coisas materiais e nos presenteou com elas para nosso benefício e felicidade. Ele também sabe o que acontece quando a humanidade perverte essas dádivas, ou faz delas um fim em si mesmas. Assim como todas as coisas, essas dádivas devem ser usadas para a glória de Deus.
Observe as dádivas maravilhosas do mundo criado. Mesmo depois da devastação do pecado, ainda podemos ver o bem inerente em muitas partes da criação. O que a natureza, em sua excelência, revela sobre a bondade de seu Criador?
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Segunda-feira, 15 de janeiro
Filho de Deus/Filho do Homem
Como cristãos, acreditamos que Jesus era plenamente Deus e plenamente humano. Essa união da divindade com a humanidade torna Sua perspectiva singular em relação ao que é importante na Terra e importante para a eternidade. O fato de que não compreendemos como Cristo pode ter uma natureza divina/humana não anula essa verdade, assim como nossa falta de conhecimento sobre aerodinâmica não impede que um avião voe.
“Eis aqui dois mistérios em um: a pluralidade de pessoas na unidade divina, e a união da divindade e humanidade na pessoa de Jesus […]. Nada na ficção é tão maravilhoso quanto essa verdade da encarnação” (J. I. Packer, Knowing God [Conhecendo Deus], Downers Grove, Illinois: InterVarsity Press, 1973, p. 53).
Uma das razões pelas quais Jesus veio ao mundo foi mostrar quanto Deus é amoroso e quanto Ele cuida de cada um de nós. Embora alguns acreditassem que a divindade fosse fria e distante, Jesus revelou o verdadeiro caráter do nosso Pai celestial.
Entretanto, Satanás tem tentado separar de Deus os seres humanos. Ele tem tentado despersonalizá-Lo, caracterizando-O como alguém que não se importa conosco. Ele faz tudo o que pode, mediante todos os meios possíveis, para que não conheçamos nem experimentemos a realidade da bondade e da graça de Deus.
O amor excessivo pelas coisas materiais é uma das artimanhas de Satanás para alcançar esse objetivo, e isso tem dado certo!
2. Leia Mateus 19:16-22. Como Satanás pode usar nosso amor pelas coisas materiais para nos manter distantes do Senhor?
Imagine Jesus, o Deus encarnado, falando a esse jovem que obviamente sabia que Ele era alguém especial. Porém, o que aconteceu? O jovem permitiu que sua grande riqueza e seu amor pelas coisas materiais o separasse do próprio Deus em pessoa! O amor pelo mundo e pelas coisas materiais o cegou tanto que, embora ele estivesse triste, sua tristeza não foi suficiente para fazê-lo realizar a coisa certa. Ele não estava triste porque estava perdendo suas posses, pois ele não estava. Na verdade, ele estava triste porque estava perdendo a vida eterna por causa dessas coisas.
Sendo ricos ou pobres, como podemos nos relacionar corretamente com as coisas materiais?
Terça-feira, 16 de janeiro
Cristo, o Redentor
Dívida não é um princípio do Céu. Contudo, Adão e Eva pecaram, e a transgressão da lei significava morte. Portanto, a humanidade passou a dever à justiça divina. Estávamos falidos, espiritualmente inadimplentes de uma dívida que jamais poderíamos pagar.
O amor de Deus por nós colocou em ação o plano da redenção. Jesus tornou-Se nosso “fiador” (Hb 7:22). A identidade de Cristo como Redentor revela a transação mais importante já feita. Somente o sacrifício de Sua vida poderia realizar o pagamento exigido pela justiça divina. Jesus pagou a dívida do nosso pecado quando a justiça e a misericórdia se beijaram na cruz. O Universo nunca tinha visto nem testemunhado tamanha riqueza como no pagamento pela redenção da humanidade (Ef 5:2).
“Derramando toda a riqueza do Céu neste mundo, dando-nos todo o Céu em Cristo, Deus adquiriu a vontade, as afeições e a mente de todo ser humano” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 326).
3. Do que Cristo nos salvou? Leia cada um dos textos e assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso: Cl 1:13; 1Ts 1:10; 1Pe 1:18; Hb 2:14, 15; Gl 3:13; Ap 1:5
A.( ) Do dinheiro e de todas as coisas materiais.
B.( ) Da morte, da maldição da lei e dos nossos pecados.
A palavra grega tetelestai, em João 19:30, tem sido considerada a palavra mais importante já proferida. Ela significa “está consumado”, e foi a última declaração de Jesus na cruz. Essa declaração final significa que Sua missão foi cumprida e nossa dívida foi “paga integralmente”. Ele não a proferiu como alguém sem esperança, mas como Aquele que conseguiu redimir o mundo perdido. A cruz é um acontecimento passado com um efeito presente e uma esperança futura. Jesus deu a vida para destruir, de uma vez por todas, o pecado, a morte e as obras do diabo. Isso significa que, embora não mereçamos, somos redimidos (Ef 1:7). Vislumbrar as maravilhas da salvação é pisar em terreno sagrado.
Cristo como Redentor é a imagem mais sublime de Deus. Seu interesse supremo é nos redimir. Isso revela Sua perspectiva para com a humanidade e especialmente como Ele valoriza o relacionamento conosco. Tendo a justiça sido satisfeita, Cristo volta Sua atenção para nossa resposta a Seu sacrifício.
Pense nisto: Cristo pagou a dívida, completa e integralmente, por todo o mal que você já fez. Qual deve ser sua resposta? (Veja Jó 42: 5, 6).
Quarta-feira, 17 de janeiro
Um Deus zeloso
Ao confrontar Faraó, Deus declarou: “Esta vez enviarei todas as Minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus oficiais, e sobre o teu povo, para que saibas que não há quem Me seja semelhante em toda a Terra” (Êx 9:14).
4. O que o Senhor quis dizer quando afirmou: “Não há quem Me seja semelhante em toda a Terra”?
“Para a finita mente humana, é impossível compreender plenamente o caráter ou as obras do Infinito. Para o intelecto mais perspicaz, para o espírito mais poderoso e mais altamente educado, aquele santo Ser tem que permanecer para sempre envolto em mistério” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 698, 699).
Não há ninguém igual a Deus (1Rs 8:60). Ele pensa, lembra e age de maneiras que não compreendemos. Não importam nossas tentativas de transformá-Lo em nossa própria imagem, Deus continua sendo Deus. Foi Ele quem criou, de maneira singular, cada floco de neve, cérebro, rosto e característica individual, e “não há outro” além dEle (1R 8:60). Afinal, Deus é o Criador, e como Criador Ele é certamente distinto de Sua criação.
5. O que estes textos revelam sobre como Deus é diferente de Sua criação? 1Sm 2:2; Sl 86:8; Is 55:8, 9; Jr 10:10; Tt 1:2
Quando consideramos tudo o que Deus é, tudo o que Ele possui, e tudo o que Ele faz, é surpreendente que Ele possa ter competidores! Mas Ele tem, no sentido de que precisa “competir” pelo amor e afeição humanos. Talvez seja por isso que Ele afirma ser “zeloso” (Êx 34:14, que também pode ser traduzido como “ciumento”). Deus criou os seres humanos para que sejam livres, o que significa que temos a opção de servi-Lo ou servir a qualquer outra coisa. Em muitos aspectos, esse tem sido o problema humano fundamental: escolher servir a outros deuses, independentemente da forma em que eles se apresentem, em vez de servir ao único Deus que vale a pena servir, Aquele que criou e é o dono de todo o Universo. Por isso Ele é, de fato, um Deus zeloso.
Em sua vida, existe algo competindo com Deus por suas afeições?
Quinta-feira, 18 de janeiro
Propriedade verdadeira
Pertencemos a Deus, tanto pela criação como pela redenção. E não apenas pertencemos ao Senhor, mas todas as nossas posses também pertencem a Ele. Não possuímos nada além de nossas próprias escolhas.
Em contraste com isso, um princípio central do mundanismo é a ideia de que somos donos de nossas posses. Isso é um engano, pois o pensamento de que os cristãos são os proprietários finais dos seus bens é um conceito contrário ao que a Palavra de Deus ensina.
É Deus quem possui todas as coisas (Jó 38:4-11). Somos apenas estrangeiros e inquilinos (Lv 25:23), assim como os israelitas na Terra Prometida. Dependemos de Deus até mesmo para respirar (At 17:25). O que julgamos possuir, pertence a Ele. Somos apenas Seus mordomos e, como tais, devemos administrar posses tangíveis e até intangíveis para a glória de Deus.
6. De acordo com Deuteronômio 10:14; Salmo 50:10; 104:16; Ezequiel 18:4; Ageu 2:8 e 1 Coríntios 6:19, 20, quais coisas Deus possui? Como devemos ver as coisas materiais que estão em nossa posse? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Somente as coisas espirituais são propriedade divina. As coisas materiais pertencem aos seres humanos.
B.( ) O céu, a Terra e tudo o que neles há; animais, árvores, seres humanos, prata, ouro e o nosso corpo.
“Todas as coisas pertencem a Deus. Podem os homens ignorar Seus reclamos. Enquanto o Senhor derrama abundantemente Suas bênçãos sobre eles, talvez estejam usando tais bênçãos para satisfação egoísta, mas por certo serão chamados a prestar contas de sua mordomia” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja,
v. 9, p. 246).
Deus como dono e nós como mordomos devemos ter um relacionamento mediante o qual Ele possa nos usar de maneiras que nos preparem para o Céu e que beneficiem e abençoem os outros. Porém, os mordomos infiéis podem restringir o acesso do Proprietário às Suas próprias posses. Como vimos ontem, Deus não nos força a realizar Sua vontade. Ele nos criou e nos concedeu bens materiais para serem administrados para Ele até Seu retorno. O que fazemos com essas coisas reflete o tipo de relacionamento que temos com o Senhor.
Não somos donos de nada. Tudo pertence a Deus. Como devemos nos relacionar com os bens materiais?
Sexta-feira, 19 de janeiro
Estudo adicional
A mordomia teve início quando Deus colocou Adão e Eva em um lindo jardim do qual eles deveriam cuidar e administrar (Gn 2:15). Nesse ambiente perfeito, era tarefa deles tornar o jardim habitável, e isso não deve ter sido difícil. Deus deu autoridade ao casal em sua função e os ensinou sobre sua responsabilidade. Cuidar do Éden daria sentido e traria felicidade a eles.
O verbo hebraico para “domínio” (Gn 1:26, 28) significa “colocar sob controle e governo”. Dado o contexto, esse não era um domínio severo, mas um governo benevolente no cuidado para com a criação. A responsabilidade de cuidar da criação ainda não terminou. No paraíso, Adão e Eva deviam aprender que Deus era o
Proprietário, e eles, Seus administradores ou mordomos. Desde o início, Deus tinha a intenção de que eles tivessem posições de responsabilidade e confiança, mas não como proprietários. Eles deveriam demonstrar a Deus que eram fiéis às suas tarefas.
“Adão e Eva receberam a missão de cuidar do jardim do Éden. Eles deveriam cultivá-lo e guardá-lo (Gn 2:15). Estavam felizes em seu trabalho. Sua mente, coração e vontade atuavam em perfeita harmonia. Não encontravam, em seu trabalho, cansaço nem tarefa difícil. Suas horas eram preenchidas com trabalho útil e comunhão um com o outro. A ocupação deles era agradável. Deus e Cristo os visitavam e falavam com eles. Eles receberam a perfeita liberdade […]. Deus era o dono de sua casa no Éden. Eles a mantinham sob Seu domínio” (Ellen G. White,
Manuscript Releases, v. 10, p. 327).
Perguntas para discussão
1. Deus é o dono do mundo. O que isso nos ensina sobre nossa responsabilidade com o meio ambiente? Embora tenhamos que evitar o fanatismo político de alguns ambientalistas que adoram a própria criação, qual deve ser a nossa atitude em relação ao cuidado para com a natureza?
2. Pense na ideia de que Deus é “zeloso” ou “ciumento”. Não é fácil entender esse conceito, porque entendemos o ciúme como algo ruim. Dá para aplicar essa ideia a Deus sem os sentidos negativos dessa palavra?
3. Como distinguir a alegria e o uso apropriado das coisas físicas criadas por Deus do abuso dessas coisas? Por que essa distinção é tão importante?
Respostas e atividades da semana: 1. B. 2. Peça que os alunos deem exemplos de situações em que isso acontece em sua vida. 3. F; V. 4. Peça aos alunos que discutam essa questão em duplas e construam juntos uma resposta. 5.Distribua os textos entre as duplas. Cada dupla deve ficar responsável por um texto e destacar pelo menos um aspecto da diferença entre o Criador e Suas criaturas. 6. B.
#PrimeiroDeus – Receba o 3o sábado do ano na alegria do Senhor. Leia com a família a Meditação Pôr do Sol na Janela 10/40.

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