segunda-feira, 2 de abril de 2018

O conflito cósmico- Lição 1. 31 de março a 06 de abril

Sábado à tarde
VERSO PARA MEMORIZAR: “Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus” (Ap 12:17).

LEITURAS DA SEMANA: Ez 28:1, 2, 11-17; Gn 3:1-7; Ap 12:1-17; Rm 8:31-39; Ap 14:12

O conflito cósmico, às vezes chamado de “o grande conflito”, é a cosmovisão bíblica. Ele forma o cenário no qual se desenrola o drama do nosso mundo, e até mesmo do Universo. Pecado, sofrimento, morte, a ascensão e a queda das nações, a propagação do evangelho, os eventos finais – tudo isso ocorre no contexto do conflito cósmico.
Nesta semana examinaremos alguns lugares cruciais dos quais o conflito tomou conta, começando, misteriosamente, no coração de um ser perfeito, Lúcifer, que trouxe sua rebelião para a Terra por meio da queda de outros seres perfeitos, Adão e Eva. A partir desses dois acontecimentos principais, a queda de Lúcifer e depois a de nossos primeiros pais, o grande conflito se enraizou e tem assolado o mundo desde então. Todos nós participamos desse drama cósmico.
A boa notícia é que um dia o conflito não apenas chegará ao fim, mas terminará com a plena vitória de Cristo sobre Satanás. E a notícia ainda melhor é que, por causa da plenitude do que Jesus fez na cruz, todos podemos compartilhar essa vitória. E como parte dela, Deus nos chama a ter fé e a obedecer, enquanto aguardamos tudo que nos foi prometido em Jesus, cuja segunda vinda é certa.
No mês de abril, teremos a oportunidade de iniciar as classes bíblicas em cada igreja do Brasil. Envolva sua igreja na missão.
Domingo, 01 de abril
A queda de um ser perfeito
Se o conflito cósmico forma a cosmovisão bíblica fundamental, isso nos leva a uma série de perguntas. Uma questão importante é: Como tudo começou? Visto que um Deus amoroso criou o Universo, é razoável supor que o mal, a violência e o conflito certamente não foram incorporados à criação desde o princípio. O conflito deve ter surgido separadamente da criação original e não foi necessariamente um resultado dela. No entanto, o conflito está aqui, ele é real e todos estamos envolvidos nele.
1. Leia Ezequiel 28:1 e 2, 11 a 17 e Isaías 14:12 a 14. O que esses textos ensinam sobre a queda de Lúcifer e o surgimento do mal? Assinale a alternativa correta:
A.( ) O mal surgiu com Lúcifer, que desejou tomar o lugar de Deus.
B.( ) Lúcifer não criou o mal, pois desejava ser parecido com o Senhor.
Lúcifer era um ser perfeito que vivia no Céu. Como foi possível que nele surgisse a iniquidade, especialmente em um ambiente como aquele? Não sabemos. Talvez essa seja uma das razões pelas quais a Bíblia fala sobre “o mistério da iniquidade” (2Ts 2:7).
Fora da realidade do livre-arbítrio concedido por Deus a todas as Suas criaturas inteligentes, não há razão para a queda de Lúcifer. Como Ellen G. White afirmou de maneira profunda: “É impossível explicar a origem do pecado de maneira a dar a razão de sua existência […]. O pecado é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar causa para a sua existência, deixaria de ser pecado” (O Grande Conflito, p. 492, 493).
Substitua a palavra “pecado” por “mal”, e a afirmação continua produzindo o efeito. “É impossível explicar a origem do mal de maneira a dar a razão de sua existência […]. O mal é um intruso, por cuja presença nenhuma razão se pode dar. É misterioso, inexplicável; desculpá-lo corresponde a defendê-lo. Se para ele se pudesse encontrar desculpa, ou mostrar causa para a sua existência, deixaria de ser mal.”
Pense em suas experiências com a realidade do livre-arbítrio. Por que devemos refletir cuidadosamente e com espírito de oração sobre as escolhas que fazemos?
Visite pessoas que precisam ser incentivadas a adquirir a assinatura da Lição da Escola Sabatina e estudar a Palavra de Deus a cada dia.
Segunda-feira, 02 de abril
Conhecimento e submissão
Embora não possamos explicar por que o mal surgiu (visto que não existe justificativa para isso), as Escrituras revelam que ele começou no coração de Lúcifer, no Céu. Além das observações impressionantes de Ellen G. White (veja, por exemplo, o capítulo “Por que Existe o Sofrimento”, no livro O Grande Conflito), a Bíblia não revela muito mais sobre como o mal teve início no Céu. Entretanto, a Palavra de Deus é mais explícita acerca de como ele surgiu na Terra.
2. Leia Gênesis 3:1 a 7. Qual evento mostra a culpa de Adão e Eva? Qual foi seu erro? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Adão e Eva se recusaram a comer do fruto da sabedoria.
B.( ) O casal comeu do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal.
O que é mais triste nesse episódio é que Eva sabia quais tinham sido as palavras de Deus para eles. Ela as repetiu: “Mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: ‘Dele não comereis, nem tocareis nele, para que não morrais’” (Gn 3:3). Pelo que as Escrituras revelam, nada havia sido dito sobre tocar o fruto. No entanto, Eva sabia que comer do fruto daquela árvore acarretaria morte.
Então, Satanás contradisse aberta e descaradamente a Palavra de Deus: ‘É certo que não morrereis’” (Gn 3:4).
Poderia haver contraste mais claro? Por mais sutil que tenha sido a abordagem de Satanás no início, uma vez que ele chamou a atenção de Eva e viu que ela não estava resistindo, ele se opôs abertamente à ordem do Senhor. E o mais trágico é que Eva não estava numa posição de ignorância. Ela não podia alegar: “Eu não sabia”. Ela sabia.
Apesar de ter conhecimento, Eva cometeu o erro. Se, mesmo no ambiente perfeito do Éden, o conhecimento não foi suficiente para evitar que Eva (e depois Adão, que também conhecia a verdade) pecasse, não devemos nos enganar pensando que o conhecimento seja suficiente para nos salvar hoje. É evidente que precisamos conhecer a Palavra de Deus. Mas, além desse conhecimento, devemos obedecer à Bíblia.
Deus disse uma coisa, Satanás outra. Apesar do conhecimento que Adão e Eva tinham, eles escolheram ouvir Satanás. As coisas não mudaram ao longo dos milênios! Como podemos evitar o mesmo erro?
“Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/”
Terça-feira, 03 de abril
Guerra no Céu e na Terra
A queda de nossos primeiros pais afundou o mundo no pecado, na maldade e na morte. As pessoas podem até discordar quanto às causas imediatas ou sobre quem é o culpado, mas quem pode negar a realidade do caos, da violência, revolta e do conflito que aflige todos neste mundo?
Falamos sobre um conflito cósmico. Mas, independentemente das origens cósmicas desse conflito, ele também está sendo disputado na Terra. Grande parte da história bíblica, desde a queda no Éden até os acontecimentos finais que levarão à segunda vinda de Jesus, é, em muitos aspectos, uma descrição do grande conflito. Vivemos no meio desse conflito. A Palavra de Deus nos explica o que está acontecendo, o que está por trás desse conflito, e, o mais importante, como ele vai terminar.
3. Leia Apocalipse 12:1 a 17. Quais são as batalhas descritas nesse capítulo, tendo seu desdobramento tanto no Céu quanto na Terra?
Podemos observar uma batalha no Céu e também as batalhas na Terra. A primeira batalha é entre o dragão (Satanás; Ap 12:7-9) e Miguel, cujo significado hebraico é “Quem é como Deus?”. O rebelde Lúcifer ficou conhecido como Satanás (Adversário), que é apenas um ser criado lutando contra o Criador eterno, Jesus (Hb 1:1, 2; Jo 1:1-4).
Lúcifer se rebelou contra seu Criador. O grande conflito não se trata de um duelo de deuses; trata-se de uma criaturaque se revoltou contra o Criador e que manifesta essa rebelião atacando também a criação.
Tendo fracassado em sua batalha contra Cristo no Céu, Satanás procurou persegui-Lo na Terra logo após Seu nascimento humano (Ap 12:4). Ao fracassar em sua batalha contra Cristo nesse momento, e depois sendo derrotado por Cristo no deserto e posteriormente na cruz, Satanás, após sua derrota irreversível no Calvário, foi guerrear contra o povo de Cristo. Essa guerra tem devastado o povo de Deus ao longo de grande parte da história cristã (Ap 12:6, 14-16) e continuará até o fim (Ap 12:17), até que Satanás enfrente a derrota final, desta vez na segunda vinda de Jesus.
Leia Apocalipse 12:10-12. Que esperança encontramos nesses versos em meio a todo o conflito que vemos no capítulo 12?
Conduza os recém-batizados e amigos da igreja à classe do Ciclo do Discipulado e ajude-os a continuar crescendo em Cristo.
Quarta-feira, 04 de abril
Ele está conosco todos os dias
No livro do Apocalipse, João profetizou a perseguição que o povo de Deus enfrentaria ao longo de boa parte da história da igreja. Os 1.260 dias proféticos de Apocalipse 12:6 (veja também Ap 12:14) indicam 1.260 anos de perseguição contra a igreja.
“Essas perseguições, iniciadas sob o governo de Nero, aproximadamente ao tempo do martírio de Paulo, continuaram com maior ou menor fúria durante séculos. Os cristãos eram falsamente acusados dos mais hediondos crimes e tidos como a causa das grandes calamidades — fomes, pestes e terremotos. Tornando-se eles objeto do ódio e suspeita popular, denunciantes se prontificaram, por amor ao ganho, a trair os inocentes. Eram condenados como rebeldes ao império, como inimigos da religião e peste da sociedade. Muitos deles eram lançados às feras ou queimados vivos nos anfiteatros” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 40).
Ao mesmo tempo, a mulher (igreja) fugiu para o deserto (Ap 12:6). Ela é descrita como tendo duas asas de águia. Essa ilustração dá a ideia de voar para onde se pode encontrar ajuda. A mulher recebeu cuidados no deserto e a serpente, ou Satanás, não conseguiu pegá-la (Ap 12:14). Deus sempre preservou um remanescente mesmo durante as principais perseguições, e Ele fará isso novamente no tempo do fim.
4. No contexto dos perigos dos últimos dias, Cristo disse a Seu povo: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28:20). Como entendemos essa promessa maravilhosa, mesmo diante do imenso martírio de muitos de Seus seguidores? Veja Rm 8:31-39 e Mt 10:28.
Nada, nem perseguição, nem fome ou morte pode nos separar do amor de Deus. A presença de Cristo conosco, seja agora ou no fim dos tempos, não significa que seremos poupados da dor, do sofrimento, das provações e até mesmo da morte. Ele nunca nos prometeu que estaríamos isentos dessas coisas nesta vida. Isso significa que, por meio de Jesus e do que Ele fez por nós, podemos viver com a esperança e a promessa de que Deus estará conosco nessas provações e que teremos a vida eterna no novo Céu e na nova Terra. Podemos viver com a esperança de que, independentemente do que enfrentemos aqui, como Paulo, podemos ter a certeza de que “já agora a coroa da justiça” nos “está guardada, a qual o Senhor, reto juiz,” nos “dará naquele Dia; e não somente a” nós, “mas também a todos quantos amam a Sua vinda” (2Tm 4:8). Nós, que “amamos a Sua vinda”, também podemos reivindicar essa esperança e promessa.
Quinta-feira, 05 de abril
A lei e o evangelho
Como adventistas do sétimo dia, carregamos em nosso nome muito do que defendemos. A expressão “sétimo dia” representa o sábado (o sétimo dia da semana), o que indica nossa crença não apenas nesse único mandamento, mas, por implicação, em todos os Dez Mandamentos. A palavra “adventista” indica a nossa crença no segundo advento de Jesus, uma verdade que só pode existir por causa de Sua morte expiatória em Seu primeiro advento. Portanto, nosso nome, “adventistas do sétimo dia”, mostra dois elementos cruciais e inseparáveis da verdade presente: a lei e o evangelho.
5. Como estes textos indicam a estreita ligação entre a lei e o evangelho?
Jr 44:23__________________________________________________________________
Rm 3:20-26 _______________________________________________________________
Rm 7:7 ___________________________________________________________________
O evangelho são as boas-novas de que, apesar de termos pecado no sentido de que quebramos a lei de Deus, mediante a fé no que Cristo fez por nós na cruz, podemos ser perdoados dos nossos pecados, da transgressão de Sua lei. Além disso, recebemos o poder de obedecer a essa lei de maneira plena e completa.
Não é de admirar que, no contexto dos últimos dias, à medida que o grande conflito devasta o mundo com especial violência, o povo de Deus seja retratado de maneira muito específica.
6. Leia Apocalipse 14:12. Qual é a ligação entre a lei e o evangelho? Complete as lacunas:
“Aqui está a ___________________ dos santos, os que guardam os ______________________ de Deus e a fé em ________________________”.
Como podemos mostrar aos outros que a obediência à lei não é legalismo, mas o resultado natural da salvação que recebemos e que nos leva a amar o Senhor? Deuteronômio 11:1 e 1 João 5:3 reforçam esse argumento?
Sexta-feira, 06 de abril
Estudo adicional
Leia Apocalipse 12:9-12 e, de Ellen G. White, “Por que Foi Permitido o Pecado?”, em Patriarcas e Profetas, p. 33-43.
“Enquanto todos os seres criados reconheceram a lealdade pelo amor, houve perfeita harmonia por todo o Universo de Deus. A alegria da hoste celestial era cumprir o propósito do Criador. Deleitavam-se em refletir Sua glória e patentear Seu louvor. E enquanto foi supremo o amor para com Deus, o amor de uns para com outros foi cheio de confiança e abnegado. Nenhuma nota discordante havia para deslustrar as harmonias celestiais. Sobreveio, porém, uma mudança nesse estado de felicidade. Houve um ser que perverteu a liberdade que Deus havia concedido às Suas criaturas. O pecado se originou com aquele que, abaixo de Cristo, tinha sido o mais honrado por Deus” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 35)
Observe as palavras de Ellen White: “lealdade pelo amor”. Essa expressão poderosa, cheia de significado, aponta para o fato de que o amor leva à lealdade, à fidelidade. Um esposo que ama sua esposa manifestará esse amor por meio da lealdade. Foi assim com esses seres no Céu, e assim deve ser conosco hoje em nosso relacionamento com Deus.
Perguntas para discussão
1.  Qual evidência bíblica aponta para a realidade de Satanás e de seu papel no grande conflito? Como podemos ajudar as pessoas a entender que Satanás é um ser pessoal e não apenas um símbolo do mal no coração humano?
2. Como adventistas, fomos abençoados com incrível quantidade de conhecimento em relação à verdade bíblica. Por que esse maravilhoso conhecimento não é suficiente para nos salvar? Do que mais precisamos, além de informação?
3. Você tem experimentado a presença de Jesus em sua vida? Como essas experiências podem ajudá-lo nas dificuldades que você precisa enfrentar?
4. Discuta com a classe a expressão “lealdade pelo amor”. Como essa ideia nos ajuda a entender a relação entre lei e graça e entre fé e obediência? O que ela ensina sobre a liberdade inerente à ideia de amor? Como podemos revelar “lealdade pelo amor”?

Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. F; V. 3. Se houver disponibilidade, leve para a classe infográficos sobre Apocalipse 12:1-17 para explicar melhor essa profecia. 4. Peça a opinião da classe. 5. Pense em maneiras de mostrar essa relação entre lei e evangelho de maneira didática para sua classe. 6. Perseverança – mandamentos – Jesus.

sábado, 24 de março de 2018

Lição 13 - 24 a 31 de março - Os resultados da mordomia cristã

Sábado à tarde
VERSO PARA MEMORIZAR: “Mantendo exemplar o vosso procedimento no meio dos gentios, para que, naquilo que falam contra vós outros como de malfeitores, observando-vos em vossas boas obras, glorifiquem a Deus no dia da visitação” (1Pe 2:12).

LEITURAS DA SEMANA: 2Tm 3:1-9; Ez 14:14; Fp 4:4-13; Pv 3:5; 1Pe 2:11, 12; Mt 7:23; 25:21

Como mordomos, devemos viver como testemunhas do Deus a quem servimos, o que significa que devemos exercer uma influência poderosa sobre aqueles que nos rodeiam, que produza um impacto para o bem.
Portanto, nossa história não deve estar isolada do mundo que nos cerca. Em vez disso, temos o privilégio de refletir um estilo de vida melhor àqueles que não conhecem as coisas reveladas a nós. Ser um mordomo é prosperar no cumprimento do chamado de Deus para ter uma vida piedosa. Deus nos dá a capacidade de praticar um estilo de vida diferente de qualquer outro na Terra (2Co 6:17). Isso é algo que os outros devem observar em nós, de tal maneira que nos perguntem a respeito da nossa fé. Por isso, Pedro nos disse: “Santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor” (1Pe 3:15, 16).
Nesta última lição, examinaremos os benefícios pessoais, as consequências espirituais, os resultados bem-sucedidos, nossa influência e o segredo para o contentamento na vida do mordomo, entendendo que a essência de toda a questão é “Cristo em” nós, “a esperança da glória” (Cl 1:27).
Hoje é o primeiro dia da Semana Santa. Ore e convide seus amigos. Eles entenderão como encontrar libertação em Cristo.
Domingo, 25 de março
Mordomia e piedade
A piedade é um tema amplo. Pessoas piedosas vivem em santidade (Tt 1:1), tornando-se semelhantes a Cristo com uma atitude de devoção e ações agradáveis a Ele (Sl 4:3; Tt 2:12). A piedade é a evidência da verdadeira religião. O piedoso recebe a promessa da vida eterna. Nenhuma filosofia, riqueza, fama, poder nem “nascimento favorecido” oferece essa promessa.
1. Leia 2 Timóteo 3:1-9. Qual é a advertência de Paulo nessa passagem bíblica, relacionada diretamente à vida de um mordomo fiel?
O livro de Jó apresenta a descrição do caráter e das ações de um patriarca fiel a Deus. Ele ilustra como uma vida piedosa é revelada, mesmo por meio do sofrimento. Ele também mostra quanto Satanás odeia esse estilo de vida. Até mesmo Deus reconheceu que não havia outros como Jó em sua qualidade de fé e estilo de vida (Jó 2:3).
“Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1:1). Portanto, vemos um homem cuja fé não era expressada apenas em palavras ou rituais religiosos, embora isso fizesse parte de sua vida (Jó 1:5). Seu temor a Deus se manifestou em uma vida de piedade, mesmo em meio a terríveis provações. Ser piedoso não significa ser perfeito, mas refletir a perfeição em nossa própria esfera.
2. Leia Ezequiel 14:14. Qual era o caráter desses homens? O que eles tinham em comum que deve ser visto em todos nós? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.(  ) Eles eram ricos e poderosos.
B.(  ) Eles eram justos.
A mordomia é, realmente, a expressão de uma vida piedosa. Os mordomos fiéis não têm apenas uma aparência de piedade. Eles são piedosos, e essa piedade é revelada em sua maneira de viver e de lidar com os recursos que Deus lhes confiou. Sua fé é expressada não apenas no que fazem mas também no que não fazem.
Hoje é o segundo dia da Semana Santa. Ore e convide seus amigos. Eles entenderão como encontrar libertação do pecado.
Segunda-feira, 26 de março
Contentamento
3. “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação” (Fp 4:11). Se devemos estar contentes em toda e qualquer situação, qual deve ser a origem principal desse contentamento? Assinale a alternativa correta:
A.(  ) O relacionamento com Deus.
B.(  ) As coisas que já conquistamos na Terra.
Ao escrever a Timóteo, Paulo descreveu um grupo de pessoas inescrupulosas, que supunham “que a piedade” fosse “fonte de lucro” (1Tm 6:5). Existe descrição melhor de alguns charlatões da televisão hoje? Eles ganham muito dinheiro dizendo aos telespectadores que, se eles apenas forem fiéis também se tornarão ricos (e essa “fidelidade” inclui sustentar seu ministério). A equiparação da riqueza à fidelidade é apenas mais uma manifestação do materialismo, mas sob o disfarce do cristianismo.
O fato é que a piedade não tem nada a ver com a riqueza. Se fosse assim, algumas das pessoas mais sórdidas do mundo teriam que ser consideradas piedosas, pois elas também são algumas das mais ricas. Em vez disso, Paulo declarou que “grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento” (1Tm 6:6). A piedade com contentamento é, em qualquer circunstância, a maior riqueza, pois a graça de Deus é muito mais valiosa do que o ganho financeiro. Assim, devemos nos contentar com o “sustento e com o que nos vestir” (1Tm 6:8). No fim, não importa quanto temos, sempre haverá mais para obter se estivermos inclinados a pensar dessa maneira.
“O contentamento em todas as situações é uma grande arte, um mistério espiritual. Deve ser descoberto como um mistério […]. O contentamento cristão é aquela doce, interior, calma e graciosa disposição de espírito, que se submete livremente e se deleita na disposição sábia e paternal de Deus em todas as situações […].
É um frasco de unguento precioso, muito reconfortante e útil ao coração perturbado, em tempos e situações difíceis” (Jeremiah Burroughs, The Rare Jewel of Christian Contentment [A joia rara do contentamento cristão], p. 1, 3).
4. Leia Romanos 8:28, Hebreus 13:5 e Filipenses 4:4-13. O que pode nos ajudar a viver contentes?
Hoje é o terceiro dia da Semana Santa. Ore e convide seus amigos. Eles entenderão como encontrar libertação da culpa.
Terça-feira, 27 de março
Confiança
5. Leia Provérbios 3:5. Qual é a mensagem fundamental para nós nesse texto? (Veja também Is 55:9; 1Co 4:5; 13:12).
O lema e objetivo do mordomo de Deus é confiar no Senhor de todo o coração e não se apoiar no próprio entendimento (Pv 3:5).
Muitas vezes, isso é mais fácil de falar do que de fazer. Quantas vezes podemos acreditar intelectualmente em Deus, em Seu amor e cuidado por nós, e ainda assim ficarmos extremamente preocupados com o que estamos enfrentando? Às vezes, o futuro pode parecer muito assustador, pelo menos em nossa imaginação.
Como, então, aprender a confiar em Deus? Avançando em fé e obedecendo ao Senhor em tudo o que fizermos. A confiança é uma ação mental que não se esgota pelo uso. Ao contrário, quanto mais confiamos no Senhor, mais nossa confiança aumenta. Viver como mordomos fiéis é uma forma de expressar nossa confiança em Deus. Essa confiança é o fundamento e a força motivadora do mordomo, e ela se torna visível pelo que fazemos.
“Confia no Senhor de todo o teu coração.” A expressão “teu coração” é sempre usada simbolicamente nas Escrituras. Ela significa que nossas decisões procedem de um “eu” moral interior que forma quem somos (Mt 22:37). Isso inclui nosso caráter, motivações e intenções: a essência do nosso ser.
É mais fácil confiar em Deus nas questões que não podemos controlar. Nesse sentido, não temos escolha senão confiar Nele. Em vez disso, a verdadeira confiança “do coração” surge quando temos que fazer uma escolha sobre algo que podemos controlar; quando nossa confiança em Deus nos faz escolher de uma ou de outra maneira.
Os apóstolos exemplificaram o que significava para eles confiar em Deus de todo o coração: Eles “eram por natureza tão fracos e impotentes como qualquer dos que se acham agora empenhados na obra, mas punham no Senhor toda a sua confiança. Eram ricos, mas sua riqueza consistia na cultura da mente e do ser, e todo aquele que colocar Deus como primeiro, e último, e melhor em tudo, pode ter isso” (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 25).
É mais fácil confiar em Deus em relação às coisas que não podemos controlar. Mas, e quanto às coisas que estão sob nosso controle? Que escolhas você precisa fazer com base na confiança em Deus?
Hoje é o quarto dia da Semana Santa. Ore e convide seus amigos. Eles entenderão como encontrar libertação da incredulidade.
Quarta-feira, 28 de março
Nossa influência
"Pois, outrora, éreis trevas, porém, agora, sois luz no Senhor” (Ef 5:8). Paulo descreveu a transformação do coração como aquilo que é visto publicamente. Ao “andarmos na luz” (1Jo 1:7), nosso testemunho diário como mordomos exercerá influência em um mundo de trevas.
Jesus disse: “Eu Sou a luz do mundo” (Jo 8:12). Refletimos a luz de Deus por meio de um caráter firme em nossas ações públicas cotidianas.
6.Nossa mordomia tem glorificado a Deus? Como nossas ações influenciam os outros? Mt 5:16; Tt 2:7; 1Pe 2:11, 12
Mordomia tem a ver com a administração dos bens de Deus, mas vai além dessa responsabilidade. Nossa mordomia é manifestada diante da nossa família, comunidade, mundo e Universo (1Co 4:9). A mordomia vivida em nosso trabalho também demonstra a influência dos princípios do reino em nossa vida. E, assim, podemos influenciar os outros. Revelamos Cristo mediante a bondade e a integridade, que recebem aprovação do Criador.
Nossa ética de trabalho também deve estar de acordo com nossos valores de mordomia. O trabalho é um palco no qual é vista a mordomia de uma pessoa justa. O Senhor “fará sobressair a tua justiça como a luz e o teu direito, como o sol ao meio-dia” (Sl 37:6). A influência de um mordomo em seu trabalho ou vocação não é posta “em lugar escondido, nem debaixo do alqueire” (Lc 11:33), mas é vista como uma cidade edificada sobre um monte (Mt 5:14). Ao vivermos intencionalmente dessa maneira em casa e no trabalho, influenciaremos a mente e o coração das pessoas ao nosso redor.
“Tudo na natureza tem sua obra e não murmura diante de sua posição. Nas coisas espirituais, todo homem e mulher tem sua própria esfera e vocação peculiares. Os juros requeridos por Deus serão proporcionais à quantidade do capital confiado segundo a medida do dom de Cristo […]. Agora é seu tempo e privilégio […] manifestar uma estabilidade de caráter que lhes dê verdadeiro valor moral. Cristo tem direito ao seu serviço. Entreguem-se a Ele de bom grado” (Ellen G. White, Este Dia com Deus, p. 243).
Qual tipo de influência sua ética de trabalho exerce sobre aqueles com quem você trabalha e sobre sua família? Qual mensagem você passa a essas pessoas sobre sua fé?
Hoje é o quinto dia da Semana Santa. Ore e convide seus amigos. Eles entenderão como encontrar libertação do medo.
Quinta-feira, 29 de março
Palavras que queremos (e não queremos) ouvir
Somos estrangeiros e peregrinos na Terra, tendo o Céu (perfeito, belo e pacífico) como nosso destino final (Hb 11:13, 14). Até lá, temos que viver aqui. A cosmovisão cristã, conforme revelada especialmente no grande conflito, não permite neutralidade. Vivemos para Deus ou para o inimigo. “Quem não é por Mim é contra Mim; e quem Comigo não ajunta espalha” (Mt 12:30). Na volta de Cristo será revelado, clara e inequivocamente, de que lado estamos.
7. Em algum momento após a volta de Cristo, os que declararam segui-Lo ouvirão uma das duas frases expressas nos versos abaixo. Quais são essas frases e o que cada uma delas significa?
Mt 25:21:___________________________________________________________
Mt 7:23: ____________________________________________________________
“Muito bem” são as palavras de Cristo mais agradáveis e gratificantes aos ouvidas de um mordomo. Ter a aprovação irrestrita de Deus expressada em relação às nossas tentativas de administrar Seus bens, trará ao nosso coração alegria indescritível por fazermos o nosso melhor de acordo com nossas habilidades, e por sabermos desde o início que nossa salvação não está fundamentada em nossas obras por Cristo, mas em Suas obras por nós. (Veja Rm 3:21; 4:6).
A vida de um mordomo fiel é um reflexo da fé que ele já possui. A tentativa de salvação pelas obras é vista nas palavras daqueles que procuraram justificar-­se diante de Deus por meio de suas obras (veja Mt 7:21, 22). Mateus 7:23 mostra como a justificação própria é inútil.
“Quando os seguidores de Cristo Lhe devolvem o que Lhe é devido, estão acumulando tesouro que lhes será entregue quando ouvirem as palavras: ‘Bem está, bom e fiel servo […] entra no gozo do teu Senhor’” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 523).
No fim, os dois grandes mandamentos, o amor a Deus e o amor ao próximo, são a motivação e a força propulsora de todas as ações de um mordomo.
A mordomia revelada em sua vida reflete bem esses dois grandes mandamentos?
Hoje é o sexto dia da Semana Santa. Ore e convide seus amigos. Eles entenderão como encontrar libertação da condenação.
Sexta-feira, 30 de março
Estudo adicional
Cristo veio ao mundo para revelar o amor de Deus. Seus seguidores devem continuar a obra que Ele começou. Esforcemo-nos por ajudar e fortalecer uns aos outros. A maneira em que se pode alcançar a verdadeira felicidade é buscar o bem alheio. O homem não trabalha contra seus próprios interesses, quando ama a Deus e aos seus semelhantes. Quanto mais destituído de egoísmo for o seu espírito, tanto mais feliz será, porque está cumprindo o propósito de Deus para Ele” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 24, 25).
“Onde quer que haja vida na igreja, há aumento e crescimento. Há, também, constante intercâmbio, tomar e dar, receber e devolver ao Senhor o que Lhe pertence. A cada cristão genuíno Deus comunica luz e bênção, e estas ele reparte com os outros, na obra que faz para o Senhor. Ao dar do que recebe, aumenta sua capacidade de receber. É aberto o caminho para a obtenção de novos suprimentos de graça e de verdade. Tem mais clara luz e multiplicado conhecimento. Desse dar e receber depende a vida e o crescimento da igreja. Aquele que recebe mas nunca dá, logo deixa de receber. Se quisermos receber novas bênçãos, devemos compartilhar os bens do Céu” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 36).
Perguntas para discussão
1. Como a confiança no Senhor leva ao contentamento? O que é necessário para confiar em Deus? (2Co 10:5). Por que é fácil dizer “que todas as coisas cooperam para o bem” (Rm 8:28), mas difícil acreditar nisso?
2. Como você define mordomia? Por que ela é importante na vida do cristão?
3. Leia Mateus 7:21-23. No texto, por que as pessoas mencionam as coisas que fizeram? O que suas palavras revelam sobre si mesmas? Mesmo que procuremos ser bons mordomos e fazer boas obras em nome de Deus, o que podemos fazer para não cair nessa mesma ilusão?
4. Temos a tendência de pensar na influência cristã apenas em nível individual. Mas, e quanto à influência em nível da igreja? Qual tipo de influência sua igreja exerce na comunidade?
Respostas e atividades da semana: 1. Escolha um aluno para ler o texto enquanto a classe analisa a mensagem, tentando associá-la à vida de um mordomo fiel. Que lições o texto traz para a vida do mordomo? 2. F; V. 3. A. 4.Solicite que três voluntários leiam os textos enquanto a classe identifica os segredos para o contentamento. Incentive a classe fazer uma lista dos motivos pelos quais devemos ser contentes. 5. Peça a quatro voluntários para ler os textos. Comente com a classe. 6. Leia os textos e discuta a resposta com a classe. Incentive os alunos a refletir sobre o que eles precisam mudar para exercer uma melhor influência. 7. Solicite que dois alunos leiam os textos. Pergunte: “Com base na sua mordomia, qual frase você ouviria se Cristo voltasse hoje”?
Hoje é o sétimo dia da Semana Santa. Ore e convide seus amigos. Eles entenderão como encontrar libertação pelo sacrifício de Cristo.

terça-feira, 20 de março de 2018

Lição 12 - Os hábitos de um mordomo


Sábado à tarde
VERSO PARA MEMORIZAR: “De que maneira poderá o jovem guardar puro o seu caminho? Observando-o segundo a Tua palavra. De todo o coração Te busquei; não me deixes fugir aos Teus mandamentos. Guardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:9-11).

LEITURAS DA SEMANA: Ef 5:15-17; Cl 3:23; Lc 12:35-48; Tg 4:14; At 3:21; 1Co 9:24-27

Seus hábitos revelam o propósito e a direção de sua vida. Mordomos que desenvolvem bons hábitos são os mais fiéis. Daniel tinha o hábito de orar diariamente (Dn 6:10). Paulo tinha o costume de estar na sinagoga (At 17:1, 2). Ele também escreveu: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (1Co 15:33). Devemos cultivar bons hábitos a fim de substituir os maus.
“Seremos, individualmente, para o tempo e a eternidade, o que nossos hábitos fizerem de nós. A vida dos que formam bons hábitos, e são fiéis no cumprimento de todo dever, será como luz brilhante, lançando raios vivos no caminho dos outros” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 452).
O caminho traçado pelo hábito é o mais rápido que você pode tomar a fim de obter a recompensa que procura. Um hábito é uma decisão gravada na mente. Em outras palavras, você nem precisa pensar nele; apenas o realiza. Esse hábito pode ser muito bom ou muito ruim, dependendo do que você faz. Nesta semana, examinaremos hábitos poderosos que nos ajudarão, como mordomos, a dirigir os assuntos de Deus.
Faltam 7 dias para a Semana Santa! Será de 24 a 31 de março. Você está orando e trabalhando para levar cinco amigos para Cristo?
Domingo, 18 de março
Hábito: buscar a Deus em primeiro lugar
Todos nós temos hábitos. A questão é: Qual tipo de hábito temos? Bons ou maus? De todos os bons hábitos que um cristão pode ter, buscar a Deus em primeiro lugar a cada dia é o mais importante de todos.
“Cada manhã dediquem-se, corpo e espírito, a Deus. Firmem hábitos de devoção e de confiança cada vez maior em seu Salvador” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 15). Tendo hábitos como esses, certamente entraremos pela porta estreita “que conduz para a vida” (Mt 7:14).
Deus disse: “Não terás outros deuses diante de Mim” (Êx 20:3). No contexto de nossas necessidades básicas, Jesus disse que devemos buscar “pois, em primeiro lugar, o Seu reino e a Sua justiça” (Mt 6:33), e também está escrito: “Vocês Me procurarão e Me acharão quando Me procurarem de todo o coração” (Jr 29:13, NVI).
1. Leia Mateus 22:37, 38, Atos 17:28, Efésios 5:15-17 e Colossenses 3:23. Como podemos colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida?
De todos os exemplos de pessoas que buscaram o Senhor em primeiro lugar, é evidente que nenhum é melhor do que Jesus. Cristo colocava Seu Pai em primeiro lugar em todas as coisas. Percebemos essa prioridade durante Sua visita a Jerusalém, por ocasião da Páscoa, quando Ele ainda era uma criança. Quando foi confrontado por Sua mãe, que O havia encontrado “no templo”, Jesus lhe disse: “Não sabíeis que Me cumpria estar na casa de Meu Pai?” (Lc 2:46, 49).
Ao longo de Sua vida, Jesus almejava comunhão com Seu Pai, como vemos em Sua vida habitual de oração. Os discípulos não entendiam plenamente esse hábito. Nenhum poder das trevas pôde separar Jesus do Pai, pois Ele tinha o hábito de Se manter totalmente conectado com Deus.
Podemos seguir o exemplo de Cristo, tomando a decisão de amar a Deus com todo o nosso coração e mente (Mt 22:37). Ao orar, estudar a Palavra de Deus e procurar imitar o caráter de Jesus em tudo o que fizermos, formaremos o hábito de colocar Deus em primeiro lugar em nossa vida. Pode haver melhor costume para um cristão?
Pergunte a si mesmo: Tenho colocado Deus em primeiro lugar em minha vida?
Segunda-feira, 19 de março
Hábito: aguardar o retorno de Jesus
2. Leia Lucas 12:35-48. Como devemos nos relacionar com a questão da segunda vinda de Jesus? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Devemos fazer o que bem entendemos, pois Ele demorará para voltar.
B.( ) Devemos buscá-Lo e aguardá-Lo com vigilância e oração.
A mordomia deve ser praticada habitualmente à luz do retorno de Jesus. O caráter dos mordomos infiéis que agem como fiéis será finalmente revelado por suas ações, pois mordomos verdadeiros e fiéis desempenham suas responsabilidades, vigiando e trabalhando como se o Mestre estivesse presente. Eles vivem para o futuro e trabalham fielmente dia a dia. “Pois a nossa pátria está nos Céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo” (Fp 3:20).
Abraão aguardava uma cidade eterna (Hb 11:10), e Paulo, o retorno de Cristo (Hb 10:25). Eles pensavam no futuro; esperavam, planejavam e estavam prontos para encontrar Jesus. Devemos também desenvolver esse hábito de contemplar fixamente o futuro, aguardando o ponto culminante do evangelho (Tt 2:13). Em vez de espreitar de vez em quando, ou casualmente dar uma olhada nas profecias, precisamos estar continuamente olhando, vigiando e agindo, sempre conscientes da eternidade que nos espera quando Cristo voltar. Ao mesmo tempo, devemos evitar especulações precipitadas e fantasiosas sobre os eventos finais. A promessa da segunda vinda de Jesus dá direção à nossa vida; apresenta-nos uma perspectiva adequada do presente e nos ajuda a lembrar o que é importante na vida. O hábito de aguardar o retorno de Jesus dá significado e propósito para um mordomo.
A cruz abriu o caminho para que tivéssemos um encontro com o Redentor.
Procuramos sinais revelados nas Escrituras que nos apontem para a vinda de Cristo na glória do Pai e dos anjos (Mc 8:38). “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4:18).
A constante realidade da morte nos ajuda a perceber quanto nosso tempo aqui na Terra é limitado e transitório. Mas a promessa da segunda vinda de Jesus também nos mostra que a própria morte é temporária e transitória. Portanto, não é de admirar que devamos viver à luz da promessa do retorno de Cristo, uma promessa que deve impactar a vida de todo mordomo. Que tenhamos o hábito de sempre viver aguardando o retorno de Cristo! O nome de nossa Igreja revela a
realidade dessa expectativa.
Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org
Terça-feira, 20 de março
Hábito: usar o tempo com sabedoria
“Porque nós somos de ontem e nada sabemos; porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra” (Jó 8:9).
Você pode parar um relógio, mas não a passagem do tempo. O tempo não espera; continua avançando mesmo que fiquemos imóveis e não façamos nada.
3. O que os seguintes textos ensinam sobre o nosso tempo na Terra? (Tg 4:14; Sl 39:4, 5; 90:10, 12; Ec 3:6-8). Qual é o valor do nosso tempo? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Temos pouco tempo; devemos desfrutar os prazeres terrestres.
B.( ) Somos como a neblina passageira; nossos dias na Terra são muito curtos. Precisamos usar com sabedoria o tempo que temos aqui.
Visto que o tempo é tão limitado e não volta atrás, é importante que os cristãos o administrem bem.
Portanto, devemos desenvolver o hábito de usar o tempo com sabedoria, concentrando-nos naquilo que é importante nesta vida e na vida futura. Devemos administrar o tempo com base no que a Palavra de Deus revela como sendo importante, pois uma vez que o tempo acaba, ele não pode ser renovado. Se perdemos dinheiro, podemos recuperá-lo, e talvez obter até mais do que o montante perdido. Não é assim com o tempo. Um minuto perdido está perdido para sempre. É mais fácil colocar um ovo quebrado de volta em sua casca do que voltar um momento no passado. O tempo é um dos bens mais preciosos que Deus nos deu. Então, é importante desenvolver o hábito de aproveitar ao máximo cada momento.
“Nosso tempo pertence a Deus. Cada momento é Seu, e estamos sob a mais solene obrigação de aproveitá-lo para Sua glória. De nenhum talento que nos concedeu requererá Ele mais estrita conta do que de nosso tempo. O valor do tempo supera toda computação. Cristo considerava precioso todo momento, e assim devemos considerá-lo. A vida é muito curta para ser desperdiçada. Temos somente poucos dias de graça para nos prepararmos para a eternidade. Não temos tempo para dissipar, tempo para devotar aos prazeres egoístas, tempo para contemporizar com o pecado” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 342).
Leia Efésios 5:15, 16. O que Paulo quis dizer nesse texto? Como podemos aplicar essas palavras à nossa vida?
Quarta-feira, 21 de março
Hábito: manter a mente, o corpo e o espírito saudáveis
Fomos originalmente criados perfeitos: física, mental e espiritualmente. O pecado arruinou tudo. A boa notícia do evangelho, entre outras, é que Deus está nos restaurando ao que Ele originalmente planejou que fôssemos.
4. Leia Atos 3:21 e Apocalipse 21:1-5. Que esperança encontramos nessas passagens? Como devemos viver enquanto esperamos essa restauração final?
Quando esteve na Terra, Cristo trabalhou incansavelmente em favor da elevação espiritual, mental e física da humanidade. Tudo isso foi um precursor da restauração final que Ele realizará no fim dos tempos. O ministério de cura de Jesus prova que Deus deseja que tenhamos tanta saúde quanto possível até que venha o fim. Portanto, os mordomos devem desenvolver hábitos que promovam um estilo de vida saudável para a mente e o corpo.
Em primeiro lugar, quanto mais a mente for usada, mais forte ela se tornará. Tenha o hábito de preenchê-la com “tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama” (Fp 4:8). Esses pensamentos trazem paz (Is 26:3), e um “coração em paz dá vida ao corpo” (Pv 14:30, NVI). Hábitos mentais saudáveis permitem que a fortaleza do poder opere na melhor condição possível.
Em segundo lugar, hábitos saudáveis, como o exercício físico e uma dieta adequada, indicam que nos preocupamos conosco. O exercício físico, por exemplo, reduz o estresse e a pressão arterial, melhora nosso humor e, provavelmente, seja o método antienvelhecimento mais eficaz que qualquer outra coisa disponível.
Por fim, um mordomo desenvolverá bons hábitos para revigorar a vida. Eleve seu coração a Deus (Sl 86:4, 5) e espere Nele (Sl 62:5). Você prosperará à medida que “continua andando na verdade” (3Jo 3, NVI) e será conservado íntegro e irrepressível na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo (1Ts 5:23)
Pense nos seus hábitos e como eles afetam sua saúde física, mental e espiritual. Quais mudanças você precisa fazer, a fim de se tornar melhor nessas áreas?
Quinta-feira, 22 de março
Hábito: moderação
A moderação é um dos traços de caráter mais importantes que um mordomo pode ter. “Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia, mas de poder, de amor e de moderação” (2Tm 1:7). A palavra grega para moderação, sophronismos, ocorre somente uma vez no Novo Testamento, e envolve a habilidade de fazer o que deve ser feito com uma mente equilibrada e sadia, que não se desviará dos princípios de Deus. A moderação nos ajuda a “discernir não somente o bem, mas também o mal” (Hb 5:14), a compreender situações em questão com calma e humildade e a suportar pressões e transtornos, independentemente das consequências. Daniel buscou o que era correto, apesar dos leões, ao contrário de Sansão, que viveu de maneira indulgente e demonstrou pouca moderação e juízo sadio. José perseguiu o que era correto na casa de Potifar, em contraste com Salomão, que adorou outros deuses (1Rs 11:4, 5).
5. Leia 1 Coríntios 9:24-27. Qual é a mensagem do texto? O que está em jogo quando a questão é a moderação?
“O mundo está entregue à condescendência com as próprias inclinações. Está cheio de erros e fábulas. Multiplicam-se os ardis de Satanás para a destruição. Todos quantos querem aperfeiçoar a santidade no temor de Deus têm que aprender as lições da temperança e do domínio próprio. Apetites e paixões devem ser mantidos em sujeição às mais elevadas faculdades do espírito. Essa autodisciplina é essencial àquela resistência mental e visão espiritual que nos habilitarão para compreender e praticar as sagradas verdades da Palavra de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 101).
A moderação é aperfeiçoada mediante a prática habitual. Deus nos chamou para ser santos em tudo o que fizermos (1Pe 1:15) e a nos exercitar na piedade (1Tm 4:7). Os mordomos devem exercitar a moderação tanto quanto os atletas ou músicos mais talentosos. Mediante o poder de Deus e nosso esforço diligente, devemos nos disciplinar nas coisas que realmente importam.
Como podemos nos render ao poder de Deus, o único que pode nos dar a moderação de que precisamos para viver como mordomos fiéis e piedosos neste mundo caído e corrupto?
Sexta-feira, 23 de março
Estudo adicional
Enoque e Noé fizeram de sua caminhada com Deus um hábito, numa época em que poucos permaneceram fiéis em meio à intemperança, ao materialismo e à violência (Gn 5:24; 6:9). Eles compreenderam e aceitaram a graça de Deus, e, assim, foram bons mordomos dos bens e tarefas a eles confiados.
Ao longo dos séculos, pessoas caminharam com Deus exatamente como Enoque e Noé. Por exemplo, Daniel e seus amigos “compreenderam que, para poderem permanecer como representantes da verdadeira religião no meio das religiões falsas do paganismo, deviam possuir clareza de intelecto e aperfeiçoar o caráter cristão. E o próprio Deus foi o professor deles. Orando constantemente, estudando conscienciosamente e mantendo-se em contato com o Invisível, andaram com Deus como Enoque andou” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 486).
“Andar com Deus” define o que um mordomo faz: ele vive com Deus diariamente na Terra. Em meio a um mundo corrompido, um mordomo sábio tornará sua caminhada com o Senhor um hábito, pois somente por meio dessa conexão com Deus podemos nos resguardar de cair nos males predominantes.
Ser um mordomo fiel envolve nossa vida completamente, e ela deve, primeiramente, estar de acordo com a vontade de Deus (Am 3:3). Devemos andar em Cristo (Cl 2:6), em novidade de vida (Rm 6:4), em amor (Ef 5:2), em sabedoria (Cl 4:5), na luz (1Jo 1:7), em integridade (Pv 19:1), em Sua lei (Êx 16:4), em boas obras (Ef 2:10)
e no caminho reto (Pv 4:26).
Perguntas para discussão
1. Defina “humildade”. Qual é o seu papel na vida do mordomo? (Mt 11:29; Ef 4:2; Fp 2:3; Tg 4:10). Por que ela é importante em nossa caminhada com Deus? (Mq 6:8).
2.Como podemos ajudar os que estão presos aos hábitos maus e destrutivos?
3. Quais outros bons hábitos os mordomos cristãos devem ter? (Veja, por exemplo, Tt 2:7; Sl 119:172; Mt 5:8).
4. Discuta sobre os mistérios do tempo. Por que o tempo parece passar tão rápido? Por que devemos ser bons mordomos do pouco tempo que temos?
Respostas e atividades da semana: 1. Selecione quatro alunos para ler as quatro passagens. Discuta a pergunta com os alunos. 2. B. 3. F; V. 4. Peça que dois voluntários leiam os textos. Discuta a resposta com a classe. Incentive os alunos a fazer um cronograma de atividades diárias, para que possam administrar melhor seu tempo. Além da comunhão com Deus, trabalho e exercícios físicos, o que deveria ser incluído nesse cronograma? 5. Escolha um aluno para ler o texto em voz alta. Peça a opinião da classe.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Informativo Mundial das Missões – 24/02/18


Olá pessoal!
No vídeo deste sábado coloquei no final um teaser de um filme que a Igreja produziu. Parece bem legal o filme. Foi um pedido da Divisão Sul-Americana e eu gentilmente coloquei no final do vídeo.

Clique aqui e faça o Download 


terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Lição 8. 17 a 24 de fevereiro. O impacto da fidelidade nos dízimos

Sábado à tarde
Verso para memorizar: “Não sabeis vós que os que prestam serviços sagrados do próprio templo se alimentam? E quem serve ao altar do altar tira o seu sustento? Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho” (1Co 9:13, 14). 
Leituras da semana: Mc 16:15; 1Pe 3:8, 9; 1Co 9:14; Rm 3:19-24 
Como vimos na semana passada, devolver o dízimo é uma importante expressão de fé. É uma forma de revelar, ou testar, a realidade da nossa profissão de fé. “Examinai-vos a vós mesmos se realmente estais na fé; provai-vos a vós mesmos. Ou não reconheceis que Jesus Cristo está em vós? Se não é que já estais reprovados” (2Co 13:5).
A primeira referência bíblica à devolução do dízimo é o relato de Abraão entregando o dízimo a Melquisedeque (Gn 14:18-20; Hb 7:4). Os levitas também recebiam o dízimo por seus serviços prestados no templo (2Cr 31:4-10). Hoje, o dízimo é usado para o sustento do evangelho. Quando entendido corretamente, ele é uma forma de avaliação espiritual do nosso relacionamento com Deus.
O impacto, o uso, a importância e o método de distribuição dos dízimos foram designados para nosso crescimento espiritual no sustento da obra de Deus e na provisão financeira para a pregação do evangelho. Esse é o plano de Deus e tem sido considerado o primeiro passo do mordomo fiel.
Nesta semana, continuaremos estudando sobre o dízimo: sua distribuição, o que ele significa para os outros, e qual é o seu impacto em nossa vida espiritual.
Daqui a cinco dias começaremos os Dez Dias de Oração! Prepare sua família, seu pequeno grupo e sua igreja para os milagres de Deus. 
Domingo, 18 de fevereiro
Juntos sustentamos a missão
Jesus ordenou que pregássemos o evangelho (Mc 16:15) e fizéssemos discípulos, “ensinando-os a guardar todas as coisas” (Mt 28:19, 20). Portanto, Deus deseja que estejamos envolvidos na obra mais importante da Terra: levar as pessoas a Cristo. Nossa responsabilidade como mordomos é sustentar essa missão mediante os recursos que Deus nos confiou. Nossa participação aprofunda nosso compromisso pessoal de apresentar Cristo aos outros. Cada discípulo, mordomo e trabalhador deve trazer todos os dízimos para a realização dessa obra sagrada. Devemos orar por unidade para que sejamos fiéis no sustento da missão, assim como uma missão bem-sucedida fortalece nossa unidade de fé.
1. Qual é o plano financeiro aprovado por Deus para o cumprimento da missão? Qual é o significado das expressões “todos os dízimos” e “para que haja mantimento na Minha casa”? Ml 3:10
Como vimos, as pessoas têm entregado o dízimo desde os dias de Abraão e Jacó (Gn 14:20; 28:22), e provavelmente antes disso. O dízimo é parte de um sistema que mantém a igreja. Ele é a maior fonte de sustento e o método mais equitativo e equilibrado para o cumprimento de Sua missão.
Nas culturas de hoje, a maioria dos cristãos entregam relativamente pouco para sustentar a missão de Deus. Se todos os cristãos devolvessem o dízimo honestamente, o resultado seria “quase inimaginável, simplesmente surpreendente, quase além da compreensão” (Christian Smith e Michael O. Emerson, Passing the Plate [Passando as salvas]. Nova York: Oxford University Press, 2008, p. 27).
Em todas as épocas, Deus teve pessoas dispostas a custear Sua missão. Temos a responsabilidade de trabalhar juntos para financiar essa tarefa mundial. Não podemos nos dar ao luxo de ser desorganizados, negligentes ou casuais no sustento da missão. Nosso desafio é muito maior do que quando o povo e os levitas disseram a Neemias: “Não negligenciaremos o templo de nosso Deus” (Ne 10:39, NVI), e mais assustador do que os desafios enfrentados pelos cristãos no século 19. Hoje, membros e líderes da igreja devem estar unidos espiritualmente e colaborar financeiramente, de maneira que alcancem os objetivos globais e sustentem a missão.

Pense na vasta extensão da missão adventista no mundo (veja Ap 14:6, 7). Qual é a minha responsabilidade em relação ao sustento dessa obra? 
Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org
Segunda-feira, 19 de fevereiro
As bênçãos de Deus
Em Malaquias 3:10, Deus prometeu bênçãos aos que devolvem fielmente o dízimo. No entanto, Suas bênçãos não têm apenas uma dimensão. Enfatizar o acúmulo de bens materiais como uma bênção, à custa de tudo o mais, é uma visão muito estreita do que realmente significa receber a bênção de Deus.
Em Malaquias, a bênção é espiritual e temporal. A bênção de Deus é evidenciada na salvação, felicidade, paz e a certeza de que Deus faz o que é melhor para nós. Além disso, quando somos abençoados, somos compelidos a compartilhar essas bênçãos com os menos favorecidos. Fomos abençoados para abençoar outros. Por meio de nós, Deus é capaz de estender Suas bênçãos a outros lugares.
2. Leia 1 Pedro 3:8, 9. Qual é a relação entre ser abençoado e ser uma bênção aos outros? Assinale a alternativa correta:
A.(   ) Nenhuma, pois Deus abençoa a cada um de modo independente.
B.(   ) O objetivo de Deus é que compartilhemos as bênçãos que Ele derramou sobre nós.
O ato de devolver o dízimo resulta em uma bênção dupla. Somos abençoados e também abençoamos outros. Podemos dar do que recebemos. As bênçãos de Deus nos alcançam internamente e aos outros, externamente. (Leia Lc 6:38, NVI).
3. “Há maior felicidade em dar do que em receber” (At 20:35). Isso se aplica também ao dízimo?
A maior bênção trazida pelo ato de devolver o dízimo é que aprendemos a confiar em Deus (Jr 17:7). “O sistema especial de dízimos tem por base um princípio tão duradouro como a lei de Deus. Esse sistema foi uma bênção para os judeus, do contrário o Senhor não o teria dado a eles. Assim será igualmente uma bênção aos que o observarem até ao fim do tempo. Nosso Pai celestial não instituiu o plano da doação sistemática com o intuito de enriquecer-Se, mas para que fosse uma grande bênção ao ser humano. Viu que o referido sistema era exatamente aquilo de que o homem necessitava” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 404, 405).

Você já foi abençoado pelo Senhor por meio do ministério de outra pessoa? Como pode fazer o mesmo pelos outros? 
Terça-feira, 20 de fevereiro
O propósito do dízimo
Paulo escreveu a Timóteo: “Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário” (1Tm 5:18). O apóstolo estava citando Moisés (Dt 25:4), numa referência ao boi, e também Jesus (Lc 10:7), que falou a respeito do trabalhador. A frase que menciona o boi parece ter sido um provérbio, e significa que é justo que o boi coma do grão enquanto trabalha. De idêntica maneira, o segundo provérbio significa que os obreiros dedicados ao evangelho devem ser recompensados com salários.
Deus cria e opera em sistemas. Ele projetou sistemas solares, ecossistemas, sistema digestivo, nervoso e muitos mais. O sistema de dízimos foi usado pelos levitas (Nm 18:26) em seu cuidado para com o tabernáculo e também para o próprio sustento. Os levitas de hoje seriam aqueles que dedicam a vida à pregação do evangelho. O sistema divino de dízimos é Seu meio escolhido para o sustento do ministério, e tem sido usado durante toda a história da salvação. Sustentar esses obreiros com o dízimo, portanto, é fundamental à obra de Deus.
4. Leia 1 Coríntios 9:14. Qual é o significado dessas palavras e a sua implicação moral? Leia 2 Coríntios 11:7-10. Quais dificuldades Paulo enfrentou? O que isso ensina sobre a necessidade de sustentar os que pregam o evangelho?
Quando Paulo disse: “Despojei outras igrejas, recebendo salário, para vos poder servir” (2Co 11:8), ele estava falando ironicamente sobre o fato de que recebeu salário de uma igreja macedônica pobre enquanto ministrava a uma igreja rica de Corinto. Seu argumento à igreja de Corinto foi que aqueles que pregam o evangelho merecem receber salário.
O dízimo deve ser usado para um propósito específico e deve permanecer assim. “O dízimo é separado para um uso especial. Não deve ser considerado fundo para os pobres. Deve ser dedicado especialmente ao sustento dos que estão levando a mensagem de Deus ao mundo; e não deve ser desviado desse propósito” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 103).
Leia Levítico 27:30. O princípio visto nesse verso se aplica a nós hoje? 
Quarta-feira, 21 de fevereiro
A casa do Tesouro
Deus tem um “depósito” para armazenar o vento (Jr 10:13), a água (Sl 33:7), neve e saraiva (Jó 38:22), sobre os quais Ele tem total controle. Mas o “depósito” mais precioso é aquele em que é armazenado o dízimo. “Aos filhos de Levi dei todos os dízimos em Israel por herança, pelo serviço que prestam, serviço da tenda da congregação” (Nm 18:21). Esse versículo é a primeira referência ao local em que o dízimo era armazenado e serve de base ao que hoje é conhecido como “o princípio da casa do Tesouro”.
Mais adiante, Deus instruiu os israelitas a levar o dízimo para um lugar de Sua escolha (Dt 12:5, 6). Nos dias de Salomão, o dízimo era devolvido no templo de Jerusalém. Os israelitas entenderam facilmente o que era o “depósito” e onde era ele quando Malaquias disse: “Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro” (Ml 3:10). A casa do Tesouro representava o local em que ocorriam os cultos religiosos e onde os levitas eram sustentados.
5. Quais outros nomes são usados nas Escrituras para identificar a “casa do Tesouro”? (1Cr 26:20; 2Cr 31:11-13; Ne 10:38). Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.(   ) Tesouros da casa de Deus; depósitos da casa do Senhor; câmaras da casa do Tesouro.
B.(   ) Armazém; cofre sagrado; sala das ofertas.
Trazer o dízimo à casa do Tesouro é o único modelo apresentado nas Escrituras. Em cada dispensação, Deus teve um “depósito central” para administrar o dízimo. Os adventistas do sétimo dia são uma igreja mundial em que o “princípio da casa do Tesouro” é aceito e praticado. Os membros são encorajados a devolver seu dízimo à Associação/Missão por meio da igreja local. A Tesouraria da Associação/Missão é o órgão que paga o salário dos pastores.
“À medida que a obra de Deus se amplia, pedidos de auxílio aparecerão mais e mais frequentemente. Para que esses pedidos possam ser atendidos, os cristãos devem acatar a ordem: ‘Trazei todos os dízimos à casa do Tesouro, para que haja mantimento na Minha casa’ (Ml 3:10). Se os professos cristãos levassem fielmente a Deus seus dízimos e ofertas, o divino tesouro estaria repleto. Não haveria, então, razão para recorrer a quermesses, rifas ou reuniões de diversão a fim de angariar fundos para a manutenção do evangelho” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 338).
O que aconteceria com a obra de Deus se as pessoas enviassem o dízimo para onde quisessem? Por que é importante enviá-lo ao local a que ele pertence?  
Quinta-feira, 22 de fevereiro
Dízimo e salvação pela fé
6. Qual verdade essencial à nossa fé é ensinada em Romanos 3:19-24? Por que devemos sempre manter esse ensino como fundamento das nossas crenças? Assinale a alternativa correta:
A.(   ) Somos salvos pela graça, independentemente das obras da lei.
B.(   ) A devolução do dízimo é um requisito para a salvação.
A essência da mensagem bíblica é que todos somos indignos de redenção (Rm 3:23). Se a merecêssemos, a obteríamos por mérito ou por obras, e essa ideia é contrária às Escrituras.
7. Leia Romanos 4:1-5. O que esses versos ensinam sobre a graça em contraste com os méritos?
A salvação é um dom (Ef 2:8, 9) concedido aos que não merecem. A salvação ocorre porque os méritos do perfeito sacrifício de Cristo são creditados em nossa conta. Quanto à questão do dízimo, não recebemos nenhum crédito de Deus por devolvê-lo. Afinal, se o dízimo é de Deus, qual mérito poderia haver em devolvê-lo ao Senhor?
Fomos criados para realizar boas obras. “Somos feitura Dele, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas” (Ef 2:10). Contudo, essas boas obras não nos salvam. Assim também, a devolução do dízimo não nos salva.
Apesar disso, a devolução do dízimo revela uma atitude humilde e submissa ou teimosa e desafiadora em relação ao que Deus nos pediu para fazer. Se amamos a Deus, obedeceremos a Ele. O dízimo é uma expressão exterior da nossa compreensão de que somos apenas mordomos aqui e devemos tudo a Deus. Assim como o sábado é uma lembrança semanal de Deus como Criador e Redentor, a devolução do dízimo pode funcionar de maneira semelhante: ela nos lembra de que não pertencemos a nós mesmos e de que nossa vida e salvação são dádivas de Deus. Como resultado, podemos admitir essa realidade e viver em fé, reconhecendo que a devolução do dízimo é uma expressão muito tangível dessa fé.
Leia Lucas 21:1-4. O que significa viver pela fé? 
Dez Dias de Oração Ore para que Deus abençoe sua família e que ela se torne uma bênção.
Sexta-feira, 23 de fevereiro
Estudo adicional
É muito fácil esquecer que cada respiração, cada batida do coração e cada momento da nossa existência vêm do Senhor. Em Atos 17, Paulo falou aos atenienses sobre o verdadeiro Deus, que não é apenas o Criador (At 17:24) mas também o Mantenedor (At 17:28). Os atenienses não O conheciam. Nós O conhecemos, e essa compreensão é fundamental para nossa maneira de viver. Deus tem muitas reivindicações em relação a nós, e como resultado, temos que viver de acordo com essas exigências:
“Dá-se o mesmo com as reivindicações de Deus a nosso respeito. Ele deposita Seus tesouros nas mãos dos homens, porém requer deles que separem fielmente a décima parte para a Sua obra. Ordena que essa porção seja recolhida à casa do Seu tesouro, e a Ele entregue como Sua propriedade. Ela é sagrada e deve ser usada para propósitos santos, para o sustento dos que levam Sua mensagem ao mundo. […] Pela obediência fiel a essa ordem, reconhecemos que todas as coisas pertencem ao Senhor” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 386).
Perguntas para discussão
1. “O tempo está passando rapidamente para a eternidade. Não retenhamos de Deus aquilo que é Sua propriedade. Não Lhe recusemos aquilo que, embora não possa ser dado com mérito, não pode ser negado sem ruína. Ele pede o coração inteiro; vamos dar-Lhe; é Seu, tanto pela criação como pela redenção. Ele pede o intelecto; vamos dar-Lhe; é Seu. Ele pede também o nosso dinheiro; não devemos reter-Lhe; é Seu” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 566). O que Ellen G. White quis dizer ao declarar que não podemos dar “com mérito”, mas não podemos negar sem ruína? Quando não devolvemos o dízimo, do que estamos nos privando?
2. Seria correto se os membros da igreja fizessem com o dízimo o que quisessem, destinando-o a causas que considerassem dignas, e não o levassem à “casa do Tesouro”? Isso poderia causar uma ruptura entre nós?
3. Em Lucas 21, Jesus elogiou a viúva por dar seu dinheiro ao templo apesar de toda a corrupção que acontecia ali. O que isso revela aos que sentem que podem desviar o dízimo porque têm dúvidas sobre a utilização dele?
Respostas e atividades da semana: 1. Peça a opinião dos alunos. Pergunte: Você conhece o destino dos dízimos na Igreja Adventista do Sétimo Dia? 2. B. 3. Pergunte aos alunos: você já percebeu que a fidelidade nos dízimos e a disposição de ajudar pessoas necessitadas trouxeram bênçãos à sua vida? 4. Solicite que um aluno leia a passagem. Peça a opinião de todos. Depois, peça a outro aluno que leia a segunda passagem. Discuta a questão com a classe. 5. V; F. 6. A. 7. Leia o texto e discuta com os alunos. Podemos fazer algo para merecer a salvação?

Dez Dias de Oração Ore para que Deus desenvolva em sua família e na igreja um espírito perdoador.  







 
 
 

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