quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

OS ADVENTISTAS E A POLÍTICA

Como adventistas do sétimo dia, esperamos o breve retorno de nosso Senhor Jesus Cristo e ansiamos por aquela pátria eterna “da qual Deus é o arquiteto e edificador” (Hebreus 11:10). Aceitamos igualmente o desafio de ser “sal da terra” e “luz do mundo” (Mateus 5:13-14). Assim sendo, assumimos tanto o compromisso de pregar o evangelho com seus valores eternos quanto o dever de ser relevantes e servir às comunidades em que estamos inseridos, tornando-as lugares melhores.



“A Igreja Adventista tem procurado, desde seu início, seguir o exemplo de Cristo ao advogar a liberdade de consciência como parte integral de sua missão evangélica. “À medida que o papel da igreja na sociedade se expande, é apropriado declarar os princípios que guiam nossa igreja em sua extensão mundial nos contatos com os governos das regiões nas quais operamos” (Declarações da Igreja, p. 154). Portanto, como Igreja estamos determinados a cumprir nossos deveres institucionais e individuais, desenvolvendo relacionamentos saudáveis com os governos estabelecidos.

Este documento foi preparado para servir como um guia conciso e unificado sobre o pensamento da Igreja quanto às questões políticas. Ele será útil para pastores, servidores e membros, indicando o posicionamento adequado nessa esfera. Não pretende substituir os conselhos divinos, mas sim expressar claramente a compreensão que a Igreja tem no momento acerca do relacionamento institucional com os poderes públicos e os assuntos políticos, bem como os deveres de seus membros como cidadãos.

1. Os adventistas e a política partidária

Existem alguns princípios fundamentais que regem a posição da Igreja Adventista do Sétimo Dia sobre política. Um deles é o princípio da separação entre Igreja e Estado, o que leva cada uma dessas entidades a cumprir suas respectivas funções sem interferir nas atividades da outra. A Igreja acredita que adotar uma postura que não envolva filiação partidária ou qualquer tipo de compromisso com partidos políticos é uma das maneiras de manter esse princípio. Tal prática deve nortear não apenas a organização adventista em todos os seus níveis administrativos, mas também as instituições por ela mantidas, seus pastores e servidores.

A Igreja encontra nos ensinos do Senhor Jesus e dos apóstolos base segura para evitar qualquer militância político-partidária institucional. O cristianismo apostólico cumpriu sua missão evangélica sob as estruturas opressoras do Império Romano sem se voltar contra elas. O próprio Cristo afirmou que Seu reino “não é deste mundo” e que, portanto, os Seus “ministros” não empunham bandeiras políticas (João 18:36). Qualquer posicionamento ou compromisso com legendas partidárias dificultaria a pregação do evangelho a todos indistintamente.

Por outro lado, a Bíblia não isenta a comunidade de crentes dos deveres civis, e isso está evidente na ordem de Jesus: “Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus” (Marcos 12:17). O Novo Testamento apresenta várias orientações sobre o dever cristão de reconhecer e respeitar os governos e as autoridades (Romanos 13:1-7; Tito 3:1-2; 1 Pedro 2:13-17). Somente quando os poderes temporais impõem transgressão às leis divinas é que o cristão deve assumir a postura de antes “obedecer a Deus do que aos homens” (Atos 5:29).

2.Assim, a Igreja Adventista do Sétimo Dia:

§ Reconhece as obrigações do exercício da cidadania, mas não possui nem mantém partidos políticos, não se filia a eles, tampouco repassa recursos denominacionais para atividades dessa natureza. Por adotar uma postura apartidária, respeita as autoridades constituídas, mas não participa de qualquer atividade político-partidária.

· Entende a importância do processo democrático, todavia não permite que em seus templos, sedes administrativas e instituições sejam realizadas reuniões com finalidades eleitorais, seja para promoção de candidatos (membros e não membros da igreja) ou de partidos políticos.

· Respeita as pessoas eleitas para os diferentes cargos públicos, no entanto não possui uma bancada de parlamentares, não investe na formação de lideranças partidárias e nem trabalha para esse fim.

3. Os adventistas e as eleições

Os adventistas reconhecem a autoridade profética e a influência da vida e obra de Ellen G. White, mensageira e co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Seus escritos não substituem a Bíblia, mas têm servido para aprofundar a compreensão das Escrituras Sagradas. Isso ocorre também em assuntos relacionados com a esfera pública.

Em um de seus diários ela registrou que, em determinada reunião, os pioneiros adventistas consideraram demoradamente a questão de votar. Depois de serem mencionadas algumas opiniões, ela escreveu: “Eles acham que é direito votar em favor dos homens defensores da temperança governarem em nossa cidade, em vez de, por seu silêncio, correr o risco de serem eleitos homens intemperantes” (Mensagens Escolhidas, v. 2, p. 337).

Em outra oportunidade, encontramos Ellen G. White assumindo uma clara posição sobre a participação dos membros da igreja na escolha de candidatos que pudessem favorecer a aprovação de leis que combatessem a venda de bebidas alcoólicas. Nessa ocasião, ela destacou que cada cristão tem a responsabilidade de exercer toda influência possível para estabelecer leis com o propósito de conter essa atividade destruidora da saúde e das famílias. Escreveu ela: “Todo indivíduo exerce uma influência na sociedade. Em nossa terra favorecida, todo eleitor tem de certo modo voz em decidir que espécie de leis hão de reger a nação. Não deviam sua influência e voto ser postos do lado da temperança e da virtude?” (Obreiros Evangélicos, p. 387).

Esses textos deixam claro que cada adventista deve exercer o direito ou o dever de votar, usando essa prerrogativa para eleger pessoas que promovam conceitos em favor da saúde e da qualidade de vida. Certamente isso envolve a preferência por candidatos que também promovam outros princípios e valores bíblicos praticados e defendidos pelos adventistas e que podem se tornar um benefício para toda a população.3

4.Assim, Igreja Adventista do Sétimo Dia:

· Recomenda que seus membros cumpram o direito ou o dever do voto, desde que nessas ocasiões não haja qualquer incompatibilidade com os princípios bíblicos defendidos pela Igreja.

· Orienta que seus membros votem de acordo com a consciência individual, que escolham candidatos que defendam os princípios da qualidade de vida e da saúde, do modelo bíblico de família, dos valores éticos e morais, da liberdade religiosa e da separação entre Igreja e Estado.

· Determina que pastores, outros obreiros, jubilados com credencial especial, funcionários da organização, líderes locais e membros não apresentem e não promovam candidatos nos templos, em suas sedes administrativas, unidades educacionais, de saúde, e em quaisquer outras instituições, seja nos cultos ou em programas promovidos e realizados pela denominação.

· Veda o uso do dízimo e de quaisquer outros recursos denominacionais para financiar candidatos, campanhas eleitorais ou partidos políticos.

· Repudia e não autoriza o recebimento de vantagens e benefícios pessoais ou institucionais ilícitos, indevidos ou em desacordo com os regulamentos eclesiástico-administrativos. Para conhecer os critérios oficiais da Igreja sobre condições para recebimento de fundos governamentais, ler o tópico que trata desse assunto no livro Declarações da Igreja, página 157.

· Não usa, não fornece e nem autoriza o fornecimento de dados cadastrais ou de qualquer outra natureza para o envio de propaganda eleitoral aos seus membros.

· Não autoriza a impressão de propaganda ou material de cunho político em suas editoras, nem o uso de espaço publicitário em seus periódicos para veiculação de propaganda eleitoral. Fica igualmente não autorizado o uso da internet, rádio, televisão e publicações da Igreja e de suas instituições para esse mesmo fim, salvo quando impostas obrigatoriamente por lei, como no caso da Rádio e TV Novo Tempo.

· Não autoriza o uso do espaço físico de seus templos, sedes administrativas e instituições para qualquer tipo de propaganda político-partidária-eleitoral.

· Não aprova que sejam organizados encontros e reuniões por pastores, outros obreiros, jubilados com credencial especial e funcionários da organização, com propósitos político-partidários, seja em ambientes públicos ou privados.

· Determina, clara e expressamente, quem deve falar em nome da Igreja para comunicar-se com os órgãos de imprensa e demais meios. Pastores e servidores, editores das casas publicadoras, apresentadores da Rádio e TV Novo Tempo, jornalistas, assessores de imprensa e comunicadores não estão autorizados a escrever, postar e falar em nome dos adventistas sobre temas políticos, e devem ter constante cuidado para não dar declarações que demonstrem preferências por ideologias, candidatos ou partidos.

5. Candidatos que são adventistas

Entre os direitos do cristão adventista no exercício da cidadania está o de ocupar cargos públicos, eletivos ou não. O Antigo Testamento menciona exemplos de pessoas que exerceram funções de grande projeção nos governos de sua época. Por exemplo, José foi primeiro-ministro do Egito (Gênesis 41:38-46) e, tendo sido colocado por Deus no comando dessa nação, se manteve puro e fiel na corte do rei e foi “um representante de Cristo” junto aos egípcios (Patriarcas e Profetas, p. 369). Daniel exerceu importantes cargos governamentais em Babilônia sob os reinados de Nabucodonosor, Belsazar, Ciro e Dario, e, com lealdade incondicional aos princípios divinos, ele e seus companheiros foram embaixadores do verdadeiro Deus nas cortes desses reis.

É interessante notar que José e Daniel foram nomeados para funções públicas diretamente pelos próprios monarcas. Hoje, na maioria das democracias modernas, oficiais públicos tanto podem ser nomeados como podem ser eleitos por voto popular. A Igreja Adventista do Sétimo Dia respeita a decisão de seus membros de ocuparem cargos públicos, seja por meio de processo eleitoral ou por nomeação direta. Reconhece também que, como nos tempos de José, Daniel e Ester, a sociedade pode ser beneficiada pelo bom exemplo de políticos religiosos que exerçam suas atividades dignamente, sem comprometer princípios cristãos, ao mesmo tempo em que dão um bom testemunho da fé e promovem os valores bíblicos.

6.Assim, a Igreja Adventista do Sétimo Dia:

· Determina que candidatos que são adventistas não usem o púlpito nem programas oficiais da igreja para pedir votos.

· Solicita que os membros que se candidatarem a cargos públicos eletivos deixem suas funções na igreja local durante o período de campanha.

· Estabelece que pastores, outros obreiros e funcionários que decidirem lançar candidatura devem se desvincular obrigatoriamente do trabalho na organização adventista.

· Estabelece que pastores e outros obreiros que decidirem atuar em qualquer trabalho direta ou indiretamente relacionado à política partidária, como assessorias, propaganda, publicidade, ou outras atividades afins, devem se desvincular obrigatoriamente do trabalho na organização adventista.

· Estabelece que pastores jubilados com credencial especial que decidirem lançar candidatura ou atuar em qualquer trabalho direta ou indiretamente relacionado à política partidária, como assessorias, propaganda, publicidade, ou outras atividades afins, tenham sua credencial suspensa, enquanto durar esse envolvimento.

· Reconhece que, quando membros adventistas se candidatarem a cargo eletivo com mandato, serão candidatos exclusivamente do partido político ao qual se filiarem e nunca candidatos da Igreja Adventista.

· Estabelece que, quando surgirem situações em que candidatos, membros da igreja ou não, no exercício do mandato, estiverem concorrendo à reeleição ou a qualquer outro cargo público eletivo, serão tratados de acordo com as orientações deste documento.

· Orienta aos administradores das Associações/Missões e Uniões a serem cautelosos quando consideraram apropriado informar às lideranças eclesiásticas locais (pastores e anciãos) sobre a candidatura de membros adventistas. Que o façam com prudência, sem pedir votos, com toda discrição que a situação exige e em circunstâncias que não contrariem as diretrizes deste documento.

· Não autoriza que seus membros, quer sejam oficiais públicos, candidatos ou aqueles que tiverem sido eleitos, representem ou falem oficialmente em nome da Igreja Adventista no exercício de suas funções.

7. Os adventistas e as manifestações em mídias sociais

O avanço da tecnologia digital em todas as áreas da vida humana, inclusive na discussão da temática político-partidária, é fato inegável e, de certa forma, ilimitado. Como ambiente de manifestações relacionadas a partidos, candidatos e eleições, as mídias sociais propiciam muitos debates, mas também apresentam acusações mútuas e a propagação de dados inverídicos. Essas acusações são caracterizadas pelas legislações nacionais como ofensas à honra, sujeitando seus propagadores a penalidades.

A livre expressão do pensamento, especialmente em relação às questões políticas, implica profunda responsabilidade, podendo gerar consequências indesejáveis decorrentes da veiculação de conteúdos inadequados. Ainda que as postagens e opiniões de seus membros não reflitam necessariamente o pensamento da Igreja, muitas vezes as manifestações individuais são tidas como se fossem o posicionamento oficial da organização adventista sobre o assunto.

8. Assim, a Igreja Adventista do Sétimo Dia:

Orienta a todos os que têm vínculo religioso/missionário ou laboral com a organização adventista que não postem nas mídias sociais nem encaminhem mensagens com opiniões ou manifestações sobre política partidária nem opções de candidatos a cargos eletivos, especialmente em período de eleições.

· Recomenda que membros adventistas das congregações locais sejam muito prudentes ao se envolver em posicionamentos e discussões nas mídias sociais a respeito de política, partidos e eleições. Há outros temas de relevância espiritual e missionária que merecem atenção maior por parte dos que compreendem seu papel como multiplicadores do evangelho.

· Reconhece o valor da veiculação nas mídias sociais de conteúdos que motivem boas iniciativas em favor das pessoas, como forma de contribuir para o bem-estar de todos. A própria organização adventista, quando julgar necessário, expressará seu posicionamento acerca de temas de interesse social, cumprindo seu papel de ser uma voz de esperança na sociedade.

9. Os adventistas e as manifestações públicas

A crescente onda de manifestações públicas exige reflexão e respostas sobre as seguintes questões: Os cristãos deveriam participar desses atos públicos? Pastores, outros obreiros, jubilados com credencial especial e funcionários da organização adventista deveriam sair às ruas e apoiar protestos populares?

Como Igreja, respeitamos o direito de expressão e as reivindicações pacíficas e legítimas. Afinal, nós também temos saído às ruas para chamar a atenção, por exemplo, contra a violência, por meio do projeto Quebrando o Silêncio e outras atividades. Portanto, não pensamos ser errado defender pacificamente ideias e ideais. Todavia, somos contra toda forma de expressão que lance mão da violência, física ou verbal; contra o vandalismo e a destruição do patrimônio público ou privado.

A Igreja Adventista deve assumir seu papel na sociedade como uma organização ativamente envolvida nas questões pertinentes aos interesses e necessidades dos cidadãos, por meio de ações missionárias práticas. Reconhece também o desafio de ser relevante e fazer a diferença na vida das pessoas e das comunidades onde ela está inserida. Quanto às questões que envolvem desigualdade e injustiça social, a igreja desenvolve, apoia e realiza projetos sociais e educacionais que beneficiam a vida comunitária. Suas várias frentes de atuação envolvem a ADRA (Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais), ASA (Ação Solidária Adventista), escolas, colégios e universidades, entre outros programas promovidos pelos vários departamentos e instituições da denominação. No entanto, busca agir na defesa de suas convicções sem conflitar com os princípios bíblicos e sem protestar contra ideologias e autoridades constituídas.

A Bíblia orienta os crentes a orar em favor das autoridades e cidades, buscando sempre a paz (Jeremias 29:7; 1Timóteo 2:2). Para os adventistas, muito mais do que protestar e reivindicar, a missão é proclamar. Nossas energias não devem ser postas em manifestações, mas em trabalhar pelo bem das pessoas e anunciar a volta do Senhor Jesus.

10.Assim, a Igreja Adventista do Sétimo Dia:

· Reconhece seu dever de atender às necessidades das pessoas, exercendo o papel de instituição servidora, sendo relevante na sociedade e fazendo a diferença no contexto onde está inserida, por meio de seus diversos ministérios.

· Admite a realização de atividades e manifestações públicas organizadas pela igreja, mas orienta que seus responsáveis ajam com todo cuidado e prudência para que esses eventos sejam pacíficos e tenham como único objetivo enaltecer e promover os valores e princípios cristãos.

· Não recomenda a participação de seus membros e não autoriza seus pastores, outros obreiros, jubilados com credencial especial e funcionários da organização a comparecer e nem tomar parte em manifestações públicas de cunho sócio-político-partidário.

· Incentiva que seus membros orem em favor das cidades e autoridades.

· Reconhece a necessidade de lidar constantemente com representantes dos poderes públicos, apesar de ser apartidária. Por isso, mantém sua postura de relacionamento adequado com as autoridades constituídas para que o funcionamento da estrutura institucional seja garantido, tendo como único propósito o cumprimento da missão.

· Estabelece que, havendo atitudes não conformes com as recomendações e determinações deste documento, os casos serão analisados pela instituição ou igreja local a que pertencem os envolvidos.

Conclusão

Como cristãos, reconhecemos o papel legítimo dos governos organizados na sociedade, respeitamos o direito do Estado de legislar nas questões seculares e consentimos com essas leis quando não contrariam os preceitos divinos. Entendemos também que nossos membros devem assumir responsabilidades civis com seriedade e exercer o papel de cidadãos, mas sem se esquecer da cidadania celestial.

Não desmerecendo as questões políticas e sua importância, entendemos ser um dever da Igreja dar o devido destaque ao objetivo de desenvolver práticas que resultem no fortalecimento da fé e promovam a esperança na iminente volta do Senhor Jesus Cristo. Reconhecemos que a vocação de pregar o evangelho envolve executar ações de solidariedade que expressem amor ao próximo e produzam alívio ao sofrimento humano. Por isso, todo esforço e toda energia devem ser canalizados para o serviço desinteressado em favor das pessoas, revelando profundo interesse na sua salvação. Seja nossa oração: “Vem, Senhor Jesus” (Apocalipse 22:20).

__________

Este documento foi preparado em harmonia com as declarações oficiais da igreja, conforme conteúdo do capítulo “A Relação entre Igreja e Estado” (Declarações da Igreja, p. 154-160), adotado pela Associação Geral em março de 2002 e que serve de diretriz e referência para o departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa.

A Nova Ordem Mundial na Bíblia


"O que teria a Bíblia a nos dizer sobre uma reorganização política mundial e constitucional?"
Você já ouviu falar da Nova Ordem Mundial? Muito provável que sim! E imagino que a grande maioria que tenha ouvido falar desse assunto, provavelmente tenha sido dentro de alguma palestra feita na igreja, certo?


Por conta disso, somos tentados a pensar que essa temática, seja de cunho exclusivamente religioso.

Porém, se sairmos um pouco do campo religioso para observarmos o mundo em redor, perceberemos que a nova ordem mundial é algo que permeia muitas áreas do saber. O mundo: judicial, comercial, econômico, tecnológico, ativista e filosófico, por exemplo, também estuda e aguarda o surgimento dessa ordem. Para essas áreas todas, a nova ordem representa uma reorganização política internacional, tendo como base uma constituição única e universal. Na visão de sociólogos e estudiosos da futurologia, o mundo pode ser comparado a uma criança correndo desgovernada e sem controle, tornando-se assim necessário, um adulto para tomar conta.

O que teria a Bíblia a nos dizer sobre essa reorganização política mundial e constitucional?

Nova Ordem Mundial e a Bíblia

Ao estudarmos as profecias de Daniel e Apocalipse, juntamente ao sermão profético feito por Cristo nos três evangelhos, percebemos que de fato, o mundo tende a rumar ao colapso. O texto bíblico nos informa que quanto mais o tempo passar, mais o amor se esfriará pelo aumento da iniquidade no coração humano (Mateus 24:12). Haverá cada vez mais conflitos, rumores de guerras, epidemias, fome (Mateus 24:6,7; Lucas 21:11,12), problemas que poderiam ser resolvidos, se não houvesse tanto interesse egoísta envolvido.

Em meio a esse cenário é que a Bíblia descreve em Apocalipse 13, o surgimento no cenário mundial de uma aliança entre dois poderes terrestres. O primeiro é apresentado na figura simbólica de um animal saindo da água, o segundo é descrito como um animal saindo da terra. Dentro do contexto literário do Antigo Testamento, essas duas figuras mitológicas são uma representatividade do mal. João usa esse contexto como pano de fundo para descrever que no tempo do fim, haverá dois poderes humanos, considerados aliados do dragão que é uma representatividade do diabo (Apocalipse 12:7-9), que se unirão, formando assim uma nova ordem mundial.

A união desses poderes é algo tão poderoso e influente que seduzirá todos os habitantes da Terra (Apocalipse 13:14), e mexerá com a economia e a liberdade civil (Apocalipse 13:16,17).

A primeira besta, conforme a sua descrição, representa Roma (Daniel 7:7,17; Apocalipse 17:18), a segunda besta, será um aliado político dela. Quando esses dois poderes se unirem e fundirem num só, estará formado aquilo que a teologia entende como Nova Ordem Mundial. Essa união do poder religioso com o político, estabelecerá um decreto que será de nível mundial e com fortes represália aos seus opositores.

Podemos concluir então que a política será reorganizada mundialmente, passando a existir apenas uma forma de governo? A resposta é um sonoro sim! Embora, o Apocalipse não detalhe como acontecerá e nem quando, ele descreve que acontecerá.

Um fator muito interessante é que desde que a pandemia de coronavírus se intensificou, os apelos para uma constituição mundial, tem se tornado cada vez mais fortes.

O que acontecerá com a humanidade quando a nova ordem mundial se estabelecer?

Será imposto sobre ela uma marca e ela é quem definirá quem está a favor ou contra essa coligação. O cenário de união entre as potências religiosas e políticas do mundo é um dos últimos sinais que vão anteceder a segunda vinda de Cristo e o fim do mundo. Quando Cristo vier, as autoridades políticas e religiosas vão perder seus poderes, e Deus salvará o seu povo e será o único governante do Universo, e “Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11:15).

Sendo assim, o único governo que reinará proeminentemente na história, formando a verdadeira nova ordem mundial, será o reino de Deus.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2024

ADVENTISTAS NO MUNDO


o mundo, a Igreja Adventista do Sétimo Dia é administrada por meio de 13 divisões. Todas estão ligadas à sede mundial localizada em Silver Spring, Maryland, nos Estados Unidos. A coordenação mundial está sob a responsabilidade da Conferência Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia que, a cada cinco anos, realiza uma assembleia para nomeação de líderes e votação de documentos oficiais.



Adventistas na América do Sul


Sede – Brasília, Brasil


A realidade da Igreja Adventista em meio à guerra na Ucrânia

3 minutos de leitura Qual é a situação da denominação no país depois de um ano de conflito?No dia 24 de fevereiro, a guerra entre Rússia e Ucrânia completou um ano. E, infelizmente, o conflito ainda não tem data para acabar. A escassez de informações não permite sabermos ao certo as perdas contabilizadas de ambos os lados. Mas não resta dúvidas de que sejam bastante expressivas. Segundo dados divulgados pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), até meados de fevereiro tinham sido notificadas cerca de 7,2 mil mortes de civis no território ucraniano e o número de feridos passava de 11,7 mil. No entanto, é difícil saber quão subnotificadas são essas estatísticas.

Os desdobramentos da invasão russa redesenharam a geopolítica global, agravando a situação econômica, que já era complicada em razão da pandemia de Covid-19. Alimentaram a indústria de armas, aumentaram o preço dos combustíveis, interferiram no comércio internacional e provocaram escassez e encarecimento de matérias-primas. Além de tudo isso, como era previsto, forçaram um enorme deslocamento populacional, o mais rápido desde a Segunda Guerra Mundial, na avaliação da agência para refugiados da ONU (Acnur). Desde então, cerca de 7,7 milhões de ucranianos buscaram refúgio em vários países da Europa. Sem contar os deslocados internos.

IMPACTO NA IGREJA

MÁRCIO TONETTI é   editor associado da Revista Adventista

Em meio a tudo isso, qual é a realidade da Igreja Adventista na Ucrânia depois de um ano de conflitos entre os dois países? Numa entrevista concedida recentemente ao
canal de vídeos da sede administrativa da denominação na Espanha,,o diretor do HopeMedia e do Departamento de Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa na União Ucraniana, Maxim Krupsky, apresentou um breve panorama da situação atual.

Ele informou que, até agora, 23 templos foram completamente destruídos, 16 adventistas morreram, 15 ficaram feridos, 21 estão desaparecidos e 8.073 deixaram o país (o que representa cerca de 20% dos membros da igreja nessa região). Por outro lado, 1.084 pessoas foram batizadas na Ucrânia no ano passado. Além disso, o fluxo migratório provocado pela guerra parece estar tendo um papel importante na revitalização do adventismo na Europa Ocidental. “A igreja está sofrendo, mas, ao mesmo tempo, está tendo a oportunidade de ser uma fonte de ajuda para a sociedade”, o pastor Krupsky enfatizou. De acordo com ele, cada comunidade adventista no país se tornou um centro de influência e local de refúgio. “Por meio de nossas igrejas, já distribuímos mais de 2 milhões de pacotes de pães que ajudaram a matar a fome de muita gente”, exemplificou.

Em um ano de guerra, 23 templos adventistas foram completamente destruídos, 16 adventistas morreram, 15 ficaram feridos, 21 estão desaparecidos e 8.073 deixaram a Ucrânia. Por outro lado, 1.084 pessoas foram batizadas no país nesse período

Além de alimentar e acolher as vítimas do conflito, os adventistas também se preocuparam em continuar transmitindo uma mensagem de esperança à população. O centro de mídia da igreja na Ucrânia teve um papel muito importante nesse sentido, apesar de boa parte da equipe ter sido forçada a deixar a sede do HopeMedia no início da guerra. Porém, segundo Krupsky, em nenhum momento as transmissões cessaram, mesmo sabendo que algumas regiões estavam sem energia por causa dos danos à rede elétrica provocados pelas explosões. Surpreendentemente, apesar de todos esses desafios, um novo estúdio de TV foi inaugurado recentemente na Ucrânia e a missão tem avançado.

“A igreja ucraniana hoje é uma grande equipe de voluntários criando inúmeros projetos para apoiar as pessoas. Durante uma guerra, pequenas ações abrem grandes portas. Isso funciona como uma ‘explosão’ em cadeia”, o pastor Krupsky desta

Por fim, ele expressou gratidão pela ajuda que a igreja na Ucrânia tem recebido desde o início da guerra e fez um apelo para que as pessoas ao redor do mundo continuem intercedendo por essa situação. “Pedimos que orem para que Deus intervenha. Se o conflito continuar, poderá ser uma longa história com muitas consequências tristes para as famílias, os países envolvidos e o mundo”, concluiu.




MARANATA | TEMA JA 2024


 

Pahali Pema | Vocals Of Praise- Nairóbi-África


 

O que a Bíblia diz sobre a sabedoria?

A palavra sabedoria provém do grego sophia e significa “inteligência plena", isto é, excelência mental no sentido mais pleno. Entretanto, sophia inclui não apenas o conhecimento, mas a habilidade e o julgamento para aplicar tal conhecimento às circunstâncias e situações da vida.

“Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida” (Tiago 1:5).

A palavra sabedoria provém do grego sophia e significa “inteligência plena”, isto é, excelência mental no sentido mais pleno. Entretanto, sophia inclui não apenas o conhecimento, mas a habilidade e o julgamento para aplicar tal conhecimento às circunstâncias e situações da vida, pois só o conhecimento não garante a atitude correta nem conclusões acertadas. A sabedoria ajuda a atribuir o valor correto a tudo o que compete por nossa atenção e garante o uso adequado do conhecimento ao buscarmos a atitude certa.

Os filósofos gregos eram muito conhecidos pela filosofia e retórica, porém, mesmo cercados de muitas evidências a respeito da sabedoria divina no mundo natural (Romanos 1:20), na glória dos céus estelares (Salmos 19:1) e na providência divina em favor da vida (Mateus 6:25-34), não possuíam o conhecimento de Deus, ou a verdadeira sabedoria.

No mundo moderno, a ciência tem posição mais honrada do que a bondade, a sabedoria é menos procurada que o conhecimento e os considerados sábios proferem palavras que estão longe da verdade. Isso ocorre porque sua filosofia básica e sua perspectiva de vida são determinadas por falsas teorias quanto ao certo e ao errado. “O temor do SENHOR é o princípio do saber” (Provérbios 1:7). Aqueles que rejeitam a crença num Deus pessoal e num padrão absoluto de comportamento não são sábios (Salmos 14:1; 1 Timóteo 6:20, 21; 2 Pedro 3:3-5).

A sabedoria afirma que tem três ricas recompensas para dividir com quem a procura: “riqueza “, “honra” e “bens duráveis” (Provérbios 8:18). As riquezas que ela oferece são duráveis. Incluem os tesouros imperecíveis acumulados no Céu (Mateus 6:19-21). A vida de alguns dos filantropos mais famosos do mundo tem demonstrado que a riqueza acumulada e usada da maneira certa pode ser estável e satisfatória mesmo na Terra. Para muitos, porém, a prosperidade material se torna uma armadilha (1 Timóteo 6:9, 17, 18). A honra é quase tão estimada pela humanidade quanto as riquezas. No entanto, a honra humana consiste numa recompensa intangível e exterior ao indivíduo. A sabedoria oferece honra perante Deus (1 Samuel 2:30).

A revelação de Deus nos provê sabedoria. O salmista escreveu: “Oh! quanto amo a tua lei! ela é a minha meditação o dia todo. O teu mandamento me faz mais sábio do que meus inimigos, pois está sempre comigo” (Salmos 119:97-98). As Escrituras Sagradas podem nos tornar sábios “para a salvação pela fé em Cristo Jesus” (2 Timóteo 3:16).

Devemos buscar sabedoria constantemente, a fim de se ter êxito em todo teste de fé e perseverança. Podemos pedi-la a Deus, com sinceridade de coração, para que nos guie em nossas decisões (Tiago 1:5). Muitos problemas da vida frustram quem não consegue enfrentá-los a partir da perspectiva cristã. Para enxergar a vida como Deus quer que a vejamos é preciso nos assegurar diariamente de que nossos olhos foram ungidos com o azeite da sabedoria divina (Mateus 7:11; Lucas 18:1-18).

Se alguém pede a Deus sabedoria, com sinceridade de coração, Ele “a todos dá liberalmente”. “Porque o SENHOR dá a sabedoria, e da sua boca vem a inteligência e o entendimento” (Provérbios 2:6). Por meio de Sua Palavra Sagrada, Ele nos encoraja em meio a provas atemorizantes e difíceis; e, devido ao ponto de vista celestial que essa sabedoria traz, é que podemos ter “por motivo de toda alegria” o passarmos por problemas (Tiago 1:2). Nosso Deus é generoso, justo e amoroso. O Salmo 145:17 a 19 sugere que, por ser justo, o Senhor está sempre pronto a atender o desejo dos que O temem. Deus é generoso por natureza (João 3:16), e O honramos ao buscarmos com humildade Seus dons de sabedoria e força a cada dia. Deus fica feliz ao prover a sabedoria. Quando alguém a busca, Deus atende ao pedido sem hesitar ou relutar.[¹]

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...