segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Nenhuma marcha à ré!-meditação de hoje.

Ouça o áudio-
http://www.wgospel.com/?powerpress_pinw=13588-podcast

 15 de dezembro de 2014
“Cria em mim, ó Deus, um coração puro, e renova dentro em mim um espírito inabalável” (Sl 51:10).
Com o rosto contorcido de ira, o homem de camisa vermelha empurrava e gritava junto ao ônibus, tentando afastá-lo para fora do caminho. E não era por falta de informação. O motorista havia dito cinco ou seis vezes!
– A marcha à ré não está funcionando. Não posso fazer a geringonça voltar.
Mas algumas pessoas muito importantes estavam chegando do aeroporto a fim de atravessar de balsa para a capital. O homem da camisa vermelha tinha a responsabilidade de dar-lhes a primazia.
– Seria melhor que você o fizesse retroceder! – ordenou . – Deixe-me ver se você está tentando.
Ele inclinou-se na cabina para certificar-se de que o motorista tentava, então pulou outra vez para a frente.
– Agora solte a embreagem!
O motorista encolheu os ombros e assim fez. Por pouco o homem irado não foi ao chão.
A confusão prosseguiu por mais de trinta minutos até que prevaleceu o bom senso e o ônibus avançou para a balsa.
Cada novo dia nos provê a oportunidade de usar a marcha à ré em nossa vida, uma oportunidade para:
1.Recuar o máximo possível e tomar uma nova direção.
2.Perdoar aqueles que nos feriram ou nos interpretaram mal e iniciar uma nova página em nosso relacionamento com eles.
3.Reclamar o perdão de Deus e pedir aquele coração novo que nos permita começar tudo novamente.
4.Submeter nossa vontade ao Espírito de Deus e não permitir que ela nos conduza à rebelião.
5.Promovendo os meios de nos arrependermos e começarmos de novo. Isto significa permitir que Deus nos arranque da trama emaranhada do pecado e erros.
“Querido Senhor, estica os fios emaranhados onde temos trabalhado em vão, para que pela habilidade de Tuas queridas mãos alguma beleza possa restar.”
“Confiando, esperando, crendo, segurando firmemente a mão do Poder Infinito, sereis mais do que vencedores” – Testimonies, vol. 7, p. 245.

domingo, 14 de dezembro de 2014

O uso medicinal da maconha e o evangelho


Em alguns países do mundo já é permitido o uso medicinal da maconha, como por exemplo, Canadá, Holanda, França e Reino Unido. Atualmente, há pesquisadores dos mais diversos países estudando a ação terapêutica da cannabis sativa.  Para os defensores do uso medicinal é importante agilizar o processo e a discussão, porque o uso pode aliviar o sofrimento de pessoas, especialmente no combate ao câncer, convulsões e epilepsia.
Em uma pesquisa realizada recentemente, 57% dos brasileiros entrevistados disseram que são favoráveis à legalização da venda da maconha para fins medicinais. O levantamento foi realizado pela empresa Expertise e consultou 1.259 pessoas pela internet no mês de janeiro.
Mas, como qualquer droga, a cannabis tem efeitos tóxicos dependendo da forma e da quantidade em que for administrada e quanto a isso não existem divergências. De seis a dez segundos depois que a fumaça é aspirada, ela cai nos pulmões que a absorvem rapidamente e leva pela circulação seus componentes que ao chegar no cérebro, agem sobre os mecanismos de transmissão do estímulo entre os neurônios, células básicas do sistema nervoso central, causando seus efeitos.
O consumo irrestrito da droga é preocupante porque há indícios de que ela pode afetar transitoriamente a memória e até piorar quadros psicóticos. Também sabe-se que a maconha é a porta de entrada para drogas consideradas mais pesadas, como a cocaína e o crack.
Questões importantes
O assunto não está concluído no que diz respeito aos benefícios à saúde com o uso medicinal da maconha. Uma discussão ética relevante é definir qual é o limite entre o uso medicinal da erva e o uso “recreativo”. Para alguns especialistas, as discussões sobre o uso medicinal, seriam na verdade uma tentativa da legalização da droga.
Outra questão que deve ser debatida é como e quem fará a fiscalização do cultivo? Em uma reportagem recente realizada nos Estados Unidos, onde o uso medicinal é legal em alguns estados, é dito que jovens sem doenças graves conseguem receita médica para uso de maconha terapêutica. Depois de uma consulta de cinco minutos, o repórter conseguiu a receita médica e a carteirinha para a utilização da chamada maconha terapêutica. A maioria dos jovens não tem câncer, não tem nenhuma outra enfermidade grave, mas estão utilizando sob a alegação de dor nas costas.
Em resumo, a maconha é uma droga perigosa que deve ser evitada. Ela causa dependência e afeta a mente, psique, a personalidade e o corpo. O esforço para a legalização da maconha não indica que seu uso seja seguro, nem em baixas porções ou até mesmo no uso medicinal.
Lembre-se que o seu corpo é templo do Espírito Santo e isso significa usar com sabedoria as coisas saudáveis e evitar as prejudiciais. A maconha com seus efeitos torna as pessoas inaptas na adoração e com baixo discernimento. Viver em constante violação das leis naturais levará à destruição final. Portanto qualquer que seja o uso, o cristão deveria se abster da maconha e procurar medidas alternativas para o tratamento das enfermidades e combater o uso recreativo de qualquer substância alucinógena.
A Igreja Adventista do Sétimo Dia tem um posicionamento claro com relação ao uso de drogas. Ela incentiva cada indivíduo e cada nação a cooperar na eliminação da epidemia mundial das drogas que prejudica a estrutura social das pessoas, frequentemente matando as suas vítimas ou levando-as para uma vida de crimes.

Despedida do pastor Alan Rangel em Guadalupe

Aconteceu na noite desta Quinta Feira dia 11/12/2014 na Igreja Adventista Central de Guadalupe a cerimonia de agradecimento e despedida do Pastor do Distrito de Guadalupe PR Alan Rangel e sua esposa Rafaela, na oportunidade estiveram  presentes todos os membros da igreja de Guadalupe e também autoridades como o Prefeito municipal e vereadores, na ocasião o Pastor agradeceu pelo ano que passou junto as Igrejas do distrito, pela colaboração dos membros e também agradeceu ao prefeito e vereadores pela doação do terreno para a construção do novo templo que será construído no ano de 2015 numa área estratégica de nossa cidade onde teremos uma igreja com instalações modernas para atender aos irmãos e a população de Guadalupe num ambiente agradável e mais aconchegante.
Durante o pouco tempo que passou no distrito de Guadalupe o Pastor Alan deu uma grande contribuição para a igreja com muitos projeto de grade valia e melhorias para o distrito,e vai fazer muita falta para todos nós, próximo ano teremos novo pastor e esperamos que seja um homem abençoado por Deus também como foi Alan Rangel.
O Distrito de Guadalupe está preparando um acampamento como nunca visto, todos os membros já estão empenhados na organização e esperando contar com as igrejas de Guadalupe, Uruçuí, Baixa Grande do Ribeiro, Ribeiro Gonçalves, Jerumenha e Landri Sales.
No final da programação foi servido um fast-food a todos os presentes.









sábado, 13 de dezembro de 2014

Oração, cura e restauração – Lição 12 |13 a 20 de dezembro

VERSO PARA MEMORIZAR:

“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tg 5:16).
Leituras da Semana:Tg 5:13-20; 1Jo 5:14; 1Co 15:54; Hb 12:12, 13; Jo 8:43-45; Pv 10:12
As pessoas são fascinadas pelo que é miraculoso e mágico. Muitas vezes, elas são atraídas para essas coisas, como a um espetáculo, ou por questão de curiosidade. Por isso, quando Jesus foi solicitado a realizar um milagre apenas para entretenimento (Lc 23:8, 9) ou como sinal de Sua messianidade (Mt 12:38-41), ou para satisfazer Sua própria necessidade legítima (Mt 4:2-4), Ele Se recusou a fazê-lo. O Espírito, pelo qual Jesus ensinou com autoridade e efetuou curas miraculosas, não é simplesmente um poder a ser manipulado. Devemos ser instrumentos em Suas mãos. Deus ficaria feliz em curar todos os doentes, mas Ele está interessado numa cura mais significativa e duradoura.
Portanto, nesse contexto estudaremos algumas questões cruciais: Como podemos entender as palavras de Tiago sobre a cura dos doentes? Existe relação entre a cura e o perdão em resposta à oração? Elias é apresentado como importante modelo de oração em uma época de apostasia generalizada. O que podemos aprender com sua vida de oração e sua obra de chamar Israel de volta para Deus e para a verdadeira adoração?

DOMINGO – A CAIXA DE FERRAMENTAS ESSENCIAIS DO CRISTÃO

1. Que contraste interessante encontramos em Tiago 5:13? Como podemos aplicar essas exortações à nossa experiência?
Apesar de ter lidado com duas coisas diferentes (sofrimento e alegria), Tiago ligou as duas com oração e louvor: orar quando se está sofrendo e cantar louvores quando se está alegre. No entanto, as duas práticas não são muito diferentes uma da outra, porque muitos salmos bíblicos de louvor também são orações, e Tiago começou a carta exortando os leitores a considerar “motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois [...] sabem que a prova da sua fé produz perseverança” (Tg 1:2, 3). O tempo para orar e o tempo para louvar podem ser mais interligados do que geralmente pensamos.
A palavra traduzida como “sofrendo” em Tiago 5:13 vem da mesma raiz da qual procede a palavra “sofrimento”, usada anteriormente para se referir ao sofrimento dos profetas (Tg 5:10). Ela se refere tanto ao sofrimento físico quanto mental, “em primeiro lugar ao perigo e dificuldade da guerra” (Ceslas Spicq, Theological Lexicon of the New Testament [Dicionário Teológico do Novo Testamento], v. 2, p. 239), mas também ao exaustivo trabalho manual e esforço significativo. É usada também em 2 Timóteo 2:9 e 4:5, para descrever “o difícil trabalho apostólico que não é detido por qualquer dificuldade ou sofrimento” (Ibidem, p. 240). Como cristãos, instintivamente nos voltamos para Deus quando surgem problemas. A oração é essencial, especialmente diante de dificuldades, mas cantar ou tocar música sacra também é útil (a palavra usada, psalletō, pode significar as duas coisas).
“O canto é um ato de adoração tanto como a oração. Efetivamente, muitos hinos são orações” (Ellen G. White, Educação, p. 168). Quantas vezes já estivemos deprimidos ou solitários e, ao relembrarmos as palavras de um hino, nosso coração ficou animado? Há muitos entre nós sofrendo ou precisando de incentivo, que seriam encorajados por uma visita repleta de oração e louvor. “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Rm 12:15). Isso também pode levantar nosso ânimo, como nada mais pode fazê-lo.
O livro de Salmos especialmente é um tesouro de orações e cânticos que oferece inspiração, encorajamento e orientação quando não sabemos aonde ir em busca de ajuda.
O sofrimento pode nos aproximar do Senhor e pode nos levar à oração. No entanto, quais são os perigos espirituais quando as coisas estão indo bem para nós? Por que, especialmente nesses tempos, o louvor é tão importante? O que ele nos ajuda a lembrar?

SEGUNDA-FEIRA – ORAÇÃO PELOS DOENTES

2. Leia Tiago 5:14, 15. Quais são os elementos essenciais que Tiago prescreve para a unção dos enfermos, e que importantes componentes espirituais são encontrados nesse texto?
O fato de que a pessoa doente chame os anciãos da igreja para ungi-la “com óleo, em nome do Senhor”, e orar, expressa o desejo espiritual do indivíduo e a convicção coletiva de que a intervenção divina é necessária para a cura (Mc 6:13).
A referência ao perdão dos pecados mostra que Deus não irá, por meio de um ritual, restaurar fisicamente alguém que não deseja também a cura espiritual. “Deve-se tornar claro aos que desejam orações por seu restabelecimento que a transgressão da Lei de Deus, quer natural, quer espiritual, é pecado, e que, a fim de receber Suas bênçãos, o pecado deve ser confessado e abandonado” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 228).
O pedido de intervenção divina e o chamado aos anciãos da igreja sugerem uma doença incapacitante e, talvez, um problema muito urgente para que o procedimento seja feito em conexão com uma reunião regular da igreja. Duas palavras gregas diferentes são usadas para o doente aqui: a primeira (astheneō, no verso 14) é usada também em relação à Dorcas, que “adoeceu e veio a morrer” (At 9:37); a segunda (Kamnō, no verso 15) geralmente se refere ao paciente, mas é usada também
para os que estão morrendo. Nesse contexto, parece significar alguém esgotado fisicamente ou definhando. A cura miraculosa pode acontecer em resposta à “oração da fé”, o que implica submissão à vontade de Deus (1Jo 5:14), quer isso inclua a cura ou não. No entanto, as referências a salvar e levantar o doente (compare com “salvará da morte”, em Tiago 5:20) apontam inequivocamente para a ressurreição como representando a única cura completa, momento em que “este corpo corruptível se revestir de incorruptibilidade, e o que é mortal se revestir de imortalidade” (1Co 15:54).

Muitas vezes somos informados ou presenciamos cerimônias de unção nas quais o doente não é curado. Por que, então, a esperança da ressurreição, implícita nesses textos, é tudo que temos?div>

TERÇA – CURA PARA A ALMA

Mais importante do que a cura do corpo é a cura da alma. Nosso propósito não é, afinal de contas, fazer com que os indivíduos sejam pecadores mais saudáveis, mas conduzi-los à vida eterna encontrada em Jesus. Talvez por isso a única referência clara à cura na passagem para esta semana seja o nosso Verso Para Memorizar (Tg 5:16), que se afasta das situações hipotéticas abordadas nos versos 13-15. A palavra para cura nesse verso (iaomai) pode se referir à cura que vai além de doenças f ísicas (ver, por exemplo, Mt 13:15). Tendo já no verso 15 indicado uma compreensão mais ampla da cura (a ressurreição), Tiago faz a conexão entre doença e pecado, sendo este último a causa fundamental de todos os nossos problemas, não no sentido de que possamos identificar o pecado que gera cada doença específica, mas de que a doença e a morte são resultados de nossa condição pecaminosa.
3. Leia Marcos 2:1-12 (compare com Hb 12:12, 13; 1Pe 2:24, 25). Que tipo de cura essas passagens descrevem e qual é a base dessa cura?
A fé em Jesus traz a cura da fraqueza espiritual e do pecado. Em certo sentido, cada cura que Jesus realizou foi uma parábola destinada a chamar a atenção das pessoas para sua necessidade mais profunda de salvação. No caso do paralítico de Marcos 2, a cura espiritual era realmente a principal preocupação do homem. Por isso, Jesus garantiu-lhe imediatamente que seus pecados haviam sido perdoados. “Não era, entretanto, o restabelecimento físico, que ele desejava tanto, mas o alívio do fardo do pecado. Se pudesse ver Jesus e receber certeza do perdão e paz com o Céu, estaria contente de viver ou morrer, segundo a vontade de Deus” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 267). Os que promovem a cura em nome de Deus devem empregar todos os meios médicos disponíveis para curar a doença física. No entanto, esforços precisam ser feitos também para curar a pessoa inteira, não apenas para esta vida, mas tendo em vista a eternidade.
A cura inclui os relacionamentos. Por isso, somos exortados: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros” (Tg 5:16), ou seja, aqueles que ofendemos (Mt 18:15, 21, 22). Isto é, se você prejudicou ou ofendeu alguém, confesse a ele.
Então, a bênção do Senhor repousará sobre você, porque o processo de confissão envolve a morte para o eu, e apenas através dessa morte Cristo pode ser formado em você.

QUARTA – MODELOS DE ORAÇÃO

4. Leia Tiago 5:17, 18. O que aprendemos sobre oração com o exemplo de Elias? Como isso está ligado à cura, perdão e restauração?
Esses versos ilustram a certeza dada no fim de Tiago 5:16: “Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo.” Elias foi um homem “justo” e até mesmo foi transladado para o Céu, mas não era um super-homem. Ele tinha as mesmas paixões e sentimentos que temos. O fato de que Deus ouviu sua oração deve nos dar esperança de que nossas orações serão ouvidas também. Tiago diz que Elias “orou fervorosamente” (NVI) para que não chovesse (um detalhe não mencionado no Antigo Testamento), pedindo aparentemente o cumprimento de Deuteronômio 11:13-17 (Tiago 5:17, 18 faz alusão a isso).
Com base na profecia de Deuteronômio, a adoração israelita a Baal, deus da tempestade e do relâmpago, não poderia ficar sem resposta. Embora não saibamos quanto tempo Elias orou antes que fosse atendido, suas petições foram fundamentadas em cuidadoso estudo e reflexão sobre a Palavra de Deus à luz de suas circunstâncias naquele momento. Pode ser que ele citasse a profecia de Deuteronômio como parte de sua oração, assim como a oração de Daniel por Jerusalém teve como base seu estudo da profecia de Jeremias (ver Dn 9:2, 3). Nossas orações também serão mais eficazes quando brotarem de cuidadoso exame de nossas circunstâncias à luz da Palavra de Deus.
O fato de que o período em que não houve chuva tenha durado três anos e meio (também mencionado em Lucas 4:25) é um tempo significativo de prova nas Escrituras (como o período profético de meia semana, ou três anos e meio do ministério de Jesus em Daniel 9:27, e os três tempos e meio [um tempo, dois tempos e metade de um tempo] da apostasia no cristianismo em Daniel 7:25 e Apocalipse 12:14). No fim desse período, Deus usou Elias para começar uma obra de reavivamento e reforma a fim de despertar Israel para o reconhecimento de sua apostasia.
Essa obra foi um símbolo tanto da obra que João Batista faria por Israel no primeiro século, a fim de preparar o caminho para o primeiro advento de Cristo, quanto da obra que Deus confiou à Sua Igreja remanescente hoje, quanto ao preparo de pessoas para a segunda vinda de Jesus (ver Ml 4:5, 6; Mt 11:13, 14).
Como igreja, estamos buscando reavivamento e reforma. Mas isso deve começar em nossa vida, de forma pessoal e a cada dia. Que escolhas só você pode fazer que determinarão a direção e, finalmente, o destino de sua vida?

QUINTA – RESTAURAÇÃO E PERDÃO

O Espírito de Deus atuou por meio de Elias para restaurar o relacionamento entre Ele e Israel. Mas a maior parte da obra de Elias não ocorreu no Monte Carmelo. Ali aconteceu apenas o começo! Ele a levou adiante em pequenas aldeias e casas, e na formação de futuros líderes espirituais por meio das escolas dos profetas para multiplicar sua obra de reavivamento e reforma.
5. Como a obra descrita em Tiago 5:19, 20 é comparada ao trabalho feito por Elias, João Batista e outros? Lc 1:16, 17; At 3:19
Muitas vezes, esquecemos a terna e paciente obra feita por Elias, ano após ano. O que João Batista realizou se concentrou também em levar as pessoas de volta para a verdade, inspirar arrependimento e batizá-las. Jesus descreveu Sua obra em termos muito semelhantes: afastar as pessoas do erro e conduzi-las de volta para a verdade (ver João 8:43-45).
A situação hipotética descrita em Tiago 5:19, 20 usa uma construção condicional em grego, deixando claro que a existência da apostasia não era certa, mas provável. O afastamento da verdade se refere à apostasia, não só na doutrina, mas também no estilo de vida, pois muitas vezes a primeira leva à segunda. Dúvidas começam a se formar sobre nossas crenças, levando a um comportamento vacilante e, finalmente, a completa apostasia. Converter um “pecador do erro de seu caminho salvará sua alma da morte” (Tg 5:20, traduzido literalmente). Resumindo tudo que já foi apresentado, Tiago apelou para que seus irmãos na igreja fizessem uma obra semelhante à de Elias em levar as pessoas de volta a Deus.
Isso requer muita paciência, compaixão, ternura e humildade: “Irmãos, se alguém for surpreendido em algum pecado, vocês, que são espirituais, deverão restaurá-lo com mansidão. Cuide-se, porém, cada um para que também não seja tentado” (Gl 6:1). A obra de Elias é converter corações para Deus e Seu povo, não afastá-los. Muitas vezes, a pessoa está bem ciente de seu pecado e não precisa que ele seja indicado. O que ela mais necessita é o perdão exemplificado por Jesus e provido por Sua morte. Salvar pessoas da morte só é possível mediante a “cobertura” dos pecados, quando aplicamos o evangelho à nossa vida e nos tornamos instrumentos da misericórdia (Pv 10:12).
Pense em alguém que realmente errou e sabe disso. O que você pode fazer ou dizer para ajudar a conduzir essa pessoa de volta para o Senhor?

SEXTA – ESTUDO ADICIONAL

Leia, de Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 225-233: “Oração Pelos Doentes”; O Grande Conflito, p. 518-523: “Os Ardis de Satanás”.
“Cristo [...] pede-nos que nos identifiquemos com Ele em prol da salvação [da humanidade]. Ele diz: ‘De graça recebestes, de graça dai’ (Mt 10:8). O pecado é o maior de todos os males, e cumpre-nos apiedar-nos do pecador e ajudá-lo. Muitos há que erram, e sentem sua vergonha e loucura. Estão sedentos de palavras de ânimo. Pensam em suas faltas e erros a ponto de ser quase arrastados ao desespero. Não devemos negligenciar essas pessoas. [...]
“Digam palavras de fé e de ânimo, que serão como bálsamo eficaz para os quebrantados e feridos (O Desejado de Todas as Nações, p. 504).

Perguntas para reflexão

1. Você já feriu a si mesmo, aos outros e ao Senhor por causa do seu pecado? O que significou para você o fato de que pessoas que poderiam ter ficado chocadas diante de seus erros, acabaram incentivando e erguendo você, ainda que não tenham aprovado seus erros? A lembrança desses fatos o ajuda a fazer o mesmo por alguém que cometeu grandes erros?
2. Leia Tiago 5:16 com atitude de oração. Que importantes lições espirituais encontramos nesse verso? Qual é a importância da oração para nossa vida espiritual? Embora possa e deva ser uma questão muito pessoal, comente com a classe sobre o que ela pode fazer por você, que respostas você obteve, e como aprendeu a confiar no Senhor quando as orações não são respondidas da forma que deseja. Qual é o principal benefício prático da súplica eficaz?
Respostas sugestivas: 1. O contraste entre a alegria e o sofrimento. Somos exortados a experimentar essas duas situações na presença de Deus. Nas tristezas, devemos orar, alcançar paz e vitória, e reencontrar a alegria no Senhor. Na alegria, devemos orar na forma de louvor a Deus. 2. Igreja unida para fazer oração pelo enfermo; oração feita com fé para salvação da pessoa; azeite, que simboliza o Espírito Santo; confiança de que o Senhor levantará o doente, nesta vida ou na ressurreição; arrependimento dos pecados, confissão e perdão divino. 3. Primeiramente, a cura espiritual resultante do perdão divino para os pecados que nos levam às doenças e morte. O perdão é fundamentado na morte de Cristo na cruz. Em segundo lugar, ocorre também a cura física. 4. Elias era justo. Se andarmos na justiça divina, nossas orações serão eficazes para restaurar pessoas e a igreja. Elias orou para que não chovesse e depois para que chovesse: Deus castigou Israel para depois restaurá-lo. Os enfermos são castigados pela doença, permitida por Deus como disciplina, mas
depois são restaurados pela misericórdia divina. 5. A obra de Elias e João Batista foi conduzir de volta para Deus e para a verdade o coração das pessoas que se haviam desviado para o erro. Nossa missão é levar ao mundo a mensagem do arrependimento. Por meio da mensagem do perdão, a igreja deve restaurar o relacionamento das pessoas com Deus e prepará-las para a volta de Jesus.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Lição 11 – Preparando-se para a colheita


VERSO PARA MEMORIZAR:

 
“Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima” (Tg 5:8).
Leituras da Semana: Tg 5:7-12; Rm 13:11; 1Co 3:13; Lc 7:39-50; Cl 4:6
Nos tempos greco-romanos (assim como em alguns lugares ainda hoje), um turbilhão de atividades precedia a chegada de um dignitário visitante. Ruas eram preparadas, vitrines de lojas eram limpas, flores eram plantadas e a prevenção da criminalidade aumentada. Todo esforço era dirigido para garantir que o lugar parecesse perfeito quando a autoridade chegasse.
A palavra grega parousia, usada em Tiago 5:7, 8 e em todo o Novo Testamento para se referir à “vinda” de Cristo, é uma expressão técnica para a chegada de um rei ou dignitário. Se tais preparações precediam a chegada de governantes terrestres, não devemos fazer todos os esforços para preparar nosso coração para a vinda de nosso Senhor e Salvador?
Mas como podemos nos preparar se não sabemos o “dia e hora” (Mt 24:36)? Que significa o fato de que devemos ser pacientes e fortalecer nosso coração? Como isso se relaciona com a ideia da “chuva temporã e serôdia” (Tg 5:7)? Embora nos textos para esta semana o contexto pareça ser o fim dos tempos, a mensagem básica é igualmente relevante para os cristãos em qualquer época. Ao longo da nossa história e até mesmo em nossa vida agora, enfrentamos provações e sofrimento que exigem que permaneçamos firmes na fé, como fizeram os profetas do passado.

DOMINGO – ESPERANDO A “CHUVA”

Os agricultores dependem diretamente das condições do tempo para sua subsistência. Se o clima estiver muito seco ou muito chuvoso, muito frio ou muito quente, sua lavoura será prejudicada. Nos países mais secos, como Israel, a margem de segurança é ainda menor, e a importância de chuva abundante nos tempos apropriados é significativamente maior. Seja cultivada em uma pequena fazenda da família ou numa grande propriedade, a colheita e seu valor subsequente dependem diretamente da chuva.
A chuva temporã, que geralmente cai em outubro e novembro, umedece o solo e o prepara para o plantio e germinação. A chuva serôdia, por volta de março ou abril, amadurece o produto para a colheita.
1. Leia Tiago 5:7 (compare com Dt 11:14; Jr 5:24; 14:22; Jl 2:23). Que ponto essas passagens do Antigo Testamento apresentam sobre a chuva? Por que Tiago usou essa imagem em conexão com a vinda do Senhor? Veja também Os 6:1-3; Jl 2:28, 29
“Sob a figura das chuvas temporã e serôdia, que caem nas terras orientais ao tempo da semeadura e da colheita, os profetas hebreus predisseram a dotação de graça espiritual em medida extraordinária à igreja de Deus. O derramamento do Espírito nos dias dos apóstolos foi o começo da primeira chuva, ou temporã, e glorioso foi o resultado. [...] Perto do fim da ceifa da Terra, uma especial concessão de graça espiritual é prometida a fim de preparar a igreja para a vinda do Filho do homem.
Esse derramamento do Espírito é comparado com a queda da chuva serôdia; e é por esse poder adicional que os cristãos devem fazer suas petições ao Senhor da seara ‘no tempo da chuva serôdia” (Zc 10:1, ARC; Ellen G. White, O Cuidado de Deus, p. 212).
Jesus Se referiu à “ceifa” no “fim do mundo” (Mt 13:39). Marcos 4:26-29 apresenta um quadro muito semelhante ao de Tiago 5:7. O agricultor espera que o grão amadureça: “primeiro a erva, depois, a espiga, e, por fim, o grão cheio na espiga.
E, quando o fruto já está maduro, logo se lhe mete a foice, porque é chegada a ceifa” (Mc 4:28, 29). Só na época da colheita é possível fazer distinção entre o trigo e o joio (Mt 13:28-30; comparar com Ml 3:17, 18).
Como devemos viver nossa fé agora, antes da colheita?

SEGUNDA-FEIRA – SERÁ QUE ESTÁ REALMENTE “PRÓXIMA”?

Tiago 5:8 afirma que a vinda de Cristo está “próxima” ou que ocorrerá “logo” (NTLH). Mas, depois de quase dois mil anos (tomando como ponto de partida o ministério de Cristo ou a data em que a epístola foi escrita), como devemos entender essa promessa?
Jesus descreveu o futuro reino (Mt 4:17; 10:7; 24:33) por meio de parábolas para ensinar em termos compreensíveis as “coisas celestiais”. Um minucioso estudo dessas parábolas revela que o reino tem dois aspectos: a realidade espiritual, no presente, e a realidade gloriosa, ainda no futuro. Todos os apóstolos fixaram sua esperança na vinda iminente de Jesus (Rm 13:11; Hb 10:25; Tg 5:9), mas eles nunca identificaram exatamente quando isso ocorreria. Queriam saber quando seria, mas Jesus explicou que não era conveniente que eles tivessem essa informação (At 1:6, 7). Afinal, quão zelosos eles seriam em compartilhar o evangelho se soubessem que a obra não estaria concluída em quase dois mil anos?
2. O que Tiago quis dizer ao declarar: “Fortalecei o vosso coração” (Tg 5:8)? Por que o esperado fruto é chamado “precioso” (timios; v. 7)? Veja 1Ts 3:13; 2Ts 3:3; 1Pe 1:19; 1Co 3:12
A palavra fortalecer ou [estabelecer] vem do termo grego stērizō, que significa “fixar firmemente” ou “fortalecer”. Nosso coração deve estar tão apegado ao Senhor que não possa ser movido, apesar das pressões contra ele. Ser confirmado na verdade (2Pe 1:12), resistir às tentações e suportar provas e sofrimento por causa de nossa fé (At 14:22): tudo contribui para o fortalecimento do coração.
O crescimento espiritual é um processo que nem sempre é fácil, mas que produz o “precioso fruto”. Os crentes, redimidos pelo “precioso [timios] … sangue de Cristo” (1Pe 1:19), são de valor infinito para o “Agricultor” celestial. A palavra timios também é usada para descrever as “pedras preciosas” que simbolizam os cristãos que são “edificados” em Cristo, a Pedra fundamental do templo espiritual de Deus, a igreja (1Co 3:11, 12). Por outro lado, Paulo compara os crentes instáveis a madeira, feno e palha, que não duram e, finalmente, serão consumidos pelo fogo na vinda de Cristo (1Co 3:12-15).
Portanto, é importante perguntar a nós mesmos, se nossas energias estão realmente voltadas para o que e quem é mais precioso para nós.
“Manifesta se tornará a obra de cada um; pois o Dia a demonstrará, porque está sendo revelada
pelo fogo; e qual seja a obra de cada um o próprio fogo o provará” (1Co 3:13). Considere sua vida. Que tipo de obra ela demonstra?

TERÇA – QUEIXAS, MURMURAÇÕES E CRESCIMENTO

Quando será a segunda vinda de Jesus? Por que ainda estamos aqui? Não é de surpreender que agora, no século 21, tenhamos céticos e escarnecedores. Na história da igreja, isso não é novidade. As ameaças mais perigosas para Israel ao longo de sua história não vieram de seus inimigos, mas de suas próprias fileiras e do próprio coração do povo. Da mesma forma, à medida que se aproxima a vinda do Senhor, “temos muito mais a temer de dentro do que de fora. [...] A incredulidade com que se contemporiza, as dúvidas expressas, as sombras acariciadas, animam a presença dos anjos maus e abrem o caminho para a execução dos ardis de Satanás” (Ellen G. White, Eventos Finais, p. 156).
3. T iago 5:9 adverte: “Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que não sejais condenados. Eis que o juiz está à porta.” Você teve queixas ou lamentações contra pessoas, ou contra a igreja? Havia uma boa causa para isso?
Você lidou com o assunto com mansidão, humildade e perdão, como Deus lida conosco (Lc 7:39-50), ou usou os padrões do mundo?
Pelo que lemos anteriormente nessa epístola, parece que havia sérios desafios entre os fiéis, incluindo favoritismo [ou acepção de pessoas] (Tg 2:1, 9), perversos pensamentos (2:4), maledicência de uns para com os outros (3:10; 4:11), inveja (3:14), contendas (4:1) e mundanismo (4:4, 13, 14). De forma consistente, Tiago nos conduz a soluções profundas para esses problemas: a fé (Tg 1:3, 6), “a palavra implantada” (Tg 1:21, NVI), contemplação da “lei da liberdade” (Tg 1:25, 2:12), determinação e sabedoria divina (Tg 3:13, 17), graça (Tg 4:6), mãos limpas e coração puro (Tg 4:8). Ele também insiste em que haja manifestações exteriores das operações de Deus no interior (Tg 2:14-26), incluindo visitar os aflitos e esquecidos (Tg 1:27), mostrando misericórdia (Tg 2:13) e semeando a paz em vez de discórdia (Tg 3:18).
Finalmente, somos responsáveis perante Deus. Aquele a quem temos que prestar contas é o Senhor, que é o Juiz e que dará a cada um segundo as suas obras.
Enquanto esperamos a volta do Senhor, de que forma você pode incentivar e elevar os outros? Por que é importante que você faça isso?

QUARTA – MODELOS DE PACIÊNCIA

Os profetas de Israel foram fiéis na pregação da palavra do Senhor, sem alterá-la nem comprometê-la. Ao exaltar a fidelidade dos profetas a Deus, o livro aos Hebreus pinta um quadro claro: Eles “fecharam a boca de leões [Daniel]. Extinguiram a violência do fogo [Sadraque, Mesaque e Abede-Nego], escaparam ao fio da espada [Elias e Eliseu] [...] Passaram por prisões [Jeremias e Micaías]. Foram apedrejados [Zacarias, filho de Joiada], [...] serrados pelo meio [Isaías] e mortos a fio de espada” (Hb 11:33-37; ver também 1Rs 19:10). Os sofrimentos de Jó são também notórios, como é a paciência que ele exemplificou apesar do escárnio da própria esposa e da censura daqueles que o visitaram para se solidarizar com ele. O que separa esses heróis da fé e muitos outros cristãos do comum ou medíocre seguidor de Deus? Tiago menciona várias qualidades: paciência, perseverança e, acima de tudo, esperança e confiança em Deus.
Um dos atributos é “paciência” (makrothymias), também traduzida como “longanimidade” ou “perseverança”. Refere-se à capacidade de resistir sob circunstâncias difíceis e provações, para superar tudo o que a vida, ou o diabo, lançar em nós. Os profetas suportaram todo seu sofrimento pela palavra de Deus com paciência (Tg 5:10). Essa palavra é usada com frequência no Novo Testamento, inclusive em uma referência a Abraão, durante seus muitos anos de peregrinação, esperando “com paciência” que Deus cumprisse Sua promessa de lhe dar um filho (Hb 6:12, 15). Ela também descreve Jesus suportando pacientemente todos os Seus sofrimentos e morte na cruz (2Pe 3:15).
Perseverança (hypomon), por outro lado, concentra-se no objetivo final desse processo, olhando para a linha de chegada. Jó é apresentado como modelo dessa qualidade. Apesar de tudo o que sofreu, Jó olhava firmemente para a vindicação final que esperava receber (Jó 14:13-15; 19:23-27).
4. Leia Tiago 5:10, 11. O que Jó e os profetas têm em comum? Porque esses exemplos são destacados? Que lições podemos tirar de suas histórias para nós mesmos em meio às nossas provações?
Você orou pedindo algo que ainda não ocorreu? Costuma ter um sentimento de desânimo? Pense nas provações de alguns dos personagens bíblicos; imagine como eles se sentiram impotentes nessas situações. O que você pode aprender com o sofrimento deles que poderia ajudá-lo a enfrentar suas aflições?

QUINTA – CLARO COMO A LUZ SOLAR

Leia Tiago 5:12. Comentaristas ficam intrigados quanto à razão pela qual Tiago parece tornar o juramento solene uma questão importante. Mesmo que a intenção fosse proibir toda declaração desse tipo, por que isso parece ser exortado como algo tão importante, “acima de tudo” que ele havia falado nesse capítulo, ou talvez em toda a carta? Será que esse era realmente um problema tão grande? Precisamos ter em mente o que temos visto ao longo de nosso estudo dessa epístola: Tiago não se contentava com uma fé superficial nem com a forma da religião, apesar dos preconceitos existentes com relação a ele. Tiago era totalmente orientado para o evangelho, tanto que ele estabeleceu padrões muito altos para alcançarmos, a não ser com a ajuda da divina graça que perdoa e capacita. Nossas palavras revelam o que está em nosso coração: “A boca fala do que está cheio o coração” (Mt 12:34). A teologia de Tiago é permeada com o pensamento de Jesus, que nos ordenou: “De modo algum jureis; nem pelo Céu, por ser o trono de Deus; nem pela Terra, por ser estrado de Seus pés; nem por Jerusalém, por ser cidade do grande Rei” (Mt 5:34, 35). Algumas pessoas aparentemente até colocavam os próprios cabelos em penhor para garantir suas palavras (v. 36). Mas Jesus disse que tudo isso era errado: “Seja, porém, a tua palavra: Sim, sim; não, não” (Mt 5:37).
Tudo pertence a Deus, incluindo todos os cabelos da nossa cabeça. Por isso “não há coisa alguma que, como se fora nossa mesma, tenhamos o direito de empenhar para o cumprimento de nossa palavra. [...] “Tudo quanto os cristãos fazem deve ser tão transparente como a luz do Sol. A verdade é de Deus; o engano, em todas as suas múltiplas formas, é de Satanás” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 66, 68). Evidentemente, Cristo não estava proibindo juramentos judiciais, porque Ele mesmo, quando colocado sob juramento pelo Sumo Sacerdote, não Se recusou a responder, nem condenou o processo, apesar dos numerosos desvios da correta jurisprudência (Mt 26:63, 64).
Ao falar a verdade, é preciso ter várias coisas em mente. Em primeiro lugar, normalmente não conhecemos toda a verdade, até sobre nós mesmos. Por isso, devemos ser humildes. Em segundo lugar, quando falamos a verdade, ela sempre deve ser proferida com amor e para a edificação dos que a ouvem.
5. Leia Efésios 4:15, 29 e Colossenses 4:6. Pense e ore sobre a mensagem desses textos. Quão diferente (e melhor) seria sua vida se você, pela graça de Deus, seguisse estritamente essas exortações?

SEXTA – ESTUDO ADICIONAL

Sobre as experiências de Elias e Jó em tempos de provação e sua importância para nós nos últimos dias, leia, de Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 155-166: “De Jezreel a Horebe”; p. 167-176: “Que Fazes Aqui?”; p. 177-189: “No Espírito e Virtude de Elias”.
“Esperar pacientemente, confiar quando tudo parece escuro, eis a lição que os líderes na obra de Deus necessitam aprender. O Céu não lhes faltará no dia da adversidade.
Nada está aparentemente mais ao desamparo, mas na realidade mais invencível, do que aquele que sente sua nulidade, e confia inteiramente em Deus. [...] “Sobrevirão provas; mas prossiga avante. Isso fortalecerá sua fé e o preparará para o serviço. Os registros da história sagrada estão escritos, não meramente para que possamos ler e nos maravilhar, mas para que a mesma fé que atuou nos servos de Deus do passado possa atuar em nós (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 174, 175).

Perguntas para reflexão

  1. Trigo e joio crescem juntos até a colheita (Mt 13). O que isso significa em termos de disciplina da igreja? O que significa no contexto de franca rebelião ou apostasia em nossas fileiras? Devemos ficar olhando as coisas acontecerem, dizendo que tudo será resolvido quando o Senhor voltar? Obviamente, não. A luz de exemplos em que a disciplina foi necessária na igreja primitiva, como entre os coríntios e gálatas, como lidar com o joio, especialmente aqueles cujo propósito parece ser o de sufocar o trigo?
  2. Que promessas foram confortadoras para você? Que personagens bíblicos têm sido mais significativos para você em tempo de dificuldade?
  3. Tiago diz que não devemos nos queixar uns dos outros (Tg 5:9). Como podemos aprender a amar, perdoar, suportar e superar as coisas “insignificantes” que podem nos tornar mal-humorados, irritados e, realmente, más testemunhas?
Respostas sugestivas:1. O lavrador espera a chuva para que possa ver o desenvolvimento do fruto da terra; devemos esperar a chuva serôdia, o derramamento do Espírito Santo, que preparará a seara da Terra para a vinda de Jesus de modo miraculoso. O Senhor colherá Seu povo e destruirá os ímpios. A vinda de Jesus é tão certa quanto a ocorrência das chuvas. 2. O coração é fortalecido pela certeza da salvação por meio do precioso sangue de Cristo, que é o fundamento para edificar o fruto precioso de um caráter puro e santo, que nos capacita a esperar com paciência a chuva do Espírito Santo
e a vinda de Jesus. Se nosso coração está confirmado nessa esperança, não importa o dia de Sua vinda, porque Ele já reina em nossa vida e estamos vencendo as tentações do maligno. 3. Ouça a resposta dos alunos. No texto de Lucas 7:39-50, sabendo que Simão condenava a pecadora que ungiu os pés de Cristo, o Mestre censurou Simão de forma firme e ao mesmo tempo amorosa. De que forma podemos aplicar esses textos aos problemas da nossa igreja? Peça a opinião dos alunos. 4. Paciência em meio ao sofrimento; perseverança na fidelidade ao Senhor e no cumprimento da missão em meio às provas. Somos motivados a enfrentar os problemas, sabendo que as promessas que se cumpriram na vida de Jó e de outros profetas serão cumpridas em nossa vida também. 5. Para crescer em Cristo, precisamos falar a verdade com amor. Os que crescem em Cristo, não usam palavras torpes, porque essas palavras não edificam os outros. Eles querem ajudar a edificar o corpo de Cristo. Por isso, usam palavras que transmitam graça aos ouvintes, palavras temperadas com
sal [a graça cristã], que tornem mais agradável a vida das pessoas. Pergunte aos alunos: Vocês precisam de mais sabedoria para escolher as palavras usadas em seus relacionamentos?

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Chicungunha

Chicungunha ou catolotolo é um arbovírus, do gênero Alphavirus (Togaviridae), que é transmitido aos seres humanos pormosquitos do gênero Aedes. Até recentemente havia sido detectado somente na África, onde estava restrito a um ciclo silvestre , naÁsia Oriental e na Índia, onde sua transmissão era principalmente urbana, envolvendo os vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus.Casos da doença causada pelo vírus, a febre chicungunha, foram detectados no Brasil pela primeira vez em Agosto de 2010.
O período de incubação do vírus é de 4 a 7 dias, e a doença, na maioria dos casos, é auto-limitante. A mortalidade em menores de um ano é de 0,4%, podendo ser mais elevada em indivíduos com patologias associadas.

Etimologia

Chicungunha é um aportuguesamento de chikungunya, o nome da doença na língua maconde, um dos idiomas oficiais da Tanzânia, onde foi documentada a primeira epidemia da doença em 1953. O termo provém da raíz verbal kungunyala, e significa "tornar-se dobrado ou contorcido", em referência à aparência curvada dos pacientes, motivada pelas intensas dores articulares e musculares, características da doença. Em Angola (África) a doença é popularmente conhecida por catolotolo, palavra proveniente do quimbundo katolotolu, derivação do verbo kutolojoka ("ficar alquebrado.

Onde foi detectado o vírus

Casos da febre chicungunha foram relatados na Tailândia (em 1953), IndonésiaTaiwanSingapuraMalásiaSri LankaIlhas Maldivas,Quénia (em 2004), Comores (em 2005), MayotteSeychellesMauríciaReunião (2005-2006) e Índia (2006), e, em menor intensidade, naItáliaMartinicaGuadalupeGuiana FrancesaEstados Unidos e Brasil (em 2010) . Os casos confirmados no Brasil referem-se a dois pacientes do sexo masculino (de 41 e 55 anos, em São Paulo) que apresentaram os sintomas depois de uma viagem à Indonésia. A terceira paciente, uma paulista de 25 anos, esteve na Índia.
Em junho de 2014 foram confirmados seis casos no Brasil de soldados que retornaram de uma missão no Haiti.  Segundo dados publicados pelo Ministério da Saúde, porém, no dia 15 de outubro de 2014, foram confirmados 337 casos no país, sendo 274 apenas na cidade de Feira de Santana, na Bahia.
Um surto de chicungunha foi relatado em 2006 em Andhra Pradesh (Índia), mesma época em que casos alóctones foram relatados em diversos países europeus. A existência de grandes cidades densamente povoadas onde existam os insetos vetores da doença, bem como o aumento do número de viagens entre países e intercontinentais facilitam sobremaneira a disseminação do vírus.

Vetores e transmissão

A transmissão do vírus da chicungunha (CHIKV) é feita através da picada de insetos-vetores do gênero Aedes, principalmente pelo Aedes aegypti. O Aedes albopictus, à parte a sua predileção pelo ambiente silvestre, também é considerado vetor da doença.6 Embora a transmissão direta entre humanos não esteja demonstrada, há de se considerar a possibilidade da transmissão in utero da mãe para o feto.

Principais sintomas

Os sintomas da febre chicungunha são característicos de uma virose, e portanto, inespecíficos. Os sintomas iniciais são febre acima de 39º, de início repentino, dores intensas nas articulações de pés e mãos, dedos, tornozelos e pulsos, dores de cabeça, dores musculares e manchas vermelhas na pele. O diagnóstico diferencial com a febre hemorrágica da dengue é extremamente importante, razão pela qual, ao aparecimento dos sintomas é fundamental buscar socorro médico.
É interessante ressaltar que, diferentemente da dengue, por exemplo, doença viral transmitida pelos mesmo vetores, uma parte dos indivíduos infectados pode desenvolver a forma crônica da doença, com a permanência dos sintomas, que podem durar entre 6 meses e 1 ano. “Há casos de pacientes que não conseguem escrever”, diz o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue do Ministério da Saúde, Giovanini Coelho.

Veículos colidem de frente e motorista morre na entrada de Uruçuí

Um grave acidente ocorrido na madrugada do último sábado (06), acabou em tragédia na cidade de Uruçuí. Por volta das 03h00min, da madrugada do sábado dois veículos, um fiat Siena prata e um Corsa classic vinho colidiram de frente a poucos metros acima da pousada Aconchego do Cerrado, na entrada de Uruçuí.
Segundo informações, o jovem Nailson conduzia o Siena prata com mais dois colegas no veiculo quando o Corsa seguia a caminho da cidade e perdeu o controle e bateu de frente no Siena, o que acabou provocando a tragédia. O motorista do Corsa que não conseguimos identificar foi socorrido e levado para o Hospital de Uruçuí, mas acabou morrendo minutos depois ainda na unidade.
Já as três vitimas que estavam no Siena, Nailson e seu amigos tiveram ferimentos leves, já Nailson teve que ser levado para Floriano, porém o mesmo não teve nada grave.

Fonte:portal cidade luz.

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