segunda-feira, 9 de julho de 2018

Adultos: Lição 02 – O Pentecostes – 07 a 14 de Julho 2018





SÁBADO Á TARDE – 07 DE JULHO 2018 – INTRODUÇÃO – Ano Bíblico: Sl 135–139

VERSO PARA MEMORIZAR
“A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (At 2:32, 33).

LEITURAS DA SEMANA
At 2:1-13, 22-39; Jo 14:16; Jl 2:28-32; Sl 110:1-3

Pentecostes” vem da palavra pent?kost?, o nome grego para a Festa das Semanas (Êx 34:22), também conhecida como a Festa das Primícias (Nm 28:26). O termo significa “quinquagésimo” e deve seu uso ao fato de que a festa era celebrada no quinquagésimo dia a partir da oferta do feixe de cevada, no primeiro dia após a Páscoa. Era um dia de alegria e ação de graças, em que o povo de Israel trazia diante do Senhor os “primeiros frutos da colheita do trigo” (Êx 34:22, NVI).
A festa então se tornou um símbolo apropriado da primeira colheita espiritual da igreja cristã, quando o Espírito Santo foi derramado mais abundantemente do que nunca, e 3 mil pessoas foram batizadas em um único dia (At 2:41). Tendo ocorrido após a ascensão de Jesus e Sua exaltação no Céu, esse derramamento do Espírito foi um acontecimento repentino e sobrenatural, que transformou os apóstolos de galileus simples e desconhecidos em homens de convicção e coragem que mudariam o mundo.
O Pentecostes é muitas vezes tido como a data de nascimento da igreja, a ocasião em que os seguidores de Cristo, judeus e (posteriormente) gentios, foram legitimados como a nova comunidade de Deus na Terra.
No mês de julho teremos a Semana de Oração Jovem. Prepare sua igreja, convide seus amigos e ore para que vidas sejam alcançadas pelo evangelho.

DOMINGO, 08 DE JULHO 2018 – A VINDA DO ESPÍRITO – Ano Bíblico: Sl 140–144 
Em obediência à ordem de Jesus, os fiéis aguardaram em Jerusalém a promessa do Espírito, em meio a orações fervorosas, arrependimento sincero e louvor. Quando chegou o dia, “estavam todos reunidos no mesmo lugar” (At 2:1), provavelmente o mesmo cenáculo de Atos 1. Mas logo iriam para uma área mais pública (At 2:6-13).
1. Leia Atos 2:1-3. Quais elementos sobrenaturais acompanharam o derramamento do Espírito? Assinale a alternativa correta:
A. ( ) O céu foi aberto, e a multidão viu os anjos cantando hinos de vitória.
B. ( ) Surgiu um som como de vento impetuoso e línguas de fogo.
A cena foi intensa. Primeiramente, houve um estrondo vindo do céu como o de um vento impetuoso que encheu todo o lugar e, em seguida, surgiram o que parecia ser chamas de fogo, que pousaram sobre os que estavam ali.
Nas Escrituras, vento e fogo são frequentemente associados a uma “teofania” ou manifestação divina (por exemplo, Êx 3:2, 19:18 e Dt 4:15). Além disso, vento e fogo também podem ser usados para representar o Espírito de Deus (Jo 3:8; Mt 3:11). No caso do Pentecostes, seja qual for o significado preciso desses fenômenos, eles eram sinais que inauguravam um momento único na história da salvação: o prometido derramamento do Espírito.
O Espírito sempre estivera em atuação. “Durante a era patriarcal, a influência do Espírito Santo tinha sido muitas vezes revelada de maneira muito notável, mas nunca em Sua plenitude. Agora, em obediência à palavra do Salvador, os discípulos faziam suas súplicas por esse dom e, no Céu, Cristo acrescentou Sua intercessão. Ele reclamou o dom do Espírito para que pudesse derramá-lo sobre Seu povo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 37).
João Batista profetizou que o Messias vindouro batizaria com o Espírito (Lc 3:16; compare com At 11:16), e o próprio Jesus Se referiu a esse batismo diversas vezes (Lc 24:49; At 1:8). O derramamento do Espírito no Pentecostes seria Seu primeiro ato de intercessão diante de Deus (Jo 14:16, 26; 15:26). Nessa ocasião, a promessa foi cumprida.
Embora o batismo do Espírito no Pentecostes tenha sido um evento singular relacionado à vitória de Jesus na cruz e à Sua exaltação no Céu, o ser cheio do Espírito é uma experiência que deve se repetir constantemente na vida do cristão (At 4:8, 31; 11:24; 13:9, 52; Ef 5:18).
Quais são as evidências da atuação do Espírito em sua vida?

SEGUNDA-FEIRA, 09 DE JULHO 2018 – O DOM DE LÍNGUAS – Ano Bíblico: Sl 145–150 
Em Atos 2:4, o dom do Espírito se manifestou por meio do ato de falar em línguas. No entanto, esse dom foi apenas uma dentre as muitas diferentes manifestações do Espírito (At 10:45, 46; 19:6). Outras incluem previsão do futuro (At 11:28), visões (At 7:55), pregação inspirada (At 2:8; 28:25), cura (At 3:6, 12; 5:12, 16) e qualificação para o serviço (At 6:3, 5).
O dom de línguas no Pentecostes não ocorreu por ser supostamente a evidência típica ou mais importante da dotação do Espírito. Ele foi manifestado para dar início à missão mundial da igreja. Ou seja, o chamado feito em Atos 1:8 exigia o dom de línguas. Se os apóstolos tinham que atravessar barreiras culturais e alcançar os confins da Terra com o evangelho, eles precisavam ser capazes de falar nos idiomas daqueles que necessitavam ouvir o que eles tinham a dizer.
2. Leia Atos 2:5-12. Qual é a evidência de que, no Pentecostes, os apóstolos falaram em idiomas estrangeiros existentes?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Estima-se que no primeiro século havia de oito a dez milhões de judeus no mundo, e que até 60% deles viviam fora da Judeia. No entanto, muitos que estavam em Jerusalém para a festa eram originários de terras estrangeiras e não podiam falar aramaico, a língua dos judeus que habitavam na Judeia naquele tempo.
Não há dúvida de que, em sua maioria, os conversos no Pentecostes eram judeus de várias nações que agora podiam ouvir o evangelho em seu próprio idioma nativo. Que os apóstolos falaram em idiomas estrangeiros existentes, e não em línguas extáticas e desconhecidas, é evidenciado pelo termo dialektos, que significa idioma de uma nação ou região (At 2:6, 8; compare com At 21:40; 22:2; 26:14). É evidente, portanto, que eles estavam falando nesses idiomas diferentes. O milagre era que aqueles simples galileus agora podiam falar idiomas que, até horas antes, não conheciam. Para os judeus locais que testemunhavam a cena, mas não estavam familiarizados com tais idiomas, a única explicação possível era que os apóstolos estavam bêbados, proferindo sons estranhos que não faziam sentido para eles. “Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!” (At 2:13).
Uma manifestação poderosa de Deus estava acontecendo diante de seus olhos e, no entanto, essas pessoas pensaram que era apenas embriaguez. Como podemos ter cuidado para não ser tão espiritualmente cegos?

TERÇA-FEIRA, 10 DE JULHO 2018 – O SERMÃO DE PEDRO – Ano Bíblico: Pv 1–3
A acusação de embriaguez deu a Pedro a oportunidade de explicar o que estava acontecendo. Em seu discurso, o apóstolo primeiramente fez alusão às Escrituras (At 2:16-21), descrevendo o derramamento do Espírito como o cumprimento de uma profecia.
3. Compare Atos 2:17 com Joel 2:28. Como Pedro entendeu o tempo do cumprimento da profecia de Joel?
A profecia de Joel tratava da futura era da salvação (Jl 2:32), que seria caracterizada por vários sinais no mundo natural e um abundante derramamento do Espírito (Jl 2:28-31). Ao interpretar o evento do Pentecostes à luz dessa profecia, Pedro pretendia enfatizar a relevância histórica do momento. Mas há uma diferença importante na maneira em que ele citou Joel. Em vez de citar a palavra introdutória “depois”, usada por Joel (Jl 2:28) e que apontava para um futuro indefinido, Pedro disse “nos últimos dias”
(At 2:17), indicando que o ato final no grande drama da salvação havia recém-começado. Certamente, essa não é uma descrição completa dos eventos finais, mas uma evidência do grande senso de urgência que distinguia a igreja primitiva. Eles não sabiam quando o fim viria, mas estavam convencidos de que não demoraria muito.

4. Leia Atos 2:22-32. Qual foi o ponto principal na apresentação de Pedro sobre o evangelho? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A. (  ) A profecia das 2.300 tardes e manhãs.
B. (  ) A ressurreição de Cristo.
Após destacar o significado profético do Pentecostes, Pedro se voltou para os recentes acontecimentos da vida, morte e ressurreição de Jesus. A ressurreição, no entanto, recebeu maior ênfase, pois representava o fator decisivo na história do evangelho. Para Pedro, a ressurreição era a vindicação suprema de Jesus (At 2:22, 27), e ele citou as Escrituras para provar seu argumento quanto ao significado da ressurreição.
Visto que Jesus era o Messias, Ele não podia ser retido pela morte. Para Pedro e todos os outros escritores do Novo Testamento, portanto, a ressurreição de Jesus se tornou uma evidência poderosa, não apenas de Sua messianidade, mas também de toda a mensagem cristã de salvação.
Com a morte ao nosso redor, sempre nos ameaçando ou aos nossos entes queridos, por que a ressurreição de Jesus é uma verdade tão importante?

QUARTA-FEIRA, 11 DE JULHO 2018 – A EXALTAÇÃO DE JESUS – Ano Bíblico: Pv 4–7 
Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis” (At 2:33).
Na terceira parte do discurso, Pedro voltou à questão das línguas que, inicialmente, havia atraído as pessoas. Em vez de estarem embriagados, o que teria sido estranho às 9 horas da manhã (At 2:15), os fiéis falavam em línguas porque o Espírito Santo havia acabado de ser derramado do Céu.
5. Leia Atos 2:33-36. Qual é a relação entre a exaltação de Jesus, à destra de Deus, e o derramamento do Espírito?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
A destra de Deus é uma posição de autoridade (Sl 110:1-3). O argumento de Pedro, fundamentado nas Escrituras, era que Jesus derramou o Espírito sobre Seus seguidores porque havia sido elevado a essa posição no Céu. A exaltação não concedeu a Cristo um status que Ele não possuía antes (Jo 1:1-3; 17:5). Em vez disso, ela representou o supremo reconhecimento do Pai de Sua prerrogativa como Senhor e Salvador (At 2:36).
Na verdade, esse evento nos leva a um dos temas mais importantes da Bíblia: o conflito cósmico entre o bem e o mal. A questão é que o Espírito não poderia vir em Sua plenitude se Jesus não fosse exaltado (Jo 7:39), e Jesus não seria exaltado se não tivesse triunfado na cruz (Jo 17:4, 5). Em outras palavras, a exaltação de Cristo era a condição para a vinda do Espírito, pois ela significava a aprovação de Deus da Sua obra na cruz, incluindo a derrota daquele que usurpara o domínio deste mundo (Jo 12:31).
A entrada do pecado no mundo lançara uma sombra sobre Deus. A morte de Jesus era necessária, não só para redimir o ser humano, mas também para vindicar o nome de Deus e expor Satanás como um impostor. No ministério de Cristo, a era da salvação já estava em vigor (Lc 4:18-21). Ao expulsar demônios e perdoar pecados, Ele estava libertando cativos de Satanás. Entretanto, era a cruz que Lhe daria autoridade total para realizar essas coisas. Quando o sacrifício pessoal de Cristo foi autenticado no Céu, Satanás levou um golpe decisivo, e o Espírito estava sendo derramado para preparar um povo para a vinda de Jesus.
QUINTA-FEIRA, 12 DE JULHO 2018 – AS PRIMÍCIAS – Ano Bíblico: Pv 8–11
As palavras de Pedro compungiram o coração dos ouvintes. É possível que entre eles estivessem alguns que haviam pedido a crucificação de Jesus algumas semanas antes (Lc 23:13-25). Mas naquele momento, convencidos de que Jesus de Nazaré era de fato o Messias designado por Deus, eles clamaram, entristecidos: “Que faremos, irmãos?” (At 2:37).
6. Leia Atos 2:38. Quais são os dois requisitos básicos para receber o perdão? Complete as lacunas:
“Respondeu-lhes Pedro: ________________, e cada um de vós seja ________________ em nome de Jesus Cristo para ________________ dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2:38).
Arrependimento significa mudança radical de direção na vida, afastamento do pecado (At 3:19; 26:20), em vez de simples sentimento de tristeza ou remorso. Juntamente com a fé, o verdadeiro arrependimento é um dom de Deus, mas, como todos os dons, pode ser rejeitado (At 5:31-33; 26:19-21; Rm 2:4).
Desde os dias de João Batista, o arrependimento era associado ao batismo (Mc 1:4). Ou seja, o batismo se tornou uma expressão do arrependimento, um rito que simboliza a lavagem dos pecados e a regeneração moral produzida pelo Espírito Santo (At 2:38; 22:16; compare com Tt 3:5-7).
7. Leia Atos 2:38, 39. Qual promessa especial é dada aos que se arrependem e são batizados?
________________________________________________________________________________________________________________________________________________
As pessoas no Pentecostes receberam não apenas o perdão dos pecados, mas também a plenitude do Espírito para o crescimento pessoal, para o serviço na igreja e especialmente para a missão. Essa foi talvez a maior de todas as bênçãos, pois a principal razão da existência da igreja é compartilhar as boas-novas do evangelho (1Pe 2:9). A partir daquele momento, portanto, eles teriam a certeza da salvação e o poder do Espírito Santo, que lhes capacitaria a cumprir a missão para qual a igreja foi chamada.
Por que a compreensão de que recebemos a remissão dos pecados é tão importante para quem deseja proclamar o evangelho? Afinal, como podemos oferecer esperança em Jesus para os outros, se nós mesmos não a temos?

SEXTA-FEIRA, 13 DE JULHO 2018 – ESTUDO ADICIONAL – Ano Bíblico: Pv 12–15
O derramamento do Espírito Santo no Pentecostes revelou uma verdade crucial sobre o que ocorreu no Céu e sobre como Deus, o Pai, aceitou o sacrifício de Cristo pelos pecados do mundo. O derramamento do Espírito mostrou, também, que a obra de Jesus no Céu em nosso favor, fundamentada em Seu sacrifício na Terra, foi então iniciada. Esses acontecimentos extraordinários são manifestações adicionais da maravilhosa verdade de que o Céu e a Terra estão ligados de uma maneira que simplesmente não podemos compreender agora.
“A ascensão de Cristo ao Céu foi, para Seus seguidores, um sinal de que estavam para receber a bênção prometida. […] Ao atravessar os portais do Céu, Jesus foi entronizado em meio à adoração dos anjos. Tão logo foi essa cerimônia concluída, o Espírito Santo desceu em abundantes torrentes sobre os discípulos, e Cristo foi, de fato, glorificado com aquela glória que teve com o Pai desde toda a eternidade. O derramamento do Pentecostes foi uma comunicação do Céu de que a confirmação do Redentor havia sido feita. Em conformidade com Sua promessa, Jesus enviou do Céu o Espírito Santo sobre Seus seguidores, em sinal de que Ele, como Sacerdote e Rei, recebera todo o poder no Céu e na Terra, tornando-Se o Ungido sobre Seu povo” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 38, 39).
Perguntas para discussão
1. Com relação ao Pentecostes, o que a igreja pode experimentar hoje? O que pode ser repetido e o que não pode?
2. Pedro fez da ressurreição de Jesus uma parte muito importante de sua mensagem no Pentecostes. O que tornou a ressurreição ainda mais extraordinária foi que, independentemente das expectativas messiânicas judaicas, ninguém naquela época esperava que o Messias fosse ressuscitado dos mortos. Isso nem passava pelo “radar espiritual” deles. Não era o que aqueles que aguardavam a vinda do Messias tinham previsto. Em vez de conhecer os mais recentes ensinamentos populares, nossa maior necessidade não é saber o que a Bíblia ensina?
3. Atos 2:38 fala sobre a necessidade do batismo. Isso significa que quem acreditava em Jesus, mas morreu antes de ser batizado, deve necessariamente estar perdido? Justifique sua resposta.
RESPOSTAS E ATIVIDADES DA SEMANA

1. B.
2. Discuta com os alunos sobre a má compreensão do dom de línguas. Quais passagens as pessoas costumam usar para provar que os apóstolos falaram línguas estranhas e não idiomas existentes? Como explicar essas passagens à luz de Atos 2?
3. Peça a um aluno que leia o texto bíblico e compartilhe sua resposta.
4. F; V.
5. A exaltação de Jesus representava o reconhecimento do Pai e a aceitação das obras de Cristo na cruz. Portanto, Jesus podia cumprir a promessa do derramamento do Espírito.
6. Arrependei-vos – batizado – remissão. 7. O recebimento do Espírito Santo.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Lição 1 30 de junho a 07 de julho “Sereis Minhas testemunhas”



Sábado à tarde

VERSO PARA MEMORIZAR: “Recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis Minhas testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da Terra” (At 1:8)

LEITURAS DA SEMANA: At 1:6-26; Lc 24:25, 44-48; Dt 19:15; Pv 16:33

missão de Jesus na Terra estava concluída. Em breve Deus enviaria o Espírito Santo que, ao confirmar os esforços dos discípulos com muitos sinais e maravilhas, iria capacitá-los e guiá-los em uma missão que alcançaria os confins da Terra. Jesus não poderia permanecer com eles para sempre em corpo humano. Não somente Sua encarnação Lhe impunha uma limitação física no contexto de uma missão mundial, mas também Sua ascensão e exaltação no Céu seriam necessárias para que o Espírito viesse.
Até a ressurreição de Jesus, no entanto, os discípulos não entendiam claramente nenhuma dessas coisas. Quando deixaram tudo para segui-Lo, eles acreditavam que Ele era um libertador político que um dia expulsaria os romanos do país, restabeleceria a dinastia de Davi e restauraria Israel à sua glória passada. Para eles, era difícil pensar de maneira diferente.
Esse é o assunto principal das instruções finais de Jesus aos discípulos em Atos 1. A promessa do Espírito ocorre nesse contexto. O capítulo também descreve o retorno de Cristo ao Céu e como a igreja primitiva se preparou para o Pentecostes.
Estamos iniciando o mês de julho, tempo de Missão Calebe. Desafie os jovens de sua igreja a ter uma experiência missionária nestas férias!
Domingo, 01 de julho
A restauração de Israel
Existem dois tipos de profecias messiânicas no Antigo Testamento: o primeiro prevê um Messias soberano que governaria para sempre (Sl 89:3, 4, 35-37; Is 9:6, 7; Ez 37:25; Dn 2:44; 7:13, 14); o outro prediz que o Messias morreria pelos pecados do povo (Is 52:13–53:12; Dn 9:26). Essas profecias não se contradizem. Elas apenas apontam para duas fases consecutivas do ministério do Messias: primeiramente Ele sofreria, e depois Se tornaria Rei (Lc 17:24, 25; 24:25, 26).
A expectativa judaica no 1o século acerca do Messias, no entanto, era unilateral. A esperança de um Messias soberano, que traria libertação política, acabou obscurecendo a noção de um Messias que sofreria e morreria.
A princípio, os discípulos compartilhavam dessa esperança de um Messias soberano. Eles acreditavam que Jesus era o Messias (Mt 16:16, 20) e, às vezes, eram surpreendidos disputando entre si sobre quem se assentaria à Sua esquerda e à Sua direita quando Ele subisse ao trono (Mc 10:35-37; Lc 9:46). Apesar das advertências de Jesus sobre o destino que O aguardava, eles simplesmente não conseguiam entender o que Ele queria dizer. Então, quando Ele morreu, ficaram confusos e desanimados, e declararam: “Esperávamos que fosse Ele quem havia de redimir a Israel” (Lc 24:21).
1. De acordo com Atos 1:6 e 7, o que os discípulos ainda não compreendiam? Como Jesus lhes respondeu? Assinale a alternativa correta:
A.(  ) Cristo primeiramente viria para morrer/Não lhes competia saber os tempos e épocas.
B.(  ) Cristo estabeleceria o reino de Israel em Sua primeira vinda/Jesus lhes deu a data em que isso ocorreria.
Se a morte de Jesus representou um golpe fatal à esperança dos discípulos, Sua ressurreição a reacendeu, aumentando suas expectativas políticas, possivelmente a um nível sem precedentes. Parecia natural conceber a ressurreição como um forte indicador de que o reino messiânico seria finalmente estabelecido.
Contudo, Jesus não deu nenhuma resposta direta aos discípulos. Ele não rejeitou a premissa por detrás da pergunta deles a respeito de um reino iminente, mas também não a aceitou. Ele não solucionou a questão, lembrando-lhes de que o tempo das ações de Deus pertence ao próprio Deus e, portanto, é inacessível ao ser humano.
De acordo com Lucas 24:25, qual foi o verdadeiro problema dos discípulos? Por que é fácil acreditar no que desejamos, em vez de crer no que a Bíblia realmente ensina? Como podemos evitar essa armadilha?
Segunda-feira, 02 de julho
A missão dos discípulos
2. Leia Atos 1:8. Em lugar de se envolver com especulações proféticas, o que os discípulos deveriam fazer?
___________________________________________________________________________________________________________________
Existem quatro elementos importantes nessa passagem a respeito da missão dos discípulos:
1. O dom do Espírito. O Espírito Santo sempre estivera ativo entre o povo de Deus. De acordo com os profetas, no entanto, haveria um derramamento especial do Espírito no futuro (Is 44:3; Jl 2:28, 29). Quando o próprio Jesus foi ungido, o Espírito Santo já estava atuando durante o período de Seu ministério (Lc 4:18-21), mas a era do Espírito não seria oficialmente inaugurada senão após a exaltação de Cristo no Céu (Jo 7:39; At 2:33).
2. A função do testemunho. Um testemunho é um relato em primeira mão. Os discípulos estavam plenamente qualificados a dar esse testemunho (At 1:21, 22; 4:20; compare com 1Jo 1:1-3) e foram incumbidos de compartilhar com o mundo sua experiência singular com Cristo.
3. O plano da missão. Os discípulos deveriam testemunhar primeiramente “em Jerusalém”, depois “em toda a Judeia e Samaria e”, por fim, “até aos confins da Terra”. Era um plano progressivo. Jerusalém era o centro da vida religiosa judaica, o lugar em que Jesus havia sido condenado e crucificado. Judeia e Samaria eram regiões vizinhas onde Jesus também tinha ministrado. Os discípulos, no entanto, não deviam se limitar apenas a essas localidades. O escopo de sua missão era mundial.
4. A orientação da missão. Nos tempos do Antigo Testamento, as nações deveriam ser atraídas a Deus (veja Is 2:1-5) – não era Israel que deveria “levar” Deus às nações. As poucas exceções (por exemplo, Jonas) não invalidam a regra geral. Agora, a estratégia era diferente. Jerusalém ainda era o centro, mas em vez de ficar e criar raízes ali, os discípulos deveriam sair para os confins da Terra.
3. Leia Lucas 24:44-48. Qual era a mensagem central que os discípulos deveriam pregar?
Nos quarenta dias em que passou com os discípulos após a ressurreição (At 1:3), Jesus deve ter lhes explicado muitas verdades sobre o reino de Deus, embora houvesse muitas coisas que ainda não compreendessem, conforme revela a pergunta deles em Atos 1:6. Eles estavam familiarizados com as profecias, mas agora finalmente podiam vê-las sob uma nova luz, a luz que emanava da cruz e do túmulo vazio (veja At 3:17-19).
Terça-feira, 03 de julho

Ele voltará
4. Leia Atos 1:9-11. Como Lucas descreve a ascensão de Jesus? Nessa ocasião, dois anjos falaram com os discípulos. O que isso significa? (Veja Dt 19:15.)
___________________________________________________________________________________________________________________
O relato de Lucas sobre a ascensão de Cristo é muito breve. Jesus estava com os discípulos no Monte das Oliveiras e, enquanto ainda os abençoava (Lc 24:51), foi levado para o Céu. É claro que a linguagem é fenomenológica; isto é, a cena foi retratada como pareceu aos olhos humanos, não como realmente foi. Jesus estava partindo desta Terra, e não havia outra maneira de fazê-lo de forma visível senão indo para cima.
A ascensão de Jesus foi um ato sobrenatural de Deus, um dos muitos ao longo da Bíblia. Isso fica implícito pela maneira como Lucas a descreveu, com a voz passiva ep?rth? (“Ele foi elevado às alturas”; At 1:9). Embora seja utilizada apenas nesse verso do Novo Testamento, essa forma verbal é encontrada diversas vezes na versão grega do Antigo Testamento (a Septuaginta), todas elas descrevendo ações de Deus, o que sugere que Deus mesmo elevou Jesus até o Céu, assim como Ele O ressuscitara dos mortos (At 2:24, 32; Rm 6:4; 10:9).
Lucas relata, apenas no livro de Atos, o episódio das duas figuras vestidas de branco que estavam ao lado dos discípulos, após Cristo ter sido encoberto por uma nuvem. A descrição coincide com a de anjos em suas vestes brilhantes (At 10:30; Jo 20:12). Eles vieram assegurar aos discípulos que Jesus voltaria da mesma maneira pela qual havia subido. Além disso, apenas o livro de Atos nos informa que Cristo subiu “à vista deles” (At 1:9).Portanto, a ascensão visível se tornou a garantia do retorno visível, que também ocorrerá em uma nuvem, embora com “poder e grande glória” (Lc 21:27). Não será mais um evento reservado, pois “todo olho O verá” (Ap 1:7), e Ele não estará sozinho (Lc 9:26; 2Ts 1:7). A glória da segunda vinda de Jesus excederá em muito a da ascensão.
Como podemos manter a promessa da segunda vinda de Cristo sempre diante de nós? De que maneira essa poderosa verdade deve impactar todas as áreas de nossa vida, como as finanças, nossas prioridades e escolhas morais?
Quarta-feira, 04 de julho
Preparação para o Pentecostes
Em Sua resposta em Atos 1:7, 8, Jesus nada prometeu em relação ao tempo de Sua segunda vinda. No entanto, a implicação natural de Suas palavras era que logo depois que o Espírito viesse e os discípulos completassem sua missão, Ele retornaria (veja Mt 24:14). O comentário dos anjos (At 1:11) também não respondeu à pergunta sobre o momento da vinda do reino, mas podia ser entendido como se esse acontecimento não fosse demorar. Isso parece explicar por que os discípulos “voltaram para Jerusalém, tomados de grande júbilo” (Lc 24:52). A promessa da segunda vinda de Jesus em um tempo não especificado (o que deveria dar-lhes incentivo adicional para a sua missão) foi entendida como se o fim estivesse próximo. Novos acontecimentos em Atos evidenciarão esse ponto.
5. Leia Atos 1:12-14. Quem mais estava no cenáculo, e como eles se prepararam para a vinda do Espírito? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A. (  ) Moisés, Enoque e Abraão. Eles estavam conversando.
B. (  ) Pedro, João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. Eles perseveravam em oração.
Tendo retornado do Monte das Oliveiras, os discípulos se reuniram num quarto de hóspedes do pavimento superior (em latim, cenaculum) de uma casa particular em Jerusalém. Algumas seguidoras de Jesus (Lc 8:1-3; 23:49; 24:1-12), bem como Sua mãe e Seus irmãos, estavam ali com os discípulos.
Os irmãos de Jesus (Mc 6:3) eram filhos mais novos de José e Maria (Mt 1:25; Lc 2:7) ou, mais provavelmente, filhos do primeiro casamento de José (nesse caso, ele era viúvo quando tomou Maria como esposa). A presença deles entre os discípulos é uma surpresa, visto que sempre haviam sido bastante céticos em relação a Jesus (Mc 3:21; Jo 7:5). No entanto, a ressurreição de Cristo e Sua aparição especial a Tiago (1Co 15:7) parece ter feito toda a diferença. Mais tarde, Tiago aparentemente até substituiria Pedro na liderança da comunidade cristã (At 12:17; 15:13; 21:18; Gl 2:9, 12).
Constantemente em oração (At 1:14) e louvando a Deus no templo (Lc 24:53), todos eles certamente estavam envolvidos na confissão, arrependimento e abandono do pecado. Mesmo que, em sua mente, a vinda do Espírito seria imediatamente seguida do retorno de Jesus, sua atitude espiritual estava em plena harmonia com o que estava para acontecer, pois o Espírito Santo vem em resposta à oração.
Em nossas escolhas diárias, como podemos preparar o caminho para a obra do Espírito em nossa vida?
Quinta-feira, 05 de julho
O décimo segundo apóstolo
A primeira ação administrativa da comunidade cristã primitiva, que somava cerca de 120 fiéis (At 1:15), foi escolher o sucessor de Judas.
6. Leia Atos 1:21, 22. Quais requisitos o sucessor de Judas deveria ter? Por que isso era tão importante?
___________________________________________________________________________________________________________________
Havia a necessidade de uma testemunha da ressurreição de Jesus (compare com At 4:33). Isso é essencial porque, com frequência, a ressurreição é vista como uma evidência poderosa da messianidade de Cristo e da verdade de toda a fé cristã.
Eles deveriam, no entanto, escolher alguém dentre os que haviam acompanhado os apóstolos em todo o ministério de Jesus. Paulo posteriormente insistiria que, apesar de não ter estado com o Jesus terrestre, ele tinha direito ao ofício apostólico porque seu encontro com Cristo na estrada de Damasco o qualificava a testemunhar de Sua ressurreição (1Co 9:1). Embora admitisse ser como “um nascido fora de tempo” (1Co 15:8), Paulo se recusava a considerar-se menos qualificado do que os outros apóstolos (1Co 9:2; Gl 2:6-9). Somente os doze e Paulo, portanto, eram “apóstolos” no sentido técnico e autoritativo (At 1:25, 26); no sentido básico e geral de “enviado” ou “mensageiro”, porém, o termo também poderia ser usado para designar outros obreiros evangélicos (At 14:4, 14; Gl 1:19).
7. Leia Atos 1:23-26. Como Matias foi escolhido?
O método que eles usaram para escolher Matias pode parecer estranho, mas o lançamento de sortes era uma maneira de tomar decisões já há muito tempo estabelecida (por exemplo, Lv 16:5-10; Nm 26:55). Além disso, a escolha era entre dois candidatos previamente reconhecidos e de qualificações equivalentes, e não um passo rumo ao desconhecido. Os fiéis também oraram a Deus, acreditando que o resultado refletiria a Sua vontade (compare com Pv 16:33). E não há evidência de que a decisão tenha jamais sido contestada. Após o Pentecostes, o lançamento de sortes tornou-se desnecessário em razão da orientação direta do Espírito (At 5:3; 11:15-18; 13:2; 16:6-9).
Sexta-feira, 06 de julho
Estudo adicional
Todo o período entre o Pentecostes e a Parousia [segunda vinda de Cristo] (seja longo ou curto) deve ser preenchido com a missão mundial da igreja no poder do Espírito. Os seguidores de Jesus deviam anunciar o que Ele realizou em Sua primeira vinda e chamar o povo para arrepender-se e crer, preparando-se para a Sua segunda vinda. Eles deviam ser Suas testemunhas ‘até aos confins da Terra’ (At 1:8) e ‘até à consumação do século’ (Mt 28:20) […]. Não temos a liberdade de parar até que ambos os fins sejam alcançados” (John R. W. Stott, A Mensagem de AtosAté aos Confins da Terra, São Paulo: ABU, 1994, p. 43).
“A comissão do Salvador aos discípulos incluía todos os que creem. Abrange todos os que confiam em Cristo até o fim dos tempos. É um grave erro supor que a obra de salvar pessoas depende apenas do pastor ordenado. Todos aqueles que receberam a inspiração celestial são depositários do evangelho. Todos os que recebem a vida de Cristo são mandados a trabalhar pela salvação de seus semelhantes. Para essa obra foi estabelecida a igreja, e todos os que tomam sobre si seus sagrados votos comprometem-se, assim, a ser colaboradores de Cristo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 822).
Perguntas para discussão
1. Atos 1:7 relembra Marcos 13:32: “Mas a respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no Céu, nem o Filho, senão o Pai.” Ellen G. White afirmou: “Nunca mais haverá para o povo de Deus uma mensagem baseada em tempo. Não devemos saber o tempo definido nem para o derramamento do Espírito Santo nem para a vinda de Cristo” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 188). Ela acrescentou: “Qualquer que comece a anunciar a hora, dia ou ano da aparição de Cristo assume um jugo e proclama uma mensagem que o Senhor nunca lhe deu” (Advent Review and Sabbath Herald, 12 de setembro de 1893). Qual é a relevância dessas declarações hoje?
2. Alguém disse: “Deus precisa de testemunhas mais do que de advogados”. O que você acha dessa afirmação?
3. Qual foi o papel da oração na igreja primitiva? Seria coincidência o fato de que, em quase todos os momentos decisivos da vida da igreja primitiva, encontramos uma referência à oração (At 1:24; 8:14-17; 9:11, 12; 10:4, 9, 30; 13:2, 3)? Qual é o papel da oração em nossa vida?
Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. Testemunhar em Jerusalém, na Judeia, em Samaria e nos confins da Terra. 3. O arrependimento para a remissão dos pecados. 4. Peça que um dos alunos leia o texto bíblico. Discuta a pergunta com a classe. 5. F; V. 6. Ele deveria ter andado com os discípulos desde o começo e testemunhado a ressurreição de Jesus. 7. Peça que um aluno leia o texto e apresente a resposta. Compartilhe a experiência de seu “chamado”

terça-feira, 26 de junho de 2018

Adultos: Lição 13 – A Volta de Jesus – 23 á 30 de Junho 2018


VERSO PARA MEMORIZAR
“Assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até no ocidente, assim há de ser a vinda do Filho do Homem” (Mt 24:27).

LEITURAS DA SEMANA
Is 13:6,9; Mt 24:30, 31; Dn 2:34, 35; 2 Tm 4:6-8;2Ts 1:7-10

SÁBADO Á TARDE – 23 DE JUNHO 2018 – Ano Bíblico: Sl 51–55
O poeta T. S. Eliot começou um de seus poemas com a seguinte frase: “Em meu princípio está meu fim.” Por mais sucintas que sejam, suas palavras trazem uma verdade poderosa. Nos inícios existem finais. Vemos ecos dessa realidade em nosso nome, adventistas do sétimo dia, que apresenta dois ensinamentos bíblicos fundamentais: o “sétimo dia”, em referência ao sábado dos Dez Mandamentos, um memorial semanal da criação da Terra em seis dias; e a palavra “adventista”, que aponta para a segunda vinda de Jesus, na qual serão cumpridas todas as esperanças e promessas da Bíblia, inclusive a promessa de vida eterna.
Por maior que seja o intervalo de tempo entre a criação do mundo (nosso princípio) e a segunda vinda de Jesus (nosso fim, pelo menos o fim dessa existência pecaminosa), esses eventos estão ligados. O Deus que nos criou (Jo 1:1-3) é o mesmo que voltará e, “num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta” (1Co 15:52), trará nossa redenção suprema. Em nosso princípio, de fato, encontramos nosso fim.
Nesta semana, falaremos sobre o último de todos os eventos finais, pelo menos no que diz respeito ao nosso mundo atual: a segunda vinda do nosso Senhor Jesus.

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...