segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Guerra na Ucrânia: Putin pode apertar o botão nuclear? "Ele nunca faria isso" não é uma frase que se aplica a Vladimir Putin, na opinião do correspondente da BBC em Moscou.

 Deixe-me começar com uma confissão. Muitas vezes no passado, eu já pensei: "Putin nunca faria isso". Mas daí ele vai lá e faz.

"Ele nunca anexaria a Crimeia, certo?" Ele anexou.


"Ele nunca começaria uma guerra em Donbass, no leste da Ucrânia." Ele começou.
"Ele nunca lançaria uma invasão em grande escala da Ucrânia." Ele lançou.


Minha conclusão é que a frase "ele nunca faria" não se aplica a Vladimir Putin.
E isso levanta uma questão desconfortável:


"Ele nunca seria o primeiro a apertar o botão nuclear depois da Segunda Guerra. Não é?"
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AO VIVO: acompanhe a cobertura sobre a guerra na Ucrânia
Não se trata de uma questão teórica. O líder da Rússia colocou no domingo (27) as forças nucleares de seu país em alerta "especial", em protesto contra "declarações agressivas" sobre a Ucrânia por líderes da Otan (aliança militar liderada pelos Estados Unidos) e contra sanções econômicas aplicadas contra a Rússia.

Presidente russo, Vladimir Putin — Foto: Sputnik/Aleksey Nikolskyi/Kremlin via Reuters

Ouça atentamente o que o presidente Putin tem dito.

No dia 24, quando Putin anunciou na TV sua "operação militar especial" (na realidade, uma invasão em grande escala da Ucrânia), ele fez um aviso assustador: "Para qualquer um de fora que considere interferir — se o fizer, enfrentará consequências maiores do que qualquer outra que já se enfrentou na história.

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 "As palavras de Putin soam como uma ameaça direta de guerra nuclear", acredita o Prêmio Nobel da Paz Dmitry Muratov, editor-chefe do jornal "Novaya Gazeta". "Nesse discurso de TV, Putin não estava agindo como o dono do Kremlin, mas o dono do planeta; da mesma forma que o dono de um carrão fica se exibindo girando seu chaveiro no dedo, Putin estava girando a bomba nuclear. Ele disse muitas vezes: se não existisse a Rússia, por que precisaríamos do planeta? Ninguém prestou atenção. Mas isso é uma ameaça de que, se a Rússia não for tratada como ele quer, tudo será destruído."

Em um documentário de 2018, o presidente Putin comentou que "se alguém decidir aniquilar a Rússia, temos o direito legal de responder. Sim, será uma catástrofe para a humanidade e para o mundo. Mas sou um cidadão da Rússia e seu chefe de Estado. Por que precisamos de um mundo sem a Rússia nele?"

Agora voltemos para 2022. Putin lançou uma guerra em grande escala contra a Ucrânia, mas as forças armadas ucranianas estão resistindo duramente. Nações como EUA e países europeus — para surpresa do Kremlin — se uniram para impor sanções econômicas e financeiras que podem estrangular Moscou. A própria existência do "sistema Putin" pode estar em xeque.
"Putin está em apuros", acredita Pavel Felgenhauer, analista de defesa de Moscou.
"Ele não terá muitas opções depois que o Ocidente congelar os ativos do Banco Central russo e o sistema financeiro da Rússia implodir de verdade. Isso tornará o sistema inviável."
"Uma opção para ele é cortar o fornecimento de gás para a Europa, esperando que isso faça os europeus cederem. Outra opção é explodir uma arma nuclear em algum lugar sobre o Mar do Norte entre o Reino Unido e a Dinamarca e ver o que acontece."
Se Vladimir Putin escolhesse a opção nuclear, alguém em seu círculo próximo tentaria dissuadi-lo? Ou impedi-lo?
"As elites políticas da Rússia nunca estão com o povo", diz Muratov. "Elas sempre ficam do lado do governante."

E na Rússia de Vladimir Putin o governante é todo-poderoso. Este é um país com poucos freios e contrapesos; é o Kremlin quem dá as ordens.


"Ninguém está pronto para enfrentar Putin", diz Felgenhauer. "Estamos em um ponto perigoso."



Presidente Putin anuncia ofensiva militar em pronunciamento televisionado; ele instou os soldados ucranianos a se renderem e voltarem para casa — do contrário, a própria Ucrânia seria culpada pelo derramamento de sangue, e acrescentou que o conflito entre as forças russas e ucranianas são 'inevitáveis' e 'apenas uma questão de tempo' — Foto: Reuters

"Putin disse que qualquer interferência externa no conflito, ou qualquer ação contra a Rússia, gerariam uma resposta forte. Nas entrelinhas, há uma ameaça nuclear", diz Alexander Lanoszka, professor de Relações Internacionais da Universidade de Waterloo (Canadá) e especialista em segurança nuclear. "Mas há um interesse comum de todas as partes de restringir esse conflito à Ucrânia. Então, eu ficaria muito surpreso se armas nucleares fossem usadas neste momento".
Segundo Vicente Ferraro Jr., cientista político e pesquisador do Laboratório de Estudos da Ásia da Universidade de São Paulo (USP), mesmo no caso de um ataque russo contra outras ex-repúblicas soviéticas que hoje fazem parte da Otan, como a Estônia, Letônia e Lituânia, é possível que as duas partes prefiram minimizar os riscos. "Assim como o Ocidente e a Otan evitam conflito direto na Ucrânia, Rússia também evitaria um confronto no restante do Leste Europeu", afirma.
Para Andrew Futter, professor de política internacional da Universidade de Leicester (Reino Unido), também não há qualquer indicação de que Moscou pretenda usar suas armas nucleares contra a Ucrânia. "Não vejo nenhuma razão pela qual Moscou usaria armas nucleares contra a Ucrânia. Não apenas porque qualquer material radioativo tão perto de sua fronteira pode ser perigoso, mas também porque eles provavelmente não querem destruir o país e a população ucraniana, já que seu plano parece ser incorporar o território à Rússia."
Larlecianne Piccolli, pesquisadora especializa em armas estratégicas e política de segurança e defesa da Rússia e diretora do Instituto Sul-Americano de Política e Estratégia (Isape), escreveu em seu perfil no Twitter que a elevação do alerta feita por Putin visa principalmente intimidar a Ucrânia e forçá-la à mesa de negociações, algo que já está em andamento. Mas os termos em negociação ainda não foram divulgados oficialmente.
De qualquer forma, a guerra na Ucrânia é a guerra de Vladimir Putin. Se o líder do Kremlin atingir seus objetivos militares, o futuro da Ucrânia como nação soberana estará em dúvida. Se for percebido que ele está falhando e sofrer baixas pesadas, o medo é que isso possa levar o Kremlin a adotar medidas mais desesperadas.

Especialmente considerando que "ele nunca faria isso" é algo que não se aplica a Putin.

 



sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

Democrata Nancy Pelosi pede bloqueio do acesso de Trump a códigos nucleares

Presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos afirmou que pedido foi feito com intenção de prevenir que o ‘presidente instável’ do país comande ataques nucleares


Em uma carta enviada a colegas do Capitólio nesta quinta-feira, 8, a democrata e presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, afirmou que conversou com o Chefe do Estado-Maior do Exército, general James C. McConville, sobre a possibilidade de bloquear o acesso do republicano Donald Trump aos códigos nucleares do país. “Segundo a mensagem, a conversa com o general foi para “previnir que um presidente instável inicie hostilidades militares ou ordene um ataque nuclear”. “Devemos fazer tudo ao nosso alcance para proteger o povo norte-americano”, afirmou. O pedido de Pelosi é feito pouco mais de 10 dias antes do presidente deixar o cargo. Não há, porém, informações sobre se o pedido deve ou não ser acatado.

A quinta morte causada pela invasão ao Capitólio dos Estados Unidos na última quarta-feira foi confirmada nesta sexta. A vítima era um policial. Até o momento, mais de 60 pessoas foram presas e a polícia de Washington D.C. busca uma série de suspeitos com base em fotos tiradas no local. Nessa quinta, a prefeita da capital dos EUA, Muriel Browser, pediu que Donald Trump fosse responsabilizado pela invasão. Poucas horas depois, o presidente publicou novo vídeo nas redes sociais tentando desvincular sua imagem do ocorrido. Nesta sexta, Trump afirmou que não vai participar da cerimônia de posse de Joe Biden, marcada para 20 de dezembro. A vitória do democrata foi oficializada após a invasão, ainda na quarta.

Protocolo da AdventHealth Ocala impulsiona avanços contra a covid-19

 ICAM manteve 96% dos pacientes atendidos com a combinação fora da UTI e sem respiradores



Profissionais envolvidos no projeto (da esquerda para a direita): doutor Stanley Mikowski; doutor Ken Barrick; doutora Carlette Norwood-Williams e doutor Narsing Rao (Foto: AdventHealth Ocala)

Diante de um novo coronavírus e poucas opções para tratamento, e no caso do antiviral remdesivir, graves carências e alto custo – sistemas de saúde, hospitais e clínicas comunitárias buscam tratamentos alternativos e seguros que possam salvar vidas.

Por isso, o AdventHealth Ocala, parte do maior sistema de saúde de origem protestante e sem fins lucrativos dos Estados Unidos, explorou seu conhecimento e criatividade, intelecto médico e científico, e o seu desejo de salvar vidas, e desenvolveu o protocolo ICAM, que parece ser altamente eficaz ao ser observado atentamente.

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Exercício e covid-19

Se o ICAM provar que funciona de forma consistente, o AdventHealth e a doutora Carlette Norwood-Williams terão prestado ao mundo um serviço efetivo. O próximo passo será um estudo para investigar a eficácia do tratamento combinado.
Desafio à frente

O protocolo surgiu quando Carlette, diretora de farmácia do AdventHealth, foi confrontada com o aumento dos casos de covid-19 e a escassez do único medicamento provisoriamente aprovado na época, o remdesivir.

Ela começou a trabalhar em pesquisas alternativas, um processo que ocorria frequentemente antes da pandemia no AdventHealth e em outras clínicas norte-americanas. Agora, durante a pandemia, os provedores de saúde muitas vezes precisam resolver os problemas por conta própria. O novo protocolo desenvolvido na Flórida mostra-se promissor e até recebeu aprovação para um estudo local.

Ele foi formulado em tempo de pandemia, fora do escritório e baseado no entendimento de como as terapias subjacentes realmente funcionam, combinadas com observação de dados crescentes sobre como o coronavírus impacta os pacientes.

Todos os medicamentos usados no ICAM estão dentro das indicações originais da Food and Drug Administration (FDA), agência federal do Departamento de Saúde dos Estados Unidos. A combinação específica como um protocolo é única, escolhida por causa da evidência consistente de melhorias nos marcadores dos pacientes com covid-19.
O que é o protocolo ICAM?

É o resultado de uma sigla, afirma o jornal Ocala Star-Banner e Carlos Medina: I significa “Immunosupport” [suporte imunológico] e inclui vitamina C e zinco para ajudar a impulsionar o sistema imunológico; C representa “Corticosteroide”, metilprednisolona, que pode reduzir a inflamação nos pulmões para aumentar a respiração; A é “Anticoagulante” como enoxaparina, um anticoagulante que pode ajudar a interromper a coagulação do sangue, observada nos casos mais graves de covid-19; e, por último, M significa “Macrolídeo”, como a azitromicina, frequentemente chamada de “Z-Pac”, que é um antibiótico usado para atenuar a probabilidade de pneumonia.

Em resumo, é a combinação de: 1) vitamina C e zinco, 2) corticosteroide, 3) anticoagulante e 4) macrolídeo. Cada tratamento foi considerado e selecionado por sua contribuição para um problema relacionado à covid-19.

Na entrevista ao Ocala StarBanner, a doutora Carlette informou que o protocolo ICAM foi desenvolvido com base na consideração de “como a resposta inflamatória dos pacientes reagiu aos medicamentos. Na maioria das mortes associadas ao vírus, a covid-19 não está mais ativa no corpo. A morte ocorre a partir da resposta inflamatória do corpo à infecção. Então o ICAM foi concebido e baseado nessa consideração”, observou, e “fornece proteção ao corpo até que o vírus fique sem forças”.
Resultados observacionais

Este protocolo não é usado em casos leves ou moderados de covid-19, mas sim naqueles pacientes internados no hospital. Carlette afirma que mais de 96% dos pacientes atendidos com a combinação de medicamentos do protocolo ICAM ficaram fora da UTI e sem respiradores. A farmacêutica comentou que “durante 76 dias nossos pacientes não tiveram nenhuma transferência para a UTI, não usaram o ventilador mecânico e não houve mortes com o ICAM ou processos semelhantes ao ICAM”.
Estudo

O protocolo ICAM foi aprovado pelo Conselho Revisor Institucional do AdventHealth, e um estudo com 100 pacientes foi iniciado. Ele ocorrerá no Condado de Marion e incluirá a participação do Departamento de Saúde da Flórida e do Centro de Saúde Heart of Florida.

Fundado em 1973, o AdventHealth é um sistema de saúde com sede em Altamonte Springs, Flórida, e possui instalações em nove Estados dos Estados Unidos. Até início de 2019 era conhecido como Adventist Health System, quando foi renomeado AdventHealth.

Ele é o maior provedor de saúde de origem protestante e sem fins lucrativos e um dos maiores sistemas de saúde sem fins lucrativos dos Estados Unidos, com centenas de locais para atendimento e cerca de 50 hospitais em todo o território norte-americano. Possui 8.200 leitos licenciados em nove Estados, cuidando de mais de cinco milhões de pacientes por ano. Sua missão é continuar o ministério de cura de Cristo.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Imunidade coletiva pode exigir que quase 90% tomem vacina contra a Covid-19, diz imunologista-chefe dos EUA

Anthony Fauci, um dos um dos mais importantes especialistas do mundo em epidemias, é responsável por assessorar a resposta norte-americana à pandemia do novo coronavírus.

Por G1

24/12/2020 16h40


Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergologia e Infecções dos EUA, em foto de 22 de dezembro de 2020 — Foto: Patrick Semansky/Pool/Reuters
A imunidade coletiva – também chamada de imunidade de rebanho – contra o novo coronavírus pode exigir taxas de vacinação próximas a 90%, disse Anthony Fauci, imunologista-chefe dos Estados Unidos, em uma entrevista publicada na quinta-feira (23).

Fauci é responsável por assessorar a resposta norte-americana à pandemia do novo coronavírus e reconheceu um aumento nas estimativas para a cobertura vacinal ao jornal "The New York Times". No começo da pandemia, ele defendia que apenas 60% a 70% da população precisaria ser vacinada.

“Nós realmente não sabemos qual é o número real. Acredito que a faixa real está em algum lugar entre 70% a 90%. Mas, não vou dizer 90%", afirmou Fauci.

Ele disse também que uma cobertura vacinal de mais de 90% só é necessária em doenças altamente contagiosas, como o sarampo. O imunologista garantiu que, segundo os estudos mais atuais, a Covid-19 não tem a mesma taxa de transmissão do vírus do sarampo.

“Eu aposto a minha cada que a Covid não é tão contagiosa quanto o sarampo", afirmou. Especialistas ouvidos pelo jornal norte-americano concordaram com o especialista, mas ressaltaram que qualquer presunção sobre o coronavírus Sars-Cov-2, neste momento, não passa de "achismo

Covid nos EUA

Os EUA marcam novos recordes diários ao enfrentar o surto mais mortal do mundo: o país registrou mais de 3 mil mortes pelo segundo dia consecutivo na quarta-feira.

Ao mesmo tempo, mais de 1 milhão de norte-americanos receberam a primeira dose de vacina desde 14 de dezembro, de acordo com o Centro de Controle de Doenças dos EUA – mas isso é apenas 0,3% da população.

O país teme um maior descontrole da epidemia, uma vez que as festas de fim de ano lotaram aeroportos do país e mais de 1 milhão de passageiros passam, por dia, nos aeroportos, segundo a Administração de Transporte.

Voluntários arrecadam alimentos para vítimas de chuvas em Santa Catarina

Ação envolveu clube de aventureiros, da Igreja Adventista, da cidade de Pouso Redondo, interior do Estado, perto da região atingida.

Por Paulo Ribeiro24 de dezembro de 2020

Bazar solidário em Pouso Redondo. [Foto: Clube de Aventureiros Vagalumes].

.A ideia do Clube de Aventureiros Vagalumes, de Pouso Redondo, no interior de Santa Catarina, era promover apenas um varal solidário para atender a comunidade local. Só que os planos mudaram após eles tomarem conhecimento da tragédia envolvendo Presidente Getúlio, município catarinense castigado pelas chuvas e enxurradas.



O varal solidário aconteceu no último sábado (19), conforme o planejado, mas, além disso, os organizadores aproveitaram a ocasião e pediram aos visitantes que levassem alimentos para serem doados aos moradores da cidade. Os voluntários utilizaram as suas redes sociais para pedirem ajuda.

De acordo com uma das organizadoras do varal solidário, Soraia Plack Bridi, algumas pessoas fizeram doação em dinheiro. “Os valores serão usados para a compra de bolachas, pães e água mineral”, explica Soraia. Além dos itens arrecadados durante o bazar solidário e os que serão comprados, as doações recebidas pela Igreja Adventista local também serão enviadas a Presidente Getúlio.
Experiência marcante

Entre todas as pessoas que visitaram o bazar solidário, uma delas foi a que mais chamou a atenção de Soraia. “Uma mulher estava escolhendo roupas para ela usar no trabalho do sítio. Em nossa conversa, ela me contou que sempre no Natal se veste de Papai Noel e vai de casa em casa no interior do município levando um agradinho para as crianças. Ela me perguntou se poderia levar algumas camisetas para colocar junto com os doces que havia comprado, então respondi que sim”, disse a voluntária emocionada.

Ainda de acordo com a organizadora, a mulher também relatou que sempre comprava revistas para entregar as crianças. Neste ano, no entanto, não seria possível, pois faltaria dinheiro. “Então oferecemos a ela revistas do projeto Quebrando o Silêncio, infantis e para adultos, e também folhetos com endereços dos canais da TV Novo Tempo e da Igreja Adventista local”, ressalta.
Chuvas e enxurradas em Presidente Getúlio

Algumas casas foram completamente arrastadas e destruídas pela enxurrada, e outras estão com lama que alcançam facilmente a altura dos joelhos. Carros dos Bombeiros, de polícias, da Defesa Civil e do Exército Brasileiro circulam frequentemente pelas ruas para prestar ajuda a famílias desabrigadas.

Ao todo, 18 pessoas foram encontradas mortas, sendo que nove delas são de uma única família que moravam no mesmo quintal.

Esse é o cenário dramático de Presidente Getúlio, cidade do interior catarinense com pouco mais de 16 mil habitantes. O município foi afetado por fortes chuvas que começaram a partir da noite da quarta-feira (16), formando intensas correntezas que arrastavam tudo que encontravam pela frente.

Presidente Getúlio logo após fortes chuvas e enxurradas.[Foto: Reprodução].

Veja fotos do varal solidário em Pouso Redondo.

 


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Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...