quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Câmara aprova com votação unânime projeto que amplia faixa de isenção do IR para R$ 5 mil

Proposta ainda prevê alíquota progressiva de até 10% para rendimentos acima de R$ 600 mil por ano. Foi aprovada também uma compensação, a ser garantida pela União, para estados e municípios não perderem arrecadação.
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (1º) um projeto que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil por mês. 
A votação foi unânime: 493 votos a favor. 
🖊️ O texto ainda terá que passar pelo Senado Federal e depois ser sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para entrar em vigor.
 O projeto entrou em pauta esta semana após o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmar que a Câmara precisava tirar da frente "pautas tóxicas". A medida faz parte de um esforço para aliviar a imagem dos deputados após, no fim de setembro, a Casa aprovar PEC da Blindagem, texto polêmico que virou alvo da opinião pública e que foi, posteriormente, derrubado no Senado.
 Relatado pelo deputado Arthur Lira (PP-AL), o projeto foi enviado pelo governo ao Congresso Nacional em março e é uma promessa da campanha de Lula de 2022.
 O texto prevê isenção de Imposto de Renda para pessoas com renda mensal até R$ 5 mil – ou R$ 60 mil ao ano – e desconto para quem ganha até R$ 7.350 mensais.
➡️Atualmente, a tabela do Imposto de Renda funciona de forma progressiva. Ou seja, conforme o valor da renda aumenta, o contribuinte passa a pagar um imposto maior sobre aquela parcela de rendimentos. Pela tabela atual, quem ganha até R$ 3.036 está isento. A partir daí, a tributação começa a incidir em "faixas", que chegam a 27,5% de imposto. 
Veja mais abaixo, na calculadora do g1, o que muda para cada salário. 
Custo aos cofres públicos
Em 2026, a isenção de IR para quem ganha até R$ 5 mil vai custar R$ 25,8 bilhões aos cofres públicos.
Para compensar a perda de arrecadação, Lira manteve a proposta do governo de tributar com uma alíquota progressiva de até 10% rendimentos acima de R$ 600 mil por ano. 
🔎 No direito tributário, alíquota é o percentual ou valor fixo que será aplicado sobre a base de cálculo para apurar o valor de um tributo. A nova tributação recai sobre lucros e dividendos, que hoje são isentos do Imposto de Renda. Já quem tem apenas o salário como fonte de renda não será afetado, pois continua sujeito à tabela progressiva do IR, com retenção em folha de até 27,5%. Lira também acrescentou um dispositivo que destina parte do dinheiro de arrecadação a estados e municípios. 
🔎 De acordo com parecer, mesmo com a ampliação da faixa de desconto parcial, haverá uma sobra de R$ 12,7 bilhões até 2027. Esse dinheiro será usado para compensar a redução da alíquota da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), instituída pela Reforma Tributária.

'Justiça social'

Após a aprovação da proposta, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que ampliar a isenção gera justiça social.

"A ampliação do imposto de renda é um avanço da justiça social do país, garantindo mais dinheiro no bolso do trabalhador que ganha até R$ 5 mil. Esta não é apenas uma mudança técnica, é um alívio direto no bolso de milhões de trabalhadores. É dinheiro que volta para a economia, para o consumo, que garante comida na mesa da sua mesa", afirmou.

Motta disse ainda que a votação unânime mostra que a Câmara se une quando o tema é de interesse do país.

"Esta vitória é a prova de que, com liderança firme, responsabilidade e capacidade de articulação, o Congresso Nacional é capaz de promover mudanças que impactam positivamente a vida de todos".

Leia também:
A seguir, veja outros detalhes do projeto:

Isenções
O texto aprovado isentou da alíquota mínima do IRPF pagamentos, créditos, entregas ou remessas de lucros, ou dividendos, de:
  • governos estrangeiros, desde que haja reciprocidade de tratamento em relação aos rendimentos auferidos em seus países pelo governo brasileiro;
  • fundos soberanos;
  • entidades no exterior que tenham como principal atividade a administração de benefícios previdenciários, tais como aposentadorias e pensões, conforme definidas em regulamento.
Estados e municípios

Como o governo está reduzindo o Imposto de Renda de algumas pessoas, a arrecadação cai. Para que estados e municípios não saiam no prejuízo, eles vão ser compensados automaticamente com mais recursos dos Fundos de Participação dos Estados. O relatório calcula aumento na arrecadação desses fundos.

Se não for possível fazer a compensação com o fundo (o aumento do fundo não for suficiente), a União vai colocar mais dinheiro a cada três meses, usando a arrecadação extra que surgir com a nova lei.

Ou seja:

Primeiro, garante-se que ninguém perde arrecadação (estados e municípios).
Depois, o que sobrar serve para baratear a CBS, beneficiando toda a economia.

Cartórios

De acordo com a proposta, os profissionais que atuam em cartórios, como notários e registradores, ganharam um alívio tributário com a nova legislação fiscal.

A norma regula que os repasses obrigatórios previstos em lei, não serão mais incluídos no cálculo do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) na modalidade de tributação mínima.

Na prática, isso significa que os valores que esses profissionais apenas arrecadam e repassam, como taxas destinadas ao poder público ou a fundos específicos, não serão considerados como rendimento próprio e, portanto, não serão tributados.

Lucros e dividendos

Outra mudança diz respeito à tributação dos lucros e dividendos pagos por empresas a pessoas físicas.

A nova regra estabelece um mecanismo de compensação para evitar que a soma dos tributos pagos pela empresa e pela pessoa física ultrapasse os limites previstos pela legislação.

Se for constatado que a carga tributária efetiva total, considerando o imposto pago pela empresa (IRPJ e CSLL) e o imposto mínimo pago pela pessoa física sobre os lucros recebidos foram maiores do que a carga nominal prevista em lei, a Receita Federal concederá e um redutor no valor do imposto devido pela pessoa física.

Andamento no Senado

➡️ Em paralelo, há outro projeto de isenção do IR em tramitação no Senado, apresentado por Renan Calheiros (PP-AL). O texto, originalmente apresentado em 2019, foi resgatado sob o argumento de que o texto da Câmara estava parado.

A proposta foi aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) em caráter terminativo (ou seja, não precisa passar pelo plenário principal da Casa) e tem teor semelhante ao texto da Câmara. O projeto de Renan ainda precisa ser avaliado pelos deputados.

🔎 Uma disputa política entre Lira e Renan é o pano de fundo da articulação dos projetos. Os dois devem concorrer ao Senado em 2026.

Qual a estimativa de pessoas que ficarão isentas?

Caso o PL do IR seja aprovado na forma enviada pelo executivo, serão mais de 26,6 milhões de contribuintes isentos do Imposto de Renda, aproximadamente 65% dos declarantes.

Este número engloba:

mais de 15,2 milhões de declarantes isentos atualmente;
quase dois milhões de pessoas isentas em razão da lei que eleva a atual faixa de isenção para quem ganha até dois salários-mínimos por mês; e
quase 9,4 milhões de declarantes que passarão a ser isentos com o projeto que Câmara vai analisar.

Quanto paga quem ganha hoje R$ 5 mil e quanto pagará?

O contribuinte com renda de R$ 5 mil paga atualmente R$ 335,15 por mês. Ou seja, R$ 4.467,55 por ano, considerando o 13º e férias. Com a aprovação do projeto, esse dinheiro seria diretamente revertido aos trabalhadores.

👉🏽 Outras simulações também foram elaboradas pela Receita Federal. Como exemplo:

uma professora cujo salário mensal seja de R$ 4.867,77 paga R$ 305,40/mês de IR e passará a pagar zero, gerando uma economia de R$ 3.970,18;
um profissional autônomo que recebe R$ 5.450/mês paga hoje R$ 447,43/mês de IR e passará a pagar somente R$ 180,56/mês, gerando uma economia de mais de R$ 3.202,50/ano.

A Receita Federal e o relator calculam que mais de 5,5 milhões de pessoas terão redução no Imposto de Renda por receberem entre R$ 5 mil e R$ 7.350 por mês.

Qual a alíquota média por faixa das pessoas de alta renda?

Considerando dados de 2022, a alíquota média efetiva atual de quem ganha mais de R$ 600 mil por ano é de somente 2,54%. O projeto propõe uma alíquota média efetiva de aproximadamente 9% por meio da cobrança de um Imposto sobre a Renda das Pessoas Físicas Mínimo (IRPFM), que afetará 141,4 mil pessoas.


Veja na calculadora abaixo o que muda a depender do salário de cada pessoa

🔎A calculadora indica a redução do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 7.350 mensais, mas não considera a sobretaxa aplicada a quem recebe acima de R$ 50 mil por mês.

sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Quase 60% dos pacientes atendidos em Teresina são de outras cidades do PI e MA; FMS pede auxílio de R$ 69 mi

Presidente da Fundação Municipal de Saúde aponta que a capital gasta 35% de suas receitas com a saúde pública — 15% a mais que o previsto na Constituição.

A rede municipal de saúde de Teresina atende, atualmente, 58% de pacientes vindos de outras cidades do Piauí e do Maranhão, de acordo com a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano.

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Em entrevista à TV Clube nesta sexta-feira (1º), a presidente afirmou que a FMS está pedindo à Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) e ao Ministério da Saúde que aprovem uma resolução que destinaria R$ 69 milhões, todos os meses, como um incremento para a saúde pública da capital.

"Há a determinação [constitucional] de que o município deve investir 15% de todas as suas receitas com saúde, e Teresina gasta hoje 35% — 20% a mais. Temos um déficit comprovado e precisamos que o governo do Piauí e o ministério nos apoiem", disse Leopoldina.

Os pedidos foram feitos pela presidente, ao lado de um diagnóstico da rede municipal de saúde, em uma reunião na última quarta-feira (30) com o diretor do Fundo Nacional de Saúde (FNS), Darcio Guedes, em Brasília (DF).
Presidente da FMS se reúne com diretor do Fundo Nacional de Saúde em Brasília — Foto: Divulgação/FMS
Além de Leopoldina, a diretora-geral do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Aranucha Brito, também participou do encontro. O HUT oferece atendimentos de média e alta complexidade e é a principal referência para os pacientes da capital e de outros municípios.
Segundo a presidente da FMS, há uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde em 2024 que prevê o pagamento de uma quantia provisória de R$ 43 milhões para Teresina. No entanto, conforme ela, a pasta federal está priorizando as portarias assinadas este ano.

"O [diretor do FNS] Darcio disse que a orientação do ministério é não pagar nenhuma portaria do ano passado. Por isso solicitamos aos nossos parlamentares dialoguem com a Casa Civil para fazer esse incremento provisório, mas que atende às necessidades de Teresina", apontou.

Leopoldina se reuniu ainda com o prefeito de Timon (MA), Rafael Brito (PSB), para conversar sobre a atualização do acordo que define as responsabilidades entre as cidades vizinhas no custeio e organização dos atendimentos de urgência e emergência no HUT.

Quanto ao anúncio do Ministério da Saúde de que pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ser atendidos em hospitais e clínicas de planos particulares, a presidente da FMS explicou que o projeto ainda está em discussão.

"O ministério vai nos informar qual é o valor real do débito de cada plano e cada clínica para que a gente possa negociar e ter uma noção de quantos pacientes serão atendidos", completou.
Pacientes aguardam por atendimento na UPA do Promorar, em Teresina — Foto: Reprodução/TV Clube

Trump adia início de tarifas no Brasil e no mundo; mercados reagem

Alíquotas recíprocas reajustadas devem entrar em vigor no dia 7 de agosto; bolsas da Ásia e Europa operam em queda.
Na Ásia, por volta das 23h de Brasília, o índice acionário japonês Nikkei 225 recuava 0,43% • 22/02/2024 - REUTERS/Issei Kato/File Photo

Após repetir reiteradamente que o dia 1º de agosto seria o prazo final e inadiável para aplicação do tarifaço, o governo dos Estados Unidos jogou para semana que vem a data em que entrarão em vigor tarifas recíprocas reajustadas por Donald Trump.

Em ordem executiva assinada nesta quinta-feira (31), o republicano impôs alíquotas que variam de 10% a 41% a dezenas de países. O decreto pontua que as taxas entram em vigor sete dias após sua publicação, no dia 7 de agosto, próxima quinta-feira.

O Brasil aparece na lista com uma alíquota recíproca de 10%. Na véspera, quarta-feira (30), o republicano confirmou, já considerando esta taxa base, que iria subir em 40 pontos percentuais a tarifa aplicada contra os importados brasileiros, totalizando 50%.

O decreto desta quinta trata de reajustar as tarifas anunciadas pelo republicano em 2 de abril, que ficou conhecido como Dia da Libertação.

Uma semana mais tarde, porém, Trump anunciou uma pausa de 90 dias ao tarifaço para que os EUA pudessem negociar com seus parceiros comerciais.

O período foi marcado por uma escalada de tensão com a China; o vai e vem de tarifas contra o México e Canadá; acordos vagarosos com o Japão e a União Europeia; e ameaças a países que adotassem posturas anti-americanas, segundo Trump.


A princípio, o tarifaço voltaria a vigorar em sua plena magnitude no começo de julho. Naquela época, o republicano começou a sinalizar o andamento de algumas tratativas, novamente adiando a entrada em vigor das alíquotas.
Reação dos mercados globais

Como todo episódio de instabilidade provocado pela guerra comercial de Trump, este também abalou com o movimento dos mercados.

Na Ásia, por volta das 23h de Brasília, o índice acionário japonês Nikkei 225 recuava 0,43%. Na Coreia do Sul, o Kospi abriu em queda de 1,08%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caía 0,12%; enquanto o SSE Composite Index, de Shangai, tinha baixa de 0,08%. Em Taiwan, o mercado caiu mais de 1% durante a abertura.

Na Europa, as ações atingiram a mínima de três semanas nesta sexta-feira, ao final de uma semana movimentada, com os investidores preocupados com o impacto das tarifas dos EUA, incluindo uma taxa de 39% sobre a Suíça.

No dia, as ações do setor de saúde caíram 1,3% depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou cartas aos líderes de 17 grandes empresas farmacêuticas, incluindo a Novo Nordisk e a Sanofi, descrevendo como eles deveriam reduzir os preços dos medicamentos prescritos nos EUA.

A Novo Nordisk caiu 4,2%, atingindo a mínima de quase três anos, enquanto a Sanofi recuou 1%.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu quase 1% às 04h20, horário de Brasília, registrando queda pela terceira sessão consecutiva e a caminho de encerrar a semana no vermelho.

O índice de referência caiu 4,4% em relação ao pico de segunda-feira (28), quando ficou a apenas 1,8% da máxima histórica de março, impactado pela queda recorde das ações da Novo Nordisk após um alerta de lucro e enquanto os investidores avaliavam as implicações do acordo comercial entre EUA e UE.

O DAX, blue chip da Alemanha, caiu 1,1%, enquanto o OMXC, da Dinamarca, caiu 2,8%, atingindo a mínima em quase dois anos.

Entre as ações individuais, a italiana Campari foi a que mais subiu no índice Stoxx 600, valorizando-se 8,6% após reportar um aumento no lucro operacional do segundo trimestre.

A IAG, proprietária da British Airways, ganhou 2,1% após relatar lucros trimestrais melhores que o esperado devido à demanda contínua por rotas transatlânticas.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Diretores de departamentos da sede sul-americana são definidos

Segundo bloco de votações ocorreu nesta quinta (10), nos Estados Unidos, durante a 62ª Assembleia da Associação Geral.
Escolhidos pelos delegados sul-americanos irão liderar áreas como Ministério Jovem, ADRA e Ministério da Mulher durante o quinquênio de 2025 a 2030 (Foto: Anne Seixas)

Reunidos em um auditório ao lado do Dome at America’s Center, em St. Louis, Estados Unidos — onde acontece a 62ª Assembleia da Associação Geral — os delegados sul-americanos elegeram, nesta quinta-feira, 10 de julho, diretores de departamentos da Igreja Adventista para os oito países da América do Sul. Este foi o segundo bloco de votações.

Ontem, 9 de julho, foram eleitos dois vice-presidentes e os diretores da Associação Ministerial, de Comunicação, Educação e Mordomia Cristã. Veja abaixo os demais departamentos e suas lideranças aprovadas hoje.
Evangelismo e Missão Global – Rafael Rossi
Pastor Rafael Rossi, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Rafael Rossi nasceu em São Paulo. Formado em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), é pós-graduado em Aconselhamento e possui um MBA em Comunicação Corporativa. É mestre em Teologia Pastoral também pelo UNASP e doutor em Ministério pela Universidade Andrews.

Foi pastor distrital em Santo André e em Jacareí, no estado de São Paulo. Também atuou como evangelista e diretor do Ministério da Saúde da Associação Paulista do Vale, com sede em São José dos Campos, e evangelista da União Central Brasileira (UCB). Em 2012, foi escolhido para atuar como secretário ministerial associado. Posteriormente assumiu os departamentos de Comunicação, Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa. Também foi assistente da presidência, e desde novembro de 2021 é o diretor do departamento de Evangelismo para oito países sul-americanos e apresentador do programa Arena do Futuro e Descifrando el Futuro, na TV e Rádio Novo Tempo. É casado com a professora Ellen de Souza Rossi e juntos tem duas filhas: Giovana e Mariana.
Ministério Jovem e Música – Carlos Campitelli
Pastor Carlos Campitelli, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

de Paraná, Entre Ríos, na Argentina, Carlos Campitelli estudou na Universidade Adventista do Plata (UAP), onde se graduou em Teologia Pastoral, Educação Religiosa e Assistência Social.
Em 2010, concluiu o mestrado em Teologia Pastoral na Faculdade Adventista da Bahia (Uniaene). Já em 2016, tornou-se mestre em Liderança pela Universidade Andrews / Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). Em 2019, concluiu o MBA em Liderança com ênfase em Novas Gerações pela mesma instituição. Atualmente cursa o doutorado em Ministério e Liderança pela Universidade Andrews.
Começou seu ministério pastoral em Barreirinhas, Maranhão, Brasil. Em seguida, foi transferido para a capital, São Luís, onde também trabalhou como pastor distrital. Tornou-se diretor do Ministério Jovem e do departamento de Comunicação da Associação Maranhense, sede administrativa da Igreja Adventista para a região. Posteriormente, foi eleito para dirigir o Ministério Jovem da Associação Amazônia Ocidental. Em seguida, trabalhou como diretor do Ministério Jovem e Comunicação da União Nordeste Brasileira e da União Argentina.
No ano de 2015 assumiu o Ministério Jovem, departamento de Música e de Universitários Adventistas da sede sul-americana adventista. É casado com Lislei Freire, natural do Brasil, formada em Psicologia e Música pela Universidade Adventista do Plata.

Ministério de Publicações – Adilson Morais
Pastor Adilson Morais, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)


Adilson Rodrigues de Morais graduou-se em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, em 1995. Atuou como diretor do Ministério de Publicações na Associação Norte Paranaense, uma sede administrativa da Igreja Adventista, entre 1996 e 2000; na Associação Sul Paranaense entre 2000 e maio de 2002; na União Chilena de 2002 a 2007; e na União Centro-Oeste Brasileira de outubro de 2008 até 2012, quando foi votado para ser diretor associado do Ministério de Publicações da sede sul-americana adventista.
Em 2021, foi nomeado diretor do mesmo departamento para oito países sul-americanos. É casado com Edna Faleiro Morais, com quem tem três filhos: Lucas, Leonardo e Larissa
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Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA - América do Sul) – Rodrigo Cárcamo
Pastor Rodrigo Cárcamo, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

É licenciado em Teologia pela Universidade Adventista de Chile (Unach). Iniciou seu ministério em 2004 como capelão na Associação Metropolitana de Chile. Entre 2005 e 2009, atuou como pastor distrital na mesma sede, e de 2010 a 2012, foi diretor de departamento na mesma região.

Em 2013, tornou-se secretário-executivo da Missão Sul Metropolitana do Chile. De 2014 a 2016, serviu como diretor dos departamentos de Ministério Pessoal, Escola Sabatina, Pequenos Grupos, Evangelismo e Associação Ministerial na União Chilena, sede da Igreja Adventista para todo o país.

Entre 2016 e 2020, dirigiu a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) no Chile. Em 2020, assumiu a presidência da Missão Chilena do Pacífico. E desde setembro do ano passado era o presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o Uruguai.
Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA - Brasil) – Herbert Boger
Pastor Herbert Boger, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Herbert Boger Jr. é formado em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), mestre em Liderança pela Universidade Andrews e atualmente cursa o doutorado no mesmo programa e instituição. Atuou como pastor distrital nas cidades de Bento Gonçalves e no bairro Niterói, na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul.

Na Associação Sul-rio-grandense foi diretor do Ministério Jovem, Desbravadores, Aventureiros, Música e Comunicação, além de liderar o Ministério Pessoal, Escola Sabatina, Ministério da Criança, Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), Ministério da Família e Ministerial. Posteriormente, serviu como secretário-executivo e diretor de Comunicação da Associação Sul-Paranaense, onde também foi presidente por três anos.

Na sede sul-americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, foi ministerial associado, diretor de Mordomia Cristã e coordenador do projeto Missionários para o Mundo. Em 2018 assumiu a direção do Ministério Pessoal e da Ação Solidária Adventista, além de coordenar o atendimento da Escola Bíblica da Rede Novo Tempo. No ano de 2020, também assumiu a liderança dos departamentos de Escola Sabatina e Missão Global.

É casado com Elizabete Boger, com quem tem dois filhos: Herbert William e Elise Ane Boger.
Ministério Pessoal, Escola Sabatina e Ação Solidária Adventista (ASA) – Éber Nunes
Pastor Eber Nunes, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Eber Nunes nasceu na cidade de Contagem, estado de Minas Gerais, no Brasil. Formou-se em Teologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). Iniciou seu ministério em 2004 na Faculdade Adventista de Minas Gerais (Fadminas). Posteriormente se tornou pastor em inúmeros templos da Igreja Adventista no sul de Minas Gerais. Em 2011, passou a atuar como diretor do Ministério Pessoal, Evangelismo e Ação Solidária Adventista (ASA) no escritório adventista nessa mesma região.

Ainda atuou na região sul do Rio de Janeiro até 2015, quando integrou a equipe da União Sudeste Brasileira. Em julho de 2021, foi nomeado como presidente da Associação Espírito-Santense. Em novembro de 2022 tornou-se secretário-executivo e diretor de Comunicação da União Boliviana da Igreja Adventista, cargo que ocupou até agora. É casado com Giselle Nunes e pai de dois filhos: Pedro e Viviam.
Ministério dos Desbravadores e Ministério dos Aventureiros – Jeferson Silva
Pastor Jeferson Silva, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

É graduado em Telecomunicações pelo Instituto Federal de Educação Tecnológica da Paraíba e em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). Foi missionário no Japão, capelão no Colégio Adventista de Campo Limpo, no interior de São Paulo, e pastor de Jovens da igreja central de Sorocaba. Também pastoreou o distrito de Itu e foi diretor de Desbravadores e Aventureiros da Associação Paulista Sudoeste.

Até o momento era o diretor do Ministério de Desbravadores e Aventureiros para o estado de São Paulo. É casado com a professora Monize Diniz Silva, graduada em Letras e Pedagogia, com quem tem dois filhos: Jefinho e Alice.
Ministério da Criança e Ministério do Adolescente – Glaucia Korkischko
Glaucia Korkischko, eleita para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)
Glaucia Clara Korkischko é educadora, mestre em Educação e especialista em Psicopedagogia. Durante 23 anos foi professora, orientadora educacional, coordenadora pedagógica, diretora escolar e pesquisadora em Sistemas de Avaliação.
Exerceu essas funções na Associação Norte Paranaense, na Associação Planalto Central e em 2018 assumiu o Ministério da Criança e Ministério do Adolescente para a América do Sul. Também é realizada como mãe de dois queridos moços: João Victor e João Pedro.
Ministério da Mulher e Área Feminina da Associação Ministerial (AFAM) – Jeanete Lima
Jeanete Lima, eleita para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Jeanete de Souza Pinto é formada em Pedagogia e tem pós-graduação em Aconselhamento Familiar e Educacional. Atualmente cursa o mestrado em Teologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). Iniciou sua carreira na Educação Adventista em 1991 como professora e passou pelos cargos de orientadora educacional e coordenadora pedagógica no Rio de Janeiro, Distrito Federal e Paraná durante 16 anos.

Em 2005, assumiu o Ministério da Criança e do Adolescente na Associação Sul Paranaense. Em 2010, liderou mulheres e famílias ministeriais no Rio de Janeiro, e em 2014 atuou como secretária do departamento de Saúde e Família da sede sul-americana adventista.

Já no ano de 2015 tornou-se diretora dos departamentos de Educação e Saúde na União Boliviana. Em 2018, esteve à frente do Ministério da Criança e Ministério do Adolescente no Espírito Santo. Posteriormente, assumiu o Ministério da Mulher na mesma região.

Em 2021, foi nomeada diretora do Ministério da Mulher e Área Feminina da Associação Ministerial (AFAM) da sede sul-americana adventista. É casada com o pastor Luis Mário de Souza Pinto e mãe do psicólogo Matheus de Souza Pinto.
Ministério da Família e Ministério Adventista das Possibilidades (MAP) – Alacy Barbosa
Pastor Alacy Barbosa, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Alacy Barbosa concluiu a licenciatura em Pedagogia e o bacharelado em Teologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho. Também possui pós-graduação em Relações Humanas pelo Instituto Hoyler.

Foi professor em Manaus, diretor de escolas em Mato Grosso e em São Paulo. Liderou o departamento de Educação e Ministério da Família na Associação Paulista Sul. Além de suas funções institucionais, ministra cursos para casais e famílias, além de oferecer assessoria para a Rede Adventista de Educação no Brasil e no exterior. Foi diretor-geral do Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Hortolândia.

Em 2015 foi nomeado para servir como diretor do Ministério da Família na sede sul-americana adventista. Em 2020, assumiu, também, o Ministério Adventista das Possibilidades. É casado com a pedagoga Maria Cristina Barbosa, e pai de Emily Christine Barbosa.

Reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (Salt) e Espírito de Profecia - Jônatas de Mattos Leal
Pastor Jônatas Leal, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

É bacharel em Teologia pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (SALT), onde também concluiu o mestrado intracorpus em Teologia. Posteriormente, obteve o título de mestre em Ciências da Religião pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Concluiu o doutorado em Religião pela Universidade Andrews, nos Estados Unidos.

Até então atuava como professor de Línguas Bíblicas e Antigo Testamento no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia do Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste (Uniaene) em Cachoeira, Bahia. Seus interesses acadêmicos se concentram nas áreas de religião, exegese bíblica e teologia.
Testamentos e Legados – Edson Medeiros
Pastor Edson Medeiros, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Natural de Curitiba, no Paraná, é bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Luterana do Brasil e pós-graduado em Administração Financeira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). É mestre em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Tem experiência na área de Administração Geral e Financeira, com ênfase em Educação, principalmente nos seguintes temas: Análise de Custo, Gestão Educacional e Análise de Risco. Iniciou seu serviço à Igreja Adventista na Associação Sul-Rio-Grandense, sede administrativa da denominação para o Sul do Estado, na área de contabilidade.

Posteriormente, trabalhou na Associação Sul Paranaense como diretor financeiro. Ocupou o mesmo cargo na Casa Publicadora Brasileira (CPB) durante oito anos. Atuou por três anos como diretor financeiro da União Sul Brasileira, escritório responsável pelas atividades da Igreja no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esteve na mesma função na União Central Brasileira, sede adventista para o Estado de São Paulo, por outros três anos.

Foi diretor-geral da Casa Publicadora Brasileira de novembro de 2021 a maio de 2024, quando foi eleito como diretor financeiro da sede da Igreja para oito países da América do Sul, a Divisão Sul-Americana. Na 62ª Assembleia da Associação Geral, ele foi aprovado para um novo período nesta função. Casado com Zuleica Reis de Medeiros, o casal tem dois filhos: Edson e Marcos.

Ministério da Saúde – Carlos Gill
Pastor Carlos Gill, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)
Formado em Teologia, Carlos Gill tem um mestrado na mesma área e atualmente faz estudos na área pastoral clínica nos Estados Unidos. Em sua trajetória, foi pastor sênior de distritos pastorais e diretor do Ministério Jovem, evangelista, entre outras departamentos da IgrejaAdventista do Sétimo Dia em várias regiões na Argentina.
Foi o presidente da sede administrativa da Igreja Adventista para a Argentina, atuou na área de apoio aos pastores no Brasil na Associação Planalto Central (APlaC) e como diretor de capelania do centro médico Kettering Health Hamilton, nos Estados Unidos. Em agosto de 2024 foi nomeado diretor espiritual da Adventist Health, com sede em Brasília. Além do Ministério da Saúde, Carlos Gill também foi eleito ontem para conduzir a Associação Ministerial da sede sul-americana adventista.
Acompanhe a transmissão e os conteúdos deste encontro global da Igreja Adventista do Sétimo Dia no site exclusivo para a cobertura do encontro, com conteúdos produzidos pela Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN), Adventist News Network (ANN), Revista Adventista em português (CPB), Revista Adventista em espanhol (ACES), e Rádio, Web e TV Novo Tempo. Para acessar a página, clique aqui.

 

 


Identidade, missão, métodos e discipulado: mensagem do presidente mundial

Sermão do pastor Erton Köhler, no dia 12 de julho, sábado, apontou para diversos conceitos importantes relacionados ao cumprimento da missão.
Köhler em sua mensagem sabática aos milhares de participantes da 62ª Assembleia da Associação Geral. (Foto: Elsie Tjeransen).

As mensagens públicas de um líder sempre expressam muito do seu próprio entendimento sobre a organização e sua relação com o mundo ao redor. Por isso, uma importante atenção merece ser dada às palavras proferidas pelo presidente da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pastor Erton Köhler, em seu segundo sermão na assembleia mundial da organização, encerrada neste sábado, 12 de julho, em Saint Louis, EUA. O primeiro sermão, no sábado dia 5, foi preparado quando era secretário-executivo da denominação. Já o segundo, como ele mesmo disse, foi desenvolvido depois que foi eleito como novo presidente mundial.

A mensagem apresentada foi baseada no capítulo 24 do evangelho de Mateus. Uma escolha bastante singular, pois se trata de um trecho considerado profético nos livros dedicados à biografia de Jesus. Köhler ressaltou basicamente três aspectos que, conforme seu ministério indica, norteiam a forma como enxerga a condução de uma igreja com mais de 23 milhões de membros registrados e que atuam em mais de 180 mil congregações em 212 países.
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Identidade é algo que se mantém forte no discurso do novo presidente. Há uma preocupação da liderança adventista em reafirmar os princípios que fundamentam a ação adventista ao redor do mundo. O adventismo sempre se manteve fiel ao que originalmente o constituiu como movimento religioso. E o pastor Köhler frisou que “podemos ajustar os métodos, mas nunca mudar nossa mensagem baseada na Bíblia. Nossos métodos e estratégias precisam ser reorientados para alcançar as áreas e os grupos étnicos mais desafiadores em todo o mundo”.

Cumprir com a missão
Outra expressão que ecoa aos ouvidos abertos à mensagem do presidente eleito é a necessidade de se pensar no cumprimento da missão como prioridade máxima da vida do cristão adventista. “Nossa igreja só será fortalecida para a missão se a missão for a prioridade de nossas iniciativas, reuniões, pessoal e recursos”, pregou Köhler aos milhares de adventistas presentes no America’s Center Convention Complex, e outros tantos que acompanhavam a transmissão em diferentes idiomas.

O líder explicou que o texto de Mateus 24, apesar de conter vários indicativos de crises e catástrofes prenunciando a volta de Jesus, convida a uma reflexão sobre a esperança. E essa esperança está alicerçada principalmente em um reavivamento espiritual acompanhado de uma prática missionária real entre as pessoas reavivadas.

Métodos
Conhecido pelo apreço por uma comunicação missional e estratégica, Erton Köhler considera a necessidade de diferentes metodologias para se alcançar o objetivo de pregar o evangelho a todos. No sermão, mencionou indiretamente o uso de modernos recursos digitais e um profundo interesse em expandir a mensagem bíblica a etnias, culturas e grupos acentuadamente diferentes do contexto cristão.

“Uma igreja comprometida com a distribuição de literatura, que desempenha um papel profético, utilizando as mais recentes tecnologias para alcançar as pessoas onde elas estão, sem barreiras, e capaz de comunicar a mensagem às mentes aceleradas dos nossos dias”, afirmou.

Discipulado
Evidentemente, a ênfase no discurso do presidente mundial adventista está ancorada na ideia de que a missão implica um processo de discipulado forte e consistente. Köhler, inclusive, fez questão de destacar a importância do ato de fazer discípulos como uma premissa indispensável na vida da igreja; ou seja, as pessoas precisam vivenciar essa experiência do discipulado aplicado e não apenas se contentar em assistir a programas religiosos.

Para ele, a missão não é opcional e nem deve ser esquecida com outras distrações. Uma mensagem bastante contundente e objetiva que promete ser uma tônica nos próximos anos.


quinta-feira, 17 de julho de 2025

Casa Branca rebate Lula e diz que Trump 'não está tentando ser o imperador do mundo'

Porta-voz americana fez críticas ao Brasil em áreas como meio ambiente e propriedade intelectual e citou investigação contra o país. Fala responde entrevista de Lula à imprensa americana.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante coletiva de imprensa em 17 de julho de 2025 — Foto: REUTERS/Nathan Howard

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quinta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "não está tentando ser o imperador do mundo". A declaração foi uma resposta a uma fala do presidente Lula (PT) divulgada pela imprensa americana mais cedo.

Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional, Lula afirmou que não quer ser refém dos Estados Unidos e que busca liberdade para o comércio internacional. O presidente disse ainda que Trump não foi eleito para ser "imperador do mundo".

Leavitt foi questionada sobre a declaração de Lula durante uma coletiva de imprensa com jornalistas na Casa Branca. A porta-voz afirmou que Trump é um líder forte e com influência global.

"O presidente certamente não está tentando ser o imperador do mundo. Ele é um presidente forte dos Estados Unidos da América e também é o líder do mundo livre. E vimos uma grande mudança em todo o globo por causa da liderança firme deste presidente", disse Leavitt.

Ainda sobre o Brasil, a porta-voz comentou a carta enviada por Trump a Lula com o anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Ela também mencionou a investigação comercial em andamento contra o país em um órgão do governo norte-americano.

Segundo Leavitt, as regulações digitais do Brasil e a "fraca proteção à propriedade intelectual" prejudicam empresas americanas de tecnologia e inovação.

"Além disso, a tolerância do país com o desmatamento ilegal e outras práticas ambientais coloca os produtores, fabricantes, agricultores e pecuaristas americanos — que seguem padrões ambientais melhores — em desvantagem competitiva", disse.

Leavitt disse ainda que as medidas adotadas por Trump são voltadas ao interesse do povo americano.

Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, Lula afirmou que Trump tem demonstrado falta de interesse em negociar e age como se pudesse impor tarifas livremente a outros países. Segundo o presidente, apesar das diferenças com o americano, ele não o vê como um político de extrema-direita, e sim como o presidente eleito para representar o povo dos Estados Unidos.

Durante a conversa, Lula comentou as tarifas anunciadas por Trump sobre produtos brasileiros — de até 50%. O governo dos EUA justificou a medida dizendo que o país enfrenta um déficit comercial com o Brasil. No entanto, os dados oficiais mostram o contrário: os Estados Unidos registram superávit comercial com o Brasil desde 2009.

Lula disse ainda que, quando foi informado sobre a carta de Trump, achou que era uma “fake news”. Ele afirmou que o governo brasileiro dará uma resposta “no momento certo”.

Apesar da tensão, Lula disse que ainda não vê uma crise nas relações com Washington e destacou o histórico de laços positivos entre os dois países.

"O Brasil gosta de negociar em paz. É assim que eu ajo, e acho que é assim que todos os presidentes deveriam agir. E penso o mesmo sobre o presidente Trump, que o Brasil é um aliado histórico dos EUA. O Brasil valoriza as relações econômicas que tem com os EUA, mas o Brasil não aceitará nada imposto a ele de outro país. Aceitamos negociação, e não imposição."

Questionado sobre o pronunciamento que fará em rede nacional na noite desta quinta, Lula se limitou a dizer que vai falar ao povo brasileiro o que está pensando "sobre tudo isso".

segunda-feira, 12 de maio de 2025

O novo papa e as profecias do Apocalipse

Como entender corretamente o que ocorrerá, à luz da Bíblia, e ter segurança nos planos divinos
Compreender cenários proféticos - e o papel do papado - exige um atento estudo do texto bíblico (Foto: Shutterstoc
O falecimento do cardeal Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, ocorrido neste 21 de abril, naturalmente alimenta especulações proféticas. Em círculos cristãos, sobretudo entre estudiosos das profecias de Daniel e de Apocalipse, muitos questionam se um evento dessa dimensão estaria relacionado ao cumprimento de sinais do fim.

Historicamente, o papado demonstra continuidade institucional desde muito antes de 1929. Limitar a contagem de pontífices ao século XX ignora períodos chaves da formação do poder político-religioso de Roma, como o declínio do Império Romano e o surgimento da instituição papal como autoridade central no Ocidente. Portanto, ao abordar o falecimento do papa Francisco, deve-se ter em vista um processo histórico em curso, não um “salto profético” isolado.

Na teologia católica, afirma-se que a primazia do bispo de Roma remonta ao apóstolo Pedro, considerado o “primeiro papa”. A análise puramente bíblica, porém, não sustenta que Jesus tenha delegado a Pedro (e a sucessores) um governo universal incontestável sobre toda a cristandade. A famosa declaração “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mateus 16:18) deve ser entendida como referência à confissão de Pedro de que Jesus é o Messias, e não como a entronização de um líder infalível e supremo.

Com o passar dos séculos, entretanto, a Igreja de Roma acumulou poderes temporais e espirituais, reconhecidos em diversos concílios, sobretudo em meio ao vácuo político deixado pela queda do Império Romano. Em vários momentos, a ênfase na tradição gerou atrito com cristãos que defendem a centralidade das Escrituras (Sola Scriptura). A Reforma Protestante e o movimento adventista, por exemplo, buscaram devolver à Bíblia a posição de principal e infalível padrão de fé e prática.
Clareza profética

Quando um pontífice falece e começa o conclave para escolher seu sucessor, é comum que cristãos de diferentes denominações perguntem se ali estaria se cumprindo alguma fase final das profecias de Daniel e Apocalipse. Vale lembrar, porém, que apontar cada novo papa como o “último” costuma resultar em previsões com datas marcadas e depois desacreditadas. O que a profecia realmente questiona não é um indivíduo específico, mas o sistema que ele representa. Aquele que, ao longo da história, reivindica autoridade acima das Escrituras, em contraste com o ideal protestante e bíblico de que a Palavra de Deus é a regra suprema da fé.

Apocalipse 17 retrata uma figura feminina, a “grande prostituta”, sentada sobre uma besta escarlate, símbolo de um poder religioso apóstata, em oposição à “mulher pura” de Apocalipse 12, que representa o povo fiel de Deus. Na literatura bíblica, a mulher pura é a noiva de Cristo, ou seja, a verdadeira Igreja, enquanto a prostituta representa um sistema que abandonou a fidelidade ao Evangelho. É exatamente essa “Babilônia mística”, com suas doutrinas falsas, seu sincretismo e sua influência política, que o livro de Apocalipse denuncia como “caiu, caiu” (Apocalipse 14:8; 18:2).

O capítulo 17 introduz imagens fortes, como a “grande prostituta”, que embriaga as nações com o “vinho” de suas falsas doutrinas, seduzindo multidões que se deixam levar por uma religiosidade separada das Escrituras. Esse vinho se refere a ensinos como a substituição do batismo por imersão pelo batismo por aspersão, a ideia de uma alma imortal que vive consciente após a morte, a mudança do sábado bíblico para o domingo e a compreensão de um inferno em tormento eterno. Todos esses pontos, ao longo da história, foram gradualmente se firmando no imaginário cristão pela tradição, porém não encontram sólido respaldo bíblico quando analisados integralmente.

A profecia descreve também três poderes se unindo para reunir o mundo na batalha do Armagedom: o Dragão (Satanás e as religiões não cristãs ou seculares que se opõem à Bíblia), a Besta do Mar (identificada como o papado medieval que reviveu após sua “ferida” histórica) e a Besta da Terra ou Falso Profeta (protestantismo apostatado que corrobora práticas e ensinos divorciados da Palavra de Deus). Esses enganos demoníacos, segundo Apocalipse 16:13-16, culminariam num grande confronto, em que sinais e prodígios sobrenaturais, tanto em religiões não cristãs quanto dentro do cristianismo, procurariam legitimar práticas contrárias à vontade divina.

A palavra de ordem de Deus, em meio a essa confusão religiosa, é clara: “Sai dela, povo meu” (Apocalipse 18:4). Assim como uma criança que, em plena madrugada, corre para o quarto dos pais em busca de proteção, precisamos encontrar abrigo seguro na Palavra de Deus diante das trevas espirituais que se intensificam. Babilônia representa todo sistema que se afasta do testemunho bíblico e do caráter divino revelado nos Dez Mandamentos. Deus, porém, tem filhos sinceros espalhados em diferentes denominações e crenças (Apocalipse 18:4-5). Seu chamado amoroso não é para permanecermos em tais erros, mas para sairmos e abraçarmos plenamente a verdade.
Olhar voltado às Escrituras

O cristão que estuda a Bíblia é convidado a evitar sensacionalismos sobre contagens papais e interpretações estritamente cronológicas de Apocalipse 17, para não perder de vista o verdadeiro significado profético. Em vez disso, precisa reconhecer o papel histórico e sociopolítico do papado, sem ignorar as controvérsias decorrentes de exaltar tradições acima das Escrituras. A tentação de impor moralidade por meio de leis ou convenções político-religiosas não se coaduna com o espírito do Evangelho, pois o chamado divino é à conversão pessoal e à obediência voluntária, não à coerção política.

Ao mesmo tempo, esse compromisso com a Palavra implica acatar todo o Decálogo, inclusive o quarto mandamento sobre o sábado do sétimo dia, muitas vezes esquecido ou substituído por tradição humana. Equilibrar graça e lei é fundamental. Deus, em Sua bondade, oferece perdão e restauração, mas convida Seu povo a um estilo de vida coerente com Seus princípios. Se a Bíblia, e não a tradição, é o critério supremo, é preciso submeter cada doutrina ou milagre ao crivo das Escrituras (Isaías 8:20).

É imprescindível reiterar que o desenrolar final dos acontecimentos não depende de um único pontífice, mas do conjunto de poderes religiosos e políticos que se erguerão para desafiar a soberania divina. Por isso, a Igreja Adventista do Sétimo Dia convoca todos a voltarem-se para o “Assim diz o Senhor”, confiando na graça redentora de Cristo e sendo fortalecidos para obedecer a toda a vontade de Deus. Essa obediência, longe de ser legalismo, expressa amor e gratidão ao Criador e Redentor.

Seja qual for a mudança no cenário geopolítico e eclesiástico, incluindo a morte de figuras notórias ou a eleição de novos líderes, as orientações bíblicas permanecem firmes: “Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade” (Tiago 2:12). Em Apocalipse, encontramos também um grito divino que rompe a escuridão: “Sai dela, povo meu” (Apocalipse 18:4). No plano espiritual, Cristo vem até nós, dizendo: “É hora de partir, venha, pois o lar seguro é por aqui.”

Li um poema intitulado Come Along Daddy (Venha Comigo, Papai), que descreve, de maneira comovente, a urgência desse chamado. Nele, uma menina de nome Sally sacrifica a própria vida ao tentar incessantemente conduzir o pai bêbado para fora da escuridão. Numa noite fria, ela o chama mais uma vez: “Vamos, papai, nossa casa é por aqui!” mas, já enfraquecida pela enfermidade que tinha, acaba caindo na neve antes de alcançar a segurança e morre.

Somente na manhã seguinte, o pai, agora sóbrio, se depara com a cena que escancara a gravidade de seu erro. Sally arriscou tudo nesse apelo, do mesmo modo que Deus nos convida a abandonar a “Babilônia” das falsas doutrinas e da religiosidade vazia, lembrando-nos de que, ao fim, só haverá dois grupos: os que persistem no engano e aqueles que, pela graça de Cristo, atendem ao chamado divino.

Portanto, diante de qualquer incerteza, seja na sucessão papal ou nas mudanças políticas e religiosas do mundo, a posição cristã mais segura é agarrar-se à revelação bíblica e ao convite de Deus. É tempo de levantar a voz, de proclamar a verdade presente e de viver em fidelidade ao Senhor que, em sua infinita misericórdia, chama cada filho a sair das trevas e da confusão espiritual, conduzindo-nos à luz de Sua Palavra, na esperança do reino eterno que Ele prometeu estabelecer quando voltar.

Alguns recorrem à chamada “teoria dos sete papas”, iniciada em 1929, sugerindo que cada pontífice teria um papel cronológico específico em Apocalipse 17. Contudo, a interpretação bíblica e profética aponta que esse capítulo não delimita um número fixo de papas a partir do Tratado de Latrão (1929), mas, sim, descreve poderes e reinos que atravessam séculos. A Palavra de Deus ultrapassa qualquer tentativa de atribuir datas exatas para o fim do mundo ou de encaixar cada papa em supostas listas definidas.

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