sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Quase 60% dos pacientes atendidos em Teresina são de outras cidades do PI e MA; FMS pede auxílio de R$ 69 mi

Presidente da Fundação Municipal de Saúde aponta que a capital gasta 35% de suas receitas com a saúde pública — 15% a mais que o previsto na Constituição.

A rede municipal de saúde de Teresina atende, atualmente, 58% de pacientes vindos de outras cidades do Piauí e do Maranhão, de acordo com a presidente da Fundação Municipal de Saúde (FMS), Leopoldina Cipriano.

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Em entrevista à TV Clube nesta sexta-feira (1º), a presidente afirmou que a FMS está pedindo à Secretaria de Saúde do Piauí (Sesapi) e ao Ministério da Saúde que aprovem uma resolução que destinaria R$ 69 milhões, todos os meses, como um incremento para a saúde pública da capital.

"Há a determinação [constitucional] de que o município deve investir 15% de todas as suas receitas com saúde, e Teresina gasta hoje 35% — 20% a mais. Temos um déficit comprovado e precisamos que o governo do Piauí e o ministério nos apoiem", disse Leopoldina.

Os pedidos foram feitos pela presidente, ao lado de um diagnóstico da rede municipal de saúde, em uma reunião na última quarta-feira (30) com o diretor do Fundo Nacional de Saúde (FNS), Darcio Guedes, em Brasília (DF).
Presidente da FMS se reúne com diretor do Fundo Nacional de Saúde em Brasília — Foto: Divulgação/FMS
Além de Leopoldina, a diretora-geral do Hospital de Urgência de Teresina (HUT), Aranucha Brito, também participou do encontro. O HUT oferece atendimentos de média e alta complexidade e é a principal referência para os pacientes da capital e de outros municípios.
Segundo a presidente da FMS, há uma portaria assinada pelo Ministério da Saúde em 2024 que prevê o pagamento de uma quantia provisória de R$ 43 milhões para Teresina. No entanto, conforme ela, a pasta federal está priorizando as portarias assinadas este ano.

"O [diretor do FNS] Darcio disse que a orientação do ministério é não pagar nenhuma portaria do ano passado. Por isso solicitamos aos nossos parlamentares dialoguem com a Casa Civil para fazer esse incremento provisório, mas que atende às necessidades de Teresina", apontou.

Leopoldina se reuniu ainda com o prefeito de Timon (MA), Rafael Brito (PSB), para conversar sobre a atualização do acordo que define as responsabilidades entre as cidades vizinhas no custeio e organização dos atendimentos de urgência e emergência no HUT.

Quanto ao anúncio do Ministério da Saúde de que pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ser atendidos em hospitais e clínicas de planos particulares, a presidente da FMS explicou que o projeto ainda está em discussão.

"O ministério vai nos informar qual é o valor real do débito de cada plano e cada clínica para que a gente possa negociar e ter uma noção de quantos pacientes serão atendidos", completou.
Pacientes aguardam por atendimento na UPA do Promorar, em Teresina — Foto: Reprodução/TV Clube

Trump adia início de tarifas no Brasil e no mundo; mercados reagem

Alíquotas recíprocas reajustadas devem entrar em vigor no dia 7 de agosto; bolsas da Ásia e Europa operam em queda.
Na Ásia, por volta das 23h de Brasília, o índice acionário japonês Nikkei 225 recuava 0,43% • 22/02/2024 - REUTERS/Issei Kato/File Photo

Após repetir reiteradamente que o dia 1º de agosto seria o prazo final e inadiável para aplicação do tarifaço, o governo dos Estados Unidos jogou para semana que vem a data em que entrarão em vigor tarifas recíprocas reajustadas por Donald Trump.

Em ordem executiva assinada nesta quinta-feira (31), o republicano impôs alíquotas que variam de 10% a 41% a dezenas de países. O decreto pontua que as taxas entram em vigor sete dias após sua publicação, no dia 7 de agosto, próxima quinta-feira.

O Brasil aparece na lista com uma alíquota recíproca de 10%. Na véspera, quarta-feira (30), o republicano confirmou, já considerando esta taxa base, que iria subir em 40 pontos percentuais a tarifa aplicada contra os importados brasileiros, totalizando 50%.

O decreto desta quinta trata de reajustar as tarifas anunciadas pelo republicano em 2 de abril, que ficou conhecido como Dia da Libertação.

Uma semana mais tarde, porém, Trump anunciou uma pausa de 90 dias ao tarifaço para que os EUA pudessem negociar com seus parceiros comerciais.

O período foi marcado por uma escalada de tensão com a China; o vai e vem de tarifas contra o México e Canadá; acordos vagarosos com o Japão e a União Europeia; e ameaças a países que adotassem posturas anti-americanas, segundo Trump.


A princípio, o tarifaço voltaria a vigorar em sua plena magnitude no começo de julho. Naquela época, o republicano começou a sinalizar o andamento de algumas tratativas, novamente adiando a entrada em vigor das alíquotas.
Reação dos mercados globais

Como todo episódio de instabilidade provocado pela guerra comercial de Trump, este também abalou com o movimento dos mercados.

Na Ásia, por volta das 23h de Brasília, o índice acionário japonês Nikkei 225 recuava 0,43%. Na Coreia do Sul, o Kospi abriu em queda de 1,08%. Já o Hang Seng, de Hong Kong, caía 0,12%; enquanto o SSE Composite Index, de Shangai, tinha baixa de 0,08%. Em Taiwan, o mercado caiu mais de 1% durante a abertura.

Na Europa, as ações atingiram a mínima de três semanas nesta sexta-feira, ao final de uma semana movimentada, com os investidores preocupados com o impacto das tarifas dos EUA, incluindo uma taxa de 39% sobre a Suíça.

No dia, as ações do setor de saúde caíram 1,3% depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, enviou cartas aos líderes de 17 grandes empresas farmacêuticas, incluindo a Novo Nordisk e a Sanofi, descrevendo como eles deveriam reduzir os preços dos medicamentos prescritos nos EUA.

A Novo Nordisk caiu 4,2%, atingindo a mínima de quase três anos, enquanto a Sanofi recuou 1%.

O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu quase 1% às 04h20, horário de Brasília, registrando queda pela terceira sessão consecutiva e a caminho de encerrar a semana no vermelho.

O índice de referência caiu 4,4% em relação ao pico de segunda-feira (28), quando ficou a apenas 1,8% da máxima histórica de março, impactado pela queda recorde das ações da Novo Nordisk após um alerta de lucro e enquanto os investidores avaliavam as implicações do acordo comercial entre EUA e UE.

O DAX, blue chip da Alemanha, caiu 1,1%, enquanto o OMXC, da Dinamarca, caiu 2,8%, atingindo a mínima em quase dois anos.

Entre as ações individuais, a italiana Campari foi a que mais subiu no índice Stoxx 600, valorizando-se 8,6% após reportar um aumento no lucro operacional do segundo trimestre.

A IAG, proprietária da British Airways, ganhou 2,1% após relatar lucros trimestrais melhores que o esperado devido à demanda contínua por rotas transatlânticas.

sexta-feira, 18 de julho de 2025

Diretores de departamentos da sede sul-americana são definidos

Segundo bloco de votações ocorreu nesta quinta (10), nos Estados Unidos, durante a 62ª Assembleia da Associação Geral.
Escolhidos pelos delegados sul-americanos irão liderar áreas como Ministério Jovem, ADRA e Ministério da Mulher durante o quinquênio de 2025 a 2030 (Foto: Anne Seixas)

Reunidos em um auditório ao lado do Dome at America’s Center, em St. Louis, Estados Unidos — onde acontece a 62ª Assembleia da Associação Geral — os delegados sul-americanos elegeram, nesta quinta-feira, 10 de julho, diretores de departamentos da Igreja Adventista para os oito países da América do Sul. Este foi o segundo bloco de votações.

Ontem, 9 de julho, foram eleitos dois vice-presidentes e os diretores da Associação Ministerial, de Comunicação, Educação e Mordomia Cristã. Veja abaixo os demais departamentos e suas lideranças aprovadas hoje.
Evangelismo e Missão Global – Rafael Rossi
Pastor Rafael Rossi, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Rafael Rossi nasceu em São Paulo. Formado em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), é pós-graduado em Aconselhamento e possui um MBA em Comunicação Corporativa. É mestre em Teologia Pastoral também pelo UNASP e doutor em Ministério pela Universidade Andrews.

Foi pastor distrital em Santo André e em Jacareí, no estado de São Paulo. Também atuou como evangelista e diretor do Ministério da Saúde da Associação Paulista do Vale, com sede em São José dos Campos, e evangelista da União Central Brasileira (UCB). Em 2012, foi escolhido para atuar como secretário ministerial associado. Posteriormente assumiu os departamentos de Comunicação, Assuntos Públicos e Liberdade Religiosa. Também foi assistente da presidência, e desde novembro de 2021 é o diretor do departamento de Evangelismo para oito países sul-americanos e apresentador do programa Arena do Futuro e Descifrando el Futuro, na TV e Rádio Novo Tempo. É casado com a professora Ellen de Souza Rossi e juntos tem duas filhas: Giovana e Mariana.
Ministério Jovem e Música – Carlos Campitelli
Pastor Carlos Campitelli, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

de Paraná, Entre Ríos, na Argentina, Carlos Campitelli estudou na Universidade Adventista do Plata (UAP), onde se graduou em Teologia Pastoral, Educação Religiosa e Assistência Social.
Em 2010, concluiu o mestrado em Teologia Pastoral na Faculdade Adventista da Bahia (Uniaene). Já em 2016, tornou-se mestre em Liderança pela Universidade Andrews / Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). Em 2019, concluiu o MBA em Liderança com ênfase em Novas Gerações pela mesma instituição. Atualmente cursa o doutorado em Ministério e Liderança pela Universidade Andrews.
Começou seu ministério pastoral em Barreirinhas, Maranhão, Brasil. Em seguida, foi transferido para a capital, São Luís, onde também trabalhou como pastor distrital. Tornou-se diretor do Ministério Jovem e do departamento de Comunicação da Associação Maranhense, sede administrativa da Igreja Adventista para a região. Posteriormente, foi eleito para dirigir o Ministério Jovem da Associação Amazônia Ocidental. Em seguida, trabalhou como diretor do Ministério Jovem e Comunicação da União Nordeste Brasileira e da União Argentina.
No ano de 2015 assumiu o Ministério Jovem, departamento de Música e de Universitários Adventistas da sede sul-americana adventista. É casado com Lislei Freire, natural do Brasil, formada em Psicologia e Música pela Universidade Adventista do Plata.

Ministério de Publicações – Adilson Morais
Pastor Adilson Morais, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)


Adilson Rodrigues de Morais graduou-se em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho, em 1995. Atuou como diretor do Ministério de Publicações na Associação Norte Paranaense, uma sede administrativa da Igreja Adventista, entre 1996 e 2000; na Associação Sul Paranaense entre 2000 e maio de 2002; na União Chilena de 2002 a 2007; e na União Centro-Oeste Brasileira de outubro de 2008 até 2012, quando foi votado para ser diretor associado do Ministério de Publicações da sede sul-americana adventista.
Em 2021, foi nomeado diretor do mesmo departamento para oito países sul-americanos. É casado com Edna Faleiro Morais, com quem tem três filhos: Lucas, Leonardo e Larissa
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Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA - América do Sul) – Rodrigo Cárcamo
Pastor Rodrigo Cárcamo, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

É licenciado em Teologia pela Universidade Adventista de Chile (Unach). Iniciou seu ministério em 2004 como capelão na Associação Metropolitana de Chile. Entre 2005 e 2009, atuou como pastor distrital na mesma sede, e de 2010 a 2012, foi diretor de departamento na mesma região.

Em 2013, tornou-se secretário-executivo da Missão Sul Metropolitana do Chile. De 2014 a 2016, serviu como diretor dos departamentos de Ministério Pessoal, Escola Sabatina, Pequenos Grupos, Evangelismo e Associação Ministerial na União Chilena, sede da Igreja Adventista para todo o país.

Entre 2016 e 2020, dirigiu a Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) no Chile. Em 2020, assumiu a presidência da Missão Chilena do Pacífico. E desde setembro do ano passado era o presidente da Igreja Adventista do Sétimo Dia para o Uruguai.
Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA - Brasil) – Herbert Boger
Pastor Herbert Boger, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Herbert Boger Jr. é formado em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP), mestre em Liderança pela Universidade Andrews e atualmente cursa o doutorado no mesmo programa e instituição. Atuou como pastor distrital nas cidades de Bento Gonçalves e no bairro Niterói, na cidade de Canoas, no Rio Grande do Sul.

Na Associação Sul-rio-grandense foi diretor do Ministério Jovem, Desbravadores, Aventureiros, Música e Comunicação, além de liderar o Ministério Pessoal, Escola Sabatina, Ministério da Criança, Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA), Ministério da Família e Ministerial. Posteriormente, serviu como secretário-executivo e diretor de Comunicação da Associação Sul-Paranaense, onde também foi presidente por três anos.

Na sede sul-americana da Igreja Adventista do Sétimo Dia, foi ministerial associado, diretor de Mordomia Cristã e coordenador do projeto Missionários para o Mundo. Em 2018 assumiu a direção do Ministério Pessoal e da Ação Solidária Adventista, além de coordenar o atendimento da Escola Bíblica da Rede Novo Tempo. No ano de 2020, também assumiu a liderança dos departamentos de Escola Sabatina e Missão Global.

É casado com Elizabete Boger, com quem tem dois filhos: Herbert William e Elise Ane Boger.
Ministério Pessoal, Escola Sabatina e Ação Solidária Adventista (ASA) – Éber Nunes
Pastor Eber Nunes, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Eber Nunes nasceu na cidade de Contagem, estado de Minas Gerais, no Brasil. Formou-se em Teologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). Iniciou seu ministério em 2004 na Faculdade Adventista de Minas Gerais (Fadminas). Posteriormente se tornou pastor em inúmeros templos da Igreja Adventista no sul de Minas Gerais. Em 2011, passou a atuar como diretor do Ministério Pessoal, Evangelismo e Ação Solidária Adventista (ASA) no escritório adventista nessa mesma região.

Ainda atuou na região sul do Rio de Janeiro até 2015, quando integrou a equipe da União Sudeste Brasileira. Em julho de 2021, foi nomeado como presidente da Associação Espírito-Santense. Em novembro de 2022 tornou-se secretário-executivo e diretor de Comunicação da União Boliviana da Igreja Adventista, cargo que ocupou até agora. É casado com Giselle Nunes e pai de dois filhos: Pedro e Viviam.
Ministério dos Desbravadores e Ministério dos Aventureiros – Jeferson Silva
Pastor Jeferson Silva, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

É graduado em Telecomunicações pelo Instituto Federal de Educação Tecnológica da Paraíba e em Teologia pelo Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). Foi missionário no Japão, capelão no Colégio Adventista de Campo Limpo, no interior de São Paulo, e pastor de Jovens da igreja central de Sorocaba. Também pastoreou o distrito de Itu e foi diretor de Desbravadores e Aventureiros da Associação Paulista Sudoeste.

Até o momento era o diretor do Ministério de Desbravadores e Aventureiros para o estado de São Paulo. É casado com a professora Monize Diniz Silva, graduada em Letras e Pedagogia, com quem tem dois filhos: Jefinho e Alice.
Ministério da Criança e Ministério do Adolescente – Glaucia Korkischko
Glaucia Korkischko, eleita para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)
Glaucia Clara Korkischko é educadora, mestre em Educação e especialista em Psicopedagogia. Durante 23 anos foi professora, orientadora educacional, coordenadora pedagógica, diretora escolar e pesquisadora em Sistemas de Avaliação.
Exerceu essas funções na Associação Norte Paranaense, na Associação Planalto Central e em 2018 assumiu o Ministério da Criança e Ministério do Adolescente para a América do Sul. Também é realizada como mãe de dois queridos moços: João Victor e João Pedro.
Ministério da Mulher e Área Feminina da Associação Ministerial (AFAM) – Jeanete Lima
Jeanete Lima, eleita para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Jeanete de Souza Pinto é formada em Pedagogia e tem pós-graduação em Aconselhamento Familiar e Educacional. Atualmente cursa o mestrado em Teologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo (UNASP). Iniciou sua carreira na Educação Adventista em 1991 como professora e passou pelos cargos de orientadora educacional e coordenadora pedagógica no Rio de Janeiro, Distrito Federal e Paraná durante 16 anos.

Em 2005, assumiu o Ministério da Criança e do Adolescente na Associação Sul Paranaense. Em 2010, liderou mulheres e famílias ministeriais no Rio de Janeiro, e em 2014 atuou como secretária do departamento de Saúde e Família da sede sul-americana adventista.

Já no ano de 2015 tornou-se diretora dos departamentos de Educação e Saúde na União Boliviana. Em 2018, esteve à frente do Ministério da Criança e Ministério do Adolescente no Espírito Santo. Posteriormente, assumiu o Ministério da Mulher na mesma região.

Em 2021, foi nomeada diretora do Ministério da Mulher e Área Feminina da Associação Ministerial (AFAM) da sede sul-americana adventista. É casada com o pastor Luis Mário de Souza Pinto e mãe do psicólogo Matheus de Souza Pinto.
Ministério da Família e Ministério Adventista das Possibilidades (MAP) – Alacy Barbosa
Pastor Alacy Barbosa, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Alacy Barbosa concluiu a licenciatura em Pedagogia e o bacharelado em Teologia no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp), campus Engenheiro Coelho. Também possui pós-graduação em Relações Humanas pelo Instituto Hoyler.

Foi professor em Manaus, diretor de escolas em Mato Grosso e em São Paulo. Liderou o departamento de Educação e Ministério da Família na Associação Paulista Sul. Além de suas funções institucionais, ministra cursos para casais e famílias, além de oferecer assessoria para a Rede Adventista de Educação no Brasil e no exterior. Foi diretor-geral do Centro Universitário Adventista de São Paulo, campus Hortolândia.

Em 2015 foi nomeado para servir como diretor do Ministério da Família na sede sul-americana adventista. Em 2020, assumiu, também, o Ministério Adventista das Possibilidades. É casado com a pedagoga Maria Cristina Barbosa, e pai de Emily Christine Barbosa.

Reitor do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (Salt) e Espírito de Profecia - Jônatas de Mattos Leal
Pastor Jônatas Leal, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

É bacharel em Teologia pelo Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (SALT), onde também concluiu o mestrado intracorpus em Teologia. Posteriormente, obteve o título de mestre em Ciências da Religião pela Universidade Católica de Pernambuco (UNICAP). Concluiu o doutorado em Religião pela Universidade Andrews, nos Estados Unidos.

Até então atuava como professor de Línguas Bíblicas e Antigo Testamento no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia do Centro Universitário Adventista de Ensino do Nordeste (Uniaene) em Cachoeira, Bahia. Seus interesses acadêmicos se concentram nas áreas de religião, exegese bíblica e teologia.
Testamentos e Legados – Edson Medeiros
Pastor Edson Medeiros, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)

Natural de Curitiba, no Paraná, é bacharel em Ciências Contábeis pela Universidade Luterana do Brasil e pós-graduado em Administração Financeira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). É mestre em Administração pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR).

Tem experiência na área de Administração Geral e Financeira, com ênfase em Educação, principalmente nos seguintes temas: Análise de Custo, Gestão Educacional e Análise de Risco. Iniciou seu serviço à Igreja Adventista na Associação Sul-Rio-Grandense, sede administrativa da denominação para o Sul do Estado, na área de contabilidade.

Posteriormente, trabalhou na Associação Sul Paranaense como diretor financeiro. Ocupou o mesmo cargo na Casa Publicadora Brasileira (CPB) durante oito anos. Atuou por três anos como diretor financeiro da União Sul Brasileira, escritório responsável pelas atividades da Igreja no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Esteve na mesma função na União Central Brasileira, sede adventista para o Estado de São Paulo, por outros três anos.

Foi diretor-geral da Casa Publicadora Brasileira de novembro de 2021 a maio de 2024, quando foi eleito como diretor financeiro da sede da Igreja para oito países da América do Sul, a Divisão Sul-Americana. Na 62ª Assembleia da Associação Geral, ele foi aprovado para um novo período nesta função. Casado com Zuleica Reis de Medeiros, o casal tem dois filhos: Edson e Marcos.

Ministério da Saúde – Carlos Gill
Pastor Carlos Gill, eleito para o quinquênio de 2025-2030. (Foto: Divulgação)
Formado em Teologia, Carlos Gill tem um mestrado na mesma área e atualmente faz estudos na área pastoral clínica nos Estados Unidos. Em sua trajetória, foi pastor sênior de distritos pastorais e diretor do Ministério Jovem, evangelista, entre outras departamentos da IgrejaAdventista do Sétimo Dia em várias regiões na Argentina.
Foi o presidente da sede administrativa da Igreja Adventista para a Argentina, atuou na área de apoio aos pastores no Brasil na Associação Planalto Central (APlaC) e como diretor de capelania do centro médico Kettering Health Hamilton, nos Estados Unidos. Em agosto de 2024 foi nomeado diretor espiritual da Adventist Health, com sede em Brasília. Além do Ministério da Saúde, Carlos Gill também foi eleito ontem para conduzir a Associação Ministerial da sede sul-americana adventista.
Acompanhe a transmissão e os conteúdos deste encontro global da Igreja Adventista do Sétimo Dia no site exclusivo para a cobertura do encontro, com conteúdos produzidos pela Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN), Adventist News Network (ANN), Revista Adventista em português (CPB), Revista Adventista em espanhol (ACES), e Rádio, Web e TV Novo Tempo. Para acessar a página, clique aqui.

 

 


Identidade, missão, métodos e discipulado: mensagem do presidente mundial

Sermão do pastor Erton Köhler, no dia 12 de julho, sábado, apontou para diversos conceitos importantes relacionados ao cumprimento da missão.
Köhler em sua mensagem sabática aos milhares de participantes da 62ª Assembleia da Associação Geral. (Foto: Elsie Tjeransen).

As mensagens públicas de um líder sempre expressam muito do seu próprio entendimento sobre a organização e sua relação com o mundo ao redor. Por isso, uma importante atenção merece ser dada às palavras proferidas pelo presidente da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, pastor Erton Köhler, em seu segundo sermão na assembleia mundial da organização, encerrada neste sábado, 12 de julho, em Saint Louis, EUA. O primeiro sermão, no sábado dia 5, foi preparado quando era secretário-executivo da denominação. Já o segundo, como ele mesmo disse, foi desenvolvido depois que foi eleito como novo presidente mundial.

A mensagem apresentada foi baseada no capítulo 24 do evangelho de Mateus. Uma escolha bastante singular, pois se trata de um trecho considerado profético nos livros dedicados à biografia de Jesus. Köhler ressaltou basicamente três aspectos que, conforme seu ministério indica, norteiam a forma como enxerga a condução de uma igreja com mais de 23 milhões de membros registrados e que atuam em mais de 180 mil congregações em 212 países.
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Identidade é algo que se mantém forte no discurso do novo presidente. Há uma preocupação da liderança adventista em reafirmar os princípios que fundamentam a ação adventista ao redor do mundo. O adventismo sempre se manteve fiel ao que originalmente o constituiu como movimento religioso. E o pastor Köhler frisou que “podemos ajustar os métodos, mas nunca mudar nossa mensagem baseada na Bíblia. Nossos métodos e estratégias precisam ser reorientados para alcançar as áreas e os grupos étnicos mais desafiadores em todo o mundo”.

Cumprir com a missão
Outra expressão que ecoa aos ouvidos abertos à mensagem do presidente eleito é a necessidade de se pensar no cumprimento da missão como prioridade máxima da vida do cristão adventista. “Nossa igreja só será fortalecida para a missão se a missão for a prioridade de nossas iniciativas, reuniões, pessoal e recursos”, pregou Köhler aos milhares de adventistas presentes no America’s Center Convention Complex, e outros tantos que acompanhavam a transmissão em diferentes idiomas.

O líder explicou que o texto de Mateus 24, apesar de conter vários indicativos de crises e catástrofes prenunciando a volta de Jesus, convida a uma reflexão sobre a esperança. E essa esperança está alicerçada principalmente em um reavivamento espiritual acompanhado de uma prática missionária real entre as pessoas reavivadas.

Métodos
Conhecido pelo apreço por uma comunicação missional e estratégica, Erton Köhler considera a necessidade de diferentes metodologias para se alcançar o objetivo de pregar o evangelho a todos. No sermão, mencionou indiretamente o uso de modernos recursos digitais e um profundo interesse em expandir a mensagem bíblica a etnias, culturas e grupos acentuadamente diferentes do contexto cristão.

“Uma igreja comprometida com a distribuição de literatura, que desempenha um papel profético, utilizando as mais recentes tecnologias para alcançar as pessoas onde elas estão, sem barreiras, e capaz de comunicar a mensagem às mentes aceleradas dos nossos dias”, afirmou.

Discipulado
Evidentemente, a ênfase no discurso do presidente mundial adventista está ancorada na ideia de que a missão implica um processo de discipulado forte e consistente. Köhler, inclusive, fez questão de destacar a importância do ato de fazer discípulos como uma premissa indispensável na vida da igreja; ou seja, as pessoas precisam vivenciar essa experiência do discipulado aplicado e não apenas se contentar em assistir a programas religiosos.

Para ele, a missão não é opcional e nem deve ser esquecida com outras distrações. Uma mensagem bastante contundente e objetiva que promete ser uma tônica nos próximos anos.


quinta-feira, 17 de julho de 2025

Casa Branca rebate Lula e diz que Trump 'não está tentando ser o imperador do mundo'

Porta-voz americana fez críticas ao Brasil em áreas como meio ambiente e propriedade intelectual e citou investigação contra o país. Fala responde entrevista de Lula à imprensa americana.
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, durante coletiva de imprensa em 17 de julho de 2025 — Foto: REUTERS/Nathan Howard

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou nesta quinta-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, "não está tentando ser o imperador do mundo". A declaração foi uma resposta a uma fala do presidente Lula (PT) divulgada pela imprensa americana mais cedo.

Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional, Lula afirmou que não quer ser refém dos Estados Unidos e que busca liberdade para o comércio internacional. O presidente disse ainda que Trump não foi eleito para ser "imperador do mundo".

Leavitt foi questionada sobre a declaração de Lula durante uma coletiva de imprensa com jornalistas na Casa Branca. A porta-voz afirmou que Trump é um líder forte e com influência global.

"O presidente certamente não está tentando ser o imperador do mundo. Ele é um presidente forte dos Estados Unidos da América e também é o líder do mundo livre. E vimos uma grande mudança em todo o globo por causa da liderança firme deste presidente", disse Leavitt.

Ainda sobre o Brasil, a porta-voz comentou a carta enviada por Trump a Lula com o anúncio de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros importados pelos EUA. Ela também mencionou a investigação comercial em andamento contra o país em um órgão do governo norte-americano.

Segundo Leavitt, as regulações digitais do Brasil e a "fraca proteção à propriedade intelectual" prejudicam empresas americanas de tecnologia e inovação.

"Além disso, a tolerância do país com o desmatamento ilegal e outras práticas ambientais coloca os produtores, fabricantes, agricultores e pecuaristas americanos — que seguem padrões ambientais melhores — em desvantagem competitiva", disse.

Leavitt disse ainda que as medidas adotadas por Trump são voltadas ao interesse do povo americano.

Em entrevista à jornalista Christiane Amanpour, Lula afirmou que Trump tem demonstrado falta de interesse em negociar e age como se pudesse impor tarifas livremente a outros países. Segundo o presidente, apesar das diferenças com o americano, ele não o vê como um político de extrema-direita, e sim como o presidente eleito para representar o povo dos Estados Unidos.

Durante a conversa, Lula comentou as tarifas anunciadas por Trump sobre produtos brasileiros — de até 50%. O governo dos EUA justificou a medida dizendo que o país enfrenta um déficit comercial com o Brasil. No entanto, os dados oficiais mostram o contrário: os Estados Unidos registram superávit comercial com o Brasil desde 2009.

Lula disse ainda que, quando foi informado sobre a carta de Trump, achou que era uma “fake news”. Ele afirmou que o governo brasileiro dará uma resposta “no momento certo”.

Apesar da tensão, Lula disse que ainda não vê uma crise nas relações com Washington e destacou o histórico de laços positivos entre os dois países.

"O Brasil gosta de negociar em paz. É assim que eu ajo, e acho que é assim que todos os presidentes deveriam agir. E penso o mesmo sobre o presidente Trump, que o Brasil é um aliado histórico dos EUA. O Brasil valoriza as relações econômicas que tem com os EUA, mas o Brasil não aceitará nada imposto a ele de outro país. Aceitamos negociação, e não imposição."

Questionado sobre o pronunciamento que fará em rede nacional na noite desta quinta, Lula se limitou a dizer que vai falar ao povo brasileiro o que está pensando "sobre tudo isso".

segunda-feira, 12 de maio de 2025

O novo papa e as profecias do Apocalipse

Como entender corretamente o que ocorrerá, à luz da Bíblia, e ter segurança nos planos divinos
Compreender cenários proféticos - e o papel do papado - exige um atento estudo do texto bíblico (Foto: Shutterstoc
O falecimento do cardeal Jorge Mario Bergoglio, o papa Francisco, ocorrido neste 21 de abril, naturalmente alimenta especulações proféticas. Em círculos cristãos, sobretudo entre estudiosos das profecias de Daniel e de Apocalipse, muitos questionam se um evento dessa dimensão estaria relacionado ao cumprimento de sinais do fim.

Historicamente, o papado demonstra continuidade institucional desde muito antes de 1929. Limitar a contagem de pontífices ao século XX ignora períodos chaves da formação do poder político-religioso de Roma, como o declínio do Império Romano e o surgimento da instituição papal como autoridade central no Ocidente. Portanto, ao abordar o falecimento do papa Francisco, deve-se ter em vista um processo histórico em curso, não um “salto profético” isolado.

Na teologia católica, afirma-se que a primazia do bispo de Roma remonta ao apóstolo Pedro, considerado o “primeiro papa”. A análise puramente bíblica, porém, não sustenta que Jesus tenha delegado a Pedro (e a sucessores) um governo universal incontestável sobre toda a cristandade. A famosa declaração “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja” (Mateus 16:18) deve ser entendida como referência à confissão de Pedro de que Jesus é o Messias, e não como a entronização de um líder infalível e supremo.

Com o passar dos séculos, entretanto, a Igreja de Roma acumulou poderes temporais e espirituais, reconhecidos em diversos concílios, sobretudo em meio ao vácuo político deixado pela queda do Império Romano. Em vários momentos, a ênfase na tradição gerou atrito com cristãos que defendem a centralidade das Escrituras (Sola Scriptura). A Reforma Protestante e o movimento adventista, por exemplo, buscaram devolver à Bíblia a posição de principal e infalível padrão de fé e prática.
Clareza profética

Quando um pontífice falece e começa o conclave para escolher seu sucessor, é comum que cristãos de diferentes denominações perguntem se ali estaria se cumprindo alguma fase final das profecias de Daniel e Apocalipse. Vale lembrar, porém, que apontar cada novo papa como o “último” costuma resultar em previsões com datas marcadas e depois desacreditadas. O que a profecia realmente questiona não é um indivíduo específico, mas o sistema que ele representa. Aquele que, ao longo da história, reivindica autoridade acima das Escrituras, em contraste com o ideal protestante e bíblico de que a Palavra de Deus é a regra suprema da fé.

Apocalipse 17 retrata uma figura feminina, a “grande prostituta”, sentada sobre uma besta escarlate, símbolo de um poder religioso apóstata, em oposição à “mulher pura” de Apocalipse 12, que representa o povo fiel de Deus. Na literatura bíblica, a mulher pura é a noiva de Cristo, ou seja, a verdadeira Igreja, enquanto a prostituta representa um sistema que abandonou a fidelidade ao Evangelho. É exatamente essa “Babilônia mística”, com suas doutrinas falsas, seu sincretismo e sua influência política, que o livro de Apocalipse denuncia como “caiu, caiu” (Apocalipse 14:8; 18:2).

O capítulo 17 introduz imagens fortes, como a “grande prostituta”, que embriaga as nações com o “vinho” de suas falsas doutrinas, seduzindo multidões que se deixam levar por uma religiosidade separada das Escrituras. Esse vinho se refere a ensinos como a substituição do batismo por imersão pelo batismo por aspersão, a ideia de uma alma imortal que vive consciente após a morte, a mudança do sábado bíblico para o domingo e a compreensão de um inferno em tormento eterno. Todos esses pontos, ao longo da história, foram gradualmente se firmando no imaginário cristão pela tradição, porém não encontram sólido respaldo bíblico quando analisados integralmente.

A profecia descreve também três poderes se unindo para reunir o mundo na batalha do Armagedom: o Dragão (Satanás e as religiões não cristãs ou seculares que se opõem à Bíblia), a Besta do Mar (identificada como o papado medieval que reviveu após sua “ferida” histórica) e a Besta da Terra ou Falso Profeta (protestantismo apostatado que corrobora práticas e ensinos divorciados da Palavra de Deus). Esses enganos demoníacos, segundo Apocalipse 16:13-16, culminariam num grande confronto, em que sinais e prodígios sobrenaturais, tanto em religiões não cristãs quanto dentro do cristianismo, procurariam legitimar práticas contrárias à vontade divina.

A palavra de ordem de Deus, em meio a essa confusão religiosa, é clara: “Sai dela, povo meu” (Apocalipse 18:4). Assim como uma criança que, em plena madrugada, corre para o quarto dos pais em busca de proteção, precisamos encontrar abrigo seguro na Palavra de Deus diante das trevas espirituais que se intensificam. Babilônia representa todo sistema que se afasta do testemunho bíblico e do caráter divino revelado nos Dez Mandamentos. Deus, porém, tem filhos sinceros espalhados em diferentes denominações e crenças (Apocalipse 18:4-5). Seu chamado amoroso não é para permanecermos em tais erros, mas para sairmos e abraçarmos plenamente a verdade.
Olhar voltado às Escrituras

O cristão que estuda a Bíblia é convidado a evitar sensacionalismos sobre contagens papais e interpretações estritamente cronológicas de Apocalipse 17, para não perder de vista o verdadeiro significado profético. Em vez disso, precisa reconhecer o papel histórico e sociopolítico do papado, sem ignorar as controvérsias decorrentes de exaltar tradições acima das Escrituras. A tentação de impor moralidade por meio de leis ou convenções político-religiosas não se coaduna com o espírito do Evangelho, pois o chamado divino é à conversão pessoal e à obediência voluntária, não à coerção política.

Ao mesmo tempo, esse compromisso com a Palavra implica acatar todo o Decálogo, inclusive o quarto mandamento sobre o sábado do sétimo dia, muitas vezes esquecido ou substituído por tradição humana. Equilibrar graça e lei é fundamental. Deus, em Sua bondade, oferece perdão e restauração, mas convida Seu povo a um estilo de vida coerente com Seus princípios. Se a Bíblia, e não a tradição, é o critério supremo, é preciso submeter cada doutrina ou milagre ao crivo das Escrituras (Isaías 8:20).

É imprescindível reiterar que o desenrolar final dos acontecimentos não depende de um único pontífice, mas do conjunto de poderes religiosos e políticos que se erguerão para desafiar a soberania divina. Por isso, a Igreja Adventista do Sétimo Dia convoca todos a voltarem-se para o “Assim diz o Senhor”, confiando na graça redentora de Cristo e sendo fortalecidos para obedecer a toda a vontade de Deus. Essa obediência, longe de ser legalismo, expressa amor e gratidão ao Criador e Redentor.

Seja qual for a mudança no cenário geopolítico e eclesiástico, incluindo a morte de figuras notórias ou a eleição de novos líderes, as orientações bíblicas permanecem firmes: “Falem e ajam como quem vai ser julgado pela lei da liberdade” (Tiago 2:12). Em Apocalipse, encontramos também um grito divino que rompe a escuridão: “Sai dela, povo meu” (Apocalipse 18:4). No plano espiritual, Cristo vem até nós, dizendo: “É hora de partir, venha, pois o lar seguro é por aqui.”

Li um poema intitulado Come Along Daddy (Venha Comigo, Papai), que descreve, de maneira comovente, a urgência desse chamado. Nele, uma menina de nome Sally sacrifica a própria vida ao tentar incessantemente conduzir o pai bêbado para fora da escuridão. Numa noite fria, ela o chama mais uma vez: “Vamos, papai, nossa casa é por aqui!” mas, já enfraquecida pela enfermidade que tinha, acaba caindo na neve antes de alcançar a segurança e morre.

Somente na manhã seguinte, o pai, agora sóbrio, se depara com a cena que escancara a gravidade de seu erro. Sally arriscou tudo nesse apelo, do mesmo modo que Deus nos convida a abandonar a “Babilônia” das falsas doutrinas e da religiosidade vazia, lembrando-nos de que, ao fim, só haverá dois grupos: os que persistem no engano e aqueles que, pela graça de Cristo, atendem ao chamado divino.

Portanto, diante de qualquer incerteza, seja na sucessão papal ou nas mudanças políticas e religiosas do mundo, a posição cristã mais segura é agarrar-se à revelação bíblica e ao convite de Deus. É tempo de levantar a voz, de proclamar a verdade presente e de viver em fidelidade ao Senhor que, em sua infinita misericórdia, chama cada filho a sair das trevas e da confusão espiritual, conduzindo-nos à luz de Sua Palavra, na esperança do reino eterno que Ele prometeu estabelecer quando voltar.

Alguns recorrem à chamada “teoria dos sete papas”, iniciada em 1929, sugerindo que cada pontífice teria um papel cronológico específico em Apocalipse 17. Contudo, a interpretação bíblica e profética aponta que esse capítulo não delimita um número fixo de papas a partir do Tratado de Latrão (1929), mas, sim, descreve poderes e reinos que atravessam séculos. A Palavra de Deus ultrapassa qualquer tentativa de atribuir datas exatas para o fim do mundo ou de encaixar cada papa em supostas listas definidas.

Delivery, carros elétricos, energia limpa, mineração: veja onde a China pretende investir R$ 27 bilhões no Brasil

Investimentos foram anunciados por Jorge Viana, presidente da ApexBrasil, após encontro entre empresários dos dois países em Pequim.

Antes de chegar à China, a comitiva brasileira visitou a Rússia, onde Lula se reuniu com o presidente Vladimir Putin e pediu um cessar-fogo na Ucrânia.

Segundo a Apex, os investimentos da China incluem:

R$ 6 bilhões da GAC, uma das maiores montadoras chinesas, para "expansão de suas operações" no Brasil;
R$ 5 bilhões da Meituan, plataforma chinesa de delivery que quer atuar no Brasil com o app "Keeta" e prevê gerar até 4 mil empregos diretos e 100 mil indiretos;
R$ 3 bilhões da estatal chinesa de energia nuclear CGN para construir um "hub" de energia renovável (eólica e solar) no Piauí;
até R$ 5 bilhões da Envision para construir um parque industrial "net-zero" (neutro em emissões de carbono), com foco em SAF (Combustível Sustentável de Aviação), hidrogênio verde e amônia verde. O primeiro da América Latina, segundo a Apex;
R$ 3,2 bilhões da rede de bebidas e sorvetes Mixue, que deve começar a operar no Brasil e espera gerar 25 mil empregos até 2030;
R$ 2,4 bilhões do grupo minerador Baiyin Nonferrous, que anunciou a compra da mina de cobre Serrote, em Alagoas.
a empresa DiDi, que opera no Brasil por meio da empresa de transporte 99, pretende expandir a operação no setor de delivery e pretende construir 10 mil pontos públicos de recarga para veículos elétricos;
a Longsys deve aportar R$ 650 milhões para ampliar a capacidade produtiva de fábricas de semicondutores em São Paulo e Amazonas;
a brasileira Nortec Química anunciou parceria com a Acebright, Aurisco e Goto Biopharm para construção de plataforma industrial de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) no Brasil, no valor de R$ 350 milhões;
a Apex também fechou parcerias para a promoção do café brasileiro com a Lickin Coffe, do cinema do Brasil com a Huaxia Film, e de produtos nacionais no varejo chinês com a Hotmaxx.

Lula viajou ao país acompanhado de 11 ministros e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de parlamentares, outras autoridades e cerca de 200 empresários. Nesta terça (13), Lula deve se reunir com o presidente chinês, Xi Jinping.

"Na última década, a China saltou da 14ª para a 5ª posição no ranking de investimento direto no Brasil. Trata-se do principal investidor asiático em nosso país, com estoque de mais de US$ 54 bilhões", citou Lula após evento com empresários na China.

E para além da questão comercial, falou também em "elevar o intercâmbio de turistas e ampliar as conexões aéreas entre os países".

"A China tem sido tratada, muitas vezes, como se fosse uma inimiga do comércio mundial quando, na verdade, a China está se comportando como um exemplo de país que está tentando fazer negócios com os países que foram esquecidos nos últimos 30 anos por muitos outros países. É importante a gente lembrar", continuou.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita aos carros da GWM. — Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República
Ampliação do comércio

A viagem de Lula à China foi pensada para fortalecer a negociação comercial entre os países. A China é o principal parceiro comercial do Brasil, e o governo brasileiro avalia que há espaço para ampliar as exportações para o país asiático.

A avaliação tem relação direta com a guerra comercial entre os Estados Unidos e os chineses. Ministros e empresários acreditam que o Brasil pode surgir como "alternativa" para parte dos produtos americanos importados pela China.
A ApexBrasil mapeou 400 oportunidades para ampliação dos negócios entre Brasil e China. As possibilidades estão espalhadas em uma série de setores, com especial destaque para o agronegócio.
A agenda dos empresários brasileiros na China prevê eventos voltados ao agro. Em um deles, associações vão inaugurar um escritório, em Pequim, para facilitar negociações para a exportação de carnes do Brasil ao mercado chinês.
Já o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que também integra a comitiva de Lula a Pequim, deve participar de encontros com autoridades. A pasta afirma que um dos objetivos da visita é a conclusão de um acordo para reduzir burocracias no registro de produtos biotecnológicos.
Ao longo da viagem de Lula à China, há expectativa de que os governos chinês e brasileiro assinem uma série de acordos bilaterais.
Parte dos anúncios ocorrerá após encontro com Xi Jinping, na terça-feira. Será a terceira vez que o petista e o líder chinês se encontram desde que o presidente brasileiro voltou ao Planalto em 2023.
O cronograma da viagem prevê, ainda, a participação do presidente brasileiro em uma reunião com representantes da Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).

terça-feira, 22 de abril de 2025

A portas fechadas, funcionários do Vaticano iniciam despedida 'silenciosa' do papa Francisco

Corpo do pontífice está na capela da Casa Santa Marta, onde apenas funcionários da Igreja Católica tem acesso. Visitas públicas começarão na quarta-feira (23), na Basílica de São Pedro.

Funcionários do Vaticano iniciaram as despedidas ao papa Francisco a portas fechadas, nesta terça-feira (22). Trabalhadores e membros do clero estão autorizados a passar pela capela da Casa Santa Marta, onde está o corpo do pontífice.

Francisco morreu na segunda-feira (21), aos 88 anos. O papa foi vítima de um acidente vascular cerebral (AVC), seguido de um quadro de insuficiência cardíaca.

Dignitários e funcionários da Cidade do Vaticano são os primeiros a se despedir do papa. Isso inclui desde religiosos — como freiras, bispos e funcionários da cúpula — até jardineiros, bombeiros e médicos que trabalham para a Santa Sé.

Para a despedida, os funcionários precisam ir até a Casa Santa Marta, onde o papa morava, e aguardar em um saguão. Depois, eles são levados até a capela, onde dois guardas suíços fazem a escolta do corpo de Francisco.

O acesso é feito aos poucos, em pequenos grupos. Testemunhas ouvidas pela agência France Presse (AFP) disseram que todo o processo acontece em silêncio. Alguns funcionários se emocionam, enquanto outros fazem orações silenciosas em pé, ajoelhados ou sentados em um banco.

"Há um ambiente de acolhimento e de oração, mas para nós que o acompanhamos, parece irreal", disse à AFP uma leiga brasileira, que faz parte de um dicastério de Comunicação. Ela pediu para não ser identificada.

"Vivi sua eleição, acompanhei todo o seu pontificado, então não poderia deixar de estar aqui hoje, em Santa Marta, que é sua casa e também um pouco nossa", acrescentou. A mulher afirmou ainda que vive o momento "com muita gratidão".

Uma freira polonesa, que trabalha no hospital Umberto I, em Roma, disse que a pequena homenagem lhe trouxe "muita paz".

"Eu queria vir aqui sobretudo para agradecê-lo por tudo o que ele fez pela Igreja", afirmou, emocionada.

Além de funcionários, algumas autoridades também foram autorizadas a entrar na capela. Entre elas está o prefeito de Roma, Roberto Gualtieri, e o presidente da Itália, Sergio Mattarella.

Papa do povo
Com seu estilo humilde, o papa Francisco almoçava diariamente em um refeitório da Casa Santa Marta ao lado de funcionários e visitantes. Ele sempre cumprimentava quem passava pelo local.

"Sinto que é a família do papa, estas pessoas de Santa Marta e do Vaticano, que vieram homenageá-lo com muita gentileza", disse um membro de um dicastério, que foi à capela onde está o corpo de Francisco.

O homem também se lembrou de uma missa que o papa celebrou com funcionários do Vaticano.

"O que me impressionou foi que o papa se sentou em um dos bancos entre os fiéis. Encontrei esta proximidade do papa com seus primeiros colaboradores".

Fiéis de todo o mundo também poderão se despedir do papa em um velório aberto ao público. As visitas ao corpo serão realizadas de quarta-feira (23) até sexta-feira (25), na Basílica de São Pedro.

O funeral oficial será realizado no sábado (26), com a presença de chefes de Estado e monarcas.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Round 6 – a escassez da paz

Por que é importante que os cristãos falem mais sobre paz em tempos de tanta violência e descaso à dignidade humana? Especialmente a paz que vem de Deus.
Por Odailson Fonseca
A paz, tão apresentada em centenas de textos bíblicos, é a antítese do que muitos pregam hoje e do que algumas séries também retratam. (Foto: Shutterstock)

Ela bateu todos os recordes. Em 28 dias, mais de 111 milhões de lares consumiram seus episódios. Isso fez dela a série mais assistida da história da Netflix. Como só se fala nisso no streaming-space, trata de um assunto que nos leva a refletir. Estou falando de Round 6, uma k-série sul-coreana que transformou jogos infantis na luta pela sobrevivência. Sim, dos 456 participantes concorrendo ao prêmio de 200 milhões de reais (atualizado), nesta história sinistra, quem perde paga com a própria vida. E haja sangue cenográfico espirrando na tela!
Batatinha-frita 1, 2, 3...
Confesso que não assisti a toda a série. As cenas violentas, tentando fazer sinfonia de um massacre em cores vibrantes, afastaram meu interesse por este espetáculo do avesso. É um fenômeno que usa agressividade social como matéria-prima. Por isso, sinceramente, e sem fazer publicidade, desacredito merecer o tempo de quem tem mais para pensar, sonhar e testemunhar. Até porque para falar de um crocodilo não é preciso entrar no tanque com ele. E muitos já tratam do conteúdo desta série por diferentes ângulos.
No entanto, com tantos maratonistas-usuários no percurso do entretenimento digital, vale uma sinopse conceitual (sem spoiler) de Round 6. Aqui vai: é uma crítica pesadíssima ao descaso pela valorização humana em que a rivalidade gananciosa se deforma na luta mais sombria pela existência, além de destacar a desigualdade como combustível desumanizador carregado de orgulho, egoísmo e descaso com as “criaturas feitas à imagem de Deus” (Gênesis 1:26-28).
Nada novo debaixo do céu, concorda?
A verdade é que todo este conteúdo pode ser resumido numa única expressão: a escassez da paz. É isso! Por séculos e séculos, nossa sociedade adoecida continua refém da profecia pós-edênica “maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida” (Gênesis 3:17). Desde lá, o homem nunca mais teve plenitude de calma e sossego. Rastejamos em um cotidiano desidratado de tranquilidade solidária capaz de violentar a perfeição que o Criador carinhosamente repassou à sua obra-prima na criação. É a economia do desamor. Onde se gasta tempo fugindo da morte, tão inevitável quanto cada vez mais próxima.
Pessimismo? Apenas realismo saltando da tela para o nosso desjejum diário. “Os dias em que vivemos são solenes e importantes. O Espírito de Deus está, gradual, mas seguramente, sendo retirado da Terra. Pragas e juízos já estão caindo sobre os que desprezam a graça de Deus. As calamidades em terra e mar, as condições sociais agitadas, os rumores de guerra, são assombrosos. Prenunciam a proximidade de acontecimentos da maior importância”[1].
Na escassa felicidade garimpada por nós – sobreviventes – sobram tristes exemplos de solidão, vazio sem fim e agressividade tingindo nossas memórias de sangue de verdade. Além disso, a pandemia que nos distanciou, contribuiu ainda mais para o isolamento existencial de nossa raça decaída. Com o otimismo rarefeito, a Bíblia é super atual: “sabemos que somos de Deus e que o mundo todo está sob o poder do Maligno” (1 João 5:19). Este é o absolutismo do inimigo. Por isso, não escapo de uma citação de Manuel Castells, em seu livro Redes de Indignação e Esperança, quando afirma que “um mundo não violento não pode ser criado pela violência, muito menos pela violência revolucionária”[2]. Isso é forte e necessário! A não-violência é a verdadeira arma de combate ao totalitarismo opressor da significância.
Paz
Ultrapassando 400 citações bíblicas mencionando diretamente a importância da paz, necessitamos falar, pensar e mostrar este atributo do cristão em tempos de ausência. “O mesmo Senhor da paz vos dê sempre paz de toda maneira” (2 Tessalonicenses 3:16). Conseguiremos ser pacificadores genuínos?
“Na sociedade do desempenho é preciso poder fechar os olhos – ou o sujeito do desempenho se despedaça sob a coação de sempre ter de produzir mais desempenho”.[3] Será possível fechar os olhos em tempos de obsessão extrema na competição pelo pódio exclusivo? Faz-se necessária a reversão transformadora que só Deus é capaz de fazer.
“Deixo com vocês a paz. É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá. Não fiquem aflitos, nem tenham medo!” (João 14:27). Esse é o Round 7 de quem vai além da escassez da paz. Sem esperar o próximo, seja o pavio do bem detonando a revolução da serenidade, da plenitude, da solidariedade. Lembre-se de que só os pioneiros marcam as horas cheias! Que o melhor que está por vir comece desde já. Afinal, uma geração que consome violência de sobra precisa urgentemente rever seus conceitos. Há esperança antiavareza para o prêmio do verdadeiro sucesso. Que sucesso? “Sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança – é a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo” (Colossenses 3:24).
Entenda de uma vez que pacificadores são herdeiros do Reino, arautos do bem e “filhos de Deus” (Mateus 5:9). Promova a série profética de um Deus que está para voltar, maratonando na comunhão com Ele. O melhor está para vir e não haverá escassez de nada mais.

Trump diz não ver problema em envio de tropas de paz europeias para a Ucrânia e afirma que 'Putin aceitará'

Presidente dos EUA recebe o francês Emmanuel Macron na casa Branca nesta segunda-feira (24) para discutir a guerra no Leste Europeu.
Donald Trump recebe o presidente da França, Emmanuel Macron, na Casa Branca, em 24 de fevereiro de 2025 — Foto: Brian Snyder/Reuters
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (24) não ver problema em um eventual envio de tropas europeias de paz para a Ucrânia.
Trump, que disse já ter conversado por telefone com o presidente russo, Vladimir Putin, afirmou ainda que "Putin aceitará" a permanência dessas tropas em território ucraniano. O presidente americano deu as declarações ao lado do francês Emmanuel Macron, a quem recebeu para uma reunião na Casa Branca.

Ao longo da guerra da Ucrânia, que completou três anos nesta segunda, Putin disse diversas vezes que consideraria a presença de tropas do Ocidente na Ucrânia como uma declaração de guerra direta.
Neste caso, no entanto, as tropas europeias não lutariam ao lado de soldados de Kiev, mas seriam enviadas para manter a paz no país após um eventual fim da guerra. A intenção de não colocar soldados europeus no front, mas apenas como garantia para o encerramento dos combates, foi confirmada por Macron.
A declaração de Trump é feita dias após o presidente americano ter direcionado declarações ríspidas ao líder ucraniano, Volodymyr Zelensky. Na última quarta (19), Trump chamou Zelensky de "comediante modestamente bem-sucedido" e "ditador", além de fazer ameaças diretas.
Dois dias depois, ele afirmou que a presença de Zelensky na mesa de negociações não era muito importante: "Ele está lá há três anos. Ele faz com que seja muito difícil fechar acordos", afirmou, em uma entrevista.
Zelensky, por sua vez, acusou Trump de exigir US$ 500 bilhões em riquezas da Ucrânia em troca de apoio dos Estados Unidos. O presidente ucraniano afirmou ainda que não poderia vender o próprio país.
Representantes dos EUA e da Rússia chegaram a se reunir na Arábia Saudita para negociar o fim do conflito sem a presença de nenhuma autoridade ucraniana.

Reunião de emergência
No último dia 17, líderes europeus já haviam afirmado estar prontos para enviar tropas de paz para a Ucrânia após a assinatura de um acordo de paz entre Moscou e Kiev. O continente demonstrou preocupação com a aproximação entre Donald Trump e Vladimir Putin.
Os europeus defenderam aumentar o gasto militar para se proteger da ameaça expansionista da Rússia, após uma reunião de emergência realizada em Paris.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, disse estar "pronto e disposto" a enviar tropas britânicas para a Ucrânia como parte de um possível acordo de paz.
O presidente dos EUA, Donald Trump, surpreendeu os aliados europeus na Otan (aliança militar ocidental criada na Guerra Fria para frear a União Soviética) e na Ucrânia no início do mês passada quando anunciou que havia mantido uma ligação com Vladimir Putin sem consultá-los e que iniciaria um processo de paz.
No domingo (23), o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse estar disposto deixar o governo de seu país em troca de um fim da guerra na Ucrânia.
Zelensky também condicionou uma eventual saída do cargo à entrada da Ucrânia na Otan. Disse ainda que está disposto a uma saída imediata do cargo e que "não planejo estar no poder por décadas".

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2025

Como manter relações saudáveis em um mundo doente

Autocuidado, empatia e aceitação são pilares para o bom convívio com outras pessoasPor
 Por Karyne Correia | Brasil
O ser humano é sociável por natureza, e precisa conhecer os fundamentos para construir boas relações (Foto: Shutterstock)
Todos os dias, nos consultórios de Psicologia, ouvimos relatos de problemas nas relações interpessoais. As queixas vêm de casais, pais e filhos, pessoas vivendo em vínculos abusivos, entre outros casos. Mesmo aqueles problemas que não são relacionais, quase sempre derivam destes. E, na maior parte das vezes, a busca por ajuda acontece quando já há uma crise estabelecida. A verdade é que as pessoas estão doentes e adoecendo outras.

Criados para nos relacionarmos

Nós, humanos, somos serem relacionais. Fomos criados para interagir com outras pessoas. Diferentemente das tartarugas marinhas, por exemplo, cujos filhotes nascem sozinhos e precisam lidar por conta própria com as adversidades para sobreviver e prosperar, o bebê humano depende de cuidado e afeto, e é por meio dos relacionamentos que ele constrói sua personalidade, senso de identidade, crenças, valores e caráter.
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Um cérebro projetado para regular as emoções

Temos a necessidade de nos relacionarmos intimamente com pessoas, compartilhando sentimentos e pensamentos. Precisamos sentir que temos alguém com quem contar. Também carecemos de sentir-nos parte de um grupo, de algo maior que nós mesmos.

Nosso bem-estar é afetado por nossas relações. Se estas não são boas, sofremos emocional e até fisicamente. Pesquisadores verificaram que interações sociais pobres ou extremamente limitadas têm um efeito na mortalidade humana que se compara ao de fumar, e duas vezes maior que o da obesidade [1].

Estabelecendo relações saudáveis

Para nos relacionarmos bem com os outros, precisamos, primeiramente, nos relacionar bem conosco. Uma visão equilibrada e respeitosa sobre quem somos nos possibilita enxergar as demais pessoas da mesma forma. Mas se nossa autoestima está baixa, temos a tendência de considerar os outros como mais importantes que nós e entrar em relações abusivas.

A construção de bons vínculos também requer que sejamos capazes de ver o mundo sob a perspectiva dos outros. Ao passo que temos a nossa própria forma de pensar e interpretar as coisas, as demais pessoas têm a delas, e isso não significa, necessariamente, que elas estão erradas. Qualquer coisa pode ser vista por diversos ângulos. Ao exercitarmos o olhar empático, nos conectamos mais intensamente às pessoas e melhor compreendemos sua forma de sentir e agir.

Algumas pessoas entendem empatia como “sentir o que o outro sente”. Isto é impossível. Cada experiência é única. A empatia nos permite identificar-nos emocionalmente com o outro, não porque compartilhamos o que está sentindo, mas porque nos esforçamos para ver as coisas como vê o outro e compreender as suas emoções.

Também é preciso exercitar a aceitação. As pessoas não são, necessariamente, como gostaríamos que fossem. E elas têm o direito de serem assim. Aceitar não é concordar, mas permitir e respeitar, ao invés de resistir e tentar moldar.

Se tivermos um olhar equilibrado e respeitoso sobre nós mesmos, nos dispusermos a enxergar sob a perspectiva do outro, formos empáticos e exercitarmos a aceitação, construiremos relações saudáveis e saberemos deixar aquelas que são danosas.

Para finalizar, gostaria de acrescentar algo prático que tem um potencial imenso de melhorar nossas relações. O livro Mente, Caráter e Personalidade, volume 1, página 209, diz: "Amor igual ao de Cristo atribui a mais favorável das intenções aos motivos e atos dos outros. Não expõe desnecessariamente suas faltas; não ouve com avidez relatórios desfavoráveis, mas antes procura trazer à mente as boas qualidades dos outros". Por melhores que sejam nossos relacionamentos, eles não são perfeitos. Exercitar um amor semelhante ao de Cristo, que busca enxergar no outro o que há de melhor, nos ajuda a viver o melhor das nossas relações.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2025

Zenon Lopez Huanca

O que vemos hoje nos Estados com o forte movimento religioso que apoia Donald Trump não tem precedentes recentes na história do país, pelo menos não desde a época de Ellen White. Embora tenha havido momentos em que a religião influenciou a política, como durante a administração Ronald Reagan, o nível de envolvimento directo e de fusão aberta entre religião e política é hoje algo muito mais pronunciado e preocupante do ponto de vista profético.

Durante o mandato de Reagan, houve uma forte aliança com a chamada “Maioria Moral”, um movimento evangélico conservador que procurava influenciar as políticas do país, mas as circunstâncias eram diferentes. Reagan falava abertamente dos valores cristãos, mas a Igreja ainda não tinha o nível de influência que vemos hoje, onde os líderes religiosos têm acesso directo ao poder e procuram moldar a legislação de acordo com as suas crenças.

O atual movimento de apoio a Trump vai além da simples influência política; tornou-se uma causa quase messiânica, onde muitos o veem como um líder escolhido por Deus para restaurar a “grandeza espiritual” da nação. Isto levou a uma mistura perigosa de nacionalismo cristão, onde a identidade religiosa se entrelaça com a política de uma forma que lembra a profecia do Apocalipse sobre a imagem da besta – uma união entre a Igreja e o Estado que imporá normas religiosas pela força.

Ellen White advertiu que seria a apostasia nas igrejas que procuraria o apoio do governo civil, e hoje vemos quantas denominações estão dispostas a comprometer princípios a fim de obter influência política. Este é um sinal claro de que o caminho está preparado para a implementação de leis que, sob o pretexto de restaurar a moralidade, acabarão por impor falsos sistemas de culto, como a observância do domingo.

Como observadores da profecia, isto chama-nos a estarmos mais alertas do que nunca, a permanecermos fiéis aos princípios bíblicos e a partilharmos amorosamente a mensagem do terceiro anjo, convidando as pessoas a reconhecerem a verdade antes que seja tarde demais.

Apocalipse 13:11-17 – A imagem da besta

“Então vi outra besta saindo da terra; e ele tinha dois chifres como os de um cordeiro, mas falava como um dragão.” (v.11)

Esta profecia descreve os Estados Unidos (a besta que surge da terra) que, embora partindo de princípios de liberdade (“como um cordeiro”), acabará por falar “como um dragão”, isto é, exercerá a coerção. A formação da “imagem da besta” implica que este poder adotará características do papado, buscando a união da Igreja e do Estado para impor leis religiosas, como a observância do domingo.

2 Tessalonicenses 2:3-4 – A apostasia e o homem do pecado

“Não deixe ninguém te enganar de forma alguma; Porque isso não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia, e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe e se exalta contra tudo o que se chama Deus ou que é objeto de adoração...”

Paulo adverte que antes da segunda vinda de Cristo haverá uma grande apostasia dentro do Cristianismo, preparando o caminho para um poder que usurpará o lugar de Deus na terra. Esta apostasia manifesta-se quando as igrejas abandonam a verdade bíblica e procuram o apoio do poder civil para impor as suas crenças.

A Bíblia avisa-nos que nos últimos tempos haverá uma coligação entre religião e política que tentará impor a adoração falsa. A crescente influência dos movimentos religiosos na política americana hoje é um sinal claro de que estas profecias estão a ser cumpridas. Deus nos chama para sermos vigilantes, para nos apegarmos à Sua Palavra e para proclamarmos amorosamente a mensagem do terceiro anjo de Apocalipse 14, alertando o mundo sobre o perigo de adorar a besta e a sua imagem.

Quase 60% dos pacientes atendidos em Teresina são de outras cidades do PI e MA; FMS pede auxílio de R$ 69 mi

Presidente da Fundação Municipal de Saúde aponta que a capital gasta 35% de suas receitas com a saúde pública — 15% a mais que o previsto na...