domingo, 10 de abril de 2016

OUÇA A PALAVRA - Clipe Oficial VOX Quarteto


Jeferson Pillar - E se...


03. O Sermão do Monte: 9 a 16 de abril

03. O Sermão do Monte: 9 a 16 de abril

 

SÁBADO À TARDE (Ano Bíblico: 2Sm 22–24)

 

VERSO PARA MEMORIZAR: “Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da Sua doutrina; porque Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas” (Mt 7:28, 29).


Leituras da semana: Mt 5–7; Rm 7:7; Gn 15:6; Mq 6:6-8; Lc 6:36; Mt 13:44-52; Rm 8:5-10

No livro de Êxodo, vemos Deus tirar os filhos de Israel do Egito, “batizá-los” no Mar Vermelho, conduzi-los pelo deserto durante 40 anos, operar sinais e maravilhas e Se encontrar pessoalmente com eles no topo do monte, onde lhes deu a lei.

No livro de Mateus, vemos Jesus sair do Egito, ser batizado no rio Jordão, ir para o deserto durante 40 dias, operar sinais e maravilhas e Se encontrar pessoalmente com Israel no topo de um monte, onde ampliou aquela mesma lei. Jesus percorreu a história de Israel, tornou-Se Israel e todas as promessas da aliança foram cumpridas nEle.

O Sermão do Monte é a pregação mais poderosa de todos os tempos. Suas palavras influenciaram profundamente não só os ouvintes originais, mas a todos os que já ouviram suas mensagens transformadoras ao longo dos séculos.

Contudo, não devemos apenas ouvir esse sermão; precisamos também aplicá-lo. Nesta semana, além de estudar o que Jesus disse no Sermão do Monte (Mt 5–7), estudaremos o que Ele disse em Mateus 13 a respeito de aplicar Suas palavras à nossa vida.

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DOMINGO - Princípios e normas (Ano Bíblico: 1Rs 1, 2)

 

1. Faça uma leitura rápida do Sermão do Monte em Mateus 5–7. Resuma, nas linhas abaixo, o que mais se destaca em sua mente a respeito dele e o que ele diz a você.

Talvez nenhum outro discurso religioso na história da humanidade tenha atraído tanta atenção quanto a que tem sido devotada ao Sermão do Monte. Contudo, filósofos e ativistas de muitas perspectivas não cristãs que se recusaram a adorar Jesus admiraram Sua ética. No século vinte, Mahatma Gandhi foi o mais famoso devoto não cristão desse sermão” (Craig L. Blomberg, The New American Commentary: Matthew [O novo comentário americano: Mateus]. Nashville: B&H Publishing Group, 1992; v. 22, p. 93, 94).

Esse sermão tem sido visto de muitas maneiras diferentes. Alguns o veem como um padrão moral muito alto e inatingível, que nos coloca de joelhos e nos leva a reivindicar a justiça de Jesus como nossa única esperança de salvação, porque ficamos muito aquém do padrão divino revelado no Sermão do Monte. Outros o veem como um discurso de ética civil, um chamado ao pacifismo. Alguns veem nele o evangelho social, um chamado a trazer o reino de Deus à Terra pelo esforço humano.

Em certo sentido, provavelmente cada pessoa projeta algo de sua própria experiência nesse sermão, porque ele nos toca poderosamente em áreas cruciais de nossa vida; assim, todos nós reagimos a ele à nossa própria maneira. Ellen G. White escreveu: “No Sermão do Monte, [Jesus] procurou desfazer a obra da falsa educação, dando a Seus ouvintes um conceito exato de Seu reino, bem como de Seu próprio caráter. […] As verdades que ensinou não são menos importantes para nós que para a multidão que O seguia. Não menos do que eles necessitamos aprender os princípios fundamentais do reino de Deus” (O Desejado de Todas as Nações, p. 299).

Assim, acima de qualquer outra conotação dada ao Sermão do Monte, ele nos apresenta os princípios fundamentais do reino de Deus, nos diz o que Deus é como governante de Seu reino, e nos diz o que Ele deseja que sejamos como súditos do Seu reino. É um chamado radical para que deixemos os princípios e padrões dos transitórios reinos deste mundo e sigamos os preceitos e normas do único reino que existirá para sempre (Ver Dn 7:27).

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SEGUNDA - O sermão versus a lei (Ano Bíblico: 1Rs 3, 4)

  Alguns cristãos veem o Sermão do Monte como uma nova “lei de Cristo”, que substituiu a “lei de Deus”. Eles dizem que um sistema legalista foi então substituído por um sistema de graça, ou que a lei de Jesus é diferente da lei de Deus. Essas noções são concepções errôneas a respeito do Sermão do Monte.

2. O que os seguintes textos dizem sobre a lei e sobre a ideia de que os dez mandamentos foram substituídos pelo Sermão do Monte? Mt 5:17-19, 21, 22, 27, 28; ver também Tg 2:10, 11; Rm 7:7
Craig S. Keener escreveu: “A maioria dos judeus entendia os mandamentos no contexto da graça […]; em vista das exigências de Jesus quanto a uma prática maior da graça […], Ele sem dúvida apresentava as exigências do reino à luz da graça (ver Mt 6:12; Lc 11:4; Mc 11:25; Mt 6:14, 15; Mc 10:15). Nas narrativas dos evangelhos, Jesus abraça aqueles que se humilham e reconhecem o direito de Deus governar, mesmo que, na prática, fiquem aquém do alvo da perfeição moral (Mt 5:48). Mas a graça do reino, proclamada por Jesus, não era a graça sem obras de grande parte do cristianismo ocidental. Nos evangelhos, a mensagem do reino transforma aqueles que a aceitam com mansidão, da mesma forma que humilha os arrogantes, que estão religiosa e socialmente satisfeitos” (The Gospel of Matthew: A Socio-Rhetorical Commentary [O Evangelho de Mateus: Um Comentário Sócio-Retórico]. Grand Rapids: William B. Eerdmans Publishing Company, 2009; p. 161, 162).
3. Leia Gênesis 15:6. Como essa passagem confirma que a salvação sempre foi pela fé?
A fé de Jesus Cristo não era nova; era a mesma fé que houve desde a queda da humanidade. O Sermão do Monte não foi a substituição da salvação por meio das obras pela salvação através da graça. A salvação sempre foi pela graça. Os filhos de Israel foram salvos pela graça no Mar Vermelho, antes que fossem solicitados a obedecer no Sinai. (Ver Êx 20:2.)

O que nossa experiência com o Senhor e Sua lei deve nos ensinar sobre o motivo pelo qual a salvação sempre teve que ser pela fé e não pela lei?

TERÇA - A justiça dos escribas e fariseus (Ano Bíblico: 1Rs 5, 6)

 

4. Leia Mateus 5:20. O que Jesus quis dizer ao declarar que, se a nossa justiça “não exceder em muito a dos escribas e fariseus” não poderemos entrar no reino dos Céus?

Embora a salvação sempre tenha sido pela fé, e ainda que o judaísmo, como devia ter sido praticado, sempre tenha sido um sistema fundamentado na graça, o legalismo se infiltrou, como pode se infiltrar em qualquer religião que leve a obediência a sério, como o adventismo do sétimo dia. No tempo de Cristo, muitos dos líderes religiosos (mas não todos) haviam caído num tipo de “ortodoxia rígida […], destituída de contrição, ternura ou amor”, que os deixou sem “poder algum para preservar o mundo da corrupção” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 53).

Meras formas exteriores, especialmente as que são criadas pelo homem, não têm poder para mudar a vida nem transformar o caráter. A única fé verdadeira é aquela que atua pelo amor (Gl 5:6); somente ela torna os atos exteriores aceitáveis aos olhos de Deus.

5. Leia Miqueias 6:6-8. Em que aspecto essa passagem é um resumo do Sermão
do Monte?

Mesmo nos tempos do Antigo Testamento, os sacrifícios não eram um fim em si mesmos, mas um meio para se chegar a um fim, isto é, uma vida na qual os seguidores de Deus refletissem o amor e o caráter dEle, algo que só podia ser feito por meio de entrega total a Deus e do reconhecimento de nossa completa dependência de Sua graça salvadora. Apesar de toda a sua aparência exterior de piedade e fé, muitos dos escribas e fariseus definitivamente não eram um modelo de como o seguidor de Deus deve viver.

Mesmo que você creia firmemente na salvação somente pela fé e por meio da justiça de Jesus, como evitar que alguma forma de legalismo, mesmo que sutil, se infiltre em sua experiência?

QUARTA - Os princípios do reino (Ano Bíblico: 1Rs 7, 8)

6. Talvez o ensino mais radical de Jesus se encontre em Mateus 5:48. Como devemos praticar o ensino desse texto, especialmente em vista do fato de que somos pecadores?

De todos os ensinos do Sermão do Monte, esse tem sido um dos mais surpreendentes, o mais “radical”. Ser tão perfeito como nosso “Pai celeste”? O que isso significa?

Um componente fundamental para compreendermos essa passagem se encontra na primeira palavra: “portanto”. Essa palavra implica uma conclusão, uma dedução a partir do que veio antes dela. O que veio antes?

7. Leia Mateus 5:43-47. Como esses versos, que terminam com Mateus 5:48, nos ajudam a entender melhor o que Jesus quis dizer com o verso 48? Ver também Lucas 6:36.

Essa não é a primeira vez que uma ideia assim é vista na Bíblia. No livro de Levítico 19:2 o Senhor já havia dito ao Seu povo: “Santos sereis, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, Sou santo.” Em Lucas 6:36 Jesus disse: “Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.”

O contexto de Mateus 5:43-48 não está relacionado à conformidade exterior a regras e padrões, por mais importante que isso seja. Em vez disso, o enfoque dessa seção é o amor às pessoas, não simplesmente àquelas que qualquer um poderia amar, mas àquelas que, pelos padrões do mundo, geralmente não amaríamos (porém, isso está relacionado aos padrões do reino de Deus, não de reinos humanos).

O importante a ser lembrado é que Deus não nos pede nada que não possa realizar em nós. Se fôssemos deixados a nós mesmos, sendo dominados por nosso coração pecaminoso e egoísta, quem de nós amaria seus inimigos? Não é assim que o mundo funciona, mas agora somos cidadãos de outro mundo. Temos a promessa de que, se nos entregarmos a Deus, “Aquele que começou boa obra em [nós] há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6). Que obra maior Deus poderia realizar em nós do que fazer com que, em nossa esfera, amemos como Ele nos ama?

Sua vida seria muito diferente, agora mesmo, se você amasse seus inimigos?

QUINTA - Recebendo as palavras do reino (Ano Bíblico: 1Rs 9, 10)

O topo de um monte não foi o único lugar em que Jesus pregou. Ele pregou a mesma mensagem do reino por todo o Israel. Mateus 13 registra que Jesus ensinou de um barco, “e toda a multidão estava em pé na praia” (Mt 13:2). Jesus contou parábolas que tinham o objetivo de fazer as pessoas entenderem a importância não só de ouvir, mas de aplicar Sua Palavra.
8. Leia Mateus 13:44-52. Nessas parábolas, o que é especialmente importante para entender como aplicar à nossa vida as verdades reveladas no Sermão do Monte?
Dois pontos se destacam nas duas primeiras histórias. Em ambas há a ideia de separação, de se livrar daquilo que se tem para obter algo novo, seja um tesouro no campo ou uma pérola. Outro ponto crucial é o grande valor que cada um dos homens colocou naquilo que descobriu. Em ambos os casos, eles foram e venderam tudo o que possuíam para obter aquilo. Embora não possamos comprar a salvação (Is 55:1, 2), a lição das parábolas é clara: nada que tenhamos neste reino, neste mundo, vale a perda do reino e do mundo por vir.
Assim, para aplicar à nossa vida o que Deus pede de nós, precisamos fazer a escolha de nos separar de todas as coisas do mundo e da carne, e deixar que o Espírito de Deus nos encha (ver Rm 8:5-10). Isso pode não ser fácil; exigirá a morte do eu e a disposição de tomar a própria cruz. Mas se conservarmos sempre diante de nós o valor e a importância do que nos é prometido, teremos toda a motivação de que precisamos para fazer as escolhas que devemos fazer.
Leia a última parábola (Mt 13:47-50). Ela também fala sobre uma separação. De que maneira a separação vista nas primeiras duas parábolas nos ajuda a entender o que está acontecendo na terceira parábola?

SEXTA - Estudo adicional (Ano Bíblico: 1Rs 11, 12)

 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

PPT – Início do ministério de Cristo – Lição 2 – 2º Trim/2016

licao2

 Baixe e compartilhe o Power point da Lição nº 2 –Início do ministério de Cristo  deste 2º Trimestre de 2016.
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Informativo Mundial das Missões – 09/04/16

Informativo Mundial das Missões – 09/04/16

Olá irmãos!
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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Início do ministério de Cristo – lição 2 |2 a 09 de abril



SÁBADO À TARDE (Ano Bíblico: 2Sm 5–7)
VERSO PARA MEMORIZAR: “Vinde após Mim, e Eu vos farei pescadores de homens” (Mt 4:19).
Leituras da semana: Mt 3:1-12; 2Pe 1:19; Fp 2:5-8; Mt 4:1-12; Is 9:1, 2; Mt 4:17-22
Uma das grandes lutas da humanidade tem sido conhecer o significado e o propósito de nossa vida, e vivê-los. Afinal de contas, não viemos ao mundo com um manual de instruções debaixo do braço que nos ensine a viver, não é mesmo?
“Eu não entendia qual era o significado da vida”, disse um rapaz de 17 anos, de família abastada, que se tornou viciado em remédios. “Ainda não sei, mas pensei que todas as outras pessoas soubessem, e que havia um grande segredo conhecido por todas as outras pessoas e desconhecido por mim. Pensei que todo mundo entendesse por que estamos aqui, e que todos fossem, secretamente, felizes em algum lugar, sem mim.”
Paul Feyerabend, um escritor austríaco e filósofo da ciência, confessou em sua autobiografia: “Então vem um dia após o outro e não está claro por que se deve viver.”
É então que entra a Bíblia, o evangelho, a história de Jesus e o que Ele fez por nós. Em Jesus, em Sua preexistência, em Seu nascimento, vida e morte, em Seu ministério no Céu e em Sua segunda vinda, podemos achar respostas para as perguntas mais urgentes da vida. Nesta semana examinaremos o início da vida e da obra de Cristo na Terra, que são a única coisa que pode dar pleno significado à nossa vida e obra.
Amanhã, centenas de classes bíblicas terão início em todo o Brasil. 

Como está esse movimento em sua igreja?

DOMINGO - João Batista e a “verdade presente” (Ano Bíblico: 2Sm 8–10)
Mateus 3 começa com João Batista, cuja primeira palavra registrada no texto é um imperativo: “Arrependei-vos” (Mt 3:2). De certa forma, esse é um resumo do que Deus vem dizendo aos seres humanos desde a queda: Arrependam-se, aceitem Meu perdão, deixem seus pecados e vocês encontrarão redenção e descanso para a alma.
Contudo, mesmo que essa mensagem seja universal, João também colocou nela uma distinta ênfase de “verdade […] presente” (2Pe 1:12), ou seja, tornou-a uma mensagem para as pessoas daquela época específica.
1. Leia Mateus 3:2, 3. Qual foi a mensagem da verdade presente que João estava pregando junto com o chamado ao arrependimento, batismo e confissão? Ver também Mateus 3:6.
Nessa passagem, João fez algo aparece ao longo de todo o Novo Testamento: ele citou o Antigo Testamento. A profecia do Antigo Testamento se tornou viva no Novo: vez após vez, Jesus, Paulo, Pedro e João citaram o Antigo Testamento para ajudar a validar, explicar ou mesmo provar o significado do que estava acontecendo no Novo. Não é de admirar que Pedro, mesmo em vista dos milagres que ele havia testemunhado pessoalmente, tenha enfatizado a “palavra profética”
(2Pe 1:19) ao falar sobre o ministério de Jesus.

2. Leia Mateus 3:7-12. Que mensagem João tem para os líderes? Apesar de suas duras palavras, que esperança está sendo oferecida nessa passagem?
Note como Jesus ocupava a posição central em tudo o que João estava pregando. Mesmo naquele momento, tudo era sobre Jesus, quem Ele era e o que faria. Embora o evangelho tenha sido apresentado, João também deixou claro que haveria um ajuste final de contas, uma divisão entre o trigo e a palha, e que Aquele que fora profetizado faria essa divisão. Nisso há mais uma prova de que o evangelho e o juízo são realmente inseparáveis. Há também um exemplo de como, na Bíblia, a primeira e a segunda vindas de Jesus são vistas como um só evento, pois vemos que João, no contexto imediato da primeira vinda de Cristo, fala também sobre a segunda.
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SEGUNDA - O contraste no deserto (Ano Bíblico: 2Sm 11, 12)
“A seguir, foi Jesus levado pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo”
(Mt 4:1).

Imagine esta cena da perspectiva do próprio Satanás. O Ser divino e exaltado que ele conhecia como Filho de Deus havia Se humilhado e assumido a forma humana a fim de salvar a humanidade. Era o mesmo Jesus contra quem ele havia guerreado no Céu e que o tinha expulsado, bem como seus anjos (ver Ap 12:7-9). Mas qual era a condição de Jesus naquele momento? Ele havia Se tornado um ser humano enfraquecido, sozinho num deserto hostil, sem nenhum apoio evidente. Certamente Jesus seria então um alvo fácil para os enganos do inimigo.
“Quando o Filho de Deus e Satanás, pela primeira vez, se defrontaram em conflito, Cristo era o comandante das hostes celestiais; Satanás, o cabeça da rebelião no Céu, fora expulso dali. Então, podia ser dito que as condições se haviam invertido, e o adversário explorou o máximo possível sua suposta vantagem” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 119).
Que contraste! Embora Lúcifer tenha procurado ser “semelhante ao Altíssimo” (Is 14:14), Jesus havia Se esvaziado da glória do Céu. Nessa cena, podemos ver a imensa diferença entre o egoísmo e o altruísmo; a vasta diferença entre o que é santidade e o que é pecado.
3. Compare Isaías 14:12-14 com Filipenses 2:5-8. Qual é a diferença entre o caráter de Jesus e o de Satanás?
Imagine como os anjos que haviam conhecido Jesus em Sua glória celestial devem ter contemplado o que estava ocorrendo quando esses dois inimigos se encontraram face a face, num tipo de conflito que os dois nunca haviam experimentado antes. Embora tenhamos a distinta vantagem de saber como o confronto terminou, os anjos e todo o Céu não tinham essa vantagem. Assim, devem ter assistido ao conflito preocupados, e com absoluta atenção.
Satanás se exaltou. Jesus Se humilhou até a morte. O que podemos aprender com esse grande contraste, e como podemos aplicar essa importante verdade à nossa vida? Como isso deve impactar nossa maneira de tomar decisões, especialmente aquelas nas quais nosso ego está em jogo?

TERÇA - A tentação (Ano Bíblico: 2Sm 13, 14)

4. Leia Mateus 4:1-11. Por que Jesus teve que passar por essa situação? O que essa história tem que ver com a nossa salvação? Como Jesus resistiu a tentações tão poderosas, sob circunstâncias tão difíceis, e o que isso nos diz a respeito de como resistir às tentações?

Mateus 4:1 inicia com o que parece ser uma ideia estranha: foi o Espírito que levou Jesus ao deserto para ser tentado pelo diabo. Supõe-se que devemos orar para não ser levados à tentação do diabo: “Não deixes que sejamos tentados, mas livra-nos do mal” (Mt 6:13, NTLH). Por que, então, o Espírito Santo conduziria Jesus dessa forma?

A chave se encontra no capítulo anterior, quando Jesus foi a João para ser batizado. Vendo a resistência de João, Jesus disse: “Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça” (Mt 3:15). Embora não tivesse pecado, Jesus teve que ser batizado para cumprir toda a justiça, isto é, fazer o que era necessário a fim de ser um exemplo perfeito para os seres humanos e ser o representante perfeito deles.

Na tentação no deserto, Jesus tinha que passar pelo mesmo terreno pelo qual Adão passou. Precisava da vitória contra a tentação que todos nós, de Adão em diante, deixamos de alcançar. E assim, ao fazer isso, “Cristo devia reparar […] a falha de Adão” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 117), só que Ele o fez em condições diferentes de qualquer coisa que Adão tivesse enfrentado. Por Sua vitória, Jesus mostrou que não há desculpa para o pecado, que não há justificativa para ele e que, quando tentados, não temos que cair, mas podemos vencer por meio da fé e submissão. Devemos seguir a orientação de Tiago: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele Se chegará a vós” (Tg 4:7, 8).

Ao nos mostrar de maneira tão enfática que não há desculpa para o pecado, como esse relato mostra nossa necessidade da justiça de Cristo? Imagine se tivéssemos que nos apresentar em nossa própria justiça, sem essa cobertura e sem a justificação para os nossos pecados! Que esperança teríamos?

QUARTA - A terra de Zebulom e de Naftali (Ano Bíblico: 2Sm 15–17)

Mateus 4:12 fala do aprisionamento de João, que pôs fim ao seu ministério. Nesse ponto, o ministério de Jesus começou “oficialmente”. O texto não diz por que, quando ouviu falar da prisão de João, Jesus foi para a Galileia; só diz que Ele fez isso. (Ver também Mc 1:14-16; Lc 4:14.) Porventura, enquanto João ainda estava pregando, Jesus teria desejado ser mais discreto para que não surgisse rivalidade? O verbo grego em Mateus 4:12, muitas vezes traduzido como “voltou” (NVI) ou “foi” (NTLH), pode dar a ideia de “retirar-se”, no sentido de evitar perigo. Assim, com Sua usual prudência, talvez Jesus estivesse tentando evitar problemas.
5. Mateus 4:13-16 (ver também Is 9:1, 2) fala que Jesus Se estabeleceu na área de Zebulom e Naftali. O que esses versos dizem sobre o ministério de Jesus?
Zebulom e Naftali foram dois filhos de Jacó (ver Gn 35:23-26), e seus descendentes se tornaram duas tribos que acabaram se estabelecendo na bela região norte de Israel.
Infelizmente, essas duas tribos estavam entre as dez que renunciaram à fé em Deus e se voltaram para as coisas do mundo. Muitos profetas do Antigo Testamento protestaram contra o pecado, o mundanismo e a maldade dessas tribos do norte que, por fim, foram derrotadas pelos assírios, os quais as espalharam por todo o mundo conhecido na época. Por sua vez, os gentios se estabeleceram em Israel, e a Galileia passou a ser um local confuso e obscuro, com população mista. O profeta mais famoso da Galileia foi Jonas, o que pode nos dizer algo sobre o nível de lealdade que a população tinha para com Deus.
Apesar dos problemas da Galileia, havia uma bela profecia em Isaías referente à obscura terra de Zebulom e de Naftali, a qual dizia que até “aos que viviam na região e sombra da morte resplandeceu-lhes a luz” (Mt 4:16). Em outras palavras, nesse lugar, em que a necessidade era tão grande, onde as pessoas eram consideradas rudes, atrasadas e sem refinamento, Jesus foi viver e trabalhar entre elas. Por mais exaltado que Ele houvesse sido, vemos que estava disposto a humilhar-Se em favor de outros. Vemos aqui, também, outro exemplo de como o Antigo Testamento ocupou um lugar central no ministério de Jesus.
Como evitar a tentação de considerar as pessoas indignas de receber nossa ajuda e nosso testemunho? O que está errado com essa atitude?

 QUINTA - O chamado para os pescadores (Ano Bíblico: 2Sm 18, 19)

Arrependei-vos, porque está próximo o reino dos céus” (Mt 4:17). Exatamente como João, Jesus começou Seu ministério com um chamado ao arrependimento. Ele conhecia, como João, a condição caída da humanidade e a necessidade de que todas as pessoas se arrependessem e chegassem ao conhecimento de Deus. Assim, não é de surpreender que Sua primeira proclamação pública, pelo menos conforme o registro de Mateus, tenha sido um chamado ao arrependimento.
6. Leia Mateus 4:17-22. O que esse texto nos diz sobre a entrega total envolvida no chamado de Jesus?
No esquecido território da Galileia havia um pequeno empreendimento pesqueiro administrado por quatro jovens: duas duplas de irmãos. Aparentemente, esses homens tinham o coração voltado para Deus porque, durante certo tempo, alguns deles seguiram João Batista. Mas, para surpresa deles, João Batista apontou para outro jovem daquela mesma região.
Esses homens se aproximaram de Jesus de Nazaré e pediram permissão para passar algum tempo com Ele (ver Jo 1). Era assim que aquela cultura funcionava: os homens se aproximavam de um rabi e pediam para segui-lo. Mas era o rabi que tomava a decisão final sobre quais seriam seus discípulos. E quando o rabi pedia que alguém fosse seu discípulo, esse era um momento muito emocionante.
Muitas pessoas cresceram com a ideia de que quando Jesus chamou os discípulos junto ao mar, aquela foi a primeira vez que eles O encontraram. Mas sabemos, pelos capítulos 1 a 5 de João, que esses homens já haviam passado um ano com Jesus, aparentemente em regime de tempo parcial.
“Jesus escolheu homens iletrados porque não haviam sido instruídos nas tradições e errôneos costumes de seu tempo. Eram dotados de natural capacidade, humildes e dóceis, homens a quem podia educar para Sua obra. Há, nas ocupações comuns da vida, muitos homens que seguem a rotina dos labores diários, inconscientes de possuírem faculdades que, exercitadas, os ergueriam à altura dos mais honrados homens do mundo. É necessário o toque de uma hábil mão para despertar essas faculdades adormecidas. Foram esses homens que Jesus chamou para serem Seus colaboradores, e deu-lhes a vantagem da convivência com Ele” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 250).

 

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