VERSO PARA MEMORIZAR: “Busquem a prosperidade da cidade para a qual Eu os deportei e orem ao Senhor em favor dela, porque a prosperidade de vocês depende da prosperidade dela” (Jr 29:7, NVI).
Leituras da semana: At 18:1-28; Êx 2:23-25; Mt 13:3-9, 18-23; Jo 15:12, 13; 2Pe 3:9
As três mensagens angélicas precisam ser levadas a todos os lugares (Ap 14:6). Visto que muitas pessoas moram nas cidades, precisamos ir às cidades. Na verdade, a urgência quanto ao trabalho nas cidades se intensificou em 2007, quando os peritos em estatística das Nações Unidas declararam que, pela primeira vez nos registros da História, a maioria da população do mundo vivia em áreas metropolitanas. Hoje o ministério urbano se tornou a questão central para a estratégia missionária da igreja adventista.
Em muitos países, os esforços missionários da igreja realizaram mais nas pequenas cidades e nas áreas rurais fora das regiões metropolitanas do que nas grandes cidades. Pesquisas têm demonstrado que em alguns complexos urbanos importantes a maioria das pessoas nunca ouviu falar da igreja adventista e, portanto, nada sabe a respeito das “três mensagens angélicas”.
Por isso, fica claro que, para alcançar o mundo, precisamos alcançar as cidades.
Leve esperança para sua comunidade. Dedique seu tempo e recursos à Assistência Social Adventista. Torne o Mutirão de Natal um estilo de vida em sua igreja.
DOMINGO - A natureza das cidades (Ano Bíblico: Ez 45-48)
As cidades reúnem muitas culturas, grupos étnicos, línguas e religiões diferentes. Tradicionalmente, cada grupo tem sua área, ou seu território definido. Cada vez mais, todos os tipos de pessoas passam a ser vizinhas umas das outras nas regiões metropolitanas. Essa realidade multicultural cria riscos e complexidades, mas também proporciona grandes oportunidades para a pregação do evangelho. Há maior tolerância para novas ideias e maior disposição para dar ouvidos a novas religiões do que existe, muitas vezes, nos contextos culturais tradicionais fora das cidades. A cidade poderia proporcionar acesso a muitas pessoas que, de outra forma, talvez nunca se aproximariam da mensagem adventista.
1. Em Atos 18:1-28 temos um exemplo de como Paulo plantava igrejas nas cidades. O que podemos aprender com o que ele fez ali?
Naqueles centros urbanos havia um mosaico de muitas línguas, culturas e grupos étnicos, assim como as cidades têm hoje. Paulo encontrou tipos específicos de pessoas com quem tinha afinidade. Pessoas que compartilhavam de sua ligação com a fé judaica, com a cidadania romana e com o negócio de fabricação de tendas, que era sua profissão. Ele usou essa habilidade para se sustentar. Morou na residência de um casal que havia se tornado cristão e se dedicado ao evangelismo. Paulo ensinou na sinagoga até ser expulso; depois iniciou uma igreja na casa de um dos conversos. Ele treinou e orientou um número suficiente de novos crentes para que, quando fosse embora, pudesse nomear pessoas para liderar o grupo.
Fica claro que Paulo entendia o contexto multicultural e multirreligioso da cidade, e que se sentia à vontade para trabalhar nesse contexto (ver também 1Co 9:20-23). Ele sabia se adaptar ao ambiente em que estava e aprendeu a apresentar a mensagem de maneira a preencher, da melhor forma, as necessidades daqueles a quem procurava alcançar.
Qual é a melhor maneira de nos misturarmos com a comunidade visando alcançá-la para Deus? Que preparação devemos fazer para realizar essa tarefa?
Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/
SEGUNDA - Ouvindo os gemidos (Ano Bíblico: Dn 1-3)
À medida que Cristo ia percorrendo Jerusalém, Cafarnaum e outras cidades de Sua época, os doentes, os deficientes e os pobres se aglomeravam em torno dAquele que curava. Seu coração Se compadecia da humanidade sofredora. Na cidade, há mais de tudo: mais pessoas, mais edifícios, mais trânsito e mais problemas. Isso apresenta um verdadeiro desafio para as igrejas. Os que proclamam o evangelho não podem, simplesmente, ignorar as imensas necessidades humanas que os cercam e se concentrar apenas na mensagem, porque fazer isso tira a credibilidade da mensagem. Se nossos atos não demonstrarem a compaixão, a graça e a esperança das quais falamos, então aquilo que falamos não terá poder. Será ouvido simplesmente como mais uma das muitas vozes que competem pelos ouvidos das massas.
2. Leia Êxodo 2:23-25 e 6:5, Salmos 12:5, Romanos 8:22 e Jó 24:12. Que mensagem há nessas passagens para nós?
Nosso mundo é um lugar de dor. Ele geme sob o peso e o sofrimento do pecado. Não importa quem sejamos, nenhum de nós escapa dessa realidade.
Essa dor nos oferece poderosas oportunidades de testemunhar. Mas também precisamos ter cuidado com isso. No que diz respeito à maneira pela qual a igreja é vista por seus vizinhos, em termos da disposição de ser útil, amigável e gentil para com as pessoas, é importante entender a diferença entre eventos comunitários e um serviço contínuo que realmente atenda às necessidades. Há uma diferença, na mente da comunidade, entre uma igreja que distribui alimentos para famílias uma vez por ano no período das festas e uma determinada igreja adventista que tem um projeto missionário numa grande cidade.
O que essa igreja faz? Ela se reúne num centro comunitário que funciona diariamente. As pessoas podem ir ali a qualquer dia, pela manhã, e obter um desjejum quente! Essa igreja nem é tão grande. Tem apenas 75 membros, mas eles estão totalmente comprometidos em atender às necessidades de seus vizinhos numa área urbana. Essa é uma grande obra, mas ela exige dedicação e o sentimento de compromisso de ajudar os necessitados.
Imagine o impacto causado nas comunidades vizinhas às nossas igrejas se estivéssemos fazendo algo para ajudar a responder aos gemidos que certamente estão subindo dos que moram na vizinhança.
TERÇA - Semeando e colhendo nas cidades (Ano Bíblico: Dn 4-6)
3. Leia Mateus 13:3-9, 18-23. Com base nessa parábola, como devemos ministrar e testemunhar às comunidades que estão à nossa volta, inclusive nas cidades?
Embora localizada em um contexto rural, na verdade essa parábola é mais importante no ministério urbano do que em pequenas cidades e áreas rurais, porque as áreas urbanas têm uma variedade maior de “solos”. Isso explica por que é mais difícil realizar campanhas evangelísticas em cidades do que em áreas rurais.
Diferentes condições de solo produzem diferentes resultados, o que sugere a necessidade de se estudar as condições dos solos antes de investir em atividades evangelísticas. Após o estudo do “solo” da comunidade, se a igreja descobrir que há pouca terra boa no território dela, devem ser elaborados planos para melhorar esse solo, suavizando os caminhos duros, removendo as pedras e arrancando os espinhos. Isto é, para que o evangelismo tenha sucesso, a igreja precisa trabalhar com antecedência, preparando o solo. Embora não impeça a existência dos solos ruins, com seus efeitos negativos, essa preparação do solo pode fazer grande diferença no grau de eficácia da campanha evangelística.
Em 1 Coríntios 12, Romanos 12 e Efésios 4, a Bíblia ensina sobre os dons espirituais. Ela diz que há múltiplos dons, mas apenas uma missão. A parábola sobre as condições do solo e a semeadura demonstra claramente a necessidade de que muitos dons diferentes sejam incluídos na tarefa de alcançar as cidades. Nas grandes cidades, “homens de variados talentos devem ser usados”, escreveu Ellen White. “Novos métodos precisam ser introduzidos. O povo de Deus tem que despertar para as necessidades da época em que vive” (Ellen G. White, Evangelismo, p. 70). Por meio do dom do discernimento divino, ela viu o que é necessário para ser eficiente no ministério urbano. Hoje é ainda mais necessário ter uma grande variedade de abordagens e dons atuando dentro de uma estratégia ampla e multifacetada. Uma única campanha ou um projeto principal não alcançarão muito a longo prazo. A grande escala e a estrutura complexa da cidade simplesmente engole programas assim, e dentro de algumas semanas não há nem vestígio de um impacto. É preciso que mais coisas sejam feitas com antecedência.
Pense naqueles a quem você está tentando testemunhar. Que tipo de solo eles são? O que você pode fazer para ajudar a suavizar esse solo?
4. Leia João 15:12, 13, Tiago 1:27 e Gálatas 6:2. Qual é a importância do envolvimento pessoal nos esforços evangelísticos sérios?
Por causa do grande tamanho das populações urbanas, é fácil perder de vista o fato de que a fé é pessoal. É fundamental, quando se procura alcançar as cidades, ou qualquer outro lugar, que as pessoas encontrem um relacionamento pessoal com Cristo. Pesquisas têm mostrado que a grande maioria dos conversos na igreja adventista dizem que se uniram a ela por causa de um relacionamento com um conhecido adventista. Muitas vezes, as amizades, especialmente no caso dos esforços missionários, envolvem a morte para o egoísmo e a disposição para trabalhar pelo bem de outros.
Arar o solo, plantar sementes, cuidar das plantas germinadas até a colheita e preservar a colheita – todas essas coisas funcionam melhor se houver um forte elemento relacional. Precisamos aprender a fazer amizade com as pessoas; precisamos aprender a ouvi-las; precisamos aprender a amá-las. Se esses elementos são essenciais em qualquer esforço missionário, muito mais no ministério urbano, no qual, às vezes, as pessoas podem se sentir desorientadas e esquecidas no meio de uma população vasta e numerosa.
O elemento vital do ministério urbano dos pequenos grupos pode tomar a forma de “igreja nas casas” que existia nos tempos do Novo Testamento (At 2:46), ou pode simplesmente consistir em pequenos grupos dentro de uma congregação mais ampla. Em todas as áreas urbanas ou suburbanas sem a presença da igreja, nas quais habitem três ou mais adventistas, algum tipo de pequeno grupo deve ser organizado e deve começar a funcionar naquela comunidade. (Ver Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 7, p. 21, 22.)
Essa abordagem é essencial para o ministério urbano por várias razões. Uma delas é o complexo mosaico de grupos culturais, étnicos, linguísticos e socioeconômicos a ser alcançados dentro de centenas de comunidades e subculturas existentes, até mesmo em cidades de médio porte. A menos que haja pequenos grupos voltados para cada um desses segmentos, a missão dada por Cristo não será completada.
O ministério de pequenos grupos também é necessário por causa da dificuldade que enfrentamos para seguir a Jesus na cidade. Há muitas pressões, tentações e encontros com religiões e ideologias alternativas. Alguns simplesmente cedem às pressões e saem da igreja, enquanto outros criam uma couraça para proteger seus sentimentos e se tornam insensíveis às pessoas ao seu redor que precisam de uma representação do amor de Jesus.
QUINTA - Alcançando as cidades (Ano Bíblico: Dn 10-12)
Ninguém está dizendo que o trabalho missionário e o ministério em favor das pessoas são fáceis. O fato é que não são. Os seres humanos são caídos, corruptos e, de maneira geral, não são naturalmente espirituais. Como Paulo disse a respeito de si mesmo: “Bem sabemos que a lei é espiritual; eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Rm 7:14). Se Paulo disse isso, quanto mais aqueles que não conhecem o Senhor e que nunca tiveram uma experiência de transformação de vida com Jesus!
Se já não bastasse nossa natureza caída, as cidades sempre foram conhecidas por sua notória má influência. As pessoas ali enfrentam muitas tentações que o inimigo usa para enredá-las e conservá-las presas ao pecado e ao mundo. Assim, não é de admirar que o esforço missionário voltado especialmente para alcançar as cidades não seja uma tarefa simples; porém, é uma obra que deve ser feita, e nós, como igreja, precisamos fazê-la, a fim de sermos fiéis ao nosso chamado.
5. Qual é a importância do esforço para alcançar pessoas para Deus?
2Pe 3:9:
1Tm 2:4:
De acordo com a Palavra, a morte de Cristo foi universal. Abrangeu todos os seres humanos desde Adão e Eva, passando por todos os que se seguiram. Isso, é claro, inclui as inumeráveis multidões que moram nos grandes centros metropolitanos do mundo. Elas também precisam ouvir as grandes verdades tão amadas e preciosas para nós.
“Não há mudança nas mensagens que Deus enviou no passado. O trabalho nas cidades é a obra essencial para este tempo. Quando o trabalho nas cidades for feito como Deus deseja, será posto em ação um poderoso movimento como nunca foi testemunhado” (Ellen G. White, Medicina e Salvação, p. 304).
O chamado para alcançar as cidades é pessoal. É um chamado para que tenhamos uma experiência mais profunda com Cristo e façamos uma profunda intercessão, bem como um abrangente planejamento e implementação. É construído inteiramente sobre o alicerce do reavivamento e da reforma, pois será realizado apenas pelo poder do Espírito Santo.
Leia Romanos 10:14, 15. O que essa passagem diz aos seguidores de Cristo? De que forma o texto se aplica a nós? Como podemos ser mais ativos nos esforços missionários e no ministério na região em que vivemos?
VERSO PARA MEMORIZAR: As ovelhas “nunca seguirão um estranho; na verdade, fugirão dele, porque não reconhecem a voz de estranhos” (Jo 10:5, NVI).
Leituras da semana: Jo 10:1-5, 16; Lc 9:2; Ap 14:6, 7; Lc 19:1-10; At 26:11-27; Ap 3:20
Em 362 d.C. o imperador romano Juliano lançou uma campanha para reavivar o paganismo. Visto que o cristianismo estava invadindo o Império Romano, ele e os líderes pagãos estavam preocupados. O conselho de Juliano a um destacado sacerdote pagão expressa sua preocupação e dá uma pista quanto ao motivo pelo qual o cristianismo estava crescendo: “Quando os pobres estavam sendo negligenciados e passados por alto pelos sacerdotes [pagãos], os ímpios galileus [cristãos] notaram isso e se devotaram à benevolência. […] Sustentam não só os pobres entre eles, mas os nossos também, e todo mundo vê que nosso povo não recebe ajuda de nossa parte” (Citado em Rodney Stark, Cities of God [Cidades de Deus]. São Francisco, HarperCollins Publishers, 2006, p. 31).
Os romanos contavam com o desaparecimento do cristianismo depois que seu líder, Jesus Cristo, morreu. Porém, um número sem precedentes de cidadãos romanos estava seguindo Jesus. Como eles explicaram esse “problema”? Disseram que os seguidores de Jesus estavam demonstrando o amor dEle ao cuidar das necessidades dos que os cercavam. Foi isso que Jesus fez, e é isso que Seus seguidores também devem fazer.
Por isso, não é de admirar que muitas pessoas aceitassem o convite para seguir Jesus!
Incentive seus amigos a assinar e estudar a Lição da Escola Sabatina.
DOMINGO - Elas conhecem a Sua voz (Ano Bíblico: Ez 24-26)
1. Leia João 10:1-5, 16. Por que os representantes de Cristo precisam criar um relacionamento positivo e amável com as pessoas de sua comunidade, caso desejem levá-las a Jesus? Como podem ajudá-las a conhecer Sua voz?
O sussurro de um amigo é mais poderoso para atrair pessoas para Jesus do que o grito de um estranho. Quando fazemos amigos e eles passam a confiar em nós, o bom Pastor (Jo 10:11, 14) pode atuar por nosso intermédio para ajudar essas pessoas a ouvir, conhecer e seguir Sua voz.
É importante, naturalmente, que nós mesmos conheçamos a voz de Jesus antes de poder ajudar outros a conhecê-la também. Precisamos ter o discernimento dado por Deus para distinguir entre a voz enganadora de Satanás e a voz de Jesus. Na verdade, nunca devemos nos esquecer da realidade do grande conflito e de que temos um inimigo que trabalha de maneira furtiva para impedir que as pessoas entrem num relacionamento salvífico com Jesus.
Contudo, podemos ser poderosos canais para ajudar as pessoas a conhecer a voz de Jesus. Ele fala por meio da natureza (apesar das devastações causadas pela queda), por atuações providenciais, pela influência do Espírito Santo, por meio de pessoas piedosas e por Sua Palavra. (Ver Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 85-91.) Quando conhecemos essa voz, podemos ser guias para os outros. Refletindo sobre uma advertência de Jesus, a última coisa que desejamos ser é um cego guiando outro cego (ver Mt 15:14).
Por que Jesus tinha um poder tão irresistível de atrair pessoas? Porque é difícil resistir ao Seu exemplo de abnegada entrega de Si mesmo. Quando nós, que fazemos parte de Seu corpo, colocarmos de lado o egoísmo e assumirmos a natureza de servos, permitindo que Ele viva em nós, os outros serão atraídos pelo chamado desse Cristo em nós.
Como representantes do bom Pastor, precisamos refletir as características de Seu ministério quando ordenamos às pessoas que O sigam. A autenticidade nas palavras e serviço genuíno que reflete o amor sacrifical de Jesus abrem os ouvidos daqueles que servimos e derruba barreiras entre a comunidade e a igreja.
De que maneira concreta você pode ajudar outros a ouvir a voz do Pastor?
Fortaleça sua experiência com Deus. Acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/
SEGUNDA - Devemos buscar (Ano Bíblico: Ez 27-29)
2. Leia Lucas 19:10, Marcos 1:17, Lucas 9:2 e Apocalipse 14:6, 7. Qual é o ponto-chave de todas essas passagens? O que Deus nos pede que façamos?
Durante anos, uma congregação adventista orou: “Senhor, por favor atrai as pessoas de nossa comunidade para a igreja e para Ti”, como se a igreja fosse um ímã gigantesco que atraísse magicamente as pessoas. Sim, às vezes as pessoas entram em nossa igreja em busca de Deus, sem que haja esforço aparente de nossa parte.
Mas o que sua igreja deve fazer quando os anos vão passando e ninguém entra pelas portas da igreja? Se vocês se concentrarem meramente em orar para que as pessoas venham, não estarão seguindo o método de ganhar almas usado por Jesus. Ele Se misturava, Se socializava e saía procurando pessoas para salvar. “Não devemos esperar que as pessoas venham a nós; precisamos procurá-las onde elas estão. […] Há multidões que nunca serão alcançadas pelo evangelho se ele não for levado a elas” (Ellen G. White, Parábolas de Jesus, p. 229).
Várias metáforas ilustram essa ideia de busca:
A. O pastor deixou as 99 ovelhas que estavam no aprisco para procurar a única que se havia extraviado (ver Mt 18:10-14). Jesus contou essa história no contexto de Sua admoestação de que devemos nutrir os “pequeninos” e preservá-los do pecado. Os “pequeninos” poderiam ser crianças literais ou cristãos imaturos. Se eles se desviarem de volta para o mundo, devemos seguir o exemplo de Jesus, buscando as ovelhas extraviadas e trazendo-as de volta a Ele de maneira amorosa.
Nessa passagem e na seguinte, a ideia é semelhante: devemos ser proativos em buscar os perdidos. Devemos fazer um esforço para alcançá-los. Embora algumas vezes alguém possa vir da rua, entrar na igreja e dizer: “Ensinem-me sobre Deus, sobre a salvação, sobre a verdade”, geralmente não é essa a regra, não é mesmo?
B. Os “métodos de Cristo” para alcançar os perdidos “jamais […] [ficarão] sem frutos” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 144). Será, porém, que estamos nos concentrando apenas nos “frutos que estão mais embaixo” – as pessoas que já compartilham de nossa visão cristã do mundo, como é o caso dos cristãos de outras denominações? O que estamos fazendo para alcançar os frutos que estão numa posição mais difícil, isto é, as pessoas secularizadas, os ateus, muçulmanos, judeus, hindus, budistas, etc.? Historicamente, aqueles que já têm uma perspectiva cristã consideram o adventismo relevante, mas precisamos fazer um trabalho melhor ao compartilhar Jesus com pessoas que têm outras perspectivas religiosas.
TERÇA - A ponte (Ano Bíblico: Ez 30-32)
Às vezes, uma igreja tem programas missionários de serviço à comunidade nas áreas de saúde, família, finanças pessoais, resolução de conflitos, etc., e talvez pergunte: Qual é a ponte para trazer as pessoas ao estágio do “Segue-Me”? Em vez disso, deveríamos perguntar: Quem é a ponte?
Resposta: Você! “O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 470). As igrejas que têm a felicidade de possuir membros que amam genuinamente a Deus e estão ansiosos para cultivar amizades duradouras acabam tendo sucesso em levar os visitantes (especialmente os que têm interesse em aprender), a participar de cada evento e de cada programa oferecido.
Por outro lado, os membros que não têm interesse em se aproximar dos visitantes, ou são até mesmo apáticos em relação a eles, podem ter um impacto muito negativo nos esforços missionários da igreja. “O Senhor não atua agora para trazer muitas pessoas para a verdade, por causa dos membros da igreja que nunca foram convertidos e dos que, uma vez convertidos, voltaram atrás. Que influência teriam esses membros não consagrados sobre os novos conversos? Não tornariam sem efeito a mensagem dada por Deus, a qual Seu povo deve apresentar?” (Ellen G. White, Testemunhos para a Igreja, v. 6, p. 371).
3. Leia Lucas 19:1-10. Por que Zaqueu achou necessário subir numa árvore para ver Jesus? Que lições espirituais podemos tirar dessa história?
Imagine o que poderia ter acontecido se aqueles que estavam bloqueando o acesso a Jesus em Jericó tivessem prestado atenção no grande interesse de Zaqueu em chegar perto dEle, e convidassem amavelmente aquele “pecador” para ir aos pés do Salvador.
Aqueles dentre nós que fazem parte da “multidão” ao redor de Jesus deviam estar tão “influenciados” por Seu amor pelos seres humanos aflitos e pecadores a ponto de se tornarem cristãos “contagiantes”. Se formos profundamente conscientes do amor e da graça de Deus por pecadores como nós, procuraremos apaixonadamente os que estão fora da multidão e têm baixa estatura espiritual, e os conduziremos cuidadosamente a Cristo.
Como você reage a novos rostos que aparecem na igreja? Faz um esforço intencional de falar com eles? Ou ignora essas pessoas, achando que outro membro da igreja possa ministrar a elas? O que sua resposta diz sobre você e sobre o que precisa ser mudado?
QUARTA - A ordem para seguir Jesus (Ano Bíblico: Ez 33-35)
Jesus e Seus discípulos curavam pessoas e depois as direcionavam para assuntos de interesse eterno. (Ver Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 20.) Mark Finley nos lembra que não apresentar Deus às pessoas é uma negligência espiritual. O método evangelístico de Jesus consistia em tocar as pessoas em seus pontos de maior necessidade. Essa é a tarefa da obra médico-missionária. Cristo não Se contentava apenas em curar as pessoas fisicamente e não fazer mais nada. O objetivo é a vida eterna em Jesus. Nossa obra médico-missionária pode não começar com nossas palavras às pessoas que conhecemos para que sigam a Jesus, mas em algum momento ela deveria chegar nesse ponto. Pelo fato de amarmos as pessoas, desejaremos intensamente compartilhar com elas tudo que Jesus oferece.
Mas talvez você diga: “Vou cuidar da primeira parte do método de Jesus, mas não da parte relacionada ao ‘Segue-Me’. Esse não é meu dom.” Se você fizer a primeira parte, pode ter a grata surpresa de se ver automaticamente compartilhando Jesus – e será algo muito natural, muito mais fácil, porque você já estabeleceu o alicerce no solo do coração das pessoas.
À medida que se torna mais familiarizado com as pessoas a quem serve, fique atento às oportunidades de falar sobre sua fé e sobre o que o Senhor significa para você. Busque oportunidades de introduzir na conversa assuntos espirituais. Pergunte aos novos amigos sobre sua família, sua ocupação e sua religião, pois isso abre o caminho para que você dê seu testemunho pessoal.
Na verdade, testemunhos pessoais podem ser a maneira mais poderosa de falar sobre a fé em Jesus, porque podem também ser a maneira menos ameaçadora de fazer isso. Você não está pregando abertamente; está simplesmente contando uma história, e todos nós devemos ter nossa história pessoal sobre o que Jesus fez em nossa vida.
4. Em Atos 26:11-27, Paulo contou seu testemunho pessoal ao rei Agripa. O que podemos aprender com esse relato ao buscarmos testemunhar aos outros sobre Jesus?
Note os vários estágios: Paulo falou a respeito de como ele era antes de conhecer o Senhor; depois, contou sua experiência real de conversão; a seguir, falou sobre o que Deus havia feito em sua vida desde então. Por fim, fez um apelo.
Mesmo que você não tenha uma história tão dramática quanto a de Paulo, qual é a sua história com Jesus? Como pode compartilhá-la com outras pessoas, nos momentos oportunos?
QUINTA - Buscai e achareis (Ano Bíblico: Ez 36-38)
5. Leia Apocalipse 3:20, Mateus 7:7, 8 e João 1:12. Qual é a relação entre essas três passagens? O que significa buscar e achar o Senhor?
Essas passagens mostram que as pessoas precisam pedir, buscar Jesus e estar abertas para recebê-Lo. Ao mesmo tempo, Apocalipse 3:20 retrata Jesus junto à porta, batendo para que a pessoa abra e O deixe entrar.
Essas ideias não são contraditórias. Pelo poder do Espírito Santo, o Senhor está trabalhando no coração das pessoas, atraindo-as a Ele, mesmo que elas não estejam, necessariamente, cientes de que é isso que está acontecendo. Muitas vezes, elas estão buscando algo que a vida não lhes oferece. Que privilégio é estarmos ali para lhes indicar a direção certa e ajudá-las a compreender melhor o que, exatamente, elas estão procurando!
O fato é que, por seu intermédio, Jesus pode bater à “porta” da vida das pessoas de sua comunidade, e todo aquele que, de boa vontade, “abrir a porta” do coração, receberá as bênçãos que vêm junto com Ele (Ap 3:20; Jo 1:12). Além disso, Ele convida Seus seguidores a pedir, a buscar e a bater em Sua porta, para que recebam as “boas dádivas” de Seu reino (Mt 7:7, 8, 11).
Quando o Espírito Santo impressionar você com o fato de que alguém está pronto a “abrir a porta” para Cristo, pergunte: “Você gostaria de orar comigo para receber Jesus Cristo como seu Salvador e se tornar um membro de Sua família?” Caso a pessoa aceite, peça que ela repita as palavras da seguinte oração:
“Querido Pai celestial, sei que sou um pecador e preciso do Teu perdão. Creio que morreste por meus pecados. Desejo abandoná-los. Agora Te convido a entrar no meu coração e na minha vida. Quero confiar em Ti e seguir-Te como meu Senhor e Salvador. Em nome de Jesus. Amém!”
Precisamos de discernimento espiritual para saber o momento certo de fazer um apelo. Embora sempre haja o perigo de ser ousado e insistente demais, também sempre há o perigo, talvez pior, de não ser suficientemente determinado. Às vezes as pessoas precisam de um empurrãozinho firme e amoroso para fazer a escolha de seguir o Senhor. Quem sabe se a pessoa está hesitando entre duas escolhas: vida eterna em Cristo ou perdição eterna?
Portanto, certamente temos uma sagrada responsabilidade!