segunda-feira, 17 de julho de 2017

Lição 4 15 a 22 de julho Justificação pela fé

Sábado à tarde


Verso para memorizar: “Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne vivo-a na fé do Filho de Deus, o qual me amou e Se entregou a Si mesmo por mim” (Gl 2:20, ARC).

Leituras da semana: Gl 2:15-21; Ef 2:12; Fp 3:9; Rm 3:10-20; Gn 15:5, 6; Rm 3:8

Como vimos na semana passada, Paulo confrontou Pedro publicamente em Antioquia pela falta de coerência entre a fé que ele defendia e o comportamento que ele apresentou. Na melhor das hipóteses, a decisão de Pedro de não mais comer com antigos pagãos sugeria que eles eram cristãos de segunda categoria. As ações de Pedro davam a entender que, se eles realmente quisessem fazer parte da família de Deus e desfrutar as bênçãos provenientes da completa comunhão, deviam primeiro se submeter ao rito da circuncisão.

O que Paulo realmente disse a Pedro naquela ocasião tensa? Na lição desta semana, estudaremos o que provavelmente seja um resumo do que se passou. Essa passagem contém algumas das expressões mais compactadas no Novo Testamento, o que é extremamente importante porque, pela primeira vez, são apresentadas várias palavras e frases fundamentais, tanto para a compreensão do evangelho quanto do restante da Epístola de Paulo aos Gálatas. Essas palavras-chave incluem justificação, justiça, obras da lei, crença e a fé de Jesus, não apenas fé.
O que Paulo quis dizer com esses termos? O que eles nos ensinam sobre o plano da salvação?
 Nos meses de julho, agosto e setembro, será realizado o Projeto Maná, uma oportunidade para que todos façam a assinatura da Lição da Escola Sabatina. Participe! 
Domingo, 16 de julho


A questão da “justificação”


1. Em Gálatas 2:15, Paulo escreveu: “Nós, judeus de nascimento e não ‘gentios pecadores´” (NVI). O que ele quis dizer com essas palavras?

As palavras de Paulo devem ser entendidas no seu contexto. Na tentativa de conquistar os judeus cristãos para seu lado, Paulo começou com um raciocínio que eles aceitariam, a tradicional distinção entre judeus e gentios. Os judeus eram os eleitos de Deus, aos quais havia sido confiada Sua lei, e desfrutavam os benefícios da relação de aliança com Ele. Os gentios, no entanto, eram pecadores. A lei de Deus não restringia seu comportamento, e eles estavam fora das alianças da promessa (Ef 2:12; Rm 2:14). Embora os gentios, obviamente, fossem “pecadores”, no verso 16 Paulo advertiu os cristãos judeus de que seus privilégios espirituais não os tornavam mais aceitáveis a Deus, porque ninguém é justificado pelas “obras da lei”.

2. Paulo usou a palavra justificado quatro vezes em Gálatas 2:16, 17. O que ele queria dizer por “justificação”? Considere os seguintes textos bíblicos (Êx 23:7 e Dt 25:1) e complete as lacunas.

Justificar, para ____________________, significava __________________________ ou ______________________________ alguém; tornar alguém reto.

O verbo justificar era um termo-chave para Paulo. Das 39 vezes em que ele ocorre no Novo Testamento, 27 estão nas cartas de Paulo. Ele o usou oito vezes em Gálatas, incluindo quatro referências em Gálatas 2:16, 17. Justificação é um termo legal, usado nos tribunais. Está relacionado com o veredito que um juiz pronuncia quando uma pessoa é declarada inocente das acusações apresentadas contra ela. É o oposto de condenação. Além disso, visto que as palavras justo e reto vêm da mesma palavra grega, o fato de alguém “ser justificado” significa que ele também é considerado “reto”. Assim, justificação envolve mais do que simplesmente absolvição ou perdão. É uma declaração afirmativa de que a pessoa é reta.

Para alguns cristãos judeus, no entanto, justificação também tinha caráter relacional. Ela envolvia seu relacionamento com Deus e Sua aliança. Ser “justificado” também significava ser considerado um membro fiel da comunidade da aliança divina, a família de Abraão.
 Leia Gálatas 2:15-17. O que Paulo disse nesses versos? Como você pode aplicar essas palavras à sua experiência?
Segunda-feira, 17 de julho


Obras da lei


3. Paulo disse três vezes em Gálatas 2:16 que uma pessoa não é justificada por “obras da lei”. O que ele quis dizer com a expressão “obras da lei”? O que os seguintes textos revelam sobre essa questão? Gl 2:16, 17; 3:2, 5, 10; Rm 3:20, 28. Assinale a alternativa correta:

A.(  ) Obediência; prática da lei.

B.(  ) Obediência que dá direito à salvação.

Antes de entender a expressão “as obras da lei”, precisamos entender o que Paulo quis dizer com a palavra lei. A palavra lei (nomos, em grego) é encontrada 121 vezes nas cartas de Paulo. Ela pode se referir a uma série de coisas diferentes, inclusive a vontade de Deus para Seu povo, os primeiros cinco livros de Moisés, todo o Antigo Testamento, ou apenas um princípio geral. No entanto, a principal maneira pela qual Paulo usou a palavra se refere a toda a coleção dos mandamentos de Deus dada ao Seu povo por meio de Moisés.

A expressão “as obras da lei” provavelmente envolva, portanto, todos os requisitos encontrados nos mandamentos dados por Deus por intermédio de Moisés, sejam morais ou cerimoniais. O raciocínio de Paulo é que, não importa o quanto nos esforcemos para seguir e obedecer à lei de Deus, nossa obediência nunca será suficientemente boa para que Deus nos justifique, para que nos declare justos diante dEle. Isso porque Sua lei exige absoluta fidelidade de pensamento e ação, não apenas por algum tempo, mas o tempo todo, e não apenas a alguns de Seus mandamentos, mas a todos eles.

Embora a expressão “obras da lei” não ocorra no Antigo Testamento e não seja encontrada no Novo Testamento, exceto nos escritos de Paulo, uma impressionante confirmação de seu significado surgiu em 1947, com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, uma coleção de textos copiados por um grupo de judeus, chamados essênios, que viveram na época de Jesus. Embora escritos em hebraico, um dos manuscritos contém essa mesma expressão. O título do manuscrito é Miqsat Ma’as Ha-Torah, que pode ser traduzido como “Importantes obras da lei”. O documento descreve uma série de questões com base na lei bíblica em relação à prevenção da contaminação das coisas santas, inclusive algumas que designavam os judeus como distintos dos gentios. No fim, o autor escreveu o seguinte: se essas “obras da lei” forem seguidas, “você será considerado justo” diante de Deus. Ao contrário de Paulo, o autor não oferece ao leitor a justiça fundamentada na fé, mas no comportamento.
 Você guarda a lei de Deus de maneira satisfatória? Você realmente sente que a obedece tão bem que pode ser justificado diante de Deus com base na guarda da lei? (Rm 3:10-20). Se não, por quê? Como sua resposta ajuda a compreender o conceito de Paulo sobre o tema?
Terça-feira, 18 de julho


A base da nossa justificação


“E ser encontrado nEle, não tendo a minha própria justiça que procede da Lei, mas a que vem mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus e se baseia na fé” (Fp 3:9, NVI).

Os judeus cristãos não sugeriram que a fé em Cristo não fosse importante; afinal, eles tinham fé em Jesus e acreditavam nEle. Contudo, eles sentiam que a fé não era suficiente; ela devia ser complementada com a obediência, como se a obediência acrescentasse algo ao ato da justificação. No raciocínio deles, justificação era tanto pela fé quanto pelas obras. A maneira pela qual Paulo repetidamente contrastou a fé em Cristo com as obras da lei indica sua oposição a esse tipo de abordagem que incluía “ambos” os aspectos. Fé, somente a fé, é a base da justificação.

Para Paulo, igualmente, a fé não era apenas um conceito abstrato; ela estava inseparavelmente ligada a Jesus. Na verdade, a expressão traduzida duas vezes como “fé em Cristo”, em Gálatas 2:16, tem muito mais significado do que qualquer tradução pode realmente abranger. A expressão em grego é traduzida literalmente como “a fé” ou “fidelidade” de Jesus. Essa tradução literal revela o forte contraste que Paulo estabeleceu entre as obras da lei que nós fazemos e a obra de Cristo realizada em nosso favor, a obra que Ele, mediante Sua fidelidade (por isso, a “fidelidade de Jesus”), tem feito por nós.

É importante lembrar que a fé nada acrescenta à justificação, como se tivesse mérito em si mesma. A fé é, em vez disso, o meio pelo qual nos apegamos a Cristo e Sua obra em nosso favor. Não somos justificados com base em nossa fé, mas com base na fidelidade de Cristo por nós, que reivindicamos para nós por meio da fé.

Cristo fez o que todos deixaram de fazer: só Ele foi fiel a Deus em tudo que fez. Nossa esperança está na fidelidade de Cristo, não na nossa. Essa é a grande e importante verdade que, dentre outras, inflamou a Reforma Protestante, uma verdade que continua sendo tão crucial hoje quanto foi no tempo em que Martinho Lutero começou a pregá-la há séculos.

Uma primitiva tradução siríaca de Gálatas 2:16 comunica bem o pensamento de Paulo: “Portanto, sabemos que um homem não é justificado a partir das obras da lei, mas pela fé de Jesus, o Messias, e cremos nEle, em Jesus, o Messias, que por causa de Sua fé, a fé do Messias, podemos ser justificados, e não pelas obras da lei”.

4. Leia Romanos 3:22, 26; Gálatas 3:22; Efésios 3:12; e Filipenses 3:9. Qual é a única base para nossa salvação? Assinale a melhor resposta:

A.( ) Nossa obediência à lei e o sacrifício de Cristo.

B.( ) A fidelidade de Cristo por nós e Sua perfeita obediência, aceitas pela fé.
Entender esse assunto causa alguma surpresa a você? Você sente alegria ou decepção? 
Quarta-feira, 19 de julho


A obediência da fé


Paulo deixou claro que a fé é absolutamente fundamental para a vida cristã. É o meio pelo qual lançamos mão das promessas que temos em Cristo. Mas o que é fé, exatamente? O que ela envolve?

5. De acordo com Gênesis 15:5, 6; João 3:14-16; 2 Coríntios 5:14, 15 e Gálatas 5:6, qual é a origem da fé? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:

A.( ) A fé provém do esforço humano.

B.( ) A fé é uma resposta humana a uma iniciativa divina.

C.( ) A fé possui uma origem mística.

A genuína fé bíblica é sempre uma resposta ao Senhor. A fé não é algum tipo de sentimento ou atitude que a pessoa decide tomar, em algum momento, porque Deus exige. Ao contrário, a verdadeira fé se origina em um coração tocado por um sentimento de gratidão e amor pela bondade de Deus. Por isso, quando a Bíblia fala sobre fé, essa fé sempre provém de iniciativas que Deus tem tomado. No caso de Abraão, por exemplo, a fé foi sua resposta às promessas maravilhosas que Deus tinha feito a ele (Gn 15:5, 6). Já no Novo Testamento, Paulo disse que, em última análise, a fé está enraizada na nossa percepção do que Cristo fez por nós na cruz.

6. Se a fé é uma resposta ao Senhor, o que essa resposta deve incluir? O que podemos entender sobre a natureza da fé? Jo 8:32, 36; At 10:43; Rm 1:5, 8; 6:17; Hb 11:6; Tg 2:19

Muitas pessoas definem fé como “crença”. Essa definição é problemática, pois em grego a palavra para “fé” é simplesmente a forma substantivada do verbo “crer”. Usar uma forma para definir a outra é como dizer que “fé é ter fé”. Isso não diz nada.

Um exame cuidadoso das Escrituras revela que a fé envolve não só o conhecimento sobre Deus, mas um consentimento mental ou aceitação desse conhecimento. Essa é uma razão pela qual é tão importante ter uma imagem correta de Deus. Ideias distorcidas sobre o caráter de Deus podem tornar mais difícil o exercício da fé. Mas uma aceitação intelectual do evangelho não é suficiente, pois, nesse sentido, “até os demônios creem” (Tg 2:19). A verdadeira fé também afeta nosso modo de vida. Em Romanos 1:5, Paulo escreveu sobre a “obediência que vem pela fé” (NVI). Paulo não disse que a obediência é o mesmo que fé. Ele quis dizer que a verdadeira fé afeta toda a vida de uma pessoa, não apenas a mente. Ela envolve compromisso com nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, e não apenas uma lista de regras. A fé abrange o que fazemos, nossa maneira de viver, em quem confiamos e também aquilo em que acreditamos.
Quinta-feira, 20 de julho


A fé promove o pecado?


Uma das principais acusações contra Paulo era a de que seu evangelho da justificação pela fé apenas encorajava as pessoas a pecar (Rm 3:8; 6:1). Sem dúvida, os acusadores argumentavam que, se as pessoas não têm que cumprir a lei para ser aceitas por Deus, por que deviam se preocupar com sua maneira de viver? Lutero também enfrentou acusações semelhantes.

7. De acordo com Gálatas 2:17, 18, como Paulo respondeu à acusação de que a doutrina da justificação pela fé apenas encorajava o comportamento pecaminoso? Assinale a alternativa correta:

A.( ) Reconheceu que a fé estimulava o pecado, e acabou abandonando o evangelho.

B.( ) Disse que Cristo não é ministro do pecado, mas nos leva à obediência.

Paulo respondeu às acusações de seus adversários nos termos mais fortes possíveis: “De maneira nenhuma”! (ARC). Embora seja possível que uma pessoa caia em pecado após ir a Cristo, a responsabilidade certamente não seria de Cristo. Se transgredimos a lei, nós mesmos somos os transgressores.

8. Como Paulo descreveu sua união com Jesus Cristo? Como essa descrição refuta as objeções levantadas por seus adversários? Gl 2:19-21

Paulo considerou o raciocínio de seus opositores simplesmente absurdo. Aceitar Cristo pela fé não é algo trivial, não é um jogo de faz de conta celestial, em que Deus considera a pessoa como justa enquanto não há mudança real na sua maneira de viver. Ao contrário, aceitar Cristo pela fé é extremamente radical. Envolve uma completa união com Ele, uma união em Sua morte e ressurreição. Espiritualmente falando, Paulo disse que somos crucificados com Cristo, e morrem nossos velhos hábitos pecaminosos, enraizados no egoísmo (Rm 6:5-14). Fizemos uma ruptura radical com o passado. Todas as coisas são novas (2Co 5:17). Também fomos ressuscitados para uma vida nova em Cristo. O Cristo ressuscitado vive dentro de nós, tornando-nos diariamente mais e mais semelhantes a Ele mesmo.

Portanto, a fé em Cristo não é um pretexto para o pecado, mas um chamado a um relacionamento mais profundo e mais rico com Cristo do que jamais poderia ser encontrado numa religião fundamentada na lei.
Como você se relaciona com o conceito de salvação unicamente pela fé, sem as obras da lei? Você tem medo, pensando que isso pode ser uma desculpa para o pecado, ou se alegra nele? O que sua resposta diz sobre sua compreensão da salvação? 
Sexta-feira, 21 de julho


Estudo adicional


A lei de Deus tem sido considerada longamente. Ela tem sido apresentada às congregações de modo quase tão destituído do conhecimento de Jesus Cristo e de Sua relação para com a lei como ocorreu com a oferta de Caim. Foi-me mostrado que muitos se conservam longe da fé devido às ideias embaralhadas e confusas acerca da salvação, e porque os pastores têm trabalhado de maneira errônea para alcançar os corações. O ponto que durante anos tem sido recomendado com insistência à minha mente é a justiça imputada de Cristo […].

“Não há um ponto que necessite ser realçado com mais diligência, repetido com mais frequência ou estabelecido com mais firmeza na mente de todos, do que a impossibilidade de que o ser humano caído mereça alguma coisa por suas próprias e melhores boas obras. A salvação é unicamente pela fé em Jesus Cristo” (Ellen G. White, Fé e Obras, p. 18, 19).

“A lei requer justiça, e esta o pecador deve à lei; mas ele é incapaz de a apresentar. A única maneira em que pode alcançar a justiça é pela fé. Pela fé ele pode apresentar a Deus os méritos de Cristo, e o Senhor lança a obediência de Seu Filho a crédito do pecador. A justiça de Cristo é aceita em lugar do fracasso do homem, e Deus recebe, perdoa, justifica a pessoa arrependida e crente, trata-a como se fosse justa, e a ama como ama Seu Filho” (Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 367).

Perguntas para reflexão

1. Ellen G. White disse que nenhum assunto precisa ser mais enfatizado do que a justificação pela fé. Esses comentários são aplicáveis a nós hoje? Por quê?

2. Pense na Reforma Protestante e em Lutero. Embora a época, o lugar e as circunstâncias tenham sido diferentes, por que a mensagem apresentada por Paulo foi tão crucial para libertar milhões de pessoas do cativeiro espiritual romano?

Resumo: O comportamento de Pedro em Antioquia sugeriu que os conversos do paganismo não podiam ser verdadeiros cristãos, a menos que fossem circuncidados. Paulo destacou o engano de tal pensamento. Deus não pode declarar justa nenhuma pessoa com base em seu comportamento, pois nem mesmo os melhores seres humanos são perfeitos. Somente aceitando o que Deus fez por nós em Cristo, os pecadores podem ser justificados diante dEle.

Respostas e atividades da semana: 1. Com uma semana de antecedência, peça aos alunos que estudem o contexto em que viviam os judeus, bem como os cristãos gentios antes da sua conversão. Em classe, discutam as possíveis respostas para essa pergunta. 2. Paulo – absolver – inocentar. 3. A. 4. B. 5. F; V; F. 6. Divida a classe em dois grupos e incentive-­os a refletir sobre a natureza da fé. Por fim, escolha um representante de cada grupo para que apresente a sua resposta. 7. B. 8. Peça aos alunos que relacionem a união de Paulo com Cristo com as objeções dos seus adversários. Em classe, peça que dois ou três alunos compartilhem suas respostas com o restante da classe.
Participe do projeto “Reavivados por Sua Palavra”: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/  

sexta-feira, 14 de julho de 2017

terça-feira, 4 de julho de 2017

Lição 2 01 a 08 de julho A autoridade de Paulo e o evangelho




Sábado à tarde


Verso para memorizar: “Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1:10).
Leituras da semana: 2Pe 3:15, 16; Gl 1; Fp 1:1; Gl 5:12
Estudantes de uma universidade construíram um centro em seu campus, onde todos seriam bem-vindos, independentemente da etnia, gênero, status social ou crenças religiosas. Imagine se, anos mais tarde, esses alunos retornassem ao campus e descobrissem que outros estudantes haviam redesenhado o centro. Em lugar da sala grande com bastante espaço para socialização, concebida para proporcionar um sentido de unidade a todos ali, o local tivesse sido subdividido em várias salas menores, com restrições à entrada com base na cor da pele, no gênero, na religião, e assim por diante. Os alunos responsáveis pelo novo desenho poderiam ter argumentado que sua autoridade para fazer essas mudanças vinha de uma prática estabelecida há vários séculos.
Isso é algo parecido com a situação que Paulo enfrentou quando escreveu sua carta às igrejas da Galácia. Seu plano, segundo o qual os gentios podiam se unir à igreja com base unicamente na fé, estava sendo desafiado por falsos mestres, que insistiam na ideia de que os gentios também deviam ser circuncidados antes de se tornarem membros da igreja. A carta aos Gálatas é uma resposta a esse engano.
 Convide seus amigos e vizinhos para que participem da semana de oração jovem. Ore suplicando que esses convidados recebam milagres espirituais. 
Domingo, 02 de julho

Paulo, o escritor de cartas

1. Leia 2 Pedro 3:15, 16. Como a igreja primitiva considerava os escritos de Paulo? O que isso nos ensina sobre a inspiração? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Difíceis. Apesar da origem divina da mensagem, os profetas e apóstolos escreveram com suas próprias palavras, segundo sua bagagem cultural e intelectual.
B.( ) Fáceis. Deus tem uma linguagem simples, por isso, Ele ditou cada palavra a Paulo.
Quando Paulo escreveu aos gálatas, sob a orientação do Espírito Santo, tratou de situações específicas que o envolviam e também aos cristãos da Galácia.
Cartas como a Epístola aos Gálatas desempenharam papel importante no ministério de Paulo. Sendo o missionário enviado aos gentios, ele fundou igrejas ao redor do Mediterrâneo. Embora visitasse essas igrejas sempre que possível, ele não podia ficar em um lugar por muito tempo. Para compensar sua ausência, Paulo escrevia cartas às igrejas a fim de lhes dar orientação. Com o tempo, cópias das suas cartas foram compartilhadas com outras igrejas (Cl 4:16). Embora algumas dessas cartas tenham se perdido, pelo menos treze delas no Novo Testamento levam seu nome. Além disso, como mostram as palavras de Pedro, os escritos de Paulo passaram a ser vistos como parte das Escrituras. Isso mostra quanta autoridade seu ministério ganhou nos primórdios da história da igreja.
Antigamente, alguns cristãos acreditavam que o formato das cartas de Paulo fosse único, especialmente criado pelo Espírito a fim de conter a Palavra inspirada de Deus. Essa visão mudou quando dois jovens estudantes de Oxford, Bernard Grenfell e Arthur Hunt, descobriram no Egito cerca de 500 mil fragmentos de papiros antigos (documentos escritos em papiro, um material popular para escrita, usado vários séculos antes e depois de Cristo). Além de encontrar algumas das cópias mais antigas do Novo Testamento, eles encontraram também notas fiscais, declarações de renda, recibos e cartas pessoais.
Para surpresa de todos, verificou-se que o formato básico das cartas de Paulo era comum a todos os escritores de cartas de seu tempo. O formato incluía (1) uma saudação de abertura, que mencionava o remetente e o destinatário e, em seguida, introduzia a saudação; (2) palavras de agradecimento; (3) o corpo principal da carta; e, finalmente, (4) uma declaração de encerramento.
Paulo seguiu o formato básico do seu tempo, falando aos seus contemporâneos por um meio de comunicação e um estilo com o qual eles estavam familiarizados.

Segunda-feira, 03 de julho

O chamado de Paulo

Embora as epístolas de Paulo geralmente sigam o formato básico das cartas antigas, Gálatas contém uma série de características únicas. Essas diferenças podem nos ajudar a entender melhor a situação com a qual Paulo estava lidando.
2. Quais são as diferenças e semelhanças entre a saudação introdutória de Paulo em Gálatas 1:1, 2 com as que ele escreveu em Efésios 1:1, Filipenses 1:1 e 2 Tessalonicenses 1:1? 
A saudação de Paulo em Gálatas é um pouco mais longa do que a saudação das outras cartas. Além disso, ele teve que agir de forma diferente ao descrever a base de sua autoridade apostólica. Literalmente, a palavra apóstolo significa “alguém enviado” ou “mensageiro”. No Novo Testamento, no sentido estrito, ela se refere aos primeiros doze seguidores de Jesus e aos outros a quem o Cristo ressuscitado apareceu e comissionou para ser Suas testemunhas (Gl 1:19; 1Co 15:7-9). Paulo declarou que pertencia a esse grupo seleto.
O fato de Paulo negar com tanta força que seu apostolado se apoiasse em qualquer ser humano sugere que havia uma tentativa, por parte de alguns na Galácia, de enfraquecer sua autoridade apostólica. Por quê? Como vimos, alguns na igreja não estavam felizes com a mensagem de Paulo, de que a salvação era fundamentada na fé em Cristo apenas, e não nas obras da lei. Eles achavam que o evangelho apresentado por Paulo estivesse minando a obediência. Esses perturbadores eram sutis. Sabiam que a base da mensagem do evangelho de Paulo estava diretamente ligada à fonte de sua autoridade apostólica (Jo 3:34) e resolveram fazer um ataque poderoso contra essa autoridade.
No entanto, eles não negaram diretamente o apostolado de Paulo. Simplesmente alegaram que ele não era realmente muito importante. Eles provavelmente afirmavam que Paulo não havia sido um dos primeiros discípulos de Jesus. Sua autoridade, portanto, não era de Deus, mas de homens, talvez dos líderes da igreja de Antioquia, que tinham designado Paulo e Barnabé como missionários (At 13:1-3). Ou, talvez, viesse de Ananias, que havia batizado Paulo, no início (At 9:10-18). Na opinião deles, Paulo era somente um mensageiro de Antioquia ou Damasco, e nada mais. Consequentemente, eles argumentaram que sua mensagem era simplesmente sua própria opinião, não a Palavra de Deus.
Paulo reconheceu o perigo dessas afirmações e defendeu imediatamente o apostolado que Deus lhe havia concedido.
 Quais sutilezas desafiam a autoridade das Escrituras dentro da igreja? Como reconhecer esses desafios? Como eles têm influenciado seu pensamento a respeito da autoridade da Bíblia? 
Terça-feira, 04 de julho

O evangelho de Paulo

3. Além de defender seu apostolado, o que Paulo enfatizou em sua saudação aos gálatas? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso. (Compare Gl 1:3-5 com Ef 1:2; Fp 1:2; e Cl 1:2.)
A.( ) A divindade de Cristo.
B.( ) A ressurreição dos mortos.
C.( ) A graça e a paz.
Uma das características singulares das cartas de Paulo é sua maneira de ligar as palavras graça e paz nas saudações. A combinação dessas duas palavras é uma modificação das saudações mais características do mundo grego e judaico. Onde um autor grego normalmente escreveria “saudações” (chairein), Paulo escrevia “graça”, uma palavra que tinha o som parecido em grego (charis). A isso Paulo acrescentava a típica saudação judaica da “paz”.
A combinação dessas duas palavras não é uma simples cortesia. Ao contrário, essas palavras descrevem basicamente sua mensagem do evangelho (Paulo usou essas duas palavras mais do que qualquer outro autor do Novo Testamento). A graça e a paz não eram de Paulo, mas de Deus, o Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
4. Quais aspectos do evangelho Paulo apresentou em Gálatas 1:1-6?
Embora Paulo tivesse pouco espaço em sua saudação inicial para explanar a natureza do evangelho, ele descreveu magistralmente a essência do evangelho em poucos versos. Qual é a verdade central sobre a qual o evangelho está firmado? De acordo com Paulo, não é nossa conformidade com a lei – o conceito que os adversários de Paulo estavam anunciando. Ao contrário, o evangelho se fundamenta inteiramente no que Cristo realizou por nós por meio de Sua morte na cruz e da Sua ressurreição. A morte e a ressurreição de Cristo fizeram algo que nunca poderíamos fazer por nós mesmos: destruíram o poder do pecado e da morte, libertando Seus seguidores do poder do mal, que mantém muitas pessoas no medo e na escravidão.
À medida que Paulo refletia sobre a maravilhosa notícia da graça e da paz que Deus criou para nós em Cristo, ele entrava numa doxologia espontânea, que aparece no verso 5.
Utilizando aproximadamente a mesma quantidade de palavras que Paulo usou em Gálatas 1:1-5, escreva o que o evangelho significa para você. Compartilhe suas palavras com a classe. 


Quarta-feira, 05 de julho

Nenhum outro evangelho

5. O que normalmente aparece depois da saudação inicial nas cartas de Paulo? Qual é a diferença em Gálatas? Gl 1:6; Rm 1:8; 1Co 1:4; Fp 1:3; 1Ts 1:2. Assinale a alternativa correta:
A.( ) Uma petição. Paulo resolveu não pedir nada aos gálatas.
B.( ) Um agradecimento. Paulo omitiu o agradecimento por causa do mau comportamento dos gálatas.
Embora Paulo tivesse abordado todos os tipos de desafios e problemas locais em suas cartas às igrejas, ainda assim ele costumava colocar, depois da saudação inicial, uma palavra de oração ou agradecimento a Deus pela fé dos seus leitores. Ele fez isso até em suas cartas aos coríntios, que estavam lutando com todos os tipos de comportamento questionável (1Co 1:4; 5:1). No entanto, a situação na Galácia era tão perturbadora que Paulo omitiu totalmente a ação de graças e foi direto ao ponto.
6. Quais palavras fortes Paulo utilizou para demonstrar sua preocupação com o que estava acontecendo na Galácia? Gl 1:6-9; 5:12. Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) O apóstolo amaldiçoou os que estavam pregando outro evangelho.
B.( ) Chamou de “filhos do diabo” os que pervertiam o evangelho.
Paulo não reteve as palavras em sua acusação contra os gálatas. Ele os acusou de trair sua vocação como cristãos. A palavra abandonando (NVI) ou passando (RA), que aparece no verso 6, muitas vezes era usada para descrever soldados que desistiam de sua lealdade ao país, abandonando o exército. Paulo estava dizendo que os gálatas eram desertores que estavam virando as costas para Deus.
De que maneira os gálatas estavam abandonando a Deus? Eles passaram a aceitar um evangelho diferente. Paulo não estava dizendo que há mais de um evangelho, mas que havia alguns na igreja que, ao ensinar que a fé em Cristo não era suficiente (At 15:1-5), estavam agindo como se tivesse outro. Paulo ficou tão incomodado com essa distorção do evangelho que desejou que qualquer pessoa que pregasse um evangelho diferente caísse sob a maldição de Deus! (Gl 1:8). Paulo foi tão enfático sobre esse ponto que chegou a dizer basicamente a mesma coisa duas vezes (Gl 1:9).
Até mesmo em nossas igrejas, há uma tendência de enfatizar a experiência acima da doutrina. Dizem que o mais importante é a experiência e o relacionamento com Deus. Por mais importante que seja a experiência, o que Paulo ensina sobre a importância da doutrina correta?  

Quinta-feira, 06 de julho

A origem do evangelho de Paulo

7. Os perturbadores da Galácia alegaram que o evangelho de Paulo era dirigido por seu desejo de obter a aprovação dos outros. Em sua carta, o que Paulo poderia ter feito de maneira diferente, se estivesse apenas buscando a aprovação dos homens? Gl 1:6-9, 11-24.
Por que Paulo não exigiu que os gentios convertidos fossem circuncidados? Seus oponentes alegaram que isso ocorreu porque ele queria conversões a qualquer custo. Talvez eles tivessem pensado que, pelo fato de Paulo saber que os gentios teriam restrições em relação à circuncisão, ele não exigiu isso. Insinuaram que ele gostava de agradar o povo! Em resposta a tais alegações, Paulo apresentou a seus oponentes as fortes palavras de Gálatas 1:8, 9. Se tudo o que ele quisesse fosse aprovação, certamente teria respondido de outra forma.
8. Para Paulo, por que é impossível ser seguidor de Cristo e, ao mesmo tempo, querer agradar as pessoas? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Porque é impossível agradar as pessoas. Cada uma deseja algo diferente.
B.( ) Porque os servos de Cristo desagradam as pessoas que não aceitam o evangelho, e os que desejam agradar as pessoas não podem servir a Cristo.
9. Em Gálatas 1:11, 12, Paulo disse que havia recebido seu evangelho e autoridade diretamente de Deus. Quais são os argumentos apresentados nos versos 13-24 para provar esse conceito? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Ele foi separado desde o ventre materno para realizar a obra de Deus.
B.( ) Deus teve que escolher Paulo para uma missão, pois ele era muito capaz.
C.( ) Paulo destruía a igreja e passou a construí-la. Portanto, era impossível que o evangelho que pregava fosse dele próprio.
Os versos 13-24 trazem um relato autobiográfico da situação de Paulo antes da conversão (v. 13, 14), na conversão (v. 15, 16) e posteriormente (v. 16-24). Paulo afirmou que as circunstâncias que envolveram cada um desses acontecimentos tornaram absolutamente impossível que qualquer pessoa afirmasse que ele havia recebido o evangelho de outra pessoa, a não ser Deus. Paulo não ficaria indiferente, permitindo que alguém depreciasse sua mensagem, questionando seu chamado. Ele sabia o que lhe havia acontecido, o que havia sido chamado a ensinar, e faria isso, não importando o que custasse.
Você tem certeza do seu chamado em Cristo? Como saber o que Deus lhe chamou para fazer? Ao mesmo tempo, mesmo que esteja certo da sua vocação, por que você deve ouvir o conselho dos outros? 
Sexta-feira, 07 de julho

Estudo adicional

“Em quase todas as igrejas havia alguns membros judeus de nascimento. A esses conversos os mestres judeus tinham fácil acesso e, por meio deles, ganhavam um ponto de apoio nas igrejas. Com argumentos bíblicos, era impossível derrubar as doutrinas ensinadas por Paulo. Por isso, eles recorriam às medidas mais inescrupulosas para neutralizar sua influência e enfraquecer sua autoridade. Declaravam que ele não havia sido discípulo de Jesus e não tinha recebido nenhum chamado da parte dEle, mas ousava ensinar doutrinas diretamente opostas aos ensinos defendidos por Pedro, Tiago e outros apóstolos […].
“O coração de Paulo ficou agitado quando viu os males que ameaçavam destruir rapidamente essas igrejas. Imediatamente ele escreveu aos gálatas, expondo suas teorias falsas e, com grande severidade, repreendeu os que tinham abandonado a fé” (Ellen G. White, Sketches From the Life of Paul [Esboços da Vida de Paulo], p. 188, 189).
Perguntas para reflexão
1. Qual é o significado do evangelho para você?
2. Na saudação de Paulo aos gálatas, ele declarou que a morte de Jesus ocorreu por uma razão específica. Qual foi essa razão, e qual o significado disso hoje?
3. Em Gálatas 1:14, Paulo disse que ele era extremamente zeloso das tradições de seus pais. Por “tradições” ele provavelmente se referia tanto às tradições orais dos fariseus como ao próprio Antigo Testamento. Existe espaço para as tradições em nossa fé? Que advertência a experiência de Paulo nos apresenta hoje em relação à questão da tradição?
4. Por que Paulo era “intolerante” com os que tinham crenças diferentes das dele? Como seria vista em nossa igreja hoje uma pessoa com uma postura tão firme e intransigente?
Resumo: Os falsos mestres da Galácia estavam tentando enfraquecer o ministério de Paulo, afirmando que seu apostolado e mensagem do evangelho não lhe tinham sido dados por Deus. Paulo enfrentou essas duas acusações nos primeiros versos de sua carta aos Gálatas. Corajosamente, ele declarou que só há um meio de salvação e descreveu como os eventos que envolveram sua conversão demonstravam que sua vocação e evangelho só podiam provir de Deus.
Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. Com antecedência, escolha quarto alunos e distribua os textos bíblicos entre eles. Peça que eles estudem a saudação introdutória designada a cada um deles e que compartilhem no próximo sábado com a classe. 3. F; F; V. 4. Peça para os alunos compartilharem suas respostas em classe no sábado. 5. B. 6. V; F. 7. Com uma semana de antecedência, escolha um aluno para responder essa questão e trazer sua resposta no sábado. Permita que outros compartilhem suas respostas. 8. B. 9. V; F; V.

 
Participe do projeto “Reavivados por Sua Palavra”: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org/

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Cacique sintoniza TV Novo Tempo e influencia comunidade indígena

Depois de estudar a Bíblia, líder decidiu estabelecer templo adventista para tribo que vive no interior de Roraima

 

Templo da comunidade indígena Júlia foi inaugurado no início de abril

Manaus, AM…[ASN] A estrada de terra vermelha colore todo o percurso até a comunidade indígena Júlia, situada na cidade de Normandia, em Roraima, próxima à fronteira da Guiana. Em meio a uma paisagem plana, com poucas árvores, avista-se, entre um longo espaço, outros pequenos vilarejos de casas simplórias. Após alguns bons quilômetros, o rio Tacutu corta a cena seca e exibe uma beleza que chega a refletir em suas águas o céu azul celeste. Logo avista-se uma casinha branca, simples, mas aconchegante, e as pessoas que estão em volta parecem estar felizes. Elas estavam na expectativa de celebrar a inauguração da primeiro templo adventista do sétimo dia em comunidades indígenas da região.
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Tudo começou quando o líder da comunidade indígena enfrentou um grave problema de saúde e precisou permanecer por um período na capital do Estado, Boa Vista. Foi em seu repouso que, trocando de canal, encontrou a TV Novo Tempo. Retornou à sua comunidade convicto de que precisava passar o conhecimento bíblico adquirido às pessoas. “Quando comecei a acompanhar os programas dos pastores Ivan Saraiva e Luís Gonçalves, minha ideia de Deus mudou. E eu precisava levar isso para a minha tribo”, diz o hoje ex-cacique Manuel Guariba.
Líderes eclesiásticos da região fizeram parte da cerimônia que inaugurou o templo
Assim, o conhecimento a respeito da Bíblia foi aumentando e Guariba decidiu ter um espaço físico para estabelecer um templo adventista. Segundo o vereador da cidade, Alessandro Leipnitz, a presença do adventismo tem mudado o local. “A realidade nestas comunidades mais afastadas é triste. O índice de alcoolismo, pedofilia, relação incestuosa é altíssimo. A mensagem bíblica por aqui começou a mudar o pensamento de muitos. Consequentemente, o comportamento também vai sendo diferenciado”, constata.
Segundo o responsável pela Igreja Adventista nos Estados do Amazonas e Roraima, pastor Wiglife Saraiva, a maior dificuldade para que a presença adventista se espalhe na região é a autorização dos caciques para que os membros tenham contato com as tribos. “Nosso maior desafio é fazer com que os caciques se convençam de que a mensagem bíblica irá transformar a vida das pessoas. Mas temos acompanhado a forma maravilhosa como Deus tem aberto portas e corações para que a Sua mensagem se espalhe. Hoje, na inauguração da igreja adventista, mais indígenas entregaram suas vidas a Cristo através do batismo”, ressalta.
Para o líder da Igreja Adventista na região noroeste do País, pastor Gilmar Zahn, a Novo Tempo tem sido uma ferramenta usada por Deus. “Existem lugares que não podemos entrar de imediato. A Novo Tempo chega para abrir caminhos e preparar os corações. É exatamente o que estamos vivendo hoje aqui com a inauguração desta igreja que irá fortalecer esta comunidade indígena na Bíblia e na fé”, finaliza. [Equipe ASN, Luciana Santana]

TV Novo Tempo deixa grade da SKY em agosto Emissora também pode ser vista em outras operadoras e nas antenas parabólicas




Emissora produz programas com temáticas bíblicas e educativas (Foto: divulgação)
Jacareí, SP … [ASN] A TV Novo Tempo deixará de ser vista na operadora de TV por assinatura SKY a partir do dia 27 de agosto deste ano. O contrato foi finalizado entre as partes e a programação do canal da Igreja Adventista do Sétimo Dia poderá ser vista, até essa data, pelo número 165, e não mais pelo 14. Hoje, portanto, a Novo Tempo não ocupa mais o canal de número 14 da SKY, que está com outra emissora.
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O diretor da Rede Novo Tempo de Comunicação, Antônio Tostes, lembra que a TV Novo Tempo está em mais de 500 cidades em canal aberto no Brasil, incluindo 19 capitais do País. Para saber de cada uma destas cidades e seus respectivos canais, basta acessar o site.
A emissora continuará transmitindo sua programação normalmente por meio das antenas parabólicas, pela NET – nos canais 184 ou 684, pela operadora Claro – nos canais 184 ou 684, e pela operadora OI, no canal 214. Ela informa, ainda, que continua a trabalhar para ampliar o alcance do seu sinal e oferecer cada vez mais qualidade. E que segue com investimentos, também, na produção de novos conteúdos cristãos. [Equipe ASN, da redação]

Lição 1 24 de junho a 01 de julho Paulo: apóstolo dos gentios

 


Sábado à tarde

Verso para memorizar: “Ouvindo isso, não apresentaram mais objeções e louvaram a Deus, dizendo: ‘Então, Deus concedeu arrependimento para a vida até mesmo aos gentios!’” (At 11:18, NVI).
Leituras da semana: At 6:9-15; 9:1-9; 1Sm 16:7; Mt 7:1; At 11:19-21; 15:1-5
Não é tão difícil entender Saulo de Tarso (também conhecido como apóstolo Paulo, após sua conversão), e por que ele fez o que fez. Sendo judeu devoto, ensinado durante toda a sua vida sobre a importância da lei e sobre a futura redenção política de Israel, a ideia de que o tão aguardado Messias tinha sido vergonhosamente executado, como o pior dos criminosos, era demais para ele tolerar.
Portanto, não é de admirar que ele estivesse convencido de que os seguidores de Jesus estavam sendo desleais para com a Torá e, assim, prejudicando o plano de Deus para Israel. Suas alegações de que o Jesus crucificado era o Messias e de que Ele tinha ressuscitado, acreditava ele, eram terrível apostasia. Não poderia haver tolerância para com esse “absurdo” nem para quem se recusasse a abandonar essas ideias. Saulo estava determinado a ser o agente de Deus para livrar Israel dessas crenças. Assim, ele aparece pela primeira vez nas páginas das Escrituras como perseguidor violento dos seus compatriotas judeus que acreditavam que Jesus fosse o Messias.
Porém, Deus tinha planos bem diferentes para Saulo, planos que ele nunca poderia ter esperado: esse judeu não apenas pregaria que Jesus é o Messias, mas faria isso entre os gentios!
Inicie uma classe bíblica com os juvenis e jovens de sua comunidade, com o objetivo de prepará-los para o batismo da primavera, no mês de setembro. 
 Domingo, 25 de junho
Perseguidor dos cristãos

Saulo de Tarso aparece pela primeira vez em Atos como um dos envolvidos no apedrejamento de Estêvão (At 7:58) e, em seguida, em conexão com a ampla perseguição que irrompeu em Jerusalém (At 8:1-5). Pedro, Estevão, Filipe e Paulo desempenharam papel significativo no livro de Atos, pois estiveram envolvidos nos episódios que levaram à propagação da fé cristã para além do mundo judaico. Estevão é especialmente importante porque sua pregação e martírio parecem ter exercido influência profunda sobre Saulo de Tarso.
Estevão, um judeu que falava o idioma grego, era um dos sete diáconos (At 6:3-6). De acordo com Atos, alguns judeus estrangeiros que foram morar em Jerusalém (At 6:9) entraram em discussão com Estevão acerca do conteúdo de sua pregação sobre Jesus. É possível, talvez até provável, que Saulo de Tarso estivesse envolvido nesses debates.
1. Leia Atos 6:9-15. Quais foram as acusações apresentadas contra Estevão?
Assinale a alternativa correta:
A.( ) Traição e suborno.
B.( ) Blasfêmia contra Deus, Moisés, a lei e o templo.
C.( ) Blasfêmia contra o Espírito Santo.
A hostilidade feroz para com a pregação de Estevão parece ter resultado de duas coisas diferentes. Por um lado, Estevão atraiu a ira de seus adversários por não dar importância primária à lei judaica e ao templo, que haviam se tornado o foco do judaísmo e eram símbolos preciosos da identidade religiosa e nacional. Mas Estevão fez mais do que simplesmente menosprezar esses dois valiosos ícones; ele proclamou vigorosamente que Jesus, o Messias crucificado e ressurreto, era o verdadeiro centro da fé judaica.
Portanto, não é de admirar que ele tivesse irritado o fariseu Saulo (Fp 3:3-6), cujo zelo contra os cristãos primitivos indica que ele provavelmente pertencesse a uma ala rigorosa e militante dos fariseus, cheia de fervor revolucionário. Saulo entendia que as grandes promessas proféticas do reino de Deus ainda não tinham se cumprido (Dn 2; Zc 8:23; Is 40–55). Ele provavelmente acreditava que era sua tarefa ajudar Deus a tornar aquele dia uma realidade, o que se poderia fazer purificando Israel da corrupção religiosa e da ideia de que esse Jesus era o Messias.
Convencido de que estava certo, Saulo estava disposto a matar os que considerava errados. Embora precisemos ter zelo e fervor pelo que cremos, como temperar nosso zelo com a compreensão de que, às vezes, podemos estar equivocados?  

Segunda-feira, 26 de junho

A conversão de Saulo

“Ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu Sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões” (At 9:5, ARC).
Embora a perseguição de Saulo contra a igreja primitiva tivesse começado de maneira bastante discreta (no momento em que ele segurou as vestes dos assassinos de Estevão), ela rapidamente se intensificou (veja At 8:1-3; 9:1, 2, 13, 14, 21; 22:3-5). Várias palavras que Lucas usou para descrever Saulo revelam a figura de uma criatura selvagem, feroz, ou de um soldado saqueador, determinado a destruir seu oponente. A palavra traduzida por “devastava” em Atos 8:3 (NVI), por exemplo, é usada na tradução grega do Antigo Testamento (Sl 80:13) para descrever o comportamento descontrolado e destrutivo de um javali selvagem. A cruzada de Saulo contra os cristãos evidentemente não era um assunto de conveniência tratado com indiferença; era um plano determinado e sustentado para exterminar a fé cristã.
2. Examine as três descrições da conversão de Saulo (At 9:1-18; 22:6-21 e 26:2-19). Qual papel a graça de Deus teve nessa experiência? Saulo mereceu a bondade que o Senhor mostrou para com ele? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Foi a graça de Deus que alcançou Saulo e o transformou.
B.( ) Deus olhou para Saulo e viu que ele merecia a graça.
Da perspectiva humana, a conversão de Saulo deve ter parecido impossível (essa foi a razão do ceticismo que muitos manifestaram quando ouviram falar dela pela primeira vez).
A única coisa que Saulo merecia era a punição, mas, em vez disso, Deus concedeu graça a esse judeu fervoroso. Contudo, é importante notar que a conversão de Saulo não aconteceu num vácuo, nem foi forçada.
Saulo não era ateu. Ele era religioso, embora seriamente equivocado em sua compreensão de Deus. As palavras de Jesus a Paulo, “resistir ao aguilhão só lhe trará dor!” (At 26:14, NVI), indicam que o Espírito estivera convencendo Saulo. No mundo antigo, o “aguilhão” era uma vara com uma ponta afiada utilizada para cutucar bois, sempre que se recusavam a puxar o arado. Saulo havia resistido ao aguilhão de Deus por algum tempo, mas finalmente, em sua viagem para Damasco, por meio de um encontro miraculoso com o Jesus ressuscitado, ele decidiu parar de lutar.
 Sua conversão também foi uma experiência dramática, como a de Paulo? Se não, de que maneira a graça de Deus mudou sua vida? Por que é importante não esquecer o que recebemos em Cristo? 

Terça-feira, 27 de junho

Saulo em Damasco

Durante seu encontro com Jesus, Saulo ficou cego e foi instruído a ir à casa de um homem chamado Judas. Ali ele deveria aguardar a visita de Ananias. Sem dúvida, a cegueira física de Saulo foi um poderoso lembrete da cegueira espiritual, mais ampla, que o havia levado a perseguir os seguidores de Jesus.
Quando Jesus Se manifestou a ele na estrada de Damasco, tudo mudou. Nas questões sobre as quais Saulo pensava que tinha toda a razão, ele estava completamente equivocado. Em vez de trabalhar para Deus, havia trabalhado contra Ele. Quando entrou em Damasco, Saulo era um homem diferente do orgulhoso e zeloso fariseu que havia saído de Jerusalém. Em vez de comer e beber, passou seus primeiros três dias em Damasco jejuando, orando e refletindo sobre tudo o que tinha acontecido.
Leia Atos 9:10-14. Imagine o que deve ter passado na mente de Ananias: Saulo, o perseguidor, não era apenas um seguidor de Jesus, mas também se tornou Paulo, o apóstolo escolhido por Deus para levar o evangelho aos gentios (At 26:16-18)!
Não é de admirar que Ananias estivesse um tanto confuso. Se a igreja em Jerusalém estava hesitante em aceitar Paulo cerca de três anos após sua conversão (At 9:26-30), podemos imaginar as dúvidas e preocupações que enchiam o coração dos fiéis em Damasco, somente alguns dias depois do evento!
Observe também que Ananias recebeu uma visão do Senhor, mostrando-lhe a notícia surpreendente e inesperada sobre Saulo de Tarso. Talvez nenhuma outra coisa que não fosse uma visão o tivesse convencido de que aquelas informações acerca de Saulo eram verdadeiras e de que o inimigo dos cristãos judeus havia se tornado um deles.
Saulo tinha saído de Jerusalém com poder e autorização dos principais sacerdotes para acabar com a fé cristã (At 26:12). No entanto, Deus tinha uma missão bastante diferente para Saulo, apoiada numa autoridade muito maior. Saulo devia levar o evangelho ao mundo gentílico, uma ideia que, para Ananias e os outros fiéis judeus, deve ter sido ainda mais chocante do que a própria conversão de Saulo.
Onde Saulo havia procurado impedir a propagação da fé cristã, Deus o usaria para disseminá-la muito além do que os cristãos judeus poderiam imaginar.
3. Leia 1 Samuel 16:7, Mateus 7:1 e 1 Coríntios 4:5. Por que devemos ter cuidado ao avaliar a experiência espiritual de outras pessoas? Que erros temos cometido em nosso julgamento sobre os outros? O que temos aprendido com esses erros?

Quarta-feira, 28 de junho

O evangelho vai aos gentios

4. Onde foi estabelecida a primeira igreja gentílica? Quais acontecimentos ocasionaram a ida dos cristãos para lá? Qual lembrança do Antigo Testamento essa história traz? At 11:19-21, 26; Dn 2
A perseguição que irrompeu em Jerusalém após a morte de Estêvão fez com que muitos cristãos judeus fugissem para Antioquia, a 501 quilômetros ao norte. Sendo capital da província romana da Síria, Antioquia era inferior em importância apenas a Roma e Alexandria. Sua população, estimada em 500 mil pessoas, era extremamente cosmopolita, o que a tornava um local ideal não só para uma igreja de gentios, mas como ponto de partida para a missão universal da igreja primitiva.
5. De acordo com Atos 11:20-26, o que aconteceu em Antioquia, que resultou na visita de Barnabé à cidade e sua decisão posterior de convidar Paulo para se juntar a ele ali? Que descrição é apresentada da igreja daquela comunidade? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Alguns de Cirene e Chipre foram a Antioquia e começaram a pregar para os gregos. Muitos se converteram por meio de sua pregação. 
B.( ) Houve um grande incêndio em Antioquia, motivando Barnabé e outros a irem até lá e oferecerem auxílio.
Traçar uma cronologia da vida de Paulo é difícil, mas parece que cerca de cinco anos se passaram entre sua visita a Jerusalém depois da conversão (At 9:26-30) e o convite de Barnabé para que Paulo se juntasse a ele em Antioquia. O que Paulo fez em todos esses anos? É difícil dizer com certeza. Mas, com base em seus comentários em Gálatas 1:21, possivelmente ele tivesse pregado o evangelho nas regiões da Síria e da Cilícia. Alguns têm sugerido que, talvez, durante essa época ele tivesse sido deserdado por sua família (Fp 3:8) e sofrido uma série de dificuldades, como ele descreve em 2 Coríntios 11:23-28. A igreja em Antioquia floresceu sob a orientação do Espírito Santo. A descrição em Atos 13:1 indica que a natureza cosmopolita da cidade logo foi refletida na diversidade étnica e cultural da própria igreja (Barnabé era de Chipre, Lúcio de Cirene, Paulo da Cilícia, Simeão presumivelmente da África; pense também em todos os gentios convertidos). O Espírito procurava levar o evangelho a outros gentios, usando Antioquia como base para mais atividades missionárias de longo alcance, além da Síria e da Judeia.

Quarta-feira, 28 de junho

O evangelho vai aos gentios

4. Onde foi estabelecida a primeira igreja gentílica? Quais acontecimentos ocasionaram a ida dos cristãos para lá? Qual lembrança do Antigo Testamento essa história traz? At 11:19-21, 26; Dn 2
A perseguição que irrompeu em Jerusalém após a morte de Estêvão fez com que muitos cristãos judeus fugissem para Antioquia, a 501 quilômetros ao norte. Sendo capital da província romana da Síria, Antioquia era inferior em importância apenas a Roma e Alexandria. Sua população, estimada em 500 mil pessoas, era extremamente cosmopolita, o que a tornava um local ideal não só para uma igreja de gentios, mas como ponto de partida para a missão universal da igreja primitiva.
5. De acordo com Atos 11:20-26, o que aconteceu em Antioquia, que resultou na visita de Barnabé à cidade e sua decisão posterior de convidar Paulo para se juntar a ele ali? Que descrição é apresentada da igreja daquela comunidade? Assinale a alternativa correta:
A.( ) Alguns de Cirene e Chipre foram a Antioquia e começaram a pregar para os gregos. Muitos se converteram por meio de sua pregação. 
B.( ) Houve um grande incêndio em Antioquia, motivando Barnabé e outros a irem até lá e oferecerem auxílio.
Traçar uma cronologia da vida de Paulo é difícil, mas parece que cerca de cinco anos se passaram entre sua visita a Jerusalém depois da conversão (At 9:26-30) e o convite de Barnabé para que Paulo se juntasse a ele em Antioquia. O que Paulo fez em todos esses anos? É difícil dizer com certeza. Mas, com base em seus comentários em Gálatas 1:21, possivelmente ele tivesse pregado o evangelho nas regiões da Síria e da Cilícia. Alguns têm sugerido que, talvez, durante essa época ele tivesse sido deserdado por sua família (Fp 3:8) e sofrido uma série de dificuldades, como ele descreve em 2 Coríntios 11:23-28. A igreja em Antioquia floresceu sob a orientação do Espírito Santo. A descrição em Atos 13:1 indica que a natureza cosmopolita da cidade logo foi refletida na diversidade étnica e cultural da própria igreja (Barnabé era de Chipre, Lúcio de Cirene, Paulo da Cilícia, Simeão presumivelmente da África; pense também em todos os gentios convertidos). O Espírito procurava levar o evangelho a outros gentios, usando Antioquia como base para mais atividades missionárias de longo alcance, além da Síria e da Judeia.
 Coloque-se na posição desses fiéis judeus preocupados com o ensino de Paulo. Por que sua preo­cupação e oposição tinham algum sentido? Como nossas ideias preconcebidas, bem como as noções culturais e religiosas, podem nos desviar do caminho correto, apesar das nossas boas intenções? Como evitar esse tipo de erro? 

Sexta-feira, 30 de junho

Estudo adicional

Sobre a relação entre conversão pessoal e a Igreja, leia de Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 3, p. 430-434: “Independência individual”; para uma proveitosa descrição do início da vida de Paulo e um comentário sobre sua conversão, leia o Comentário Bíblico Adventista, v. 6, p. 226-234.
“Anteriormente, Paulo havia sido reconhecido como zeloso defensor da religião judaica e implacável perseguidor dos seguidores de Jesus. Corajoso, independente, perseverante, seus talentos e preparo o teriam capacitado a servir quase em qualquer atividade. Era capaz de arrazoar com clareza extraordinária, e por seu fulminante sarcasmo podia colocar o adversário em posição nada invejável. E agora, os judeus viam esse jovem extraordinariamente promissor unido com aqueles a quem antes havia perseguido, pregando destemidamente no nome de Jesus!
“Um general que tomba em combate está perdido para seu exército, mas sua morte não acrescenta força ao inimigo. Mas quando um homem preeminente se une às forças opositoras, não apenas se perdem seus serviços como ganham decidida vantagem aqueles com quem ele se uniu. Saulo de Tarso, no caminho para Damasco, podia facilmente ter sido fulminado pelo Senhor, e muita força se teria retirado do poder perseguidor. Deus, porém, em Sua providência, não apenas poupou a vida de Saulo, mas o converteu, transferindo assim um campeão do campo do inimigo para o lado de Cristo. Orador eloquente e crítico severo, Paulo, com seu decidido propósito e inquebrantável coragem, tinha as qualificações necessárias à igreja primitiva” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 124).
Perguntas para reflexão
1. Que lição aprendemos do fato de que alguns dos mais duros opositores de Paulo eram judeus que acreditavam em Jesus?
2. Como você pode defender princípios religiosos e, ao mesmo tempo, ter certeza de que não está lutando contra Deus?
Resumo: O encontro de Saulo com o Cristo ressuscitado na estrada de Damasco foi o momento decisivo em sua vida e na história da igreja primitiva. Deus mudou o antigo perseguidor da igreja e fez dele Seu apóstolo escolhido para levar o evangelho ao mundo gentílico. Entretanto, alguns tiveram dificuldade de aceitar a iniciativa de Paulo em relação à inclusão dos gentios na igreja unicamente pela fé – um poderoso exemplo de como o preconceito e a discriminação podem dificultar a missão.
Respostas e atividades da semana: 1. B. 2. A. 3. Promova um debate em classe a respeito dessa questão. Peça aos alunos que contem suas experiências pessoais ao terem julgado mal alguém. 4. Com uma semana de antecedência, escolha um aluno para responder a essa questão na classe. 5. A. 6. B.

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...