sábado, 3 de janeiro de 2026

EUA lançam ataque em larga escala na Venezuela e capturam Nicolás Maduro

Segundo Donald Trump, presidente venezuelano foi retirado do país por via aérea junto com a esposa. Explosões atingiram Caracas na madrugada deste sábado.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita em uma rede social.
"Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea."

De acordo com Trump, a ação foi conduzida em conjunto com as forças de segurança americanas. O presidente não informou para onde Maduro e a mulher foram levados.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, diz não saber onde Maduro está e exigiu uma prova de vida para o governo americano.
Uma série de explosões atingiu Caracas, capital da Venezuela, na madrugada deste sábado. Segundo a Associated Press, ao menos sete explosões foram ouvidas em Caracas em um intervalo de cerca de 30 minutos.
Moradores de diferentes bairros relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas ruas. Parte da cidade ficou sem energia elétrica, principalmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves sobrevoando Caracas em baixa altitude.

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Logo após o início, o governo da Venezuela publicou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. Caracas disse que o presidente venezuelano convocou forças sociais e políticas a ativar planos de mobilização.

"O presidente Nicolás Maduro assinou e ordenou a implementação do decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território nacional, para proteger os direitos da população, o pleno funcionamento das instituições republicanas e passar de imediato à luta armada", diz o texto.
"O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista."
O governo venezuelano afirmou ainda que o objetivo da operação americana seria tomar recursos estratégicos do país, principalmente petróleo e minerais. No comunicado, Caracas disse que os EUA tentam impor uma “guerra colonial” e forçar uma “mudança de regime”.

Por fim, a Venezuela declarou que se reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade ao país.

Maduro na mira
A pressão sobre o governo venezuelano começou em em agosto, quando os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Nicolás Maduro. À época, o governo norte-americano reforçou a presença militar no Mar do Caribe.

Inicialmente, a Casa Branca afirmou que a mobilização militar tinha como objetivo combater o narcotráfico internacional. Com o tempo, autoridades americanas passaram a dizer, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar o governo Maduro.

Trump e o presidente venezuelano chegaram a conversar por telefone em novembro. No entanto, segundo a imprensa americana, os contatos terminaram sem avanços, já que Maduro teria demonstrado resistência em deixar o poder.

No mesmo mês, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista. O governo americano acusa Maduro de liderar o grupo.

Ainda em novembro, a imprensa internacional informou que os EUA estavam prestes a iniciar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela.

Além disso, de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos têm interesse em assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas, consideradas as maiores do mundo.

Nas últimas semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela. Trump também determinou um bloqueio contra embarcações alvos de sanções e acusou Maduro de roubar os EUA.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Gratidão missionária

  • Quando reconhecemos as bênçãos do passado, renovamos a confiança no Deus que guia nosso futuro.

Erton Köhler
















sábado, 22 de novembro de 2025

Tornozeleira tinha sinais de avaria e marcas de queimadura, diz relatório; Bolsonaro confessou uso de ferro de solda

'Meti ferro quente aí', disse o ex-presidente ao ser questionado por uma policial penal sobre o que havia ocorrido com o aparelho de monitoramento. Após o episódio, Moraes determinou que ex-presidente, que estava preso em casa, fosse levado para a Superintendência da PF.
RESUMO
  • Relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal aponta que a tornozeleira de Jair Bolsonaro (PL) 'possuía sinais claros e importantes de avaria'.
  • Segundo o relatório, havia, no equipamento, 'marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local do encaixe/fechamento do case'.
  • Bolsonaro foi questionado sobre qual instrumento havia utilizado na tornozeleira. O ex-presidente disse que tinha utilizado ferro de solda para tentar abrir o equipamento.
  • Ao ser questionado por uma policial penal, Bolsonaro afirmou que começou a mexer no aparelho no fim da tarde de sexta.
  • A Secretaria de Administração Penitenciária anexou ao relatório um vídeo, onde o próprio ex-presidente confessa ter utilizado o ferro de solda
Um relatório da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal divulgado neste sábado (22) aponta que a tornozeleira de Jair Bolsonaro (PL) “possuía sinais claros e importantes de avaria".

Segundo o relatório, havia, no equipamento, "marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local do encaixe/fechamento do case”.

Conforme o documento, no momento da análise da situação, Bolsonaro foi questionado sobre qual instrumento havia utilizado na tornozeleira. O ex-presidente, então, disse que tinha utilizado um ferro de solda para tentar abrir o equipamento.

Ao ser questionado por uma policial penal, Bolsonaro afirmou que começou a mexer no aparelho no fim da tarde de sexta.

A Secretaria de Administração Penitenciária anexou ao relatório um vídeo, onde o próprio ex-presidente confessa ter utilizado o ferro de solda.

O alarme da tornozeleira disparou às 0h07. Imediatamente, a equipe que faz a segurança de Bolsonaro foi acionada pela Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal, responsável pelo aparelho. A escolta, então, confirmou a violação e fez a troca à 1h09.

Por volta de 2h, Moraes determinou que o ex-presidente, que estava em prisão domiciliar, fosse levado preso preventivamente para uma cela na Superintendência da PF (veja a cronologia aqui).


Em um vídeo divulgado pela Secretaria de Administração Penitenciária, uma policial penal aponta para a tornozeleira avariada e pergunta a Bolsonaro:

"O senhor usou alguma coisa para queimar isso aqui?". Ele responde: "Eu meti ferro quente aí. Curiosidade".

"Que ferro foi, ferro de passar?", a servidora questiona. "Não, ferro de soldar, de solda", diz Bolsonaro.

Em seguida, a servidora pergunta se Bolsonaro tentou arrancar a pulseira que prende o equipamento ao tornozelo, e ele nega.

"Pulseira aparentemente intacta, mas o 'case' [a capa] violado", relata a servidora no vídeo.

"Que horas o senhor começou a fazer isso, seu Jair?", ela pergunta. "No final da tarde", Bolsonaro afirma.

Tornozeleira passará por perícia da PF

Mesmo com o relatório da Secretaria de Administração Penitenciária do DF, a tornozeleira avariada por Bolsonaro seguiu para perícia no Instituto Nacional de Criminalística, da PF, que tem o prazo legal de até dez dias para entregar um relatório.
O prazo deve ser menor porque esse tipo de perícia é considerado simples.

🔎A parte do equipamento que foi queimada com um ferro de solda, segundo um profissional que acompanha o caso, é o "coração" da tornozeleira, onde ficam os sensores de localização e integridade e toda a parte eletrônica do aparelho.
Tanto essa parte como a pulseira, que prende o equipamento ao tornozelo, têm sensores que disparam se forem danificados, segundo o profissional.
Cronologia
Relembre a cronologia dos movimentos que resultaram na prisão de Bolsonaro na Superintendência da PF em Brasília:
Por volta das 17h de sexta-feira (21)
Senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) convoca, pelas redes sociais, uma vigília próxima à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, no bairro Jardim Botânico, em Brasília. O convite previa que a vigília começaria às 19h deste sábado (22).
  • Por volta das 23h de sexta-feira (21)
Senador Flávio Bolsonaro (PL-SP) convoca, pelas redes sociais, uma vigília próxima à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, no bairro Jardim Botânico, em Brasília. O convite previa que a vigília começaria às 19h deste sábado (22).

A Polícia Federal pede ao Supremo Tribunal Federal (STF) a prisão preventiva de Bolsonaro com base na convocação feita por Flávio.

A PF afirmou haver "a possibilidade concreta de que a vigília convocada ganhe grande dimensão, com a concentração de centenas de adeptos do ex-presidente nas imediações de sua residência, estendendo-se por muitos dias, de forma semelhante às manifestações estimuladas pela organização criminosa nas imediações de instalações militares, especialmente no final do ano de 2022".

Para a PF, havia risco de a vigília dificultar que Bolsonaro cumprisse a pena de prisão no processo da tentativa de golpe, que está próximo de ser encerrado.

"Tal fato [a vigília] tem o condão de gerar um grave dano à ordem pública, podendo inclusive inviabilizar o cumprimento de eventuais medidas em decorrência do trânsito em julgado da ação Penal 2.668/DF [da trama golpista], ou exigir o indesejável emprego de medidas coercitivas pelas forças de segurança pública para o seu cumprimento, colocando em risco a segurança de moradores do condomínio de residência e imediações, apoiadores, policiais designados para a missão e até mesmo o condenado e seus familiares", afirmou a PF.

0h08 de sábado (22)

Em paralelo ao pedido da PF, o Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (Cime), ligado à Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal, registra a "ocorrência de violação" da tornozeleira eletrônica usada por Bolsonaro.

O Cime informou nesta manhã, em nota, que não fornece detalhes sobre casos concretos. Alexandre de Moraes registrou a comunicação do órgão.

"O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta Suprema Corte a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu Jair Messias Bolsonaro, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho", escreveu o ministro.

1h25 de sábado (22)

Acionado por Moraes, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, assina um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) informando que não se opunha à prisão preventiva solicitada pela PF.

"Diante da urgência e gravidade dos novos fatos apresentados, a Procuradoria-Geral da República não se opõe à providência indicada pela Autoridade Policial", afirmou Gonet ao Supremo.

Ordem de prisão

Moraes decreta a prisão preventiva do ex-presidente por ver risco de fuga nos fatos novos — a vigília convocada por Flávio e a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica. A decisão é tomada na madrugada, após o ministro consultar a PGR — não há um horário expresso no documento.

"Não bastassem os gravíssimos indícios da eventual tentativa de fuga do réu Jair Messias Bolsonaro acima mencionados, é importante destacar que o corréu Alexandre Ramagem, a sua aliada política Carla Zambelli, ambos condenados por esta Suprema Corte; e o filho do réu, Eduardo Nantes Bolsonaro, denunciado pela Procuradoria-Geral da República no Supremo Tribunal Federal, também se valeram da estratégia de evasão do território nacional, com objetivo de se furtar à aplicação da lei penal", afirmou Moraes na decisão.

O ministro determina que a prisão seja cumprida na manhã deste sábado, "com todo o respeito à dignidade do ex-presidente [...], sem a utilização de algemas e sem qualquer exposição midiática", e que Bolsonaro fique recolhido na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal.

Por volta das 6h de sábado (22)

A PF vai até o condomínio do ex-presidente e cumpre a ordem de prisão. Bolsonaro é levado em um comboio de veículos para a Superintendência da PF, na Asa Sul, em Brasília.




quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Como responder às críticas a Ellen G. White?

Com um novo formato e uma abordagem atual, a Semana do Espírito de Profecia 2025 buscou fortalecer a fé dos participantes e reafirmar sua importância na vida cristã contemporânea.
Por Cristina Levano | Brasil
4 de novembro de 2025
O programa destaca a relevância do dom profético e o valor dos escritos inspirados de Ellen G. White para os adventistas do sétimo dia. (Foto: Divulgação)

A Igreja Adventista do Sétimo Dia na América do Sul realizou a Semana da Profecia 2025, do dia 27 a 31 de outubro, um programa que colocou em evidência questões atuais relacionadas ao papel profético de Ellen G. White. A proposta deste ano foi abordar, com fundamento bíblico e histórico, as críticas frequentes que circulam na internet a respeito da escritora, reforçando a confiança dos fiéis na inspiração divina e no Espírito de Profecia como característica distintiva da Igreja.

De acordo com o pastor Jonatas Leal, diretor do departamento de Espírito de Profecia da Divisão Sul-Americana (escritório administrativo da denominação para oito países da América do Sul), o assunto está intrinsecamente ligado à identidade adventista.
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“O Espírito de Profecia é uma das marcas da Igreja remanescente, segundo Apocalipse 12:17. Deus sempre guiou Seu povo por meio dos profetas, e hoje faz isso por meio dos escritos de Ellen White", explica.
Além do enfoque teológico, a iniciativa visou promover o estudo pessoal e o fortalecimento espiritual dos membros da Igreja. A leitura regular da Bíblia acompanhada com os escritos de Ellen G. White foi apresentada como um instrumento que auxilia no fortalecimento da fé, no engajamento com a missão e na aplicação prática dos princípios cristãos no dia a dia. Da mesma forma, se ressaltou que os escritos de White não substituem a leitura da Bíblia, mas atuam como um recurso adicional que promove uma compreensão mais aprofundada das Escrituras, mantendo sempre sua autoridade suprema como Palavra de Deus.

Assista ao primeiro episódio:
A expectativa, segundo o pastor Leal, é que o programa tenha um impacto positivo nas igrejas locais, oferecendo métodos e ferramentas práticas para que os membros possam lidar com objeções comuns, como aquelas relacionadas a plágio, finanças e o papel profético de Ellen White.
“Quando aprendemos a lidar com essas objeções, fortalecemos também a confiança na genuína inspiração divina dos escritos de Ellen White e na autoridade profética que ela recebeu de Deus”, destacou.

A série, realizada como videocast pela Casa Publicadora Brasileira 
(CPB) em parceria com a Divisão Sul-Americana, foi dividida em cinco episódios, com cada um abordando perguntas específicas sobre a vida e o ministério de Ellen G. White. Em cada capítulo, houve convidados e especialistas que, com base em evidências bíblicas e históricas, analisaram as principais críticas dirigidas à autora, tais como: “Por que os adventistas acreditam no papel profético de Ellen White?”, “As visões de Ellen White foram causadas por distúrbios nervosos?”, “Ellen White foi uma plagiadora?”, entre outras questões.
Todos os episódios da Semana da Profecia 2025 já estão disponíveis. 
lique aqui e assista.Você também pode receber esse e outros conteúdos diretamente no seu dispositivo. Assine nosso canal no Telegram ou no WhatsApp.

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Obra reforça identidade cristã e crenças fundamentais adventistas

Conteúdo reafirma, com linguagem acessível, a base bíblica da fé adventista e sua centralidade em Cristo
Por Oscar Lopes | Brasil
5 de novembro de 2025
Coletânea revisita as 28 crenças fundamentais dos Adventistas do Sétimo Dia (Imagem:
 Divulgação)
Nossa identidade é o que nos confere aspecto pessoal, propósito e destino. A Igreja Adventista do Sétimo Dia encontra sua identidade na Bíblia e a expressa por meio de 28 crenças fundamentais, que descrevem Deus e Sua criação, a humanidade e o plano da salvação, a vida cristã e a esperança futura. Esse conjunto de princípios doutrinários coerente e integrado fundamenta nossa identidade como Igreja e orienta nossa missão no mundo.
Sob a coordenação editorial de Artur A. Stele, vice-presidente da Associação Geral — o escritório administrativo mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia —, Comprometidos com Nossa Identidade reúne o conteúdo das apresentações de alguns dos principais teólogos adventistas sobre nosso sistema de crenças. A coletânea, composta de 12 capítulos breves, é atual, agradável e de leitura acessível.
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Seu conteúdo aborda novamente assuntos que, recentemente, geraram debates, como a autoridade bíblica, o dom profético, a criação literal, o sábado, o estado dos mortos e a doutrina do santuário celestial. Além disso, em cada um deles, Cristo é apresentado como o centro da mensagem das Escrituras. De forma complementar, cada ensino ilumina a pessoa de Cristo e Seu ministério.

Para Stele, organizador e um dos autores do livro, as 28 crenças fundamentais são como 28 cores distintas que, juntas, compõem com maior nitidez “o belo retrato de Cristo”. Portanto, o estudo das crenças bíblicas proposto nessa obra encontra sentido e profundidade quando descobrimos Cristo em cada uma delas.

Em uma época em que muitos reinterpretam o Evangelho de acordo com suas preferências pessoais, o livro convida os leitores a permanecerem firmes na Palavra de Deus e a não desvincularem o Autor de Sua mensagem. Enquanto muitos ignoram o testemunho do Senhor manifestado em toda a Bíblia e, assim, moldam um Salvador à sua própria imagem, esta obra encoraja a confiar ainda mais na solidez e na fundamentação bíblica das doutrinas essenciais da fé adventista.

“Nossas crenças não são um mero conjunto de proposições intelectuais a serem aceitas pelo fiel. Muito mais do que isso, elas são janelas que revelam a beleza do caráter de Deus” (Comprometidos com Nossa Identidade p. 29, 30).

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

Governo do RJ confirma 121 mortos em megaoperação; moradores retiram dezenas de corpos de mata

No dia seguinte à operação, moradores afirmam ter encontrado mais de 70 corpos, que foram levados para uma praça na Penha. Secretário da Polícia Civil fala em 63 corpos.
O governo do RJ confirmou nesta quarta-feira (29) 121 mortos na megaoperação nos complexos do Alemão e da Penha contra o Comando Vermelho. Foram 4 policiais e 117 suspeitos, segundo o secretário da Polícia Civil, o delegado Felipe Curi. Foi a operação mais letal da história do estado.
Moradores do Complexo da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, afirmaram ter encontrado pelo menos 74 corpos, que foram levados para a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais da região, ao longo da madrugada desta quarta-feira (29). Curi disse que foram 63 corpos achados na mata.
  • Entenda os números divulgados até agora:O governo havia informado em balanço na terça que havia 64 mortos, sendo que 4 eram policiais civis e militares.
  • Mas, na manhã desta quarta, o governador Cláudio Castro (PL-RJ) só confirmou oficialmente 58 mortos, sendo que eram 54 criminosos. Ele não esclareceu por que o número do balanço de ontem foi alterado.
  • Em coletiva, a cúpula da segurança do RJ atualizou os números: 4 policiais e 117 suspeitos mortos.
  • Moradores afirmam ter encontrado 74 mortos na mata, que foram levados uma praça na Penha. Secretário da Polícia Civil fala em "63 corpos achados na mata".
  • Haverá uma perícia para ver se há relação entre essas mortes e a operação.
  • Curi disse também que foram 113 presos, 33 de outros estados, como Amazonas, Ceará, Pará e Pernambuco.
O g1 apurou ainda que os corpos, todos de homens, estavam na área de mata da Vacaria, na Serra da Misericórdia, onde se concentraram os confrontos entre as forças de segurança e traficantes.


Mais cedo, o governador não comentou os corpos encontrados pelos moradores na mata
.“A nossa contabilidade conta a partir do momento que os corpos entram no IML. A Polícia Civil tem a responsabilidade enorme de identificar quem eram aquelas pessoas. Eu não posso fazer balanço antes de todos entrarem”, afirmou.

O secretário da Polícia Militar, Marcelo de Menezes, explicou a estratégia das forças de segurança durante a megaoperação. Segundo ele, foi criado o que chamou de “Muro do Bope”: policiais avançaram pela área da Serra da Misericórdia para cercar os criminosos e empurrá-los em direção à mata, onde outras equipes do Batalhão de Operações Especiais já estavam posicionadas.

A explicação foi dada durante entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (29), quando a cúpula da Segurança Pública do Rio detalhou os resultados da ação.

O secretário de Segurança Pública, Victor Santos, classificou o “dano colateral” como “muito pequeno”, afirmando que apenas quatro pessoas inocentes morreram durante a ação. A ação contou 2,5 mil policiais civis e militares e é considerada pela cúpula da segurança como de alto risco.

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O ativista Raull Santiago é um dos que ajudaram a retirar os corpos da mata. “Em 36 anos de favela, passando por várias operações e chacinas, eu nunca vi nada parecido com o que estou vendo hoje. É algo novo. Brutal e violento num nível desconhecido”, disse.
Segundo apurou o g1, o objetivo do traslado dos corpos até a praça foi facilitar o reconhecimento por parentes. Moradores os deixaram sem camisa para agilizar esse processo, a fim de deixar à mostra tatuagens, cicatrizes e marcas de nascença.

Muitos dos mortos tinham feridas a bala – alguns estavam com o rosto desfigurado. Um tinha sido decapitado, mas não se sabia como.

Depois, a Polícia Civil informou que o atendimento às famílias para o reconhecimento oficial ocorre no prédio do Detran localizado ao lado do Instituto Médico-Legal (IML) do Centro do Rio, a partir das 8h.

Nesse período, o acesso ao IML está restrito à Polícia Civil e ao Ministério Público, que realizam os exames necessários. As demais necropsias, sem relação com a operação, serão feitas no IML de Niterói.

Corpos levados a hospital
Mais cedo, moradores também transportaram seis corpos em uma Kombi para o Hospital Estadual Getúlio Vargas. O veículo chegou em alta velocidade e saiu rapidamente do local.









segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Hamas liberta 20 reféns israelenses após mais de 700 dias de cativeiro em Gaza

Grupo terrorista tinha até as 6h desta segunda para libertar todas as vítimas. Israel afirma que outros 28 reféns que ainda estão sob o poder do grupo terrorista estão mortos
Por Wesley Bischoff, Aline Freitas, g1 — São Paulo

Os 20 reféns israelenses vivos que ainda estavam sob poder do grupo terrorista Hamas foram finalmente libertados após mais de dois anos de cativeiro, na madrugada desta segunda-feira (13). A operação faz parte de um acordo de cessar-fogo assinado entre Israel e o Hamas.

O que aconteceu até agora:
  • Havia 48 reféns sob poder do Hamas na Faixa de Gaza. Desses, 20 foram libertados com vida. Israel diz que os demais 28 reféns estão mortos, mas dois deles ainda têm a situação oficialmente desconhecida.
  • No total, o Hamas sequestrou 251 pessoas no ataque terrorista de 7 de outubro de 2023. Outros reféns foram libertados ao longo de outros acordos de cessar-fogo.
  • Como contrapartida, o governo israelense libertou 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 que haviam sido condenados à prisão perpétua por crimes cometidos contra Israel e sua população.
  • Os prisioneiros libertados por Israel embarcaram em ônibus da Cruz Vermelha para serem enviados para Gaza, Cisjordânia e outros países.
O Hamas sequestrou 251 pessoas durante os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023. Segundo Israel, o grupo ainda mantinha 48 vítimas na Faixa de Gaza, das quais 28 estão mortas. Os demais sequestrados foram libertados em outros dois acordos de cessar-fogo ou resgatados por militares israelenses.

Os 28 corpos dos reféns mortos não foram entregues pelo Hamas a Israel até a última atualização desta reportagem. Ainda não foram divulgados detalhes sobre a entrega dos restos mortais desses reféns.

Sete reféns foram libertados por volta das 2h desta segunda-feira, no horário de Brasília. Os outros 13 foram entregues duas horas depois. Eles foram encaminhados para uma base, onde reencontraram familiares e receberam atendimento médico.

Os reféns libertados nesta segunda-feira foram entregues à Cruz Vermelha e, depois, às Forças de Defesa de Israel, para deixarem a Faixa de Gaza.

Em troca, Israel prometeu soltar quase 2 mil prisioneiros palestinos, incluindo 250 que cumpriam penas de prisão perpétua. A Reuters informou que os detentos embarcaram em ônibus da Cruz Vermelha para serem enviados para Gaza, Cisjordânia e outros países.

Na quarta-feira (8), Israel e o Hamas anunciaram um plano de paz para interromper a guerra na Faixa de Gaza. Pelo acordo, o grupo se comprometeu a libertar todos os reféns vivos e a devolver os restos mortais das vítimas que morreram.

O Hamas tinha até as 6h desta segunda-feira, pelo horário de Brasília, para concluir a libertação. O grupo pediu mais tempo para localizar todos os corpos dos reféns mortos.

Ainda não há prazo para que todos os corpos sejam devolvidos. A Turquia anunciou uma força-tarefa para ajudar o Hamas a encontrar os restos mortais das vítimas na Faixa de Gaza.

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O acordo
O plano de paz entre Israel e Hamas foi apresentado no fim de setembro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e negociado com a mediação de Egito, Catar e Turquia. Veja alguns pontos a seguir.

🟢 Reféns: O Hamas mantinha 48 dos 251 sequestrados no ataque terrorista em 2023. As demais vítimas foram libertas durante a vigência de outros dois acordos de cessar-fogo ou por meio de operações militares israelenses.

💥 Ataques em Gaza: O plano prevê o fim dos bombardeios na Faixa de Gaza e o recuo das tropas israelenses
  • O plano divulgado pela Casa Branca no fim de setembro prevê uma retirada gradual das tropas do território palestino.
  • Logo após o anúncio do cessar-fogo, as forças israelenses recuaram para uma linha acordada com o Hamas.
  • Com isso, Israel diminuiu a área de ocupação em Gaza de 75% para 53%.
  • O chefe do Estado-Maior de Israel instruiu as tropas a se prepararem para todos os cenários e para a operação de retorno dos reféns.


🔎 O que falta esclarecer: Apesar do início do cessar-fogo, vários detalhes do plano de paz ainda não foram divulgados.
  • Segundo o presidente Trump, outras fases do acordo estão em negociação. Ainda não se sabe como serão as próximas etapas.
  • Também não está claro como será a transição de governo na Faixa de Gaza, proposta pela Casa Branca.
  • Além disso, não há confirmação de que o Hamas tenha se comprometido a entregar suas armas. O grupo terrorista tem indicado que não concorda com a ideia.
  • O Hamas disse também que não vai acertar uma tutela estrangeira na governança de Gaza, algo previsto no plano dos Estados Unidos.
Uma cerimônia para oficializar a assinatura do acordo será feita nesta segunda-feira, no Egito. Trump e outras 20 lideranças internacionais devem participar do evento.

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Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...