sexta-feira, 3 de janeiro de 2020

lição da escola sabatina-De Jerusalém a Babilônia


Sábado à tarde
VERSO PARA MEMORIZAR: “Ora, a estes quatro jovens Deus deu o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria; mas a Daniel deu inteligência de todas as visões e sonhos” (Dn 1:17).
LEITURAS DA SEMANA: 2Rs 21:10-16; Dn 1; Gl 2:19, 20; Mt 16:24-26; 2Co 4:17; Tg 1:5

A Bíblia não se esquiva de mostrar as fraquezas da humanidade caída. De Gênesis 3 em diante, a pecaminosidade humana e seus tristes resultados são revelados com destaque. Ao mesmo tempo, também vemos casos de pessoas que demonstraram grande fidelidade a Deus, mesmo quando confrontadas com incentivos poderosos para serem qualquer coisa, menos fiéis. E alguns dos exemplos mais intensos dessa fidelidade se encontram no livro de Daniel.
Entretanto, ao estudarmos esse livro, tenhamos em mente que o verdadeiro herói da narrativa é Deus. Estamos tão acostumados com histórias que enfatizam a fidelidade de Daniel e de seus amigos que podemos nos esquecer de exaltar a fidelidade Daquele que guiou e sustentou aqueles quatro jovens ao enfrentarem o poder e a sedução do Império Babilônico. Ser fiel já é um grande desafio em nosso país e em nossa localidade, quanto mais quando enfrentamos a pressão de um país, cultura e religião estrangeiros. Mas os protagonistas humanos enfrentam os desafios porque, como o apóstolo Paulo, eles sabem em quem têm crido (2Tm 1:12) e confiam Nele.

Dez Dias de Oração e Resgate: Deus chama cada igreja para um desafio em 2020 – batizar no mínimo um ex-adventista no sábado, dia 15/2, no programa especial do Reencontro, no fim dos Dez Dias de Oração. Você aceita essa missão?
Domingo, 05 de janeiro                                                               
A soberania de Deus

À primeira vista, o livro de Daniel começa com um sombrio tom de derrota. Judá havia se rendido a Nabucodonosor e os utensílios do templo tinham sido levados de Jerusalém para a terra de Sinar. A palavra Sinar aparece na Bíblia em Gênesis 11:2 como sendo a localização da Torre de Babel. Sinar é um indício nefasto, pois faz alusão a um projeto firmado em aberta rebeldia para com Deus. Porém, embora os construtores de Babel tivessem fracassado na tentativa de alcançar o céu, as aparências exteriores sugeriram que Nabucodonosor e seus deuses, localizados na terra de Sinar, tinham dominado o Deus da aliança de Israel.

No entanto, as frases iniciais do livro de Daniel deixam claro que a derrota de Jerusalém não foi creditada ao poder superior do rei babilônico; em vez disso, ocorreu porque “O Senhor lhe entregou nas mãos a Jeoaquim, rei de Judá” (Dn 1:2). Muito antes, Deus havia anunciado que, se o Seu povo O esquecesse e quebrasse a aliança, Ele os enviaria como cativos para uma terra estrangeira. Portanto, Daniel sabia que, por trás e além do poder militar de Babilônia, o Deus do Céu estava comandando a marcha da História. Essa visão clara da soberania de Deus sustentou os jovens hebreus e lhes deu força e coragem para enfrentar a tentação e a pressão do Império Babilônico.
1. Leia 2 Reis 21:10-16; 24:18-20 e Jeremias 3:13. Por que Deus entregou Judá e Jerusalém nas mãos dos babilônios? Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Porque Judá e Jerusalém fizeram o que era mau perante o Senhor.
B. ( ) Por causa do poder irresistível de Babilônia.
Ao enfrentarmos os desafios do século 21, precisamos retomar a percepção de Deus tão vividamente refletida no livro de Daniel. De acordo com o profeta, o Senhor a quem servimos não apenas dirige as forças da História por Sua soberania, mas também intervém misericordiosamente na vida de Seu povo para conceder-lhe auxílio crucial em tempos de necessidade. E, como veremos mais adiante, Deus fará por Seu povo no tempo do fim o que fez pelos cativos hebreus, independentemente dos vários ataques a eles e à sua fé.


P Primeiro Deus - Os recursos que Deus lhe deu estão sendo usados para promover o Reino de Deus na Terra?
Quais desafios você enfrenta, de fontes externas, de dentro da igreja ou de seus defeitos de caráter? Como você pode se apoiar no pode rimeiro Deus - Os recursos que Deus lhe deu estão sendo usados para promover o Reino de Deus na Terra?

Quais desafios você enfrenta, de fontes externas, de dentro da igreja ou de seus defeitos de caráter? Como você pode se apoiar no poder de Deus para vencer o que está diante de você?


Segunda-feira, 06 de janeiro
Fé sob pressão
2. Leia Daniel 1. Os jovens hebreus foram pressionados a se enquadrarem a quais aspectos da cultura de Babilônia?
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Quando chegaram a Babilônia, aqueles quatro jovens tiveram que enfrentar um perigoso desafio à sua fé e às suas convicções: eles foram selecionados para receber treinamento especial para servir ao rei. Os antigos reis costumavam recrutar alguns de seus melhores cativos para servir no palácio real e, assim, transferir sua lealdade ao rei e aos deuses do império que os haviam capturado. De fato, todo o processo pretendia efetuar algum tipo de conversão e doutrinação que resultasse em uma mudança de visão de mundo. Como parte desse processo, os cativos hebreus tiveram seus nomes alterados. Um novo nome sinalizava uma mudança de propriedade e uma mudança de destino. Portanto, ao renomear os cativos, os babilônios pretendiam exercer autoridade sobre eles e forçá-los a assimilar os valores e a cultura da Babilônia. Seus nomes originais, que apontavam para o Deus de Israel, foram substituídos por nomes que honravam as divindades estrangeiras. Além disso, o rei determinou que os rapazes comessem da comida de sua mesa. Comer da comida do rei tinha profundas implicações na Antiguidade. Significava completa lealdade ao rei e refletia dependência dele. E, como a comida era geralmente oferecida ao deus ou aos deuses do império, comer também tinha um profundo sentido religioso. Evidentemente, isso significava aceitar o sistema de adoração do rei e participar dele.

Portanto, Daniel e seus companheiros se encontravam em circunstâncias desafiadoras. Para que eles permanecessem fiéis a Deus e sobrevivessem ao poder opressor do sistema imperial era necessário nada menos que um milagre. Para complicar ainda mais, a cidade de Babilônia também se mantinha como uma expressão monumental da realização humana. A beleza arquitetônica dos templos babilônicos, os jardins suspensos e o rio Eufrates, serpenteando pela cidade, transmitiam uma imagem de poder e glória insuperáveis. Assim, Daniel e seus amigos receberam uma oportunidade de promoção e a chance de desfrutar dos benefícios e prosperidade desse sistema. Eles poderiam deixar de ser cativos hebreus e se tornarem oficiais reais. Transigiriam eles em seus princípios para trilhar o caminho fácil para a glória?
De que maneira esses rapazes poderiam ter racionalizado a decisão de transigir com suas convicções? Você enfrenta desafios semelhantes, ainda que sejam mais sutis?
Terça-feira, 07 de janeiro
Firme decisão
3. Em Daniel 1:7-20, vemos dois fatores em ação: o livre-arbítrio de ­Daniel e a intervenção de Deus. Além disso, que princípio importante aparece no texto?
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Parece que os quatro cativos hebreus não se opuseram aos nomes babilônicos que lhes foram dados. Muito provavelmente, não havia nada que pudessem fazer quanto a isso, além de usar seus nomes hebraicos entre si. Mas em relação à comida e ao vinho da mesa do rei, certamente eles tinham o poder de decidir consumi-los ou não. Portanto, a livre escolha dos quatro homens foi muito importante naquele momento.
No entanto, se um oficial podia alterar seus nomes, ele também poderia alterar o cardápio. Há duas razões prováveis pelas quais os quatro não quiseram comer da mesa do rei.
Primeiramente, as refeições da mesa do rei poderiam conter carnes imundas (Lv 11). Em segundo lugar, a comida era oferecida primeiramente à imagem do deus [babilônio] e depois enviada ao rei para seu consumo. Portanto, quando Daniel, sem recorrer ao subterfúgio ou ao engano, deixou claro que seu pedido tinha uma motivação religiosa, ou seja, a comida no palácio contaminaria a ele e a seus amigos (Dn 1:8), ele estava sendo muito corajoso.
Quando analisamos a interação entre Daniel e o oficial babilônio, alguns pontos importantes se destacam. Primeiro, Daniel parecia entender bem a difícil posição do oficial. Por isso, ele propôs um teste. Dez dias para o consumo das refeições alternativas deviam ser suficientes para demonstrar os benefícios da dieta e, assim, acabar com os medos do oficial. Segundo, a certeza de Daniel de que o resultado seria muito positivo em tão pouco tempo originava-se de sua confiança absoluta em Deus. Terceiro, a escolha de uma dieta à base de vegetais e água aponta para a comida que Deus havia concedido à humanidade na criação (veja Gn 1:29), um fato que pode também ter influenciado a escolha de Daniel. Afinal, qual dieta poderia ser melhor do que a que Deus nos deu originalmente?
Por que a livre escolha de Daniel foi tão importante a ponto de abrir o caminho para que Deus agisse (veja Dn 1:9)? Quais lições podemos extrair desse relato sobre a importância de nossas decisões? Como nossa confiança em Deus deve impactar nossas escolhas?
Quarta-feira, 08 de janeiro
Imaculado e sábio

Daniel e seus companheiros foram escolhidos para o serviço real porque se encaixavam no perfil estabelecido por Nabucodonosor. De acordo com o rei, os oficiais do palácio deviam ser “sem nenhum defeito” e de “boa aparência” (Dn 1:4). Curiosamente, os sacrifícios e as pessoas que serviam no santuário não deviam ter “defeito” (Lv 21:16-24; 22:17-25). O rei da Babilônia parecia se comparar ao Deus de Israel na medida em que ele exigia qualificações semelhantes para aqueles que serviam em seu palácio. Por outro lado, essas qualificações podem sugerir casualmente que Daniel e seus compatriotas teriam sido sacrifícios vivos para o Senhor ao enfrentarem os desafios do Império Babilônico.
4. Leia Gálatas 2:19, 20, Mateus 16:24-26 e 2 Coríntios 4:17. De acordo com esses versos, como podemos permanecer fiéis em meio às tentações que enfrentamos? Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Confiando em nós mesmos e em nossa capacidade.
B. ( ) Negando a nós mesmos e perseverando na fé.
Deus honrou a lealdade dos quatro cativos hebreus e, ao final dos dez dias, eles pareciam mais saudáveis e mais nutridos do que os outros que comeram da mesa real. Assim, Deus concedeu aos Seus quatro servos “o conhecimento e a inteligência em toda cultura e sabedoria”, e somente a Daniel o Senhor “deu inteligência de todas as visões e sonhos” (Dn 1:17). Esse dom desempenhou uma função significativa no ministério profético de Daniel.
Assim como Deus honrou a fé de seus servos na corte de Babilônia, Ele nos dá sabedoria ao enfrentarmos os desafios do mundo. A partir da experiência de Daniel e de seus companheiros, percebemos que é realmente possível permanecer incontaminados dos elementos corruptores da nossa sociedade. Também aprendemos que não precisamos nos isolar da sociedade e de sua vida cultural para servir a Deus. Daniel e seus companheiros não apenas viveram em meio a uma cultura fundamentada em mentiras, erros e mitos, mas foram instruídos nessas mentiras, erros e mitos. Contudo, eles permaneceram fiéis.
Não importa onde vivamos, enfrentamos o desafio de permanecer fiéis ao que acreditamos em meio a influências culturais e sociais contrárias a essa crença. Identifique as influências negativas em sua cultura. Você está resistindo a essas influências?

Quinta-feira, 09 de janeiro
A prova final
5. Leia Daniel 1:17-21. Qual foi o segredo para o sucesso dos quatro jovens? (Veja também Jó 38:36; Pv 2:6; Tg 1:5).
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Depois de três anos de treinamento na “Universidade da Babilônia”, os quatro hebreus foram levados perante o rei para a prova final. Eles não eram apenas mais saudáveis do que os outros alunos, mas também os superaram em conhecimento e sabedoria. Os quatro foram imediatamente contratados para servir ao rei. Não devemos nos esquecer de que esse conhecimento e sabedoria evidentemente incluíam muito paganismo. No entanto, eles aprenderam mesmo assim, e aprenderam muito bem, ainda que não acreditassem nessas coisas.
Nabucodonosor pode ter pensado que esse sucesso estivesse relacionado com a dieta do palácio e ao programa de treinamento ao qual os quatro alunos haviam sido submetidos. No entanto, Daniel e seus companheiros sabiam (e a narrativa mostra isso claramente) que seu desempenho superior não foi devido ao sistema babilônico. Tudo tinha vindo de Deus. Que exemplo poderoso do que o Senhor pode fazer por aqueles que confiam Nele! Não devemos temer o poder opressor da mídia, dos governos e de outras instituições que ameaçam destruir nossa identidade como filhos de Deus. Quando colocamos nossa confiança em Deus, podemos ter a certeza de que Ele pode nos sustentar em momentos difíceis e nos preservar contra todas as adversidades. O segredo é fazermos escolhas certas quando confrontados com desafios à nossa fé.
Observando Daniel 1, aprendemos algumas lições muito importantes sobre Deus: (1) Ele está no controle da História. (2) O Senhor concede sabedoria para que possamos nos orientar no ambiente hostil de nossa cultura e sociedade. (3) Ele honra os que confiam Nele mediante a convicção interior e o estilo de vida.
O capítulo conclui indicando que “Daniel continuou até ao primeiro ano do rei Ciro” (Dn 1:21). A menção a Ciro nesse verso é significativa: ela apresenta um vislumbre de esperança em meio a uma experiência de exílio. Ciro foi o escolhido por Deus para libertar Seu povo e permitir que ele voltasse para Jerusalém. Embora o capítulo comece com a derrota e o exílio, ele conclui com um vislumbre de esperança e uma volta ao lar. Este é o nosso Deus: nos momentos mais difíceis da nossa vida, Ele sempre abre uma janela de esperança para que vejamos a glória e a alegria que estão além do sofrimento e da dor.
Primeiro Deus - Desconfie sempre do seu poder e capacidade. Isso fará você confiar cada vez mais em Cristo.

Sexta-feira, 10 de janeiro
Estudo adicional
“Daniel e seus companheiros, em Babilônia, foram aparentemente mais favorecidos pelas circunstâncias em sua juventude do que José, nos primeiros anos de sua vida no Egito; no entanto, estiveram sujeitos a provas de caráter quase tão severas como as dele. Vindo de seu lar hebreu, de relativa simplicidade, esses jovens da linhagem real foram transportados à mais magnificente das cidades, para a corte de seu maior rei, e separados, a fim de ser instruídos para o serviço especial do palácio. As tentações que os cercavam naquela corte corrupta e luxuosa eram fortes. O fato de que eles, os adoradores de Jeová, eram cativos em Babilônia, de que os utensílios da casa de Deus tinham sido postos no templo dos deuses daquela cidade e de que o próprio rei de Israel era prisioneiro nas mãos dos babilônios era orgulhosamente mencionado pelos vitoriosos como evidência de que sua religião e seus costumes eram superiores aos dos hebreus. Sob tais circunstâncias, e por meio das próprias humilhações ocasionadas pelo afastamento de Israel dos mandamentos de Deus, Ele apresentou a Babilônia evidências de Sua supremacia, da santidade de Suas ordens e do resultado certo da obediência. E esse testemunho Ele deu, como unicamente poderia ter dado, por meio daqueles que ainda mantinham firme sua fidelidade” (Ellen G. White, Educação, p. 54).
Perguntas para discussão
1. Fale sobre os desafios culturais e sociais que você enfrenta como cristão em sua sociedade. Quais são eles e como a Igreja pode oferecer uma resposta a esses desafios?
2. Para Daniel e seus amigos, teria sido fácil transigir quanto à sua fé; afinal, os babilônios tinham derrotado a nação judaica. O que mais era necessário para “provar” que os “deuses” babilônicos eram superiores ao Deus de Israel, e que, portanto, Daniel e seus companheiros precisavam aceitar esse fato? Nesse caso, a quais verdades bíblicas importantes eles podem ter se apegado a fim de encontrar apoio nesse período? (Jr 5:19; 7:22-34.) Por que é importante conhecer a Bíblia e entender a verdade presente?
3. Por que a fidelidade é tão importante, não apenas para nós, mas para aqueles a quem ela serve de testemunho do caráter do Senhor, a quem procuramos servir?

Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. Os quatro hebreus foram pressionados a comer as finas iguarias do rei para que ficassem, segundo a visão do rei, inteligentes para servir em seu palácio. Eles rejeitaram as iguarias e pediram, em seu lugar, legumes e água. 3. Daniel e seus três amigos decidiram, naquilo que lhes cabia, tomar uma posição ao lado de Deus. Quanto aos seus novos nomes, não puderam fazer nada; porém, em relação à comida do rei, optaram pelos preceitos divinos. O Senhor interveio, mostrando a Aspenaz o efeito da decisão deles. 4. B. 5. O segredo foi a sabedoria concedida por Deus e a obediência ao Senhor.

MENTE SAUDÁVEL, Os cuidados para se ter uma vida mentalmente saudável.

                             Não ignore uma nova vida


Nenhuma mudança ocorrerá se você não se dispuser a isso e criar estratégias para que tudo seja diferente (Foto: Shutterstock)

Está na moda falar sobre ser a melhor versão de si mesmo. Também estão na moda os discursos motivacionais, as teorias sobre comportamento humano… Nem a física quântica escapa. Desde que o mundo é mundo, o ser humano sente a necessidade de ser melhor, de mudar.

No entanto, nunca tivemos tanta gente emocionalmente doente. E ao mesmo tempo, nunca tivemos tantos vendedores de soluções para problemas de ordem emocional. A conta parece não fechar. E não fecha mesmo! A felicidade e a realização pessoal continuam anexadas ao futuro. A gratidão foi colocada dentro de um pote e não foi cultivada no coração. A liberdade de expressão e o direito de falar o que se pensa se tornaram uma espécie de autorização para o comportamento rude. As relações continuam descartáveis.
Leia também:
O que significa “mudar de dentro para fora”?
Como ajudar pessoas que estão sofrendo emocionalmente?


Eu não sou pessimista. Pelo contrário: acredito na mudança, em vida nova, em superação. Trabalho diariamente com pessoas que me procuram exatamente porque desejam viver essas coisas todas. Por isso recomendo aos meus pacientes o pote da gratidão, faço palestras motivacionais. E quero que você entenda que o problema não está em tudo o que falei no parágrafo anterior.
Uma vida velha disfarçada de nova

A questão é que é possível continuar vivendo a velha vida disfarçada de nova vida. É o que acontece com a questão espiritual, não é mesmo? Quantas vezes, ao longo de nossa jornada espiritual, nos vemos em uma “nova vida em Cristo” que, na verdade, é apenas uma velha vida disfarçada de vida cristã? O mesmo se dá em outras áreas.

Quando você assume uma nova postura a nível de discurso, mas não a faz em relação à conduta, isso é viver uma velha vida disfarçada de nova. É possível pregar o amor sem amar; postar textão sobre não se importar com o que as pessoas dizem enquanto por dentro não consegue ouvir uma crítica; defender causas nobres sem viver de acordo com elas.

O fim de ano é um período propício para se estabelecer metas, admitir novos discursos, mas é preciso avançar para muito além disso. Infelizmente, muitas decisões nunca se realizam. O que fazer, então?
Viva mudanças reais

O primeiro passo para deixar a antiga vida e iniciar uma nova é entender o que mantém a antiga ativa. Que crenças você possui que sustentam sua forma de pensar e agir? Que tipo de situações favorecem os velhos hábitos?

Após ter entendido isso, é hora de elaborar uma estratégia para superá-la. Crenças limitantes (de incapacidade, não merecimento e vulnerabilidade, por exemplo) podem ser tratadas em terapia. Algumas situações que estimulam os velhos hábitos podem ser evitadas. A rotina pode ser modificada.

Ao se permitir trabalhar crenças, alterar pensamentos e experimentar uma conduta nova, amplia-se o repertório mental e comportamental. Essa ainda não é a nova vida, mas o ensaio dela. A nova vida vem com a persistência, a constância, com o amadurecimento de uma nova mentalidade acompanhada de uma nova conduta.

É muito mais trabalhoso empenhar-se em um processo real de mudança do que se deixar levar pelos modismos. Sem perceber, podemos ignorar as oportunidades diárias que temos para mudar o rumo de nossa jornada. Podemos aderir a um discurso novo, moderno, supostamente inteligente, e nem perceber que o muito falar pode esconder poucas ações. Por isso, é preciso buscar a nova vida que é produzida por mudanças substanciais naquilo que há de mais profundo em nós.

Mais um ciclo está terminando e muitos planos serão feitos para o seguinte. Mas, a menos que haja uma mentalidade nova, haverá apenas a velha vida para ser vivida.

Diante disso, desejo que “não vos conformeis com este século, mas transformais-vos pela renovação da vossa mente […]” (Romanos 12:2).

Tempo, organização e como você pode fazer seu dia render


Definir prioridades e ser firme em sua rotina ajuda a ter mais qualidade de vida.


A organização do tempo aumenta a produtividade das tarefas (Foto: Shutterstock)
A organização do tempo é fundamental para que tudo que é importante tenha seu espaço dentro de 24 horas. No entanto, é comum dizer ou ouvir que não foi possível concluir alguma tarefa porque não deu tempo.

Maria Clara Azevedo é organizadora profissional. Ela diz que “a primeira coisa é ter uma agenda para anotar os compromissos, segundo é ter um bloco de notas para fazer lista de tarefas”. Estabelecer prioridades é fundamental se você quer que tudo aconteça conforme o planejado. Defina horários para realizar determinadas tarefas como, por exemplo, a comunhão diária com Deus.

Leia também:

Estabelecer blocos de tempo para fazer as coisas é essencial. Algumas ferramentas podem ajudar nessa prática, como, por exemplo, a Lição da Escola Sabatina. Um guia como esse auxilia na condução do estudo matinal e cria uma rotina.

“Quando falamos em priorizar a comunhão com Deus, estamos falando da base da vida. Cristo afirmou que se não estamos conectados com Ele, entramos no ‘mundo do nada’ (João 15:5)”, explica o pastor Ivanildo Cavalcante. O número levantado pela Hootsuite e We Are Social, agências de gestão de redes sociais, mostra que o internauta brasileiro fica, em média, nove horas e 14 minutos por dia conectado. Isso enfatiza a importância de “aprender a priorizar o que é importante no seu dia a dia, porque senão as redes sociais e televisão te engolem e você nem vê”, reforça Maria Clara.

Jovem estuda a Lição da Escola Sabatina em seu momento de devoção matinal (Foto: Anne Seixas)
Cavalcante destaca ainda alguns pontos quando se fala sobre priorizar o relacionamento com Deus. “Ouvir a “Voz de Deus” por meio da Bíblia e oração é condição essencial para seguir a Jesus e desfrutar plenamente das bênçãos reservadas aos que lhe seguem”, explica.

Prioridades definidas

A escritora norte-americana Ellen White, no livro Minha Consagração Hoje, publicado em 1952, diz que “devemos orar de manhã, para que, assim como o Sol ilumina a Terra e enche o mundo de luz, também o Sol da Justiça brilhe nas câmaras da mente e do coração, tornando-nos luzes no Senhor.”

Por último, mas não menos importante, tenha uma rotina saudável, “senão você vai exaustão e seu tempo não rende”, explica Maria Clara. Os oito remédios naturais dão um passo a passo para incluir novos hábitos na sua vida.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Vitória sobre a oposição: oração Lição 5 26 de outubro a 01 de novembro

Prévia da semana: 
A terceira lei de Newton No campo da física, toda ação tem uma reação igual e contrária. Quando há um movimento para a frente, há também atrito no sentido contrário. Parece que o mesmo fenômeno, às vezes, ocorre no campo espiritual. Um projeto novo, geralmente, enfrenta oposição antes de conseguir seu objetivo. Os capítulos 2 e 3 do livro de Neemias relatam que o povo se uniu sob a liderança de Neemias para reconstruir os muros de Jerusalém. O capítulo 4 descreve a reação opositora de seus inimigos. Deus não era o único que estava Se movimentando, Seu inimigo também estava. Sambalate, governador de Samaria (ao norte de Israel), Tobias, o amonita (a leste), Gesém, o rei árabe (ao sul), e os asdoditas (a oeste) formaram uma aliança para interromper o trabalho e destruir o plano de Neemias. Na verdade, já havia sinais que evidenciavam essa coalizão (Ne 2:10, 19 e 4:7). Contudo, eles não podiam guerrear abertamente contra Jerusalém, pois Neemias estava sob a proteção do rei. Assim, eles aplicaram três estratégias: zombaria (Ne 4:1-3), violência (Ne 4:7, 8) e desencorajamento (Ne 4:11, 12). Na lição desta semana, encontramos a resposta bíblica para as tentações do inimigo e as oposições que enfrentamos na caminhada cristã: o poder da oração. Pode parecer uma solução simples, mas, na verdade, é o meio divino para vencermos os desafios. Neemias recorreu à oração. Ele não reprimiu suas frustrações nem as expressou para os outros. Confessou ao Senhor o que estava em seu coração e depois reavaliou a situação. A atitude de Neemias permitiu que o povo mantivesse sua confiança nele como líder e imitasse sua conduta e determinação. Talvez Neemias tenha sido tentado a desanimar, mas ele buscou o Senhor e levou a Ele seus problemas. Não procurou se valer da sua força como líder, mas reivindicou as promessas dos juízos divinos sobre os inimigos, declarou que o projeto era de Deus e se concentrou no trabalho. Embora, geralmente, toda ação tenha uma reação, a oração é o verdadeiro meio de vencer as forças contrárias.
Domingo, 27 de outubro
Copie Neemias 4:1-6 na versão bíblica de sua preferência. Se estiver com pouco tempo, copie somente Neemias 4:4-6. Você também pode reescrever as passagens com suas palavras ou fazer um esboço do capítulo.


Mãos à Bíblia

1. Leia Neemias 5:1-5. O que estava acontecendo? Contra o que o povo estava clamando?

Sob a liderança de Neemias, a comunidade judaica parecia estar unida contra as pressões externas. Apesar da aparência externa de força e resistência, a comunidade estava destruída por dentro. Os líderes e os ricos estavam usando os pobres e desfavorecidos para seu próprio benefício. Algumas famílias diziam que não tinham comida; alguns se queixavam de que haviam hipotecado sua propriedade; outras famílias precisavam pedir dinheiro emprestado para pagar o imposto persa. Além disso, seus próprios filhos tinham se tornado escravos. Há momentos na vida em que as consequências das nossas ações nos deixam em apuros; evidentemente, também há momentos em que acabamos ficando doentes ou passamos por dificuldades financeiras sem que tenhamos culpa nenhuma. A história acima fala de uma época em que as políticas governamentais desfavoreciam o povo.
Leitura adicional: Neemias 4:1-6


Segunda-feira, 28 de outubro

Uma coalizão de críticos

Por que Neemias teve opositores? Porque é próprio da natureza humana pecaminosa que o “eu” se sinta ameaçado quando outra pessoa é promovida e passa a desfrutar de vantagens. O caso de Neemias envolveu autoridade geopolítica. Jerusalém se situava no centro da rota entre as cidades-estado do vale dos rios Tigre e Eufrates e a economia egípcia do Nilo. Se Jerusalém fosse reconstruída e se tornasse economicamente estável, teria potencial para comércio e se destacaria sobre todas as outras. Isso diminuiria a importância de Samaria na região e traria consequências negativas para seus aliados. A insegurança geralmente leva ao pensamento de que “o que quer que beneficie o outro me ameaça”.

Você já encontrou pessoas assim? 
Já se sentiu assim? 
Ao ouvir sobre a promoção, a premiação ou o reconhecimento de alguém, a insegurança pode nos levar ao desprezo, ao sarcasmo, à ridicularização e ao insulto. “Ela só recebeu aquela premiação porque...”, ou: “o cargo precisava ser preenchido de imediato, então colocaram você temporariamente nele, até...”. Muitas vezes, o “eu”, mesclado com agressão, inveja e pensamentos prejudiciais, procura defender sua autossuficiência diminuindo o outro.

Sambalate usou a zombaria como primeiro ataque: “Quando Sambalate soube que estávamos reconstruindo o muro, ficou furioso. Ridicularizou os judeus”
(Ne 4:1). O exército samaritano era arrogante e presunçoso. Por isso, seu líder zombou da arruinada Jerusalém. Tobias, que estava junto com Sambalate, completou: “Pois que construam! Basta que uma raposa suba lá, para que esse muro de pedras desabe!” (Ne 4:3).

Seus insultos atingiram o grupo que trabalhava na reconstrução e os desfalecidos habitantes de Jerusalém quanto à sua identidade, capacidade, religião e experiência. Além disso, depreciou a qualidade da obra.

Os comentários logo se espalharam e chegaram aos ouvidos de Neemias. Ele não se desesperou, nem procurou revidar aos insultos, mas buscou o Senhor. Sua reação imediata foi orar por sabedoria.

Pense Nisto
- Tenho lutado contra alguma insegurança em minha vida? De que maneira ela tem me afetado? - “Quando outra pessoa se dá bem, eu me dou mal. Portanto, se a pessoas se derem mal, eu vou me dar bem.” Por que esse pensamento é perigoso?

Mãos à obra
- Volte ao texto que você copiou e estude as passagens. - Faça um círculo em torno das palavras/frases/ideias repetidas - Sublinhe palavras/frases que você achou importantes - Desenhe flechas ligando palavras/frases a outras palavras/frases que estão associadas ou relacionadas - Escolha um verso favorito do capítulo-chave desta semana. Escreva-o para ajudar na memorização. 2. Leia Neemias 5:6-8 e Êxodo 21:2-7. Que situação despertou a fúria de Neemias? Assinale a alternativa correta: A. ( ) O povo começou a adorar outros deuses. B. ( ) Os judeus passaram a se vender como escravos devido aos altos juros cobrados por seus compatriotas abastados.

Terça-feira, 29 de outubro
O que tem na sua caneca?

Todos temos um conjunto de crenças que procuramos defender com zelo e determinação. Essas crenças fazem parte da identidade de cada um, e estão relacionadas a diversas áreas. Sambalate e Tobias atacaram a identidade, a cultura, a capacidade, a religião e a qualidade do trabalho de Neemias e do povo liderado por ele, esperando alguma reação. Como diz o ditado, se alguém lhe esbarra enquanto você está carregando uma caneca cheia, o que irá derramar? Esse é o objetivo dos intimidadores. Eles querem fazer com que nossas reações negativas sejam derramadas. Sambalate estava amedrontado e irado com o projeto do muro, e, através de seus ataques, tentou fazer com que Neemias reagisse de maneira vingativa.

Mas o que Neemias derramou? Ele não se perturbou com os ataques maldosos dos inimigos. Em vez de vingar e fazer justiça com as próprias mãos, ele se refugiou na oração (Ne 4:4, 5). Em vez de se valer
da sua nobre posição no palácio do rei, ou exibir a documentação legal que possuía, ele se preocupou em honrar e glorificar o Altíssimo.

As orações imprecatórias, aquelas que amaldiçoam os outros, podem ser difíceis de explicar, especialmente à luz dos ensinos de Jesus. Mas elas se encontram, por exemplo, nos salmos. Davi, um homem segundo o coração de Deus, escreveu a maioria deles (Sl 5:10; 28:4; 31:17, 18; 35:4-6; 40:14, 15; 58:6-11; 69:22-28; 109:6-15; 140:9, 10). Nessas passagens, o sentimento que predomina não é ira nem justificação própria. No caso de Neemias, o projeto em que ele estava envolvido era muito maior do que os insultos de Sambalate, os muros de Jerusalém ou a liderança geopolítica da região. Esse projeto tinha repercussões universais e salvíficas, e Neemias sabia qual era seu papel na história. Por meio da oração e depositando toda confiança no Senhor, ele buscou remover todo empecilho ao plano.

Como cristãos não podemos ter confiança presunçosa no poder divino, achando que as provas e tribulações são insignificantes, nem achando que o plano da salvação depende de nós! Esse comportamento autossuficiente pode parecer louvável mas anula o sacrifício de Cristo.

O que nos capacita a ser vitoriosos é o relacionamento pessoal com Cristo e a obediência em realizar Sua vontade.

Mãos à Bíblia

3. Leia Neemias 5:7-12. Quais foram os argumentos usados contra o que estava ocorrendo? O que Neemias usou para persuadir as pessoas a corrigir o erro?

Neemias convocou uma grande assembleia – todo o povo de Israel foi reunido para resolver esse assunto. O argumento inicial estava centrado na escravidão. Então, ele perguntou aos nobres e oficiais se eles achavam aceitável comprar e vender seus irmãos.

Os líderes não ofereceram resposta porque viram que esse argumento era sensato e concordaram em restituir tudo ao povo.
Pense Nisto
- 
Observando o texto bíblico que você copiou e marcou, que ideia principal você destacaria? - Quais perguntas surgem em sua mente? - Destaque os princípios contidos no texto que ajudam a lidar com opositores.

Quarta-feira, 30 de outubro
Descubra a relação das passagens abaixo com o texto bíblico-chave (Ne 4:1-6) da lição desta semana:

Efésios 4:31; 6:12, 16
Colossenses 3:8
Provérbios 16:32
2 Coríntios 12:9
Mateus 5:44-48
Romanos 8:31; 12:17-21

Quais outras passagens lhe vêm à mente em conexão com Neemias 4:1-6?
Mãos à Bíblia
4. Por que Neemias pronunciou uma maldição contra os que não cumprissem sua parte no acordo?
5. O que os seguintes textos do Antigo Testamento ensinam sobre a santidade dos juramentos? Nm 30:2; Dt 23:21-23; Ec 5:4, 5;
Lv 19:12; Gn 26:31
Há poder em nossas palavras, o poder da vida e da morte. Por isso, precisamos ser muito cautelosos com o que dizemos, com o que prometemos fazer e com os compromissos verbais que assumimos.
Quinta-feira, 31 de outubro

O termo “hippie” é derivado de um movimento contracultural que começou nos Estados Unidos na década de 1960 e acabou se espalhando pelo mundo. Esse movimento enfatizava a liberdade, o sexo sem preconceitos (que deu origem à revolução sexual), e a rebeldia contra toda ordem estabelecida. Com slogans – “o poder da flor” e “faça amor, não faça a guerra” – sua abordagem à religião não era algo novo, mas um repúdio à importância das regras.

As versões contemporâneas do movimento incluem o movimento da Nova Era e outras ideologias espiritualistas. Seus adeptos afirmam ter capacidade exegética inata para distinguir o que é positivo e essencial do que é negativo e supérfluo. Muitos consideram que Jesus ensinou o amor livre e a libertação espiritual das “energias” negativas.

Embora a maioria dos estudiosos bíblicos concordem que Jesus usava barba crescida, e as pinturas O retratem com cabelos longos, essas coisas não fazem Dele “um hippie”! Precisamos ver Cristo a partir da Bíblia, isto é, de Seus ensinos. Ele foi a personificação do amor divino e ensinou lições preciosas para nosso viver aqui.

No entanto, alguns de Seus ensinamentos são surpreendentes. Por exemplo, João 15:18-25: “Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a Mim. [...] Aquele que Me odeia, também odeia o Meu Pai. Se Eu não tivesse realizado no meio deles obras que ninguém mais fez, eles não seriam culpados de pecado. Mas agora eles as viram e odiaram a Mim e a Meu Pai. Mas isto aconteceu para se cumprir o que está escrito na Lei deles: ‘Odiaram-Me sem razão.’” A passagem termina com Cristo citando uma oração imprecatória de Davi. Não é que Jesus estivesse com rancor e desejasse amaldiçoar Seus inimigos. É que Ele veio e traçou linhas nítidas entre este mundo e o Céu (Mt 10:34).

Ele ensinou e viveu os princípios do reino do Céu sabendo plenamente que muitos O odiariam e odiariam esses princípios. Ele tinha, tem e sempre terá inimigos. Mas está claro que “nossa luta não é contra pessoas, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais” (Ef 6:12). Ele é o Vencedor em uma guerra espiritual muito mais ampla (Ap 14:7-12).

Cristo não ensinou um escapismo santo nem uma espiritualidade superficial. Jesus lutou e continua a lutar em nosso favor como Rei e Salvador. Seu desejo é que consigamos, pelo poder do Espírito Santo, subjugar nossa natureza carnal (Rm 6:4-9) para que abandonemos tudo o que é mundano e pecaminoso. Isso requer zelo, perseverança, fidelidade e obediência restrita por parte daqueles que O amam.

Mãos à Bíblia

6. Leia Neemias 5:14-19. Quais razões Neemias apresentou para não exigir do povo “o pão devido ao governador”? Ne 5:18

Embora os governadores tivessem o direito de receber impostos de seus súditos, Neemias nunca reivindicou esse direito. Ele não apenas pagou suas próprias despesas, mas também sustentou sua família e toda a corte. Ele era abastado, e por isso pôde prover o alimento diário para muitas pessoas. Ele foi generoso em suprir abundantemente as necessidades dos outros (Ne 5:17, 18).

7. 
Leia Neemias 5:19. O que ele disse nesse verso? Como entender isso em relação ao evangelho?

Neemias foi o exemplo de alguém que colocou o Senhor e Sua obra antes de seu ganho e vantagens pessoais.

Pense Nisto
- Como você se sente ao saber que Jesus irá punir os ímpios? - Você passou a ver Jesus sob nova perspectiva depois desta lição? - Como você reage ao ver Cristo dessa forma?
4. Por que Neemias pronunciou uma maldição contra os que não cumprissem sua parte no acordo?

5. O que os seguintes textos do Antigo Testamento ensinam sobre a santidade dos juramentos? Nm 30:2; Dt 23:21-23; Ec 5:4, 5;
Lv 19:12; Gn 26:31

Há poder em nossas palavras, o poder da vida e da morte. Por isso, precisamos ser muito cautelosos com o que dizemos, com o que prometemos fazer e com os compromissos verbais que assumimos.

Sexta-feira, 01 de novembro
Zombaria e desencorajamento

"A restauração das defesas de Jerusalém não prosseguia sem embaraços. Satanás estava trabalhando para suscitar oposição e produzir desencorajamento. Seus principais instrumentos nesse movimento foram Sambalate, Tobias e Gesém. Esses idólatras haviam exultado na condição frágil e indefesa dos judeus, zombado de sua religião e ridicularizado sua cidade devastada. E quando a obra de reconstrução dos muros foi retomada, eles, com zelo ferrenho, propuseram-se a impedir a empreitada. Para realizar esse propósito, tentaram causar divisão entre os trabalhadores, insinuando dúvidas e despertando descrença quanto ao seu êxito. Também ridicularizaram os esforços dos construtores, declarando que o empreendimento era algo impossível e predizendo seu triste fracasso. [...]

“Os construtores do muro foram logo assediados pela mais ativa oposição. Eram obrigados a guardar-se continuamente contra as conspirações de seus insistentes adversários. Os emissários do inimigo procuraram destruir o ânimo deles fazendo circular boatos, suscitaram conspirações sob vários pretextos a fim de atrair Neemias para suas ciladas e encontraram judeus de coração falso dispostos a ajudar o plano traiçoeiro. Além disso, espalhou-se o boato de que Neemias estava conspirando contra o monarca persa, intentando elevar-se como rei de Israel, e que todos que o ajudassem seriam considerados traidores.

“Emissários do inimigo, professando amizade, misturaram-se com os construtores, sugerindo modificações no plano, procurando de várias maneiras desviar a atenção dos trabalhadores a fim de causar confusão, perplexidade e despertar desconfiança e suspeita. E os planos feitos para o progresso do trabalho foram relatados por esses espias aos inimigos. [...]

“A experiência de Neemias repete-se na história do povo de Deus em nossos dias. Os que lutam pela causa da verdade descobrirão que não o podem fazer sem provocar a ira dos inimigos dela. Embora tenham sido chamados por Deus para a obra em que se acham empenhados, e seu procedimento seja por Ele aprovado, não podem fugir à vergonha e ao escárnio. Serão denunciados como visionários, indignos de confiança, intrigantes, hipócritas – tudo, enfim, que sirva ao propósito de seus inimigos. As coisas mais sagradas serão apresentadas a uma luz ridícula, a fim de divertir os ímpios. Uma pequenina dose de sarcasmo e humor vulgar, unidos à inveja, ciúmes, impiedade e ódio, é suficiente para instigar o riso do escarnecedor profano. E esses gracejadores presunçosos afiam mutuamente sua engenhosidade, encorajando-se reciprocamente em sua obra blasfema. O desprezo e a zombaria são de fato dolorosos para a natureza humana, mas têm que ser suportados por todos os que são fiéis a Deus. A política do inimigo é desviar assim as pessoas de realizar a obra que o Senhor lhes incumbiu.

“Escarnecedores orgulhosos não são confiáveis; mas da mesma forma que Satanás descobriu nas cortes celestiais companheiros que simpatizavam com ele, assim esses encontrarão entre os professos seguidores de Cristo aqueles a quem podem influenciar, que neles creem honestamente, que simpatizem com eles, os defendam e se apropriem de seu espírito” (Trechos selecionados do livro de Ellen G. White, Lições da Vida de Neemias, capítulo 7).

DISCUSSÃO

Compartilhe com sua classe o que você extraiu desta lição, por exemplo: descobertas, observações, dúvidas e pontos principais. Perguntas sugestivas para ser discutidas:
Você já foi insultado em relação à sua identidade, capacidade, religião ou outra área? Como lidou com essas situações?
Quais são as artimanhas do inimigo mencionadas no texto bíblico desta semana?
A oração ajuda a enfrentar oposições?
Como podemos explicar as orações imprecatórias da Bíblia?
Pense Nisto
- Depois do estudo de Neemias 4:1-6, nesta semana, quais aplicações você pode fazer em sua vida? - Quais práticas você pensa adotar em sua casa, escola, trabalho e igreja?

Lição 04: Enfrentando a Oposição - 19 a 26 de Outubro 2019

VERSO PARA MEMORIZAR:
“Porém os olhos de Deus estavam sobre os anciãos dos judeus, de maneira que não foram obrigados a parar, até que o assunto chegasse a Dario, e viesse resposta por carta sobre isso” (Ed 5:5).
LEITURAS DA SEMANA:
Ed 4; 5:1-5; 2Co 6:14; Ag 1; Ne 4; 6:1-13
SÁBADO A TARDE - 19 DE OUTUBRO 2019 - INTRODUÇÃO - Ano Bíblico: Mc 15, 16
Os capítulos 3 a 6 de Esdras são estruturados tematicamente, abrangendo diferentes períodos históricos de oposição à reconstrução do templo. Reconhecer essa abordagem temática ajudará a esclarecer a mensagem geral.
O nome de Esdras é mencionado pela primeira vez em Esdras 7:1. Com sua chegada, em 457 a.C., as coisas mudaram, e a cidade de Jerusalém, juntamente com o muro, começou a ser reconstruída de maneira intermitente. Treze anos depois, Neemias chegou (ele foi enviado por Artaxerxes em 444 a.C.), e a construção do muro foi finalmente retomada. Embora a oposição fosse intensa, a obra foi concluída em 52 dias (Ne 6:15).
A resistência à obra de Deus é um tema predominante nos livros de Esdras e Neemias; portanto, não é surpreendente que a reconstrução do templo e da cidade de Jerusalém tenha incitado oposição e perseguição. Para onde quer que nos voltemos no mundo de hoje, há resistência à obra do Senhor. Satanás tenta assegurar que o evangelho não se espalhe rapidamente, pois é uma ameaça ao seu domínio. Em Esdras e Neemias, como os judeus lidaram com a oposição?
DOMINGO, 20 DE OUTUBRO 2019 - INICIA-SE A OPOSIÇÃO - Ano Bíblico: Lc 1, 2
1. Leia Esdras 4:1-5. Em sua opinião, por que o remanescente israelita ­recusou a ajuda de outros povos na construção do templo?
____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
Superficialmente, o pedido parecia bondoso e amistoso, então por que recusar ajuda? Em certo sentido, a resposta se encontra no próprio texto. Os “adversários” foram oferecer-lhes ajuda. Adversários? Essa palavra por si só apresenta um forte indício da razão pela qual os israelitas reagiram dessa maneira.
Por que essas pessoas foram chamadas de adversárias? 2 Reis 17:24-41 explica que elas foram trazidas de outras nações para Samaria e para a região circunvizinha após a deportação dos israelitas do Reino do Norte. O rei da Assíria lhes enviou um sacerdote, que deveria ensiná-las a adorar o Deus da terra, isto é, o Deus de Israel. Contudo, a religião resultante incorporou também os deuses cananeus. Portanto, o remanescente israelita temia que essa religião fosse trazida para a adoração no templo. Sendo assim, o melhor e mais inteligente a fazer foi exatamente o que eles fizeram: dizer “não, obrigado”.
Precisamos lembrar por que tudo isso estava acontecendo. A transigência constante dos antepassados de Israel para com as religiões pagãs ao seu redor levou à destruição do templo, bem como ao exílio. Presumivelmente, durante o processo de reconstrução do templo, a última coisa que os israelitas queriam fazer era se associar aos povos vizinhos.
2. Quais outras informações do texto mostram que essa recusa foi o certo a fazer? (Veja Ed 4:4, 5). Assinale a alternativa correta:
A. ( ) Os povos vizinhos começaram a desanimá-los na construção do templo e a colocar conselheiros para frustrarem o plano deles.
B. ( ) O povo ao redor subornou os israelitas em troca de auxílio.
Pense na facilidade com que os judeus poderiam ter defendido a aceitação da ajuda dos povos vizinhos na reconstrução do templo. O que 2 Coríntios 6:14 tem a dizer nesse contexto?    
Movimento de oração e resgate: Você sabia que os Dez Dias de Oração de 2020 terão uma forte ênfase na busca por pessoas afastadas dos caminhos de Cristo? A preparação já começa neste trimestre, por meio de intensa oração!    
SEGUNDA-FEIRA, 21 DE OUTUBRO 2019 - OS PROFETAS ENCORAJAM - Ano Bíblico: Lc 3-5
Infelizmente, a oposição que os judeus encontraram por parte das nações vizinhas, conforme descrita nos capítulos 4 a 6 de Esdras, deixou-os com medo e relutantes quanto a trabalhar no templo.
Como mencionamos anteriormente, o trecho do livro de Esdras que tem início no capítulo 4:6 e vai até o 6:22 não foi escrito em ordem cronológica. Por isso, examinaremos o capítulo 5 antes do capítulo 4.
3. Leia Esdras 5:1-5. Por que Deus enviou os profetas Ageu e Zacarias aos judeus? Qual foi o resultado de suas profecias?
Os judeus tinham parado de construir porque estavam com medo. Mas Deus os havia enviado a Judá para reconstruir o templo e a cidade, e Ele tinha um plano. Já que eles estavam com medo, faria algo para encorajá-los. Por isso, o Senhor chamou dois profetas para intervir. A oposição humana não faz Deus parar; mesmo que os judeus tenham contribuído, por suas próprias ações, para essa oposição, o Senhor não os abandonou. Ele atuou por meio dos profetas para motivá-los e impulsioná-los à ação novamente.
4. Leia Ageu 1. Qual foi a mensagem para os judeus, e o que podemos ­extrair desse texto para nossa vida?
“Os profetas Ageu e Zacarias foram despertados para enfrentar a crise. Com encorajadores testemunhos esses mensageiros escolhidos revelaram ao povo a causa de suas dificuldades. A falta de prosperidade temporal era o resultado da negligência em dar prioridade aos interesses de Deus, os profetas afirmaram. Tivessem os israelitas honrado a Deus, tivessem mostrado a Ele o devido respeito e cortesia, fazendo do reerguimento de Sua casa a primeira obra, e teriam convidado Sua presença e bênção” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 574).
TERÇA-FEIRA, 22 DE OUTUBRO 2019 - INTERRUPÇÃO DA OBRA - Ano Bíblico: Lc 6-8
5. Em Esdras 4:6-24, o que os inimigos fizeram para interromper a obra em Jerusalém? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.( ) Assassinaram os construtores.
B.(  ) Enviaram uma carta aos reis Dario, Xerxes e Artaxerxes, insinuando que os judeus não pagariam mais impostos caso a cidade e o templo fossem reedificados.
As “gentes da terra” escreveram cartas de acusação contra os judeus e sua obra primeiramente a Dario (Ed 5 e 6), depois a Xerxes (Assuero) e Artaxerxes. Elas Estavam fazendo tudo ao seu alcance para impedir a obra em Jerusalém.
O povo das nações vizinhas declarou que, se a cidade fosse reconstruída, o rei perderia seu poder sobre ela, pois Jerusalém sempre havia sido um local de rebelião e problemas. Infelizmente, Artaxerxes foi levado a crer que os judeus estivessem construindo somente porque queriam obter sua independência e, assim, incitar o confronto. Ele ordenou que o trabalho fosse interrompido, e o povo enviou um exército para impedir a reconstrução da cidade. Essa abordagem violenta fez com que a obra de Deus parasse.
6. Leia Esdras 4:23, 24. Por que os judeus pararam a construção? Eles não sabiam que Deus desejava que eles reconstruíssem a cidade? O que os atrapalhou?
Evidentemente, os judeus perceberam que Deus os havia chamado para reconstruir a cidade e o templo, mas, por causa da forte oposição, eles tiveram medo. Talvez tenham inventado desculpas como “agora não deve ser a hora”, ou “se isso fosse realmente o que Deus desejava que fizéssemos, Ele teria providenciado um meio”, ou ainda “talvez nem deveríamos ter voltado para cá”. Quando a oposição nos impede de fazer o que acreditamos ser o chamado de Deus para nós, temos a tendência de questionar a orientação divina e duvidar dela. Podemos facilmente nos convencer de que cometemos um erro. O medo pode paralisar nossa mente, e os pensamentos se transformam em desespero e desamparo, em vez de nos concentrarmos no poder de Deus.
Você já vivenciou uma situação em que estava convencido de que Deus o havia chamado para fazer algo, mas nutriu dúvidas quando as coisas ficaram difíceis? (Pense, por exemplo, em João Batista.) O que aprendeu com essa experiência?    
QUARTA-FEIRA, 23 DE OUTUBRO 2019 - NEEMIAS AGE (444 a.C.) - Ano Bíblico: Lc 9-11
7. Leia Neemias 4. O que os judeus fizeram sob a liderança de Neemias para enfrentar a oposição? Por que era importante que eles se preparassem para lutar, em vez de simplesmente não fazerem nada, acreditando que Deus os protegeria?
Depois de inícios e interrupções, o povo começou a trabalhar novamente. Os judeus oraram e, então, Neemias organizou uma vigilância ativa. O povo fazia turnos durante o dia e à noite a fim de estar preparado para qualquer ataque iminente. Neemias também organizou as pessoas ao redor do muro, munindo-as com armas, a fim de que cada família estivesse pronta para lutar. Além disso, ele dividiu seus servos em dois grupos: um trabalhava, e o outro segurava armas. Havia também provisões especiais para todos os que trabalhavam no muro, pois estes se encontravam mais próximos do perigo. Cada construtor segurava uma espada com uma mão e com a outra acrescentava tijolos ou pedras e argamassa ao muro. Eles estavam preparados para enfrentar a oposição. Fizeram a parte deles; o Senhor fez o resto. A fé de Neemias na proteção divina é inspiradora. No entanto, ele não ficou sentado esperando que Deus fizesse tudo. Eles se prepararam da melhor maneira que puderam.
Duas passagens de Neemias estão entre as declarações mais inspiradoras da Bíblia: “Não os temais; lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai pelos vossos irmãos, vossos filhos, vossas filhas, vossa mulher e vossa casa” (Ne 4:13, 14); “O nosso Deus pelejará por nós” (Ne 4:19, 20).
Os judeus poderiam ter parado a construção novamente por causa da persistente oposição, mas, em vez de serem dominados pelo medo, agarraram-se à promessa de que Deus pelejaria por eles. Quando encontramos oposição ao nome do Senhor, às nossas crenças ou ao que o Criador nos chama a fazer, devemos nos lembrar de que “Deus pelejará por nós”.
No fim, os judeus perceberam que o Senhor estava por trás do que eles estavam fazendo, e isso lhes deu coragem para seguir em frente.
Por que é tão importante ter a convicção de que estamos realizando a vontade de Deus? Como podemos saber se o que estamos fazendo é a vontade do Senhor?    
QUINTA-FEIRA, 24 DE OUTUBRO 2019 - FAZENDO UMA “GRANDE OBRA” - Ano Bíblico: Lc 12-14
8. Leia Neemias 6:1-13. Por que Neemias via o seu trabalho em Jerusalém como uma “grande obra” (Ne 6:3)? Quais foram as tentativas para detê-lo?
O capítulo 6 de Neemias descreve muitos atentados contra a vida do servo de Deus. Sambalate e Gesém continuaram enviando cartas a Neemias a fim de levá-lo a procurá-los sob o pretexto de uma reunião. No entanto, o encontro deveria ocorrer na planície de Ono, que estava em território inimigo. Neemias percebeu a verdadeira intenção do convite. Sambalate, Tobias e Gesém viram uma janela de oportunidade que duraria apenas até que o muro fosse concluído, e os portões, fechados. Os judeus tinham a proteção do rei persa e, por isso, seus inimigos não poderiam vencê-los mediante um ataque frontal. Mas, se esses inimigos se livrassem do líder, impediriam o progresso da obra ou, até mesmo, provocariam a sua definitiva interrupção. Sambalate, Tobias e Gesém não desistiram. Mesmo que Neemias não respondesse, eles continuaram tentando. Deve ter sido frustrante para o servo de Deus ter que lidar com a oposição a cada momento. Ele lhes respondeu: “Estou fazendo grande obra” (Ne 6:3).
Pelos padrões do mundo, Neemias estava fazendo uma grande obra como copeiro do rei, visto que essa era uma ocupação de prestígio, uma das mais importantes da terra, em que ele servia como conselheiro do rei. Mas qual seria o propósito de construir uma cidade que estava em ruínas, que não tinha nenhuma importância aparente? Isso era o que ele chamava de grande obra? Neemias considerou a obra de Deus grande e mais importante do que sua carreira porque percebeu que a honra do nome de Deus estava em jogo em Jerusalém.
Além disso, quando Deus estabeleceu os serviços do santuário, Ele instituiu o sacerdócio. A fim de manter o santuário santo e especial para as pessoas, Ele permitiu que somente os sacerdotes realizassem os deveres dentro do templo. Temos dificuldade de ver a santidade de Deus; por isso, Ele tomou providências para ajudar os israelitas a entrar em Sua presença com reverência. Neemias sabia que o pátio do templo era para todos, mas não os aposentos interiores. Por suas palavras acerca do encontro no interior do templo, Semaías não só se mostrou falso profeta, sugerindo algo contrário à ordem de Deus, mas também se expôs como traidor.
Hoje, sem o santuário terrestre, como manter o senso da santidade divina? De que modo a percepção da santidade de Deus, em contraste com nossa pecaminosidade, nos leva à cruz?    
SEXTA-FEIRA, 25 DE OUTUBRO 2019 - ESTUDO ADICIONAL - Ano Bíblico: Lc 15-17
Textos de Ellen G. White: Profetas e Reis, p. 635-660 (“Os Reconstrutores do Muro”, “Condenada a Extorsão” e “Ciladas dos Pagãos).
“A oposição e o desencorajamento que os reconstrutores nos dias de Neemias tiveram que enfrentar da parte de inimigos declarados e falsos amigos são típicos da experiência dos que trabalham hoje para Deus. Cristãos são provados, não somente pela ira, desprezo e crueldade de inimigos, mas pela indolência, inconstância, frouxidão e deslealdade de pretensos amigos e auxiliares” (Ellen G. White, Profetas e Reis, p. 644).
“Na firme devoção de Neemias à obra de Deus, e em sua confiança igualmente firme em Deus, está a razão da derrota dos seus inimigos em ­atraí-lo ao seu poder. A pessoa indolente facilmente cai presa da tentação; mas na vida que tem alvo nobre, propósito envolvente, o mal encontra pouco terreno. A fé de quem está constantemente avançando não se debilita; pois acima, embaixo e além, ele reconhece o Infinito Amor promovendo todas as coisas para realização do Seu bom propósito. Os verdadeiros servos de Deus trabalham com determinação que não falhará, porque estão na constante dependência do trono da graça” (Profetas e Reis, p. 660).
Perguntas para discussão
1. Coloque-se no lugar de Zorobabel, Josué e os outros líderes quando seus inimigos ofereceram ajuda. Eles fizeram bem em não aceitar a oferta. Como saber quando devemos colaborar com outros que não são da nossa fé? Quais critérios seguir?
2. É perigoso fazer concessões em relação à fé. A história de Israel até o cativeiro babilônico traz exemplos de transigência. Porém, o que ocorre quando alguns vão a extremos para evitar esse problema? Jesus foi ­acusado de transgredir o sábado (Jo 9:14-16). Seus acusadores não foram ao outro extremo, ao desejar matá-lo por causa das curas feitas no sábado? Como encontrar o equilíbrio?
Respostas e atividades da semana:
1. Comente com a classe.
2. A.
3. Para profetizar em nome de Deus e encorajar o povo a voltar a construir. O Senhor, por meio de Ageu e Zacarias, levantou Zorobabel e Josué, que se dispuseram a retomar a obra.
4. A tônica da mensagem foi que o povo não havia priorizado a construção da casa do Senhor, mas suas próprias casas. Por isso, eles estavam sofrendo.
5. F; V.
6. Os judeus interromperam a construção porque foram forçados a fazê-lo. Os povos vizinhos os ameaçaram com armas, e eles ficaram com medo.
7. Eles passaram a se dividir em turnos para vigiar e construir o muro. Com uma mão assentavam tijolos, e com a outra seguravam espadas. Neemias os preparou para lutar em meio à edificação. Eles fizeram a parte deles, e Deus os protegeu.
8. Neemias considerava a incumbência de reconstruir a cidade e o templo uma grande obra, pois ela havia sido dada pelo Senhor. Além disso, o nome do Senhor estava em jogo. Primeiramente, Sambalate enviou cartas ao servo de Deus pedindo que ele fosse vê-lo. Mas Neemias percebeu que aquilo era uma cilada. Em sua última carta, Sambalate disse que Neemias estava tentando ser rei em Jerusalém. Neemias negou veementemente essa ideia. Não satisfeitos, Sambalate e Tobias subornaram Semaías a aconselhar o servo do Senhor a entrar no templo, onde queriam matá-lo. Neemias percebeu a cilada e não deu ouvidos à “profecia” de Semaías. 

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

POR QUE OS ADVENTISTAS NÃO PARTICIPARÃO DO DESFILE CÍVICO DE 7 DE SETEMBRO DE 2019?


A Verdade Como é em Jesus


"Apresentai A VERDADE COMO É EM JESUS, tornando claras as exigências da lei e do evangelho. Apresentai a Cristo, o caminho, a verdade e a vida, e falai de Seu poder de salvar a todos quantos a Ele se chegam" (Ellen G. White, Obreiros Evangélicos, p. 154)



por Ricardo André

O 7 de setembro (dia da Independência do Brasil) desse ano cairá no dia de sábado. Os adventistas do sétimo dia, inclusive os clubes de desbravadores e de aventureiros não participarão dos desfiles cívicos que ocorrem em todo o país, e as especulações sobre poder ou não poder participar dos desfiles nesse dia surgiram. Alguns minimizaram a situação dizendo que não há nada de mais em os desbravadores e aventureiros participarem do desfile; afinal eles estarão testemunhando de Cristo e da igreja. Outras pessoas me procuraram para buscar a razão da não participação dos adventistas nas programações desse dia. Vale dizer que a Igreja Adventista é totalmente favorável e incentiva os Clubes de Desbravadores e de Aventureiros a participarem de Desfiles Cívicos no Dia da Independência ou em comemorações da própria comunidade, desde que sejam em outros dias da semana. Neste texto, mostraremos os motivos pelos quais os adventistas estarão ausentes na parada cívica de 7 de setembro. ( a não ser que essas escolas desfilem depois do por dos sol do Sábado ou seja, no sábado a noite)

Nós, Adventistas do Sétimo Dia, temos como princípio religioso a observância do Sábado porque Deus, ao terminar o mundo em seis dias, estabeleceu um dia – o sábado – para que o ser humano parasse com suas atividades e repousasse em Sua companhia. O Sábado é um lembrete semanal no tempo de que Deus é o nosso Criador. Dizem as Sagradas Escrituras: “Assim, pois, foram acabados os céus e a terra e todo o seu exército. E, havendo Deus terminado no dia sétimo a sua obra, que fizera, descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que, como Criador, fizera” (Gênesis 2:1-3). Quando guardamos o sábado estamos lembrando de que há um Deus Criador, e que não estamos no mundo por acaso; dizemos ao mundo que cremos no Deus Criador e que admiramos os Seus feitos na criação e na salvação do ser humano.

O 4º mandamento da Lei de Deus ensina claramente que no sábado do sétimo dia devemos abster-nos de atividades seculares para adorar ao amoroso Deus Criador: "Lembra-te do dia de sábado, para santificá-lo. Trabalharás seis dias e neles farás todos os teus trabalhos, mas o sétimo dia é o sábado dedicado ao Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teus filhos ou filhas, nem teus servos ou servas, nem teus animais, nem os estrangeiros que morarem em tuas cidades. Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, o mar e tudo o que neles existe, mas no sétimo dia descansou. Portanto, o Senhor abençoou o sétimo dia e o santificou” (Êxodo 20:8-11, NVI). A palavra ‘santificar’ [qadash] do 4º mandamento significa: consagrar, dedicar, manter, separar do uso comum. (Dicionário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, p. 1216). Portanto, o 4° mandamento nos lembra que devemos consagrar, dedicar e separar as horas do sábado a Deus. E a santidade das horas do sábado estão em dedicá-las à adoração e as atividades filantrópicas, de ajuda ao próximo (Mt 12:12).

Em Isaías 58:13, 14 somos convidados por Deus a observar o sábado nos seguintes termos: “Se desviares do sábado o teu pé, e deixares de prosseguir nas tuas empresas no meu santo dia; se ao sábado chamares deleitoso, ao santo dia do Senhor, digno de honra; se o honrares, não seguindo os teus caminhos, nem te ocupando nas tuas empresas, nem falando palavras vãs; então te deleitarás no Senhor, e eu te farei cavalgar sobre as alturas da terra, e te sustentarei com a herança de teu pai Jacó; porque a boca do Senhor o disse” (Isaías 58:13, 14). O texto sacro revela dois princípios importantes: 1) Deus afirma categoricamente que o sábado é dEle (“Meu santo dia”); 2) Somos convidados a pôr de lado nossos “próprios interesses”, “nossos caminhos”. Portanto, as 24 horas do sábado pertencem a Deus. Não temos o direito de fazermos nele o que quisermos. Ele não é nosso, mas de Deus. Assim, quando realizamos qualquer atividade secular nesse dia estamos roubando do tempo que a Ele pertence.

É com base nesses princípios bíblicos que os adventistas não participarão da parada cívica desse sábado. Como o Clube de Desbravadores e de Aventureiros são organizados pela Igreja Adventista do Sétimo Dia e dirigidos por membros adventistas batizados, seguimos a orientação bíblica de separar o sábado para o descanso e atividades religiosas, bem como de atividades de ajuda ao próximo que incluem alguns projetos comunitários, visitas a hospitais, creches e asilos; e ainda, de algumas atividades na natureza para desfrutar a criação de Deus.

Embora não exista nenhum problema em participar do desfile cívico, atividade aceitável durante a semana, no sábado ele não é condizente com a observância desse santo dia, pois desvia a mente das questões espirituais. O desfile cívico é um dia festivo e alegre, mas a nossa alegria, efusividade, energia e vibração durante o sábado devem ser dirigidas a Deus. Isso não é uma 'questão de consciência' é uma questão de obediência. Nossa maior motivação em guardar o sábado deve ser o amor ao Senhor Jesus: “Se me amais, guardareis os meus mandamentos” (João 14:15). Esse amor é desenvolvido pela comunhão com Ele.

Ademais, num desfile cívico ocorre uma grande aglomeração de pessoas nas ruas das cidades brasileiras. Muitos ficam tomando bebida alcoólica, outros gritando palavras impublicáveis, xingando, outros brigando, algumas escolas trazem alguns rapazes e moças vestidos de forma sexualizados, seguido de  refrões libidinosos, baixos de rapazes no meio da multidão, criando um ambiente inadequado para um adventista estar num dia de sábado. Tal ambiente tira o foco da adoração a Deus.

Cremos que a guarda do sábado é um sinal de lealdade ao Senhor Jesus (Ez 20:12, 20; At 5:29) e que a obediência é a resposta humana para a Maravilhosa Graça de Jesus. Somos fiéis à Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras, e isto faz com que os 10 Mandamentos sejam observados; não como causa da salvação, mas como uma importante expressão da justificação pela fé em Cristo (Ef 2:8-10; Rm 3:31; Hb 4:4-11).

Caro amigo leitor, o Senhor Jesus convida você também a observar o santo sábado – dia mundial da alegria -  e ter um lindo encontro com Ele. A cada final de semana, podemos desfrutar desse maravilhoso companheirismo com o Salvador, Deus o Pai, e com o Espírito Santo. É um dia em que podemos também estar por mais tempo na companhia da família e das pessoas que amamos. Durante a semana, pouco falamos com nosso cônjuge ou filhos, e o sábado é uma oportunidade para restabelecermos os laços familiares.

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