quarta-feira, 10 de janeiro de 2024

Situação Econômica Mundial e Perspectivas para 2024

O crescimento econômico global deve desacelerar de uma estimativa de 2,7% em 2023 para 2,4% em 2024. O desempenho estará abaixo da taxa de crescimento pré-pandemia de 3,0%, de acordo com o relatório Situação Econômica Mundial e Perspectivas para 2024, publicado pelas Nações Unidas. 

O principal relatório econômico da ONU apresenta uma perspectiva econômica negativa para o curto prazo. A previsão surge após o desempenho econômico global ter superado as expectativas em 2023.No entanto, o crescimento do PIB mais forte do que o esperado no ano passado mascarou riscos de curto prazo e vulnerabilidades estruturais. Taxas de juros persistentemente altas, escalada de conflitos, comércio internacional lento e desastres climáticos crescentes representam desafios significativos para o crescimento global.

As perspectivas de um período prolongado de condições de crédito mais rígidas e custos de empréstimos mais altos dificultam o avanço da economia mundial. Nessa realidade será necessário fazer mais investimentos para estimular o crescimento, combater a mudança climática e acelerar o progresso em direção aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

terça-feira, 9 de janeiro de 2024

O Perigo do Cristão Desatento e Frouxo

INTRODUÇÃO Deus pede grande vigilância espiritual por parte daqueles que pretendem morar com Jesus. São várias as advertências que vêm de Deus sobre a manutenção da nossa fé. Acompanhe estes quatro textos inspirados: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca. Mateus 26:41.

“Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em redor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.” I Pedro 5:8-9.
“Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo.” Apocalipse 12:12
“Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia. Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.” I Coríntios 10:12-13
Quanto mais próximos estamos do fim da história do pecado e da 2ª volta de Jesus, o inimigo intensifica os seus ataques e sugestões para o pecado, e o cristão deve estar atento para não ser levado pelo vento impetuoso das tentações. Alguns filhos de Deus abandonam a Bíblia, a igreja e Jesus para viverem nos pecados de sua preferência e seu estilo de vida. Entre aqueles que caem em apostasia alguns acabam por voltar, depois de muita dor e sofrimento, outros; no entanto, perdem-se para sempre.
Nos textos bíblicos mencionados acima encontramos dois conselhos e duas ordens. Tanto os conselhos quanto as ordens necessitam de ser obedecidas. O crente não pode relativizar as ordens de Deus, mas sim as obedecer. A Palavra de Deus menciona que devemos conseguir o reino dos céus mediante muito esforço. Veja os textos: “E, desde os dias de João o Batista até agora, se faz força para entrar no reino dos céus, e pelo esforço se apoderam dele." Mateus 11:12.
Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência”. Heb. 4:11.
Embora a salvação venha diretamente da graça de Deus, e a conseguimos através da fé que exercemos em Jesus, não temos dúvidas que necessitamos de fazer a nossa parte. O que tenho notado, é que tem muita gente pensando que vai para o Paraíso de Deus, sem fazer mudanças radicais na sua vida. O verdadeiro crente faz mudanças radicais em vários aspectos da sua vida; ele pensa, fala e age, apenas de acordo com os padrões bíblicos. ele frequenta ambientes onde os anjos de Deus possam se fazer presentes, ele procura fazer amizades com o máximo possível de pessoas, mas demora-se apenas com as pessoas que o ajuda na sua santificação. Fazer tudo isso demanda algum esforço. Mas, o verdadeiro crente também leva muito a sério a sua vida de comunhão com Deus.
Estudar a bíblia e fazer orações particulares requer algum esforço para planejar e executar essa ação. Não é tão simples dizer: “vou orar e ler a bíblia agora”. Isso requer vigilância, decisão, planejamento e algum esforço. Ele não é crítico e nem expõe o erro dos outros, e a sua vida motiva as pessoas para o seguir. Há um pensamento na teologia contemporânea que diz: “quanto mais próximo de Deus a pessoa se encontra, mais pecadora ela se considera”.
A vida do apóstolo Pedro serve como exemplo negativo para que você não abandone a fé cristã. Pedro viveu na corda bamba da sua espiritualidade, e quase pereceu. A história de Pedro, que quero destacar, está em Mateus 26:31-75. Vejamos atentamente o que devemos fazer e o que não devemos fazer, para continuarmos firmes na fé e defendendo as doutrinas bíblicas defendidas pela Igreja Adventista do 7º Dia, especialmente nestes dias finais, antes da volta de Jesus:
A) Orgulho - Quando Jesus advertiu os discípulos sobre a atitude reprovável que assumiriam em relação à Sua pessoa, Pedro disse: “Ainda que todos te abandonem, eu nunca te abandonarei”. Verso 33. Esse foi o primeiro passo do seu lamentável descuido que o levou à uma tremenda queda espiritual. Devemos cuidar para que a nossa “ostentação orgulhosa” não nos traia, dando início ao processo danoso de nossa derrota espiritual. Nunca digamos: “Eu nunca farei isso!”. Paulo adverte: “Aquele, pois, que pensa estar em pé veja que não caia!” I Cor.10:12. Hoje tem bons cristãos ostentando santidade quando passam duas ou três horas em oração particular. Amém! Orar é necessário e quanto mais oramos, mais próximos de Deus nos encontramos; mas, fazer disso motivo de orgulho, para dizer que está cima da média dos irmãos que oram menos do que isso, é reprovado por Jesus no Sermão da Montanha. Ver Mateus 6. Quando damos ofertas e dízimos, jejuamos ou oramos, não precisamos tocar trombeta como os fariseus. Alguns fazem do seu trabalho missionário ou do seu estilo de vida e regime vegetariano um motivo para a sua "ostentação orgulhosa". Cuidado! Quando fazemos o que é correto com motivos errados, colocamos tudo a perder, como Pedro o fez. Cuidado com o seu “eu”! O "eu" de Lúcifer o tirou do céu, e o seu "eu" poderá o impedir de lá entrar.
B) Falta de Vigilância - O texto mostra como os discípulos foram descuidados ao dormirem, quando deviam estar vigilantes. O Senhor exortou-os, fortemente, à ficarem em vigilância. O que fizeram? Dormiram! o Senhor repreendeu duramente a Pedro, que se julgava o líder do grupo: Jesus disse: “Então, nem uma hora pudestes vós vigiar comigo?”. Em I Pedro 5:8 podemos perceber que Pedro aprendeu a lição, quando nos ensina: “Sede sóbrios e vigilantes. O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar”. Por estarem tão envolvidos no trabalho, estudos, desporto, entretenimento, viagens, etc… nem percebem que são presas fáceis do diabo.
Tem crente que já não abre a Bíblia para fazer uma leitura e estudo. Tem crente que já não dedica nem 5 minutos para fazer uma oração particular. Tem famílias inteiras de crentes que já não se reúnem nem para fazer uma oração em conjunto. Há crentes que já não assistem as reuniões de oração. Tem crente que não participa de uma vigília de oração, etc… E quando chega a tentação, ele cede. O crente que quer morar com Jesus necessita de vigiar.
C) Ausência de Oração - A atitude de oração é uma das mais fortes armas para evitar o processo da derrota espiritual. Ver Efésios. 6:18. O Senhor não só exortou os discípulos a orar, como deixou o Seu digno exemplo, ao empregar-Se, sozinho e intensamente, na oração ao Pai, na difícil circunstância em que se encontrava. Jesus estava a um passo do Calvário! O inimigo ali estava para tentar O impedir! Mas, a cruz jamais poderia ser evitada! Jesus disse aos discípulos: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mateus 26:41. Então, você, que vai morar com Jesus na eternidade, não pode perder os eventos e reuniões de oração, adoração e louvor que a sua igreja promove. Seja sincero e diga-me o que você fica fazendo em casa quando não vai à igreja nos dias de culto? Quanto tempo você dedica à oração? Jesus ordenou-nos à oração!
D) Pedro foi Carnal. No confronto definitivo das forças do mal com o Senhor, Pedro cometeu um tremendo descuido ao pretender resolver tudo na base do “serviço na carne”. Veja o relato de Mateus: “E eis que um dos que estavam com Jesus, estendendo a mão, puxou da espada e, ferindo o servo do sumo-sacerdote, cortou-lhe uma orelha.” Mateus 26:51. Agir, tendo como base os impulsos carnais são para os fracos! Carne é passo errado; é descuido inadmissível que fortalece o processo do fracasso espiritual! Agir através do Espírito Santo é para os fortes! Paulo ensina: “andai no Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne”. Gálatas. 5:16. Por que existem divórcios entre casais cristãos? Por que há divisões na igreja cristã? Por que acontece dissensões entre irmãos da fé? É porque as partes envolvidas agem através dos impulsos carnais e excluem Deus da vida. Leia atentamente este texto: “Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e libertinagem; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, como antes já os adverti: Aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino de Deus.” Gálatas 5: 19-21
E) Pedro Seguiu Jesus a Distancia- Grave erro que não se pode cometer e sob pena de se comprometer a espiritualidade. Seguir o Senhor de longe é contrariar, frontalmente, Jesus disse: “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me.” Lucas 9:23. “E Pedro o seguiu de longe, até ao pátio do sumo sacerdote e, entrando, assentou-se entre os criados, para ver o fim.” Mateus 26:58.
Que feio! Pedro viveu com Jesus mais de três anos e não tinha se convertido inteiramente! Não estar comprometido com os cargos da igreja, com o trabalho missionário, com o estudo da lição da escola sabatina, com a oração particular, com o culto familiar, com a semana de oração, com a manutenção da igreja através dos dízimos e ofertas, não ajudar o próximo em suas necessidades, etc…, pense comigo; representa ou não seguir Jesus de longe?
F) Pedro Esquentou-se no Fogo do Inimigo - Pedro não só andou longe do Senhor, mas, aproximou-se do inimigo. Estando longe do Senhor Pedro sentiu frio. Pense comigo e responda com sinceridade: As novelas, os filmes, os desenhos animados, os jogos eletrônicos, com conteúdo violentos para a saúde física, emocional, familiar e espiritual do crente; estas coisas estão contribuindo para o seu crescimento espiritual? As horas passadas diante do computador, as conversas com amigos virtuais e reais, estão contribuindo para o seu desenvolvimento espiritual? O cuidado e atenção exagerados que você tem dado ao trabalho, corpo, filhos, netos, amigos, o têm aproximado de Deus? Os lugares que você tem frequentado, o têm distanciado de Deus? O tipo de roupa que você veste, tem glorificado o nome de Deus? Você tem o relacionamento sexual unicamente para dentro casamento? O estilo de vida que você tem adotado já é um ensaio para as moradas nas mansões celestiais com os anjos que não pecaram?
G) Pedro Negou Jesus - Afinal, Pedro chegou no fundo do poço no deplorável processo da sua queda espiritual. No convívio dos inimigos, longe do Senhor e no indesejável aquecimento do fogo estranho, cometeu o erro final do seu descuido, como cristão. Acabou por negar o Senhor, e isso foi lamentável! Ver Mateus 26:69-75

CONCLUSÃO - Nestes dias finais da história do pecado muitos cristãos estão atacados pelas flechas envenenadas pelo diabo. Vamos cuidar para não cometermos esse grave erro no nosso testemunho cristão. Vamos ser cristãos autênticos, sinceros e fiéis para com o nosso Deus, que tanto fez para nos salvar e restaurar. Após os continuados erros decadentes de Pedro, o Senhor Deus o restaurou. Mas a restauração só foi possível porque ele atendeu, humildemente, ao desafio do Senhor. Veja João 21:15-19 e perceba como Pedro O seguiu com fidelidade. O triste quadro da sua derrota espiritual transformou-se em honrosa evidência de sua utilidade no eterno propósito de Deu na fundação da Igreja de Cristo na terra.
Cuidemos para que as coisas deste mundo não tirem de nós o foco da eternidade. Jesus vai voltar, muito em breve, e Ele deseja que você esteja preparado. Deixo esta última advertência de Deus para você atender: “E isto digo, conhecendo o tempo, que já é hora de despertarmos do sono; porque a nossa salvação está agora mais perto de nós do que quando aceitamos a fé.” Romanos 13:11.

Rejeite o Desânimo

 O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos. Prov. 17:22.

Está provado pela ciência médica que pessoas felizes vivem mais. Mesmo com câncer, aqueles que estão em paz com Deus e com os homens têm mais possibilidades de cura. Não se trata de pensamento positivo. Com autodisciplina e um pouco de esforço, você pode repetir um milhão de vezes: “Estou bem, estou bem. ” Porém, quando a noite chega, os fantasmas de sua própria consciência perturbam seu coração. Tudo continua igual.
A expressão “o coração alegre”, que o texto de hoje menciona, em hebraico, é Leb sámêh. Literalmente, significa um coração satisfeito e agradecido. Satisfação, não conformismo. É reconhecimento da soberania de Deus. Nada acontece debaixo do Sol sem que Ele o permita. O que você está vivendo neste momento, por difícil que seja, é o plano maravilhoso de Deus para você. Eu sei que você não compreende hoje. A dor impede de ver muitas coisas, o tempo encarregará de mostrar-lhe que Deus sempre tem razão.
A confiança em Deus coloca paz e otimismo em seu coração. Não são atitudes fabricadas. São caudais de água limpa que brotam de um manancial puro. Conectado ao poder infinito, o ser mais frágil torna-se forte e olha a vida sob um prisma diferente.
Como vencer o desânimo espiritual? Muitas pessoas têm feito esta pergunta ao longo do tempo. Ele é um inimigo que frequentemente bate a nossa porta. Vem como um ladrão.
O Senhor Jesus nos mostra na Bíblia Sagrada a fórmula para vencer o desânimo espiritual e mandar todos os seus sintomas para bem longe de nós. Assim poderemos ter vida, e vida com abundância.
Desânimo Causado Por Más Notícias?
Más notícias normalmente nos desanimam (João 16.6). Precisamos interpretá-las da forma correta, sem perder a esperança. Jesus diz aos discípulos que vai partir, mas isso será benção para eles. “Vou e volto”, disse. As vezes desanimamos por não entender os planos de Deus, para nossa vida.
Contudo, precisamos confiar que os planos que o Senhor tem preparado para nós são muito maiores que podemos imaginar e que os caminhos trilhados por Ele, nem sempre são facilmente compreendidos, porque são maiores que os nossos (Isaías 55:8,9).
Ao ouvir más notícias mantenha a calma;
Saiba que os pensamentos de Jesus são os melhores a seu.
Todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.
Administrando a Crise
É muito comum que o desânimo se apresente nos momentos difíceis. Na crise. Em tempos de guerra e escassez. Em tempos de luto. Dessa forma faça como o profeta Jeremias, encha a sua mente com aquilo que produz esperança em sua alma (Lamentações 3:21-26)
Traga a memória o que pode lhe dar esperança. Aquilo que o motiva. O que o faz desejar viver.
Então como vencer o desânimo na crise?
1. Mantenha em mente aquilo que lhe traz esperança. Aquilo que o motiva.
2. Espere no Senhor. Ele é bom para quem nele espera. “Bom é ter esperança! ”
3. A fé é fundamental. Ela te faz ver o invisível.
Rejeitando a Falsa Satisfação
Na sociedade em que vivemos somos atacados pela falsa satisfação com muita facilidade. Constantemente cercados por muitas pessoas, poucas, no entanto se importam realmente conosco.
A rejeição produz a crise existencial. Faz com que achemos que não somos importantes. Uma vida feliz não é marcada pela alegria, apenas. As tristezas e aflições são fundamentais para nossa compreensão do que é ser feliz.
Saiba que não há alegria preparada para todo instante da nossa vida, há “Tempo de chorar, e tempo de rir; tempo de prantear, e tempo de dançar…” diz Eclesiastes 3:4
Então. Como vencer o desânimo na insatisfação?
1. Controle a tristeza sabendo que ela é temporária. “Não a mal que sempre dure e não há bem que nunca acabe” (Anônimo)
2. Procure ser uma pessoa transparente, sem ser rude ou arrogante. Não finja ser alegre, se é triste.
3. Tenha em mente que a vida é constituída por fases, e algumas delas incluem a tristeza.
4. Não Cause Desânimo
O coringa, um dos principais inimigos do Batman, tem como desígnio causar o desânimo, medo e terror. É a única coisa que ele leva a sério. Sobre isso, Paulo diz em 2 Coríntios 2:1-4, que ao visitar os Coríntios não foi com o objetivo de lhes causar tristeza, pelo contrário, queria fazê-los feliz. Dessa forma, eles compartilhariam alegria.
Não alimente atitudes que constantemente produzam desânimo nas pessoas. Pessoas animadas o animam. Aquilo que você produz em outros frequentemente é o que você recebe. Se você alimenta as pessoas com desânimo e tristeza com frequência, é isso que receberá.
Então. Como vencer o desânimo produzido pelas pessoas?
1. Não alimente seus relacionamentos com desânimo;
2. Reproduza ânimo;
3. O que você dá frequentemente é o que recebe.
5. Vença o Desânimo Rejeitando a Sensação De Morte
Quando tudo desaba diante de nós, normalmente nos sentimos impotentes. Inúteis. Mas o que o salmista diz no Salmos 116:1-5 nos dá esperança. Declarando seu amor pelo Senhor, ele agradece a Deus por ter ouvido sua oração e por livrar sua alma da angústia mortal que a cercava.
O desânimo é como o nevoeiro. Quando você menos espera está por todos os lados. Para vencê-lo, você precisa clamar a Deus. Foi o que fez o salmista. Cercado por todos os lados pelo desespero e pela sensação de morte ele clamou ao Senhor.
Então. Como vencer o desânimo produzido pela sensação de morte?
1. Invoque ao Senhor;
2. Fale para Deus sobre o que e como, está se sentindo;
3. Confie na misericórdia e na justiça de Jesus.
Desanimado? Não desista!
Chris Gardner interpretado por Will Smith, no filme “À Procura da Felicidade”, está vivendo um dos piores momentos de sua vida. Há um dia em que ele não tem dinheiro para pagar um hotel e não consegue vaga no abrigo.
Então, vai até o banheiro da estação de metrô tranca a porta, forra o chão com papel, senta e põe seu filho no colo, para dormir, nesse instante alguém bate na porta, para entrar e usar o banheiro, afinal é público. Chris com o pé segura a porta e o impede.
O mais interessante é que o dia amanhece e ele tenta mais uma vez no empreendimento que tanto desejava, e consegue. De agora em diante, Chris não dorme mais no banheiro. Precisamos tentar o número de vezes que for necessário.
Nos Salmos 13:1-6, o Salmista pergunta ao Senhor Deus, até quando ele ficará sem respostas. Até quando o Senhor vai “ignorar” suas orações. Ele descreve seus dias como tristes e inquietos, além disso há inimigos tirando sua paz. Por fim, ele diz ao Senhor que espera pelos dias em que cantará de gratidão pelo seu milagre.
É extremamente importante não nos acostumarmos a uma vida de desânimo. Precisamos sempre estar em busca de crescimento. Jesus prometeu para nós vida em abundância e o apóstolo Paulo disse que em Cristo somos mais do que vencedores.
Acostumar-se a uma vida desanimada sem perspectiva é o mesmo que morrer. Tome o salmista como seu exemplo. “Até quando, Senhor? ”.
Clame a Deus deixando claro para Ele que você tem esperança. Que não desistiu. Não perdeu a fé. Não importa o quanto esteja sentindo-se mal, continue crendo.
A filha de Jairo já estava morta quando Jesus lhe disse para continuar crendo (Lucas 8.50). O salmista preocupava-se com o fato de que seus inimigos zombariam dele por estar derrotado, mesmo confiando em Deus.
Deus quer ver você vencendo!
Todas as verdades apresentadas foram extraídas da Bíblia Sagrada que é a Palavra de Deus. Por isso digo que o resultado é garantido.
Nas horas mais escuras da vida, aprenda a confiar em Deus. Por mais que a adversidade pareça arrasar seus sonhos, Deus não perdeu o controle da situação. Ele continua ao leme de sua pequena embarcação e o levará ao porto seguro. O segredo é não desistir.


Os sete conselhos para você vencer o desânimo espiritual são:
1. Aprenda a lidar com as más notícias;
2. Administre a crise;
3. Rejeite a falsa satisfação;
4. Não produza desânimo;
5. Rejeite a sensação de morte;
6. Não se acostume com o desânimo;
7. Não se isole.
Se você tirar os olhos de Jesus e os colocar nas dificuldades, o barquinho começará a afundar. Só Jesus é capaz de ajudá-lo a atravessar o vale de trevas pelo qual você está passando.
Abra seu coração a Deus, clame! Diga-Lhe que já não tem forças para resistir à provação. Ele o ouvirá. Não é insensível ao sofrimento humano. Não precisa ser informado da dor que envolve sua vida. Mas quando você diz para Ele o que está sentindo, a sua fé aumenta, a confiança brilha, e isso lhe faz um bem extraordinário. Porque “o coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos”.
Não desistir/Hino inicial 464

É Proibido Julgar?

Ainda recentemente ví uma discussão no Facebook com vários amigos onde uma moça aborreceu-se com alguns comentários feitos a um terceiro  e retirou-se zangada, dizendo que Jesus havia ensinado que não se devia julgar os outros.


Eu sei que existem situações em que julgar é realmente errado, mas aquela não era uma destas situações. A pessoa que estava sendo "julgada" tinha feito declarações e expressado suas opiniões e os outros simplesmente estavam avaliando e rejeitando as mesmas. A atitude da mocinha, que ficou sentida, ofendida e magoada, é infelizmente comum demais no meio evangélico moderno, onde as pessoas usam as famosas palavras de Jesus de maneira errada como argumento em favor de que devemos aceitar tudo o que os outros dizem e fazem, sem pronunciarmos qualquer juízo de valor que seja contrário.

Mas, foi isto mesmo que Jesus ensinou? A passagem toda vai assim:

"Não julgueis, para que não sejais julgados.
Pois, com o critério com que julgardes, sereis julgados; e, com a medida com que tiverdes medido, vos medirão também.
Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio?
Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu?
Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão.
Não deis o que é santo aos cães Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés e, voltando-se, vos dilacerem." (Mateus 7:1-6)

Alguns pontos ficam claros da passagem.

1) O que Jesus está proibindo é o julgamento hipócrita, que consiste em vermos os defeitos dos outros sem olharmos os nossos. O Senhor determina que primeiro nos examinemos e nos submetamos humildemente ao mesmo crivo que queremos usar para medir e avaliar o procedimento e as palavras dos outros. E que, então, removamos a trave do nosso olho,  isto é, que emendemos nossos caminhos e reformemos nossa conduta.

2) Em seguida, uma vez que enxerguemos com clareza, o próprio Senhor determina que tiremos o argueiro do olho do nosso irmão. O que ele quer evitar é que alguém quase cego com um tronco de árvore no olho tente tirar um cisco no olho de outro. Mas, uma vez que estejamos enxergando claramente, após termos removido o entrave da nossa compreensão e percepção, devemos proceder à remoção do cisco do olho de outrem.

3) Jesus faz ainda uma outra determinação no versículo final da passagem (verso 6) que só pode ser obedecida se de fato julgarmos. Pois, como poderemos evitar dar  nossas coisas preciosas aos cães e aos porcos sem primeiro chegarmos a uma conclusão sobre quem se enquadra nesta categoria? Visto que é evidente que Jesus se refere a pessoas que se comportam como porcos e cães, que não vêem qualquer valor no que temos de mais precioso, que são as coisas de Deus. Para que eu evite profanar as coisas de Deus preciso avaliar, analisar, examinar e decidir - ou seja, julgar - a vida, o comportamento e as declarações das pessoas ao meu redor.

Fica claro, então, que o Senhor nunca proibiu que julgássemos os outros, e sim que o fizéssemos de maneira hipócrita, maldosa e arrogante. Julgar faz parte essencial da vida cristã. Somos diariamente chamados a exercer o papel de juízes movidos por amor pelas pessoas e zelo pelas coisas de Deus. 

Quem nunca julga contribui para que o erro se propague, para que as pessoas continuem no erro. São pessoas sem convicções. Elas se tornam coniventes e cúmplices das mentiras, heresias e atos imorais e anti-éticos dos que estão ao seu redor. Paulo disse a Timóteo, "A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem. Conserva-te a ti mesmo puro" (1Tim 5:22). Não consigo imaginar de que maneira Timóteo poderia cumprir tal orientação sem exercer julgamento sobre outros.

Em resumo, julgar não é errado, cumpridas estas condições: a) que primeiro nos examinemos; b) que nos coloquemos sob o mesmo juízo e estejamos prontos para admitirmos que nós mesmos estamos sujeitos a errar, pecar e dizer bobagem; c) que nosso alvo seja ajudar os outros a acertar e consertar o que porventura fizeram ou disseram.

A hora do julgamento



Em seu livro A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo (CPB, 2010), George Knight chama atenção para a progressiva perda de visão do adventismo e o consequente enfraquecimento no cumprimento da missão. Ele também faz um apelo para que o adventismo se concentre na urgência de priorizar a comissão evangélica centrada no amor de Cristo nesses últimos dias, especialmente as três mensagens angélicas (Ap 14:6-12), e eu acrescentaria a mensagem de Elias (Ml 4:5, 6) [Roy Gane, Who’s Afraid of the Judgment? The Good News About Christ’s Work in the Heavenly Sanctuary (Nampa, ID: Pacific Press, 2006), p. 126-128].

No entanto, quero analisar um pouco mais detidamente algo que ele abordou sobre Daniel 8:14 que, a meu ver, poderia fortalecer sua mensagem geral (Clinton Wahlen, “The Pathway Into the Holy Places (Hb 9:8): Does it End at the Cross?”, Journal of Asia Adventist Seminary, n° 11 (2008), p. 47-51). Depois de afirmar sua crença de que a profecia foi cumprida em 1844, Knight continuou dizendo que não consegue ver um juízo pré-advento dos santos em Daniel 8:14, mas somente um julgamento sobre o chifre pequeno e a “purificação do santuário em relação com esse poder no fim dos 2300 dias” (George R. Knight, A Visão Apocalíptica e a Neutralização do Adventismo, p. 68). Ele encontra um juízo pré-advento contra o “chifre pequeno” a favor dos santos em Daniel 7 (p. 68, 69), mas somente é possível vê-lo começando em 1844 se tomar como base o paralelismo entre Daniel 7 e 8 (p. 69).

O CONTEXTO DE DANIEL 8:14

Penso que Knight esteja certo em sua análise sobre o julgamento em Daniel 7, ou seja, a existência de um forte paralelo entre os capítulos 7 e 8, e a necessidade de se chegar a conclusões por meio de uma interpretação sólida, e não apenas pela leitura de um texto com outro. É verdade que o paralelo entre os capítulos é suficiente para associar o juízo pré-advento (Dn 7) com a purificação do santuário (Dn 8), de modo que o momento do segundo se aplique ao primeiro. Mas o que há em Daniel 8:14? Será que o texto se refere apenas a um julgamento pré-advento do “chifre pequeno” no fim dos tempos, e não contém um juízo investigativo dos santos?

De fato, Daniel 8:14 também não menciona explicitamente o “chifre pequeno”. Diz apenas: “E ele me disse: ‘até 2.300 tardes e manhãs; e o santuário será [justificado]’” (grifo do autor). Isso não soa como pensamento completo porque está respondendo à pergunta do verso 13: “Até quando durará a visão do sacrifício diário [que inclui a] transgressão assoladora, visão na qual é entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? (grifo do autor). Assim, justificar o “santuário” no fim dos 2.300 “dias” (v. 14) resolve o problema levantado no verso 13. Não podemos entender o significado de justificar o santuário sem compreender a natureza do problema que isso pretende resolver.

A questão apresentada no verso 13 tem quatro partes: (1) a regularidade (diário), (2) a transgressão assoladora, (3) um santuário, e (4) ser pisado (Roy Gane, “The Syntax of Tet Va. in Daniel 8:13”, em J. Moskala (ed.), Creation, Life, and Hope: Essays in Honor of Jacques B. Doukhan [Berrien Springs, MI: Andrews University, 2000], 367-382). Mas essa lista enigmática não não nos diz muito por si só. O que aconteceu com “a regularidade” e “o santuário”? Quem é responsável pela “transgressão assoladora” e por “pisotear o exército”?

O verso 13 é um resumo dos pontos-chave da visão descrita em Daniel 8:1 a 12 (a palavra “visão” em Dn 8:13 é hazon, que aparece várias vezes em conexão com essa interpretação; ver Dn 8:15, 17, 26; 9:21, 24). À luz da interpretação posterior, nesse mesmo capítulo (v. 15-26), a visão cobre os períodos da Medo-Pérsia ( v. 3-4, 20) e da Grécia, com seus quatro reinos helenísticos (v. 5-8, 21-22), os quais são substituídos por outro império maior, simbolizado por um “chifre” que começa pequeno, mas se expande horizontalmente na Terra, como poder político, e depois verticalmente em direção ao céu, como força religiosa (v. 9-12, 23-26).

A expressão “até quando durará a visão?”, significa: Qual será o ponto final da visão como um todo (a partir do tempo da Medo-Pérsia), quando os males perpetrados pelo “chifre pequeno” serão corrigidos? Os ataques principais incluem (na ordem do v. 13): (1) remover a regularidade (na adoração e no ministério) do Príncipe do exército do Céu, ou seja, Cristo (v. 11; cf. Js 5:13-15); (2) atribuir/nomear, de maneira hostil, outro contra essa “regularidade” (Dn 8:12); (3) derrubar o local do santuário que pertence ao Príncipe do exército (v. 11); e (4) derrubar e pisotear alguns do exército celestial (v. 10).

O chifre pequeno obviamente se destaca, mas onde está o povo fiel a Deus (os santos) em tudo isso? O “povo santo” aparece descrito no verso 24 (cf. v. 25), retratado como objeto de destruição pelo poder simbolizado pelo chifre pequeno. Visto que o povo santo pertence ao Deus do Céu e, portanto, ao Príncipe da hoste celestial, parece que destruí-lo literalmente expressa a mesma coisa que pisotear alguns do exército celestial (v. 10; cf. v. 13). Seja como for, Daniel 8 identifica explicitamente duas partes opostas: (1) o poder rebelde do chifre pequeno; e (2) o povo fiel de Deus, a quem o chifre persegue.

Descobrimos que Daniel 8:14 responde à pergunta referente a um determinado cenário (v. 13) que tem seu desdobramento no restante do capítulo, tanto em uma visão anterior quanto em sua interpretação. Assim, o todo de Daniel 8 se concentra no versículo 14: “Até 2.300 tardes e manhãs e o santuário será purificado [justificado]” (grifo do autor). Agora sabemos o que isso significa: No fim de um longo período de 2.300 “dias” (obviamente muito mais que dias literais), que vão do período medo-persa até o fim do período de dominação do chifre pequeno, um santuário seria justificado. Esse evento do fim dos tempos (v. 19, 26) repararia os problemas causados pelo chifre pequeno, o qual interrompeu a adoração ao Deus verdadeiro, levantou oposição, contrafez o sistema da adoração, atacou o local do santuário de Cristo e atentou contra alguns de Seus súditos.

NATUREZA DO JULGAMENTO

De que maneira o fato de justificar o santuário resolveu essas questões? É verdade que o ataque do chifre pequeno contra o santuário de Deus foi apenas um de seus crimes, mas os outros crimes também interferem no santuário, porque ali é o local em que os fiéis súditos de Deus regularmente realizam sua verdadeira adoração. O “santuário” celestial (literalmente, [lugar de] santidade, em Dn 8:14) se refere ao Templo no Céu, a sede do governo divino, a representação de Sua administração, assim como a Casa Branca representa o governo dos Estados Unidos ou o Kremlin a administração da Federação Russa. Portanto, justificar o santuário de Deus, o local real em que Ele reside no Céu (Sl 11:4;
Ap 4), compreende nada menos que vindicar Sua santa forma de governo, em oposição ao sistema do chifre pequeno.

“Será purificado”, ou justificado (niphal de tsdq), em Daniel 8:14, é uma linguagem forense que indica um processo judicial, que demonstra que a administração de Deus, representada por Seu santuário, está correta (Jó 9:15, 20; Sl 19:10; 51:6; 143:2; Is 43:9, 26, etc. Em Jó 4:17, aquele que é “justo” (tsdq) diante de Deus está “puro/limpo” (verbo thr), isto é, “vindicado”). O mesmo verbo hebraico (com suas variantes) é usado em outros contextos legais (inclusive tendo Deus como Juiz) e, nesse sentido, referindo-se ao julgamento em favor de alguém (por exemplo, Gn 38:26; 44:16; Dt 25:1; 2Sm 15:4; 1Rs 8:32; Sl 51:4 [heb. v. 6]; Is 5:23; 43:9, 26). Obviamente, o resultado de ter justificado o governo divino foi benéfico para o “povo santo” (v. 24), Seus súditos leais. Mas o resultado do poder do “chifre pequeno” foi decididamente negativo. Ele foi condenado pela vindicação do santuário de Deus e, finalmente, será “quebrado”/destruído, não pela ação de nenhum poder humano, mas pelo próprio Deus (v. 25) [2Ts 2:8, destruição dos ímpios na segunda vinda de Cristo.]. Essa execução do julgamento implica um processo de investigação pré-advento, que Daniel 8:14 descreve em termos de demonstração de que a administração divina está correta.

Observando Daniel 8 e seu contexto, verificamos que a vindicação do santuário de Deus no tempo do fim (v. 14) envolve um processo de justiça que resulta em benefício para Seu povo fiel e na condenação dos rebeldes. Portanto, após tudo isso, existe um julgamento envolvendo os “santos”, embora o texto não mencione isso com essas palavras.

O pano de fundo do Dia da Expiação para Daniel 8:14 é evidente. Ele indica uma relação tipológica: o Dia da Expiação típico aponta para um futuro julgamento antitípico no fim dos tempos. O Dia da Expiação anual era um dia de julgamento em Israel, quando o ritual de purificação do santuário terrestre representava a vindicação da justiça divina, a qual confirmava os fiéis (Lv 16:29-31), mas condenava os infiéis (Lv 23:29, 30) entre Seu povo. Todos aqueles cujos pecados já haviam sido perdoados em um estágio anterior de expiação (Lv 4:20, 26, 31, 35 etc.), e que haviam demonstrado contínua lealdade no Dia da Expiação (Lv 16:29, 31; 23: 26-32), ficavam moralmente “puros” (livres de qualquer impedimento no relacionamento divino-humano) como resultado da purificação do santuário (Lv 16:30) [Roy Gane, Cult and Character: Purification Offerings, Day of Atonement, and Theodicy (Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2005), p. 305-333]. Estamos começando a descobrir que há mais do que parece em Daniel 8, incluindo um julgamento que envolve o povo leal a Deus.

Daniel 8 não detalha o processo investigativo por meio do qual o “povo santo” do Senhor é assim considerado, e pelo qual o “chifre pequeno” é irremediavelmente considerado culpado de alta traição. A relação dos crimes do chifre pequeno deixa claro as acusações contra ele. Por outro lado, o comportamento do “povo santo” não é explicitado. A ênfase não está no que eles fazem, mas no Príncipe a quem pertencem (Dn 7:13, 14; cf. 9:25; 1Jo 5:11-13). O fato de eles e o chifre pequeno estarem em lados opostos implica que o povo do Senhor está fazendo exatamente o oposto do trabalho realizado pelo chifre, mantendo uma adoração verdadeira, centralizada no verdadeiro santuário do Senhor (cf. Hb 8:1, 2).

RELAÇÃO ENTRE DANIEL 7 E 8

De acordo com Knight, é em Daniel 7 que o processo de investigação judicial é descrito com alguns detalhes. Ele também reconhece que há um estreito paralelo entre Daniel 7 e 8 (referindo-se em 8:1 à visão do capítulo 7), o qual demonstra uma correspondência entre o juízo pré-advento e a purificação do santuário respectivamente.
Daniel 7 Daniel 8
Leão
Urso Carneiro (Medo-Pérsia, v. 20)
Leopardo Bode (Grécia, v. 21)
Animal terrível Chifre pequeno: crescimento horizontal
Chifre pequeno Chifre pequeno: crescimento vertical
Juízo pré-advento (v. 9-14) Purificação do santuário (v. 14)


Daniel 8 repete o mesmo período histórico coberto por Daniel 7 (exceto Babilônia, que já havia passado e, portanto, não mais era relevante). Os impérios são os mesmos, e a natureza do problema do poder do “chifre pequeno” é a mesma. O fato de o mesmo símbolo ser usado (embora o chifre em Daniel 8 inclua expansão horizontal por Roma pagã/imperial no v. 9) reforça a proximidade do paralelo. Depois dos ataques do chifre, há uma solução divina em cada capítulo, que é regulamentada em favor dos santos e contra o poder que os oprimiu.

Os perfis proféticos correspondentes em Daniel 7 e 8 mostram que o juízo pré-advento e a justificação do santuário celestial são maneiras diferentes de descrever o mesmo evento: a vindicação de Deus diante dos seres criados por meio de um Dia da Expiação escatológico, que demonstra Sua justiça em condenar os desleais, mas salvar Seu povo leal e santo (Roy Gane, Who’s Afraid of the Judgment?, p. 40-45). Isso reforça a conexão entre Daniel 7 e 8 e confirma que o evento que começa no fim dos 2.300 “dias” proféticos nos envolve, como concluíram os pioneiros adventistas.

Temos o privilégio e a responsabilidade de levar o último convite evangélico a todo o mundo (Ap 14:6-12) durante a fase final da expiação, enquanto Cristo está realizando uma obra especial pela humanidade. O que poderia ser mais importante e urgente do que isso? Esse é o maior empreendimento da história da humanidade, e é totalmente impossível fazer isso somente pelo esforço humano. Como nunca antes, precisamos buscar e receber humildemente o poder do Espírito Santo (At 2; cf. Jl 2), que vem do santíssimo do santuário celestial, onde Jesus está ministrando agora. Esse poder nos impele a sair de nossa zona de conforto e alcançar pessoas para Cristo, a fim de que elas tenham oportunidade de ser resgatadas e desfrutar a vida eterna.

Continuemos respondendo ao desafio de Knight de explorar, viver e proclamar nossa visão apocalíptica em vez de neutralizá-la!

ROY GANE é professor de hebraico e línguas do antigo Oriente Médio no Seminário Teológico da Universidade Andrews

(Artigo publicado na edição de março-abril da revista Ministério)

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Nem tudo é o que parece

 O impacto da cosmovisão do cientista na interpretação das evidências

Fóssil de 5 cm (A) e 6 cm (E), descobertos na Colômbia. (Imagem: Sociedade de Paleontologia de Vertebrados, dezembro de 2023)

Recentemente, pesquisadores da Universidade del Rosário, em Bogotá, na Colômbia, publicaram algo bem interessante. Um fóssil encontrado no país e que foi identificado como uma planta que teria vivido há mais de 100 milhões de anos, de acordo com a Teoria da Evolução, é, na verdade, um fóssil de tartaruga.[1]
A imagem acima mostra os fósseis descobertos pelo padre Gustavo Huerta na metade do século 20. Eles foram reexaminados na tentativa de identificar nervuras das folhas da planta fossilizada. Mas qual não foi a surpresa quando, em uma análise mais detalhada, os pesquisadores encontraram tecido ósseo fossilizado. Plantas, obviamente, não possuem ossos. Os cientistas estavam convencidos de que houve um erro na identificação desses fósseis. Por isso, ao compará-los com outros fósseis de vertebrados, foram encontradas semelhanças e compatibilidade com fósseis de tartaruga. Os pesquisadores afirmaram que ela provavelmente teria menos de 1 ano de idade, por causa do seu tamanho reduzido.

O doutor Nick Fraser, paleontólogo do Museu Nacional da Escócia, que não participou do estudo, afirmou que agora a identificação desse fóssil faz muito mais sentido, já que não seria esperado encontrar fósseis de plantas no estrato de rochas onde ele foi descoberto, do final da Era Mesozoica. Ele afirma que era como “sugerir erroneamente que dinossauros viveram na mesma época que os mamutes”.

Na maior parte das vezes, paleontólogos datam fósseis de maneira indireta. De acordo com a geologia naturalista, as diferentes camadas ou estratos geológicos teriam se formado de maneira lenta e gradual, ao longo de bilhões de anos. Então, se um pesquisador encontra um fóssil numa camada de rocha que já tem idade conhecida, como, por exemplo, 60 milhões de anos, então esse fóssil tem a mesma idade dessas rochas, já que eles teriam se formado ao mesmo tempo. Pesquisadores que aceitam a criação entendem que essas rochas não se formaram de forma tão lenta. Um dos fenômenos responsáveis pela formação das diferentes camadas de rochas, de acordo com a cosmovisão criacionista, seria a grande catástrofe, o dilúvio.
Cosmovisão e influência

O professor Andy Gale, paleontólogo e docente da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, disse algo que chama atenção. Ele afirmou: "Esse é um erro de identificação incomum, o que mostra que às vezes você vê o que deseja ver, mesmo que não esteja lá”.[2]

Puro e simples. Está aí um pensamento que muitos cientistas evitam e até mesmo não admitem. Muitas vezes, pesquisadores simplesmente não consideram determinadas hipóteses porque “não desejam ver”. Esse é um ótimo exemplo de como a cosmovisão ou as ideias preconcebidas de um cientista podem influenciar a interpretação dos fatos. Infelizmente, pesquisadores, apesar de possuírem métodos muito acurados e importantes para manter a objetividade, ainda são influenciados por sua cosmovisão. A imparcialidade é simplesmente impossível.

Dentro desse contexto, um outro exemplo vem à mente. Em 2015, pesquisadores alemães descreveram um fóssil brasileiro (pesquisadores alemães descrevendo um fóssil brasileiro é uma história polêmica para outro texto), que seria uma serpente com 4 pernas e 5 dedos. Esse fóssil representaria uma forma transicional, o famoso elo perdido, na árvore evolutiva das serpentes. Paleontólogos naturalistas afirmam que os primeiros lagartos perderam suas pernas e deram origem ao que conhecemos hoje como as serpentes modernas.
Detalhes do Tetrapodophis amplectus, fóssil considerado como “elo perdido” na evolução entre lagartos e cobras. (Foto: David Martill, doi: 10.1126/science.aaa9208. Edição: Maura Brandão)

Mas em 2021 houve uma atualização dessa informação. Em um encontro da Sociedade de Paleontologia de Vertebrados em Salt Lake City, nos Estados Unidos, uma equipe de pesquisadores afirmou que, na verdade, esse fóssil pertenceria a uma espécie de lagarto marinho, não uma cobra. Apesar de alguns paleontólogos não concordarem com essa afirmação, o que fica claro é que não existe consenso a respeito do que seria esse fóssil. Atualmente, os cientistas não podem estudá-lo já que ele está inacessível no Museu Bürgermeister-Müller, na Alemanha. Ou seja, não é possível ter certeza se ele é uma forma transicional ou um lagarto pré-histórico.

Aqueles que aceitam o relato da criação e acreditam que fomos criados, não ficam surpresos com esse tipo de atualização. Os exemplos de interpretações falhas e falsos “elos perdidos” apresentados aqui são apenas alguns de tantos outros existentes. Será que a única explicação para a similaridade apresentada pelos seres vivos é que eles são aparentados ou compartilham uma ancestralidade comum? Para um naturalista sim, essa é a explicação. Isso significa que não existem outras? Não. A filosofia naturalista limita o trabalho de pesquisadores, já que eles não admitem algo além do natural.

Aí está a diferença para cientistas que aceitam a criação: considerar o sobrenatural. Por que não seria possível pensar que o Criador teria usado padrões para criar a diversidade dos seres vivos? Seres vivos esses que são complexos, diversos, com incrível capacidade de adaptação e diversificação limitada pelos tipos básicos. Hipóteses dentro desse contexto devem ser consideradas, porque nos dão maior possibilidade de chegar perto da verdade.

Pense nisso.

quinta-feira, 4 de janeiro de 2024

QUAL O PROPÓSITO DA VIDA SEGUNDO A BÍBLIA?



Muitas vezes, pensamos que o sentido da vida está em realizar sonhos, ter sucesso na carreira profissional, obter realização financeira, comprar a casa dos sonhos e por aí vai. Porém, ao longo da vida acabamos percebendo que, apesar de alcançar todas essas realizações, parece que falta alguma coisa. Depois de algum tempo começamos a nos perguntar sobre o real sentido da vida, surgem questionamentos sobre o porquê viver e qual é o propósito de tudo.

De acordo com C.S. Lewis – “As criaturas não nascem com desejos que não podem ser satisfeitos. Um bebê sente fome: bem, existe o alimento. Um patinho gosta de nadar: existe a água. O homem sente o desejo sexual: existe o sexo. Se descubro em mim um desejo que nenhuma experiência deste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é que fui criado para um outro mundo.”

Saiba que muitos questionamentos já estão respondidos nas Escrituras Sagradas. Por meio da Palavra encontramos a resposta para a seguinte pergunta: qual é o propósito da vida segundo a Bíblia? Continue a leitura para saber mais!

O que a Bíblia diz sobre qual é o propósito da vida?

Nele fomos também escolhidos, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade, a fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória. Efésios 1:11,12

Deus nos criou para um projeto muito maior do que as experiências que podemos experimentar aqui nessa Terra. Em Eclesiastes 3:11, Salomão diz: “(…) também pôs no coração do homem o anseio pela eternidade (…)”. Ao ler essa passagem, percebemos que o nosso Criador tem planos para nós que vão além desta vida, planos de felicidade, de esperança e de viver eternamente com Ele.

Outra passagem da Bíblia que nos faz refletir sobre o verdadeiro propósito da vida é a de Efésios 1:5-6, que diz: “(…) em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado (…)”.

Deus nos criou à sua imagem e semelhança, e isso quer dizer que somos parecidos com o Criador do que qualquer outro ser desse mundo. Portanto, o real sentido da nossa existência é encontrado quando passamos mais tempo ao lado de Jesus Cristo, que deu sua vida para nos salvar. Para conseguir alcançar esse objetivo, precisamos seguir as seguintes instruções bíblicas:

ü Ler mais a Bíblia.

ü Orar.

ü Ser obediente.

ü Amar uns aos outros como a nós mesmos.

Essa verdade é afirmada em 1ª Coríntios 10.31, que diz: “(…) portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus (…)”. O nosso Pai soberano pode ser glorificado em tudo o que fazemos, em cada passo que damos, pois nos deu vida e nos ama com amor sublime e puro.

Qual é a importância de caminhar de acordo com o propósito estabelecido por Deus?

“Deus não está no tempo. A vida Dele não consiste em momentos que são seguidos por outros momentos. Se um milhão de pessoas oram para ele às dez e meia da noite, ele não precisa ouvi-las todas no instantezinho que chamamos de dez e meia. Dez e meia, ou qualquer outro momento ocorrido desde a criação do mundo, é sempre o presente para Deus. Para dizê-lo de outra maneira, Deus tem toda a eternidade para ouvir a brevíssima oração de um piloto cujo avião está prestes a cair em chamas.” C.S Lewis

Caminhar com Jesus é glorificar a Deus obedecendo sua Lei por amor e gratidão por tudo aquilo que Ele é, sem ter o desejo de ser recompensado ou a intenção de negociar bênçãos. É nessa jornada que encontramos a certeza de que estamos vivos porque o Criador tem um propósito especial para a nossa vida.

Enfim, se você está se fazendo a pergunta “qual o propósito da vida segundo a Bíblia?”, saiba que essa resposta será encontrada nas Escrituras Sagradas. Nelas, o próprio Deus deixou todas as explicações para que pudéssemos descobrir que nada acontece por acaso e que há um propósito para tudo.

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...