segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Lição 7 . 10 a 17 de fevereiro. Honestidade para com Deus


Sábado à tarde
Verso para memorizar: A semente “que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido de bom e reto coração, retêm a palavra; estes frutificam com perseverança” (Lc 8:15). 
Leituras da semana: Lc 16:10; Lv 27:30; Gn 22:1-12; Hb 12:2; Lc 11:42; Hb 7:2-10; Ne 13
O que é ter um coração honesto, e como ele é revelado? A cultura contemporânea muitas vezes vê a honestidade como uma ética vaga e relativista. Em sua maioria, as pessoas são ocasionalmente desonestas, mas consideram isso aceitável, desde que a infração não seja muito grande. Além disso, alegam que circunstâncias específicas podem justificar certa desonestidade.
A verdade e a honestidade estão sempre juntas. No entanto, não nascemos com tendência para ser honestos; a honestidade é uma virtude moral aprendida e está na essência do caráter moral de um mordomo.
Quando praticamos a honestidade, coisas boas vêm como resultado disso. Por exemplo, jamais nos preocupamos em ser apanhados em uma mentira ou em ter que “encobri-la”. Por essa e outras razões, a honestidade é um valioso traço de caráter, especialmente em situações difíceis, quando a tentação pode facilmente nos levar à desonestidade.
Na lição desta semana, estudaremos o conceito espiritual de honestidade por meio da prática da devolução dos dízimos, e veremos por que o dízimo é de vital importância para o mordomo e a mordomia.
No dia 3 de março encerraremos os Dez Dias de Oração com dez horas de oração e jejum. Haverá também o lançamento da jornada de 30 dias do programa Primeiro Deus. 
Domingo, 11 de fevereiro
Uma questão de honestidade
Muitas pessoas têm algo em comum: não gostam de desonestidade, especialmente quando a veem sendo manifestada em outros. Não é fácil, porém, enxergá-la na própria vida, e quando a enxergam, têm a tendência de racionalizar suas ações, de justificá-las e minimizar sua importância: “Ah, não é tão ruim assim; é apenas uma coisa pequena, não é realmente importante.” Podemos nos enganar a maior parte do tempo; mas nunca enganamos a Deus.
“Por toda parte, em nossas fileiras, é praticada a desonestidade, e essa é a causa da mornidão de muitos que professam crer na verdade. Não se acham ligados a Cristo e iludem a si mesmos” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 4, p. 310).
1. Leia Lucas 16:10. Qual princípio Jesus expressou nesse verso sobre a importância de ser honesto, mesmo no “pouco”? Assinale a alternativa correta:
A.(   ) Quem é fiel no pouco, é fiel no muito.
B.(   ) A honestidade está condicionada às circunstâncias.
Deus pede que sejamos honestos. Porém, Ele sabe como é fácil ser desonestos, especialmente em relação às coisas que possuímos. Por isso, o Senhor nos deu um poderoso antídoto contra a desonestidade e o egoísmo, pelo menos quando se trata de bens materiais.
2. Leia Levítico 27:30 e Malaquias 3:8. O que esses textos ensinam? Como o dízimo ajuda a manter a nossa honestidade?
“Não se apela para a gratidão ou generosidade. É uma questão de simples honestidade. O dízimo é do Senhor; e Ele nos ordena que Lhe devolvamos aquilo que é Seu […]. Se a honestidade é um princípio essencial nos negócios da vida, não deveríamos reconhecer nossa obrigação para com Deus, obrigação esta que se acha na base de todas as outras?” (Ellen G. White, Educação, p. 138, 139).
A devolução do dízimo o ajuda a lembrar quem, em última instância, é o dono de tudo? Por que é importante nunca se esquecer disso? 

Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org 

Segunda-feira, 12 de fevereiro
Vida de fé
3. Leia Gênesis 22:1-12. O que essa história nos revela sobre a realidade da fé de Abraão?
Uma vida de fé não é um acontecimento único. Não expressamos fé de maneira poderosa apenas uma vez, provando assim que somos cristãos leais e fiéis que vivem pela graça, cobertos pelo sangue de Cristo. Não é assim que funciona.
Por exemplo, depois de milhares de anos, o mundo religioso ainda permanece atônito com o ato de fé demonstrado por Abraão em relação a Isaque no monte Moriá (Gn 22). No entanto, esse ato de fé não foi algo que Abraão simplesmente produziu de modo mágico quando precisou. Sua vida de fidelidade e obediência lhe permitiu fazer o que fez. Se ele tivesse sido frequentemente infiel antes desse acontecimento, jamais teria passado no teste. Não há nenhuma dúvida, tampouco, de que um homem com esse tipo de fé certamente a tenha vivido também após esse evento.
A questão é que a fé de um mordomo não implica uma única ação. Com o passar do tempo, ela crescerá e se tornará mais forte ou ficará mais fraca e superficial, dependendo de como a fé declarada é exercida.
4. De acordo com Hebreus 12:2, qual é a fonte da nossa fé? Como podemos ter fé? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.(   ) Nossas obras produzem fé, por meio de uma vida santa.
B.(   ) Jesus é o Autor e consumador da fé. Precisamos olhar para Ele.
Como fiéis mordomos, nosso único recurso é olhar “firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus, o qual, em troca da alegria que Lhe estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está assentado à destra do trono de Deus” (Hb 12:2). A palavra “consumador” foi usada somente nesse caso no Novo Testamento, e também pode ser traduzida como “aperfeiçoador”. Isso significa que a intenção de Jesus é fazer com que nossa fé atinja a maturidade e a plenitude (Hb 6:1, 2). Portanto, a fé é uma experiência dinâmica: ela cresce, amadurece e aumenta.
Você tem visto sua fé crescer e amadurecer ao longo do tempo?  

Terça-feira, 13 de fevereiro
Uma declaração de fé
Como vimos ontem, a fé é um processo, uma experiência dinâmica que, de maneira ideal, cresce e amadurece. Uma forma pela qual Deus está “consumando” nossa fé e a tornando plena é o ato de dizimar. Entendida corretamente, a devolução do dízimo a Deus não é legalismo. Quando devolvemos o dízimo não estamos procurando obter o Céu. Em vez disso, o dízimo é uma declaração de fé. É uma expressão exterior, visível e pessoal da realidade da nossa fé.
Afinal, qualquer um pode afirmar que tem fé em Deus e em Jesus. Porém, como sabemos, “até os demônios creem” em Deus (Tg 2:19). Mas separar 10% da sua renda e devolvê-la a Deus? Isso é um ato de fé.
5. Leia Lucas 11:42. Jesus disse que o dízimo não deve ser deixado de lado. O que isso significa? Como o dízimo se relaciona com os assuntos mais importantes da lei?
O dízimo é uma expressão de dependência de Deus e de confiança em Cristo como Redentor. É o reconhecimento de que fomos abençoados “com toda sorte de bênção espiritual […] em Cristo” (Ef 1:3) e uma expressão de confiança na promessa de que seremos ainda mais abençoados.
6. Leia Gênesis 28:14-22. O que Jacó fez em resposta à promessa de Deus? Assinale a alternativa correta:
A.(   ) Erigiu uma coluna a Deus e prometeu dar o dízimo de tudo quanto o Senhor lhe concedesse.
B.(   ) Rasgou suas roupas em sinal de tristeza.
“O plano divino do sistema do dízimo é belo em sua simplicidade e equidade. Todos podem lançar mão dele com fé e ânimo, pois é divino em sua origem. Nele se aliam a simplicidade e a utilidade, e não exige profundidade de saber compreendê-lo e executá-lo. Todos podem sentir que lhes é possível ter parte em promover a preciosa obra de salvação. Todo homem, mulher e jovem pode se tornar tesoureiro do Senhor, e agente em atender às exigências sobre o tesouro” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 73).

Você já descobriu as verdadeiras bênçãos espirituais que vêm da devolução do dízimo? A fidelidade na devolução do dízimo ajudou a aumentar sua fé?

 Quarta-feira, 14 de fevereiro
Dízimo honesto: santo ao Senhor
7. Leia Levítico 27:30. Quais são os dois pontos importantes em relação ao dízimo nesse verso?
O dízimo pertence ao Senhor e, portanto, é santo. Ele não se torna santo por meio de um voto ou um ato de consagração. Simplesmente é santo por sua própria natureza: pertence ao Senhor. Ninguém, a não ser Deus, tem direito a ele. Ninguém pode consagrá-lo ao Senhor, pois o dízimo nunca foi parte da propriedade de uma pessoa” (Ángel Manuel Rodríguez, Stewardship Roots [Origens da Mordomia]; Silver Spring, MD: Stewardship Ministries Department, 1994, p. 52).
Não tornamos o dízimo santo; Deus o santifica por designação. O dízimo é dedicado para a realização de uma tarefa específica. Retê-lo para outro propósito é desonestidade. Não devemos deixar de devolver o dízimo.
8. Leia Hebreus 7:2-10. Paulo falou sobre o dízimo que Abraão deu a Melquisedeque. Qual é o significado mais profundo do ato de devolver o dízimo? A quem Abraão estava realmente devolvendo o dízimo?
Assim como o sábado é santo, o dízimo é santo. A palavra “santo” significa “separado para uso sagrado”. O sábado e o dízimo estão relacionados dessa maneira. Separamos o sétimo dia como dia sagrado e santo. Separamos o dízimo como posse sagrada e santa de Deus.
“Deus santificou o sétimo dia. Essa porção específica de tempo, separada pelo próprio Deus para culto religioso, continua hoje sendo tão sagrada como quando pela primeira vez foi santificada pelo nosso Criador. De igual maneira, o dízimo de nossas rendas “é santo ao Senhor”. O Novo Testamento não dá novamente a lei do dízimo, como também não dá a do sábado; pois pressupõe a validade de ambos, e explica sua profunda importância espiritual. […] Enquanto nós como povo estamos procurando dar fielmente a Deus o tempo que Ele conservou como Seu, não Lhe daremos também nós aquela parte de nossos meios que Ele exige?” (Ellen G. White, Conselhos Sobre a Mordomia, p. 66).

O que podemos fazer para manter a convicção de que o dízimo é “santo”?  

Quinta-feira, 15 de fevereiro
Reavivamento, reforma e dízimo
O longo reinado de Ezequias é considerado a melhor fase para a tribo de Judá. Desde o reinado de Davi e Salomão, Israel não desfrutava a bênção de Deus de maneira tão abundante. Em 2 Crônicas 29–31 está o registro do reavivamento e da reforma promovidos por Ezequias: “Fez ele o que era reto perante o Senhor” (2Cr 29: 2). “Assim, se estabeleceu o ministério da Casa do Senhor” (2Cr 29:35). A celebração da Páscoa foi mantida (2Cr 30:5). “Houve grande alegria em Jerusalém” (2Cr 30:26). Imagens pagãs, altares e lugares altos foram destruídos (2Cr 31:1). Houve um inesperado reavivamento de coração e reforma de práticas, o que resultou na abundância de dízimos e ofertas (2Cr 31:4, 5, 12).
9. Neemias deu outro exemplo de reavivamento, reforma e dízimo. Leia Neemias 9:2, 3. O que significou o reavivamento do coração? Leia Neemias 13. Depois que Neemias reformou a casa de Deus (Ne 13:4), o que o povo de Judá levou à casa (Ne 13:12)?
“Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de ideias e teorias, hábitos e práticas” (Ellen G. White, Serviço Cristão, p. 42).
A relação entre reavivamento, reforma e dízimo é automática. Sem a devolução do dízimo, o reavivamento e a reforma são mornos, se é que há de fato um reavivamento. Muitas vezes, como cristãos, permanecemos ociosos quando devíamos estar ativamente envolvidos no lado do Senhor. O reavivamento e a reforma exigem um compromisso, e o dízimo faz parte desse compromisso. Se retemos de Deus o que Ele nos pede, não podemos esperar que Ele responda ao que Lhe pedimos.
O reavivamento e a reforma ocorrem na igreja, não fora dela (Sl 85:6). Devemos buscar a Deus para que sejamos reavivados (Sl 80:19) e reformados para que voltemos à “prática das primeiras obras” (Ap 2:5). Deve ocorrer uma reforma em relação ao que retemos e ao que devolvemos a Deus.
Não é o ato que faz a diferença, mas a decisão da mente e as emoções que revelam a motivação e o compromisso. Os resultados serão o crescimento da fé, uma visão espiritual aguçada e honestidade renovada.

Sexta-feira, 16 de fevereiro
Estudo adicional
Deus iniciou todas as alianças mencionadas na Bíblia e tomou a iniciativa de atrair Seu povo para essas alianças (Hb 8:10). As promessas da aliança refletem Sua graça, amor e desejo de nos salvar.
Uma aliança com o Senhor inclui muitas partes: Deus, os beneficiários, as condições da aliança, o compromisso para com as condições de ambas as partes, a punição declarada pela transgressão da aliança e os resultados pretendidos ou a consequência desejada. O conceito de dízimo reflete esses componentes em
Malaquias 3:9, 10. Esse texto reitera a aliança especial do dízimo entre Deus e Seus mordomos. Quando fazemos essa aliança, estamos dando um sinal visível de que nos opomos aos princípios materialistas do consumismo, e provamos que um coração convertido pode dar bons frutos.
“Um espírito mesquinho e egoísta impede os homens de dar a Deus o que Lhe pertence. O Senhor fez uma aliança especial com os seres humanos, de que se eles separassem regularmente a parte destinada ao avanço do reino de Cristo, Ele os abençoaria abundantemente, de tal modo que não haveria mais espaço para receber Suas dádivas. Mas se os homens retiverem o que pertence a Deus, o Senhor declara abertamente: ‘Com maldição sois amaldiçoados’” (Ellen G. White, Conselhos Sobre Mordomia, p. 77).
Viver em um relacionamento de aliança com Deus envolve responsabilidades. Desfrutamos das promessas da aliança, mas muitas vezes não gostamos dos deveres. No entanto, uma aliança é, nesse contexto, um acordo entre duas partes, e o dízimo é nossa parte na aliança.
Perguntas para discussão
1. Por que devolver o dízimo é um ato de fé importante da nossa parte?
2. O que você diria a alguém que diz: “Eu simplesmente não posso me dar ao luxo de devolver o dízimo”? Como ajudaria uma pessoa que se vê nessa situação? Além de palavras, o que mais poderia ser feito para ajudar?
3. O dízimo é santo. Esse fato influencia sua fidelidade nessa questão?
Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. Com a ajuda dos alunos, faça uma lista das razões bíblicas para a fidelidade no dízimo. Pergunte: Qual é a relação entre fidelidade e honestidade? 3. Solicite que um dos alunos leia o texto em voz alta. Depois, discuta a resposta com a classe. 4. F; V. 5. Pergunte: Como a devolução do dízimo está relacionada à obediência à lei? É possível ser dizimista e não ser um bom cristão? 6. A. 7. O dízimo pertence a Deus; o dízimo é santo. Por isso, devemos devolver a Ele o dízimo de toda a nossa renda. Ore com a classe sobre esse assunto. 8. Peça que um aluno leia o texto em voz alta. Analise a questão com a classe. Abraão entregou o dízimo a Deus, representado na pessoa de Melquisedeque. 9. Apresente um resumo dos fatos relatados nos dois textos e discuta as respostas com os alunos.




 
 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Lição 6 03 a 10 de fevereiro Marcas de um mordomo


Sábado à tarde
VERSO PARA MEMORIZAR: “Assim, pois, importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (1Co 4:1, 2).

LEITURAS DA SEMANA: Hb 11:8-12; Rm 4:13, 18-21; Mt 6:24; Hb 9:14; 1Jo 5:2, 3; Lc 16:10-12
O mordomo é conhecido por sua marca ou sinal distintivo, assim como as grandes empresas são conhecidas por seus logotipos ou marca comercial. Na verdade, muitas pessoas se tornaram famosas transformando-se em uma marca comercializável.
A marca, ou o sinal de um mordomo cristão, é um reflexo do amor de Cristo mediante seu relacionamento com Ele. Quando vivemos e praticamos os traços de caráter de Jesus, revelamos nossa marca. Nossa marca é Sua marca; nossa identidade está associada à Dele (1Co 6:17).

Nesta semana estudaremos os traços de caráter distintivos dos mordomos de Deus. Esses traços formam a sua marca. Eles nos inspiram a aguardar o retorno de Jesus e a realizar o trabalho que nos foi confiado como mordomos fiéis de Sua verdade. Cada característica descreve o relacionamento cada vez mais profundo que podemos ter com Aquele que veio buscar e salvar os perdidos. Quanto mais essas qualidades forem estudadas, mais profundamente elas serão enraizadas em nós. O amoroso caráter de Deus, em toda sua dinâmica, vai se tornar a nossa marca e influenciará cada aspecto da nossa vida, hoje e eternamente.
Faltam três semanas para o movimento mundial dos Dez Dias de Oração! Onde participaremos? Nos pequenos grupos, nas igrejas e em outros lugares. Use sua criatividade!
Domingo, 04 de fevereiro
Fidelidade
"Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel” (1Co 4:2). Lutar e vencer “o bom combate da fé” (1Tm 6:12) é fundamental para um mordomo fiel. Deus é “fiel” e assim devemos ser mediante Sua atuação em nós. Ser fiel significa permanecer firme pelo que sabemos ser o certo, especialmente no momento mais violento de nossas batalhas espirituais.
Os conflitos espirituais entre o certo e o errado, o bem e o mal, certamente ocorrerão. Eles fazem parte da luta da fé. O que caracteriza os mordomos em toda situação é sua decisão de ser fiel. Se você tem a tendência de amar as riquezas, certifique-se de permanecer fiel a Deus e prestar atenção ao que Ele diz sobre os perigos do amor ao dinheiro. Se o desejo pela fama é o seu problema, permaneça fiel ao que a Palavra de Deus revela sobre a humildade. Se você luta contra pensamentos sensuais, permaneça fiel às promessas de santidade. Se sua luta é em relação ao poder, permaneça fiel ao que Deus afirma sobre ser servo de todos. Muitas vezes, a decisão de ser fiel ou infiel é feita em uma fração de segundo, mesmo que as consequências sejam eternas.
1. Leia Hebreus 11:8-12, 17-19 e Romanos 4:13, 18-21. O que esses versículos nos ensinam sobre a fidelidade?
Em hebraico, “fiel” vem da palavra que significa confiar. Dessa mesma raiz hebraica procede a palavra “amém”, cujo significado é ser “sólido” ou “firme”. Ser fiel significa que fomos testados e provados, mas permanecemos firmemente comprometidos com o plano de Deus.
Preparando-se para falar diante do imperador, o reformador Martinho Lutero “leu a Palavra de Deus, examinou seus escritos e procurou redigir sua resposta de maneira apropriada […]. Aproximou-se das santas Escrituras […] e, com emoção, colocou a mão esquerda sobre o volume sagrado. Levantando a mão direita para o céu, jurou permanecer fiel ao evangelho e confessar livremente sua fé, mesmo que tivesse que selar seu testemunho com sangue” (H. Merle d’Aubigné, History of the Reformation [História da Reforma]; Nova York: The American Tract Society, 1846, v. 2, livro 7, p. 260).
Leia Apocalipse 2:10. Em nossa caminhada com o Senhor, o que significa ser “fiel até a morte”?
Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org
Segunda-feira, 05 de fevereiro
Lealdade
2. “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro, ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mt 6:24). O que esse texto ensina sobre a suprema importância da lealdade a Deus?
Saber que o nome de Deus significa “zeloso” (Êx 34:14) deve representar para nós um forte chamado à lealdade ao nosso Deus “zeloso”, que tem o sentido de lealdade no amor. Na luta da fé, a lealdade ajuda a definir quem somos e nos incentiva a permanecer na batalha.
Nossa lealdade é importante para Deus (1Rs 8:61). Ela não é um contrato que tenta prever todas as eventualidades; nem é apenas uma lista de regras. É, antes, a expressão visível de nossas crenças pessoais, fé e compromisso.
3. Leia 1 Crônicas 28:9. Qual é a importância da lealdade?
Contudo, onde há lealdade, há a possibilidade de traição. A lealdade, assim como o amor, deve ser livremente oferecida, ou não é lealdade verdadeira. Na guerra, as tropas da linha de frente às vezes são forçadas a permanecer e lutar; caso contrário, seus oficiais mandariam matá-las. Esses homens podem cumprir seu dever, mas não necessariamente por lealdade. Esse não é o tipo de lealdade que Deus nos pede.
Pense em Jó. Ele não previu os eventos catastróficos que destruíram sua família, seus bens e sua saúde. Ele poderia ter desistido de confiar, amar e manter seu compromisso com Deus. Porém, sua lealdade foi inabalável. Honesto e sem medo de louvar a Deus publicamente, ele pronunciou as famosas palavras: “Embora Ele me mate, ainda assim esperarei Nele” (Jó 13:15, NVI). A fidelidade de Jó diante do desastre é a essência da lealdade, e ilustra os mordomos fiéis em sua melhor forma.
Pergunte a si mesmo: sou leal ao Senhor que morreu por mim? De que maneira posso revelar melhor essa lealdade?
Terça-feira, 06 de fevereiro
Consciência limpa
Há muitas coisas preciosas que podemos possuir. Saúde, amor, amigos, uma família maravilhosa: todas essas coisas são bênçãos. Mas talvez uma das mais importantes seja a consciência limpa.
4. Leia Hebreus 10:19-22 e 1 Timóteo 4:1, 2. O que significa ter uma “má consciência” e uma “consciência cauterizada”?
Nossa consciência funciona como um monitor interno de nossa vida exterior. A consciência precisa se ligar a um alto e perfeito padrão: a lei de Deus. O Senhor escreveu Sua lei no coração de Adão, mas o pecado quase a apagou (não apenas nele, mas também em seus descendentes). Restaram apenas fragmentos da lei. “[Os gentios] mostram a norma da lei gravada no seu coração, testemunhando-­lhes também a consciência” (Rm 2:15). Jesus venceu onde Adão fracassou porque a lei de Deus estava “dentro do [Seu] coração” (Sl 40:8).
5. Leia Hebreus 9:14. De acordo com Paulo, qual é a única solução para a má consciência? Assinale a alternativa correta:
A.(  ) O sangue de Jesus derramado por nós.
B.(  ) Fazer penitências a fim de receber o perdão.
“A câmara da consciência, coberta de teia de aranha, deve ser adentrada. As janelas do ser devem ser fechadas em direção da Terra e escancaradas para o Céu, a fim de que os brilhantes raios do Sol da justiça tenham livre acesso […]. A mente deve ser mantida clara e pura para que possa distinguir entre o bem e o mal” (Ellen G. White, Mente, Caráter e Personalidade, v. 1, p. 327, 328). Quando a lei de Deus é escrita no coração do cristão (Hb 8:10), e ele, pela fé, procura seguir essa lei, o resultado é uma consciência limpa.
Manter o foco em Jesus e em Sua morte na cruz o ajuda a se livrar da maldição da “má consciência”?
Quarta-feira, 07 de fevereiro
Obediência
Em obediência, Abel se ajoelhou diante do altar, segurando a oferta do cordeiro como Deus tinha ordenado. Caim, por outro lado, ajoelhou-se furiosamente diante de seu altar, segurando o fruto. Ambos trouxeram ofertas, mas apenas um havia obedecido ao mandamento de Deus. O cordeiro morto foi aceito, mas o fruto da terra foi rejeitado. Ambos os irmãos compreendiam o significado e as instruções relacionadas à oferta de sacrifícios, mas apenas um obedeceu ao que o Senhor havia ordenado (Gn 4:1-5).
“A morte de Abel foi consequência da recusa de Caim em aceitar o plano de Deus na escola da obediência, para ser salvo pelo sangue de Jesus Cristo, simbolizado pelas ofertas sacrificais que apontavam para Cristo. Caim recusou-se a derramar o sangue que tipificava o sangue de Cristo, o qual seria derramado pelo mundo” (Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 6, p. 1237).
A obediência começa na mente. Ela envolve o processo delicado de aceitar mentalmente a responsabilidade de executar ordens dadas por um superior. A obediência decorre de um relacionamento com uma figura de autoridade e da disposição de obedecer a ela. No caso do relacionamento com Deus, a obediência é uma ação voluntária e de amor, que molda nosso comportamento para com as obrigações morais. A obediência a Deus deve ser tão específica quanto Ele ordena, e não somente como pensamos ou desejamos que ela seja. O caso de Caim é um exemplo perfeito de alguém fazendo a própria vontade em vez de fazer o que Deus pede.
6.Leia 1 João 5:2, 3; Romanos 1:5; 10:16, 17. O que a obediência significa para os cristãos salvos pela fé, independentemente das obras da lei? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.(  ) Significa que amamos ao Senhor.
B.(  ) Significa que somos forçados a servir ao Senhor.
Não obedecemos para ser salvos, mas porque fomos salvos. A obediência é a declaração prática de uma fé virtuosa. Samuel disse a Saul: “Tem, porventura, o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios quanto em que se obedeça à Sua palavra? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar, e o atender, melhor do que a gordura de carneiros” (1Sm 15:22).
O que Samuel quis dizer com as palavras “obedecer é melhor do que sacrificar”? Como isso nos ajuda a não cair no falso evangelho da “graça barata”?
Quinta-feira, 08 de fevereiro
Digno de confiança
7. Leia Lucas 16:10-12. O que significa ser digno de confiança? Por que essa característica é tão importante para um mordomo fiel? Assinale a alternativa correta:
A.(   ) Ser confiável em todas as coisas, começando pelas coisas pequenas.
           Assim, Deus nos confiará as coisas mais importantes.
B.(   ) Ser honesto apenas para com as pessoas da minha igreja.
O princípio da confiabilidade é visto na Bíblia. Quatro guardas levitas eram encarregados de proteger o santuário do Antigo Testamento à noite. Eles deviam guardar os aposentos repletos de tesouros, bem como as chaves para abrir as portas todas as manhãs (1Cr 9:26, 27). Eles recebiam essa tarefa porque eram considerados dignos de confiança.
Ser digno de confiança é uma marca de um bom mordomo. Os mordomos fiéis compreendem o significado de sua função; eles entendem que Deus é digno de confiança e buscam imitá-Lo (Dt 32:4; 1Rs 8:56).
A confiabilidade implica uma série de traços de caráter que demonstram maturidade. Ela é o mais alto nível de caráter e competência que uma pessoa pode alcançar aos olhos dos observadores. Refletir o caráter de Deus significa fazer o que afirmamos que faremos, independentemente das circunstâncias ou de pressões contrárias (2Rs 12:15).
Daniel foi considerado digno de confiança por monarcas de dois reinos mundiais. Sua reputação como conselheiro que destemidamente transmitia sabedoria e verdade aos reis opunha-se diretamente àquela dos adivinhos e dos mágicos da corte. A confiabilidade é a joia da coroa da ética; ela exibe seus princípios morais da maneira mais pura. Essa qualidade em um mordomo não aparece “do dia para a noite”, mas surge ao longo do tempo, à medida que somos fiéis mesmo nas pequenas coisas.
As pessoas percebem se somos, ou não, dignos de confiança. Elas confiarão em nós se perceberem que não somos influenciados por opiniões, modismos nem lisonjas. Ser digno de confiança é uma demonstração do desempenho do nosso caráter em todas as nossas responsabilidades; um teste para o Céu. “Devemos ser súditos fiéis do reino de Cristo, dignos de confiança, para que os que são mundanos possam ter uma imagem fiel das riquezas, bondade, misericórdia, compaixão e cortesia dos cidadãos do reino de Deus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 6, p. 190).
Pense em alguém confiável. Essa pessoa pode ajudar você a ser mais confiável?
Sexta-feira, 09 de fevereiro
Estudo adicional
Outra característica de um bom mordomo é a responsabilidade individual. “Sempre tem sido o desígnio de Satanás afastar a mente do povo, de Jesus para o homem, e destruir a responsabilidade individual. Satanás fracassou em seu desígnio quando tentou o Filho de Deus; porém, foi mais bem-sucedido quando veio ao homem decaído. O cristianismo se corrompeu” (Ellen G. White, Primeiros Escritos, p. 213).
Tendo Cristo no centro do nosso ser, estamos abertos à Sua orientação. Como resultado, nossa fé, lealdade, obediência, consciência limpa, confiabilidade e responsabilidade individual serão reveladas em nossa vida. Assim, tornamo-nos plenos nas mãos de Deus (Sl 139:23, 24).
A responsabilidade individual é um princípio bíblico essencial. Enquanto esteve na Terra, Jesus foi responsável perante o Pai (Jo 8:28). Somos responsáveis por toda palavra frívola que pronunciamos (Mt 12:36; leia também Lc 12:48). Porém, a maior ameaça à responsabilidade individual é a tendência de transferir nossas responsabilidades para outra pessoa. “Não é nossa propriedade particular que é confiada a nós para investimento. Se fosse, poderíamos reivindicar poder arbitrário sobre ela; poderíamos transferir nossa responsabilidade para os outros e deixar nossa mordomia com eles. Todavia, não pode ser assim, porque o Senhor nos fez individualmente Seus mordomos” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 177).
Perguntas para discussão
1. Um mordomo deve ter responsabilidade individual, confiabilidade, obediência e consciência limpa. Qual é a relação entre elas? A negligência em uma área leva à negligência nas outras? A fidelidade em uma área pode levar à fidelidade nas outras?
2. As promessas do evangelho podem ajudar aqueles que estão lutando com a “má consciência”? Quais promessas eles podem reivindicar?
3. Muitas vezes vemos o conceito de “lealdade” como algo bom. Mas é sempre assim? Podemos ser leais a alguém ou algo que não é bom? Por que o conceito de “lealdade” deve ser sempre entendido num contexto específico, para que verifiquemos se essa lealdade é boa ou inapropriada?
Respostas e atividades da semana: 1. Escolha dois alunos e peça a cada um deles que leia um dos textos em voz alta. Pergunte à classe: “Quais são as maiores dificuldades que enfrentamos para ser fiéis?” 2. Pergunte à classe: “O que significa, na prática, a lealdade ao Senhor?” 3. Peça que um aluno leia o texto. Comente a questão com a classe. Compartilhe testemunhos de pessoas que foram leais a Deus em meio a grande provação e saíram vitoriosas. 4. Solicite que dois voluntários leiam os textos em voz alta. Em seguida, comente a questão com a classe. Discutam a importância de ter uma consciência limpa. 5. A. 6. V; F. 7. A.

quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Lição 5 27 de janeiro a 02 de fevereiro-- Mordomos após o Éden

Sábado à tarde
 
Verso para memorizar: “Visto que fomos aprovados por Deus, a ponto de nos confiar Ele o evangelho, assim falamos, não para que agrademos a homens, e sim a Deus, que prova o nosso coração” (1Ts 2:4).
Leituras da semana: Is 22:14-18; 1Co 4:1, 2; Cl 2:2, 3; Ef 6:13-17; 2Co 5:10 
O primeiro trabalho de Adão e Eva envolvia mordomia. Deus lhes tinha dado o jardim e todas as criaturas para que eles cuidassem, desfrutassem e dominassem sobre eles, embora não fossem donos de nada (Gn 2:15). Em vez disso, eles eram mordomos do que o Senhor lhes tinha confiado.
Nesta semana, vamos examinar mais atentamente a definição de “mordomia” após a queda, depois que nossos primeiros pais foram expulsos do Éden. Isso quer dizer que também somos mordomos, mas em um ambiente bastante diferente do que Adão e Eva desfrutaram anteriormente.
O que é “mordomia”? Certos personagens da Bíblia revelaram o que é ser um mordomo mediante seu estilo de vida. Outros textos o definem mais claramente. Quando nos tornamos mordomos de Deus, nosso foco sai do mundo e de seus valores materialistas e passa a se concentrar no Criador e Sua missão. Como ocorreu com Adão e Eva, Deus nos confiou sagradas responsabilidades. Desde a queda no Éden, no entanto, a tarefa de um mordomo mudou, pois, juntamente com a responsabilidade de cuidar do mundo material, recebemos também a incumbência de ser bons mordomos das verdades espirituais
Anote na agenda da sua família: de 24 a 31 de março teremos a Semana Santa. Comece a orar e consagrar a vida ao Senhor. Ele quer usar você para alcançar pessoas para Cristo!  

Domingo, 28 de janeiro
Mordomos no Antigo Testamento
A palavra “mordomo” ocorre apenas algumas vezes no Antigo Testamento. Na maioria dos casos, ela significa aquele que “administra a casa”, que é o responsável pelo funcionamento de uma residência; isto é, um “mordomo” (Gn 43:19; 44:1, 4; 1Rs 16:9). O mordomo tinha a responsabilidade de administrar os assuntos domésticos e os bens de seu senhor, fazendo o que lhe fosse pedido. A definição de mordomo no Antigo Testamento pode ser encontrada na identificação de suas características. Os mordomos não podem ser separados de sua mordomia, pois ela revela sua identidade.
Algumas caraterísticas de um mordomo são evidentes no Antigo Testamento. Primeiramente, sua posição era de grande responsabilidade (Gn 39:4). O mordomo era escolhido por causa de suas habilidades, e ele recebia o respeito e a confiança de seu patrão por realizar o trabalho. Em segundo lugar, o mordomo sabia que aquilo que tinha sido confiado a ele pertencia ao proprietário (Gn 24:34-38). Essa é a diferença suprema entre o mordomo e o dono. O mordomo compreendia sua função. Em terceiro lugar, quando o mordomo tomava para si o que lhe tinha sido confiado, a relação de confiança entre ele e o proprietário era rompida, e ele era dispensado (Gn 3:23; Os 6:7).
1. Leia Isaías 22:14-18. Durante o reinado de Ezequias, Sebna foi nomeado mordomo e tesoureiro, ambas importantes posições de autoridade. O que aconteceu com ele como resultado do abuso de sua posição? Assinale “V” para verdadeiro ou “F” para falso:
A.(     ) Foi condecorado pela sua vontade de crescer na vida.
B.(     ) Foi expulso e morreu vergonhosamente.
“O mordomo se identifica com o patrão. Aceita as responsabilidades de um mordomo e age em lugar do dono da casa, fazendo o que ele faria se estivesse presidindo. Os interesses do senhor se tornam seus. A posição do mordomo é de dignidade, porque o patrão confia nele. Se, de algum modo, ele atua egoisticamente, e reverte em proveito próprio as vantagens obtidas pela negociação com os bens de seu senhor, trai a confiança nele depositada” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 246)
Somos mordomos de tudo que possuímos. Como essa compreensão deve impactar tudo o que fazemos?  
Fortaleça sua vida por meio do estudo da Palavra de Deus: acesse o site http://reavivadosporsuapalavra.org 
Segunda-feira, 29 de janeiro
Mordomos no Novo Testamento
As duas palavras básicas para “mordomo” no Novo Testamento são epitropos, que ocorre três vezes, e oikonomos, que ocorre dez vezes. Ambas descrevem funções que incorporam responsabilidades administrativas, confiadas ao mordomo pelo proprietário.
Tanto no Novo como no Antigo Testamento, os mordomos são definidos pelo que fazem. O Novo Testamento descreve especificamente o mordomo em termos de responsabilização (Lc 12:48) e expectativas (1Co 4:2). No entanto, o foco do Antigo Testamento se concentra mais em declarar a propriedade de Deus do que em nos definir diretamente como Seus mordomos. Portanto, embora o conceito de mordomo seja muito semelhante em ambos os Testamentos, o Novo Testamento expande o conceito para além da administração doméstica.
Na parábola do mordomo desonesto (Lc 16:1-15), Jesus ampliou a definição de mordomo. Sua lição é sobre algo mais do que um mordomo que escapa do desastre financeiro. Ela é aplicável àqueles que fogem do desastre espiritual mediante uma sábia manifestação de fé. Um mordomo sábio se preparará para a breve volta de Jesus, além do “aqui” e “agora” (Mt 25:21).
2. Leia 1 Coríntios 4:1, 2; Tito 1:7 e 1 Pedro 4:10. O que esses textos revelam sobre o mordomo e a mordomia?
“Abrirei meu coração ao Espírito Santo a fim de que sejam despertadas todas as faculdades e energias que Deus me confiou? Pertenço a Cristo e estou empenhado em Seu serviço. Sou um despenseiro de Sua graça” (Ellen G. White, Fundamentos da Educação Cristã, p. 301).
Em Lucas 12:35-48, Jesus também usou o termo “mordomo” metaforicamente. Ele falou sobre o mordomo sábio que estava pronto para o retorno do Filho do Homem, e descreveu o mordomo infiel que abandonou os cuidados porque seu mestre demorou para voltar. O mordomo infiel se transformou num tirano e passou a abusar dos que estavam ao seu redor. Ele não era mais um padrão de boas obras nem um administrador de graça.
Quando aceitamos a Cristo, somos Seus mordomos, chamados a administrar os recursos de Deus. Ainda mais importante, devemos administrar as realidades espirituais da vida cristã em preparação para o Céu.
Leia Lucas 12:45. Na luta com o sentimento de “demora”, por que devemos tomar cuidado para não cair nesse engano? 

Terça-feira, 30 de janeiro
Mordomos dos mistérios de Deus
3. Leia Colossenses 2:2, 3 e 1 Timóteo 3:16. O que esses textos identificam como “mistério”?
Zofar, o naamatita, disse a Jó: “Você consegue perscrutar os mistérios de Deus?” (Jó 11:7, NVI). A palavra “mistério” significa algo enigmático, obscuro, desconhecido, inexplicável ou incompreensível. Embora os mistérios de Deus tenham sido registrados nas Escrituras, compreendê-los plenamente ainda está além do nosso alcance. Por isso eles são mistérios. É como se fôssemos míopes e estivéssemos olhando para o céu, esperando enxergar o menor detalhe. Não podemos enxergar tão longe a menos que Deus nos revele esses mistérios.
4. Em Deuteronômio 29:29, o que Moisés declarou sobre o que nos foi revelado? Assinale a alternativa correta:
A.(     ) As coisas reveladas não são úteis.
B.(     ) As coisas reveladas pertencem a nós.
Somos mordomos de coisas que não entendemos completamente. Conhecemos apenas o que a revelação e as Escrituras nos mostram. Nossa maior mordomia é viver “como servos de Cristo e encarregados dos mistérios de Deus” (1Co 4:1, NVI).
Como Seus mordomos, Deus deseja que cuidemos da verdade que Ele revelou, e que a preservemos, ensinemos e protejamos. Nossa maneira de fazer isso é a verdadeira mordomia, e significa que estamos “conservando o mistério da fé com a consciência limpa” (1Tm 3:9).
O maior de todos os mistérios é que todos podemos experimentar a Cristo, a “esperança da glória”. O plano da salvação é sobrenatural e não o podemos compreender plenamente. O fato de que o Criador de todas as coisas (Jo 1:1-3) desceu a esta Terra e foi “manifestado na carne” (Ellen G. White, Manuscript Releases, v. 6, p. 122) apenas para oferecer a Si mesmo como sacrifício pelos pecados da humanidade, envolve mistérios que provavelmente nunca serão plenamente compreendidos por nenhuma criatura. Até mesmo os anjos estudam o mistério divino e tentam entender por que Jesus veio à Terra (1Pe 1:12). No entanto, o que eles sabem faz com que todos nós louvemos ao Senhor por Sua glória e bondade (veja Ap 5:13).
Você foi chamado para ser mordomo do evangelho. Quais responsabilidades isso coloca sobre você automaticamente? 

Quarta-feira, 31 de janeiro
Mordomos da verdade espiritual
Quando pensamos em mordomia, pensamos em coisas tangíveis, e com razão. Mas, como vimos, a mordomia vai além disso. Assim como bens tangíveis, os dons intangíveis também vêm de Deus. Eles são bens espirituais que Deus nos concede (1Pe 4:10) para que possamos, em Cristo, desenvolver um caráter cristão e nos tornar o povo que podemos ser Nele. Portanto, devemos administrar os dons intangíveis com ainda mais cuidado do que os tangíveis, pois eles são infinitamente mais valiosos.
5. Leia Efésios 6:13-17. Devemos ser mordomos das coisas que Deus nos concedeu. Quais são essas coisas? Por que a administração apropriada dessas dádivas é tão fundamental para nós?
“O dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 6:23). O mundo, com tudo o que ele oferece, não pode nos conceder a redenção que temos em Cristo. A salvação, um dom que Deus nos dá, é o nosso bem mais valioso. Ter sempre em mente a realidade da redenção nos ajuda a manter a perspectiva na administração dos outros bens que também recebemos de Deus.
“Apenas à luz que resplandece do Calvário, pode o ensino da Natureza ser aprendido corretamente. Por meio da história de Belém e da cruz mostre-se quão bom é vencer o mal, e como cada bênção que nos vem é um dom da redenção” (Ellen G. White, Educação, p. 101).
A redenção é nossa somente porque Jesus pagou o preço máximo. Paulo claramente afirmou que Nele “temos a redenção, pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da Sua graça” (Ef 1:7). A expressão “temos a redenção” significa que a redenção é nossa, mas somente porque Deus a concedeu a nós. É fundamental, então, que nos revistamos “de toda a armadura de Deus” (Ef 6:11), para que o diabo não tome a nossa salvação, pois ele só pode fazer isso se lhe permitirmos, o que ocorrerá somente se não obedecermos ao que nos é revelado na “Palavra de Deus” (Ef 6:17). Nossa maior proteção é obedecer, pela fé, à luz que nos foi dada.
Como podemos nos revestir da armadura de Deus, descrita em Efésios 6:13-17? Em que aspectos somos mordomos de tudo o que recebemos nessa armadura? 
 
 Quinta-feira, 01 de fevereiro
Nossa responsabilidade como mordomos
Os mordomos sábios são definidos por sua disposição de aceitar e executar o princípio moral da responsabilidade pessoal. A aceitação da responsabilidade pessoal é a escolha que fazemos, revelada pelas ações que tomamos. Dessa maneira, é reconhecida a relação entre causa e efeito. A disposição de aceitar a responsabilidade pessoal é uma característica essencial que não pode ser ignorada na definição de mordomo, pois os mordomos devem ter a determinação de manter no coração o melhor interesse do Proprietário. Portanto, essa disposição é uma escolha que define o relacionamento que um mordomo tem com Deus.
“Deus deseja Se relacionar diretamente com as pessoas. Em Seu relacionamento com os seres humanos, Ele reconhece o princípio da responsabilidade pessoal. Procura encorajar um senso de dependência pessoal e destacar a necessidade de orientação pessoal. Seus dons são confiados às pessoas como indivíduos. Cada indivíduo tem sido colocado como mordomo de encargos sagrados; cada um deve cumprir sua responsabilidade de acordo com a orientação do Doador; e cada um deve prestar contas de sua mordomia a Deus” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 7, p. 176).
Quando nos tornamos mordomos, não transferimos nossa responsabilidade para outra pessoa ou organização. Nossa responsabilidade pessoal é com Deus e será refletida em todas as nossas interações com aqueles que nos rodeiam (Gn 39:9, veja também Dn 3:16). Abraçaremos a tarefa que está diante de nós aplicando o máximo das nossas habilidades. O sucesso aos olhos de Deus dependerá mais da nossa fé e pureza do que da inteligência e talento.
6. Leia 2 Coríntios 5:10. O que significa ser um mordomo sábio? Qual será a base do julgamento da nossa mordomia?
Teólogos e filósofos têm discutido durante séculos a difícil questão do livre-­arbítrio. Mas a Bíblia é clara: nós, como seres humanos, temos livre-arbítrio e liberdade de escolha. A ideia de que seremos julgados pelas nossas ações não teria sentido de outra maneira. Portanto, pela graça de Deus temos a responsabilidade pessoal de tomar as decisões corretas em tudo o que fazemos, inclusive sendo
fiéis mordomos de todos os bens divinos confiados a nós.

Sexta-feira, 02 de fevereiro
Estudo adicional
Em alguns textos do Antigo Testamento, a palavra “mordomo” não é traduzida de um único termo, mas da expressão asher al bayt, que significa “aquele que administra uma casa”. O texto de Gênesis 43:19 pode ser traduzido assim: “E se chegaram ao mordomo da casa de José, e lhe falaram à porta”. Se considerarmos que a família que reside na casa é parte da própria casa, então o que é mais valioso para uma pessoa do que a própria casa? Portanto, um mordomo é alguém a quem está sendo confiado algo muito valioso que, no entanto, não lhe pertence. Em muitos aspectos, isso torna a responsabilidade ainda maior do que se o mordomo fosse responsável pelos próprios bens.
Essa mesma ideia continua no Novo Testamento, que “toma ideias do Antigo Testamento e as une às ideias, conceitos e palavras do primeiro século, enriquecendo e ampliando o ensino sobre mordomia. As palavras gregas mais comuns usadas em relação à mordomia são derivadas de oikos e oikia, “casa”. O oikonomos é aquele que cuida da casa: o mordomo ou o administrador. Oikonomia é o substantivo abstrato, “administração da casa”, cujo significado é muitas vezes muito mais amplo” (Tratado de Teologia Adventista do Sétimo Dia, 2012, p. 721-724).
Perguntas para discussão
1. Em vez de assumir a responsabilidade por ter comido o fruto proibido, o que Adão disse a Deus, diante da pergunta sobre o que ele havia feito? (Veja Gn 3:12). Uma das primeiras atitudes provocadas pelo pecado foi a transferência da culpa para o outro! O que isso revela sobre nossa própria atitude? Como evitar culpar os outros pelos nossos erros?
2. Reflita sobre a ideia de ser mordomo de coisas intangíveis, espirituais. O que isso significa? Como “administrar” essas coisas?
3. Pense nas três mensagens angélicas (Ap 14:6-12). Recebemos a responsabilidade de ser mordomos dessas verdades. Que verdades são essas?
4. É importante acreditar nas coisas espirituais que não compreendemos?
Respostas e atividades da semana: 1. F; V. 2. Escolha três alunos e peça a cada um deles que leia um dos textos em voz alta. Discuta cada um dos textos com a classe e comente sobre maneiras práticas de ser um bom mordomo no século 21. 3. Escolha dois alunos e peça a cada um deles que leia um dos textos em voz alta. Em seguida, comente a questão com a classe. 4. B. 5. Divida a classe em dois grupos para discutir a questão. Peça a um representante de cada grupo que compartilhe sua resposta. 6. Escolha um aluno e peça que ele leia o texto em voz alta. Em seguida, comente a questão com a classe. O que significa fazer o bem por meio do corpo?



 
 

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Beber para esquecer

Provérbios 31:6 e 7 ensina que pessoas amarguradas 
podem beber vinho para esquecer sua pobreza e fadiga






 O capítulo 31 de Provérbios apresenta o consumo de vinho como algo negativo: essa bebida entorpece a mente das autoridades,   fazendo-as se esquecerem   da lei e perverterem o direito (Pv 31:4, 5). E aquilo 

que prejudica a mente das                                                         autoridades deve também                                                         prejudicar a mente das                                                             demais pessoas.
LEIA TAMBÉM: Propaganda falsa
No entanto, como uma exceção, é dito para se dar bebida forte “aos que perecem e vinho aos amargurados de espírito” (Pv 31:6). Esse verso bíblico tem sido empregado para justificar a ingestão de bebidas alcoólicas por prazer ou como antídoto contra o estresse do dia a dia e as mágoas que, vez por outra, se abatem sobre todos. Estaria ele justificando a ingestão de bebidas alcoólicas, como beber socialmente ou “para esquecer”? Outros pensam que esse verso bíblico permite o uso de bebidas embriagantes apenas para doentes em fase terminal, como antídoto contra a dor e as angústias advindas de uma situação extrema. Afinal, nos tempos bíblicos, esse era o costume, visto que em Israel não se usavam as modernas drogas (morfina, por exemplo) contra a dor.
A palavra “vinho” em Provérbios 31:6 é yayin e é empregada tanto em sentido de algo bom, recomendável (cf. Sl 104:14, 15), quanto em sentido mau, reprovável (Pr 23:31; 31:4). Somente o contexto de um verso bíblico pode lançar luz se “vinho” seria alusão a suco de uva não fermentado ou ao suco já fermentado e transformado em bebida embriagante.
O significado de “vinho” nessa passagem pode ser explicado pela palavra shekar, presente no mesmo verso e traduzida como “bebida forte”, bebida fermentada – sempre apresentada em sentido negativo todas as vezes em que aparece no Antigo Testamento. Vê-se que “vinho” (yayin) está em paralelo sinônimo com “bebida forte” (shekar) e deve ser vinho embriagante. Note o paralelismo: Dai bebida forte (shekar) aos que perecem e vinho (yayin) aos amargurados de espírito.
Deve-se notar ainda que a expressão “os que perecem” está em paralelo sinônimo com “os amargurados de espírito”, uma lançando luz sobre a outra. Ou seja, os “amargurados de espírito” são os mesmos “que perecem”. E essas expressões apontam para alguém que está morrendo, em fase terminal, ao qual deviam ser dadas bebidas embriagantes para alívio da dor e da angústia. Esse verso não está absolutamente permitindo bebidas embriagantes a pessoas sadias, que não estejam passando por situações extremas, nem correndo risco de morte iminente.
Com respeito às bebidas alcoólicas, sejam elas feitas do suco de uva fermentado ou de algum cereal, como a cevada, o melhor que alguém deveria fazer é abster-se totalmente. A verdade é que nunca se sabe até onde irá alguém que ingeriu o primeiro gole. Na dúvida, não prove. Siga o conselho paulino: “Não vos embriagueis com vinho […], mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5:18). A embriaguez começa com a primeira dose.
OZEAS MOURA, doutor em Teologia, com especialização em Antigo Testamento, é professor no Unasp, campus Engenheiro Coelho (SP)
Envie sua pergunta para ra@cpb.com.br
(Texto publicado originalmente na edição de março de 2016 da Revista Adventista)

Evangelho na tela

Vista como grande aliada na evangelização, a TV tem 
recebido novos investimentos da igreja em diversas partes do mundo
Márcio Basso Gomes






Construção de um novo estúdio de TV na Suécia deve profissionalizar a produção audiovisual e ampliar a influência da mensagem adventista na região. Foto: LifeStyleTV

A primeira transmissão de um programa de TV adventista aconteceu nos Estados Unidos no dia 25 de março de 1956. Idealizado e apresentado pelo pastor George Vandeman, o It Is Written (Está Escrito) também foi a primeira atração cristã em cores da história da televisão americana.
Seis décadas depois dessa iniciativa pioneira, a igreja ao redor do mundo conta com 46 canais que transmitem programações em 57 idiomas. Um dos últimos colocados no ar foi o Canal 11 da Samoa Americana.
Vista como grande aliada na evangelização, a TV tem se fortalecido inclusive em países como a China, onde recentemente foi inaugurado um novo estúdio em Taipei, no estado de Taiwan. Desde 2007, quando começou a operar, o Hope Channel chinês já produziu mais de 500 programas, muitos deles transmitidos pela TV pública taiwanesa. E a partir de 2011 ele começou a ter sua programação em tempo integral no ar.
A produção audiovisual também será uma das ferramentas que a igreja pretende usar por ocasião da ­campanha evangelística que será realizada neste ano na terra do sol nascente. Para esse momento, o Hope Channel do Japão, em parceria com 25 profissionais, sendo 13 de centros de mídia do Brasil, Austrália, Índia, Filipinas e Ásia Central, produziu 130 vídeos.
Últimas novidades
Nas Ilhas Fiji, o Hope Channel é o único canal cristão de TV que funciona 24 horas por dia no arquipélago da Oceania. Em 1º de novembro, ele começou a transmitir em sinal aberto através da plataforma digital Walesi. De acordo com John Tousere, diretor do canal, a TV adventista terá o potencial de alcançar 94% da população de aproximadamente 900 mil pessoas. “Fiji está começando a transição do sinal analógico para o digital. Como nossa TV já transmite em sinal digital, o futuro do Hope Channel Fiji é bastante promissor”, acrescenta o pastor Williams Costa Jr., líder mundial do departamento de Comunicação da Igreja Adventista.
Um pouco mais para a esquerda do mapa, na Austrália, o programa At the Table (À Mesa) também começou a ser transmitido em sinal aberto. A atração, que vai ao ar todos os sábados pelo Canal 10, é veiculada igualmente na Nova Zelândia, além de estar disponível no YouTube, Facebook e no site oficial do programa.
Sonho realizado
É da pequena cidade de Hörby, no sul da Suécia, que a mensagem adventista é também transmitida 24 horas por dia, 7 dias por semana, para suecos, noruegueses e dinamarqueses, tanto nos idiomas locais quanto em inglês. O sinal vai ao ar através da LifestyleTV, emissora mantida totalmente por doações.
No mês de novembro, a LifestyleTV recebeu autorização para construir um novo estúdio, de 950 m². A obra, prevista para ser inaugurada em agosto, servirá para substituir o atual estúdio, que há 12 anos fica na sala de uma casa. “Sonhamos com este dia e por ele oramos durante muitos anos”, afirma Claus Nybo, fundador e líder da LifestyleTV.
“A internet está em expansão, mas a TV ainda é um ­veículo de muita expressividade. Quando a TV surgiu, todo mundo dizia que o rádio iria desaparecer. Porém, ele continua firme e forte até hoje, assim como jornais, revistas e livros”, Costa Jr. lembra. Por isso, a tendência é que a igreja continue investindo nessa mídia para levar esperança através da telinha.
MÁRCIO BASSO GOMES é jornalista (com informações da ANN, Adventist Review e Adventist Record)
(Matéria publicada originalmente na edição de janeiro de 2018)

Proibido pregar


Por mais que a Rússia não apareça na maioria dos rankings mundiais de intolerância religiosa, os reflexos da nova lei têm sido vistos como um retrocesso à liberdade de crença no país. Foto: Fotolia Sede da Copa do Mundo de 2018, a Rússia tem sido palco de frequentes disputas travadas no campo da liberdade religiosa. Esse direito humano fundamental foi colocado em jogo por uma lei sancionada pelo presidente russo em julho do ano passado. Cerca de um ano e meio depois, a legislação mostrou ser mais do que um pacote de medidas para reforçar a segurança pública e proteger os cidadãos contra o terrorismo. Uma das consequências tem sido a restrição às atividades missionárias consideradas ilegais, razão pela qual dezenas de casos já foram parar nos tribunais. Recentemente, a Forum 18, organização norueguesa de direitos humanos que atua em defesa da liberdade religiosa, divulgou uma lista envolvendo 193 casos registrados contra pessoas e organizações ligadas a diversos segmentos religiosos, especialmente cristãos, entre julho de 2016 e julho do ano passado (para ver a lista completa, clique aqui). Do total, 143 resultaram em condenações iniciais, sendo que em 140 deles foram impostas multas. Segundo o dossiê, a maioria dos réus é de cidadãos da Rússia. No entanto, estrangeiros também foram processados (desses, cinco foram deportados). O relatório cita, inclusive, casos de membros e igrejas adventistas que tiveram que pagar multa ou dar explicações à justiça por distribuir literatura, identificar incorretamente o nome da denominação em materiais ou receber missionários estrangeiros. São variados os motivos das ações ajuizadas com base na nova lei. Segundo dados do Slavic Center for Law and Justice, organização não governamental que busca proteger a liberdade religiosa na Rússia, mais de 30% dos casos estão relacionados ao desempenho de atividades sem identificar o nome completo da denominação (conforme cadastrado pelo governo), 56% à violação das regras para o trabalho missionário e 14% às infrações cometidas por estrangeiros. No fim de novembro, os reflexos da lei anti-evangelismo foram discutidos por advogados, ativistas de direitos humanos, bem como por representantes do governo, do Ministério da Justiça e de diversas denominações religiosas na Câmara Pública, em Moscou. Relatórios apresentados durante a reunião proposta pela comissão liderada por Oleg Goncharov, adventista ­nomeado neste ano para o setor do órgão consultivo do Kremlin responsável por promover o diálogo inter-étnico e inter-religioso, mostraram que a maioria das sentenças resultou de interpretações equivocadas. Quase metade delas (48%) foi aplicada a pessoas físicas, apesar de a definição de “atividade missionária” na nova lei russa se referir a “associações religiosas” e de a Constituição russa assegurar o direito de cada cidadão expressar livremente suas crenças. Como resultado, os participantes do debate pretendem solicitar à Suprema Corte russa explicações sobre a aplicação da lei, sugerir que as agências estatais promovam programas educacionais, seminários, conferências e reuniões para esclarecer a questão, e encaminhar à Duma (Câmara dos Deputados da Rússia) proposta de mudanças na legislação. MÁRCIO TONETTI é editor associado da Revista Adventista (com informações da Divisão Euroasiática e da Adventist Review) (Matéria publicada originalmente na edição de janeiro de 2018)

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...