O slogan da 60ª Assembleia da Conferência Geral da Igreja Adventista
deste ano remete à nossa razão de ser, à nossa mensagem e missão. Tudo o
que somos e construímos até aqui como igreja está alicerçado nesse
fundamento. Pregamos em mais de 200 países, edificamos igrejas e
escolas, escrevemos, publicamos, ensinamos milhões de alunos todos os
dias, falamos em rádio, TV e na Web; fazemos cirurgias com braços
robóticos e somos missionários em vários lugares porque cremos nesta
mensagem. Somos adventistas. Acreditamos que o mesmo Jesus que
empoeirou os pés em Nazaré virá nas nuvens do céu, “com poder e muita
glória” (Mateus 24:30). E isso não é motivo para orgulho, porque essa
mensagem não nos pertence. Nós pertencemos a ela, assim como outros que
não são “deste aprisco” (João 10:16).
No Apocalipse, essa promessa é reafirmada como em nenhum outro livro
das Escrituras, a começar pelo primeiro capítulo. Pode-se deduzir a
volta de Jesus logo no versículo 1, no qual se fala das coisas que “em
breve devem acontecer”. A palavra grega para “breve” (tachei)
cuidadosamente foi repetida no fim do livro (ver 22:6), confirmando a
certeza das coisas que logo vão ocorrer, incluindo-se a maior delas! No
versículo 3, a referência é mais aberta: “o tempo está próximo” (ho gar kairos engys). A palavra “tempo” (kairos) não deve ser entendida no sentido cronológico (do grego cronos), mas em um sentido específico de “época adequada”, “tempo oportuno”, de um “evento decisivo” que marcará o clímax da história.
Se os primeiros versículos fizeram referência indireta à volta de
Jesus, o sétimo não poderia ser mais claro: “Eis que vem com as nuvens, e
todo olho O verá”. O sujeito (no sentido gramatical) desta frase é o
terceiro dos três Remetentes do Apocalipse (v. 4-6): Jesus Cristo. O
Apocalipse confirma, em plena harmonia com os evangelhos e as epístolas
de Paulo, que Jesus (1) virá (conforme João 14:1-3); (2) nas nuvens
(conforme Atos 1:9, 11); (3) todo olho O verá (conforme Lucas 17:24);
(4) incluindo-se até quantos O traspassaram (conforme Marcos 14:62); (5)
todas as tribos [grupos étnicos] da terra se lamentarão ao vê-Lo
(conforme Mateus 24:30). Ou seja, Jesus não virá só para os Seus,
secretamente, como alguns gostariam, mas publicamente, para o mundo
todo.
Sem demora
Não só acreditamos que Jesus voltará, mas que virá logo. Ele próprio
nos deixou os sinais que indicam a proximidade desse evento (Mateus 24;
Marcos 13; Lucas 21), e as cartas apostólicas confirmam que Cristo
voltará em breve. Porém, nenhuma demonstra isso tão clara e
enfaticamente quanto o Apocalipse. Já em 2:16, Jesus afirma pela
primeira vez: “Eis que venho a ti sem demora” (erkomai tachy), expressão que se repete ao longo do livro (3:11; 11:14; 22:7, 12, 20). As coisas que “em breve” (tachei, de tachús) devem acontecer apontam para Aquele que vem sem demora (tachús), de maneira rápida, ágil, veloz e pronta.
O Apocalipse não minimiza o senso de urgência da volta de Jesus. A
vinda se expressa em outras passagens, em outras formas e metáforas
(2:5; 2:25; 3:3) e sempre transmite a ideia de proximidade e certeza.
Diante disso, surge uma questão inevitável: Por que Jesus afirma, desde o
primeiro século, que Ele virá em breve? Será que a igreja foi enganada
ao longo da história cristã, sendo que Jesus sabia que não voltaria em
pelo menos dois milênios?
Há uma resposta universal e válida de que o fim (eschaton)
da vida representa a “vinda” de Jesus para a pessoa. A escatologia
pessoal não é teoria, mas fato. O destino se decide nesta vida (Hebreus
9:27). Contudo, é possível entender cada fase da história da igreja como
tendo um início e um fim, o que também denota um tempo de avaliação e
juízo. Cada fase é solene e exige decisões que impactam o destino eterno
da igreja.
Assim como a igreja de Éfeso precisava se arrepender para que seu
candeeiro não fosse removido, também Laodiceia precisa fazer a fim de
que não seja “vomitada” (Apocalipse 2:5; 3:16). Jesus fala sobre “vir” a
Éfeso (2:25), a Tiatira (2:25) e a Sardes (3:3). Em cada época, a
igreja teve seu eschaton (fim) coletivo, demonstrando sua
resposta aos conselhos divinos e decidindo seu destino que logicamente
tem relação com a vontade individual das pessoas (boa ou má) e, do ponto
de vista da recompensa eterna, com a volta de Jesus. Afinal, o juízo de
todas as igrejas se dará no retorno de Cristo, pois: “Aquele que tem o
Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1
João 5:12).
Então, chegamos ao propósito da volta de Jesus. “Eis que venho sem
demora, e comigo está o galardão que tenho para retribuir a cada um
segundo as suas obras” (Apocalipse 22:12). O anúncio do breve retorno
serve para que estejamos preparados, porém, mais do que uma advertência,
é uma doce promessa para aqueles que clamam do fundo do coração pela
vinda do Reino Deus (Mateus 6:10) e que aguardam a volta de Jesus como a
“bendita esperança” (Tito 2:13) – quanto mais nos dias terríveis em que
vivemos! “Em Patmos o discípulo amado ouve a promessa: ‘Certamente
venho sem demora’, e sua resposta sintetiza a prece de toda a igreja:
‘Amém. Vem, Senhor Jesus’”. Apocalipse 22:20 (O Grande Conflito, p. 135).
Desde
a infância, Jesus tinha consciência de que viera à Terra para
cumprir a vontade de Seu Pai (Lc 2:41-50). Ele ensinou, curou e
ministrou tendo o compromisso inabalável de obedecer ao Pai. Então,
depois de celebrar a última Ceia, chegou o momento de andar sozinho, de
confirmar a vontade de Deus, de ser traído e negado, de ser julgado e
crucificado, e de ressuscitar vitorioso sobre a morte.
Ao longo de
toda a Sua vida, Jesus soube que a cruz era inevitável. Muitas vezes,
nos evangelhos, é usada a expressão “importa que” ou “é necessário
que” em conexão com os sofrimentos e a morte de Jesus (Lc 17:25; 22:37;
24:7; Mt 16:21; Mc 8:31; 9:12; Jo 3:14); ou seja: é necessário que
Ele vá a Jerusalém; importa que Ele sofra; importa que seja rejeitado;
importa que seja levantado; e assim por diante. Nada impediria o Filho
de Deus de ir até o Gólgota. Ele classificava como vinda de Satanás
(Mt 16:22, 23) qualquer sugestão para que rejeitasse a cruz. Estava
convencido de que precisava “seguir […] sofrer […] ser morto e
ressuscitado” (v. 21). Para Jesus, a jornada rumo à cruz não era uma
opção; era uma necessidade (Lc 24:25, 26, 46), uma parte do divino
“mistério que esteve oculto durante épocas e gerações, mas que agora
foi manifestado a Seus santos” (Cl 1:26, NVI).
Domingo – Getsêmani: a luta terrível
No
princípio da História, Deus criou Adão e Eva e os colocou num belo
jardim dotado de tudo o que eles precisavam para uma vida feliz. Logo,
algo extraordinário aconteceu: Satanás apareceu (Gn 3). Ele tentou o
primeiro casal e depois mergulhou o jovem planeta num grande conflito
entre o bem e o mal, entre Deus e Satanás.
Então, no tempo de
Deus, outro jardim (Lc 22:39-46) se tornou um grande campo de batalha
onde se travou a guerra entre a verdade e a mentira, entre a justiça e o
pecado, e entre o plano de Deus para a salvação humana e o alvo de
Satanás de destruir a humanidade.
No Éden o mundo foi mergulhado
no desastre do pecado; no Getsêmani foi assegurada a vitória final do
mundo. O Éden viu o trágico triunfo do eu colocando-se contra Deus; o
Getsêmani mostrou o eu rendendo-se a Deus e revelando a vitória sobre
o pecado.
1. Compare o que aconteceu no Éden (Gn 3:1-6)
com o que aconteceu no Getsêmani (Lc 22:39-46). Qual é a grande
diferença entre o que aconteceu nos dois jardins?
O
Getsêmani representa dois fatos fundamentais: primeiro, uma tentativa
violentíssima de Satanás de desviar Jesus de Sua missão e propósito;
e, em segundo lugar, o mais nobre exemplo de confiança na força de
Deus para que Sua vontade e propósito fossem realizados. O Getsêmani
mostra que, por mais forte que a batalha seja e por mais fraco que
alguém seja, a vitória é certa para aquele que experimentou a força
da oração. Como diz a famosa oração de Jesus: “Contudo, não seja
feita a Minha vontade, mas a Tua” (Lc 22:42).
Todas as hostes de
Satanás estavam arregimentadas contra Jesus; os discípulos, a quem Ele
tanto amava, estavam insensíveis ao Seu sofrimento. O sangue pingava
de Seus poros gota a gota; o beijo do traidor era iminente; e os
sacerdotes e a guarda do templo estavam prontos para atacar. Contudo,
Jesus nos mostrou que a oração e a submissão à vontade de Deus dão
à alma a força necessária para suportar os grandes fardos da vida.
Da
próxima vez que você for severamente tentado, como poderá ter o tipo
de experiência que Jesus teve no Getsêmani, em vez da que Adão e Eva
tiveram no Éden? Qual é o fator crucial que faz toda a diferença
entre esses dois tipos de experiência?
Segunda-feira – Judas
2.
“então satanás entrou em Judas, chamado iscariotes, um dos doze” (Lc
22:3). sem dúvida, satanás trabalhou arduamente para conseguir o
domínio de todos os discípulos. Porém, o que havia com Judas, em
contraste com os outros, que fez com que o adversário tivesse tanto
sucesso em relação a ele?
Lucas conta como Jesus orou
sozinho a noite toda nas montanhas antes de escolher Seus discípulos
(Lc 6:12-16). Jesus acreditava que os Doze eram um presente de Deus para
Ele (Jo 17:6-9). Judas realmente foi uma resposta à oração? Como
devemos entender o que se passou ali, senão concluir que, mesmo na
traição e na apostasia de Judas o propósito de Deus devia se cumprir?
(Ver 2Co 13:8).
Judas, que tinha tanto potencial, que podia ter sido outro Paulo, tomou
uma direção completamente errada. O que poderia ter sido como uma
experiência do Getsêmani para ele foi, em vez disso, como a queda do
Éden. “Havia alimentado o mau espírito da avareza até que se lhe
tornou o motivo dominante na vida. O amor de Mamom sobrepujou o amor de
Cristo” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 716).
Quando
Jesus alimentou cinco mil pessoas com cinco pães e dois peixes (Lc
9:10-17), Judas foi o primeiro a perceber o valor político do milagre e
“foi ele que arquitetou o plano de apoderar-se de Cristo à força e
fazê-Lo rei” (Ibid., p. 718, 719). Mas Jesus censurou essa tentativa, e
ali começou o desencanto de Judas: “Altas eram suas esperanças.
Amarga foi sua decepção” (Ibid., p. 719). Obviamente Judas, como os
outros, acreditava que Jesus usaria Seus extraordinários poderes para
estabelecer um reino mundial, e Judas desejava claramente um lugar nesse
reino. Que tragédia! Seu desejo de um lugar num reino temporal que
nunca viria fez com que ele perdesse o lugar num reino eterno que
certamente virá!
Em outra ocasião, quando uma devota seguidora
de Jesus resolveu ungir-Lhe os pés com um bálsamo muito caro, Judas
condenou o ato dela como um desperdício econômico (Jo 12:1-8). Tudo o
que Judas conseguia ver era dinheiro, e seu amor ao dinheiro ofuscou seu
amor por Jesus. Essa fixação em dinheiro e no poder levou Judas a
colocar uma “etiqueta de preço” no inestimável dom do Céu (Mt 26:15).
Daí em diante, “Satanás entrou em Judas” (Lc 22:3). E Judas se
perdeu.
Não há nada de errado com status, poder
ou dinheiro. O problema surge quando essas coisas ofuscam nossa
fidelidade a Deus. Por que é sempre importante fazermos uma
autoavaliação para que não nos enganemos a respeito de nós mesmos,
como ocorreu com Judas?
Terça – Com Ele ou contra Ele
Por
tudo o mais que ela envolve, a cruz é também o grande divisor da
História: o divisor entre fé e incredulidade, entre traição e
aceitação, e entre vida eterna e morte. Não há meio-termo para
nenhum ser humano no que diz respeito à cruz. No fim das contas, ou
estamos de um lado ou do outro. “Quem não é por Mim é contra Mim; e
quem comigo não ajunta espalha” (Mt 12:30). Essas são palavras fortes,
e podem nos deixar pouco à vontade, mas Jesus está simplesmente
expressando a realidade e o que a verdade implica para aqueles que
estão envolvidos no grande conflito. Ou estamos com Jesus ou com
Satanás.
É radical mesmo!
3. Como as seguintes pessoas estão
relacionadas a Jesus, e que lições podemos aprender do exemplo delas
que possam nos ajudar em nosso próprio relacionamento com deus e em
nossa maneira de nos relacionarmos com a cruz?
Os membros do sinédrio (Lc 22:53).
Que erros essas pessoas cometeram? Por que os cometeram? Com relação
ao conceito que tinham de Jesus, como podemos nos precaver para não
cometer o mesmo erro?
Pilatos (Lc 23:1-7, 13-25).
O que levou Pilatos a dizer: “Não acho nEle crime algum” (Jo 19:4) e,
ao mesmo tempo, sentenciá-Lo a ser crucificado? O que podemos aprender
com seu erro quando deixou de fazer o que sabia ser o certo?
Herodes (Lc 23:6-12). Qual foi o grande erro de Herodes, e o que podemos aprender desse erro?
Os dois ladrões (Lc 23:39-43). Dois
pecadores olham para a mesma cruz e têm duas reações diferentes.
Como essa cena revela o aspecto alternativo da salvação, isto é, ou
estamos de um lado do grande conflito ou do outro?
Quarta – Ele ressuscitou
No
domingo de manhã, bem cedo, as mulheres foram ao túmulo com um único
propósito – completar o ritual do sepultamento. Apesar do tempo que
elas haviam passado com Jesus, não haviam compreendido verdadeiramente o
que iria acontecer. Certamente, não estavam esperando encontrar um
túmulo vazio, nem que lhes fosse dito pelos mensageiros celestiais:
“Ele não está aqui, mas ressuscitou” (Lc 24:6).
4. só
nos primeiros capítulos de atos há pelo menos oito referências à
ressurreição de Jesus: atos 1:22; 2:14-36; 3:14, 15; 4:1, 2, 10, 12,
33; 5:30-32. Por que a ressurreição era tão central na pregação
apostólica e na fé da igreja primitiva? Por que ela ainda é tão
crucial também para nós, hoje?
As mulheres foram
testemunhas oculares em primeira mão da ressurreição de Jesus.
Apressaram-se a compartilhar a boa notícia com outros, mas ninguém
acreditou nelas (Lc 24:11). Ao contrário, os apóstolos consideraram
esse grande fato da história da redenção como um “delírio” de
mulheres exaustas e tristes (v. 10, 11).
Logo eles descobririam o quanto estavam errados!
A ressurreição de Cristo é fundamental para o ato redentor de Deus e
para a totalidade da fé e da existência cristã. O apóstolo Paulo
torna isso muito claro: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa
pregação, e vã, a vossa fé” (1Co 15:14). Ela é vã, ou vazia,
porque somente na ressurreição de Cristo podemos encontrar a
esperança que temos. Sem essa esperança, nossa vida termina aqui, e
termina eternamente. A vida de Cristo não terminou numa tumba, e a
grande promessa que temos não terminará também.
“Se Cristo não
ressuscitou dos mortos, o longo curso dos atos redentores de Deus para
salvar Seu povo termina numa rua sem saída, numa tumba. Se a
ressurreição de Cristo não é uma realidade, então não temos
nenhuma segurança de que Deus é o Deus vivo, pois a morte tem a
última palavra. A fé é fútil porque o objeto dessa fé não vindicou
a Si mesmo como o Senhor da vida. Se Cristo está, de fato, morto, a
fé cristã, então, está encarcerada numa tumba juntamente com a
suprema e mais elevada autorrevelação de Deus em Cristo” (George Eldon
Ladd, A Theology of the New Testament. Grand Rapids: Wm. B. Eerdmans,
1974, p. 318).
Quinta – “Importava que se cumprisse tudo”
5.
Leia Lucas 24:13-49. nos vários encontros que Jesus teve com as
pessoas, o que ele destacou a fim de ajudá-las a compreender o que
aconteceu com ele? Por que isso é tão importante hoje em nosso
testemunho ao mundo?
Aressurreição de Jesus devia ter
sido evidência suficiente para provar Sua messianidade. Surrado e
brutalizado antes de ser crucificado e, finalmente, atravessado por uma
lança, Jesus foi, então, envolvido em panos e colocado numa tumba.
Mesmo que, como alguns têm ridiculamente sugerido, Ele tivesse
sobrevivido à cruz e ao sepultamento, um Jesus ensanguentado, machucado
e enfraquecido, que de alguma forma saísse cambaleando da tumba não
teria representado para ninguém a ideia de um Messias vitorioso.
Contudo, ali estava Jesus, vivo e suficientemente bem para andar pelo
menos alguns quilômetros com dois homens na estrada de Emaús. E, mesmo
então, antes de revelar quem era, Jesus lhes indicou as Escrituras,
dando-lhes um firme alicerce bíblico para sua fé nEle.
Depois,
quando apareceu aos discípulos, mostrou-lhes Seu corpo e comeu com
eles. E fez mais: apontou-lhes a Palavra de Deus: “Assim está escrito
que o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos no terceiro
dia e que em Seu nome se pregasse arrependimento para remissão de
pecados a todas as nações, começando de Jerusalém. Vós sois
testemunhas destas coisas” (Lc 24:46-48).
Nesse caso, também,
Jesus não só apontou para as Escrituras (além das evidências de que
Ele estava realmente vivo e entre eles), mas usou as Escrituras para
ajudá-los a entender exatamente o que Lhe havia acontecido. E mais:
associou diretamente Sua ressurreição à missão de pregar o evangelho
a todas as nações.
Portanto, mesmo com todas as poderosas
evidências que provavam quem era Jesus, Ele sempre dirigia Seus
seguidores de volta à Palavra de Deus. Afinal de contas, sem a Palavra
de Deus entre nós hoje, como saberíamos a respeito de nosso chamado e
missão de pregar o evangelho ao mundo? Como saberíamos até mesmo o
que é o evangelho? Portanto, a Bíblia é tão central para nós hoje
quanto foi para Jesus e Seus discípulos.
Quanto
tempo você passa com a Bíblia? Como isso afeta sua maneira de viver,
as escolhas que faz e sua maneira de tratar os outros?
Sexta – Estudo adicional
“Osignificado
da morte de Cristo será percebido por santos e anjos. Seres humanos
caídos não teriam um lar no paraíso de Deus sem o Cordeiro morto
desde a fundação do mundo. Não exaltaremos, então, a cruz de Cristo?
Os anjos atribuem honra e glória a Cristo, pois nem mesmo eles se
encontram seguros, a não ser olhando para os sofrimentos do Filho de
Deus. É pela eficácia da cruz que os anjos do Céu são protegidos
contra a apostasia. Sem a cruz, não mais estariam seguros contra o mal
do que os anjos estavam antes da queda de Satanás. A perfeição
angélica fracassou no Céu. A perfeição humana fracassou no Éden, o
paraíso da bem-aventurança. Todos os que desejam segurança na Terra
ou no Céu precisam olhar para o Cordeiro de Deus” (Comentários de
Ellen G. White, Comentário Bíblico Adventista do Sétimo Dia, v. 5, p.
1265).
Perguntas para reflexão
1. No contexto da
ciência, um autor escreveu: “Em resumo, temos evidências diretas para
um número surpreendentemente pequeno de crenças que defendemos”
(Richard DeWitt, Worldviews: An Introduction to the History and
Philosophy of Science, segunda edição. Chichester, West Sussex, Reino
Unido: John Wiley and Sons, Ltd., 2010, p. 15). Contudo, temos muitas
razões muito boas para nossa fé. Olhe para o que Jesus disse aos
discípulos: “E será pregado este evangelho do reino por todo o mundo,
para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim” (Mt 24:14).
Agora, pense no tempo em que Jesus disse essas palavras. Quantos
seguidores Ele tinha nessa época? Quantas pessoas haviam acreditado
nEle? Pense, também, em toda a oposição que a igreja primitiva iria
enfrentar, durante séculos, no Império Romano. Essa predição nos
ajuda a confiar na Palavra de Deus?
2. O texto de Ellen G. White
mostra a universalidade das questões relativas ao pecado. Nem os anjos
estão seguros se não olharem para Jesus. O que isso significa?
Respostas sugestivas:1.
No Éden, o primeiro Adão renunciou à vontade de Deus para fazer a
sua própria vontade; no Getsêmani o segundo Adão renunciou à Sua
própria vontade para fazer a vontade de Deus. 2. Judas cultivou um
pecado até que esse pecado tomou conta de toda a sua vida e o colocou
inteiramente nas mãos de Satanás. 3. Os membros do Sinédrio: ouviram
Cristo muitas vezes ensinando no templo, mas endureceram o coração
contra Ele até que tramaram Sua morte e, por fim, conseguiram
concretizá-la. Podemos nos precaver contra isso não endurecendo o
coração contra Cristo. Pilatos: viu que não podia libertar Jesus e ao
mesmo tempo conservar sua posição e honra. O que podemos aprender com
seu erro é que todos os que transigem com o pecado conseguirão só
tristeza e ruína. Herodes: rejeitou a verdade que lhe tinha sido
anunciada por João Batista, endureceu o coração e se tornou tão
insensível que rejeitou a Cristo. O que podemos aprender é que é
perigoso resistir à verdade, pois isso leva à insensibilidade
espiritual. Os dois ladrões: o fato de que os dois ladrões tiveram a
mesma oportunidade de salvação, mas apresentaram reações diferentes,
mostra que temos o livre-arbítrio para escolher o lado em que queremos
ficar no grande conflito. 4. A ressurreição era fundamental para a
pregação apostólica e o é igualmente para nós hoje porque não é
possível haver um Salvador morto; se Cristo tivesse permanecido sob o
poder da morte, como poderia nos livrar desse poder? 5. Jesus enfatiza
que tudo o que aconteceu com Ele havia sido predito pelas Escrituras e,
portanto, que o plano da salvação está fundamentado na Bíblia. Isso
é importante para nós porque, sem a Bíblia, não saberíamos nada
sobre o evangelho nem sobre nossa missão de levá-lo ao mundo.
“Se alguém lhes perguntar algo, digam-lhe que o Senhor precisa
deles [a jumenta e o jumentinho] e logo os enviará de volta” (Mateus
21:3).
Não sei o nome dele nem qual é sua aparência. Sei apenas uma coisa: o
que ele deu. Ele deu um jumento a Jesus no domingo em que Ele entrou em
Jerusalém.
Esse rapaz que deu um jumento a Jesus é apenas um numa longa lista de
pessoas que deram coisas pequenas a um Deus grande. As Escrituras têm
uma lista grande de doadores de jumento. De fato, o céu pode ter um
lugar especial para honrar o uso incomum que Deus faz do comum.
É um lugar que você não vai querer deixar de ver. Dê uma volta por lá
e veja a corda de Raabe, o cesto de Paulo, a atiradeira de Davi e a
queixada de jumento de Sansão. Coloque as mãos em torno da vara que
abriu o mar e tocou a rocha. Cheire o unguento que suavizou a pele de
Jesus e levantou Seu coração.
Não sei se esses itens estarão lá. Mas tenho certeza de uma coisa: as pessoas que os usaram estarão.
As que correram risco: Raabe, que abrigou os espias. Os irmãos que ajudaram Paulo a fugir às escondidas.
Os vencedores: Davi, jogando uma pedra. Sansão, brandindo um osso. Moisés, erguendo uma vara.
Os cuidadores: Maria aos pés de Jesus. O que ela deu custa muito,
mas, de algum modo, ela sabia que o que Ele daria custaria mais.
Ore comigo: “Deus Pai, talvez achemos que possuímos apenas coisas
pequenas para Te oferecer, mas podes fazer coisas grandes e poderosas
através das pequenas ferramentas que colocas em nossas mãos. Que sejamos
pessoas que correm riscos, que vencem, que cuidam, pessoas que Te
servem com um coração completamente dedicado a Ti. Em nome de Jesus,
amém!”
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e foi guiado
pelo mesmo Espírito, no deserto, durante quarenta dias, sendo tentado
pelo diabo” (Lucas 4:1,2).
A tentação não é uma ilusão, é um fato. O tentador não é um mito, é
um ser real. A vida não é um campo neutro nem uma zona segura, mas um
campo minado. Nosso adversário é assassino, ladrão, pai da mentira,
enganador, acusador, adversário, destruidor e maligno. Veio para roubar,
matar e destruir. É a antiga serpente, o dragão cruel, o leão que ruge
ao nosso redor. Esse inimigo é um anjo caído, chamado de diabo e
satanás. Ele não dorme nem tira férias. O tempo todo e em todo o tempo,
ele nos investiga buscando uma brecha em nossa vida. Tem um grande
arsenal e usa muitas armas para nos atacar. Suas ciladas são ardilosas e
sua fúria é implacável. É feroz como um dragão e sutil como uma
serpente. Usa tanto a pressão quanto a sedução.
Não é pecado ser tentado; pecado é ceder à tentação. Depois do
batismo de Jesus no Jordão, Ele foi tentado por quarenta dias. Não houve
intervalo entre o sorriso do pai no Jordão e a carranca do diabo no
deserto.
O fato de sermos cheios do Espírito Santo, orarmos e jejuarmos não
nos isenta da tentação. O inimigo, com sua astúcia, questiona nossa
identidade e também a bondade de Deus. Mas vencemos seus ardis com a
Palavra e apagamos seus dados inflamados com o escudo da fé. Pela oração
e pelo jejum, cheios do Espírito e da Palavra, sairemos desse campo
aceso de luta vitoriosos, porque a vitória não vem da terra, mas do céu;
não vem do homem, mas de Deus.
Pr. Denis e esposa rumo a uma nova etapa do ministério
Jacareí, SP … [ASN] Foi escolhido o nome do novo barítono que passa a integrar o Quarteto Arautos do Rei,
grupo oficial da Igreja Adventista do Sétimo Dia. O pastor Denis
Versiani, de 34 anos, natural de São Paulo, ocupará a vaga deixada pelo
também pastor Jairo Souza, que foi nomeado como novo diretor do
Ministério Jovem da Igreja Adventista para a região central do Estado de
São Paulo.
Versiani é casado com Priscila que está grávida e espera o primeiro
filho do casal que se chama Noah. Atualmente serve como pastor distrital
na cidade de Jaú, interior de São Paulo, no distrito de Vila Netinho. O
novo arauto tem seis anos e meio de ministério pastoral e convive com a
música cristã desde os quatro anos de idade. “Meus pais sempre me
motivaram a cantar e eu lembro que, aos 12 anos de idade, intensifiquei a
minha atuação no ministério da música. Foi, no entanto, quando estudei
no Unasp (Centro Universitário Adventista de São Paulo – campus
Engenheiro Coelho) que acabei me desenvolvendo mais. De 2001 a 2005
cantei no grupo Novo Tom e fui, também, regente do Coral Jovem do Unasp
em 2005”, comenta Versiani. Além de ter estudado Teologia, o recém
escolhido componente do tradicional quarteto cristão brasileiro fez
estudos de Regência na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).
A reação à nomeação de Versiani para essa função ministerial foi de
um choque inicial por conta da responsabilidade. “Para mim, o Arautos do
Rei não é apenas mais um grupo musical, pois tem um propósito
específico. O Arautos tem uma finalidade como ministério pastoral e
evangelístico e a gente sente o peso de fazer parte disso agora”, afirma
o pastor.
Critérios para o ministério
O pastor Antônio Tostes, diretor da Rede Novo Tempo de Comunicação,
explica que, entre os critérios de escolha de uma pessoa para ser
componente do grupo, está evidentemente a boa qualidade vocal, mas
principalmente o compromisso com a missão de evangelizar da Igreja. “O
Arautos se apresenta muito além de uma atração musical. Faz parte de
grandes projetos de evangelismo público e campanhas missionárias.
Queremos que cada arauto seja visto como um pastor e não um cantor
apenas. E o importante: é uma missão dada à família, por conta da
dinâmica do trabalho”, afirma Tostes.
O diretor geral da Novo Tempo comenta que tem muita gratidão pelos 5
anos e 5 meses em que o pastor Jairo Souza fez parte do ministério do
Arautos. “Somos muito agradecidos pela dedicação dele e de sua família, a
esposa Sabrina e a pequena Sofia”, ressalta. [Equipe ASN, Felipe Lemos]
Celme foi batizada cinco meses após entrar em um grupo de oração do WhatsApp
Pitangueiras, SP… [ASN] Jabs Crês é advogado em São Paulo. A funcionária
pública Lóide Gomes mora em Valinhos, na região metropolitana de
Campinas. À primeira vista, eles nada tem a ver com a auxiliar contábil
Celme Barroso, que reside em Pitangueiras, no interior paulista. Eles
atuam em áreas distintas e a distância entre os três soma 377 km. A
relação entre os três é que, assim como outras 700 milhões de pessoas,
eles possuem uma conta no WhatsApp.
No entanto, entre as milhares de mensagens trocadas diariamente pelo
utilitário – estima-se que sejam compartilhadas 8.102 imagens no
aplicativo a cada segundo – o conteúdo da conversa entre os três
transformou a vida de Celme.
No início de 2014, Jabs resolveu criar grupos de oração no WhatsApp.
Entre as participantes, estava Lóide, que gostou da experiência e
resolveu se candidatar para administrar um grupo quando a iniciativa foi
abraçada pela Igreja Adventista no Estado de SP (União Central Brasileira – UCB) e ganhou o nome de projeto 7/7 (conheça o projeto no vídeo).
Quando navegava pelo Facebook, Celme viu uma publicação da página dos adventistas no Estado de SP
convidando pessoas a participarem de grupos de oração pelo WhatsApp. A
auxiliar contábil mostrou interesse e entrou em grupo administrado pela
Lóide em junho do ano passado. Cinco meses depois, Celme entrava no
tanque batismal do templo adventista de Pitangueiras, sem ter conhecido
presencialmente a principal influência por aquela decisão.
7/7
A iniciativa que incentiva a formação de grupos de oração no WhatsApp ganhou o nome de 7/7 (a pronúncia é sete por sete). No site oficial do projeto
há um tutorial que mostra o passo a passo para montar um grupo. Em
síntese, basta adicionar seis amigos em um grupo e a cada dia orar por
um dos integrantes. O objetivo é que nos sete dias da semana os
participantes façam oração por um dos sete membros do grupo – por isso
7/7.
Não há requisitos para participar de um dos grupos. Os integrantes
não precisam se conhecer pessoalmente, viver na mesma cidade ou
participar da mesma religião. O projeto mostra que não há barreiras
físicas para a oração. Celme só foi conhecer Lóide em janeiro deste ano,
meses após o batismo (veja como foi no vídeo).
No início de junho, a história foi apresentada para os principais
líderes da Igreja Adventista no Estado de São Paulo, durante a Comissão
Diretiva Plenária, realizada a cada seis meses. Na ocasião, Celme
conheceu Jabs Crês, o idealizador do projeto. O advogado comenta que,
quando criou o primeiro grupo no aplicativo, nunca imaginava no que o
projeto poderia se tornar.
Desafio 1+1
Pr.
Domingos Sousa (esq.) conversa com Celme, Lóide e Jabs durante
relatório do Pr. Odailson Fonseca (dir.) na Mesa Diretiva Plenária
Para
o presidente da Igreja Adventista em território paulista, Pr. Domingos
Sousa, o caso ilustra o espírito missionário que é o cerne do Desafio 1+1,
programa que integra todas as ações dos adventistas em São Paulo.
“Assim como o Jabs não imaginava o que uma mensagem no WhatsApp poderia
desencadear, a gente nunca sabe o poder que temos quando somos usados
por Deus. A única coisa que precisamos fazer é aceitar esse desafio de
ser usado por Ele”, destaca.
Para apresentar o conceito do Desafio 1+1 e como ele integra todas as
ações dos adventistas em São Paulo, foi produzido um curta-metragem. Na
trama, diferentes personagens são influenciados em uma espécie de
corrente de boas ações, iniciada pelo Pr. Renato. Ao final, o esforço de
cada adventista de evangelizar outra pessoa, o que é a síntese do
Desafio 1+1, resulta em muito mais que dois. [Equipe ASN, Lucas Rocha]