terça-feira, 12 de janeiro de 2016

MARCAS & MARCAS

Marketing, Comunicação, Cultura e ReligiãoEspiritualidade e mundo corporativo: há possibilidade de convivência?
“Os que já têm fé, exerçam isso, façam isso de uma maneira ainda mais intensa. Façam suas orações, em qualquer momento; onde vocês estiverem, façam sua oração”.
O ano era 2012 e eu estava com um grupo de alunos da Faculdade Adventista da Bahia na segunda edição do projeto “Missão São Paulo”. Nesse projeto, alguns alunos e eu passamos cerca de uma semana na capital paulista, visitando organizações com o objetivo de captar a cultura corporativa do maior centro econômico do país. Na edição de 2012, um dos compromissos era na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), onde ouviríamos uma preleção com João Doria Jr., um dos maiores empresários brasileiros, presidente do grupo Doria e do LIDE, grupo de líderes empresariais das maiores organizações privadas do país.
A princípio, imaginei que seria um momento onde Doria Jr. indicaria caminhos do sucesso por meio de casos de sua holding de negócios. Mas surpreendeu o caráter humano que o empresário colocou à sua fala, que foi totalmente dedicada à sua história de vida e de sua família. Chamou-me atenção o tanto que Doria Jr. falava sobre espiritualidade, religião, oração, fé, enquanto mostrava a sua escalada profissional desde jovem até se tornar o mega empresário que é hoje. Tanto me impressionei que, no momento final de perguntas, pedi a palavra e lhe questionei: “É possível, num mundo organizacional competitivo e hostil, se conviver com a espiritualidade?”. Creio que a resposta surpreendeu a todos, não só a mim.
Ali estava um homem deveras bem-sucedido, com uma história de vida fantástica, falando a um grupo de empresários e profissionais ávidos para conhecer segredos de como se obter sucesso no mundo dos negócios. Perante todo o público, ele dizia da importância de se ter fé. Apresentou a fé e a espiritualidade como um dos pilares do seu sucesso. E a oração como um combustível para sua vida. A frase do início desse texto é a suma da sua resposta de quase sete minutos sobre a relação religião e mundo dos negócios. Não posso negar que eu nunca imaginaria uma resposta daquela, mesmo sendo cristão e sabendo do poder de tudo isso para aquele que a pratica.
Os pesquisadores organizacionais têm corroborado cientificamente o que João Doria Jr. colocou em sua palestra. Margaret Benefiel, pesquisadora do tema na Andover Newton Theological School (Boston, EUA), colocou que as áreas da espiritualidade e da gestão se “apaixonaram” nos últimos tempos, sendo antes vistas como extremamente antagônicas. O incentivo dessas atividades em ambientes organizacionais tem sido ligados a três grandes perspectivas:
  • Aumento da produtividade: funcionários espiritualizados tendem a ser mais produtivos e mais ligados à instituição, incrementando assim a produtividade da organização.
  • Comportamento organizacional: empresas que apoiam o desenvolvimento espiritual dos indivíduos, fomentam uma melhora considerável no senso de equipe, no alinhamento com os valores da organização, o serviço à comunidade e a alegria no ambiente de trabalho.
  • Melhora de imagem institucional: as empresas que investem no tema são mais bem percebidas e mais admiradas pela sociedade.
O tema hoje tem sido tratado de forma tão intensa que já há um grande número de pesquisas na área (inclusive no Brasil). Além disso, vem ganhando espaço em reuniões e congressos profissionais, onde gestores trocam experiências positivas sobre o tema. Philip Kotler, o “papa” do marketing, lançou recentemente o livro “Marketing 3.0”, que fala da importância da espiritualidade para a criação de valor de uma organização para com o seu público. Um dos pontos desse livro diz que a sociedade está cada vez mais em busca de recursos espirituais, acima até mesmo da busca de satisfação material, e que o lucro das empresas deve também contribuir para o bem-estar humano no quesito espiritual. Ou seja: de fato é um tema que tem atraído debates interessantíssimos.
Vejo algumas perspectivas para nós nesse contexto:
  • Não há porque dicotomizar o tema entre nós. Caros irmãos, que são empresários, empreendedores e executivos: fomentem a espiritualidade nas organizações que vocês representam! Se o mundo está disposto a isso, é uma hora importante para testemunharmos também no mundo dos negócios.
  • O curso de administração é o mais presente entre nossas instituições de ensino superior. É uma oportunidade única de deixarmos isso impregnado em quem nós estamos formando! Recentemente o curso de administração da Faculdade Adventista da Bahia inseriu a disciplina “Espiritualidade nas Organizações”, dentro do eixo de Relações Humanas, e não apenas no eixo de disciplinas religiosas. Creio que será um ótimo estudo de caso a ser incorporado à nossa rede.
  • Percebo uma oportunidade grande de entrega de literatura dentro das organizações em que trabalhamos. Tente isso, de forma integrada com a área de RH da sua organização.
  • Esta é uma forma de entendermos a importância do ministério de cada um. Meu emprego, minha atividade profissional, deve ser meu ministério.
O mundo dos negócios já percebeu que é necessário encarar o homem como um ser espiritual também dentro das organizações. Vamos ser sal e luz nesse contexto também!
PARA LER, VER E OUVIR MAIS
Palestra de João Doria Jr. na Fiesp – Palestra na íntegra, por ocasião da Reunião Ordinária do CJE-Fiesp, em outubro de 2012. A pergunta que faço a ele está no tempo 1 hora, 16 minutos e 10 segundos.https://www.youtube.com/watch?v=iATjSgSypyU
Escritos de Margaret Benefiel – Diversos artigos sobre espiritualidade nas organizações da autora, que é diretora executiva do Instituto Shalem, de desenvolvimento espiritual.https://scholar.google.com.br/scholar?hl=en&as_sdt=0,5&q=Margaret+Benefiel

Livro “Marketing 3.0”, de Philip Kotler – Trechos da obra no site da Editora Campus, que publica a versão em português do livro. http://www.elsevier.com.br/kotler/material.html

IMAGEM & SEMELHANÇA Beleza e vestuário analisados segundo os critérios da Bíblia Sagrada em uma linguagem mais informal.

Garota revela lado obscuro por trás de fotos perfeitas


Quantas celebridades você segue nas redes sociais? Elas não são da sua família, nem são suas amigas, nunca foram à sua casa e, se você precisasse de dinheiro emprestado, provavelmente não poderia recorrer a elas. Então por que as segue? Simples. Seguimos pessoas assim porque admiramos algo em seu estilo de vida, em seus corpos ou relacionamentos. Em partes, desejamos ser como esses “famosos desconhecidos”.
Com 19 anos, Essena já tinha o título de celebridade virtual (no Instagram e no Youtube, principalmente). Considerada uma digital influencer — promovendo marcas e estimulando hábitos culturais e de consumo — ela deixou seus fãs pasmos ao excluir mais de duas mil fotos de seu perfil e ainda trocar a legenda de muitas das imagens que restaram. Por que ela faria isso? Você não vai acreditar. Ela agiu desse modo para alertar o mundo de que a perfeição não existe, e que nem tudo o que vemos é realmente como parece ser.
Sua descrição na rede social mudou para: Social media is not real life (Mídia social não é a vida real). Suas fotos passaram a ter legendas reais e super sinceras, onde ela contava a história verdadeira por trás dos cliques. Em uma foto com um sorriso meigo, mãos na cintura e usando um vestido curtíssimo, que destacava seu corpo esbelto, ela editou a legenda original para fazer a seguinte revelação:
Me pagaram por esta foto. Se você está olhando para as “Meninas do Instagram” e desejando ter as suas vidas, perceba que você só vê o que elas querem. Se marcam uma empresa, 99 % das vezes elas estão pagando. Não há nada errado em apoiar marcas que você ama (por exemplo, eu orgulhosamente promoveria marcas veganas em troca de dinheiro, já que este tipo de negócio faz sentido para mim). Mas isso aí (da foto) não faz nenhum sentido. Não há nenhum sentido em um sorriso forçado, roupas minúsculas e ser paga para ficar bonita. Somos uma geração feita para consumir e consumir, sem nenhuma ideia de onde tudo vem e para onde tudo vai.
Em outro clique de seu rosto, era impossível não invejar sua pele de pêssego, aparentemente natural, semmake alguma. Mas ela também fez questão de dizer o que tinha por trás daquela imagem. “Eu estava com acne aqui, isso é um monte de maquiagem. Eu estava sorrindo porque pensei que ficava bonita. Felicidade baseada em estética vai sufocar o seu potencial aqui na Terra”, revelou. E a loira continuou “causando” ao editar outra legenda.
Por favor, dê like nesta foto, eu me maquiei, enrolei meu cabelo, vesti um vestido apertado, usei uma bijuteria desconfortável… Tirei 50 fotos até que tivesse uma que achei que você fosse gostar, então editei este selfie com toneladas de aplicativos apenas para que eu pudesse me sentir aprovada socialmente por você.
Você teria coragem de ser totalmente sincero sobre sua vida assim? O que você pode aprender com as revelações de Essena? “Mídias sociais não são reais. Este é o meu ponto. Esteja atento ao que as pessoas promovem, questione você mesmo, qual é a intenção por trás da foto?”, ela alerta. Como diz a Bíblia, “não deseje as iguarias que lhe oferece, pois podem ser enganosas” (Provérbios 23:3).

EM DIA COM O NOSSO TEMPO Os fatos diários lidos a partir de um olhar teológico.

Perdoe e liberte-se


A notícia que li pela manhã faz parte do canal das fofocas e sem muita relevância, mas me serviu de mote para escrever essa coluna. Uma apresentadora de TV foi a um programa de um colega de emissora e agiu friamente, tudo porque ele mostrou algumas fotos antigas da apresentadora nua.
Viver sentindo-se culpado ou magoado é um dos maiores dramas de toda a humanidade. É como viver com um peso amarrado no pescoço que incomoda o tempo todo. Há pessoas que estão atormentadas e não sabem como se libertar. Lidar bem com o perdão é uma necessidade para os seres humanos. Mas é difícil! Parece que muitas feridas abertas resistem a cicatrização.
Há uma saída para esse problema. Existem três chaves que eu encontrei na Bíblia que me ajudam a viver uma vida livre de culpas e sem remorsos.
1ª chave: Solte-se do seu rancor e perdoe. Na oração do Pai Nosso (Mateus 6:9-13), Jesus diz que eu serei perdoado assim como eu perdoo (verso 12). Portanto, a norma de vida é perdoe. Não importa o que lhe fizeram, perdoe. Jesus mesmo mostrou o exemplo quando pediu ao Pai que perdoasse os que estavam o condenando e matando.
Em Efésios 4:31-32, Paulo nos convida a deixar “longe de vós toda amargura, e cólera, e ira…”. Oferecer o perdão é o caminho bíblico, mesmo que você seja a parte ofendida, o conselho bíblico é ir até a parte ofensora e se reconciliar. Mas não faz sentido para a nossa natureza humana pecadora, mas faz sentido com a ótica do Senhor!
Todo ciclo de ódio deve ser quebrado por atos de amor. Quem não soluciona o problema, agrava mais o problema. Todos somos feridos e também ferimos – às vezes sem saber. Lembre-se que você jamais olhou nos olhos de uma pessoa que não era importante para Deus. E isso vale até quando se olha no espelho. Quando entendermos isso na prática, começamos a tratar as pessoas de um modo diferente.
2ª chave: Liberte-se da consciência culpada – Deus não minimiza o pecado, Ele perdoa. E muitas vezes ficamos ligados com o sentimento de culpa de algo que aconteceu no passado. Como me libertar disso?
Existem duas maneiras de lidarmos com a culpa: (1) Fugir: essa foi a maneira na qual Judas recorreu. Martirizou-se, uma autocondenação; ou (2) Confessar a Deus: essa foi a saída usada por Pedro, pois contou tudo para Deus. Depois de ter negado Jesus, encontrou-se com Ele e confessou que o amava. Confessou de seu arrependimento, buscou o perdão.
A consciência culpada sempre fica difusa e que somente encontrará alívio no confessar. Confesse o que fez de errado no passado. Se for para com Deus, confesse. Se for para alguém procure essa pessoa e confesse.
3ª chave: Abandone o lamento e adore a Deus. O sofrimento é um companheiro inevitável. Todos nós passamos por perdas, ao nascer perdemos o calor do útero materno, o cordão umbilical que nos alimenta e entramos em uma nova jornada. É a primeira perda que passamos. Mais cedo ou mais tarde enfrentamos outras perdas.
Entenda que não é errado se lamentar: bem-aventurado os que choram…” (Mateus 5:4). O que é errado é se lastimar. Quando nos lastima nós nos isolamos (acabo erguendo muros ao meu redor) e, ao invés de erguer pontes, armo barreiras.
Em II Samuel 12, é narrado um evento de Davi que naquela ocasião tinha tempo demais e disciplina de menos. Bate Seba tomava banho. Uma batida na porta de sua casa e mudou assim todo o futuro dela, bem como o futuro do rei. Ela engravidou de Davi enquanto seu marido estava na guerra. O rei manda tirar o seu marido de circulação para que tal situação não complicasse mais ainda a vida dele. Urias morre e Bate Seba se torna esposa do rei. A criança nasce, adoece e morre, mesmo com o jejum do rei Davi.
Como Davi lidou com essa culpa? Em 2 Samuel 12:20, a Bíblia nos diz que Davi se levantou depois que a criança morreu, tomou banho, abandonou os panos de saco e entrou no santuário e adorou a Deus.
Meu conselho nesse final de ano? Pare de lastimar e adore a Deus! Abandone seu rancor, adore a Deus. A melhor terapia para um coração quebrado é o diálogo sincero com Deus, ações positivas e a prática do evangelho.

“Crede no Senhor vosso Deus e estareis seguros…” 2 Crônicas 20:20.

3. A rebelião global e os patriarcas – 9 a 16 de janeiro


SÁBADO À TARDE (Ano Bíblico: Gn 28–30)

VERSO PARA MEMORIZAR: “Estou com você e cuidarei de você, aonde quer que vá; e eu o trarei de volta a esta terra. Não o deixarei enquanto não fizer o que lhe prometi” (Gn 28:15, NVI).
Leituras da Semana: Gn 4:1-15; 3:9, 10; 4:9; 6:1-13; Sl 51:1; Gn 22; 28:12-15
As histórias que se seguem à queda aprofundam os temas do engano e dos relacionamentos rompidos, vistos primeiramente no Éden. Nessa época o conflito se espalhou e se diversificou ao redor do globo.
No relato de Caim e Abel, a adoração se tornou a causa de discórdia e morte, um tema recorrente ao longo da História.
A narrativa do dilúvio revela como a rebelião e o pecado causaram a ruína de tudo o que Deus criou. O pecado não só deturpou a criação; ele a destruiu.
A experiência de Abraão foi um grande encorajamento em meio ao conflito, pois ali Deus demonstrou Sua disposição em tomar sobre Si as consequências da rebelião. Ele Se tornaria nosso Substituto.
Depois, nas histórias de Jacó e Esaú, e de José e seus irmãos, vemos a contínua interação dos relacionamentos rompidos como o meio usado por Satanás para destruir famílias e grupos de pessoas.
Contudo, ao longo de tudo isso, foi mantida a fidelidade de Deus, quando Ele sustentou e cuidou de Seus filhos perseguidos.
          O que você pode fazer para fortalecer o ministério das duplas missionárias, pequenos grupos e classes bíblicas em sua igreja? Motive os irmãos a levar muitas pessoas para Cristo em 2016!

DOMINGO - Caim e Abel (Ano Bíblico: Gn 31-33)

1. Leia Gênesis 4:1-15. Até que ponto o pecado estava enraizado na natureza humana?
Quando Caim nasceu, Eva ficou radiante. Ela acreditava plenamente que havia dado à luz o Libertador prometido em Gênesis 3:15. “Adquiri um varão com o auxílio do Senhor” (Gn 4:1). A tradução literal do texto poderia ser: “Eu fiz um homem – o Senhor”. Basicamente, isso revela simplesmente que Eva achava que havia gerado Aquele que o Senhor havia prometido (Gn 3:15).
Não é dito nada a respeito da felicidade da infância de Caim e da nova experiência dos pais de primeira viagem desfrutando orgulhosamente o desenvolvimento de seu primeiro bebê. A narrativa pula rapidamente para um segundo nascimento, e depois para a cena dos dois rapazes adorando a Deus. Contudo, como vemos frequentemente, as diferenças a respeito da adoração levaram à tragédia.
2.Leia Gênesis 3:9, 10; 4:9. Compare a reação de Adão com a reação de Caim quando Deus os interrogou após o pecado de cada um deles. Quais são as semelhanças e as diferenças em suas reações?
Note as diferenças nas emoções de Adão em comparação com as de Caim. Adão parecia confuso, assustado e envergonhado (Gn 3:10), mas Caim se mostrou irado (Gn 4:5), cínico e rebelde (Gn 4:9). Em vez de apresentar uma desculpa esfarrapada, como Adão, Caim disse uma mentira evidente.
Contudo, em meio ao desespero, surgiu uma dose de esperança e otimismo. Com o nascimento de Sete, Eva pensou novamente que havia dado à luz o Prometido

(Gn 4:25). O nome “Sete” vem de uma palavra que significa “pôr ou colocar”, a mesma usada em Gênesis 3:15 para o Libertador que seria enviado a fim de desafiar a serpente e esmagar sua cabeça. Num paralelo adicional com Gênesis 3:15, Eva descreveu seu novo filho como o “descendente” que substituiria Abel. Assim, mesmo em meio a tão grande desespero e tragédia, e enquanto o grande conflito entre o bem e o mal continuava se espalhando, as pessoas ainda se apegavam à esperança da redenção. Sem ela, o que nos resta?

Imagine a tristeza de Adão e Eva pela morte do seu filho. A dor que já seria intensa se tornou muito pior pelo fato de que ele havia sido morto pelo irmão. Assim, eles perderam dois filhos. Como podemos aprender a dura lição de que o pecado tem consequências que vão muito além dos próprios atos?

SEGUNDA - O dilúvio (Ano Bíblico: Gn 34-36)

3. Leia Gênesis 6:1-13. Como o grande conflito entre o bem e o mal é expresso também nesse texto, embora de modo mais intenso do que antes?
No dilúvio, vemos uma reversão parcial dos atos especiais da criação; muitas coisas que Deus havia separado voltaram a se juntar. As águas de cima e as águas de baixo; o mar e a terra seca; os peixes do mar, as aves do céu e todas as criaturas que se moviam sobre a terra, todos se reuniram.
A Terra parecia voltar a ser “sem forma e vazia” (Gn 1:2).

Apesar dessa aparente vitória das forças do mal, o gênio criador de Deus ainda estava em operação. Ele iniciou uma nova criação, separando novamente os diferentes elementos. Primeiro, separou Noé (homem justo e íntegro) de seus contemporâneos cuja maldade era grande e cujos desígnios do coração eram continuamente maus, corrompidos e violentos (comparar Gn 6:8, 9 com Gn 6:5, 11-13). Deus deu a Noé a tarefa de construir um enorme barco. Separou então um pequeno grupo de pessoas, pássaros e animais, e os colocou na segurança do barco, de forma que pudessem sobreviver ao que estava para acontecer. Com base na graça de Deus, a vida continuaria; e dos resíduos do velho mundo surgiria um novo. Haveria uma nova criação.
Mas não seria uma criação perfeita. Algum tempo após o dilúvio, quando Noé e sua família estavam se estabelecendo novamente, somos lembrados da fragilidade da virtude humana. Noé se embriagou e aconteceram coisas vergonhosas
(Gn 9:20-27). Assim, até mesmo um dos heróis da fé (ver Hb 11:7) teve seus maus momentos. O grande conflito continua, não só em escala global, mas também no coração das pessoas.
O dilúvio exterminou toda a vida (Gn 7:4). Uma expressão semelhante é usada em outras passagens bíblicas para descrever os atos do Redentor ao perdoar pecados (Is 25:8; 43:25; Sl 51:1). Nossos pecados serão exterminados ou nossa vida será destruída. Essa dura realidade mostra que essa questão é, de fato, muito clara, não é mesmo?

TERÇA - Abraão (Ano Bíblico: Gn 37-39)

Ao passo que Abraão (que antes se chamava Abraão) é conhecido por sua fidelidade, suas experiências de vida estão mais relacionadas à fidelidade de Deus para com ele.
Duas vezes Deus assegurou a Abraão que ele teria um filho. A primeira vez foi quando ele tinha 75 anos (Gn 12:2, 4) e a segunda, cerca de dez anos mais tarde (Gn 13:16).
Por fim, mesmo após muitos tropeços por parte de Abraão, nasceu o filho da promessa, o filho da aliança, e foi revelada a fidelidade de Deus para com Seu servo às vezes vacilante (ver Gn 17:19, 21; Gn 21:3-5).
4. Leia Gênesis 22:1-19. Que esperança é revelada nesse texto a respeito do grande conflito?
“Foi para impressionar o espírito de Abraão com a realidade do evangelho, bem como para provar sua fé, que Deus mandou que ele matasse seu filho. A angústia que ele sofreu durante os dias tenebrosos daquela terrível prova foi permitida para que compreendesse, por sua própria experiência, algo da grandeza do sacrifício feito pelo infinito Deus para a redenção do homem. Nenhuma outra prova poderia ter causado a Abraão tamanha tortura de alma quanto o sacrifício de seu filho. Deus entregou Seu Filho a uma morte de angústia e vergonha. Aos anjos que testemunharam a humilhação e angústia de alma do Filho de Deus, não foi permitido que interferissem, como no caso de Isaque. Não houve nenhuma voz a clamar: ‘Basta.’ A fim de salvar a humanidade caída, o Rei da glória entregou a vida. Poderia ser dada uma prova mais forte da infinita compaixão e do amor de Deus? ‘Aquele que não poupou o Seu próprio Filho, antes, por todos nós O entregou, porventura, não nos dará graciosamente com Ele todas as coisas?’ (Rm 8:32).

“O sacrifício exigido de Abraão não foi somente para seu próprio bem, nem apenas para o benefício das gerações que se seguiram; mas também foi para instrução dos seres destituídos de pecado, no Céu e em outros mundos. O campo do conflito entre Cristo e Satanás, no qual o plano da salvação se encontra formulado, é o livro de estudos do Universo. Visto que Abraão havia mostrado falta de fé nas promessas de Deus, Satanás o acusou perante os anjos e perante Deus de não ter cumprido as condições da aliança, e de ser indigno das bênçãos da mesma aliança. Deus desejou provar a lealdade de Seu servo perante o Céu todo, para demonstrar que nada menos que perfeita obediência pode ser aceito, e para revelar de maneira mais ampla, perante eles, o plano da salvação” (Patriarcas e Profetas, p. 154, 155). 

QUARTA - Jacó e Esaú (Ano Bíblico: Gn 40-42)

A luta entre os propósitos de Deus e a rebelião individual avançou um pouco mais na história de Jacó e Esaú. Era costume, na Antiguidade, que o filho primogênito recebesse a bênção do pai (o direito de primogenitura) antes da morte do pai. Isso incluía mais do que as posses familiares; assim, o filho mais velho se tornava o responsável pelo bem-estar da família.
Esaú odiou seu irmão Jacó após ser enganado e perder essa grande honra, e planejou matá-lo depois que o pai morresse (Gn 27:41). Rebeca enviou Jacó para longe por medida de segurança, pensando que tudo ficaria bem novamente após alguns dias (Gn 27:43, 44). Esses dias se transformaram em 20 anos, e Rebeca nunca mais viu Jacó.
5. Leia Gênesis 28:12-15. Que grande esperança foi encontrada nesse sonho?
Ao repetir as promessas feitas a Abraão, Deus assegurou a Jacó que os planos continuavam em andamento. Embora os atos de Jacó parecessem ignorar o plano de Deus, o Senhor ainda Se importava com ele. Contudo, Jacó teve que suportar 20 anos sendo enganado por seu sogro, primeiro em relação ao seu casamento, depois a respeito de seu salário (Gn 29:20, 23, 25, 27; 31:7). Contudo, numa estranha reversão, todos aqueles anos trabalhando em troca da esposa pareceram apenas poucos dias, o tempo que Rebeca achava que Jacó ficaria longe dela (Gn 29:20).
Quando Jacó decidiu voltar para casa, primeiramente Labão o perseguiu
(Gn 31:25, 26), depois Esaú partiu ao seu encontro com 400 homens. Ambas as situações representavam uma ameaça à sua vida, e Deus teve que intervir duas vezes para livrá-lo: primeiramente, num sonho dado a Labão, para dizer a ele que não fizesse mal a Jacó (Gn 31:24); depois, em pessoa, para lutar com Jacó, deixando-o aleijado (Gn 32:24-30). O fato de ver Jacó mancando com uma bengala pode ter dado a Esaú a impressão de que Jacó não representava ameaça para ele. Os presentes foram enviados de antemão e, juntamente com a maneira cuidadosa pela qual Jacó falou, tudo pareceu suficiente para curar o rompimento entre os dois irmãos. A última vez em que os vemos juntos é no sepultamento do pai (Gn 35:29). Assim, Esaú havia se esquecido do plano anterior que tinha feito de matar Jacó após o funeral de seu pai.

Considere toda a dor e sofrimento que essas escolhas tolas trouxeram às pessoas, tanto as inocentes quanto as culpadas. Como podemos aprender a pensar muito antes de agir?

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Crise no Éden – 2 a 9 de janeiro

ÁBADO À TARDE (Ano Bíblico: Gn 4-7)

VERSO PARA MEMORIZAR: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar” (Gn 3:15).
Leituras da Semana: Gn 1:28; Rm 8:17; Mt 6:26; Gn 2:15-17; 3:1-7, 10-19
Após a criação do mundo, Deus declarou que tudo era “muito bom” (Gn 1:31). No entanto, hoje é óbvio que tudo deixou de ser “muito bom”. Apesar de vários “ismos” e ideologias que, ao longo dos séculos, têm tentado endireitar as coisas, nosso mundo continua marchando rumo ao caos, à insegurança, violência, guerra, poluição, opressão e exploração. Se o século 20 começou com muito otimismo sobre o futuro e sobre o que os seres humanos poderiam fazer para melhorá-lo, certamente o século 21 perdeu esse otimismo, e com boa razão.
Como chegamos a essa situação? A resposta se encontra no grande conflito que, embora tenha começado no Céu, infelizmente chegou à Terra, bem no início da história do planeta.
Nesta semana examinaremos como Satanás conseguiu tirar vantagem da liberdade humana e, assim, dar início à devastação que todos nós experimentamos até hoje. A história da queda continua sendo um forte lembrete de que nossa única segurança, como seres humanos, está não apenas em crer no que Deus diz, mas também em obedecer ao que Ele diz, o que é ainda mais importante.
Promova em sua igreja a aquisição da meditação matinal deste ano e da assinatura da Revista Adventista. Clube da leitura: O livro especial para este ano é “A Ciência do Bom Viver”.

 

DOMINGO - Três bênçãos (Ano Bíblico: Gn 8-11)

No contexto da criação, a frase “e viu Deus que [algo] era bom” aparece sete vezes em Gênesis 1: em referência à luz (1:4), à terra seca e ao mar (v. 10), às ervas que dão semente e às árvores que dão frutos (v. 12); em relação ao sol, à lua e às estrelas (v. 16), aos mares repletos de peixes e aos céus cheios de pássaros (v. 21); em referência aos animais selváticos, aos animais domésticos e aos répteis (v. 25). Finalmente, em relação à obra de Deus concluída, foi feita a declaração: “Viu Deus tudo quanto fizera, e eis que era muito bom” (Gn 1:31).
Além de declarar que tudo que havia feito era “muito bom”, Deus foi um passo além e “abençoou” Sua criação em três áreas específicas.
Primeiro, Ele abençoou as criaturas marinhas e os pássaros, dizendo–lhes: “Sede fecundos, multiplicai-vos e enchei as águas dos mares; e, na terra, se multipliquem as aves” (Gn 1:22).
Em segundo lugar, quando Adão e Eva foram criados, Deus os abençoou também, com um encorajamento semelhante: “Sede fecundos, multiplicai–vos, enchei a Terra” (Gn 1:28).
1. Leia Gênesis 1:22, 28. Ambas as bênçãos começam da mesma forma, mas que aspecto extra é acrescentado para Adão e Eva?
Junto com os peixes e os pássaros, os seres humanos participam do incentivo divino para que sejam fecundos e se multipliquem, mas houve uma diferença quando foi dada a Adão e Eva a responsabilidade de cuidar da Terra e de todas as suas criaturas. Aqui temos um vislumbre do significado de ser criado à imagem de Deus. O Criador convidou nossos primeiros pais a ser coadministradores para preservar a criação e cuidar dela (ver Rm 8:17; Hb 1:2, 3).
A terceira bênção dada na história da criação é o sábado (Gn 2:3). Aqui há uma confirmação adicional do fato de que as pessoas são muito mais do que simples animais; foram criadas para desfrutar comunhão com o Criador de uma forma que nenhuma das outras criaturas pode fazer. Aqui vemos evidência inequívoca do lugar especial dado aos seres humanos na criação. Jesus enfatizou esse ponto: “Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves?” (Mt 6:26). Sem desvalorizar as outras criaturas, Ele deixou claro que as pessoas são únicas e especiais na Terra.
O relato bíblico da criação dá aos seres humanos a dignidade que um ponto de vista alternativo das origens, como a evolução, não pode dar. À luz do relato bíblico da origem humana, você está tratando todas as pessoas como merecem ser tratadas?

 

SEGUNDA - O teste junto à árvore (Ano Bíblico: Gn 12-15)

 

Deus criou tudo por uma série de separações com limites claramente definidos: luz e trevas, águas acima e águas abaixo, terra e mar, dia e noite, criaturas segundo a sua espécie, um dia separado dos outros, uma mulher diferente de um homem e uma árvore separada das outras.
2. Leia Gênesis 1:4, 6, 7, 14, 18, 21, 24, 25. Limites claramente definidos foram traçados mesmo antes da criação dos seres humanos. Qual é a importância desse fato?
Assim como Deus formou do pó da terra o homem, os animais do campo e as aves (Gn 2:7, 19), também fez “brotar” do solo belas árvores que davam deliciosos frutos (v. 8, 9). Deus escolheu também uma área de terra especial onde plantou um jardim. Só podemos tentar imaginar sua beleza; os maravilhosos jardins que vemos hoje certamente são um pálido reflexo do que deve ter sido o Éden. No meio desse jardim especialmente plantado no Éden (separado do restante do mundo) havia duas árvores singulares: a árvore da vida e a árvore do conhecimento do bem e do mal. O fruto da segunda árvore não devia ser comido, do contrário haveria sérias consequências (Gn 2:17).
3. Leia Gênesis 2:15-17. Como a ideia de uma linha de separação foi revelada no teste que avaliaria a obediência de Adão e Eva?
A divisão é clara e concreta: comer de todas as outras árvores, mas não daquela que era distinta e separada. Não havia nada de ambíguo nas palavras de Deus. Adão e Eva foram criados como seres morais, e a moralidade não pode existir sem liberdade. Esse foi um teste para ver o que eles iriam fazer com essa liberdade. “A árvore da ciência se tornou a prova de sua obediência e amor a Deus. O Senhor achou conveniente não lhes impor senão uma proibição quanto ao uso de tudo que estava no jardim; mas, se não atendessem à Sua vontade nesse particular, incorreriam na culpa de transgressão” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 53).
Quais são as coisas das quais você precisa se separar definitivamente?

TERÇA - A queda: parte 1 (Ano Bíblico: Gn 16-19)

Descrita como mais “sagaz” do que qualquer outro animal (Gn 3:1), a serpente se tornou um poderoso símbolo ao longo da história bíblica. Moisés levantou uma serpente de bronze numa haste para impedir que as pessoas morressem numa praga de serpentes mortais durante o êxodo (Nm 25:5-9). A mesma serpente de bronze se tornou objeto de idolatria e de prática do ocultismo, e foi destruída pelo rei Ezequias cerca de 700 anos mais tarde (2Rs 18:4). No livro do Apocalipse, a “antiga serpente” é claramente identificada como “diabo e Satanás” (Ap 12:9).
4. Leia Gênesis 3:1-5. Que tática Satanás usou para enganar Eva?
As primeiras palavras proferidas pela serpente foram de cinismo e dúvida: “Foi isto mesmo que Deus disse […]?” (Gn 3:1, NVI). Em vez de pensar por que uma serpente estava falando, Eva foi imediatamente apanhada pelas provocantes observações que tinham o objetivo de destruir sua fé. Quando Satanás perguntou: “Foi isto mesmo que Deus disse: ‘Não comam de nenhum fruto das árvores do jardim’?” (Gn 3:1, NVI), a implicação (com base na língua original) foi que Deus os havia proibido de comer de todas as árvores, quando, na verdade, não era isso que Deus os havia proibido de fazer.
O caráter de Deus foi questionado ali. Esse foi um ataque direto a Ele. A serpente deve ter confundido Eva, porque a resposta dela acrescentou um detalhe que, segundo o relato bíblico, Deus não havia exigido, ao responder à serpente: “Podemos comer do fruto das árvores do jardim, mas Deus disse: ‘Não comam do fruto da árvore que está no meio do jardim, nem toquem nele; do contrário vocês morrerão’” (Gn 3:2, 3, NVI; ver Gn 2:17). A parte sobre não tocar no fruto foi acrescentada por Eva, talvez por estar confusa.
O sucesso de Satanás até esse ponto o tornou ousado; por isso, ele desafiou diretamente a autoridade de Deus: “Certamente não morrerão!” (Gn 3:4, NVI).
O fato de que a serpente, na árvore, estava tocando o fruto e continuava viva, tornou suas declarações dignas de crédito. Então Satanás lançou a ideia final: “Deus sabe que, no dia em que dele comerem, seus olhos se abrirão, e vocês serão como Deus, conhecedores do bem e do mal” (v. 5, NVI). O tentador fez parecer que Deus não só era desonesto, mas que estava deixando de dar a eles alguma coisa boa.
Ao se sentir oprimido por forças maiores que você, como pode obter coragem do Senhor, que é maior do que todas as coisas?
Satanás misturou a verdade com o erro. Quais são algumas crenças que misturam a verdade com o erro? Por que essa mistura é sempre mortal, especialmente em termos de teologia?

QUARTA - A queda: parte 2 (Ano Bíblico: Gn 20-22)

Quando Deus decidiu criar Adão e Eva, declarou que eles seriam feitos à Sua imagem e conforme a Sua semelhança (Gn 1:26). A isca no “anzol” do tentador foi que, se eles comessem do fruto proibido, se tornariam “como Deus”. A realidade é que eles já eram como Deus. Haviam sido criados à Sua imagem, mas o triste fato é que, no calor da tentação, perderam de vista essa sagrada verdade.
Além disso, Deus era o provedor original do alimento para eles, mas parte da rebelião consistiu no fato de que Adão e Eva escolheram algo para comer que estava fora dos limites estabelecidos por Deus. Seria como você ser convidado para uma refeição na casa de alguém e, em vez de comer o que está na mesa, procurar o armário ou a geladeira e se servir de algo de que gosta. Isso não apenas seria um insulto aos anfitriões, mas também demonstraria que você não valoriza o relacionamento com eles.
5. Leia Gênesis 3:4-7. O tentador assegurou a Eva que, ao comer do fruto, seus olhos se abririam. O que eles viram quando seus olhos se abriram, e o que essa nova visão simbolizava?
Eva foi vencida por seus sentidos (Gn 3:6). A árvore era bonita, e quando ela deu uma mordida no fruto, imaginou que estava entrando numa condição mais elevada de existência. Quando compartilhou sua experiência com Adão, realmente os olhos de ambos se abriram (v. 7), mas ficaram envergonhados com o que viram.
Uma importante questão ali foi a rejeição de Deus como Provedor de todas as coisas boas e a escolha de uma solução criada pelo homem para a necessidade humana (nesse caso, o desejo de comer). Deus tinha previamente assegurado o alimento para Adão e Eva e havia provido o cardápio. Ao comer da árvore proibida, eles deixaram de lado essa provisão e mostraram uma falta de confiança injustificada, especialmente em vista das circunstância singulares em que se encontravam.
Que tipo de “fruto proibido” (que frequentemente parece tão tentador, tão agradável e tão cheio de promessas) temos à disposição? De que forma podemos evitar erros semelhantes diante desses enganos poderosos?

QUINTA - As consequências (Ano Bíblico: Gn 23-25)

Talvez já estejamos há muito tempo na eternidade quando entendermos plenamente quanto dano foi causado por esse único incidente junto à árvore. Tudo que Deus havia feito durante a semana da criação começou a se desmanchar. Os relacionamentos que Deus estabeleceu foram rompidos: entre as pessoas e Deus (elas se esconderam dEle), entre uma pessoa e outra (Adão culpou Eva por seu problema) e entre os seres humanos e o meio ambiente (a serpente se tornou inimiga, o solo passou a produzir espinhos e cardos e só forneceria alimento após muito suor humano).
6. Leia Gênesis 3:10-19. O que as desculpas de Adão e Eva revelam sobre quanto eles já haviam sido corrompidos?
Note como Deus lidou com essas desculpas. Antes que Ele pudesse redimi-los, Adão e Eva tinham que admitir a responsabilidade pelo que haviam feito. Assim, o Senhor explicou cuidadosamente os resultados de seus atos individuais. Antes, porém, a serpente foi amaldiçoada e lhe foi dito que comeria pó, seria odiada pela mulher e teria a cabeça ferida (Gn 3:14, 15).
Depois, o Senhor disse a Eva que ela devia experimentar grande dor ao dar à luz filhos (Gn 3:16). Adão, enquanto isso, devia trabalhar arduamente e suar para obter comida, em vez de viver como rei (Gn 3:17-19).
Adão e Eva teriam que enfrentar a escolha de continuar em rebelião ou voltar para Deus. Aceitar a responsabilidade por seu erro foi o primeiro passo na volta para Deus, mas nem mesmo esse reconhecimento foi suficiente para resolver o problema causado aos seres humanos pelo pecado. Tinha que haver outro meio para assegurar o futuro da humanidade. Assim, Deus providenciou um sacrifício animal (Gn 3:21). Uma criatura, uma serpente, os havia levado ao pecado, à derrota e aos relacionamentos rompidos. Outra criatura, um cordeiro, apontaria para o Libertador vindouro, que garantiria restauração, reconciliação e um futuro (ver Gn 3:15).
Contudo, em vez de governar a Terra, Adão e Eva agora dependiam da Terra e um do outro como nunca antes. “Entre os seres inferiores, Adão era como rei, e enquanto permaneceu fiel a Deus, toda a natureza reconheceu seu governo. Mas, transgredindo ele, foi despojado desse domínio” (Ellen G. White, Educação, p. 26).
Imediatamente após a queda foi apresentada a esperança da salvação. Leia Gênesis 3:15. Como você pode tornar sua essa esperança e se alegrar nela, sabendo que ela se aplica a você, apesar de suas escolhas passadas?

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Lições de Jeremias – lição 13 | 19 a 26 de Dezembro


                     ESBOÇO DA LIÇÃO EM VÍDEO

SÁBADO À TARDE (Ano Bíblico: 2 Pedro)
VERSO PARA MEMORIZAR: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra” (Jr 23:5).
Leituras da Semana: Jr 2:13; 6:20; 7:1-10; Mt 9:12; Dt 6:5; Jr 10:1-15; 23:1-8
Estamos no final de nosso estudo de Jeremias. Tem sido uma aventura; grande dose de drama, emoção e energia foi investida na saga de nosso profeta.
Como todos os profetas, Jeremias não escreveu num vácuo; sua mensagem vinha do Senhor e se destinava a pessoas que viveram num certo tempo e lugar, e em circunstâncias específicas.
Contudo, por mais radical que fosse a diferença entre as circunstâncias dele e as nossas, ou as de muitas outras gerações que já leram seu livro, os princípios fundamentais ali expressos são os mesmos para o povo de Deus em todas as gerações.
Por exemplo, a fidelidade a Deus e a obediência aos Seus mandamentos; a verdadeira religião do coração, em contraste com rituais vazios e mortos que levam as pessoas a um falso estado de satisfação; a disposição das pessoas em dar ouvidos à correção, mesmo quando ela vai contra o que elas querem ouvir; o verdadeiro reavivamento e reforma; a confiança no Senhor e em Suas promessas, não no braço de carne; […]
A lista continua. Nesta semana, vamos examinar algumas das muitas lições que aprendemos com essa revelação de amor que Deus faz a Seu povo, mesmo em meio às muitas advertências trovejantes que lhes dirige a respeito dos resultados de suas ações.
O que você pode fazer para ter mais comunhão com Deus e relacionamento com as pessoas em 2016? O que você pode fazer para melhorar a vida espiritual de sua família?
DOMINGO - O Senhor de Jeremias (Ano Bíblico: 1 João)
Os adventistas do sétimo dia entendem que no âmago do grande conflito existe uma questão fundamental: Como é realmente o caráter de Deus? Ele é o tirano arbitrário que Satanás faz parecer que seja, ou é um Pai amoroso e solícito, que deseja somente o nosso bem? Essas perguntas são, na verdade, as mais importantes de todo o Universo. Qual seria nossa situação se Deus não fosse bondoso, amoroso e abnegado, mas mesquinho, arbitrário e sádico? Estaríamos muito melhores se não existisse um Deus do que se existisse um Deus assim. Portanto, essas perguntas têm enorme importância. Felizmente, temos as respostas, e elas podem ser melhor vistas na cruz.
“Jamais será esquecido que Aquele cujo poder criou e manteve os inumeráveis mundos através dos vastos domínios do espaço, o Amado de Deus, a Majestade do Céu, Aquele a quem querubins e resplendentes serafins se deleitavam em adorar, Se humilhou para levantar o homem decaído; que Ele suportou a culpa e a vergonha do pecado e a ocultação da face de Seu Pai, até que as misérias de um mundo perdido Lhe quebrantaram o coração e destruíram a vida na cruz do Calvário.
O fato de o Criador de todos os mundos, o Árbitro de todos os destinos, deixar Sua glória e humilhar-Se por amor do homem, despertará eternamente a admiração e a adoração do Universo” (Ellen G. White, O Grande Conflito, p. 651).
1. O que as passagens abaixo nos dizem sobre Deus, Seu caráter e Sua natureza? Jr 2:13; Jr 5:22; Jr 11:22; Jr 31:3 e Jr 3:7 
Essas são apenas algumas das muitas imagens e expressões usadas no livro que nos revelam algo da natureza e do caráter de nosso Criador. Ele é a fonte da vida, o poderoso Criador, o Deus do juízo, que nos ama e nos chama, vez após vez, a nos arrependermos de nossos pecados e a abandonarmos os caminhos que nos levarão à destruição.
Em sua experiência, que evidências você já viu do amoroso caráter de Deus?

SEGUNDA - Os rituais e o pecado (Ano Bíblico: 2 João; 3 João; Judas)

“Há um documento que registra a infindável e desalentadora luta de Deus com a religião organizada; esse documento é conhecido como a Bíblia” (Terry Eagleton, Reason, Faith and Revolution: Reflections on the God Debate [Razão, fé e revolução: reflexões a respeito do debate sobre Deus], p. 8, edição para Kindle).
Isso não é totalmente verdadeiro, e é por isso que a religião da Bíblia, a religião que Deus deu à humanidade, sempre foi uma “religião organizada”.
Por outro lado, não há duvida de que, no livro de Jeremias, o Senhor estava procurando fazer com que as pessoas deixassem os rituais frios, mortos, mas muito organizados, que tinham passado a dominar sua fé. As pessoas acreditavam que esses rituais cobriam seus pecados.
Como foi dito anteriormente, a grande maioria das lutas de Jeremias era com os líderes, os sacerdotes e as pessoas que acreditavam que, por serem os escolhidos de Deus, os filhos de Abraão e o povo da aliança, estavam bem com o Senhor. Que triste engano, contra o qual nós, que também somos descendentes de Abraão (Gl 3:29), precisamos nos precaver!
2. Qual é a mensagem das seguintes passagens de Jeremias? Como podemos aplicar os princípios expostos nelas à nossa experiência com o Senhor? Jr 6:20; 7:1-10
Leia Jeremias 7:9, 10. Se alguém deseja encontrar uma situação que se encaixe naquilo que tem sido chamado de “graça barata”, essa passagem certamente apresenta uma dessas situações. Ironicamente, as pessoas faziam todas aquelas coisas pecaminosas, e depois voltavam ao templo para “adorar” o Deus verdadeiro e reivindicar perdão para os seus pecados. Deus não Se deixa escarnecer. A menos que mudassem seus caminhos, especialmente sua maneira de tratar os fracos entre elas, enfrentariam um juízo severo.
Os que assim pensam e agem estão sujeitos a um grande engano: a crença de que sua religião organizada e seus rituais são suficientes para cobrir seus pecados, de forma que possam continuar neles.
Qual é a diferença entre o problema sobre o qual Jeremias advertiu e o que Jesus disse em Mateus 9:12? Por que é importante conhecer essa diferença?

TERÇA - Religião do coração (Ano Bíblico: Ap 1–3)

“Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14:12).Grande parte do livro de Jeremias é dirigida à nação como um todo.
Repetidamente ele falou sobre Israel e Judá, de maneira corporativa, como a “videira seleta” de Deus (Jr 2:21, NVI), ou a “amada” do Senhor (Jr 11:15; 12:7, ARC), ou a “herança” de Deus (Jr 12:7-9), Sua “vinha” (Jr 12:10) e Seu “rebanho” (Jr 13:17). Sem dúvida, nesse livro obtemos um senso da natureza corporativa do chamado que o Senhor fez à nação.

Logicamente, o mesmo ocorre no Novo Testamento, onde, diversas vezes, a igreja é entendida no sentido corporativo (ver Ef 1:22; 3:10; 5:27).
Contudo, a salvação é uma questão pessoal, não corporativa. Não somos salvos num pacote. Como ocorria com a igreja do Novo Testamento, a nação de Judá era composta de indivíduos, e é no nível individual que surgem as verdadeiras questões cruciais. O famoso texto de Deuteronômio 6:5: “Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”, embora dito à nação como um todo, está escrito na segunda pessoa do singular, isto é, “tu”. Deus está falando a cada um, individualmente. No fim das contas, cada um de nós, pessoalmente, terá que dar contas de si mesmo a Deus.
Encontramos a mesma coisa em Jeremias.
3. O que os textos seguintes dizem sobre a importância de uma experiência pessoal, individual com o Senhor? Jr 17:7; Jr 17:10; Jr 29:13  e Jr 9:23, 24 
Embora ambos os testamentos da Bíblia falem sobre a natureza corporativa da igreja de Deus, a verdadeira fé é a entrega diária de cada pessoa ao Senhor, e a escolha pessoal de andar em fé e obediência.
Mesmo não havendo dúvida de que cada um de nós é responsável por si mesmo, como podemos ter a certeza de que estamos fazendo tudo o que podemos para inspirar e encorajar outros? A quem você pode dizer hoje algumas palavras amáveis e inspiradoras?


Provai e Vede – 26/12/15


Olá Amigos!
Mais uma vez o Provai e Vede vem falando do amor de Deus por nós. Vamos ouvir a história A casa das 4 mulheres.
Esta é uma produção da Divisão Sul Americana, com a direção de Melchi Rodrigues, com a voz padrão do nosso amigo Daniel Gonçalves.
Que todos possam usufruir deste trabalho.
Um grande abraço e fiquem com Deus.
Download  Aqui

Comunicadores adventistas constroem pontes para a missão

Evento global de comunicação incentiva troca de experiências para otimizar o trabalho da comunicação adventista. Richard Stephenson e Alyssa...